Categoria: Poltrona Cabine
Poltrona Cabine: Memórias Secretas/Lívia Lima
Tensão define.
Memórias Secretas traz às telas, o nonagenario e sobrevivente de Auschwitz, Max, interpretado por Martin Landau, que promete ao seu parceiro de asilo, que, assim que sua esposa falecesse, ele iria buscar vingança indo atrás do homem responsável pelo extermínio de suas famílias. O grande problema é que Max sofre de Alzheimer e isso dificulta a sua jornada, fazendo com que ele necessite carregar uma carta de seu “asilomate” explicando a situação, caso seja necessário a retornar à lembrança.
O homem que Max busca se chama Rudy Kurlander, e existem quatro pelo país que podem ser o procurado.
O diretor do filme é Atom Egoyan, armênio que fez O Doce Amanhã, filme que já foi premiado com uma Palma de Ouro no festival de Cannes.
Entretanto, Memórias Secretas está longe de merecer um prêmio tão renomado.
O filme cria uma tensão surreal: uma missão perigosa feita por um senhor de idade, com leves problemas, causa uma tensão natural em qualquer ser humano digno de compaixão. É impossível não sentir por Max e torcer para que ele consiga ficar bem no final.
O longa cumpre bem o seu papel neste quesito, por conseguir prender a atenção, conseguir segurar o espectador na sala de cinema e criar uma necessidade de saber o que vai acontecer com o protagonista.
Mas se faz necessário muito mais do que isso para poder criar um filme de alta qualidade e a impressão que fica é de que o diretor perdeu a mão de como fazer um filme digno de um prêmio de alto escalão.
Egoyan fez uso de um tema que poderia render um filme completamente rico, bem explorado, e que poderia até gerar um filme em homenagem à memoria dos sobreviventes, mas tornou o longa apenas sobre vingança e a busca incessante pela mesma. Mais do mesmo.
Todos ingredientes certos estão lá: o suspense, a tensão e o tema que pode ser muito bem explorado. O grande pecado foi forma como todos os acima foram utilizados: de forma rasa e supérflua.
Cotação Poltrona: 3 poltronas
Poltrona Cabine: Heróis da Galáxia/Bruno Valadão
Heróis da Galáxia: Ratchet e Clank. 3/7
Cotação: Duas poltronas/Cinco
Chegando aos cinemas no dia 5 de Maio, Heróis da Galáxia conta a história de um mecânico de naves espaciais, Ratchet, que quer se tornar um patrulheiro galáctico, apesar de ser meio estabanado, e tem sua vida moldada em torno de seu grande herói, o Capitão Qwark. Sua vida muda drasticamente quando, por acidente, Ratchet descobre nos destroços de um veículo espacial, um pequeno robozinho, Clank, que possuía os planos de invasão e destruição de todo um corrupto governo galáctico liderado pelo presidente Drek, que pretende roubar pedaços de planetas para construir o que seria o planeta perfeito e lucrar em cima desse novo empreendimento. Cabe apenas a Ratchet, junto a seu novo amigo Clank, a se reunir com a tropa do Capitão Qwark para deter os planos do vilão Drek.
Baseado na franquia de jogos homônima, o longa animado de Ratchet e Clank conta a mesma história de origem que vemos no jogo lançado nesse mesmo ano de 2016 pela produtora original, a Insomniac Games, para o PlayStation 4. Esse reconta em um novo formato, gráficos atualizados e história repaginada dos acontecimentos do game original de 2002 para a plataforma PlayStation 2. Apesar da linha de raciocínio dos personagens principais ser praticamente a mesma entre os jogos, os acontecimentos da nova versão quanto as motivações do personagem de Ratchet é um pouco diferente, no geral, tem sua história diluída e mais elaborada, talvez pela adição de novos personagens secundários.
Lançado nos EUA em 29 de abril, Heróis da Galáxia pode não ter um enredo tão impressionante, mas tem um visual bem colorido e bem humorado, demostrando uma adaptação bem fiel ao conteúdo original dos jogos. Arrisco a dizer que não deixará nada a desejar aos fans da franquia, especialmente quanto às referências a outros títulos da Insomniac Games. Mesmo assim, o filme parece ter sido mal recebido, tanto pelo público, quanto pela crítica especializada no exterior. Na versão original, conta com as vozes talentosas de Paul Giamatti, John Goodman, Bella Thorne, Rosario Dawson e Sylvester Stallone no elenco de apoio e também James A. Taylor com David Kaye reprisando seus papéis do jogo nas vozes dos personagens principais.
Poltrona Cabine: Maravilhoso Bocaccio/Lívia Lima

Bucólico, romântico, sonhador.
Maravilhoso Bocaccio relata, com sensibilidade ímpar, a história de 7 mulheres e 3 homens que buscam refúgio em uma casa de campo, próximo a cidade de Florença, que está sendo devastada e devorada pela peste negra, no século XIV. Em uma tentativa de sobrevivência, os jovens contam uns com os outros e criam entre si o passatempo de partilhar histórias; histórias distintas mas que tem em comum uma única característica: todas falam sobre o amor.
O longa é uma obra de arte estética: possui uma atenção e importância singular aos detalhes, fotografia impecável e paisagens que remetem exatamente a idéia que se tem da Europa na época retratada, não só pelos panoramas geográficos verdes e extensos, mas também pelas construções presentes, que agregam muito valor a esse quesito.
Em contrapartida, apesar do trabalho visual impecável, as atuações não carregam a preocupação de se assimilar a realidade. Tanto o trabalho dos atores principais quanto dos personagens das histórias contadas são extremamente teatrais e parece que essa foi exatamente a intenção.
O humor se faz presente de forma simples e direta, acrescentando muito aos contos e tornando o filme leve e divertido de uma forma bem sutil.
O filme dos irmãos Taviani parece querer reforçar o poder do amor, mostrando que, por mais que a doença aflija os personagens, existe algo que resgata as forças e a esperança que ainda possa existir. A sobrevivência dos jovens, além de física, é emocional.
As histórias contadas falam também de traição, de amizade, de vingança, de religião, mas o elemento principal e, talvez, mais forte que todos os outros, é o amor.
A obra em sua essência, é simples. Não pode se esperar uma incrível surpresa ou reviravolta, mas é possível entender porque o longa conquistou a Palma de Ouro no festival de Cannes. É uma viagem no tempo: cores, cheiros, odores, texturas e sentimentos parecem saltar à tela e proporcionam, de fato, uma viagem digna do termo ‘sinestesia’.
De maravilhoso, não só o título: também a experiência.
Cotação Poltrona de Cinema: 3,5
Poltrona Cabine: A Frente Fria que a Chuva Traz/Raphael Barros Marques
Olá. aqui é o Rafael e hoje falaremos de um lançamento nacional: A Frente Fria que a Chuva Traz, distribuído pela Downtown Filmes e dirigido por Neville D”Almeida. Estão também no elenco Bruna Linzmeier, Flavio Bauraqui, Johnny Massaro, Chay Suede, Juliana Lohmann, Michel Melamed, dentre outros.
Sinopse:
Liderados por Alison (Johnny Massaro), um grupo de jovens ricos, aluga com frequência uma laje na favela carioca do Vidigal, onde costuma organizar festas regadas a muita bebida e drogas. O local pertence à Gru(Flavio Bauraqui), que vive rondando os locatérios, ora reclamando dos abusos cometidos, ora simplesmente sonhando em fazer parte daquela realidade. Durante o dia, vários deles permanecem no local aproveitando a bela vista para se bronzear. Uma delas é Amsterdã, uma jovem pobre que se infiltra nas festas dos ricos para conseguir drogas , mesmo que para tanto, precise fazer favores sexuais como forma de pagamento.
Análise:
Sexo, drogas e rock and roll, quer dizer, muito funk! O filme se passa em uma comunidade carioca onde um grupo de jovens ricos querem se divertir. O filme te leva a um mundo onde alguns vão olhar com inveja e outros com repúdio. Vivenciar uma flasa realidade onde o dinheiro pode solucionar todos os problemas. Não podemos esquecer das cenas de humor, sim, há cenas dessas. Recomendadíssimo!!
