Festival de Cannes: The Match reconstrói a icônica partida entre Argentina e Inglaterra em 1986

Festival de Cannes: The Match reconstrói a icônica partida entre Argentina e Inglaterra em 1986


O futebol será um dos principais temas, fora de competição, desta edição.

Na seção ‘Cannes Première’ será apresentado “El Partido”, dos argentinos Juan Cabral e Santiago Franco, sobre o histórico confronto das quartas de final da Copa do Mundo de 1986 entre Argentina e Inglaterra (2 a 1), com dois gols míticos de Diego Maradona.

Festival de Cannes 2026 (79ª edição) apresenta o documentário “The Match” (“El Partido”), que reconstrói o icônico jogo entre Argentina e Inglaterra nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986. A

Aqui estão os detalhes principais sobre essa exibição:

O Documentário: Dirigido pelos argentinos Juan Cabral e Santiago Franco, o filme tem 91 minutos — a mesma duração da partida original — e baseia-se no livro “El Partido”, de Andrés Burgo.

Conteúdo: A obra aborda o contexto pós-Guerra das Malvinas, os dois gols históricos de Diego Maradona (“La Mano de Dios” e o “Gol do Século”) e traz depoimentos de personagens da época.

Exibição em Cannes: “The Match” foi selecionado para a prestigiada mostra Cannes Premiere.

Coincidência Histórica: O documentário foi lançado no festival para coincidir com os 40 anos da partida (ocorrida em 22 de junho de 1986), antes de chegar aos cinemas argentinos. O filme destaca a tensão histórica entre as duas nações e reconstrói o confronto como uma memória viva do futebol. Será mostrado em Cannes dia 21 de maio de 2026.

Outro filme sobre futebol em Cannes. A lenda histórica francesa Eric Cantona também terá uma dupla presença no festival. Ele será o protagonista do documentário britânico “Cantona”, dirigido por David Tryhorn e Ben Nicholas, e também integra o elenco de “Les Matins Merveilleux”, longa de estreia da francesa Avril Besson, que mostra suas habilidades como ator.

Alma Negra: Do Quilombo ao Baile chega aos cinemas brasileiros dia 14 de maio

Alma Negra: Do Quilombo ao Baile chega aos cinemas brasileiros dia 14 de maio

Documentário ‘Alma Negra – Do Quilombo ao Baile’ chega aos cinemas brasileiros em 14 de maio

Longa percorre a história da soul music e dos bailes black no Brasil reunindo grandes artistas como Carlos Dafé, Toni Tornado, Zezé Motta, Dom Filó, Seu Jorge e Sandra de Sá

TRAILER 

O documentário Alma Negra, Do Quilombo Ao Baile, dirigido por Flavio Frederico (de “Assalto na Paulista” e “Boca do Lixo”), chega aos cinemas brasileiros em 14 de maio, com produção da Kinoscópio e distribuição da Synapse. O filme  propõe um mergulho na cultura afro-brasileira a partir da trajetória da soul music no país e reúne grandes nomes como Carlos Dafé, Toni Tornado, Zezé Motta, Dom Filó, Seu Jorge e Sandra de Sá.  

O longa percorre desde o surgimento da soul music no Brasil, no final dos anos 1960, até o auge dos icônicos bailes black nas décadas seguintes, especialmente em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Mais do que um panorama musical, o filme revela o papel desses espaços como territórios de resistência cultural e política durante a ditadura militar.

Com roteiro de Mariana Pamplona e Flavio Frederico, e direção musical do produtor BiD, o documentário reúne grandes nomes da música negra brasileira e traz referências históricas como Tim Maia, Cassiano e Gérson King Combo. Conta ainda com depoimentos de especialistas e intelectuais como Nelson Motta, Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez e Edneia Gonçalves.

Antes de chegar ao circuito comercial, o filme percorreu diversos festivais no Brasil e no mundo. Entre os destaques estão as exibições no Festival do Rio, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, além de sessões no Festival de Havana (Cuba) e no encerramento do Fest Aruanda, da Paraíba. O longa também integrou a programação da Mostra de Cinema de Tiradentes e do IN-EDIT Brasil 2025.

Sinopse:  

Nos bailes black lotados, a soul music virou afirmação da identidade negra no Brasil. Com Tim Maia, Toni Tornado, Zezé Motta, Beatriz Nascimento e Lélia Gonzalez, e trilha de BiD, Alma Negra leva o poder do movimento às telas.

Ficha Técnica

Direção: Flavio Frederico 

Roteiro: Mariana Pamplona, Flavio Frederico 

Fotografia: Jacob Solitrenick, Jacques Cheuiche, Janice D’Avila, Carlos André Zalasik 

Produtor: Flavio Frederico, BiD

Música: Eduardo Bidlovski (BiD)

Ano: 2024 

Classificação: 12 anos 

Duração: 102 min. 

Gênero: Documentário 

País: Brasil

Por Anna Barros

Festival de Cannes: Peter Jackson ganha Palma de Ouro honoraria das mãos de Elijah Wood

Festival de Cannes: Peter Jackson ganha Palma de Ouro honoraria das mãos de Elijah Wood

Elijah Wood entrega Palma de Ouro a Peter Jackson na abertura do Festival de Cannes 2026

Nesta terça-feira (12) teve início, na Riviera Francesa, a 79ª edição do Festival de Cinema de Cannes – e o evento já começou em clima de emoção: o cineasta Peter Jackson foi surpreendido ao receber uma Palma de Ouro Honorária durante a cerimônia de abertura do evento, numa homenagem comandada por Elijah Wood.

Em seu discurso, o intérprete de Frodo Bolseiro na trilogia “O Senhor dos Anéis” destacou a importância do diretor em sua trajetória, frisando que estava longe de ser “a única pessoa que teve a vida transformada por Peter Jackson”.

Ao aceitar o prêmio das mãos do amigo com um abraço emocionado, Jackson relembrou desafios enfrentados durante a produção dos filmes inspirados na obra de J.R.R. Tolkien:

“Nós gravamos ‘O Senhor dos Anéis’ ao longo de três anos e todos os filmes ao mesmo tempo. E a imprensa estava um pouco esquisita, porque a Warner estava sendo vendida, na época. Então, o que aconteceria caso o primeiro filme falhasse? O que eles fariam com os filmes dois e três, uma vez que eles já tinham sido gravados? Era uma grande aposta, mas toda a mídia estava falando que iria falhar”.

O diretor, então, revelou como a 54ª edição do festival ajudou a salvar a franquia:

“Nós trouxemos os primeiros 20 minutos para cá em maio de 2001. Fizemos algumas entrevistas naquele castelo no alto da colina e demos uma festa lá. E essa grande aposta de Bob [Shaye, fundador da New Line Cinema] realmente mudou a percepção do filme. E, para mim, obviamente, foi algo que mudou a minha vida. Assim, quando o filme foi lançado, havia uma expectativa que não teria existido, se não fosse por Cannes”.

Poltrona Resenha: Michael/Anna Barros

Poltrona Resenha: Michael/Anna Barros

Fui assistir a Michael no Cinesystem Botafogo no domingo à noite de Dia das Mães porque temia o cheiro de fumaça no Kinoplex do Shopping Tijuca. 

A experiência é melhor no cinema porque além de musical, é sensorial. A cinebiografia do gênio musical Michael Jackson é sensacional para fãs. Porque é totalmente chapa branca. Só aparecem as coisas boas da carreira de Michael e escondem as polêmicas relacionadas à pedofilia, acusações que ele foi inocentado a princípio. 

Também constatamos a maldade explícita do pai Joseph Jackson que obrigavai hael e os irmãos a ensaios exaustivos e dava surras horríveis. No filme só aparece em Michael mas ele batia em todos. 

Dois destaques: Jaffar Jackson, sobrinho de Mi hael, filho de Jermaine que está perfeito no papel. Fisicamente, com trejeitos e até o moonwalking. E o excelente ator Colman Domingo como Joseph Jackson, o pai carrasco. 

Os números musicais são sensacionais com destaque para Thriller onde Michael teve a ideia de levar seu clip dirigido por Quinze Jones para a MTV. Mas a fase no Jackson 5 sendo vivido por Luciano Volpi também é maravilhosa. 

Relembrei fatos esquecidos: a queimadura no cabelo no comercial da Pepsi que o fez ficar dependente de remédios e sua visita ãs crianças doentes. Também não me lembrava de seu minizoológico na mansão da família em Encino, na Califórnia. 

Destaque também para o segurança Bill que se tornou uma espécie de pai e para o empresário John Branca, um dos produtores do filme. Senti falta de Janet Jackson que pediu para não ter seu nome envolvido. Só aparece a irmã Latoya. Interessante foi ver seu amor pelo cinema como Cantando na Chuva e Chaplin que via com a mãe. Só achei excessiva a exposição que ele gostava de livros do Peter Pan e sua fixação por Neverland que mais tarde seria seu rancho. 

O melhor foi o rompimento definitivo com o pai como empresário mostrando que Michael podia ser dono da própria vida. Mostram as inúmeras rinoplastias porque Joe implicava com o nariz de todos os filhos. 

Na minha sessão todos ficaram quietos, sem usar o celular e poucos cantaram. No final todos nós aplaudimos. Michael deixou um gostinho de quero mais de todo o universo de Michael Jackson e está arrebatando mais fãs pelo mundo todo. 

O filme foi até o show Bad em Londres e vai ter uma continuação. 

Em grande circuito. Assistam em IMAX e legendado. Experiência única da qual não irão se arrepender. 

4/5 poltronas. 

Perto do Sol é Mais Claro revela processo criativo familiar com estreia em 14 de maio

Perto do Sol é Mais Claro revela processo criativo familiar com estreia em 14 de maio

Perto do Sol é Mais Claro revela processo criativo íntimo e familiar ao retratar o envelhecimento

Longa-metragem dirigido por Regis Faria e interpretado pelo pai, Reginaldo Faria, mostra as complexidades do envelhecimento em produção que foge do modelo tradicional

Com estreia marcada para o dia 14 de maio nos cinemas, o longa tem distribuição da O2 Play em parceria com a RioFilme, órgão que integra a Secretaria de Cultura do Rio

Reginaldo Faria em Perto do Sol É Mais Claro (Foto: O2 Play)

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– O longa-metragem de Regis Faria, Perto do Sol É Mais Claro, é uma produção que foge do modelo tradicional. A narrativa retrata com bom humor e sensibilidade o protagonista Rêgi, interpretado pelo pai do diretor, Reginaldo Faria, mostrando como o envelhecimento pode ser um processo marcado por vitalidade, desejo e capacidade criativa.

As filmagens tiveram início durante a pandemia, antes mesmo da existência de um roteiro, com Regis Faria registrando o pai em meio a uma obra próximo a sua residência, utilizando o avanço da reforma como metáfora de passagem de tempo. O roteiro foi desenvolvido posteriormente, com base em parte do material já captado.

“Filmamos nos adaptando à disponibilidade das pessoas e das locações, que foram generosamente cedidas, como o Espaço Tápias, o Deza Botequim, a Livraria Lima Barreto, Floricultura Rosal da Barra e Pequeno Benjamim, pelos quais sou muito grato. Todo o elenco abraçou a ideia com muita disposição e carinho, tornando possível esse projeto que tenho muito orgulho”, conta o diretor.

Ao longo das filmagens, o diretor acumulou basicamente todas as funções de um set, assumindo a fotografia, a câmera, o áudio, entre outras. Adotou a luz natural, disponível no set, como diretriz. Segundo ele, a ausência de uma equipe usualmente utilizada, favoreceu uma relação mais direta e íntima com o protagonista durante as gravações e o resultado parece bem explícito na tela.

Dirigido e roteirizado por Regis Faria, este é o primeiro trabalho de ficção do cineasta, que construiu carreira na televisão com participação em 16 novelas e 14 minisséries, além de longa-documentários, como Leonardo Pareja, Vida Bandida, eleito pela crítica como melhor documentário da TV brasileira em 1998.

Reginaldo Faria tem carreira notória e premiada no cinema brasileiro, sendo um dos nomes mais reconhecidos por sua trajetória como ator, diretor e produtor. Entre os filmes relevantes do qual fez parte como ator estão: “O Assalto ao Trem Pagador” (1962), “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1976), “Pra Frente Brasil” (1982) e “Memórias Póstumas de Bráz Cubas” (2001). Como diretor realizou entre grandes sucessos de público e bilheteria, o aclamado “Barra Pesada” (1977).

Seu nome também se confunde com a história da teledramaturgia brasileira, tendo feito as duas primeiras novelas da Rede Globo em 1965 e sucessos como “Dancin’ Days” (1978), “Água Viva” (1980), “Vale Tudo” (1988), “Tieta” (1989) e “Força de um Desejo” (2000).

Perto do Sol É Mais Claro chega aos cinemas no dia 14 de maio, com distribuição da O2 Play, em parceria com a RioFilme, órgão que integra a Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro.