Poltrona Cabine: Os Brinquedos Mágicos/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Os Brinquedos Mágicos/ Cesar Augusto Mota

Animações com brinquedos que ganham vida à distância dos olhos humanos sempre mexem com o imaginário do público, seja de crianças ou de jovens, ainda mais se vierem acompanhados de grandes aventuras e histórias que empolguem e prendam a atenção. Porém, não acontece nada disso com ‘Os Brinquedos Mágicos’ (Toys and Pets), de Gary Wang, uma produção chinesa que traz traços da cultura oriental e toda sua arte milenar.

Vemos de início pequenos bonecos que ganham cores diferentes quando despejam chá em seus corpos. Quanto mais profunda a cor, mais precioso é o boneco. Nathan vive em uma loja de chá com seus amigos, mas ele não consegue mudar de cor e sofre com as gozações dos colegas. Quando um robô surge e diz ser do futuro, Nathan e seus amigos decidem se unir a ele e embarcar em uma aventura, que envolve o sumiço de Mei, um dos bonecos, sequestrada por Raio, um rato que vive nos esgotos e coleciona peças raras.

Quem lê a sinopse, logo se anima, mas o que se imagina ser o objetivo do protagonista, o resgate de Mei, a única boneca do grupo, acaba por ficar em segundo plano, e retornando somente na reta final da narrativa. A preocupação inicial fica em delimitar as angústias e anseios de Nathan e Futurobô, o robô do futuro: o primeiro quer mudar de cor e ser aceito por seu grupo, o outro quer se livrar da dependência do comando de voz e ter controle sobre sua vida.  A relação de amizade entre eles até é bem explorada, mas o ritmo da trama é demasiadamente apressado, e os conflitos internos não são bem abordados.

O vilão é bem caricato, não possui bons contornos e suas ambições são abordadas superficialmente, como a vontade de guardar relíquias e explorar a beleza. Falta um enredo bem amarrado, que instigue a plateia, além de personagens convincentes e cativantes. A estética é agradável, mas falta um roteiro consistente. A busca pela felicidade ou aceitação? Não faltaram palavras de efeito, mas o espectador fica confuso com a enorme quantidade de eventos que acontecem, mas grandes oportunidades não são aproveitadas, como uma melhor compreensão do universo de Nathan e Futurobô, além de uma abordagem mais incisiva sobre a revolução na China e as grandes transformações econômicas pelos quais o país passou, entrando de vez no mundo capitalista.

Mas nem tudo está perdido nessa obra. As texturas são belíssimas, o plano visual lembra muito o de Toy Story, e os recursos empregados para mostrar a visão de Futurobô ilustram com precisão a inteligência artificial e todos os seus benefícios, além dos portais e feixes de luz que o robô utiliza para escanear todo o ambiente e demonstrar que de fato vem do futuro. São elementos compensadores para uma produção que prometia e ficou devendo.

Apesar de superficial e com uma trama composta por diversas lacunas, ‘Os Brinquedos Mágicos’ é uma animação que proporciona entretenimento e nos faz viajar por um mundo repleto de magia e rico em cultura. Uma obra que diverte por pouco tempo, e nada mais, infelizmente.

Cotação: 2,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Rainhas do Crime/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Rainhas do Crime/ Cesar Augusto Mota

Filmes que envolvem a máfia e o poder dos gângsters sobre uma cidade estão cada vez mais populares, e começaram pelas mãos de Francis Ford Coppola com sua saga ‘O Poderoso Chefão’ e depois com Martin Scorsese, com ‘Os Bons Companheiros’, ‘Cassino’ e ‘Os Infiltrados’.  Essa temática requer não só uma boa leitura por parte do diretor, mas também criatividade para trazer uma história envolvente e personagens capazes de cativar a plateia e levá-la até o fim da trama. E justamente da criatividade que se utiliza a diretora Andrea Berloff (Straight Outta Compton: A História do N.W.A) no longa ‘Rainhas do Crime’ (The Kitchen), com protagonistas mulheres. Mas é um filme feito somente para elas?

Adaptação da HQ ‘The Kitchen’, da Vertigo, a história se passa em Nova York, em 1978, cidade marcada por suas casas de penhores, lojas de artigos eróticos e bares de péssima reputação. Os 20 quarteirões entre a 8ª avenida e o rio Hudson dominados pela máfia e conhecidos como Hell’s Kitchen jamais foram considerados pontos ideais para se viver, e a situação fica ainda mais complicada quando os poderosos mafiosos e controladores do local são presos pelo FBI. As esposas dos gângsters, Kathy (Melissa McCarthy), Ruby (Tiffany Haddish) e Claire (Elisabeth Moss), resolvem assumir as rédeas do negócio, dispostas a cuidar de todas as falcatruas e eliminar a concorrência. Elas terão que mostrar que são capazes de comandar a vizinhança e aguentar todo tipo de pressão.

