O Jogo da Imitação conta a história da vida do gênio britânico Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos, no período da segunda guerra mundial. Durante esse momento histórico, o governo britânico decide montar uma equipe especializada, para compreender e quebrar o Enigma, código que os alemães utilizavam para enviar mensagens criptografadas aos seus submarinos. O projeto era construir uma máquina que descodificasse as mensagens no menor tempo possível, para que os ingleses pudessem ver as mensagens antes que as ordens fossem executadas. O objetivo principal era antecipar o fim da guerra significativamente.
Numa atuação brilhante e cheia de profundidade, Benedict Cumberbatch nos mostra um Turing intransigente e de difícil convivência. Tendo como amiga, apenas Joan Clarke, vivida pela atriz Keira Knightley. Joan é uma mulher comum, mas de muita inteligência; que se torna a principal incentivadora de Turing.
O filme permeia questões sociais típicas da época, como homossexualismo, a ética nos tempos de guerra e a participação da mulher de forma efetiva na solução de problemas sociais importantes.
Numa apresentação formada por histórias independentes que finalizam-se em si mesmas, o filme parece inconsistente. No entanto, surpreende pela leveza que conduz uma história tão dramática e pela atuação dos protagonistas que embelezam a trama com sua integridade e talento únicos.
O filme foi indicado ao Oscar de Melhor filme, ator (Benedict Cumberbatch), atriz coadjuvante (Keira Knightley), direção, edição, trilha sonora, design de produção e roteiro adaptado.
O filme é um quadro vivo. Tem uma fotografia rica como há muito tempo não se via. A história é uma comédia leve, quase o desenho de um cartunista com personagens exagerados nos trejeitos e nas cores.
Durante o período entre as duas grandes guerras, um famoso hotel europeu mantém suas tradições de elegância, cordialidade e íntima relação com seus clientes. O lendário concierge Gustave H, motivado pela chegada de um novo e jovem empregado, o mensageiro Zero Moustafa, resolve firmar amizade e transformá-lo em seu pupilo.
Dessa inédita e intensa amizade, surgem as mais diversas aventuras que passam pelo assassinato de uma rica cliente do hotel e o roubo de um quadro renascentista. Quadro esse que foi deixado em testamento para Gustave H.
A batalha da família pela fortuna deixada, gera as mais pitorescas situações para a dupla de mocinhos. E dentro desse contexto, o filme vai apresentando de forma sutil as transformações históricas da primeira metade do século XX.
É um filme que marca pelo inusitado, com personagens que beiram a caricatura, mas nos envolvem pela simplicidade de sentimentos e pela integridade que conduz toda a história.
O longa concorre a nove categorias no Oscar, incluindo de melhor filme, e já conquistou prêmios como o do júri no Festival de Berlim e melhor filme de comédia ou musical no Globo de Ouro 2015.
A resenha de hoje da nossa Maratona Oscar será feita pelo crítico de cinema do site Pipoca Gigante, Pablo Bazarello. Uma participação pra lá de luxuosa. Aproveitem, poltroneiros!
Crédito da foto: Reprodução da Internet.
Uma das coisas que mais satisfaz quem assiste a muitos filmes é a originalidade. Dar a pessoa algo novo. E não digo apenas uma história, mas a forma como é contada (a narrativa), as performances ou qualquer outro elemento formador do todo. É justamente esse o presente que ganhamos ao adentrarmos “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”, uma incursão sem precedentes pelos bastidores do showbusiness. O diretor mexicano Alejandro Gonzáles Iñárritu (indicado para cinco prêmios Oscar – três por este filme) finalmente sai de sua zona de conforto narrativo para apresentar algo totalmente diversificado – o que por si só já é um grande atrativo.
“Birdman” é como uma dessas bonecas russas: existe dentro de si em variados níveis de metalinguagem. O filme foi criado por Iñárritu para o ator Michael Keaton e traça forte paralelo (apesar de negarem) com a carreira do veterano. Na trama, Keaton protagoniza como Riggan, ator que já esteve no topo do mundo ao viver um dos primeiros super-heróis de quadrinhos nas telonas, o fictício Birdman. Na vida real, Keaton foi Batman em 1989 e 1992 e teve o maior momento de projeção em sua carreira com tais blockbusters. Com certa idade, o protagonista planeja sua grande volta ao produzir, adaptar, dirigir e estrelar uma peça teatral da Broadway.
