Festival de Cannes: Gabriel e a Montanha lota sessões e recebe elogios

Festival de Cannes: Gabriel e a Montanha lota sessões e recebe elogios

O longa-metragem nacional de Fellipe Gamarano Barbosa parece estar agradando o público mundo afora. O crítico e editor da revista Positif, Michael Ciment alertou o site Omelete, da UOL: “Preste bem atenção no filme brasileiro, Gabriel e a Montanha, que é muito impressionante.”

A exibição de gala parece confirmar a opinião. Acabou lotada de aplausos, expressões de emoção e de comoção pelas paisagens africanas vistas pelos olhos de Pedro Sotero, fotografo da produção. João Pedro Zappa também impressionou ao reviver a história real do economista Gabriel Buchmann, morto de hipotermia em uma de suas escaladas, em Malauí, no ano de 2009.

Conheci Gabriel quando era garoto, aos 7 anos, e ele já tinha um sorriso que me perturbava. Espero que este sorriso apareça na tela, quando vocês olharem para o Gabriel nos olhos. Que se crie uma relação especular“, disse o diretor ao veículo, antes da projeção.

O filme inicia no Malauí, onde o corpo de Gabriel foi encontrado, e também passa pelo Quênia, Tanzânia e Zâmbia. O longa foi feito em coprodução com a França e aproveita bem o processo de descoberta de novos mundos e novos povos que entraram em contato com Gabriel durante sua jornada.

Gabriel e a Montanha vai ser avaliado por um júri presidido pelo cineasta Kleber Mendonça Filho.

Por: Lívia Lima

Adam Sandler marca presença no Festival de Cannes e lança mais um filme da Netflix

Adam Sandler marca presença no Festival de Cannes e lança mais um filme da Netflix

Ben Stiller, Dustin Hoffman, Emma Thompson, o diretor Noah Baumbach e Adam Sandler no Festival de Cannes 2017 (Crédito: Arthur Mola/Invision/AP)

Após a exibição de ‘Okja’, filme do diretor sul-coreano Joon-Ho Bong, mais um filme produzido pelo serviço de streaming Netflix foi exibido no Festival de Cannes, e com uma presença ilustre. O comediante Adam Sandler, estrela de ‘The Meyerowitz Stories’, produção concorrente à Palma de Ouro, esteve presente no tapete vermelho de Cannes e bastante empolgado.

O ator revela que se sentiu surpreso quando foi convidado para o projeto e mostrou satisfação por voltar a trabalhar com o colega de trabalho e amigo Ben Stiller.

“Não pude acreditar [quando fui chamado], achei a coisa mais extraordinária. Sabia que era um papel engraçado, emocional, me senti atraído por todo o filme e fiquei desde o início fiquei muito ligado [ao projeto]. Tivemos uma ótima hora trabalhando juntos. Conheço Ben [Stiller] desde sempre, quando tinha 22 anos, e Dustin [Hoffman] também, que sempre foi muito bom para mim, veio ao meu casamento”, disse Sandler.

Porém, a polêmica em torno da Netflix, sobre a empresa restringir o lançamento de seus filmes às salas de exibição e torná-los disponíveis apenas na plataforma VOD (vídeo on demand), presentes em celulares, computadores e TVs, seguiu na pauta da coletiva de imprensa do evento. Entretanto, o diretor Noah Baumbach preferiu evitar atritos e revelou que espera ver seu filme sendo exibido em tela grande.

“Fiz o filme com dinheiro independente, como sempre, com expectativas de que vai ser mostrado na tela grande. Porque acredito nisso, que é único, de que [ver na tela grande] não é uma experiência que vai embora. Mas o Netflix prestou grande apoio e sou muito grato a isso”, destacou Baumbach.

O FILME

No longa de Baumbach, Sandler interpreta um dos membros de uma família de artistas judeus novaiorquinos, os Meyerowitz, mas ele não possui o mesmo talento artístico do pai (Dustin Hoffman) e capacidade para ganhar dinheiro e administrar as finanças como o irmão (Ben Stiller). Toda a família não se vê há muitos anos, mas terá que se reencontrar em um evento e celebrar as obras de arte do patriarca.

A Netflix não divulgou uma data de lançamento do filme.

Por: Cesar Augusto Mota

 

Em meio a aplausos e vaias, ‘Okja’, filme da Netflix, faz história no Festival de Cannes

Em meio a aplausos e vaias, ‘Okja’, filme da Netflix, faz história no Festival de Cannes

No centro das discussões desde o início da realização do Festival de Cannes 2017, a plataforma Netflix fez história e teve sua primeira produção exibida durante o evento na última sexta-feira (19). Trata-se do filme ‘Okja’, do cineasta Bong Joon-Ho, disponibilizado diretamente pelo serviço VOD (video on demand), sem passar pelas salas de exibição.

A produção, estrelada por Tilda Swinton e Jake Gyllenhaal, foi vaiada pelo público durante os dez primeiros minutos por ter sido projetada em formato errado, o que ocasionou um pedido posterior de desculpas dos organizadores da premiação. Apesar do incidente e da polêmica na abertura da cerimônia, ocasião em que o diretor Pedro Almodóvar, que preside o júri do festival, afirmou que Palma de Ouro não deveria ser entregue a um filme que não passou por salas de exibição, ‘Okja’ foi bastante ovacionado pelos presentes na sessão.

Após a exibição, houve uma coletiva de imprensa, na qual o diretor Bong Joon-Ho fez questão de colocar panos quentes em torno da declaração de Almodóvar, além de aproveitar para elogiar o presidente do júri do evento.
“”Estou apenas muito feliz que [Almodóvar] verá o filme hoje à noite. Estou bem, ele pode dizer o que quiser. Sou um grande fã dele, então o fato dele falar sobre o filme já me deixa contente.”, disse Jooh-Ho de forma serena.

Tilda Swinton também se manifestou sobre o assunto e falou da importância da exibição de produções feitas por serviços streaming no Festival de Cannes.

“Trata-se de uma declaração feita pelo presidente, e é realmente importante que ele se sinta livre para fazer qualquer declaração que achar pertinente. Mas a verdade é que não viemos pelos prêmios, mas para exibir este filme. Temos o absoluto privilégio de exibir Okja nesta tela. Creio que seja uma enorme e realmente interessante conversa que está apenas começando, mas o que realmente acho é que há espaço para todos”, destacou a atriz.

O FILME

SINOPSE: Nova York, 2007. Lucy Mirando (Tilda Swinton), a CEO de uma poderosa empresa, apresenta ao mundo que uma nova espécie animal foi descoberta no Chile. Apelidada de “super porco”, ela é cuidada em laboratório e tem 26 animais enviados para países distintos, de forma que cada fazenda que o receba possa apresentá-lo à sua própria cultura local. A ideia é que os animais permaneçam espalhados ao redor do planeta por 10 anos, sendo que após este período participarão de um concurso que escolherá o melhor super porco. Uma década depois, a jovem Mija (Seo-Hyun Ahn) convive desde a infância com Okja, o super porco fêmea criado pelo avô. Prestes a perdê-la devido à proximidade do concurso, Mija decide lutar para ficar ao lado dela, custe o que custar.

TRAILER

 

‘Okja’ teve orçamento de US$ 50 mi e chega à Netflix em 28 de junho de 2017.

Por: Cesar Augusto Mota

Almodóvar e Will Smith discordam da presença da Netflix em abertura de Cannes

Almodóvar e Will Smith discordam da presença da Netflix em abertura de Cannes

A edição de 2017 do Festival de Cannes começou com discussões acaloradas envolvendo plataformas de streaming e a experiência de assisitir a um longa-metragem na tela grande. Após uma sessão considerada morna do filme de abertura Les Fantômes d’Ismaël, a coletiva de imprensa com o júri contou com o desfile de opiniões opostas entre o cineasta Pedro Almodóvar e o ator Will Smith nesta quarta-feira, dia 17.

“Eu pessoalmente entendo que a Palma de Ouro não deve ser entregue para um filme que não foi visto nos cinemas”, afirmou o cineasta espanhol que é o presidente do júri da 70ª edição do tradicional festival francês. “Tudo isso não significa que eu não esteja aberto para celebrar novas tecnologias e oportunidades, mas enquanto eu estiver vivo, vou defender a capacidade de hipnose que uma tela grande tem sobre o espectador, algo que as novas gerações não conhecem”.

Na edição deste ano, dois filmes da Netflix passarão pela Croisette. Okja, filme de ação e aventura de Bong Joon-ho, e The Meyerowitz Stories, comédia dramática de Noah Baumbach, integram a competição principal e concorrem à Palma de Ouro. A declaração de Almodóvar levanta a suspeita de que as produções já começam disputa em desvantagem.

A partir de 2018 apenas filmes com distribuição garantida em salas de cinema francesas estarão aptos para a seleção. Reed Hastings, CEO da Netflix, disse que a decisão é um sinal de que “o establishment está se fechando contra nós”.

Numa entrevista concedida antes do início do festival, Will Smith, que integra o júri, afirmou que estava ansioso para bater o pé e discordar de Almodóvar e ter um belo “escândalo”, em suas palavras. A oportunidade surgiu rápido.

Também parte do júri, a diretora Agnès Jaoui evitou polêmicas e defendeu as produções da Netflix que concorrem à Palma de Ouro. “Não podemos fingir que a tecnologia não existe. Mas seria um absurdo penalizar esses diretores apenas por causa disso.”

Nota do Editor: Negar a presença da Netflix, é negar a presença da Tecnologia e um maior número de pessoas vendo os filmes. Dessa vez Almodóvar foi longe demais, com todo o respeito do mundo!

Crédito da foto: Getty Images

 

Por Anna Barros

Vencedores do Festival de Cannes 2016

Vencedores do Festival de Cannes 2016

Director Ken Loach, Palme d'Or award winner for his film "I, Daniel Blake", poses during a photocall after the closing ceremony of the 69th Cannes Film Festival in Cannes, France, May 22, 2016.       REUTERS/Regis Duvignau   TPX IMAGES OF THE DAY

Um resultado no mínimo polêmico: vários filmes agraciados com o prêmio do Festival de Cannes foram vaiados. Não deu para a nsosa Sônia Braga, mas o filme Aquarius foi muito elogiado pela crítica. Os vencedores são escolhidos por um júri e h~´a influência do presidente dele, que esse ano foi George Miller. Eis os ganhadores:

 

Menção Especial: A Moça que Dançou com o diabo, de João Paulo Miranda.

Melhor Curta: Timecode

Camera D!Or: Divines

Prêmio do Júri: American Honey

Melhro roteiro: The Salesman

Melhor Ator: Shahab Hosseini, de ‘Forushande’

Melhor Atriz: Jaclyn Jose, de Ma” Rosa

Melhor Diretor: Oliver Assayas, de Personal Shopper e Cristian Mungiu, de Bacalaureat’

Grande Prêmio do Júri: Xavier Dolan, Ao Fim do Mundo

Melhor Filme: I, Daniel Blake, de Ken Loach

 

Olho de Ouro: Eryk Rocha

 

Crédito da foto: Reuters