Com Chico Diaz e Maria Fernanda Candido, VERMELHO MONET estreia em 09 de maio

Com Chico Diaz e Maria Fernanda Candido, VERMELHO MONET estreia em 09 de maio

Premiado em diversos festivais, o longa escrito e dirigido por Halder Gomes investiga o processo artístico e o mercado das artes
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=rBU2SJMnPPI

Exibido em 15 festivais pelo Brasil e o mundo, e ganhador de mais de dez prêmios, VERMELHO MONET, de Halder Gomes chega aos cinemas brasileiros no dia 9 de maio, com distribuição da Pandora Filmes. O longa é coprodução da ATC, da Glaz Entretenimento e da Globo Filmes, com produção executiva da Ukbar Filmes produtora de Portugal, e conta com a participação de atores e parte da equipe de portugueses. Além disso, tem apoio da Lei do Audiovisual, Fundo Setorial do Audiovisual.

Mais conhecido por suas comédias, como Cine Holliúdy e Os Parças, Gomes aqui apresenta um drama marcado pela discussão sobre a arte e a transformação dela em mercadoria. O protagonista é Johannes Van Almeida, interpretado por Chico Diaz, um pintor pouco aceito no mercado, que está perdendo sua visão.

Ele encontra na atriz Florence Lizz (Samantha Müller) a inspiração para realizar sua maior obra, e seu caminho também cruza com o de Antoinette Lefèvre (Maria Fernanda Cândido), uma marchand influente que tem o poder de transformar o quadro numa obra famosa e valiosa.

Assista ao trailer
Fazer VERMELHO MONETnão foi muito diferente de fazer uma comédia em seu processo físico. Todos os esforços e etapas que constituem a realização de um filme estão presentes no drama e na comédia. Além do gênero drama em si, esse trabalho também é contado pela sua estética, referências artísticas, trilha musical, ambiências e simbolismos. A condução rítmica também é outra, com tempo de tela mais largo para assimilação e contemplação de suas simbologias e estética, respectivamente”, explica o diretor, que também assina o roteiro do filme.
Gomes conta que esse é o primeiro de uma planejada trilogia, e o próximo deverá ser Azul Vermeer. “O filme transborda da vontade de pôr na tela o que mais me fascina: pintar, ler sobre arte e ver pinturas. Viajo pra visitar museus e galerias incessantemente e passo grande parte do meu tempo livre pintando ou desenhando. Nessas andanças sempre me deparo com pinturas que aguçam a curiosidade de saber quem e o que está além do alcance dos olhos. Para isso, viajo pra lugares pra entender o que certos pintores viram e o que os fizeram pintar daquela forma. Já fui três vezes a Delft, Países Baixos, para decifrar o olhar, luz e paleta de Vermeer.”

É de se destacar também, dentro do filme, a importância da fotografia de Carina Sanginitto, e a direção de arte de Juliana Ribeiro, ambas premiadas em festivais, e cujos trabalhos ajudam na evocação das cores e luzes de Monet. Além das visitas ao museu, ao lado delas, Gomes também destaca que fizeram um estudo de paletas e tons de pele muito elaborados – em especial a progressão da luz na tez de Florence Lizz que, aos olhos de Johannes Van Almeida, tem cor – do dessaturado ao P&B – e textura de mármore.

Definindo o filme como “uma grande história de amores desencontrados, intensos, tortuosos e trágicos”, Gomes coloca as personagens em questões existenciais profundas transpostas à arte que, por sua vez, é a única e provável tábua de salvação de todos eles – cada um ao seu modo.

Para abrir essa caixa de pandora, não podia ser outra cor senão o vermelho.  É a primeira cor que o ser humano teve o domínio de sua manipulação. É a cor mais forte, mais vibrante, com as maiores potencialidades poéticas, oníricas e simbólicas. O vermelho é a ambivalência do vigor, fogo e plenitude, associado a sua extrema fragilidade se misturada com outras cores. A complementaridade cromática e dissolução metafórica dos personagens representados pelas cores é a principal condução simbólica do filme. Vermelho Monet, em si, é uma cor simbolista criada para o título numa alusão aos vermelhos dos entardeceres impressionistas de Claude Monet.”

Num primeiro momento, um filme sobre alta cultura pode não parecer ter um diálogo direto com o Brasil contemporâneo, mas o diretor ressalta que o mercado de arte é uma realidade que pode se mover por caminhos tortuosos em todo o mundo. “Neste exato momento, no Brasil, deve ter alguém colecionando arte, lavando dinheiro com obras de arte, lucrando, manipulando valor, falsificando pinturas e até mesmo roubando quadros e esculturas em igrejas, residências e galerias. Assim como também tem milhares de pessoas visitando nossos museus e apreciando obras e a história da arte.”

Neste mesmo Brasil, milhares de artistas estão lutando para viver da sua arte. De certa forma, este cenário expõe as vísceras da discrepante desigualdade social em países como o nosso, onde neste exato momento tem alguém negociando sorrateiramente obras de arte por valores milionários, enquanto alguém está passando fome e morando na rua. A arte está em todo lugar, o que faz o universo provocativo abordado em VERMELHO MONETser atemporal e universal.”

VERMELHO MONET será lançado no Brasil pela Pandora Filmes.

Sinopse
Johannes Van Almeida (Chico Diaz) é um pintor de mulheres sem aceitação no mercado; obsoleto. Com a visão deteriorada e à beira de um colapso nervoso, encontra em Florence Lizz (Samantha Müller) – uma famosa atriz em crise e insegura na preparação para o seu filme mais desafiador – a inspiração para realizar sua obra prima. Antoinette Lefèvre (Maria Fernanda Cândido) é uma influente marchand/connoisseur de arte que fareja o valor de obras de arte quando histórias de inspiração viram obsessão entre pintores e modelos.

Ficha Técnica
Argumento, roteiro e direção:
 Halder  Gomes
Elenco: Chico Diaz, Maria Fernanda Cândido, Samantha Müller, Gracinda Nave, Matamba Joaquim, Duarte Gomes.
Produção: Mayra Lucas e Halder Gomes
Empresas produtoras: ATC e Glaz
Produção executiva: Patricia Baia, Pandora da Cunha Teles, Pablo Iraola e Paulo Serpa
Direção de fotografia: Carina Sanginitto
Direção de arte: Juliana Ribeiro 
Montagem: Helgi Thor
Efeitos Visuais: Márcio Ramos
Colaboração de roteiro: Michelline Helena
Produtora de elenco: Alê Tosi
País: Brasil

Sobre Halder Gomes
Halder Gomes é sinônimo de habilidades e talentos múltiplos. Cineasta, produtor, diretor, roteirista, ator, artista plástico, mestre em taekwondo, formado em administração de empresas e um apaixonado pelo estado do Ceará, onde nasceu em 1967, e pelo time do Fortaleza, clube do coração. Apesar de ter nascido na capital, foi no sertão central cearense, mais precisamente na cidade de Senador Pompeu, onde viveu sua infância, que Halder tira muito de sua inspiração para mostrar o melhor do “cearensês” para o mundo. Iniciou sua carreira no cinema como dublê de lutas, no início dos anos 1990, em Los Angeles (EUA). Pouco depois passou a fazer roteiros para produções e logo começou a dirigir filmes. O sucesso do curta “O Astista contra o Caba do Mal” (2004) o credenciou para iniciar a carreira como diretor de longas. O curta deu origem a “Cine Holliúdy”, seu 4º longa-metragem como diretor e o primeiro grande sucesso nas bilheterias e que o levou para uma sólida e crescente carreira marcada pela pluralidade do repertório criativo.

Sobre a ATC
A ATC Entretenimentos é uma produtora situada no Ceará, para a realização de Vermelho Monet a ATC se associou à Glaz (Coprodutora), empresa com grande expertise na produção de conteúdo audiovisual.  Dentre os projetos em Coprodução, destacam-se: “Cine Holliúdy 2- A Chibata Sideral que venceu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (2020) nas categorias Melhor Ator Coadjuvante (Chico Diaz) e Melhor Longa-Metragem Comédia, “Cabras da Peste” e “Bem-vinda a Quixeramobim” que venceu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (2022) na categoria de Melhor Filme pelo Juri Popular. A ATC é produtora do longa “O Shaolin do Sertão”, também vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (2017) na categoria de Melhor Longa-Metragem – Comédia.

Sobre a Globo Filmes
Construir parcerias que viabilizam e impulsionam o audiovisual nacional para entreter, encantar e inspirar com grandes histórias brasileiras. É assim que a Globo Filmes atua desde 1998 como a maior coprodutora e uma das maiores investidoras do cinema brasileiro. Em 2023, completou 25 anos e chegou à marca de mais de 500 filmes no portfólio e mais de 260 milhões de público acumulado. Como produtora e coprodutora, seu foco é na qualidade artística e na diversidade de conteúdo, levando ao público o que há de melhor no cinema brasileiro: comédias, romances, infantojuvenis, dramas, aventuras e documentários. A filmografia vai de recordistas de público, como ‘Minha Irmã e Eu’, maior bilheteria nacional pós-pandemia, ‘Tropa de Elite 2’ e ‘Minha Mãe é uma Peça 3’ – ambos com mais de 11 milhões de espectadores – a sucessos de crítica e público como ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Marighella’,  ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘Pedágio’ e ‘Carandiru’, passando por longas premiados no Brasil e no exterior, como ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar – e ‘Bacurau’, que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes. 

Sobre a Glaz Entretenimento
A GLAZ é uma produtora dedicada à criação de séries, filmes e animações com alto nível de diversão e emoção. Seus filmes chegaram ao Top 10 de bilheteria nos cinemas brasileiros e estiveram no Top 10 de streaming em várias plataformas. Suas séries e filmes são destaques de crítica e audiência, tanto de ficção, quanto de animação e documentário. Dentre suas mais de 40 produções, destacam-se:  o filme Bróder, 2010, exibido na sessão Panorama do Festival de Berlim e ganhador de três Kikitos no Festival de Gramado; o longa “Loucas pra Casar” que somou mais de 3,8 milhões de ingressos vendidos em salas de cinema; a série documental “O Caso Evandro”, sucesso na GloboPlay e indicado ao Emmy Internacional; O longa “Cabras da Peste”, vencedor do prêmio Paulo Gustavo no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.  Fazem parte ainda do line up da Glaz os inéditos “O Clube das Mulheres de Negócios”, de Anna Muylaert, e “Greice”, de Leonardo Mouramateus.  A Glaz tem em sua missão agregar talentos para realizar obras que cheguem a um público amplo e diversificado.

Sobre a Ukbar
Com mais de  10 anos de experiência em produção cinematográfica,  a Ukbar Filmes é  uma das principais produtoras de cinema e televisão em Portugal. Já produziu inúmeras obras de ficção e documentários e possui grande expertise em longas do gênero Drama, tanto em produções portuguesas quanto estrangeiras, e possui  mais de 50 projetos em seu catálogo. A Ukbar Filmes têm grande interesse em projetos  no mercado internacional e com Vermelho Monet não foi diferente. Ao longo de sua  história, já colaborou com longas na Espanha, França e África do Sul. A Ukbar está constantemente à procura de novos horizontes, desde que os projetos os desafiem. Além disso, a Ukbar possui ampla experiência no sistema de reembolso em dinheiro português, sendo os produtores com mais projetos aprovados pelo Cash Rebate Português – PIC Portugal.

Sobre a Pandora Filmes
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 35 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de longas-metragens no Brasil, revelando cineastas outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos dos últimos anos incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional; “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro em Cannes; “Parasita”, de Bong Joon Ho, vencedor da Palma de Ouro e do Oscar; o tunisiano “O Homem que Vendeu Sua Pele”, de Kaouther Ben Hania, e “A Felicidade das Pequenas Coisas”, uma grande surpresa do cinema do Butão, ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional; “Apocalypse Now: Final Cut”, a obra-prima de Francis Ford Coppola; “Roda do Destino”, de Ryusuke Hamaguchi, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim; mais os brasileiros “Deserto Particular”, de Aly Muritiba, e “Uma Família Feliz”, de José Eduardo Belmonte, dois grandes sucessos aclamados pela crítica.

Filme brasileiro sobre São Jorge em exibição nos cinemas

Filme brasileiro sobre São Jorge em exibição nos cinemas

Em sua imagem, o santo é representado muitas vezes com sua armadura romana, montado no cavalo e, com uma lança, atingindo um dragão.

Cena do filme “Jorge da Capadócia” | Divulgação

O filme brasileiro “Jorge da Capadócia”, que conta a história de são Jorge, estreia dia 18 de abril nos cinemas. A data foi escolhida pela proximidade com o dia em que a Igreja celebra o santo mártir, que tem grande devoção no Brasil.

Segundo a Legenda Áurea, do beato Jacopo da Varazze, são Jorge viveu nos primeiros séculos da cristandade. Nasceu em Capadócia, atual Turquia, então parte do Império Romano.

Ele ingressou no exército. Mas, nessa época, o imperador Diocleciano mandou todos adorarem ídolos ou deuses falsos, o que Jorge se negou a fazer. Por isso, foi martirizado.

Sua devoção se espalhou pelo mundo. São Jorge é o padroeiro da Inglaterra, dos escoteiros, protetor dos soldados, agricultores, arqueiros, ferreiros, prisioneiros. No Brasil, é conhecido por ser padroeiro do estado do Rio de Janeiro e do time de futebol Corinthians.

O filme “Jorge da Capadócia” é produzido e protagonizado por Alexandre Machafer. Tem roteiro de Matheus Souza, será distribuído pela Paris Filmes, com produção da Fundação Cesgranrio e produção associada de Machafer Films, NFilmes e Ziya Dasdeler.

A história se passa durante os anos do regime do Imperador Diocleciano, quando ele inicia sua última grande perseguição aos cristãos. Promovido a capitão do exército, Jorge agora se vê diante de seu maior desafio: ser fiel à sua fé e a suas convicções ou sucumbir às ordens cruéis do imperador. O guerreiro faz de tudo para proteger a sua nação e sua família, o que se mostra muito difícil em meio à violência e injustiça do governo. Jorge vai precisar conciliar todos esses desafios, lutando incessantemente pela justiça do povo e se tornando uma figura importantíssima para o imaginário popular.

“A gente vê essa imagem [de são Jorge], todos têm uma devoção e é uma loucura, mas qual é a história desse cara?”, disse Alexandre Machafer à ACI Digital. “O filme vem para esclarecer e fortalecer um pouco a história desse cara e fazer também com que as pessoas se divirtam, fiquem emocionadas. Então, é um trabalho completo”, disse.

Machafer contou que ele próprio tem uma “relação forte” e de proximidade com são Jorge, “uma devoção que vem lá de trás, desde criança”, herdada de sua mãe e sua avó.

Para o filme, disse, quis focar na figura humana de Jorge. “Eu quis focar num homem que sofre, que sangra, que tem suas adversidades, seus conflitos, perde a fé, retoma a fé, como a gente. Isso que me motivou também”, acrescentou.

Para isso, a produção contou com um trabalho de pesquisa. “A gente trabalhou com vários pesquisadores, utilizamos vários autores, livros que tivemos que pesquisar, a gente discutia diariamente esse processo”. “Então, os historiadores nos deixaram muito a vontade ao dizer o que poderíamos fazer”, disse.

“Quando o dragão começa a aparecer é quando o Diocleciano decreta a última perseguição aos cristãos”, contou, ressaltando que terá “todo um simbolismo” | Divulgação

Legenda Áurea conta que, certa vez, Jorge foi para Silena, cidade da província da Líbia. Próximo à cidade havia um grande lago, onde vivia “um pestífero e enorme dragão, que muitas vezes afugentou o povo armado que tentara atacá-lo”. Para acalmá-lo e evitar que ele se aproximasse da cidade, os moradores lhe davam diariamente dois carneiros. Quando os carneiros começaram a ficar escassos, foram substituídos por vítimas humanas escolhidas por sorteio.

Chegou então a vez da filha do rei ser dada ao dragão. Quando ela se aproximava do bicho, Jorge passou pela região e atacou o dragão para salvá-la. Ele recomendou que a filha do rei coloca-se seu cinto no pescoço do dragão. Assim ela fez e o dragão a seguiu manso.

Quando chegaram à cidade, o povo ficou assustado. Mas, Jorge disse: “Nada temam, o Senhor me enviou para que eu os libertasse das desgraças causadas por esse dragão. Creiam em Cristo e recebam o batismo, que eu matarei o dragão”.

Segundo a Legenda Áurea, nesse dia, 20 mil homens foram batizados, sem contar mulheres e crianças.

Em sua imagem, o santo é representado muitas vezes com sua armadura romana, montado no cavalo e, com uma lança, atingindo um dragão.

Machafer contou que o dragão também estará em “Jorge da Capadócia”, mas de uma maneira diferente. “O dragão, acredito que ele está muito dentro da gente, da nossa cabeça, do que a gente sente. Acredito que a primeira batalha é com a gente mesmo. Então, a gente trouxe isso para o filme, através desse simbolismo”, disse.

Segundo ele, a produção “não tinha condições financeiras” de “colocar o dragão como um personagem” no filme. “Mas, a gente trouxe nessas batalhas do Jorge com ele mesmo. Óbvio que quando o dragão começa a aparecer é quando o Diocleciano decreta a última perseguição aos cristãos”, contou, ressaltando que terá “todo um simbolismo”.

Fonte: Portal igrejadoscapuchinhos.org.br

AS LINHAS DA MINHA MÃO, DE JOÃO DUMANS, ESTREIA EM SP, RIO E MANAUS

AS LINHAS DA MINHA MÃO, DE JOÃO DUMANS, ESTREIA EM SP, RIO E MANAUS

Dirigido por João Dumans, codiretor de Arábia (2017), o filme é protagonizado pela artista Viviane de Cássia Ferreira, que fala francamente sobre a sua experiência com a arte e a loucura
Arte do cartaz: Line Rime
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=lsExeHqxi58]

Grande vencedor da Mostra Aurora do Festival de Tiradentes de 2023, AS LINHAS DA MINHA MÃO, de João Dumans, estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 18 de abril, em São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus; enquanto permanece em cartaz em Belo Horizonte, Goiânia, Poços de Caldas, Aracaju, Palmas, Recife, Fortaleza e Niterói. A classificação indicativa é de 14 anos.

O filme nasce a partir de uma série de encontros entre o cineasta e a artista Viviane de Cássia Ferreira, nos quais ela fala sobre a vida, seu trabalho e sua própria experiência com a loucura. A produção é da Katásia Filmes, e a distribuição da Embaúba Filmes. 

Minha questão em relação à Viviane, minha percepção e fascinação por ela, estão muito relacionadas à clareza e a precisão com que ela é capaz de articular certas ideias sobre a vida e sobre a loucura. Com o seu poder de síntese e de explicação de realidades e estados emocionais complexos. Coisas que me parecem ser bem difíceis de formular. Seja em relação à loucura, à solidão, a questões afetivas e sexuais”, explica Dumans.

Atriz do núcleo Sapos e Afogados, um dos grupos teatrais mais importantes do Brasil na área de criação e saúde mental, Viviane se abre diante da câmera sobre questões delicadas como o próprio adoecimento, já que convive desde os 30 anos com o diagnóstico de Transtorno Bipolar. “O filme é sobre meu modo de existência. Um cinema do puro acontecimentodefine Viviane Ferreira. Já o cineasta Dumans explica que “o longa apresenta uma ética de vida muito particular da Viviane, sem oferecer receita ou saída. A obra quer apresentar como que alguém do interior do seu sofrimento criou uma ética própria de vida para atravessar o sofrimento e para produzir artisticamente”.

No filme, a artista fala de forma aberta também sobre a sua solidão e sobre a sua sexualidade, dois temas tabus para mulheres mais velhas na sociedade brasileira. Mas o faz de uma maneira leve, engraçada e cativante, o que leva as pessoas a se identificarem com a sua personagem e a perceberem essas questões de um ângulo diferente.

“Fico pensando na depressão como uma senhora fria e triste que vai ao nosso portão todas as manhãs, como diz o verso de uma banda da minha época. Na música, a pessoa sorri e manda ela ir embora. Tenho que fazer esse exercício diário. E cada vez que consigo, a sensação que vem é a de juventude. De que tenho mais vida. Porque a depressão é o polo oposto, é a pulsão de morte. A euforia é uma pulsão de vida, mas não posso ir para lá, nem para cá, tenho que ficar navegando. E, nesse sentido, é importante ter pessoas, afetos a quem eu possa confiar. E dá certo. Normalmente, são pessoas mais jovens que eu. Gosto da força da juventude. Fui mãe muito cedo, aos 16 anos, e isso interfere… Parei tudo e fui criar minha filha. Trabalhei muito. E deu certo. Cada batalha que ganho da doença me deixa tão feliz… Isso me rejuvenesce um tanto.”, conta a artista.

Para mim, as coisas super se confundem, porque gosto mesmo de trabalhar. Nem me chamo de atriz, me nomeio ‘performer entre arte e vida’. Onde meu trabalho está, há uma verdade muito pessoal, particular e subjetiva. E o contrário também é verdade. Quero que a minha arte reflita isso. Por isso foi muito legal o meu encontro com o João, porque ele se dispôs a isso. O mais quente da interpretação é a própria vida. Isso se confunde o tempo todo, mesmo quando são só memórias. Nossas memórias estão cheias de vida”, confessa a artista.Clique abaixo e assista ao trailer:

Dumans também destaca a importância do improviso no filme que, para ele, “significa esse lugar específico da atuação onde a vida e o cinema se confundem.” “Para cada realizador, trabalhar com um não-ator, um ator não-profissional ou um ator iniciante, improvisar, significa coisas diferentes.  No nosso caso, o improviso consistia na disponibilidade de estar junto e tentar encontrar alguma coisa que nós ainda não sabíamos o que era. 

Em sua estreia no Festival de Tiradentes, AS LINHAS DA MINHA MÃO foi recebido com enorme entusiasmo pela crítica e pelo público. 

A narrativa se torna tensa, não pelo fato em si, mas por tudo que arrasta com ele — as dores da profissão (atriz), as dificuldades familiares ou as decepções amorosas. Elas como que rebatem num mal em que psiquiatra, psicanalista, psicólogo surgem como emanação de uma doença que se confunde com o excesso de desejo, de vida (ou ao menos parece isso) em um mundo que fica praticamente fora da imagem, mas a tensiona permanentemente”, escreveu Inácio Araújo na Folha de S. Paulo. 

No texto de premiação de Melhor Filme, o Júri da Mostra Aurora de Tiradentes escreveu: 

“O quadro se torna a abertura de uma pessoa que a todo momento desafia a noção de bordas, expande limites e se prova uma fabuladora maior que a vida. Um sujeito que inventa a si mesmo diante de nós, plano a plano.”