O trio apresentado ao espectador é bem heterogêneo, mas unido. Kathy é o cérebro, com forte espírito de liderança e bem flexível, Claire é a aprendiz e se mostra sempre disposta a se aperfeiçoar, já Ruby quer sempre fazer tudo do seu próprio jeito. E são essas diversidades que fazem as três protagonistas se completarem e mostrarem muita cumplicidade durante os 102 minutos de duração da história. E o contexto da trama, mesmo sendo na década de 70, sem dúvida pode se passar na atualidade, tendo em vista as questões de gênero e também a luta contra o preconceito e disputa por poder. As três personagens centrais a cada cena procuram mostrar que são independentes e com capacidade de controlar a cidade de Nova York, além da vontade de lutar contra o sistema, frio e opressor.

A fotografia, com a predominância da cor vermelha, além de uma trilha sonora vibrante, foram outros ingredientes para um filme tão envolvente, violento e dinâmico. Os planos fechados nas cenas que envolvem mutilações também causam arrepio no espectador, como um bom thriller de gângster pede. A montagem e direção de arte são precisa e quem acompanha se impressiona com tamanho realismo das sequências. E além do aspecto técnico, a história tem muito a oferecer, com impressionantes reviravoltas que envolvem as três comparsas e seus maridos, com sérias consequências para ambos.

As atuações são sólidas, as atrizes mostram que não são apenas comediantes e podem encarar qualquer papel. E o filme não é de mulheres para mulheres, há também um forte elenco masculino, composto por Domhnall Gleeson, Common, Bill Camp e Brian d’Arcy James, um forte suporte para uma narrativa que lida com machismo, opressão, poder e a necessidade de afirmação. E, nesse pultimo caso, não pelo fato de serem mulheres, mas para mostrarem que não dependem de outros para atingirem seus objetivos. E isso fica evidente em um diálogo que envolve Kathy, o marido e um mafioso italiano. O gângster afirma que não precisa do companheiro de Kathy para mais nada, e ela devolve com ‘e eu também não’.

Intrigante, violento, agitado e emocionante. ‘Rainhas do Crime’ mostra ao público que é possível contar uma história interessante e com mensagens necessárias e importantes, e tudo pode se dar com pessoas talentosas em frente e por trás das câmeras.

Cotação: 4,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Voando Alto/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Voando Alto/ Cesar Augusto Mota

Saber conviver com as diferenças e respeitá-las. No contexto atual, vemos que isso ainda está longe de ocorrer, lamentavelmente, no que concerne à espécie humana. Esse problema é abordado no mundo animal e em formato de animação, notamos clara rivalidade e ojeriza entre andorinhas e gaivotas em ‘Voando Alto’, produção de baixo orçamento. Parece interessante, mas será que a história é bem construída e o arco dramático bem traçado, a ponto de empolgar a plateia?

A animação aborda a história de Manou (Josh Keaton), uma andorinha que acaba por parar, ainda no ovo, no ninho de um casal de gaivotas. Ele é adotado e criado de forma diferente, mas não se sente integrante de sua própria espécie, tendo em vista que há características de andorinha que não batem com a de uma gaivota, como bater asas em vez de planar e comer insetos, ao contrário da segunda espécie. Esses claros sinais de incompatibilidade provocam o espanto de alguns e sentimento de reprovação de outros do bando, fazendo o protagonista descobrir outras andorinhas na região e, consequentemente, se sentir parte integrante de um grupo.

Quem acompanha sente que já viu algumas coisas antes, como um bicho que pensa que é outro e uma ave que tenta e não consegue voar. Na mente, já aparecem imagens de ‘A Era do Gelo 2’ e ‘Rio’, mas não se trata de plágio, são meras referências a duas produções de sucesso. Mas a história beira o previsível e não oferece muitos desafios ao protagonista, os percalços surgem, mas são de fáceis resoluções. Nota-se que a animação foi feita mais para atrair o público infantil, mas não atrai faixas etárias maiores, tendo em vista a história simples, infantilizada e o conto do patinho feio feito de forma moderna.

Mas nessa produção nem tudo é irregular, como o roteiro e as texturas dos personagens, a mensagem transmitida é bonita e edificante, as diversidades existem, mas todos são iguais. Além disso, a empatia que a animação traz também é outro elemento de valor, com a relação de Manou com Luke, seu irmão gaivota, e a amizade que constrói com o bando de andorinhas e a cumplicidade que existe entre ele e Kalifa, a líder do grupo de sua espécie.

Apesar da preocupação em entregar uma boa história e transmitir belas mensagens, ‘Voando Alto’ ficou com um gosto de quero mais, afinal, uma animação pede uma estética mas bem elaborada e uma narrativa mais envolvente e complexa, faltou ousadia e firmeza aos produtores, que preferiram enveredar por caminhos já conhecidos do grande público.

Cotação: 3/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Não Mexa com Ela/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Não Mexa com Ela/ Cesar Augusto Mota

Retratar o universo feminino no cinema envolve não só detalhar suas nuances, mas também seus desafios constantes. A mulher não só conseguiu se firmar na sociedade, mostrando que era muito mais que uma dona de casa, como também capaz de chegar ao mercado de trabalho e realizar com competência ofícios desempenhados por homens. Mas ela ainda enfrenta caminhos árduos, como ter de lidar com o preconceito e sofrer assédio sexual. E é justamente esse segundo mal que será apresentado na narrativa de ‘Não Mexa com Ela’, filme israelense de Michal Aviad, uma triste realidade que ocorre em Israel, no Brasil e em várias partes do mundo. Um problema sério e que não pode deixar de ser combatido.

Com uma família numerosa e sérias dificuldades financeiras por conta da pouca clientela do restaurante recém-inaugurado do marido, a jovem Orna (Liron Ben Shlush) toma a iniciativa de voltar a trabalhar e entra no ramo imobiliário, como secretária. Sua competência e tino para os negócios não só chamam a atenção de seu chefe, Benny (Menashe Noy), que logo a promove à gerente de vendas. Orna, por conta de sua rápida ascensão, passa a ser a principal provedora de sua casa e ao mesmo tempo em que cresce na empresa ela passa a ser alvo de assédio de seu superior. De início ela pensa se tratar de meros elogios, mas a situação piora e ele se sente envolvida em meio a uma teia e com muitas dificuldades para sair dela.

A diretora Michal Aviad opta em tratar do assédio de uma forma gradual, e não o de inserir uma cena forte e posteriormente usar flashbacks. Na primeira investida de Benny, que sugere que Orna solte os cabelos e se vista de forma mais sensual até a tentativa de beijá-la leva um certo tempo, mas esse ritmo lento até chegar a ocasiões mais chocantes é empregado de forma proposital para que o espectador fique angustiado e ao mesmo tempo curioso para saber qual irá ser a reação da vítima e qual o próximo passo ela vai dar. E tudo é feito de uma forma sutil e precisa, numa vibe bem envolvente e clima de alta tensão.

O uso de planos mais fechados e a câmera acompanhando a protagonista pelas mais diversas locações, seja no local de trabalho, em uma construção ou até mesmo nos cômodos de sua casa para acompanhar sua angústia e estado de choque contribuem para um envolvimento maior do espectador com o drama da personagem principal, além de fazê-lo se por no lugar dela e levantar alguns questionamentos não só em relação ao assediador, mas como ela mesma. A proposta não é a de julgar a vítima ou de criticar suas atitudes, mas a de mostrar que o problema existe, que precisa ser resolvido e cada um reage de uma forma.

As atuações do elenco são de encher os olhos e mostram os comportamentos dúbios dos dois personagens que dividem a atenção do público: o chefe da imobiliária, que sabe do valor de sua funcionária e a valoriza dentro da empresa, além de olhar para ela de maneira desejante e todas as investidas que faz; além da mãe de família que trabalha arduamente e mostra um comportamento inicialmente passivo, num claro choque emocional pelos constantes assédios e o sentimento de culpa por achar que provocou as situações. A sagacidade de Liron Ben Shlush de mostrar fragilidade e depois força com sua personagem mostra claramente seu incômodo com os constantes assédios sofridos, capaz de causar empatia com o público. Já Menashe Noy, que vive o patrão, incorpora de forma competente o superior, alguém que pensa que sairá por cima e nada lhe irá acontecer por gozar de uma posição privilegiada, provocando indignação na plateia e ao mesmo tempo visualizar o sentimento de impotência da vítima. Um belo trabalho de elenco e também da direção, que soube aproveitar as performances de cada ator e tornar a história ainda mais empática, humana e engajante.

Um filme envolvente, perturbador e, principalmente, necessário. ‘Não Mexa com Ela’ é uma produção com um assunto de cunho universal e que lamentavelmente ainda está distante de uma resolução. O cinema a cada dia alcança novas vertentes, de entretenimento, informação e também de conscientização. Uma obra que vale ser acompanhada.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Simonal/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Simonal/ Cesar Augusto Mota

Rei do swing, dono de uma voz contagiante e com uma grande presença de palco, exalando muito brilho e simpatia. Todos esses predicados são poucos para descrever Wilson Simonal, tido como um dos melhores cantores que o Brasil já teve e que foi injustiçado durante o período da Ditadura Militar. A cinebiografia ‘Simonal’, sob direção do estreante Leonardo Domingues, traz momentos grandiosos da carreira do artista, bem como momentos complexos, como as perseguições políticas que sofreu, sua condenação por sequestro e extorsão de seu contador e seu isolamento em decorrência de acusações de que teria delatado amigos como Gilberto Gil e Caetano Veloso ao DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). Uma obra de alto grau de complexidade e que vai exigir uma montagem precisa, além da performance de seu elenco. Será que o resultado é positivo?

