Clássico cult dos anos de 1980, ‘FOGO E PAIXÃO’ chega ao À LA CARTE em 24 de junho

Clássico cult dos anos de 1980, ‘FOGO E PAIXÃO’ chega ao À LA CARTE em 24 de junho

Dirigida pelos arquitetos Isay Weinfeld e Marcio Kogan, a comédia traz participações de Fernanda Montenegro, Rita Lee, Nair Belo, Regina Casé e Fernanda Torres

Era o final da década de 1980, quando chegou aos cinemas um filme paulistano de baixo orçamento e muita sagacidade que fazia um retrato divertido de sua época, e nasceu para se tornar cult. FOGO E PAIXÃO, que estreia no Belas Artes à la carte em 24/06, é a história de uma excursão turística muito maluca pelas ruas de uma cidade latino-americana sem nome.

Filmado em São Paulo durante 2 meses, o longa foi escrito e dirigido pelos arquitetos Isay Weinfeld e Marcio Kogan, amigos de longa data que, em comum, além da profissão, tinham a paixão por cinema e, em especial, Ingmar Bergman. “Desde o primeiro momento não parávamos de falar de cinema e conhecemos novas paixões como os filmes de Andy Warhol, e todo o cinema experimental americano, obviamente Fellini, e por último alguém que poderia ser nosso tio: Jacques Tati”, contam os diretores.

A formação da dupla em arquitetura contribuiu maneira como realizaram seu primeiro e  único longa. “A estética do filme é fortemente influenciada pela nossa carreira de arquitetos que estava começando naqueles anos. O interessante é que posteriormente o cinema influenciou o nosso processo de fazer arquitetura.”

Experimentalismo é uma palavra que bem define FOGO E PAIXÃO, que traz nos papeis principais Mira Haar e Cristina Mutarelli, como duas jovens em busca de um amor. Na excursão, conhecem um nobre, interpretado por Carlos Moreno, e ambas começam a investir nele. Entre um ponto turístico e outro, como Parque do Ibirapuera, Prédio da Bienal e Monumento à Independência, o filme é marcado por participações de um elenco bem famoso, que inclui Rita Lee, Fernanda Montenegro, Nair Belo, Fernanda Torres, Regina Casé, Monique Evans e Paulo Autran, entre outros.

O interessante é que todo o elenco básico vinha do genial Pod Minoga, um grupo de teatro experimental dirigido por Naum Alves de Souza, com atuação em São Paulo durante os anos 70. Adorávamos a trupe, que trouxe uma estranheza nas interpretações. Já as participações especiais foram acontecendo naturalmente com grande carinho pelo filme dos mais importantes nomes da dramaturgia brasileira naquele momento.

Nas três décadas, desde o lançamento em 1989, o longa atingiu um status de cult, ganhado fãs por todo o país, que agora têm a chance de o rever, pela primeira vez, no streaming. “O filme foi em uma contracorrente do cinema brasileiro extremamente baseado na Embrafilme e seu controle carioca. Foi exibido também num circuito alternativo com bastante sucesso na época. O grupo Pod Minoga também contribuiu  para isso.”

Weinfeld e Kogan encontram até paralelos entra a época da produção e lançamento de FOGO E PAIXÃO e o período atual da história do país provando o longa nunca perde o interesse. “O filme foi feito no final de uma era, e foi lançado em um destes tristes momentos deste país quando um congelamento de preços tentava segurar uma inflação gigantesca. Apesar de termos vindo de outro momento triste que foi a ditadura militar, e estarmos olhando agora deste momento também triste, o filme me parece alienado de tudo. Talvez seja legal porque não dá para aguentar todos estes momentos tristes deste país.

FOGO E PAIXÃO será lançado no streaming no Belas Artes à la Carte.

Sinopse

Dirigido por dois arquitetos de prestígio, o filme conta a história de cidadãos de diversas partes do mundo que se reúnem para participar de um projeto de visitação à uma cidade latino americana – sem localização revelada.

Ficha Técnica

Direção: Isay Weinfeld e Marcio Kogan
Roteiro: Isay Weinfeld e Marcio Kogan
Elenco: Mira Haar, Cristina Mutarelli, Carlos Moreno, Rita Lee, Fernanda Montenegro, Nair Belo, Fernanda Torres, Regina Casé, Monique Evans, Paulo Autran
Direção de Fotografia: Pedro Farkas
Trilha Sonora: Sérvulo Augusto e Gil Reyes
Montagem: Mauro Alice
Gênero: comédia
País: Brasil
Ano: 1989
Duração: 90 min.
 