AS LINHAS DA MINHA MÃO será lançado no Brasil pela Embaúba Filmes. 

Sinopse
Por meio de uma série de encontros imprevisíveis, uma atriz fala sobre a sua experiência com a arte e a loucura. Dividido em sete atos, o filme é, ao mesmo tempo, o retrato de uma mulher e um estudo sobre as possibilidades desse retrato.

Ficha Técnica
Direção:
 João Dumans
Produção executiva: Laura Godoy
Roteiro: João Dumans e Viviane de Cassia Ferreira
Direção de fotografia: João Dumans
Som direto: Rafael dos Santos Rocha
Montagem: Luiz Pretti
Assistente de Direção: Rafael dos Santos Rocha
Finalização: Leonardo Feliciano
Elenco: Douglas Klinger, Leandro Acácio e Viviane de Cassia Ferreira
Trilha sonora: Francisco Cesar, Bernardo Caldeira, Thiago Delegado, Camila Rocha, Paulo Fróis, Sebastião Tapajós, Pedro dos Santos
Consultoria: Affonso Uchoa, Sérgio de Carvalho, André Dumans, Gabriela Albuquerque.
Edição e Mixagem de Som: O Grivo
Produtora: Katásia Filmes
País: Brasil
Duração: 80 min

Sobre João Dumans 
João Dumans é pesquisador e realizador de cinema. Dirigiu os longa-metragens As Linhas da Minha Mão (2023), escolhido Melhor Filme na 26ª Mostra de Tiradentes, e Arábia (2017), codirigido com Affonso Uchoa, que foi exibido e premiado em inúmeros festivais ao redor do mundo e ganhou os prêmios de Melhor Filme no 50º Festival de Brasília e Melhor Filme pela APCA em 2018. Trabalhou como assistente de direção, roteirista e montador em longas como A Vizinhança do Tigre, Aquele que viu o Abismo, Os Residentes, A Cidade onde Envelheço, Os Sonâmbulos, Sete Anos em Maio, entre outros. Em Belo Horizonte, trabalhou como programador do Cine Humberto Mauro e como professor de Cinema e Audiovisual da UNA. Atualmente é Coordenador do Núcleo de Realização Cinematográfica do Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte.

Sobre a Katásia Filmes 
A Katásia é uma produtora dedicada à criação e à pesquisa de cinema e arte sediada em Belo Horizonte, Minas Gerais, formada por João Dumans, Tiago Mata Machado e Cinthia Marcelle. Entre seus projetos mais relevantes estão os longa-metragens As linhas da minha mão, ganhador da 25ª Mostra de Tiradentes, Os Sonâmbulos, ganhador do prêmio de Melhor Filme da Mostra Caleidoscópio no 51º Festival de Brasília, Arábia, ganhador dos prêmio de Melhor Filme, Ator, Montagem, Trilha Sonora e Crítica no 50º Festival de Brasília, Os Residentes e A Vizinhança do Tigre, ambos ganhadores da Mostra de Tiradentes. Esses filmes foram exibidos em inúmeros festivais ao redor do mundo, como Rotterdam, Berlim, Viena, San Sebastian, New Directors/New Films, BAFICI, Indie Lisboa, entre outros. A Katásia também produziu uma série de vídeos em conjunto com a artista Cinthia Marcelle, exibidos em galerias e exposições ao redor do mundo, como Nau/Now (2017), exibido na 57ª Bienal de Veneza, Buraco Negro, exibido na 29ª Bienal de São Paulo (2010) e Cruzada, ganhador do prêmio The Future Generation Prize, em Kiev, na Ucrânia (2010). Além disso, a produtora dedica-se a pesquisa cinematográfica, por meio da publicação de artigos em revistas, jornais e catálogos de cinema e da curadoria de mostras de filmes no Brasil e no exterior. 

Sobre a Embaúba Filmes
A Embaúba é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de filmes autorais brasileiros. Ela busca se diferenciar pela qualidade de seu catálogo, que já conta com mais de 50 títulos, investindo em obras de grande relevância cultural e política. A empresa atua também com a exibição de filmes pela internet, por meio da plataforma Embaúba Play, que exibe não apenas seus próprios lançamentos, como também obras de outras distribuidoras e contratadas diretamente com produtores, contando hoje com mais de 500 títulos em seu acervo, dentre curtas, médias e longas-metragens do cinema brasileiro contemporâneo.

Filme Nacional | Vidente por Acidente – Estreia nesta quinta

Filme Nacional | Vidente por Acidente – Estreia nesta quinta

A comédia nacional apresenta um arquiteto em crise existencial que passa a ter poderes que o permitem enxergar a verdadeira vocação das pessoas

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=HkwBsdS_RBM

Vidente por Acidente, comédia nacional estrelada por Otaviano Costa, estreia na próxima quinta-feira, 18 de abril, nos cinemas brasileiros! O filme apresenta o arquiteto Ulisses (Otaviano Costa), de 45 anos, que está descrente de sua carreira e inseguro de seus talentos. Ele vai, então, à uma “coach vocacional” que promete encontrar a verdadeira vocação das pessoas. Depois de tomar um chá suspeito oferecido pela “profissional” em seu ritual maluco, Ulisses apaga e tem os seus pertences roubados. Porém, nem tudo é tragédia: misteriosamente, ele também sai de lá com o estranho poder de visualizar as reais vocações das pessoas só de encostar nelas. Será que Ulisses encontrou seu verdadeiro dom ou só vai trazer ainda mais confusão para sua vida?

Além de Otaviano Costa, que faz sua estreia como protagonista nas telonas, o longa conta com um elenco recheado de atores renomados: Evelyn Castro, Jamilly Mariano, Totia Meirelles, Katiuscia Canoro, Macla Tenório, Victor Lamoglia, com participações especiais de Xuxa Meneghel, Flávia Alessandra, Serjão Loroza, Nany People, Stepan Nercessian, Negrete e PequenaLô.

Dirigido por Rodrigo Van Der Put, com roteiro de André Brandt e Gui Cintra, Vidente por Acidente é uma produção da Conspiração Filmes, coproduzido pela Star Original Productions e distribuído pela Star Distribution.

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FICHA TÉCNICA

Direção: Rodrigo Van Der Put

Roteiro: André Brandt e Gui Cintra

Argumento: Otaviano Costa, André Brandt, Gui Cintra 

Produtora: Conspiração 

Coprodução: Star Original Productions

Apoio: RioFilme

Produzido por: Renata Brandão e Juliana Capelini 

Produtores Associados: Otaviano Costa e Eddie Vogtland 

Produção Executiva: Tania Pacheco

Coprodutores Executivos: Clarisse Goulart, Marcos Penido e Adriana Basbaum

Gerentes Executivas: Ana Letícia Leite, Paula Batalha, Monica Zennaro, Raquel Leiko e Maria Paula Carvalho

Produtora Delegada: Rose Soares

Direção de Fotografia: Pedro Serrão

Montagem: Bernardo Jucá

Direção de Arte: Nathalia Siqueira

Figurino: Roberta Tozato

Maquiagem: Débora Saad

Correção de Cor: Hebert Marmo

Som Direto: Álvaro Correia

Mixagem: Ricardo Cutz

Trilha Sonora Original: Dado Villa-Lobos

Supervisão de VFX: Claudio Peralta

Produção de Elenco:  Alonso Zerbinato

Elenco: Otaviano Costa, Evelyn Castro, Jamilly Mariano, Totia Meirelles, Katiuscia Canoro, Macla Tenório e Victor Lamoglia.

Participações Especiais: Xuxa Meneghel, Flávia Alessandra, Serjão Loroza, Nany People, Stepan Nercessian, Negrete e Pequena Lo.

Imagem

Trailer do filme SILVIO, baseado na vida de Silvio Santos, deve ser divulgado nesta terça