Logo de início, o espectador se depara com um jovem Wilson Simonal (Fabrício Boliveira) se apresentando com seu conjunto, o Dry Boys, em bares e festas até serem descobertos por Carlos Imperial (Leandro Hassum), responsável por lançar grandes talentos, dentre eles o rei Roberto Carlos. Contratado inicialmente como secretário de Imperial, Simonal conheceu novos contatos até despertar a atenção de Miéle (João Velho), que teve papel determinante em sua trajetória. Após o sucesso, alcançou um nível que jamais imaginou, tendo inclusive um programa de televisão na TV Record e a assinatura de um contrato com a Shell, sendo o principal nome nas campanhas da multinacional. Mesmo no auge, Simonal passou a sofrer com sua inaptidão para administrar suas finanças, além das denúncias de que teria envolvimento com a ditadura e que estaria colaborando com os militares, o que o levou à decadência e completo isolamento.

Com uma vasta carreira regada de momentos grandiosos e também de polêmicas, reunir tudo em uma produção de 105 minutos não foi uma tarefa fácil. O mérito inicial do filme está na montagem, que faz perfeitas remissões à década de 60 e 70 e com um ótimo trabalho de direção de arte e planos-sequência que valorizam o protagonista e que dão a dimensão do frisson que Wilson Simonal causava cada vez que pisava em um palco diferente, levando a plateia ao delírio. O lado controverso de Simona, como era carinhosamente conhecido por seus amigos, não foi deixado de lado, sendo retratado com todo o cuidado e com todas as faces expostas, desde a menção honrosa que fez a Martin Luther King e o desejo de continuar a alegrar o povo com suas músicas, sem se importar com o sentido e as mensagens contidas nas letras e as possíveis consequências. Dono de personalidade forte, Simonal passou a irritar a imprensa e a incomodar os militares, e isso foi determinante para o triste destino que teve, o ostracismo. O filme não procura fazer juízo de valor, não quer condenar ou tampouco absolver Simonal, mas se ater aos fatos reais, deixando para o espectador a missão de tirar conclusões.

Outros pontos importantes nos quais o filme toca são questão política, assunto do qual Simonal se mostrava em posição neutra, a afirmação do negro no mercado fonográfico, algo até então impensável, além das questões de delações e disseminação de notícias sem provas, as populares ‘fake news’ nos dias atuais. A cinebiografia não se restringe apenas a abordar a qualidade das músicas de Simonal, mas também a de mostrar a dura realidade que o canto enfrentou e que se assemelha a que vivemos hoje, uma sociedade cercada por um alto consumo de notícias e que muitas vezes ganham altas repercussões, além da intolerância com as diferenças ideológicas e o alto grau de consumo em um meio capitalista, o que é demonstrado no filme por Teresa (Isis Valverde), a esposa de Simonal, que não media consequências e também nãos e preocupava em poupar os ganhos da família.

Fabrício Boliveira (Além do Homem) consegue carregar muito bem o filme, sem se esquivar dos momentos mais tensos de Simonal no que tange aos desentendimentos com a imprensa, principalmente com o Jornal Pasquim, além do processo que o cantor enfrentou de sequestro e extorsão, tendo sido posteriormente condenado. O desembaraço no palco e a carga dramática demonstrada nos momentos mais complexos são dignas de elogios, tendo o ator cumprido o propósito da obra, de mostrar Simonal dentro e fora dos palcos, com suas virtudes e defeitos. Outro destaque fica com Isis Valverde (Amor.com), na pele de Teresa, esposa de Simonal. Sua personagem começa timidamente, mas depois demonstra força ao longo da narrativa, uma figura sólida, uma viga mestra na vida do cantor. É graças às intervenções de Teresa que Simonal consegue segurar as pontas e atravessar os momentos mais difíceis de sua carreira, como a prisão e o esquecimento da mídia e do público após as graves denúncias que vieram à tona. Coube a ela impedir que Simonal não se entregasse e encontrasse forças para sair do fundo do poço e fosse em frente.

‘Simonal’ brinda o público com a trajetória de um artista icônico e de grande legado na música brasileira, com uma direção competente e uma obra multifacetada, com todos os desdobramentos possíveis e uma história envolvente. Mesmo com altos e baixos, Wilson Simonal deixa importantes lições, um artista deve se preocupar primeiramente em alegrar seu público, independente da crítica e da imprensa, e sem deixar o braço a torcer.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota