‘Intruso’, thriller de Paulo Fontenelle, estreia este mês nos cinemas

‘Intruso’, thriller de Paulo Fontenelle, estreia este mês nos cinemas

Longa traz no elenco Eriberto Leão, Danton Mello, Juliana Knust, entre outros

“Intruso”, longa dirigido por Paulo Fontenelle, acaba de ter divulgados o trailer e os cartazes oficiais. Com distribuição da Pipa Produções, o filme tem estreia prevista para 31 de outubro. O suspense traz no elenco os atores Eriberto Leão, Danton Mello, Genezio de Barros, Lu Grimaldi, Juliana Knust, Karla Muga (também responsável pela produção executiva), Charles Daves e Ingrid Clemente.

O thriller conta a história de uma família obrigada a receber em casa um visitante inesperado. Tensos, assustados e cheios de questionamentos, todos tentam manter suas vidas normalmente, mas a chegada desse hóspede, vivido por Eriberto Leão, muda o cotidiano da família ao exigir que certas regras sejam seguidas. Apenas o patriarca e sua esposa, interpretados por Genezio de Barros e Lu Grimaldi, parecem saber o motivo da visita. Ninguém pode deixar o local ou comunicar-se com outras pessoas. Aqueles que quebram as regras são severamente punidos; ninguém pode ajudá-los.

O diretor também assina o roteiro e a montagem. A ideia original era fazer um filme “claustrofóbico”, rodado em uma casa antiga, exatamente como descreveu no roteiro, onde uma família passa por tortura psicológica sem entender claramente os motivos que trazem o visitante indesejado até sua moradia.

Rodado em 2007 em apenas doze dias em Itaipava, região serrana do Rio de Janeiro, “Intruso” foi realizado com recursos próprios de Paulo Fontenelle, sem recorrer a leis de incentivo. “Filmamos com 10 mil reais, com todo o elenco e os profissionais envolvidos trabalhando porque se apaixonaram pelo roteiro. Todos se tornaram um pouco donos do projeto. A filmagem em si foi uma aventura, todos em prol de uma causa, reunidos numa casa, numa imersão total na história. Quando a produção foi realizada, o processo de finalização e copiagem para cinemas ainda era muito caro, mas com o advento da tecnologia e a digitalização das salas, o lançamento de Intruso se tornou possível. Tivemos apoio da Color/Gamma e Cinecolor para finalização”, revela Paulo Fontenelle.

Premiado na categoria Melhor Filme pelo Júri Popular no Rio Fantastik Film Festival em 2016, o longa também foi exibido no Festival do Rio (2009) e no Festin Lisboa (2017). “Intruso” é o primeiro trabalho de suspense de Paulo Fontenelle, gênero ainda pouco difundido no cinema nacional.

Fontenelle está curioso para saber como será a receptividade do longa que agora chega às telas: “Não tenho ideia de qual será a reação do público, mas o fato de todos os envolvidos terem ficado felizes com o material final já é maravilhoso..”, diz.

“Intruso” é uma produção do Canal Imaginário em coprodução com Target Filmes, Framme, Color/Gamma e apoio da Cinecolor. A distribuição é da Pipa Produções e conta com recursos FSA/BRDE.

SOBRE O DIRETOR

Paulo Fontenelle é diretor e roteirista de cinema, televisão e vídeo. Dirigiu e roteirizou os longas-metragens “Apaixonados”, “O Divã a 2”, “Se Puder… Dirija”, “Sobreviventes – Os Filhos da Guerra de Canudos” e  “Evandro Teixeira – Instantâneos da Realidade”, além de vários outros trabalhos. Produtor e sócio da empresa Canal Imaginário Comunicação, onde assumiu trabalhos na área de ficção, documentário, publicidade, animação e institucional.

PIPA PRODUÇÕES

Criada em 2002, a Pipa Distribuidora é uma empresa pioneira que possui duas vertentes de atuação no mercado de cinema nacional: a promoção de marketing e a distribuição e lançamento de filmes de forma criativa. Deste modo, a Pipa viabiliza o acesso do público-alvo ao cinema, gerando a maior permanência do filme em cartaz. Ao longo dos anos, a empresa conquistou parcerias com exibidores, produtores, curadores, promotores e realizadores de cinema de todo o país. Atuando em universidades, escolas, mídias alternativas, associações, instituições e ONGs- em parceria com uma rede de exibidores – a Pipa já distribuiu e promoveu diversos filmes.

CANAL IMAGINÁRIO

A filmografia da produtora Canal Imaginário se mistura com a carreira de seu sócio Paulo Fontenelle, responsável pelos longas-metragens “Intruso”, “Apaixonados”, “Divã a 2” e “Se Puder Dirija!”, além dos grandes sucessos televisivos “Se Eu Fosse Você – A série” e “Meu Amigo Encosto”.

Entre outras realizações da produtora para o cinema estão os longas-metragens “Sobreviventes – Os Filhos da Guerra de Canudos” – Prêmio de Melhor Longa Metragem na Mostra Internacional Etnográfica , “Evandro Teixeira – Instantâneos da Realidade” e “Uma Casa Brasileira”, todos com grande carreira em festivais pelo mundo.

Fundada em 1996, os trabalhos realizados pela Canal Imaginário deram reconhecimento nacional e internacional para a produtora que já participou e conquistou prêmios em festivais como Cologne-Alemanha, Biarritz-França, Lisboa-Portugal,  Utrecht-Holanda, Guadalajara-México e Havana-Cuba.

Entre seus principais trabalhos para a televisão estão as séries “Os Reciclados”,  13 desenhos animados – para a TV Ratimbum; e “Os Caminhos da Democracia”, 5 programas de 46 minutos para as TVs Cultura, Brasil, CineBrasil TV, entre outras.

Intruso

Estreia: 31 de outubro de 2019

ELENCO

Eriberto Leão – Homem

Danton Mello – Pedro

Genezio de Barros – Joel

Lu Grimaldi – Virna

Juliana Knust – Sabrina

Karla Muga – Ana

Charles Daves – Ricardo

Ingrid Clemente – Yasmin

Banzai – Cão

FICHA TÉCNICA

Direção, Roteiro e Montagem: Paulo de Moraes Fontenelle

Assistentes de Direção: Ronaldo Lasmar e Ana Paula Carvalho

Continuista: Alessandra Sampaio

Produção Executiva: Karla Muga, Ronaldo Lasmar e Cleyde Afonso

Produtores Associados: Tande Bittencourt, Charles Daves Paulo M. de Andrade, Rafael D’Oran, Fabricio Araújo e Alexandre Mello

Direção de Fotografia: Juarez Pavelak

Operador de Câmera: Evandro Fraga

Assistente de Fotografia: Hugo Mattos

Direção de Arte: Tatiana Noritomi

Assistente de Arte: Andrea Meirelles

Figurino: Julia Mello

Maquiagem: Thays Coutinho

Som Direto: Tulio Bambino e Mauricio Saulles

Finalização: Paulo M. de Andrade

Assistente de Montagem: Hugo Mattos

Trilha Musical: Ronaldo Cotrim

Edição de Som: Bruno Armelin

Mixagem: Ariel Henrique

Still: Guilherme Maia

Produção de Elenco: Karla Muga and Charles Daves

CO-PRODUÇÃO:

Target Filmes

Framme Produções

Color/Gamma

Apoio: Cinecolor

Por: Cesar Augusto Mota

Confira o cartaz de ‘Luna’, dirigido por Cris Azzi

Confira o cartaz de ‘Luna’, dirigido por Cris Azzi

Longa que levou Menção Honrosa na última edição do Festival do Rio aborda o cyberbullying

Distribuído pela Cineart Filmes, o longa LUNA, dirigido por Cris Azzi, acaba de divulgar o cartaz oficial. Depois de ser exibido nas mostras competitivas do 51o Festival de Cinema de Brasília e no Festival do Rio 2018, no qual levou Menção Honrosa pela interpretação da atriz Eduarda Fernandes, o filme chega ao circuito comercial brasileiro em 10 de outubro.

O longa conta a história do encontro de Luana (Eduarda Fernandes) e Emília (Ana Clara Ligeiro) e os desdobramentos e consequências dessa nova amizade. “Em 2014 me vi chorando diante de uma matéria jornalística que narrava a morte de uma jovem brasileira de 17 anos que tirou sua própria vida após ter um vÍdeo de sexo viralizado nas redes sociais. Ainda me pergunto em qual lugar íntimo essa história me moveu a ponto de fazer um filme com essa inquietude como ponto de partida”, conta o diretor.

Uma pesquisa divulgada em 2018 pelo Instituto de Pesquisa (Ipsos) aponta que o Brasil é o segundo país com mais casos de cyberbullying contra crianças e adolescentes. De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), um em cada dez estudantes no Brasil é vítima frequente de bullying. Na faixa dos 15 anos, o relatório mostra que 17,5% dos alunos brasileiros sofrem algum tipo de bullying, físico ou virtual, mais de uma vez ao mês.

O tema é sério e precisa ser abordado. Em entrevista coletiva, realizada em 29 de agosto, o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que o foco das ações desenvolvidas durante o Setembro Amarelo, mês da conscientização da prevenção de suicídio, seria o público jovem, junto ao qual vem aumentado o número de casos e de tentativas de suicídio.

LUNA aborda de maneira transversal o cyberbullying e temas como a descoberta da sexualidade feminina associada à autoexposição favorecida pelas novas mídias, a busca por novas experiências, por pertencimento e autoafirmação. “Coloca à prova aspectos como liberdade e preconceito, liberdade e abuso, liberdade e julgamento moral. Mas a meu ver, para além dessa camada, o filme se orienta na potência do encontro com o outro, no amor e nas suas contradições”, explica Azzi.

Para realizar sua primeira ficção, o diretor praticou o exercício da escuta: “me vi diante de um universo de meninas brasileiras  com muitas histórias de decepções com o universo masculino. Abusos, assédio, estupro, abandono. Hoje, ao olhar para o percurso do filme, entendo que esses fatos recorrentes nas conversas foram borrando o roteiro naturalmente”.

“Durante os quatro anos de realização, as reivindicações femininas ganharam luz no Brasil e indicam um caminho espinhoso, mas sem volta, na direção da igualdade de direitos em relação aos homens. Nesse sentido, quando ainda me vejo tentando entender por qual motivo a história lida no jornal me tocou tanto, começo a perceber que falar desse universo é também uma busca pessoal por aprendizado e ressignificação nas minhas relações humanas. Ainda estou em busca de respostas”, finaliza.

SINOPSE 
Luana e Emília se conhecem e logo desenvolvem uma intensa amizade. Vivendo as expectativas e emoções da transição à vida adulta, elas mergulham numa jornada de experimentação e autoconhecimento. Mas esse é um caminho cheio de surpresas e qualquer exposição indesejada pode trazer sérias consequências.

FICHA TÉCNICA 
Direção e Roteiro: Cris Azzi
Produção:  Delícia Filmes E Urucu
Produzido Por: Cris Azzi, Elias Ribeiro, Cait Pansegrouw
Elenco: Eduarda Fernandes, Ana Clara Ligeiro, Lira Ribas, Hewrison Ken, Matheus Soriedem, Manu Maria, Guto Borges
Direção De Fotografia: Luís Abramo
Direção de Arte: Maíra Mesquita
Produção Executiva: Júlia Nogueira
Montagem: Matthew Swanepoel
Figurino: Caroleta Maurício
Consultora de Figurino: Flora Rebollo
Maquiagem: Gabriela Dominguez
Visagismo: Amanda Mirage
Direção de Produção: Marcela Recchioni
Assistente de Direção: Wally Araujo
Som Direto: Osvaldo Ferreira
Design De Som e Mixagem: Edson Secco
Produtor Musical: Guto Borges
Trilha Sonora Original: Barulhista, Guto Borges, Léo Marques
Produção de Elenco: Fábio Guimarães
Assessoria de Roteiro: Joana Oliveira
Script Doctor: Laura Barile
Consultor de Dramaturgia: Odilon Esteves
Duração: 89 Minutos
Gênero: Drama
Ano: 2018

SOBRE O DIRETOR 

Cris Azzi é um diretor, produtor e roteirista brasileiro. Tem 40 anos, nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde reside atualmente.