Serviço:

Planos de assinatura com acesso a todos os filmes do catálogo em 2 dispositivos simultaneamente.

Valor assinatura mensal: R$ 9,90 | Valor assinatura anual: R$ 108,90

Super Lançamentos: Com valores variados, a sessão ‘super lançamentos’ traz os filmes disponíveis no cardápio para aluguel por 72hs.

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Sobre o À LA CARTE 

À LA CARTE é um streaming de filmes pensado para quem ama cinema de verdade. Seu catálogo, que já conta com cerca de 400 títulos,e inclui filmes de todos os cantos do mundo e de todas as épocas: contemporâneos, clássicos, cults, obras de grandes diretores, super premiados e principalmente aqueles que merecem ser revistos e que tocam o coração dos cinéfilos. Além de pelo menos quatro novos filmes que entram semanalmente no catálogo, há também a possibilidade do aluguel unitário, que são os Super Lançamentos: um espaço para filmes que estreiam antes dos cinemas; simultâneos ao cinema; filmes inéditos no Brasil, entre outras modalidades. Outro diferencial são as mostras de cinema, recentemente o À LA CARTE trouxe especiais dedicados à cinematografia francesa, italiana, coreana e espanhola. O À LA CARTE foi criado no final de 2019 e integra o Belas Artes Grupo, que inclui também a Pandora Filmes e o Cine Petra Belas Artes, um dos mais tradicionais e queridos cinemas de rua de São Paulo.

Vencedor do prêmio da crítica em Gramado, RAIA 4, estreia em maio

Vencedor do prêmio da crítica em Gramado, RAIA 4, estreia em maio

O suspense narra o amadurecimento de uma jovem no mundo da natação competitiva



Escrito e dirigido por Emiliano Cunha, RAIA 4  é ganhador de três prêmios no Festival de Gramado:  Júri da Crítica, Fotografia (assinada por Edu Rabin) e Melhor longa gaúcho. O filme marca a estreia em longas do cineasta, que tem em seu currículo curtas como “Tomou café e esperou” (2013), “Sob águas claras e inocentes” (2016), além da série “A Benção” (2020). A produção chega aos cinemas em 06 de maio, e em plataformas digitais (NOW, Google Play, Apple Tv, iTunes e Youtube Filmes) no dia 20/05, com distribuição da Boulevard Filmes. 

RAIA 4 é situado no universo da natação competitiva, na cidade de Porto Alegre. O filme traz duas personagens centrais, as adolescentes Amanda e Priscila, interpretadas pelas estreantes Brídia Moni e Kethelen Guadagnini, que foram selecionadas num casting que incluiu mais de 100 jovens atletas. “Sabia, desde o início do projeto, que queria trabalhar com nadadores de verdade. Seria muito difícil transformar uma atriz-mirim em uma nadadora com toda a performance física que a natação competitiva exige, pois não é uma questão de atuação, mas de comportamento e fisicalidade que é quase impossível emular”, explica o diretor. 

No filme, Amanda é uma jovem ingênua e tímida, que vive com os pais (Fernanda Chicolet e Rafael Sieg), ambos médicos, e é cheia de inseguranças e dúvidas. É na piscina que ela encontra um ambiente onde pode ser mais livre. Priscila é uma colega da equipe de natação, muito mais madura, e de quem acaba se aproximando. O longa ainda inclui no elenco José Henrique Ligabue (“Legalidade”), como o treinador da equipe de natação. Antes de atuar, as duas jovens atrizes faziam parte da mesma equipe de nado e já eram amigas, por isso, explica Cunha, foi necessário desenvolver um aparente antagonismo entre elas. “Eu bato na tecla do ‘aparente antagonismo’, pois creio que a relação entre as personagens, no filme, ultrapassa essa dialética. E, a princípio, estava disposto a trabalhar mais com situações e provocar improvisações. Mas realmente elas se mostraram aptas a encarar o mundo da atuação e conseguimos unir as duas coisas.”.

O cineasta conta que alguns dos maiores desafios em filmar RAIA 4, além do forte calor de Porto Alegre, na época, foram as cenas aquáticas. “Apesar das dificuldades, todos ficávamos muito empolgados a cada novo plano difícil. Portanto, aprendemos e nos divertimos muito no processo. As cenas com a equipe de treinamento também eram mais complicadas, pois juntava elenco grande, composto por jovens cheios de energia e muito curiosos com o processo como um todo, mais as limitações e cuidados que a água exige. Apesar disso, o elenco era muito disciplinado e foi muito dedicado durante todo o processo. E a equipe técnica foi absolutamente parceira diante dos desafios.”

Sobre sua estreia num longa metragem, Cunha conta ter feito algo que dialoga muito com a estética explorada em seus curtas, tanto que RAIA 4 originou-se de uma cena única, filmada em 2013, na qual se acompanhava o movimento da água e do sangue. O diretor explica que a água era um elemento central para seu filme, seja como metáfora, quanto como espaço cênico. “Queria brincar com gêneros cinematográficos, transitar entre um realismo mais cru e as infinidades do mundo onírico. O universo da natação competitiva, então, mostrou-se ideal para este mergulho. Trata-se de um esporte que faz parte de mim, cresci nele e ainda o pratico. Os ritmos, os personagens, os espaços e suas especificidades estão muito vivos em mim”.

O filme já foi exibido nos festivais do Panamá, Cartagena das Índias (Colômbia), Uruguai e na mostra competitiva do 22º Festival de Shanghai, além do Festival de Cinema de Gramado, de 2019, no qual conquistou os prêmios de Melhor Fotografia e Júri da Crítica, e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, e no Festival do Rio. 

SINOPSE

Amanda é uma nadadora pré-adolescente. Quieta e reservada, encontra, embaixo d’água –  lugar onde os segredos não podem ser ouvidos – um refúgio. O conflito com os pais, as pressões do esporte e da fase da vida, tudo parece se acumular no entorno de Amanda, que acaba se aproximando de Priscila, uma colega de equipe.

FICHA TÉCNICA

Roteiro e direção: Emiliano CunhaElenco: Brídia Moni, Kethelen Guadagnini, Arlete Cunha, Fernanda Carvalho Leite, José Henrique Ligabue, Fernanda Chicolet e Rafael Sieg

Diretor Assistente: Richard Tavares

1º Assistente de Direção: Daniela Strack

Direção de Fotografia: Edu Rabin

Direção de Arte: Sheila Marafon e Valeria Verba

Direção de Produção: Beto Picasso

Produção Executiva: Pedro Guindani

Figurino: Francine Mendes

Maquiagem e Caracterização: Baby Marques

Montagem: Vicente Moreno

Supervisão de Pós-Produção: Daniel Dode

Design Gráfico: Leo Lage

Desenho de Som: Marcos Lopes e Tiago Belo

Trilha Musical Original: Felipe Puperi e Rita Zart

Produção: Davi de Oliveira Pinheiro, Emiliano Cunha e Pedro Guindani

SOBRE O DIRETOR

Formado em Cinema e Mestre em Comunicação, Emiliano Cunha é professor de audiovisual, produtor, roteirista, diretor e sócio na Ausgang. Dirigiu os premiados curtas “O Cão” (2011), “Lobos” (2012), “Tomou café e esperou” (2013), “Sob águas claras e inocentes” (2016), “Endotermia” (2018), além das séries “Horizonte B” (2015) e “A Benção” (2020). Seu primeiro longa-metragem, “Raia 4” (2019), estreou no FICCI 2019.

SOBRE A AUSGANG

A Ausgang tem em seu catálogo títulos como os longas “Porto dos Mortos” (2011), de Davi de Oliveira Pinheiro, selecionado para mais de 80 festivais ao redor do mundo; “Desvios” (2016), de Pedro Guindani, exibido no Festival de Cine de Bogotá, entre outros; “Raia 4” (2019), de Emiliano Cunha, seleção oficial do Festival de Shanghai, e a série “A Bênção” (2020), exibida no Canal Brasil e na Globoplay.

SOBRE A BOULEVARD FILMES  

A Boulevard Filmes é uma produtora e distribuidora audiovisual que busca o equilíbrio entre projetos autorais e demandas de mercado, focando em estratégias de produção e de distribuição compatíveis com cada projeto. Entre seus lançamentos comerciais estão os longas “Amor, Plástico e Barulho” (Renata Pinheiro), “Histórias que nosso cinema (não) contava” (Fernanda Pessoa) , “Legalidade” (Zeca Brito), “Açúcar” (Sergio Oliveira, Renata Pinheiro) e “Sol Alegria” (Tavinho Teixeira) este último com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2021.
‘Alvorada’, de Anna Muylaert e Lô Politi, terá estreia mundial

‘Alvorada’, de Anna Muylaert e Lô Politi, terá estreia mundial

Filme é um retrato intimista da presidente Dilma Rousseff, durante o período de reclusão no Palácio da Alvorada para enfrentar o processo de impeachment, que a destituiu do cargo

ALVORADA”, novo filme das diretoras Anna Muylaert e Lô Politi, narra, com proximidade e intimidade sem precedentes, o dia a dia de um chefe de estado em sua residência oficial – a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Alvorada – no período mais tenso e dramático da história recente do Brasil: O processo de impeachment que acabou por afastar a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Sua estreia mundial, será no 26o Festival de Cinema É Tudo Verdade, que acontece online e gratuito, entre os dias 8 e 18 de abril. 

Nas palavras das diretoras, Anna Muylaert e Lô Politi:

ALVORADAé um filme de emergência, feito no calor da hora entre pessoas que nunca tinham trabalhado juntas mas que se uniram num esforço estupefato para registrar os últimos momentos de Dilma Roussef no poder, sob a pressão de um golpe. ALVORADA tem o ponto de vista  da residência da presidente em todos os seus andares e esferas de poder focando sua câmera não nos grandes gestos históricos – já retratados em outros filmes do período – mas sim nos pequenos gestos pessoais de Dilma, seus assessores e funcionários e no clima de melancolia destes dias finais.  

Hoje, quase 5 anos depois, como consequência direta daquele período conturbado – vivemos uma crise sanitária, econômica,  política e moral no Brasil – talvez a maior de nossa história.   Acreditamos que ver o filme hoje e poder observar como ela reagiu pessoalmente a sua retirada do poder, possa talvez nos ajudar a compreender um pouco mais  porque chegamos até aqui.”  

Sobre o Filme:

ALVORADA” foi filmado durante o período de julgamento do impeachment de Dilma Roussef em 2016, feito no calor da hora, em tom de urgência e emergência.  Cientes de que outros filmes já estavam em produção sobre os fatos que se desenrolavam no Congresso e na sociedade civil  (a maioria deles dirigidos por mulheres), as diretoras e equipe de “ALVORADA” optaram por abrir a câmera exclusivamente no espaço fechado do Palácio residencial da presidente. Com um resultado surpreendente, o que o filme mostra, além do melancólico epílogo de um período de governo popular, também e paradoxalmente, é o fortalecimento de uma mulher, que embora estivesse sendo o alvo de todo o tipo de violência, não esmoreceu, nem tomou os acontecimentos contra ela de forma pessoal, sempre mantendo uma visão lúcida da história e ciente da onda de retrocesso que estava por vir e veio.

Embora o veredito final demore a chegar, o filme mostra a aproximação do impeachment através dos corredores do palácio desenhado por Oscar Niemeyer, acompanhando o vai e vem de reuniões políticas, o dia a dia da cozinha, a troca de guardas, os sussurros, os telefonemas sem fim, uma tensão crescente da Presidente, dos funcionários, assessores e ex-ministros, perplexos e quase sem ação. 

E durante esse período, conforme os dias vão passando, o filme revela aspectos inéditos da personalidade de Dilma, na medida em que retrata a Presidente em conversas informais sobre política, história, literatura e, principalmente, sobre si mesma. “ALVORADA” não é um documentário que se propõe a explicar detalhadamente todo o processo de impeachment, mas um filme que observa o lado humano deste processo de dentro da residência oficial da sua personagem principal. “ALVORADA” não é apenas um documento sobre o golpe de 2016, mas principalmente sobre como a presença de uma mulher valente no topo de um sistema patriarcal pode ser perigosa para estruturas deste mesmo sistema.

Sinopse:O filme narra de um ponto de vista íntimo, o dia a dia da Presidente Dilma Rousseff na sua residência oficial, o Palácio do Alvorada, enquanto aguardava o veredito de impeachment que acabou afastando a primeira mulher presidenta do Brasil. Retratando os corredores do palácio desenhado por Oscar Niemeyer, vemos o vai de vem de reuniões políticas, o dia a dia da cozinha, a troca de guardas, sussurros e telefonemas sem fim. Sentimos a tensão crescente dos funcionários, assessores, ex-ministros, perplexos e quase sem ação. Um grupo ou outro chega para dar apoio à presidente que cai. Mas o naufrágio parece inevitável.

Ficha Técnica:

Direção: Anna Muylaert e Lô Politi

Produção Executiva: Ivan Melo e Aza Pinho 

Fotografia e Câmera: César Charlone, ABC e Lô Politi.

Montagem: Vania Debs, Hélio Villela Nunes e Anna Muylaert.

Som direto: Hudson Vasconcelos e Marta Suzana.

Supervisão e edição de Som: Miriam Biderman, ABC

Desenho de som e mixagem: Ricardo Reis, ABC

Coordenação Musical: Patricia Portaro

Colorista: Luisa Cavanhagh

Trailer e Teasers: Marina Kosa

Design Gráfico: Marcelo Pallota

Produção: África Filmes, Dramática filmes e Cup Filmes

Produtoras Associadas, Dandara Ferreira e Aza Pinho

Produção Associada: Quanta, Hugo Gurgel, Guilherme Ramalho, Eduardo Shaal.

Distribuição: Vitrine Filmes

Produtores: Lô Politi, Anna Muylaert e Ivan Melo

Gênero: Documentário

Duração: 80 min

Classificação: a definir

Sobre as Diretoras

Anna Muylaert nasceu em São Paulo e estudou Cinema e Artes na USP. Nas últimas décadas escreveu roteiros para programas de TV (MUNDO DA LUA, CASTELO RA-TIM-BUM, UM MENINO MUITO MALUQUINHO, FILHOS DO CARNAVAL, AS CANALHAS, entre outros) e cinema (O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS, XINGU, PRAIA DO FUTURO e outros). Anna dirigiu DURVAL DISCOS, É PROIBIDO FUMAR e 3 outros filmes, mas tornou-se internacionalmente conhecida com QUE HORAS ELA VOLTA? em 2015. O filme recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Sundance, e de público no Panorama do Festival de Berlin em 2015 e foi lançado em salas em 30 países, o que levou Anna a ser convidada a fazer parte da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (Oscar).  Atualmente está em preparação para filmar seu novo longa-metragem O CLUBE DAS MULHERES DE NEGOCIOS.  Ela é mãe de José e Joaquim.

Lô Politi estudou cinema, televisão e jornalismo e trabalhou como produtora e assistente de direção por 10 anos e desde 1998 atua como diretora, roteirista e produtora. Seu primeiro filme, JONAS, onde assina direção e roteiro, recebeu o Prêmio Especial do Júri no Festival Internacional do Rio, participou de mais de 10 festivais internacionais e está atualmente disponível no catálogo da Netflix em 190 países. Seu segundo filme de ficção, SOL, onde também assina direção e roteiro, está agora em sua fase final de pós-produção e será lançado em 2021. Atualmente produz e dirige, em parceria com Dandara Ferreira, DIVINO MARAVILHOSO, um filme sobre a cantora brasileira Gal Costa. Lô é  produtora associada de 3%, primeira série brasileira produzida pela Netflix.

DISTRIBUIÇÃO / VITRINE FILMES:

A Vitrine Filmes, em dez anos de atuação, já distribuiu mais de 160 filmes e alcançou mais de 4 milhões de espectadores. Entre seus maiores sucessos estão “O Som ao Redor”, “Aquarius” e “Bacurau” de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Outros destaques são “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar 2020, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello. Entre os documentários, a distribuidora lançou “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal e “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Em 2020, a Vitrine Filmes lançou no primeiro semestre “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia e “Você Não Estava Aqui”, de Ken Loach. No segundo semestre deste mesmo ano, em cenário pandêmico, a distribuidora adotou estratégias diferenciadas de distribuição em múltiplas janelas, lançando títulos em drive-ins, salas de cinemas e plataformas de streaming, como “Música para Morrer de Amor”; “Três Verões”; “Pacarrete”; “A Febre”; “Todos os Mortos” e muitos outros. Para 2021 a distribuidora já tem o line-up completo e continuará a buscar a melhor forma de chegar aos seus públicos.

‘NEW LIFE S.A.’ estreia nas plataformas digitais a partir de 18/02

‘NEW LIFE S.A.’ estreia nas plataformas digitais a partir de 18/02

O longa-metragem usa o surrealismo para retratar como a especulação imobiliária potencializa as desigualdades sociais

NEW LIFE S.A., de André Carvalheira, estreia nas plataformas Net Now, VivoPlay, Looke e SkyPlay no dia 18 de fevereiro.

Sobre o Filme

Um novo condomínio residencial em Brasília promete resgatar os ideais de uma nova sociedade que servirá de base à uma refundação da capital. Porém, a utopia se choca com a realidade diante de um sistema corrompido, que tem como objetivo central o lucro acima de qualquer custo.  

Esta é a narrativa do longa-metragem brasiliense NEW LIFE S.A., que foi lançado em festivais em 2019, durante o 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e na Mostra Oficial e na Mostra Brasília.

A obra, realizada pela produtora Machado Filmes (T-Bone Açougue Cultural, Plano B e Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa), foi dirigida pelo estreante pernambucano-brasiliense André Carvalheira e tem o roteiro assinado por Aurélio Aragão. 

NEW LIFE S.A. apresenta a história de Augusto, um jovem arquiteto bem-sucedido que planejou um grande condomínio em Brasília, onde seus habitantes viveriam uma nova vida. O lugar deveria contemplar as virtudes de um homem renovado. No entanto, a utopia de Augusto se choca com a realidade ao seu redor.  

Segundo o diretor André Carvalheira a ideia do filme veio de uma inquietação com a estrutura social, uma vontade de falar disso a partir de uma percepção do absurdo que é. E não a toa o filme é rodado na cidade de Brasília, “Brasília nasceu de uma utopia urbanística e arquitetônica que foi se desvirtuando. Tornando distantes a utopia e a realidade. Assim como acontece na obra em torno da qual gira o filme“, diz Carvalheira.  

A trama tem como objetivo abordar a questão ética, que é posta em xeque em prol do lucro a qualquer custo. Partindo do canteiro de obra e do entorno do condomínio, o filme revela a falta de escrúpulos dos personagens, em meio a um sistema já corroído pela corrupção. Para isso, o filme aposta no tom sarcástico e contemplativo da narrativa, sem apresentar respostas nem saídas morais para a situação. Trata-se de um mergulho nas sombras da burocracia, para que se observe a atual condição social do ambiente apresentado.  

No elenco estão presentes os atores Renan Rovida, Wellington Abreu, Murilo Grossi, André Deca, Catarina Accioly, Fernanda Rocha, Bianca Terraza, Larissa Mauro, Edu Moraes, Rodrigo Lelis, Marcelo Pelucio, Vanise Carneiro, João Rafael, Sergio Sartório, Juliano Coacci, Leandro Coelho, Karina Cardoso, Maria Stella, Mariah Praia, Ana França, Jessica Cardoso, Rômulo Augusto, Edmilson Braga, Marcio Rodrigues e Davi Luca. 

NEW LIFE S.A. foi desenvolvido e produzido com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal FAC-DF

Sinopse: 

“New Life S/A” conta a história de Augusto, um jovem arquiteto bem-sucedido que planejou um grande condomínio em Brasília no qual seus habitantes viveriam um novo tipo de vida. O lugar deveria contemplar as virtudes de um homem renovado. No entanto, a utopia de Augusto se choca com a realidade ao seu redor.

Augusto se choca com a realidade ao seu redor.


FICHA TÉCNICA: 

NEW LIFE S.A.  
Direção: André Carvalheira 
Produção executiva: Alisson Machado 
Roteiro: Aurélio Aragão 
Fotografia: Krishna Schmidt 
Montagem: Marcius Barbieri 
Direção de arte: Maíra Carvalho 
Desenho de som: Olívia Hernandez 
Trilha sonora: Luiz Olivieri 
Produtora: Machado Filmes 
Ano: 2018 
Duração: 79 minutos 
Gênero: ficção, drama 
Classificação indicativa: 14 anos 
Distribuição: Pandora Filmes 

Sobre o Diretor 

André Carvalheira: iniciou no cinema em 1996 como assistente de câmera. Atua no audiovisual como diretor e diretor de fotografia. Formou-se em cinema pela ESEC – Paris, França (Escola Superior de Estudos Cinematográficos) e titulou-se mestre em cinema pela Universidade de Brasília. Foi responsável pela fotografia de curtas, longas-metragens, séries e documentários para TV. Dirigiu os curtas-metragens Instante, A Dança da Espera, Toda Brisa, Dia de Folga e Um Certo Esquecimento.  

Sobre a Produtora 

A Machado Filmes foi criada em 2010 com o objetivo desenvolver conteúdos autorais independentes, voltados para transformação, que reflitam arte, cultura e sociedade. Movida pela vontade de contar boas histórias, debater narrativas e pensar a linguagem audiovisual, a cada ano revela novos talentos e amplia seu portfólio com criação e gestão de projetos audiovisuais. Em 2013 lançou três longas-metragens: T-Bone, Plano  B, Melhor Montagem e Melhor Longa e Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa, Melhor Trilha Sonora no Festival de Brasília. Em 2014 o doc Indio Cidadão? Toféu Jesco Von Puttkamer FICA 2015. Nesse mesmo ano, lançou os documentários  Índios no Poder, finalista do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e “Ninguém Nasce no Paraíso”, Melhor Curta Júri Popular na Mostra Brasília do 48º Festival de Brasília, filme integrante da 10ª Mostra Direitos Humanos no Mundo. Em 2018, lançou o longa-metragem New Life S.A. prêmios de Melhor filme e Melhor Ator na Mostra Brasília 51º  Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e o curta-metragem Riscados Pela Memória premiado no 51º  Festival de Brasília (Melhor som), que participou de mais de 50 festivais no Brasil e no exterior, levando mais de vinte prêmios. 

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida. 

“Christabel” chega aos cinemas dia 25 de fevereiro e ganha trailer oficial

“Christabel” chega aos cinemas dia 25 de fevereiro e ganha trailer oficial

Poético. Sensual. Misterioso. Assim pode ser definido “Christabel”, romance dirigido por Alex Levy-Heller (“Jovens Polacas“ e “O Relógio do Meu Avô”), que chega aos cinemas no dia 25 de fevereiro. O filme traz uma atmosfera de mistério em uma narrativa inspirada no clássico poema vampírico homônimo escrito no século XVIII pelo britânico Samuel Taylor Coleridge (1772-1834). Com produção da Alelo Filmes e distribuição da Pipa Pictures, o longa traz no elenco principal os atores Milla Fernandez, Lorena Castanheira e Julio Adrião.

ASSISTA AO TRAILER

“Preservar o aspecto lúdico e poético da obra no filme foi a minha principal preocupação. O tempo, o ritmo, o tom, a fotografia, foram pensados no intuito de fazer a poesia emergir através das imagens. No poema encontramos temas que, apesar de expostos em 1816 quando foi publicado, ainda hoje soam polêmicos e geram importantes debates. Christabel prova-se incrivelmente atual e merecedor de uma adaptação para o cinema”, afirma o diretor.

Nesta livre adaptação da obra de Coleridge, ao invés da Inglaterra do séc XVIII, a história se passa no coração do Brasil atual; o castelo do Barão é agora um lar humilde no Cerrado; O Barão é um pobre trabalhador rural, Seu Leonel (Julio Adrião), que vive com sua filha, a jovem e bela Christabel (Milla Fernandez). A personagem Geraldine (Lorena Castanheira) aparece como uma mulher misteriosa, livre e independente que abala as relações e estruturas pré-estabelecidas que pesam sobre Christabel e seu pai.

A chegada de Geraldine afeta drasticamente a dinâmica da casa numa triangulação de relações onde tanto Christabel quanto seu pai são influenciados por ela. Seu Leonel, o típico homem da roça, acostumado com a dureza e amargura da vida vê em Geraldine uma ameaça a estrutura patriarcal a qual se sente confortável, ao mesmo tempo em que é seduzido pelos encantos da bela mulher. Já Christabel é atraída não somente pela áurea refletida por Geraldine, mas também por suas ideias de liberdade, independência e de uma nova posição da mulher na sociedade.

Geraldine mexe com os instintos da inocente Christabel, desestabilizando suas convicções e promovendo ruptura das tradições.

Christabel é convidada a adentrar um mundo a qual ela desconhecia e que acreditava não poder fazer parte. Os sentimentos de paixão e liberdade florescem nos gestos, toques e olhares entre as duas mulheres, experiências jamais vivenciadas por ela. “Christabel” é um filme poético e sensual, que caminha pelo romance gótico e pelo cinema fantástico.

Coleridge não chegou a finalizar sua obra, o poema é inacabado. Coube ao diretor e roteirista do filme criar um final próprio, num exercício de imaginação de como o poeta teria escrito.

“Os anseios da jovem Christabel coadunam aos desejos da misteriosa Geraldine. A relação entre as duas mulheres é a essência do filme. O elemento fantástico apenas torna a obra ainda mais sedutora”, diz Alex Levy-Heller.

SINOPSE

Um novo olhar para o poema vampírico “Christabel” (1816), de Samuel Taylor Coleridge. Filha única de um trabalhador rural, Christabel encontra Geraldine, uma mulher misteriosa, que diz ter sido atacada por homens e precisa de ajuda. Em sua inocência e pureza, Christabel acolhe Geraldine na casa de seu pai. A partir de então, as duas protagonistas se relacionam de maneira que Geraldine passa a ter grande influência sobre Christabel, desestabilizando suas convicções e promovendo ruptura das tradições, mas trazendo um sentimento de paixão e liberdade jamais vivenciados por ela.

Romance, Ficção – Brasil, 2018. 112 minutos.

Festivais e Prêmios

XXII Cine PE (Recife, Brasil, 2018) – Melhor Filme (Júri da Crítica)

36° Reeling Chicago (EUA, 2018) – Seleção Oficial

Santo Domingo Outfest (Dominican Rep., 2018) – Seleção Oficial

Omovies (Naples, Italy, 2018) – Seleção Oficial

Serile Filmului LGBT (Cluj, Romania, 2018) – Seleção Oficial

Rio Fantastik (Rio, Brasil, 2018) – Melhor Filme (Júri Popular)

Crash International Fantastic Festival (Goiania, Brasil, 2018) – Seleção Oficial

5° Caruaru Iberoamerican Film Festival (Caruaru, Brasil) – Melhor Fotografia

Festival de Cinema de Petrópolis (Brasil, 2019)

42° Festival Guarnicê de Cinema – Mostra Política (Brasil, 2019)

Mostra MacaBRo (Brasil, 2020)

Poema original: Christabel, by Samuel Taylor Coleridge

https://www.poetryfoundation.org/poems/43971/christabel

Site: https://www.christabelmovie.com/

Facebook:  https://www.facebook.com/christabelfilme

Ficha técnica:

Elenco: Milla Fernandez, Lorena Castanheira, Julio Adrião, Nill Marcondes, Alexandre Rodrigues e Camila Mollica

Direção e roteiro: Alex Levy-Heller

Produção: Lorena Castanheira, Marcelo Pedrazzi, Rodolf Mikel, Alexandre Rocha e Alex Levy-Heller

Direção de Fotografia: Vinicius Berger

Direção de Arte: Deborah Levy Epstein

Mixagem de Áudio: Gabriel Pinheiro

Produção de Elenco: Vanessa Veiga

Finalização: Afinal Filmes

Distribuição: Pipa Pictures

Sobre a Alelo Filmes

A Alelo Filmes é uma produtora de conteúdo audiovisual com foco em TV e cinema, fundada em 2014, pela atriz e produtora Lorena Castanheira. Em pouco tempo a Alelo Filmes vem se solidificando como uma das produtoras mais ativas do Rio de Janeiro, com a realização de vários projetos entre séries, filmes e produção de Festivais de Cinema.

Entre os filmes produzidos estão o documentário “Macaco Tião – O Candidato do Povo” e o longa “Christabel”, ambos do diretor Alex Levy-Heller, e “Visceral”, de Thomas Vannucci com lançamento previsto para 2021. A Alelo Filmes produziu a série de variedades, “Harmonizando com Cerveja”, no ar pelo canal Travel Box Brasil, “Por Um Lugar ao Sol” e “Cinema Sem Fronteiras”. Desde de 2011 realiza o Festival du Film Bresilien – Luxembourg, levando cinema brasileiro ao publico luxemburgues, até sua última edição em 2018.

Sobre a Pipa Pictures

A Pipa Pictures é uma empresa de distribuição com sede no Rio de Janeiro com mais de 15 anos de mercado lançando filmes Brasileiros. Os Filmes distribuídos pela Pipa são frequentemente premiados em festivais e aclamados pela crítica. 

Recentemente, a empresa passou por uma reformulação, mudando sua identidade visual e logomarca, visando também o público internacional e somando à seu line up projetos com mais apelo comercial que possibilitem grandes bilheterias, sem abandonar os filmes de relevancia artística e independentes e o publico de nicho. 

 Esta nova visão consolidou novas parcerias em projetos audiovisuais, com destaque para: “Lima Barreto, ao Terceiro Dia” com direção de Luiz Pilar e coprodução com a Globo Filmes; “Um Dia Qualquer” dirigido por Pedro Von Kruger, com produção da Elixir Entretenimento e Canal Space; “Intruso”, de Paulo Fontenelle, numa parceria de produção do Canal Imaginário e Canal Brasil; “Jovens Polacas” e “Christabel” ambos de Alex Levy-Heller, produzido pela Afinal Filmes e Alelo Filmes, entre outros.