Na vida real, Keaton voltou aos holofotes devido ao sucesso crítico que “Birdman” tem conquistado. Além das dificuldades que o protagonista passa para estrear sua peça, todos dilemas dignos de Woody Allen – atores que saem da peça e ameaçam processo, atores talentosos mas extremamente egocêntricos, atrizes com quem se envolveu –, Riggan vive um conflito interno Freudiano. Precisa provar para si e para o mundo que é um ator de verdade e não uma piada de Hollywood, um produto feito para gerar fortunas. Existe um dizer que afirma que o cinema é a mídia de diretores; a TV, dos escritores; e o teatro, dos atores. Seguindo esta lógica, só é considerado um ator quem passou pela experiência do “ao vivo”.
Cada personagem é minuciosamente confeccionado para representar uma vertente, uma personalidade questionadora dentro do meio artístico. Assim temos a cria do showbizz (Emma Stone), o ególatra (Edward Norton), o empresário faz-tudo (Zach Galifianakis), a ex-mulher (Amy Ryan), a menosprezada (Andrea Riseborough) e a insegura (Naomi Watts). Porém, nenhum outro retrato é tão importante para o núcleo da obra quanto o da crítica teatral Tabitha (Lindsay Duncan). Ela é um forte conduíte para uma das principais discussões apresentadas pela obra: arte versus entretenimento. Pré-disposta a achincalhar a produção de Riggan antes de sua estreia, a personagem rende um dos melhores trechos de diálogo na colisão com o protagonista em um bar. Nesse momento, talvez falando para todos os críticos do mundo, Iñárritu revela o quanto pode ser perigoso o status que certos formadores de opiniões possuem.
Além de tudo isso, “Birdman” ainda possui um monte de atrativos, como o fato de ter sido aparentemente rodado numa tomada única (apenas aparentemente), como uma verdadeira peça, na qual é exigido dos atores um grande domínio de cena. Os elementos técnicos são apenas a cereja do bolo, e “Birdman” merece ser detalhadamente estudado ao longo dos anos. Sem dúvidas, é um dos filmes que têm mais a dizer sobre seu tema específico nos últimos tempos.
“Qualquer coisa que encoraje o crescimento de laços emocionais tem que servir contra as guerras”
(Freud)
Hoje falaremos sobre o Oscar, na Maratona do Poltrona. mais especificamente sobre o filme Sniper Americano.
->Sniper Americano
O filme contará a história de Chris Kyle (Bradley Cooper). Ele é um homem cujo sonho é virar um cowboy profissional , mas desde cedo já mostrou aptidão com as armas.
Em 11 de Setembro de 2001 , Chris decide fazer um curso para entrar no SEAl (Comando Naval de Operações Especiais da Marinha Americana) ,conhece a esposa e então descobrem sua habilidade com as armas. Ele vira atirador de elite e acaba sendo mandado para o Oriente Médio.
-> Análise
Eu gostei muito do filme. Achei que o ator principal (Bradley Cooper, indicado) retratou a vida de um militar muito bem.O filme nos mostra como é a rotina de uma pessoa que “traz a paz para um país”, o seu treinamento, os seus pensamentos, seu ato de ter que matar crianças ,mulheres , idosos em suma,a sobrevivência das pessoas que moram nesses lugares. O medo delas é muito trabalhado nesse filme, de Clint Eastwood.Mas também, por outro lado, é trabalhada a questão familiar, como é a vida de uma família onde o filho, marido, o pai está em uma guerra ,a preocupação que isso gera, a falta da presença do pai , a volta para casa e os traumas deixados.Eu acho que os filmes de guerra são bons para conscientizar a população de que a ela traz muita tristeza, por vezes traumática para as pessoas que vivem no território e também para aquelas que tentam ajudar. O filme será muito importante para o nosso cenário atual, com o Estado Islâmico e a retomada da guerra no Iraque.
Relatos Selvagens traz uma visão nada simplista de cotidiano e explora uma hiper realidade do comportamento humano, deixando um contraste bem destacado entre o humor e a tragédia.
Já tivemos anteriormente experiências de filmes de comédia com histórias que não são interligadas mas que não fizeram sucesso, porém, Relatos Selvagens tem um certo humor negro e veio para mudar um pouco este panorama.
Este filme possui seis historias que individualmente são engraçadas e coletivamente tem muita força, energia, porém nao são interligadas.
São elas: Pasternak, Las Ratas, El Más Fuerte, Bombita, La Propuesta, Hasta que la Muerte no Separe.
Fica um tanto confuso tantas histórias diferentes, mas ao término da sessão o espectador tem uma sensação de querer incomodar a poltrona ao lado e dizer assim ” você prestou atenção naquela cena? “, a sensação de recados em seu subconsciente, de mensagens que o alertam de coisas tão comuns do cotidiano, que no fundo não poderiam passar desapercebidas.
Entre as histórias, temos a presença de atores de grande destaque na Argentina como Ricardo Darin, muito conhecido por participar quase sempre das grandes produções cinematográficas da Argentina, dentre elas, O Segredo dos seus Olhos, ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010.