É graduado em Comunicação Social pela Faculdade de Comunicação e Artes da PUC-MG. Trabalhou por mais de uma década como Assistente de Direção contribuindo para a realização de mais de 20 filmes de longa metragem e séries de TV. Karim Ainouz, Anna Muylaert e Paul Leduc são alguns dos diretores que Cris trabalhou.

Como diretor estreou em 2007 com o documentário “Sumidouro”, exibido na Mostra Competitiva do Festival “É Tudo Verdade”. Seu segundo documentário, “O Dia do Galo”, co-direção com Luiz Felipe Fernandes, foi o vencedor do júri popular da Mostra de Cinema de Tiradentes em 2015. Foi exibido durante 6 semanas nas salas de cinema em Minas Gerais alcançando mais de 30 mil espectadores.

Na ficção, seu primeiro trabalho em longa metragem foi o filme de episódios 5 Frações de Uma Quase história, dirigindo “Qualquer vôo”. Lançado em 2007, o filme foi exibido no Festival do Rio, Na Mostra Internacional de SP, na Mostra de Cinema de Tiradentes, no Chicago Latino Film Festival no Cine PE ( prêmio especial do júri e melhor direção de arte) e no Brazilian Film Festival (prêmio especial do júri e melhor roteiro). Nos cinemas, “Luna” será o primeiro filme de ficção solo de Cris Azzi.

SOBRE A CINEART FILMES 

A Cineart Filmes é uma distribuidora 100% brasileira e independente que tem, como principal objetivo, compartilhar conteúdos audiovisuais de alta qualidade. Trabalhando tanto com obras nacionais quanto internacionais, independentemente do gênero, o nosso compromisso é sempre o de oferecer cultura e entretenimento de qualidade ao maior número de pessoas possível. Para isso, além de valorizar o cinema nacional e abrir espaço para as produções regionais, a Cineart Filmes participa dos maiores festivais e feiras de cinema do mundo, como Cannes, Toronto, Berlim e AFM.

Nossa intenção é de alcançar cada vez mais o mercado exibidor e as redes de distribuição, sempre buscando conteúdos diversificados e de qualidade dentro e fora do Brasil. Assim, com ética nas relações e compromisso com os parceiros, vamos ampliando as nossas fronteiras, fortalecendo a indústria audiovisual no Brasil e no mundo, levando mais longe a magia do cinema.

Preocupada em trabalhar sempre com conteúdos de alta qualidade, a Cineart busca um relacionamento próximo com os seus parceiros produtores desde as etapas iniciais dos projetos, acreditando que esse envolvimento contribui para o sucesso comercial do projeto, através da elaboração de planejamentos específicos e cuidadosamente pensados para cada trabalho, procurando traçar o perfil e o tamanho ideal de cada lançamento.

‘Foro Íntimo’ terá sessão seguida de debate no Rio de Janeiro

‘Foro Íntimo’ terá sessão seguida de debate no Rio de Janeiro

Longa, que estreia em 26 de setembro, aborda o enclausuramento de um juiz em seu próprio gabinete, num país assolado pela corrupção de todos os lados.

Rio de Janeiro vai receber a pré-estreia de FORO ÍNTIMO, de Ricardo Mehedff, na próxima segunda (30 de setembro), no Espaço Itau Botafogo. A sessão seguida de debate com a presença do diretor, será às 21h40. A sessão é gratuita (sujeito  a lotação da sala)

Depois de percorrer dezenas de festivais internacionais, nos quais angariou diversos prêmios como Melhor Filme Estrangeiro no London International Film Festival, o filme estreia no dia 26 de setembro nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Palmas e Teresina, com produção da VFilmes, coprodução da Hungry Man e distribuição da Embaúba Filmes.

A ideia do filme, segundo Mehedff que também assina o roteiro, surgiu a partir de uma matéria de jornal. “Em 2012 eu li uma matéria sobre um juiz federal do Mato Grosso do Sul, que foi forçado a viver dentro do fórum durante seis meses. Quando comecei a pesquisar, descobri que tinha um juiz em Porto Alegre que também havia sido ameaçado de morte e teve que dormir em seu local de trabalho, enquanto sua família havia sido realocada na Argentina, descobri também um outro caso desse em Manaus”. Para a construção da narrativa, o diretor conta que entrevistou um juiz aposentado que havia julgado um processo de tóxicos e entorpecentes, semelhante ao caso abordado no filme.

À época que o projeto começou a ser desenvolvido, ainda não haviam surgido as polêmicas em torno do sistema judiciário brasileiro. “Hoje, me espanta o quanto algumas cenas e situações se aproximam da realidade”, comenta Mehedff, que buscou fazer um filme aberto, retratando uma circunstância. “O filme traz a figura de um juiz, como um ser humano que faz coisas certas e erradas; algo que vem sendo, com toda razão, bastante questionado no Brasil. E levanta a questão da imparcialidade, ao mostrar um pouco da relação promíscua, antiética e corrupta que ocorre entre o juiz e o promotor do caso que está julgando”.

FORO ÍNTIMO foi filmado todo no Fórum Lafayette, no centro de Belo Horizonte, durante o recesso do judiciário. Esse foi um dos desafios enfrentados pelo diretor. “Só tivemos três semanas para rodar o filme inteiro, o que é muito pouco tempo para um longa-metragem. Mas isto, na verdade, acabou sendo muito bom, pois me forçou a encontrar soluções criativas e acabou por ajudar a construir esse outro ‘personagem’ do filme, que é o Fórum Lafayette”, explica.

Desde o início, a intenção de Mehedff era fazer um filme em preto e branco e quando entrou no fórum esse desejo se confirmou: “as cores do Fórum, seus corredores, varas e banheiros são todas naquele tom bege/cinza, típicos de repartição pública. Os elementos arquitetônicos do Fórum também atiçaram mais ainda o meu desejo pelo P&B”.

O longa acompanha a rotina do juiz Dr. Teixeira durante 24 horas nas dependências do fórum, que se tornou sua casa há meses, onde se alimenta, dorme e toma banho. Ameaçado de morte por criminosos sob seu julgamento, ele se encontra refém do sistema legal, vivendo constantemente vigiado e acompanhado por seguranças da polícia federal.

Gustavo Wernek, ator com ampla carreira no teatro, dá vida ao protagonista. A escolha se deu sem a realização de testes, como lembra o diretor: “eu já conhecia e admirava seu trabalho. Por acaso, ele estava em cartaz em Belo Horizonte com a peça Sarabanda, adaptação do filme do Berman, e assistindo à peça, eu soube que ele era o ator certo para o filme. Convidei, ele aceitou de pronto e mergulhou de cabeça no personagem. Frequentou comigo o Fórum Lafayette e chegou a passar alguns dias com um juiz, numa vara criminal, para sentir e entender o dia-a-dia”.

A pompa e imponência da arquitetura moderna do Fórum Lafayette, o personagem coadjuvante, é contraposta com a reconhecida divisória de repartição pública e as pilhas de processos nos corredores. O juiz, cada vez mais encurralado, parece estar na iminência de perder o controle de suas próprias emoções, quando a pressão do seu cotidiano atual coloca em xeque sua normalidade psicológica, criando ciclos que podem ter acontecido ou serem apenas imaginação de sua mente abalada.

Neste momento, em que o judiciário se tornou protagonista do noticiário brasileiro, o diretor comenta sua expectativa em relação a FORO ÍNTIMO: “Gostaria que o filme instigasse, para além de uma discussão política, uma reflexão sobre o sistema judiciário brasileiro e todas as suas contradições. Após frequentar diversos Fóruns de justiça e conversar com inúmeros magistrados, enxergo o sistema judiciário em um estado de adoecimento, por vezes incapaz de agir de forma clara e imparcial”.

SERVIÇO 
Pré-estreia de FORO ÍNTIMO no Rio de Janeiro
Dia: 30/09 (segunda-feira)
Horário: 21h40

Local: Espaço Itaú Botafogo
Endereço: Praia de Botafogo, 316 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ, 22250-040
Ingressos: entrada franca (sujeito a lotação da sala)

SINOPSE 
Inspirado em eventos reais, ‘Foro Íntimo’ navega as turbulentas águas que escondem a sombria situação do Poder Judiciário no Brasil. O filme acompanha 24 horas na vida de um juiz acuado por criminosos e refém do sistema legal.

FICHA TÉCNICA 
Direção: Ricardo Mehedff
Produção executiva: Cristina Maure
Produtores associados: Afonso Nunes e José Baracho Junior
Roteiro: Guilherme Lessa e Ricardo Mehedff
Direção de fotografia: Dudu Miranda
Direção de arte: Priscila Amoni
Figurino: Julia Lynn Gordon
Montagem: Marília Moraes E Ricardo Mehedff
Desenho De Som e Mixagem: Alessandro Laroca e Daniel Virmond Lima
Trilha original: Alessandro Artur e Alexandre Andrés
Som direto: Gustavo Fioravante
Elenco: Gustavo Werneck, Jefferson Da Fonseca Coutinho, Bia França,
Leo Quintão, André Senna, Letícia Castilho, Alex Mehedff e Edu Costa
Produção: VFilmes e Hungry Man
Distribuição Brasil: Embaúba Filmes
País: Brasil
Ano: 2017
Duração: 74 min.

TRAILER

FESTIVAIS E PREMIAÇÕES 
41º International Film Festival of São Paulo – Brasil
20º London International Film Festival – Inglaterra – Prêmio Melhor Filme Estrangeiro
Paisagens 2018 – Festival Intenacional de Cinema de Sever do Vouga, Portugal – Prêmio Melhor Filme Longa-Metragem
21º Avanca Film Festival – Portugal – Prêmios Melhor Ator e Prêmio Especial do Júri
15º Boston International Film Festival – EUA
13º International Filmmaker Festival – Berlim, Alemanha
5º Urban International Film Festival – Teerã, Irã – Prêmio Melhor Cinematografia
Chandler International Film Festival – Arizona, EUA
CIFF – Creation International Film Festival – Ottawa, Canada – Prêmios Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Cinematografia
SANFICI – Santander Festival Int. de Cine Independiente – Colombia
Construir Cine International Film Festival – Buenos Aires, Argentina – Prêmio Melhores Filmes Estrangeiros
Aurora International Film Festival – Russia
Fingal Film Festival – Irlanda
Fic Autor – Festival Int. de Cine de Autor – Guadalajara, México
17º Sopot Film Festival – Polonia
Stockholm International Film Festival – Suécia
12º BlowUp International Arthouse Film Festival – Chicago, EUA
10º International Crime & Punishment Film Festival – Turquia
8º Jagran International Film Festival – India
10º Lumiere Film Festival
19º Hong Kong International PUFF Film Festival – Hong Kong
Meraki Film Festival – Espanha
San Mauro Film Festival – Italia
CPH Film Festival – Copenhagen, Dinamarca
15º Festival CineAmazônia
Cinecôa – 7º Festival Internacional de Cinema de Vila nova de Foz Côa, Portugal

SOBRE O DIRETOR 
Ricardo Mehedff é pós-graduado em cinema pela George Washington University.  Diretor de filmes consagrados como ‘Foro Íntimo’, ‘Capital Circulante’, ‘Um Branco Súbito’ e ‘Noite Aberta’, seus premiados filmes foram selecionados para mais de 100 festivais, incluindo alguns dos principais eventos de cinema no mundo como Roterdã, Oberhausen, Havana, Guadalajara, Rio, São Paulo, Gramado, Uppsala e Toulouse. Além disso, foram comercializados para TVs de diversos países como França, Itália, Espanha, Canada, Estados Unidos e Brasil. Ricardo também tem um renomado currículo como montador e trouxe inovações ao mercado de distribuição de filmes no Brasil criando e editando inúmeros trailers para o cinema nacional e Hollywood. ‘Foro Íntimo’, primeiro longa de Ricardo foi selecionado para mais de trinta festivais pelo mundo (em vinte países diferentes), levando diversos prêmios incluindo Melhor Filme Estrangeiro nos festivais de: Londres (London International Film Festival), Buenos Aires (Festival Internacional Construir Cine), Ottawa (Creation Int. Film Festival) e Portugal (Paisagens 2018 – Sever do Vouga Int. Film Festival).

SOBRE A DISTRIBUIDORA 
A Embaúba Filmes é uma nova distribuidora de cinema brasileiro, sediada em Belo Horizonte. A empresa atua com a distribuição de filmes autorais em todas as suas etapas, incluindo festivais de cinema, lançamentos no circuito comercial, negociações e vendas no Brasil e no exterior, além de um site próprio de VOD, para locação de seus títulos pela internet. A empresa é dirigida por Daniel Queiroz, que vem de uma experiência prévia de mais de 10 anos como programador de cinema, em salas (Cine Humberto Mauro e Cine 104) e festivais (Festival Internacional de Curtas de BH, Festival de Brasília, Semana de Cinema). A Embaúba possui em seu catálogo filmes como Arábia, de Affonso Uchôa e João Dumans; Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes; Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messara; Inaudito, de Gregório Gananian; Eu Sou o Rio, de Anne Santos e
Gabraz; No Coração do Mundo, de Gabriel Martins e Maurílio Martins; e Os Sonâmbulos, de Tiago Mata Machado.

Poltrona Cabine: Hebe-A Estrela do Brasil/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Hebe-A Estrela do Brasil/ Cesar Augusto Mota

Abordar o período de transição do Regime Militar para a redemocratização em nosso país é sempre um grande desafio para qualquer cineasta, tendo em vista os resquícios de censura que ainda existiam na veiculação de programas na TV ou em músicas executadas nas estações de rádio. E colocar um ícone, ou simplesmente, a rainha da TV Brasileira em meio a esse cenário, é um prato cheio para grandes debates. ‘Hebe-A Estrela do Brasil’, cuja personagem central é vivida por Andréa Beltrão, é mais que uma cinebiografia, é uma obra que mostra um lado que você não conhecia de Hebe Camargo, aclamada e consagrada pelo público em seus mais de sessenta anos de carreira.

Maio de 1985. Hebe é líder de audiência em seu programa de auditório da TV Bandeirantes, mas os conservadores e autoritários censores ainda estavam em sua cola. Sua produção a alerta para constantes reclamações da censura e possíveis ameaças, mas ela é posta contra a parede por Walter Clark (Danilo Grangheia), poderoso executivo da emissora, que exige mudanças drásticas e cortes em assuntos como política e sexualidade, para evitar riscos, como possível corte na concessão do sinal da emissora, ou a retirada do programa do ar por 30 dias. Disposta a enfrentar seus desafetos e sem se fazer de rogada, ela impõe que o programa seja feito do seu jeito ou nada, até não conseguir mais lutar sozinha contra a perseguição e pedir demissão ao vivo. Ela passa por um período sabático até ser contratada por Silvio Santos (Daniel Boaventura) e ter liberdade de expressão e retorno à televisão, agora no SBT.

Quem já viu Hebe séria no momento que deve ser e aberta para falar sobre qualquer assunto e sem se importar com questionamentos ou ataques, percebe isso nessa obra e muito mais. O público aprecia seus períodos festivos e tresloucados ao lado das amigas Nair Belo (Cláudia Missura) e Lolita Rodrigues (Karine Telles), seu lado superprotetor com o filho Marcelo Camargo (Caio Horowicz) e uma relação conturbada com o marido Lélio Ravagnani (Marco Ricca), com os dois protagonizando cenas pesadíssimas. E não para por aí, o espectador atesta uma bonita relação de cumplicidade e forte amizade com o cabeleireiro Carlucho (Ivo Müller), com quem viveu por 1 anos e o perdeu para a Aids e vê seu lado família durante as reuniões de pauta com sua produção, que dava alguns pitacos e ela sua pitada nos assuntos que poderiam ir ao ar, com o jeito Hebe de ser, ‘do meu próprio jeitinho’, como ela dizia.

Sem dúvida, o lado desafiador de Hebe aos conservadores é o ponto alto dessa obra. Sem hesitar em criticar políticos e falar de corrupção, Hebe encontrou espaço em seu programa para, pela primeira vez, falar de Aids, saúde pública, conversas sobre problemas sociais e mostrar que ela ‘não era de direita ou de esquerda, mas direta’, como se definia. Um filme com potencial para proporcionar debates acalorados sobre a apresentadora, e, claro, de maneira positiva. Vista como uma mulher à frente de seu tempo, Hebe deu sua cara à tapa, combateu o preconceito e estimulou as pessoas a saírem de suas próprias bolhas, estimularem seus lados críticos e a lutar por seus direitos, e isso poucos faziam com coragem e autenticidade como Hebe fazia e incentivava os outros a fazerem.

E para uma cinebiografia tão eficiente funcionar, as atuações funcionarem também. E isso se vê muito bem em Andréa Beltrão, que facilmente vira a chave do humor para o drama, ela consegue emprestar seu lado despojado e expansivo para Hebe e também mostra seu lado sério nos momentos considerados chave, passando muita verdade para a plateia, que compra suas ideias. E Marco Ricca, na pele de Lélio, apimenta ainda mais a obra, apresentando ao público uma faceta do marido de Hebe que era desconhecida por muitos, além de cenas de alta carga dramática, proporcionando muitos sobressaltos.

Um tributo à uma diva e um filme com debates acalorados e saudáveis sobre censura, preconceito e liberdade de expressão. Um filme necessário, bastante atual e uma merecida homenagem à uma mulher que fazia seu trabalho com amor e lutava por seu país. Hebe merece isso e muito mais.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

‘Antes Que Eu Me Esqueça’, com José de Abreu, tem exibição gratuita na Mostra de Cinema ChinaBrasil

‘Antes Que Eu Me Esqueça’, com José de Abreu, tem exibição gratuita na Mostra de Cinema ChinaBrasil

No ar como Otávio Rocha na novela “A dona do Pedaço”, José de Abreu poderá ser visto na Mostra de Cinema ChinaBrasil como Polidoro em “Antes que eu me esqueça”. O longa tem exibição gratuita dia 24 de setembro, no Espaço ltaú de Cinema. 

Premiado no Agenda Brasil Milão (Milão/Italia) (2018), no Festival Golden Rooster & Hundred Flowers Film Festival (2018), Festival de Cinema de Xangai (2018) e no Festival Internacional de Praga (2019), a produção traz o ator como Polidoro, um juiz aposentado que vive sozinho e mal tem contato com o filho Paulo (Danton Mello). Quando a filha mais próxima, Bia (Letícia Insnard) decide interditar o pai, uma reaproximação entre pai e filho promove uma mudança na vida de ambos.

Além desse, outros 10 filmes nacionais e chineses integram a mostra entre os dias 23 e 25 de setembro. Com curadoria de Antonio Leal (diretor e idealizador do CINEfoot) e do documentarista Hélio Pitanga (Arpoador/2016 e Som, Sol e Surf/18), o projeto cultural foi idealizado pelo empresário chinês, naturalizado brasileiro, Arthur Chen e visa a difusão do cinema chinês para o público carioca.