Mank é uma ode ao cinema. Ele conta os bastidores da produção o roteiro de Cidadão Kane. Um filme em preto e branco com um desempenho maravilhoso de Gary Oldman que ó é ofuscado por Chadwick Boseman em A Voz suprema o Blues, o que seria um prêmio póstumo.

O filme é meu preferido disparado, por quem torcerei descaradamente mas vejo Nomadland mais favorito e Bela Vingança correndo por fora na categoria Melhor Filme.
David Fincher arrasa na direção e dá um toque completamente intimista ao longa. A Era de Ouro em Hollywood é revisitada e tem som, imagem e estilo detalhados e dissecados. O roteiro também é muito bom.
Herman Mankiewicz é brilhante, ma luta contra o alcoolismo e contra a repulsa de toda a Hollywood por ter penamentos de esquerda. Ele é inclusive excluído por seus pares por causa de sua visão política. Ele se absteve do reconhecimento em vários roteiros mas em Cidadão Kane bateu pé e acabou dividindo o roteiro premiado com o diretor do filme, Orson Welles, mostrado no filme como problemático e em paciência. E Orson bota o nome ma o filme mostra que o processo foi solitário feito exclusivamente por Mankiewicz. Gary Oldman entrega muito e é um forte candidato à mais uma estatueta dourada.
Amanda Sedwick como a estrela de cinema que dá atenção a Mank também está muito bem e Lily Collins, de Emily em Paris, é a secretária e datilógrafa dele, também cumpre bem seu papel após o sucesso da estrondosa série também da Netflix.
O enredo de Mank segue a história tumultuosa do roteirista Herman J. Mankiewicz da obra-prima icônica de Orson Welles, Cidadão Kane (1941) e sua luta com o autor Orson Welles pelo crédito do script do grandioso longa.
Mank é para ser visto e revisto. Em cartaz na Netflix . Concorre a 10 Oscars. Espero que não saia de mãos abanando no dia 25 de abril, data da entrega os prêmios da Academia.
5/5 poltronas