Nova produção traz um olhar satírico sobre os bastidores da corrupção na FIFA e a história do brasileiro João Havelange
O Prime Video lança hoje a série Jogo da Corrupção, nova temporada da série Original Amazon El Presidente. Dirigida criativamente pelo vencedor do Oscar Armando Bó, a obra é protagonizada pelo ator português Albano Jerónimo e conta ainda com os brasileiros Eduardo Moscovis e Maria Fernanda Cândido, além do colombiano Andrés Parra, que retorna à série. A produção é da Gaumont. Jogo da Corrupção estreia exclusivamente no Prime Video em mais de 240 países e territórios e terá oito episódios de uma hora cada.
A série traz um olhar satírico sobre os bastidores da corrupção por dentro do futebol, e mostra as origens da transformação da FIFA de uma simples organização esportiva em uma potência comercial e política. No centro da história está o ex-presidente da FIFA, João Havelange, o improvável forasteiro brasileiro que usurpou o poder dos europeus e manteve o controle da organização por quase três décadas. Com uma alta dose de humor e ironia, a série mostra tudo que Havelange possivelmente ganhou e perdeu, roubou e apostou, e como ele supostamente transformou o jogo bonito em uma máquina de fazer dinheiro.
O elenco da série tem ainda a atriz britânica Anna Brewster, os brasileiros Carol Abras, Nelson Freitas, Polliana Aleixo, Isadora Ferrite, Leonardo Cidade, Leandro Firmino, Maria Bopp, Mariana Armellini, Demétrio Nascimento Alves, Bukassa Kabengele, Jessica Córes; o argentino Fabio Aste, o ator escocês Craig Stevenson e o francês Philippe Jacq. Na versão dublada, Fábio Porchat dá voz ao narrador.
O roteirista vencedor do Oscar Armando Bó (About Entertainment) retorna à série, que teve a primeira temporada indicada ao Emmy Internacional de melhor série dramática, como showrunner e produtor executivo. A produção é assinada pela equipe latino-americana da Gaumont, liderada por Christian Gabela; com a produtora vencedora do Oscar Fabula, liderada por Pablo e Juan de Dios Larraín; e com a Kapow, produtora argentina liderada por Agustín Sacanell e Lucas Rainelli; e dirigida criativamente por Armando Bó.
Os assinantes Prime podem assistir à primeira temporada de El Presidente a qualquer hora e em qualquer lugar, através do aplicativo Prime Video ou na página do Prime Video.
Premiado em Vitória e Gramado, longa de Cristiano Burlan será exibido na 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo Estreia nos cinemas brasileiros dia 10 de novembro
A MÃE dirigido por Cristiano Burlan acaba de ganhar trailer oficial. Filme será exibido na 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, nos dias 28 de outubro, 01 e 02 de novembro, e estreia nos cinemas brasileiros no dia 10 de novembro. Protagonizado por Marcélia Cartaxo, longa traz no elenco Dunstin Farias, Mawusi Tulani, Helena Ignez, Debora Maria da Silva, Rub Brown, Ana Carolina Marinho, Tuna Dwek e Henrique Zanoni.
Grande Vencedor do 29º Festival de Cinema de Vitória, prêmio de Melhor Filme, para os juris oficial, popular e crítica, o longa também levou Melhor Diretor, para Cristiano Burlan, Melhor Interpretação, para Marcélia Cartaxo, Melhor Fotografia, para André S. Brandão. No mês de agosto, na Mostra Competitiva do Festival de Gramado, o filme recebeu os Kikitos de Melhor Atriz, para Marcélia; Melhor Direção para Burlan; e Melhor Desenho de Som, para Ricardo Zollmer.
Roteirizado por Burlan e Ana Carolina Marinho, o longa tem ao centro Maria (Marcélia), uma mulher que procura seu filho que pode ter sido assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde moram, que embarca numa jornada em busca desse filho.
Para o encontrar, precisa enfrentar a burocracia opressora das grandes metrópoles para poder vê-lo uma última vez. Assim, A MÃE coloca o foco em outro elemento afetado pelo genocídio sistemático nas periferias brasileiras: como ficam as matriarcas que perdem seus filhos e filhas?
Burlan conta que desde o início do projeto teve Marcélia como o rosto de Maria. “Um rosto que reflete a dureza da vida, mas também sua inocência e compaixão.” Além dela, o filme conta também com Helena Ignez, Henrique Zanoni, Ana Carolina Marinho, Kiko Marques, Hélio Cícero, Mawusi Tulani, Che Mois, Tuna Dwek, Carlos Meceni, entre outros.
O longa foi rodado em São Paulo, no começo de 2020, com locações no centro de São Paulo e no Jardim Romano. O filme dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo, com documentários e ficções, que visam trazer humanidade para as populações periféricas.
“Meu irmão foi assassinado pela polícia em 2001. Dois anos depois, fiz o documentário ‘MATARAM MEU IRMÃO’. Em 2012, minha mãe foi morta pelo namorado e em 2017 fiz ‘ELEGIA DE UM CRIME’. Minha história não é uma exceção. A impunidade, o preconceito, a desigualdade, a mídia e os governos transformam essas vidas em números. Mas por trás das estatísticas existem irmãos, amigos, mães e filhos”, diz Burlan.
A produção do longa é assinada pela Bela Filmes, e o longa tem coprodução da Filmes da Garoa e Cup Filmes. A distribuição é da Cup Filmes. O longa fez sua estreia mundial no Festival de Málaga, em março passado.
A MÃE será lançado no Brasil pela Cup Filmes, e codistribuído pela Spcine, Secretaria Municipal de Cultura São Paulo.
Sinopse
A MÃE segue a jornada de Maria, migrante nordestina e vendedora ambulante em busca de seu filho Valdo, supostamente assassinado por policiais militares durante uma ação na vila onde mora. Em busca de descobrir o paradeiro do filho, Maria enfrenta diversas adversidades. Ela não tem nenhuma notícia que a ajude a encontrá-lo. Essa tragédia deixa uma ferida profunda na personalidade de Maria, que passa a viver sob a marca da insegurança e da impunidade.
FICHA TÉCNICA
Direção: Cristiano Burlan
Argumento e Roteiro: Ana Carolina Marinho e Cristiano Burlan
Direção de Fotografia: André S. Brandão
Direção de Arte: Karla Salvoni
Montagem: Cristiano Burlan, Renato Maia
Figurino: Helô Cobra
Maquiagem e Caracterização: Julliana Fraga
Técnico de Som Direto: André Bellantani
Desenho de Som: Ricardo Zollner
Trilha Sonora: Ricardo Zollner e Thiago Liguori
Direção de Produção: Bruno Alfano
Produção Executiva: Priscila Portella
Produtores: Cristiano Burlan, Henrique Zanoni, Bruno Caticha, Priscila Portella e Ivan Melo.
Com Marcelia Cartaxo, Mawusi Tulani, Helena Ignez, e apresentando Dunstin Farias.
Elenco: Debora Maria da Silva, Rub Brown, Ana Carolina Marinho, Henrique Zanoni, Tuna Dwek.
Produtoras: Bela Filmes, Filmes da Garoa e Cup Filmes
Distribuidora: Cup Filmes
Codistribuidora: Spcine, Secretaria Municipal de Cultura São Paulo
SOBRE O DIRETOR – CRISTIANO BURLAN
Cristiano Burlan (Porto Alegre, Brasil, 1975) é diretor de cinema, teatro e professor. Realizou mais de 20 filmes, entre eles a Tetralogia em Preto e Branco, composta pelos filmes “Sinfonia de um Homem Só” (2012), “Amador” (2014), “Hamlet” (2014) e “Fome” (2015), premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Seu documentário “Mataram Meu Irmão” (2013) foi o vencedor do Festival É Tudo Verdade 2013 e, no mesmo ano, ganhou o prêmio do júri oficial e da crítica no 40º Festival Sesc de Melhores Filmes e o prêmio Governador do Estado de São Paulo para a Cultura. “Antes do Fim” (2017) ganhou o prêmio especial do júri da APCA em 2018, ano em que também estreou “Elegia de um Crime” (2018), no Festival É Tudo Verdade angariando prêmios. Os filmes “Construção”, “Mataram meu irmão” e “Elegia de um crime” compõem a Trilogia do Luto, em que aborda a trágica história de sua família. Em 2020, estreou a série “Paulo Freire, um homem do mundo” realizada pelo SescTV. Seu longa-metragem de ficção, “A Mãe”, que tem como protagonista a atriz Marcélia Cartaxo, estreia em março de 2022, em competição, no Festival de Málaga. Está em fase de finalização do longa-metragem de ficção, “Ulisses”, e em pré-produção do documentário “Antunes Filho, do olho para o coração”, realizado pelo SescTV.
SOBRE A BELA FILMES
A BELA FILMES foi fundada em 2005. Os sócios CRISTIANO BURLAN e HENRIQUE ZANONI desenvolvem projetos artísticos independentes, como roteiristas, diretores e também atuando, ganhando reconhecimento tanto do público como da crítica, como provam as frequentes participações em festivais e prêmios angariados. A Bela Filmes já produziu mais de 20 filmes, incluindo ficções e documentários, tais como BATALHA, ANTES DO FIM, ELEGIA DE UM CRIME, NO VAZIO DA NOITE, EM BUSCA DE BORGES, FOME, MATARAM MEU IRMÃO, HAMLET, SINFONIA DE UM HOMEM SÓ, CORAÇÕES DESERTOS entre outros.
Paralelamente, a dupla de sócios também fundou a Cia dos Infames, grupo teatral com o qual já realizaram as peças O NOME DAS COISAS, O CARA MAIS ESPERTO DO FACEBOOK, MÚSICA PERFEITA PARA O SUICÍDIO, A VIDA DOS HOMENS INFAMES, entre outras.
SOBRE A CUP FILMES
A CUP FILMES é uma produtora e distribuidora de filmes independentes sediada em São Paulo. Entre os filmes produzidos pela empresa estão CORPO ELÉTRICO, de Marcelo Caetano (Roterdã, 2017), ALVORADA, de Anna Muylaert e Lo Politi (Sheffield Doc/Fest 2021), A MÃE de Cristiano Burlan (seleção Oficial Málaga 2022), BOB CUSPE NÓS NÃO GOSTAMOS DE GENTE, de Cesar Cabral (vencedor do Prêmio Contrechamp em Annecy e Melhor Filme no Festival de Animação de Ottawa em 2021 e qualificado para o Oscar 2022). A empresa está em fase final de financiamento do longa BABY, de Marcelo Caetano,e na pré-produção da animação UM PINGUIM TUPINIQUIM, de Cesar Cabral.
SOBRE A FILMES DA GAROA
Criada em 2011, pelo roteirista e diretor BRUNO CATICHA e pela produtora PRISCILA PORTELLA, a FILMES DA GAROA é uma produtora independente, focada em filmes de gênero e documentários. Entre suas principais produções destacam-se: OVESTIDO (2019) e O ESPÍRITO DO BOSQUE (2017), de Carla Saavedra Brychcy, vencedor do Kikito de Melhor Atriz no 45º Festival de Cinema de Gramado; GERU (2014), de Fábio Baldo e Tico Dias, vencedor do Candango de Melhor Ator e Som no 47º Festival de Brasília e PROJETOSILÊNCIO (2010), de Bruno Caticha, vencedor do prêmio Best Creative Idea no 13th Shanghai International Film Festival. É co-produtora do último documentário de Cristiano Burlan, ELEGIA DE UM CRIME (2018), que esteve na competitiva oficial do Festival É Tudo Verdade 2018. Atualmente, desenvolve o primeiro longa-metragem da diretora boliviana Carla Saavedra Brychcy, A SOMBRA DO CÃO, vencedor do 7º Brasil Cinemundi na categoria melhor projeto de longa-metragem; e prepara para rodar A MÃE, longa-metragem de ficção, dirigido por Cristiano Burlan e estrelado por Marcelia Cartaxo, realizado em co-produção com as empresas BELA FILMES e CUP FILMES.
Luís Nachbin viaja ao Catar, sede da Copa, e mostra curiosidades do país em programa que estreia no Canal Futura e Globoplay
Documentarista volta à estrada na série “Passagem para Reencontros” revê seus arquivos de viagens e revisita virtualmente personagens de países por onde passou
Durante os últimos 25 anos, o jornalista Luís Nachbin rodou o mundo — foram 94 países e a produção de cerca de 250 documentários. Nem os dois anos difíceis da pandemia, por vezes bastante angustiantes, conseguiram afastá-lo de realizar seu maior desejo: criar a série “Passagem para Reencontros”, que estreia dia 1º de novembro no Canal Futura e na Globoplay. Nachbin revisita virtualmente 13 personagens que entrevistou entre os países participantes da Copa do Mundo. Mostrando as transformações no mundo e na vida dos entrevistados nos últimos 25 anos: a polarização, a pandemia e a própria conectividade digital, que permitiu a produção desta série com reencontros online.
Mas não só isso. Como a vontade de retomar as viagens era enorme, Nachbin decidiu gravar um episódio 100% presencial e, para isso, passou dez dias no Catar. Lá, registrou novos personagens, hábitos e curiosidades locais. Essa experiência vai ao ar justamente no domingo, 20 de novembro, às 19h30, dia da abertura da Copa do Mundo.
Durante essa estada, Nachbin mudou seus conceitos sobre o país. “A minha visão se relativizou muito, depois de ter passado 10 dias no Catar. São muitos os hotéis em que as pessoas podem consumir bebida alcoólica, inclusive à beira da piscina ou de uma prainha particular. Vi muitas mulheres de short e camiseta. Conversei com pessoas que me pareciam fora do padrão binário de gênero — pelo jeito de falar, pela roupa, pela maquiagem”, diz ele.
Contudo, é preciso estar atento às leis locais. “Os turistas devem prestar atenção a alguns limites. Os festejos e bagunça, nas ruas, terão que seguir um certo bom senso. Beber demais pode facilmente gerar o cruzamento de uma fronteira delicada. E, como consequência, acarretar em cadeia e deportação. Os casais podem caminhar de mãos dadas, mas não devem dar abraços calorosos, nem beijo na boca. Enfim, é pensar nos limites que a outra cultura pede. O meu discurso, aqui, talvez pareça de defesa de algumas regras sociais no Catar. Não é de defesa, nem de ataque. É de relativização e necessidade de adequação, do turista, à cultura local”, avalia.
Antes, no dia 1º, data da estreia, Nachbin mostra seu giro pela cidade espanhola de Melilla, localizada ao norte da África, que enfrenta questões políticas. Neste episódio, o documentarista reencontrou o professor José Palazón que já denunciava em 2012 a grande cerca de Melilla. Dez anos depois, a cerca se transformou, gerando tragédias num mundo ainda mais dividido.
Além do Catar e Espanha, “Passagem para Reencontros” também trará personagens e histórias do Japão, Brasil, Gana, Alemanha, Costa Rica, México, Estados Unidos, França, Sérvia, Tunísia, Uruguai e Irã. Serão 2 episódios por semana, terça e quinta, sempre às 20h30.
“Uma das histórias que mais me impressionou foi a do Eric, um artesão que produzia caixão-fantasia, em Gana, na África. Caixão-fantasia é um caixão que remete à história da pessoa que faleceu: em forma de tomate para um agricultor; em forma de garrafa de cerveja para alguém que adorava beber… Em 2011, filmei a história do Eric em duas viagens: uma até Gana, onde ele morava; e outra aos Estados Unidos, onde ele foi dar uma oficina por 1 mês. Lá, me lembro de ter perguntado se ele não pensaria em ficar de vez nos Estados Unidos. Eric me respondeu, categoricamente: “De forma alguma”. Onze anos depois, onde estão morando o Eric e a sua nova família? A resposta está no episódio”, conta.
Rever essas histórias, viajar ao Catar e produzir essa série é a retomada de uma trajetória que promete ser longa e com ainda mais carimbos no passaporte. “O meu reencontro com a estrada foi maravilhoso, espetacular, delicioso, genial, tudo de bom! Sem exagero. Eu preciso estar em movimento rumo ao desconhecido. Isso já deixou de ser apenas um trabalho e se transformou em energia vital minha. Eu estava em crise de abstinência. A última jornada rumo ao desconhecido tinha acontecido em 2017, quando fui à Eritreia, na África. A minha música, a que fala de mim hoje, ou 10 anos atrás, 20 anos atrás, e vai falar nas próximas décadas, foi composta por Bob Dylan e se chama ‘Like a Rolling Stone’. É como eu preciso viver”, constata.
E.T. – o Extraterrestre completa 40 anos e Telecine seleciona filmes inspirados no clássico dos anos 1980
O cinema é marcado por boas histórias e o Telecine tem orgulho de reunir muitas delas. Ainda mais quando são tramas que ocupam um espaço bem especial na memória afetiva, como a de E.T. – o Extraterrestre, sucesso que mexe com o imaginário do público há 40 anos. Em novembro, o longa de Steven Spielberg é relançado nos cinemas e, nesta quarta, dia 2, o Telecine Cult faz um esquenta para celebrar o quarentão com uma exibição às 19h55.
E como é impossível ver ou rever esse filmaço e não se empolgar com tanta nostalgia, a marca especialista em cinema ainda criou listas de produções inspiradas no clássico dos anos 1980. Segura essas dicas e curta a qualquer momento no acervo do Telecine dentro do Globoplay e via operadoras.
De volta à década de 80
E.T. — o Extraterrestre é repleto de cenas e trilha emblemáticas e conquistou os cinéfilos nos anos 1980, assim como Top Gun – ases Indomáveis, estrelada por Tom Cruise; a comédia Curtindo a Vida Adoidado, com o eterno adolescente Ferris Bueller de Matthew Broderick; De Volta Para o Futuro e De Volta Para o Futuro Parte II, agitadas pelas aventuras de Marty (Michael J. Fox) e o cientista Emmett Brown (Christopher Lloyd); Scarface (1983), com Al Pacino, Michelle Pfeiffer e Steven Bauer; Faça a Coisa Certa, marcante na carreira de Spike Lee; e Um Príncipe em Nova York, com Eddie Murphy.
Trilhas inesquecíveis
Quando as músicas dos filmes se encaixam com a trama, a combinação é perfeita e promete embalar as vidas, não só dos personagens, como as do público. É o que acontece no longa aniversariante, vencedor do Oscar com a trilha do compositor John Williams. E se você é daquelas pessoas que escuta singles e já os remete às produções, se “transportando” instantaneamente, pode maratonar quando quiser de Tubarão a Tubarão 4 — a Vingança, Rambo: Até o Fim, a coletânea completa de 007, Dirty Dancing, O Poderoso Chefão e O Poderoso Chefão — Parte II, entre outros sucessos do catálogo Telecine em que a música transforma a atmosfera fílmica.
Premiados e indicados
Vencedor de quatro estatuetas no Oscar, E.T. – o Extraterrestre também roubou a cena em outros festivais. No acervo do Telecine, o público tem acesso ao filme e a uma seleção especial de títulos que passaram pelas principais premiações de cinema do mundo. São mais de 60 longas, de relíquias de ontem a blockbusters de hoje, de variados gêneros, como Cidade de Deus; Parasita; Bonequinha de Luxo; e O Grande Ditador, de Charles Chaplin.
Personagens atemporais
No clima do alienígena que cativou uma legião de fãs nos anos 1980, o Telecine ajuda a relembrar outras figuras que também fazem sucesso com diferentes gerações, começando com o sessentão James Bond e seus 25 filmes. Já os personagens criados por Mauricio de Sousa para as HQ’s viraram protagonistas do live-action Turma da Mônica: Laços, enquanto o ouriço azul mais veloz dos games aparece em Sonic — o Filme e Sonic 2 — o Filme. A lista conta ainda com o serial killer Michael Myers, que aterroriza na franquia Halloween.
De outros mundos
O longa mostra a forte amizade entre o alienígena perdido e o trio Elliott, Gertie e Michael, interpretado por Henry Thomas, Drew Barrymore e Robert MacNaughton. E é claro que no acervo do Telecine o mergulho está liberado em tramas extraterrestres: Ameaça no Espaço, Guerra dos Mundos, Cosmoball – os Guardiões do Universo, Cada um na Sua Casa e Skyline – a Invasão.
Conheça o Telecine
Com 30 anos de programação dedicada ao cinema, o Telecine possui o maior catálogo de filmes do país, construído a partir de curadoria altamente especializada. O acervo contempla a pluralidade da indústria e reúne clássicos de grandes estúdios, do mercado independente e nacional; além de franquias de sucesso e lançamentos exclusivos. Ao longo dos anos, o Telecine ampliou a sua capilaridade de distribuição, permitindo que o assinante consuma em um só local o catálogo completo de filmes e acompanhe, em simulcasting, os seis canais lineares: Premium, Touch, Action, Pipoca, Cult e Fun. É assim que a marca especialista em cinema promove experiências para o público ter o ‘Seu Momento Cinema’ como, quando e onde quiser.
O Centro Cultural da Justiça Federal abriga de 04 a 13 de novembro a Mostra Visões Latinas, que traz uma retrospectiva da produção do cinema latino-americano da última década em conjunto com curtas produzidos na Região Metropolitana do Rio, criando um diálogo a respeito de temáticas comuns em nosso continente que se expressam na singularidade de suas diversas culturas. Além das exibições, serão realizadas rodas de conversa em torno das questões levantadas pelos filmes e uma exposição pública na Cinelândia, contando com cartazes e fotografias das obras. As exibições têm como intuito abarcar diversos gêneros cinematográficos, contemplando assim uma gama maior de perspectivas sobre as vidas latino-americanas e diversificando o contato dos espectadores com as formas de expressão apresentadas através da câmera.
A mostra traz marcos cinematográficos do cinema latino como o chileno “Uma Mulher Fantástica”, dirigido por Sebastián Lelio, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2017, o colombiano “O Abraço da Serpente”, dirigido por Ciro Guerra e também indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2016, o premiado “Últimos Dias em Havana”, dirigido por Fernando Perez, entre outras pérolas do audiovisual da américa latina que o recorte curatorial reuniu. A Mostra Visões Latinas faz ainda uma merecida homenagem a Mauricio Lissovsky, através da exibição do também premiado “A pessoa é para o que nasce”, um dos roteiros assinados pelo professor, pesquisador, pensador, historiador da fotografia falecido precocemente em agosto de 2022.
Na abertura, dia 03/11, Roberto Berliner, diretor do filme que conta a história das três irmãs cegas que passaram boa parte de suas vidas ganhando o sustento cantando e tocando ganzá nas feiras de Campina Grande, interior da Paraíba, falará sobre o filme homenageado.
A seleção dos curtas também é um presente para o espectador. Entre outros destaques a curadoria selecionou o curta-documentário que narra à história de João Alves de Torres Filho, o Joãosinho da Goméa, o babalorixá baiano que mudou a história do Candomblé, conselheiro de Getúlio e JK, e que encantou Elizabeth II. Outros destaques são para Cascudos e Neguinho, dois filmes que vivenciam o real significado de desigualdade. A Abertura, quinta-feira, dia 03, além da homenagem póstuma a Maurício Lissovsky, a Mostra conta com a presença do Secretário Aquiles Barreto e do Subsecretário, Alberto Szafran, da Secretaria Especial de Integração Metropolitana da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e com a apresentação Orquestra Sinfônica da Maré.
Visões Latinas é uma realização da Empreender Projetos Culturais, que tem como objetivo o desenvolvimento de projetos socioculturais, pois acreditamos que a arte, a cultura e a educação formam cidadãos conscientes, capazes de olhar para o mundo de forma mais plural.
PROGRAMAÇÃO
Data Semana Hora Curtas Longas País 04/nov Sexta 18h30 Mente Aberta Relatos Selvagens Argentina 05/nov Sábado 16h00 Nicinha não vem A Pessoa é para o que nasce Brasil 06/nov Domingo 16h00 Neguinho Pelo Malo Venezuela 10/nov Quinta 18h30 Manhã de Domingo Uma Mulher Fantástica Chile 11/nov Sexta 18h30 Joãosinho da Gomea, o Rei do Candomblé Últimos Dias em Havana Cuba 12/nov Sábado 16h00 Ladeira não é Rampa O Abraço da Serpente Colômbia 13/nov Domingo 16h00 Cascudos Festa no Céu México
Escrito e dirigido por Szifron, Relatos Selvagens é um espetáculo visual que conta uma sombria e cômica história de tragédia, amor, decepção, passado e a violência que espreita a superfície do cotidiano. Encontrando-se vulneráveis às mudanças voláteis e imprevisíveis da realidade, os personagens de Relatos Selvagens são empurrados para o abismo e para o prazer inegável de perder o controle, atravessando a linha fina que divide a civilização da brutalidade. O filme é produzido por Hugo Sigman, Pedro Almodóvar e Agustín Almodóvar, com Matías Mosteirin e Esther García Rodriguez atuando como produtores executivos. Indicado ao Oscar de melhor filme internacional em 2015.
A PESSOA É PARA O QUE NASCE
Três irmãs cegas. Unidas por esta peripécia incomum do destino, elas viveram toda sua vida cantando e tocando ganzá em troca de esmolas nas cidades e feiras do Nordeste do Brasil. O filme acompanha os afazeres cotidianos dessas mulheres e revela as curiosas estratégias de sobrevivência, da qual participam parentes e vizinhos. Mergulha em sua história, flagrando uma trama complexa de amor e morte, miséria e arte. E acompanha, numa reviravolta inesperada, o efeito-cinema na vida destas mulheres, transformando- as em celebridades. Uma obra em que diretor e personagens confrontam-se com os laços que surgem entre eles, revelando a sedução e os riscos do ofício de documentarista.
PELO MALO
Junior (Samuel Lange Zambrano) é um menino de nove anos que tem cabelo crespo. Ele quer alisá-lo para sua foto no álbum de formatura, para ficar parecido com um cantor famoso. Isso o faz entrar em conflito com a mãe, Marta (Samantha Castillo). Quanto mais Junior tenta melhorar o visual pelo amor da mãe, mais ela o rejeita. Até que ele é encurralado, cara a cara, com uma decisão dolorosa. Vencedor da Concha de Ouro de melhor filme no Festival de San Sebastian (Espanha).
UMA MULHER FANTÁSTICA
Marina (Daniela Vega) é uma mulher transgênero que vive um relacionamento com Orlando (Eugenio Francisco Reyes Morandé), um homem 20 anos mais velho, que deixou a família para viver com ela. Quando o namorado morre, ela se vê diante da raiva e do preconceito da família do falecido parceiro. Marina luta por seu direito de sofrer – com a mesma energia ininterrupta que ela exibiu quando lutou para viver como uma mulher. Vencedor do Oscar de melhor filme internacional em 2018.
ÚLTIMOS DIAS EM HAVANA
Havana, dias atuais. Enquanto espera um visto para os Estados Unidos que nunca chega, Miguel (Patricio Wood) lava pratos em uma lanchonete e cuida de Diego (Jorge Martinez), um amigo gay que vem sendo consumido pelo vírus HIV. Diego e Miguel vivem juntos como se fossem o dia e a noite: um é positivo e solar; o outro, calado e soturno. A relação dos dois é totalmente abalada quando o visto de Miguel é liberado.
O ABRAÇO DA SERPENTE
Karamakate (Nilbio Torres), outrora um poderoso xamã da Amazônia, é o último sobrevivente de seu povo e agora vive em isolamento voluntário nas profundezas da selva. Os anos de solidão absoluta o tornam vazio, privado de emoções e memórias. Sua vida sofre uma reviravolta quando Evan (Brionne Davis), um etnobotânico estadunidense, chega ao seu esconderijo remoto em busca da Yakruna, uma poderosa planta, capaz de ensinar a sonhar. O xamã decide acompanhar o estrangeiro em sua busca, e juntos embarcam em uma viagem ao coração da selva, onde passado, presente e futuro se confundem, fazendo-o aos poucos recuperar suas memórias. Essas lembranças trazem uma dor profunda que não libertará Karamakate até que ele transmita o conhecimento ancestral, que antes parecia destinado a perder-se para sempre.
FESTA NO CÉU
Do produtor Guillermo del Toro e do diretor Jorge Gutierrez, o longa metragens dos estúdios Pixar é uma comédia animada de estética única. “Festa no Céu” traz a jornada de Manolo, um jovem que está dividido entre cumprir as expectativas de sua família ou seguir seu coração. Antes de escolher que caminho tomar, ele embarcará em uma incrível aventura em três mundos fantásticos, onde ele deverá enfrentar seus maiores medos. Rico e com uma nova abordagem de sucessos da música pop, o filme nos incentiva a celebrar o passado sempre olhando para o futuro.
SINOPSES – CURTAS
NICINHA NÃO VEM
Acompanhamos um dia de espera para avisita de Nicinha a sua filha em situação de cárcere, enquanto somos levados à realidade de um presídio feminino. Baseado no conto “Por que Nicinha não veio?”, de Lia Vieira. Narração de Noemia Oliveira.
MENTE ABERTA
Após o fim do relacionamento com sua companheira (Gabriella Santoro), um homem (Luciano Braga) confabula, sozinho, no banho, sobre os motivos pelos quais foi abandonado.
LADEIRA NÃO É RAMPA
O filme acompanha Antônio (Antônio Ribeiro), um skatista que usa as ruas para fazer suas manobras e busca meios para lançar um filme, em uma cidade que não tem pista de skate e nem cinema.
CASCUDOS
Pedrinho (Thiago Xavier) adora se divertir no Fliper. Prestes a bater o recorde numa máquina, um trio de crianças da redondeza chega, e a brincadeira acaba ficando séria. Situada em uma das muitas fronteiras da metrópole fluminense, a história mostra que o “jogo da vida” pode nos separar de diferentes formas.
NEGUINHO
Jéssica (Juliana França) e seu filho Zeca (Pedro Moura) são bolsistas em diferentes instituições de ensino e precisam lidar com o racismo da sociedade no cotidiano. O futuro de Zeca fica incerto quando sua mãe é chamada para uma reunião de emergência na escola do filho.
JOÃOSINHO DA GOMÉA, O REI DO CANDOMBLÉ
Joãosinho da Goméa é o narrador de sua própria história neste filme, que apresenta ao público a vida do “Rei do Candomblé” com canções interpretadas pelo líder religioso, performances marcantes que atraíram a atenção do país e do mundo e arquivos que mostram a importância de Joãosinho para as religiões de matriz africana no Brasil.
Gabriela (Raquel Paixão) é uma jovem e talentosa pianista que se prepara para um recital. Às vésperas da apresentação, sonhos com a falecida mãe desestabilizam o emocional de Gabriela, colocando o sucesso do seu recital em risco. A jovem, então, resolve ir em uma busca de uma reconciliação com suas memórias.
SERVIÇO
Empreender Produções e Projetos Culturais Ltda. contato@empreenderprojetos.com.br
Mostra Visões Latinas de 04 a 13 de novembro
Centro Cultural da Justiça Federal Av. Rio Branco, 241 – Centro Rio de Janeiro RJ (21) 3261-2550
Distribuição das senhas até 30 minutos antes das exibições por ordem de chegada – sujeito a lotação – capacidade do cinema: 56 lugares Classificação indicativa: 14 anos, exceto “Festa do Céu” e “Cascudo” que a indicação é livre.