Com previsão de estreia para 2024 e protagonizado por Letícia Pedro, Max Petterson e Gabriel Santana, o longa apresenta o mundo deslumbrante das redes sociais após uma funcionária de um hotel de luxo ter que assumir o lugar de uma influencer em crise, de quem descobre ser sósia
Foram encerradas as filmagens de “As Aparências Enganam”, novo filme brasileiro produzido pela Coração da Selva, com coprodução da Star Original Productions e distribuição Star Distribution. Com direção de Sabrina Greve e Luciano Patrick, o longa-metragem conta com Letícia Pedro, Max Petterson, Gabriel Santana, Emira Sophia, Lívia LaGatto, Isabela Paoli, Fábio Viecelli e Ana Mametto no elenco principal, além de participação especial de Tânia Alves, e contando com os artistas cearenses Morgana Camila, André Campos, Denis Lacerda (Deydianne Piaf), Rodrigo Ferreira (Mulher Barbada) e o músico Junú.
A produção foi filmada em um resort de luxo, na cidade de Fortim, no Ceará – local onde se passa a história de Suzy (Letícia Pedro). Logo no primeiro fim de semana de seu novo trabalho em um hotel de luxo, ela precisa tomar o lugar de Amanda Lane (Letícia Pedro), influencer em crise de quem descobre ser sósia. Então, Suzy entra de penetra no mundo deslumbrante dos TikToks e recebidinhos, descobrindo tudo sobre seus ídolos da tela do celular — e que a vida é muito diferente por trás das câmeras.
Com produção de Geórgia Costa Araújo e Luciano Patrick, o filme está previsto para estrear nos cinemas em 2024.
Escrito e dirigido por Leo Bello, o filme chega aos cinemas em 10 de agosto
Leo Bello, diretor de “O Pequeno Pé Grande” e “Retratos da Alma”, entre outros, estreia em direção solo de longas com O ESPAÇO INFINITO, protagonizado por uma astrofísica internada numa clínica psiquiátrica, vivendo uma jornada interior. Com produção da Machado Filmes, a obra chega aos cinemas brasileiros em 10 de agosto, com distribuição da Pandora Filmes.
Nina (Gabrielle Lopes) é uma astrofísica que está numa clínica após sofrer um surto psicótico. Sua maior luta é retornar à sua realidade, e, nessa jornada, ela faz um mergulho em sua própria mente, em busca de um caminho.
Bello, que também assina o roteiro, conta que fez pesquisas em duas frentes: astrofísica e saúde mental para escrever o filme e compor a personagem. “Além de conversar com um professor da área, da UnB, que me mostrou o trabalho de um astrofísico, além de me mostrar a disciplina na teoria e prática, fiz também uma pesquisa sobre mulheres astrofísicas que me inspiraram para a estética, a firmeza e paixão/obsessão do trabalho da Nina.”
Para desenvolver a psicologia da personagem, o diretor partiu de leituras, encontros com profissionais da saúde mental para entender a linguagem da psicologia/psiquiatria, como as terapias e os diagnósticos. “Mas mais que tudo foi fundamental visitar os espaços de convívio que acolhem as pessoas que estão enfrentando problemas psíquicos e suas famílias. Retratar a Nina em crise sem cair em estereótipos ligados à chamada “loucura”, foi um desafio a cada momento, por isso me aproximei à temática desde diferentes pontos de vista.”
Ele também destaca que a entrega de Gabrielle como a protagonista Nina foi fundamental para a criação dessa personagem tão complexa. “O trabalho com ela, foi entre outras coisas, um exercício de introspecção, de quebra dos próprios paradigmas para entrar em um estado de quase êxtase, onde não esteja o controle da razão no comando, mas sim a própria sobrevivência. Os instintos primordiais tinham que vir à tona de forma natural e não grotesca, muitas cenas que exigiram física e psicologicamente uma entrega completa da Gabrielle, desafiando seus próprios limites, às vezes fundidos com a natureza.”
Bello explica que nessa aventura Nina abraça o sofrimento psíquico como uma condição humana, considerando que em qualquer momento, a vida possa parar e pedir que olhamos e cuidamos para a nossa saúde mental, isso não como um ponto final, mas como uma experiência desafiadora.
“O ESPAÇO INFINITOpropõe um mergulho na história da personagem, desdobrando o sofrimento, de onde veio, como veio. Não propõe uma fórmula mágica para solucionar o sofrimento psíquico, mas uma trajetória, sem ponto final, pois não é estamos enfrentando uma doença que precisa ser curada a qualquer custo, e essa é uma das maiores dificuldades de entender as questões da saúde mental. Ela não precisa ser curada, e sim compreendida e respeitada”, diz o cineasta.
A temática entra no filme da porta da protagonista, de onde vem se retratando uma mulher forte, independente, obstinada e determinada a ser uma astrofísica. Não é óbvia a escolha do protagonismo feminino nesse contexto, pois as mulheres na astronomia em geral representam uma percentagem mínima se comparadas com os homens.
“No filme, a temática da astronomia é entrelaçada entre várias vertentes: a temática cientifica em si, o simbolismo dessa temática e a importância de representar o espaço feminino no ambiente da academia e ainda mais das pesquisas relacionadas às ciências exatas. A alegoria do Universo, vai além das leis físicas, traz um elo com o lado emocional e do subconsciente da protagonista.”
Bello explica que o longa quer contar uma das tantas jornadas de vida, refletindo sobre a natureza da vida, onde a “loucura” é uma face, um processo de transformação, sem ponto final. “Creio que o filme pode se considerar bastante atemporal se nos atentamos para presença do sofrimento psíquico na humanidade e espero possa dialogar para uma contemporaneidade, em um olhar otimista, com uma sociedade mais compreensiva e menos preconceituosa das complexidades, vulnerabilidades do ser humano e aceitação da própria condição.”
Sinopse Internada em uma clínica psiquiátrica, Nina desencadeia o início de uma jornada em seu próprio inconsciente, uma busca para encontrar um caminho para a realidade compartilhada.
Ficha Técnica Direção e Roteiro: Leo Bello Elenco: Gabrielle Lopes, Welligton Abreu, Luciana Domschke, Adriana Lody, Sergio Sartório, Gaivota Naves, Gabriel Sabino, Isabela Ferrari e Anna-Maria Hefele Produção: Alisson Machado Produção Executiva: Alisson Machado e Ana Paula Rabelo Direção de Fotografia e Câmera: Pedro Maffei Direção de Arte: Amanda De Stefani Direção de Produção: Larissa Rolim Montagem: Rafael Lobo Som Direto: Marcos Manna Desenho de Som: Olivia Hernández Músicas Originais: Sascha Kratzer e Rafael Maklon Ano: 2023 Duração: 78 minutos
Sobre Leo Bello Leo Bello, nascido em Brasília em 1981, é graduado em cinema pela FAAP-SP. Dirigiu e escreveu filmes que obtiveram uma carreira em festivais nacionais e internacionais. Entre eles, tiveram destaque o curta-metragem de ficção “Pipa” (2008), lançado no Interfilmes Berlim (Alemanha); codirigiu o longa-metragem documentário “TO 255: Estradas da Vida” (2005), lançado em Rhodes Ecofilmes (Grécia); o curta-metragem de ficção: “O Pequeno Pé Grande” (2016), prêmio de Melhor Curta-metragem júri Oficial XIII FANTASPOA, 2017; o curta-metragem documental: “Retratos da Alma” (2016), lançado no Bogoshorts (Bogotá, Colômbia). Atualmente, trabalha como roteirista e diretor na Lumiô Filmes, empresa da qual é sócio-proprietário.
Sobre a Machado Filmes A Machado Filmes iniciou suas atividades em 2010, tendo como missão desenvolver conteúdos autorais independentes, desde as primeiras ideias do argumento até a exibição na telona. Documentário? Experimental? Simplesmente filme. Seja o que for, temos uma queda por olhares voltados para transformação, que reflitam arte, cultura e sociedade. Mas o que nos move mesmo é a vontade de contar boas histórias, debater narrativas, pensar audiovisual, encontrar bons personagens e filmá-los. Em 2023 a produtora está produzindo o seu sétimo longa-metragem.
Sobre a Pandora Filmes A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.
Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.
BASEADO NA PEÇA DE TEATRO DE SUCESSO, A COMÉDIA O PORTEIRO TEM TRAILER E CARTAZ OFICIAIS DIVULGADOSCom Alexandre Lino, Maurício Manfrini e Cacau Protásio, o filme chega aos cinemas dia 31 de agosto
A Imagem Filmes acaba de divulgar trailer e cartaz oficiais da comédia O PORTEIRO, filme dirigido e roteirizado por Paulo Fontenelle e estrelado por Alexandre Lino, que chega aos cinemas no dia 31 de agosto. O roteiro é baseado no espetáculo homônimo do mesmo diretor e protagonista, em cartaz nos teatros há seis anos e já apresentado em mais de 40 cidades, ultrapassando a marca de 100 mil espectadores. O longa tem produção da Rubi Produtora, coprodução das produtoras Bronze Filmes, Kimonos e Cineteatro e distribuição da Imagem Filmes.Originalmente um monólogo para os palcos, montado a partir de entrevistas com diversos porteiros nordestinos que deixaram sua cidade natal em busca de oportunidades de trabalho nas cidades do Rio de Janeiro ou São Paulo, a trama chega às telonas tendo como personagem principal Waldisney (Lino), um porteiro atrapalhado que precisa provar para o delegado, interpretado por Maurício Manfrini, que não tem nada a ver com o assalto ocorrido no prédio onde trabalha.“Por minha própria natureza e vocação, acho que já estava predestinado a viver esse personagem. Eu, artista nordestino, migrei para o Rio de Janeiro em busca da realização de meus sonhos. A minha bagagem carregava as mesmas expectativas, alegria e uma força que se iguala a de milhares de porteiros. Quando escolhemos fazer a peça, o diretor e autor Paulo Fontenelle e eu decidimos juntos que seria um reflexo da realidade. Fomos às ruas e portarias de inúmeros prédios para ouvir os porteiros e suas histórias de vida bem-humoradas e repletas de superação. Esse material foi mais do que suficiente para a criação da dramaturgia para o filme, para o espetáculo e para meu trabalho como ator. E, ao contrário do senso comum, invisíveis não são as pessoas, invisíveis são suas histórias”, explica o intérprete.O elenco é estrelado por outros comediantes de peso como Cacau Protásio, no papel da zeladora Rosivalda, e Daniela Fontan, como Laurizete. Já Aline Campos, Suely Franco e Rosane Gofman vivem, respectivamente, as vizinhas Dona Aline, Dona Alzira e Dona Adelaide. O lutador José Aldo faz uma participação especial como ele mesmo.
Assista ao trailer:
Sinopse
Confusão é o que não falta no prédio onde Waldisney (Alexandre Lino) trabalha como porteiro. Todo dia é um bafafá entre os vizinhos, mas ao lado da zeladora Rosivalda (Cacau Protásio), ele é craque em manter essa bagunça organizada. Tudo isso muda quando o prédio é assaltado e Waldisney agora precisa provar para o delegado (Maurício Mafrini) que ele pode até ser meio atrapalhado, mas ladrão ele não é, não!
Elenco Alexandre Lino (Waldisney) Mauricio Manfrini (Delegado) Cacau Protásio (Rosivalda) Daniela Fontan (Laurizete) Bruno Ferrari (Síndico Astolfo) Aline Campos (Dona Aline) Cesar Boaes (Valdemar) Heitor Martinez (Gustavo) Alana Cabral (Waldisneya) Juliana Martins (Dona Ana) Raissa Chaddad (Amanda) Duda Barata (Sofia) Renato Rabelo (Entregador) Cristiano Garcia (Assaltante) Zé Wendell (Comparsa) Tom Pires (PM Rodrigues) Andrea Veiga (Dona Regina) Adeilson Santos (Seu Rodrigo) Francisco Furtado/Seu Chico (Idoso) Luciana Novak (Faxineira) Alexandre Lino (Paul Macartiney) Theo Noritomi Fontenelle (Menino) Helena Noritomi Fontenelle (Menina) Lucas Wilman (Morador) Zezé Antonio (Morador) Deise Lino (Moradora) Lisa Papageorgiou (Moradora) José Aldo (Participação Especial) Suely Franco (Dona Alzira) Rosane Gofman (Dona Adelaide)
Ficha Técnica Direção: Paulo Fontenelle Direção de Fotografia: Juarez Pavelak Direção de Arte: Fernanda Teixeira Figurino: Juli Videla Maquiagem: Carol França Produção de Elenco: Alexandre Lino, Paulo Fontenelle, Suzana Amancio Som Direto: Daniel Mello Música Original: Danilo Moura Roteiro Original: Paulo Fontenelle Direção de Produção: Vivi Caetano Produção Executiva: Samantha Queiroz Produtora: Patricia Chamon Produção: Rubi Produtora Coprodução: Bronze Filmes, Kimonos e Cineteatro Distribuição: Imagem Filmes
Inspirado na obra de Machado de Assis, filme traz Mariana Ximenes, Vladimir Brichta e Enrique Diaz nos papéis principais; estreia acontece com exclusividade nos cinemas no dia 27 de julho
Um dos maiores clássicos da literatura nacional, Dom Casmurro, ganha uma nova leitura cinematográfica pelas mãos de Julio Bressane, com pôster e trailer divulgados e data de estreia anunciada para o dia 27 de julho. Em CAPITU E O CAPÍTULO, o diretor parte do que há de mais cinematográfico em Machado de Assis, e, em suas palavras, “a trama machadiana, distorcida, é transpassada por cenas, trechos, farrapos de filmes e texturas que se desdobram em capítulos de uma ficção escondida, ainda não vista, que se desvela, e recomeça em outro solo, em outro cosmos…”.
O título parte de um pequeno poema que Haroldo de Campos declamou ao próprio Bressane, em 1984. “‘O importante no Dom Casmurro não é a Capitu, mas o capítulo…’, disse-me. Capitu/Capítulo, este breve e lapidar poema, logo que o ouvi pela primeira vez, fiquei enfeitiçado, possuído por sua brevidade musical. Porém, naquele momento, não percebi, não alcancei, não compreendi toda sua extensão… Extensão na qual o Capítulo é pathos, emoção ultra acumulada, emoção extrema represada, escondida lá no fundo, oculta por severa sombra, bloqueada, sem saída. Pathologico.”
No filme, Mariana assume o famoso papel de Capitu, cujos “olhos de cigana oblíqua e dissimulada” seduzem o jovem Bentinho (Vladimir), que, anos mais tarde, na maturidade, narra toda essa história, assumindo o apelido de Casmurro (Enrique). O que era amor se tornou um ciúme doentio, em devaneios do protagonista, que acabaram consumindo a paixão.
Bressane viu em Machado a possibilidade de o transformar em filme, novamente, como já fizera com “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, em 1985. “A prosa capitular sugere a montagem cinematográfica. Os capítulos são retalhos de outros capítulos, de outras ficções, de outros recomeços, traço apagado de um perfil”, comenta sobre Dom Casmurro.
“Machado de Assis um inovador e inventor, momento alto na língua portuguesa, escreveu no século XIX e início do século XX. Viveu toda sua vida, sua existência, no Rio de Janeiro. Em um meio importado, Machado chamava ‘cultura de empréstimo’, procurou fixar e expandir e respirar, naquele solo hostil, a literatura (clube Rabelais) e a música (clube Beethoven)”, complementa.
Com a fotografia assinada por Lucas Barbi (“Os Primeiros Soldados”), o filme encontra na pintura um de seus principais diálogos. “A pintura surge no início do filme com o lendário perfil riscado a carvão por uma jovem apaixonada da sombra do rosto de seu bem-amado projetada em um muro. É o nascimento da pintura. O feminino faz seu voo pela pintura. Um delicado rosto de mulher sobrevivente de uma parede de Pompeia, uma máscara descorada do espanto vulcânico, um bosque francês antigo, desfile de quadros desconhecidos, de pintores desconhecidos, de filmes desconhecidos, em enquadramentos estratégicos, são o pigmento da trama, o infra-senso da montagem, a conversa de olhares do ontem engomado na espessura do hoje.”
Nessas imagens, as flores, os arranjos de flores, os vestidos de flores, as pinturas de flores surgem como um forte elemento. “Seu cuidado e delicadeza tem vida no drama que diante delas se desenvolve. As cores de suas pétalas dramatizam a imagem, insinuam- se pela vida. Pela vida breve, passageira, inconstante, de nossos baldios e ingratos sentimentos amorosos… Nos arranjos florais a cor das pétalas mais constante, privilegiada, é a cor roxa. Há no português falado no Brasil a expressão popular ‘roxo de ciúme’.”
A música, por sua vez, é outro elemento importante em CAPITU E O CAPÍTULO. “A trilha é feita da contribuição dos sons provenientes do instante da gravação da própria cena. Longos silêncios, pios de pássaros, passos, abalos sísmicos, trovões, castanholas, gotejar da água, roçar do vento, rangidos de madeira seca, o fervor das ondas revoltas do mar, a sonoridade de certas palavras, a sonoridade de certas imagens, cordas da viola e do violino, o samba na voz grave de Jamelão, toda essa colcha sonora de retalhos compõe a música do filme.”
Entre outras coisas, o longa ressalta a importância de Machado para a cultura brasileira, e o Brasil como um todo. “O genial escritor brasileiro, preto, nascido pobre, marcado pelo temor da epilepsia, do implacável ataque imprevisto, foi um escritor e leitor miraculoso. Leitor forte ele desborda, ultrapassa, reescreve, recria, introduz uma música de beleza nova em uma planta transplantada de outro chão”, conclui o cineasta.
CAPITU E O CAPÍTULO é uma produção da TB Produções e uma coprodução Globo Filmes, distribuído pela Pandora Filmes. No FestCine Aruanda, o longa ganhou diversos prêmios, entre eles, Melhor Filme, Direção e Prêmio da Associação Brasileira de Críticos – Abraccine, e teve estreia mundial no Festival de Roterdã.
Sinopse Olhares, atitudes, vicissitude e passionalidade, novas e antigas percepções. Trama que permeia a inquietude trazida pelo sentimento mais primitivo que o ser humano pode experimentar, criando e sorvendo o fantasma criado pelo ciúme, desdobrando-se em intrigas capitulares criadas por Bentinho em devaneios que o tomam sobremaneira pelo amor doentio por sua Capitu.
Ficha Técnica Direção: Julio Bressane Roteiro: Julio Bressane, Rosa Dias Produtores: Tande Bressane, Bruno Safadi Produtor Associado: Cacá Diegues Coprodutora: Globo Filmes Elenco: Mariana Ximenes, Enrique Diaz, Vladimir Brichta, Djin Sganzerla, Saulo Rodrigues, Josie Antello, Claudio Mendes Direção de Fotografia: Lucas Barbi Direção de Arte: Isabela Azevedo, Moa Batsow Figurino: Daniela Aparecida Gavaldão, Luísa Horta Montagem: Rodrigo Lima Gênero: drama País: Brasil Ano: 2021 Duração: 75 minutos
Sobre Julio Bressane Um dos maiores representantes do cinema brasileiro, Julio Bressane começou a fazer cinema como assistente de direção de Walter Lima Júnior, em 1965. Seu nome ganhou mais notoriedade após a realização do documentário sobre Maria Bethânia, cantora que estreou nacionalmente em 1965 e logo virou uma das maiores estrelas brasileiras. Em 1967, lançou sua primeira ficção, “Cara a Cara”. Em 1970, fundou a Belair Filmes em sociedade com o também cineasta Rogério Sganzerla. Eles optaram por um modelo de realizar filmes de baixo custo e produção e com isso conseguiram rodar seis longas-metragens em apenas seis meses. Bressane chegou a se exilar em Londres, no início dos anos 1970, mas voltou ao Brasil alguns anos depois e fez um filme atrás do outro, usando a chanchada e o deboche como suas principais características. Em 50 anos de carreira Julio Bressane dirigiu 60 filmes que rodaram pelos principais festivais do mundo como Cannes, Veneza, Brasilia, Rotterdã, entre muitos outros.
Sobre a TB Produções Ltda Fundada por Tande Bressane e Bruno Safadi, a TB Produções existe desde 1998, quando produziu “São Jerônimo”, de Julio Bressane, exibido no Festival de Veneza de 1999. Em seus 25 anos de existência, a TB Produções produziu 30 longas-metragens e tem se destacado no mercado como produtora de filmes de autor, produzindo todos os últimos filmes de Julio Bressane, diretor com retrospectivas no Festival de Rotterdam, BAFICI, Turim, Valdívia e Indie Lisboa, e de Bruno Safadi, além de filmes de Noa Bressane, Rodrigo Lima e Moa Batsow. Os filmes da produtora participaram de Festivais como Cannes, Veneza, Locarno, Rotterdam, Havana, Seattle, Uruguay, Kerala (Índia), Era New Horizonts (Polônia), Sheffield (Inglaterra), IndieLisboa, Lima, Munique, Brasília, Gramado, Rio, São Paulo, Tiradentes, Recife e Bahia, tendo sido premiados em diversos deles.
Os títulos da produtora chegaram ao circuito comercial das salas de cinema:
Longas-Metragens: ”Leme do Destino” (2022) – Direção: Julio Bressane (concluído) ”A Longa Viagem do Ônibus Amarelo” (2021) Direção: Julio Bressane (concluído) ”Lilith” (2020) Direção: Bruno Safadi (concluído) ”Capitu e o Capítulo” (2019) Direção: Julio Bressane (estreia em 27 de julho de 2023) ”Sedução da Carne” (2018) – Direção: Julio Bressane ”Beduíno” (2015) – Direção: Julio Bressane ”Garoto” (2015) – Direção: Julio Bressane ”O Prefeito” (2015) – Direção: Bruno Safadi ”O Espelho” (2015) – Direção: Rodrigo Lima ”Origem do Mundo” (2015) – Direção: Moa Batsow ”O Fim de uma Era” (2014) – Direção: Bruno Safadi e Ricardo Pretti ”Educação Sentimental” (2013) – Direção: Julio Bressane ”O Uivo da Gaita” (2013) – Direção: Bruno Safadi ”Éden” (2012) – Direção: Bruno Safadi ”O Batuque dos Astros” (2012) – Direção: Julio Bressane ”Rua Aperana 52” (2011) – Direção: Julio Bressane ”A Erva do Rato” (2008) – Direção: Julio Bressane ”Cleópatra” (2007) – Direção: Julio Bressane ”Meu nome é Dindi” (2007) – Direção: Bruno Safadi ”Filme de Amor” (2003) (coprodutora) – Direção: Julio Bressane ”Dias de Nietzsche em Turim” (2001) – Direção: Julio Bressane ”São Jerônimo” (1999) – Direção: Julio Bressane
Curtas-Metragens: ”Tabu Totem” (2005) – Direção: Bruno Safadi ”Uma Estrela pra Ioiô” (2003) – Direção: Bruno Safadi ”Nietzsche em Nice” (2002) – Direção: Julio Bressane ”Na Idade da Imagem” (2002) – Direção: Bruno Safadi ”Gosto que me Enrosco” (2001) – Direção: Bruno Safadi
Sobre a Globo Filmes Construir parcerias que viabilizam e impulsionam o audiovisual nacional para entreter, encantar e inspirar com grandes histórias brasileiras – do cinema à casa de cada um de nós. É assim que a Globo Filmes atua desde 1998. Com mais de 450 filmes no portfólio, como produtora e coprodutora, o foco é na qualidade artística e na diversidade de conteúdo, levando ao público o que há de melhor no nosso cinema: comédias, romances, infantis, dramas, aventuras e documentários. A filmografia vai de recordistas de bilheteria, como ”Tropa de Elite 2” e ”Minha Mãe é uma Peça 3” – ambos com mais de 11 milhões de espectadores – a sucessos de crítica e público como ”2 Filhos de Francisco”, ”Aquarius”, ”Que Horas Ela Volta?”, ”O Palhaço” e ”Carandiru”, passando por longas premiados no Brasil e no exterior, como ”Cidade de Deus” – com quatro indicações ao Oscar – e ”Bacurau”, que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes. Títulos mais recentes como ”Marighella”, ”Turma da Mônica: Lições” e ”Medida Provisória” fizeram o público voltar às salas pós-pandemia para prestigiar um cinema que fala a nossa língua.
Sobre a Pandora Filmes A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.
Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.
Novo longa-metragem da realizadora Clarissa Campolina, CANÇÃO AO LONGE recebe pôster e trailer oficiais. Produzido pela Anavilhana e distribuído pela Vitrine Filmes, por meio do projeto Sessão Vitrine, o drama de ficção fez carreira no circuito de festivais e chegará comercialmente aos cinemas no dia 6 de julho.
CANÇÃO AO LONGE acompanha a busca de Jimena (Mônica Maria) por sua identidade e por seu lugar no mundo. A jovem deseja mudar-se da casa, que compartilha com a mãe e a avó, e onde se sente deslocada. Ela também precisa romper com seu pai, com quem mantém uma troca de cartas à distância. Nesse movimento, Jimena lida com sua origem, seu corpo, suas escolhas e se depara com o silêncio de suas relações familiares. Através do seu olhar, o filme levanta questões sobre classe, família, tradição, raça e gênero.
O filme trata do rito de passagem para a vida adulta da jovem arquiteta Jimena, protagonizado pela atriz, artista visual e tatuadora Mônica Maria, em seu primeiro papel em longa-metragem. O projeto do filme começou no ano de 2012 e a chegada de Mônica foi transformadora no desenvolvimento das ideias iniciais e roteiro do filme, assinado por Clarissa Campolina, Caetano Gotardo e Sara Pinheiro. “Havia o desejo de trazer para o centro da narrativa, o retrato íntimo das relações familiares e sociais, a fim de revelar fissuras e colocar em xeque as estruturas em que nos moldamos. O encontro com a Mônica Maria modificou e enriqueceu as questões a serem trabalhadas no filme. Mônica é uma mulher preta e a questão racial passou a ser fundamental para a narrativa e todo o processo do filme, desde sua escrita, até a pesquisa, produção, ensaios com os atores e atrizes e a relação dos corpos com o espaço urbano”, conta Clarissa.
A narrativa foca na história de uma protagonista feminina, forte e firme, silenciosa e atenta, e o espectador é lançado para dentro das imagens e, talvez, devolvido com elas para dentro de si – numa câmera que acompanha de perto a protagonista. É um filme sobre a experimentação e a descoberta de si e, no limite, sobre a aposta de que esse movimento é o nosso lugar, íntimo e também coletivo. Produzido pela Anavilhana, o longa é a estreia na direção solo de Clarissa Campolina e traz no elenco Margô Assis, Matilde Biadi, Ricardo Campos, Jhon Narvaez, Enzo Daniel, Carlos Francisco (o Damiano de “Bacurau”, direção de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e o Wellington de “Marte Um”, direção de Gabriel Martins).
CANÇÃO AO LONGE cria um universo rico, diverso e único ao destacar a paisagem urbana da capital belo-horizontina junto a paisagem sonora do filme. Edificações antigas, viadutos, comércios do centro e novas construções se ambientam ao som de Juçara Marçal, Matéria Prima, Marina Cyrino, Patrícia Bizzoto, Nathália Fragoso, Kainná Tawá, Juliana Perdigão (interpretando “Alguém Cantando”, de Caetano Veloso) e da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, sob a batuta do maestro Sérgio Gomes (interpretando Schumann).
Sinopse
CANÇÃO AO LONGE acompanha a busca de Jimena por sua identidade e por seu lugar no mundo. A jovem deseja mudar-se da casa que compartilha com a mãe e a avó e onde se sente deslocada. Ela também precisa romper com seu pai, com quem mantém uma troca de cartas à distância. Nesse movimento, Jimena lida com sua origem, seu corpo, suas escolhas e se depara com o silêncio de suas relações familiares. Através do seu olhar, o filme levanta questões sobre classe, família, tradição, raça e gênero.
Ficha Técnica
Direção: Clarissa Campolina Produção: Luana Melgaço Elenco: Mônica Maria, Margô Assis, Jhon Narvaez, Matilde Biadi, Ricardo Campos, Enzo Daniel, Carlos Francisco Direção Assistente: Luiz Pretti Cartas: Paula Santos, Luiz Pretti 1ª Assistente de Direção: Paula Santos Roteiro: Caetano Gotardo, Clarissa Campolina, Sara Pinheiro Produção Executiva: Joana Rennó, Luana Melgaço Direção de Produção: Camila Bahia, Laura Godoy Direção de Fotografia: Ivo Araújo Lopes 1º Assistente de Câmera: Leandro Gomes Direção de Arte: Thais de Campos Figurino: Marina Sandim Técnico de Som: Gustavo Fioravante Montagem: Luiz Pretti Edição e Desenho de Som: Pablo Lamar Finalização: Lucas Campolina Identidade Visual e Créditos: Mariana Mansur Empresa Produtora: Anavilhana Gênero: Drama Duração: 75 minutos Distribuidora: Vitrine Filmes
Sobre Clarissa Campolina Clarissa Campolina é sócia da produtora Anavilhana e trabalha como diretora, roteirista, montadora, professora e curadora. Seus filmes foram exibidos e premiados em festivais em Brasília, Locarno, Oberhausen, Buenos Aires, entre outros. “Girimunho”, seu longa de estreia, teve sua première internacional no Festival de Cinema de Veneza em 2011 e recebeu prêmios em Veneza, Mar Del Plata, Nantes, Havana. Em 2022, lançou o seu segundo longa-metragem, “Enquanto Estamos Aqui”.
Sobre a Anavilhana A Anavilhana surgiu do encontro entre Clarissa Campolina, Luana Melgaço e Marília Rocha. Fundada em 2005, a produtora reúne mais de 20 anos de experiência de suas sócias, com o desejo de articular pesquisa, formação, produção e criação audiovisual.
Desenvolve projetos de suas integrantes e estabelece parcerias com diretoras e diretores independentes, produções associadas e coproduções dentro e fora do Brasil. Seu trabalho é norteado pela criação de desenhos de produção mais adequados a cada novo projeto, pelas trocas com outras produtoras e realizadores e pelo investimento na pesquisa de linguagem. Tudo isso desde a sua origem, quando as três sócias integraram o grupo Teia (www.teia.art.br).
Até o momento, a Anavilhana lançou mais de 30 obras audiovisuais, com ampla participação no mercado de cinema autoral: curtas e longas-metragens, instalações, séries de TV e teatro. Teve trabalhos oficialmente selecionados e premiados festivais nacionais como: É Tudo Verdade, Festival de Brasília, Festival do Rio, Mostra de Tiradentes; em festivais internacionais como: Berlinale, Veneza, Toronto, San Sebastian, Locarno, Roterdã, Visions du Réel, DocLisboa; e em museus de arte do mundo: Centre Georges Pompidou, MoMA, Inhotim. Suas produções também estiveram destacadamente presentes no circuito comercial de cinema e em plataformas de streaming no Brasil e no exterior.
E para quem se pergunta o que significa Anavilhana: o arquipélago de Anavilhanas, um dos maiores do mundo, situa-se no Rio Negro, na região amazônica. Este conjunto de ilhas fluviais inspirou a escolha do nome da produtora, ao entender que um arquipélago só se faz na autonomia de suas ilhas e na união de todas elas.
Sobre a Vitrine Filmes A Vitrine Filmes, desde 2010, já distribuiu mais de 200 filmes e alcançou milhares de espectadores apenas nos cinemas do Brasil. Entre seus maiores sucessos estão “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019; “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional; e “Druk: Mais Uma Rodada”, de Thomas Vinterberg, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2021.
Em 2020, a Vitrine Filmes iniciou um novo ciclo de expansão e renovação. Entre as iniciativas, o lançamento da Vitrine España, que produz e distribui longas-metragens na Europa; o Vitrine Lab, curso online sobre distribuição cinematográfica, vencedor do prêmio de distribuição inovadora do Gotebörg Film Fund 2021; a Vitrine Produções, para o desenvolvimento e produção de títulos brasileiros; e, em 2022, a criação do selo Manequim, focado na distribuição de filmes com apelo a um público mais amplo.
Na produção, o primeiro lançamento, “Amigo Secreto” (DocLisboa 2022), de Maria Augusta Ramos, que teve mais de 15 mil espectadores no Brasil; o romance adolescente “Jogada Ensaiada”, de Mayara Aguiar, em desenvolvimento; “O Nosso Pai”, curta de Anna Muylaert exibido no Festival de Brasília; e “Caigan Las Rosas Blancas” (White Roses, Fall!), de Albertina Carri, a continuação de “Las Hijas del Fuego”, distribuído pela Vitrine Filmes em 2019.
Em 2023, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, estão confirmados para os próximos meses a animação “Perlimps”, de Alê Abreu; “Bem-vinda, Violeta!”, de Fernando Fraiha; o vencedor do Festival de Gramado “Noites Alienígenas”, de Sérgio de Carvalho; e “A Cidade dos Abismos”, de Priscyla Bettim e Renato Coelho.
Já a Sessão Vitrine, projeto inovador de formação de público e distribuição coletiva de produções e coproduções brasileiras em salas de cinema comerciais, terá, em 2023, o patrocínio do PROAC. O filme “Mato Seco em Chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, exibido no Festival de Berlim e premiado no Festival do Rio e no Festival de Brasília, abrirá esta edição, que terá também “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes e premiado no Festival do Rio; “Rio Doce”, de Fellipe Fernandes, “Corpolítica”, de Pedro Henrique França; e CANÇÃO AO LONGE, de Clarissa Campolina.