Confira 5 filmes da Netflix

Confira 5 filmes da Netflix

1-The Post – A Guerra Secreta

 

 

 

 

 

 

 

 

Em The Post – A Guerra Secreta, Kat Graham (Meryl Streep) é a dona do The Washington Post, um jornal local que está prestes a lançar suas ações na Bolsa de Valores de forma a se capitalizar e, consequentemente, ganhar fôlego financeiro. Ben Bradlee (Tom Hanks) é o editor-chefe do jornal, ávido por alguma grande notícia que possa fazer com que o jornal suba de patamar no sempre acirrado mercado jornalístico. Quando o New York Times inicia uma série de matérias denunciando que vários governos norte-americanos mentiram acerca da atuação do país na Guerra do Vietnã, com base em documentos sigilosos do Pentágono, o presidente Richard Nixon decide processar o jornal com base na Lei de Espionagem, de forma que nada mais seja divulgado. A proibição é concedida por um juiz, o que faz com que os documentos cheguem às mãos de Bradlee e sua equipe, que precisa agora convencer Kat e os demais responsáveis pelo The Post sobre a importância da publicação de forma a defender a liberdade de imprensa.

 

2-O Dilema das Redes

O Dilema das Redes nos mostra como os magos da tecnologia possuem o controle sobre a maneira em que pensamos, agimos e vivemos. Frequentadores do Vale do Silício revelam como as plataformas de mídias sociais estão reprogramando a sociedade e sua forma de enxergar a vida.

3-O Impossível

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O casal Maria (Naomi Watts) e Henry (Ewan McGregor) está aproveitando as férias de inverno na Tailândia junto com os três filhos pequenos. Mas na manhã de 26 de dezembro de 2004, enquanto curtiam aquele paraíso após uma linda noite de Natal, um tsunami de proporções devastadoras atinge o local, arrastando tudo o que encontra pela frente. Separados em dois grupos, a mãe e o filho mais velho vão enfrentar situações desesperadoras para se manterem vivos, enquanto em algum outro lugar, o pai e as duas crianças menores não têm a menor ideia se os outros dois estão vivos. É quando eles começam a viver uma trágica lição de vida, movida pela esperança do reencontro e misturando os mais diversos sentimentos.

 

4-Remédio Amargo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente, Ángel decide se vingar de todos que o traíram, inclusive da mulher que o abandonou quando ele mais precisava.

 

5-Challenger: Voo Final

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Engenheiros, oficiais e familiares dos membros da tripulação revelam sua perspectiva sobre o desastre do ônibus espacial Challenger em 1986 e suas consequências.

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Fome de Poder/Pedro Ribeiro

Poltrona Resenha: Fome de Poder/Pedro Ribeiro

                             Reprodução da internet

Visionário ou traidor? Esse é um dos questionamentos que o filme “Fome de Poder” traz ao seu espectador sobre o protagonista, o empresário Ray Kroc, vivido pelo ator Michael Keaton (Batman, Beetlejuice – Os Fantasmas Se Divertem). O filme, dirigido por John Lee Hancock, conta a história de como Kroc evoluiu de um vendedor ambulante de liquidificadores à um empresário bem sucedido e em paralelo, todo o processo necessário para transformar o Mc Donalds de uma simples loja drive-in em São Bernardino, na Califórnia, até uma marca de domínio mundial.

O filme inicia com as tentativas mal sucedidas de Kroc em vender seus produtos em variados restaurantes pelo país onde ele observava os erros e acertos no atendimento ao público. De forma resiliente, Ray não desiste e, ao receber um grande pedido de entrega, parte em direção à uma loja em São Bernardino que vinha se destacando por um inovador sistema de trabalho, desenvolvido por Richard e Maurice McDonald que logo conhecem um Ray Kroc encantado por aquele método e o mesmo propõe aos irmãos um sistema de franquias. No primeiro momento, os irmãos hesitam, mas depois de um tempo aceitam com a cláusula de que eles aprovassem toda e qualquer mudança.

O roteiro trabalha de forma coerente o arco do seu protagonista, evidenciando a sua crescente ambição à medida que o Mc Donalds se expande e ele se torna cada vez mais poderoso, tomando conta de todo o processo e excluindo aos poucos os irmãos Mc Donald dos negócios. O diretor Hancock opta por cenas objetivas, que dão dinamismo à ação, apresentando um filme relativamente rápido, com 16 anos de história sendo tratados em apenas 90 minutos. Michael Keaton interpreta a jornada desse anti-herói de forma convincente fazendo com que, ao mesmo tempo, consigamos sentir amor e ódio por Kroc refletindo a respeito de suas reais intenções. Nick Offerman e John Carroll Lynch, que interpretam os irmãos Mc Donald servem como contraponto ideal à agitação de Ray. Offerman, como Rick Mc Donald é a voz que se mantém ativa contra a sede de poder do empresário, e por meio de suas expressões e gestos, vemos com a clareza a simbologia de um criador que não quer deixar a sua criatura partir, resistindo até o último momento. Já Lynch, que dá vida a Maurice Mc Donald, é colocado em cena como a voz conciliadora, dando abertura para a execução das mudanças, mas que depois se vê apunhalado por aquele em quem confiou a sua criação. Ambos acrescentam em muito para o bom resultado do longa.

Reprodução da internet

Enquanto ilustra o nascimento de uma marca tão conhecida do público, “Fome de Poder” faz com que o espectador reflita sobre ambição, lealdade e nos leva a refletir se realmente vale tudo pelo sucesso. Em Ray Kroc, vemos um homem de sucesso, que não deixou com que ninguém atravessasse seu caminho, desde os criadores da marca que ele tomou para si, até a mulher que ele julgou não caber no seu projeto de poder. Dessa forma, regado a hambúrguer e batatas, o filme nos mostra lições relevantes para a todas as idades.

Cotação: 4/5 poltronas

Por: Pedro Ribeiro

Poltrona Séries: The Rain-3ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Rain-3ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Até onde o poder e a ambição podem levar o ser humano? Estamos preparados para lidar com as consequências de nossas escolhas? Possuímos humildade o bastante para reconhecer quando erramos ou acertamos? Todos esses questionamentos surgem em meio a uma história que envolve ciência, medicinas alternativas e até mesmo religião. ‘The Rain’, produção dinamarquesa exibida no serviço de streaming Netflix, já está em sua terceira temporada, recheada de muitas emoções.

A narrativa traz a história de Simone (Alba August) e Rasmus (Lucas Lynggard Tonnesen), dois irmãos que viveram por seis anos em um bunker para se protegerem de uma chuva que matou milhares de pessoas. Nesta terceira temporada, eles estão separados e novos mistérios vão surgir antes do derradeiro encontro, que pode significar a salvação ou o fim da humanidade.

A história é composta de muita ação, com o grupo liderado por Rasmus, que entende que infectando outras pessoas, estaria salvando o mundo, e outro por Simone, que possui um líquido extraído de uma flor para deter e aniquilar o vírus. Os conflitos internos pelos quais os irmãos passam ditam o ritmo da história, com Rasmus alternando entre a tranquilidade e a fúria, e o desejo incontrolável de Simone de expurgar o vírus do organismo do irmão e voltar a viver junto dele.

Além da ação, o enredo possui impressionantes plot twists e personagens capazes de provocar emoções e confusão na mente dos espectadores. Rasmus é uma espécie de Messias? Por que ele se voltou contra seu criador? Simone crê mais na ciência ou em Deus? Ela está pronta para seguir em frente caso perca o irmão, sua única família? Todas essas perguntas são respondidas sem pressa e os arcos são bem desenvolvidos em seis episódios. O clima tenso dá a impressão de que os personagens estão prestes a testemunhar o apocalipse, e essa atmosfera é reforçada pela fotografia acinzentada e os efeitos especiais. A sensação de desespero toma conta de todos nos dois últimos episódios, e o desfecho se dá de maneira impressionante.

Uma produção que sabe explorar as angústias por conta de um confinamento com muros em volta de uma cidade e as apreensões em decorrência da chegada iminente de um vírus mortal, ‘The Rain’ é uma série boa para se maratonar e colocar em debate entre os fãs de produções bem-elaboradas, além de dúvidas e polêmicas que a ciência pode proporcionar. Vale o tempo e a diversão.

Citação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Dicas de novas séries da Netflix

Dicas de novas séries da Netflix

1-Dirty John: O Golpe do Amor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao cair nas mentiras e manipulações do vigarista John Meehan, a executiva Debra Newell vê sua vida entrar em colapso. Série baseada em uma história real.

 

2-Biohackers

 

 

 

 

 

 

 

Mia vai cursar medicina atrás de um professor que ela suspeita estar ligado a uma tragédia do passado de sua família e acaba envolvida no mundo do biohacking.

 

3-Teenage Bounty Hunters

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Após capturarem um fugitivo por acidente, duas gêmeas unem forças com um veterano caçador de recompensas para entregar criminosos à justiça de Atlanta, Estados Unidos.

 

4-Assalto ao Banco Central

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Baseada no roubo de 33 milhões de dólares do banco central da Colômbia, em 1994, que abalou o país. Estrelando Andrés Parra e Christian Tappan.

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Control Z- 1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Control Z- 1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

 

O mundo a cada dia está mais informatizado e globalizado, com transmissões instantâneas de informações e redes sociais bombando. O uso de tablets e celulares agora fazem parte do dia a dia de milhões de pessoas, que ao mesmo tempo ficam expostas e com risco de terem seus dados roubados e divulgados. E o eu aconteceria se jovens em uma escola particular tivesse seus segredos revelados? Em mais uma produção mexicana da Netflix, ‘Control Z’ aborda temas contemporâneos e as consequências do bom e também do mau uso das tecnologias, em oito episódios.

Um grupo de adolescentes da Escola Nacional conceituada instituição da Cidade do México, é vítima de chantagens de um hacker, que ameaça espalhar nas redes sociais tudo o que sabe sobre cada um deles, e para evitar que isso ocorra terão eu executar tarefas. A jovem Sofia Herrera (Ana Valeria Becerril), uma garota bastante perceptiva, sai em busca da identidade dele, e ela contará com a ajuda de Javier Willians (Michael Ronda), filho de um astro do futebol, que chega à escola de maneira misteriosa.

A série procura ser inclusiva, com abordagem de assuntos como bullying, linchamento virtual, transfobia e transtornos mentais, com personagens secundários que não são explorados como deveriam ser, além da protagonista, que muda drasticamente na medida em que a história se desenrola. Há uma tentativa de humanização dos atos do hacker, que tenta se aproximar de Sofia, seu alvo escolhido, e só entendemos o motivo de sua escola no sétimo episódio, muito bem construído.

A condução do mistério acerca da identidade de quem está espalhando os segredos e quais as próximas revelações são bem conduzidas na história, com um roteiro que prima por não apresentar o óbvio, mas algumas pistas e misturá-las, e o público, bem como os protagonistas, vão ter eu juntá-las para desvendar o mistério. Algumas pistas falsas também surgem, além de citações literárias de ‘Guerra e Paz’, de Tolstói, são apresentadas na condução da trama. Graças ao sentido apurado de percepção de Sofia, as peças começam a se encaixar e temos um sétimo episódio que vai agradar, com um flashback de tudo o eu á aconteceu na narrativa, e a identidade do agressor.

Se os personagens não impressionam, a narrativa, bem como a  montagem dos episódios, com a sensação de se estar em um jogo de xadrez são os grandes atrativos. O clima de tensão começa desde os delírios de Sofia até a revelação dos últimos segredos no último episódio durante uma festa tradicional da Escola Nacional. A trilha sonora também contribui com essa atmosfera perturbadora, e a trama não envolve só adolescentes, os professores da Escola Nacional também temem verem seus segredos virem a público.

Apesar de dois pontos não terem sido concluídos na primeira temporada, ‘Control Z’, com sua trama moderna, tem condições de engatar continuações e engajar mais público. Apesar de algumas inconstâncias, é uma obra que prende e dá gosto de ver.

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota