Sucesso do Festival Varilux, Notre Dame estreia quinta, dia 11

Sucesso do Festival Varilux, Notre Dame estreia quinta, dia 11

Uma história sobre um fracasso relacionado à arquitetura.“, é assim que a diretora Valérie Donzelli, define NOTRE DAME, que estreia nos cinemas brasileiros, nesta quinta-feira, dia 11 de fevereiro. O filme acompanha Maud Crayon, arquiteta e mãe de duas crianças, que conquista – graças a um mal-entendido – o grande concurso promovido pela prefeitura de Paris para reformar o pátio diante da catedral de Notre-Dame.Maud é uma versão mais adulta e madura de Adèle, da Rainha de Copas (La Reine des pommes): uma parisiense, que agora tem emprego e filhos, é cheia de energia cuida de tudo: seus filhos e seu ex, Martial, que vem e fica em casa toda vez que briga com sua nova namorada; e está constantemente correndo por todo o lugar. Uma mulher contemporânea que não para por um minuto e sempre se mantém ocupada – embora ela realmente não saiba o motivo, é totalmente incapaz de parar por um segundo para dar uma boa olhada nas coisas e tomar as decisões que precisariam ser feitas para que sua vida fosse mais fácil. “Maud carrega dentro de si essa força motriz, esse impulso neurótico que a impede de parar. Maud Crayon sou eu até certo ponto, mas também todas as mulheres em ambientes urbanos, que trabalham e assumem tudo.”, explica a diretora Valérie Donzelli.

NOTRE DAME, é acima de tudo, uma fantástica declaração de amor a Paris. Já que a diretora filma a cidade com o amor de quem nasceu e cresceu naquele mundo, em suas palavras: “Paris tem passado por um período muito difícil desde os ataques de 2015, e agora é como se estivéssemos em um estado permanente de caos. Até parece diferente. A cada cinco minutos, podemos ouvir o som áspero das sirenes da polícia soando. Então, sim, eu queria trazer sua beleza de volta ao primeiro plano, mas sem minimizar sua violência e pobreza, incluindo todas as pessoas que têm que viver e dormir nas ruas …”.

O filme foi um dos destaques do Festival Varlix de Cinema Francês de 2020, e foi exibido no Locarno Intenational Film Festival, agora chega aos cinemas com distribuição da Califórnia Filmes.

Sinopse
Maud Crayon, arquiteta e mãe de duas crianças, conquista – graças a um mal-entendido – o grande concurso promovido pela prefeitura de Paris para reformar o pátio diante da catedral de Notre-Dame… Às voltas com essa nova responsabilidade, ela se vê em meio a uma tempestade ao ter de lidar ao mesmo tempo com um antigo amor da juventude que reaparece de repente e com o pai de seus filhos, a quem não chega a abandonar completamente.

Ficha Técnica 

Direção:
 Valérie Donzelli
Elenco: Valérie Donzelli, Pierre Deladonchamps, Thomas Scimeca
Gênero: Comédia
País: França
Ano: 2019
Duração: 90 min
“Christabel” chega aos cinemas dia 25 de fevereiro e ganha trailer oficial

“Christabel” chega aos cinemas dia 25 de fevereiro e ganha trailer oficial

Poético. Sensual. Misterioso. Assim pode ser definido “Christabel”, romance dirigido por Alex Levy-Heller (“Jovens Polacas“ e “O Relógio do Meu Avô”), que chega aos cinemas no dia 25 de fevereiro. O filme traz uma atmosfera de mistério em uma narrativa inspirada no clássico poema vampírico homônimo escrito no século XVIII pelo britânico Samuel Taylor Coleridge (1772-1834). Com produção da Alelo Filmes e distribuição da Pipa Pictures, o longa traz no elenco principal os atores Milla Fernandez, Lorena Castanheira e Julio Adrião.

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“Preservar o aspecto lúdico e poético da obra no filme foi a minha principal preocupação. O tempo, o ritmo, o tom, a fotografia, foram pensados no intuito de fazer a poesia emergir através das imagens. No poema encontramos temas que, apesar de expostos em 1816 quando foi publicado, ainda hoje soam polêmicos e geram importantes debates. Christabel prova-se incrivelmente atual e merecedor de uma adaptação para o cinema”, afirma o diretor.

Nesta livre adaptação da obra de Coleridge, ao invés da Inglaterra do séc XVIII, a história se passa no coração do Brasil atual; o castelo do Barão é agora um lar humilde no Cerrado; O Barão é um pobre trabalhador rural, Seu Leonel (Julio Adrião), que vive com sua filha, a jovem e bela Christabel (Milla Fernandez). A personagem Geraldine (Lorena Castanheira) aparece como uma mulher misteriosa, livre e independente que abala as relações e estruturas pré-estabelecidas que pesam sobre Christabel e seu pai.

A chegada de Geraldine afeta drasticamente a dinâmica da casa numa triangulação de relações onde tanto Christabel quanto seu pai são influenciados por ela. Seu Leonel, o típico homem da roça, acostumado com a dureza e amargura da vida vê em Geraldine uma ameaça a estrutura patriarcal a qual se sente confortável, ao mesmo tempo em que é seduzido pelos encantos da bela mulher. Já Christabel é atraída não somente pela áurea refletida por Geraldine, mas também por suas ideias de liberdade, independência e de uma nova posição da mulher na sociedade.

Geraldine mexe com os instintos da inocente Christabel, desestabilizando suas convicções e promovendo ruptura das tradições.

Christabel é convidada a adentrar um mundo a qual ela desconhecia e que acreditava não poder fazer parte. Os sentimentos de paixão e liberdade florescem nos gestos, toques e olhares entre as duas mulheres, experiências jamais vivenciadas por ela. “Christabel” é um filme poético e sensual, que caminha pelo romance gótico e pelo cinema fantástico.

Coleridge não chegou a finalizar sua obra, o poema é inacabado. Coube ao diretor e roteirista do filme criar um final próprio, num exercício de imaginação de como o poeta teria escrito.

“Os anseios da jovem Christabel coadunam aos desejos da misteriosa Geraldine. A relação entre as duas mulheres é a essência do filme. O elemento fantástico apenas torna a obra ainda mais sedutora”, diz Alex Levy-Heller.

SINOPSE

Um novo olhar para o poema vampírico “Christabel” (1816), de Samuel Taylor Coleridge. Filha única de um trabalhador rural, Christabel encontra Geraldine, uma mulher misteriosa, que diz ter sido atacada por homens e precisa de ajuda. Em sua inocência e pureza, Christabel acolhe Geraldine na casa de seu pai. A partir de então, as duas protagonistas se relacionam de maneira que Geraldine passa a ter grande influência sobre Christabel, desestabilizando suas convicções e promovendo ruptura das tradições, mas trazendo um sentimento de paixão e liberdade jamais vivenciados por ela.

Romance, Ficção – Brasil, 2018. 112 minutos.

Festivais e Prêmios

XXII Cine PE (Recife, Brasil, 2018) – Melhor Filme (Júri da Crítica)

36° Reeling Chicago (EUA, 2018) – Seleção Oficial

Santo Domingo Outfest (Dominican Rep., 2018) – Seleção Oficial

Omovies (Naples, Italy, 2018) – Seleção Oficial

Serile Filmului LGBT (Cluj, Romania, 2018) – Seleção Oficial

Rio Fantastik (Rio, Brasil, 2018) – Melhor Filme (Júri Popular)

Crash International Fantastic Festival (Goiania, Brasil, 2018) – Seleção Oficial

5° Caruaru Iberoamerican Film Festival (Caruaru, Brasil) – Melhor Fotografia

Festival de Cinema de Petrópolis (Brasil, 2019)

42° Festival Guarnicê de Cinema – Mostra Política (Brasil, 2019)

Mostra MacaBRo (Brasil, 2020)

Poema original: Christabel, by Samuel Taylor Coleridge

https://www.poetryfoundation.org/poems/43971/christabel

Site: https://www.christabelmovie.com/

Facebook:  https://www.facebook.com/christabelfilme

Ficha técnica:

Elenco: Milla Fernandez, Lorena Castanheira, Julio Adrião, Nill Marcondes, Alexandre Rodrigues e Camila Mollica

Direção e roteiro: Alex Levy-Heller

Produção: Lorena Castanheira, Marcelo Pedrazzi, Rodolf Mikel, Alexandre Rocha e Alex Levy-Heller

Direção de Fotografia: Vinicius Berger

Direção de Arte: Deborah Levy Epstein

Mixagem de Áudio: Gabriel Pinheiro

Produção de Elenco: Vanessa Veiga

Finalização: Afinal Filmes

Distribuição: Pipa Pictures

Sobre a Alelo Filmes

A Alelo Filmes é uma produtora de conteúdo audiovisual com foco em TV e cinema, fundada em 2014, pela atriz e produtora Lorena Castanheira. Em pouco tempo a Alelo Filmes vem se solidificando como uma das produtoras mais ativas do Rio de Janeiro, com a realização de vários projetos entre séries, filmes e produção de Festivais de Cinema.

Entre os filmes produzidos estão o documentário “Macaco Tião – O Candidato do Povo” e o longa “Christabel”, ambos do diretor Alex Levy-Heller, e “Visceral”, de Thomas Vannucci com lançamento previsto para 2021. A Alelo Filmes produziu a série de variedades, “Harmonizando com Cerveja”, no ar pelo canal Travel Box Brasil, “Por Um Lugar ao Sol” e “Cinema Sem Fronteiras”. Desde de 2011 realiza o Festival du Film Bresilien – Luxembourg, levando cinema brasileiro ao publico luxemburgues, até sua última edição em 2018.

Sobre a Pipa Pictures

A Pipa Pictures é uma empresa de distribuição com sede no Rio de Janeiro com mais de 15 anos de mercado lançando filmes Brasileiros. Os Filmes distribuídos pela Pipa são frequentemente premiados em festivais e aclamados pela crítica. 

Recentemente, a empresa passou por uma reformulação, mudando sua identidade visual e logomarca, visando também o público internacional e somando à seu line up projetos com mais apelo comercial que possibilitem grandes bilheterias, sem abandonar os filmes de relevancia artística e independentes e o publico de nicho. 

 Esta nova visão consolidou novas parcerias em projetos audiovisuais, com destaque para: “Lima Barreto, ao Terceiro Dia” com direção de Luiz Pilar e coprodução com a Globo Filmes; “Um Dia Qualquer” dirigido por Pedro Von Kruger, com produção da Elixir Entretenimento e Canal Space; “Intruso”, de Paulo Fontenelle, numa parceria de produção do Canal Imaginário e Canal Brasil; “Jovens Polacas” e “Christabel” ambos de Alex Levy-Heller, produzido pela Afinal Filmes e Alelo Filmes, entre outros.

Longa com Charlotte Gainbourg etá entre as estreias do Belas Artes à La Carte

Longa com Charlotte Gainbourg etá entre as estreias do Belas Artes à La Carte

Entre os destaques a partir de 11 de fevereiro, está a comédia francesa “Minha Mulher É Uma Atriz” (2001), estrelada pela musa Charlotte Gainsbourg e primeiro longa dirigido pelo ator Yvan Attal, diretor do sucesso “O Orgulho”; o cardápio também traz,  da Bulgária, “O Pai” (2019), um drama familiar íntimo, que alterna momentos bem-humorados a outros tristes e reflexivos, sobre as dificuldades de se conectar com aqueles que estão próximos a nós; o incrível “Filhos do Tibete” (2005), uma co-produção entre Reino Unido e Índia sobre uma jovem cineasta tibetana que viaja à Índia para fazer um documentário sobre exilados políticos; e, para fechar, a comédia italiana “Amante extraconjugal” (1968), do grandeUgo Tognazzi.
“O Pai”: O filme é baseado em um fato ocorrido na família dos diretores, quando um vizinho, três horas depois do funeral de uma parente, apareceu mostrando uma chamada perdida da falecida, que ele acabara de receber em seu celular. “O Pai” é um projeto paralelo a uma trilogia inspirada em notícias de jornal, da qual fazem parte “A Lição”(2014) e “Glory”(2016).  “A Lição” e “Glory” ganharam vários prêmios em festivais renomados, como os de San Sebastian, Tóquio, Locarno, Gotemburgo, Varsóvia, Edimburgo, Les Arcs, Gijón e muitos outros, ficando assim entre os filmes búlgaros de maior sucesso do século XXI.
“Minha mulher é uma atriz”: Primeiro longa dirigido pelo ator Yvan Attal, diretor do sucesso “O Orgulho”, também disponível no À La Carte. A atriz principal, Charlotte Gainsbourg, era casada com o diretor na época em que o filme foi realizado. Noémie Lvovsky, presente no À La Carte nos filmes “Um Belo Verão” e “Os Dois Filhos de Joseph”, foi indicada ao prêmio César de Melhor Atriz Coadjuvante por “Minha Mulher é Uma Atriz”.
“Filhos do Tibete”: Jeremy Thomas, o aclamado produtor britânico de “O Último Imperador” e outros filmes dirigidos por Bernardo Bertolucci, foi o principal produtor executivo de “Filhos do Tibete”. O ator Richard Gere, notório apoiador do Tibete, também foi um dos produtores executivos do filme. Andy Spence, o compositor da trilha musical, é membro fundador do grupo pop britânico New Young Pony Club.
Amante extra conjugal: O ator Franco Fabrizi (1916–1995) participou de diversos filmes de Federico Fellini, entre eles “Os Boas Vidas” (1955), “A Trapaça” (1955), “Satyricon” (1969) e “Ginger e Fred” (1986), e também interpretou o barbeiro que muda o visual de Dirk Bogarde no clássico “Morte em Veneza” (1971), de Luchino Visconti. A atriz Maria Grazia Buccella foi um grande símbolo sexual na Itália, na época deste filme.
 
Sinopses dos filmes:O PAI
(Bashtata)
Bulgária, 2019, 87min, Drama
Direção: Kristina Grozeva e Petar Valchanov
Elenco: Ivan Barnev, Ivan Savov, Tanya Shahova
Sinopse: Vasil acaba de perder sua grande parceira de vida, a esposa Ivanka. Quando, após o funeral, uma parente afirma ter recebido chamadas da falecida no celular, Vasil decide viajar até um famoso médium, com a esperança de entrar em contato com ela. Seu filho, Pavel, tenta dissuadi-lo da ideia, mas Vasil insiste em seguir em frente. Os dois, então, partem numa louca jornada que os fará enfrentar a culpa que sentem acerca da perda, enquanto uma série de absurdos colocam à prova a relação entre eles.FILHOS DO TIBETE
(Dreaming Lhasa)
Índia | Reino Unido, 2005, 90min, Drama
Direção: Ritu Sarin, Tenzing Sonam
Elenco: Tenzin Chokyi Gyatso, Tenzin Jigme, Jampa Kalsang
Sinopse: Uma jovem cineasta tibetana viaja à Índia para fazer um documentário sobre exilados políticos. Com a viagem, ela busca se reconectar com suas origens, mas acaba conhecendo um ex-monge que tenta realizar um desejo da mãe.AMANTE EXTRA CONJUGAL
(Sissignore)
Itália, 1968, 105min, Comédia
Direção: Ugo Tognazzi
Elenco: Ugo Tognazzi, Maria Grazia Buccella, Gastone Moschi
Sinopse: Oscar é um motorista que para ficar nas boas graças de seu mestre, um conhecido empresário conhecido como o “Advogado” (Gastone Moschin), assume a responsabilidade de um grave acidente automobilístico, com 15 mortes, causado por O advogado”. Após três anos de prisão, Oscar sai, mas é prontamente levado à igreja para se casar com uma bela jovem (Maria Grazia Buccella) que ele nunca tinha visto antes e que na verdade é amante do “Advogado”.

MINHA MULHER É UMA ATRIZ
(Ma Femme Est Une Actrice)
França, 2001, 95min, Comédia
Direção: Yvan Attal
Elenco: Yvan Attal, Charlotte Gainsbourg
Sinopse: Um cara “normal” que é casado com uma linda atriz fica preocupado que ela esteja envolvida com seu co-ator. Essa preocupação se transforma em ciúme e causa problemas no relacionamento. Esta é uma história sobre confiança e uma comédia sobre as ações entre homens e mulheres.Link com fotos dos filmes em alta para download:https://wetransfer.com/downloads/120285ab3e662f4a14b06257dbe3bf2220210205195545/2e3c0cc394b26fad4b549e3d449c7b3b20210205195627/03d986
 
Serviço:Planos de assinatura com acesso a todos os filmes do catálogo em 2 dispositivos simultaneamente.Valor assinatura mensal: R$ 9,90 | Valor assinatura anual: R$ 108,90Para se cadastrar acesse: www.belasartesalacarte.com.br e clique em ASSINE.Ou vá direto para a página de cadastro: https://www.belasartesalacarte.com.br/checkout/subscribe/signupAplicativos disponíveis para Android, Android TV, IPhone, Apple TV e Roku. Baixe Belas Artes À LA CARTE na Google Play ou App Store.
Poltrona séries Especial: Os Últimos dias de Gilda/Anna Barros

Poltrona séries Especial: Os Últimos dias de Gilda/Anna Barros

A série em quatro capítulos na Globoplay fala da intolerância religiosa e do desrespeito à liberdade das pessoas. Gilda é uma mulher livre que tem como religião a umbanda e vive numa vila onde a igreja evangélica domina. Quando se nega a deixar que um cartaz a vereador de um rapaz evangélico, Ismael, seja colocado na sua porta, compra briga com a vizinhança principalmente com a mulher dele, Cacilda.

Os problemas começam para ela com o desaparecimento de Ismael pois a cruzada implacável de Cacilda se intensifica. Abrem seu galinheiro, envenenam seu porco e escrevem desaforo e calúnia na sua parede. Nesse ínterim, o terreiro que ela frequenta é destruído e a milícia toma conta da proteção da vila após a morte do soldado da PM que também é amante de Gilda.

Karine Telles mais uma vez se destaca como Gilda, a protagonista. E realmente sobra na turma. Numa série que retrata muito o que é o Brasil hoje: o do fundamentalismo religioso e da hipocrisia. Karine fez a patroa em Que Horas ela volta, Benzinho e Riscado.

A série destaca também o empoderamento feminino, a aceitação do corpo e a onda de conservadorismo. Para ver e rever.

Os Últimos Dias de Gilda” garantiu um feito inédito para o Brasil. A série original do Canal Brasil foi a primeira brasileira a ser selecionada para participar da Berlinale Series, mostra do Festival de Berlim.

A série de quatro episódios de 25 minutos estreou no Canal Brasil em novembro. Ela traz Karine Teles e Julia Stockler como protagonistas, e tem criação e direção de Gustavo Pizzi (Benzinho e “Riscado”).

4/5 poltronas

Poltrona Séries: Alice in Borderland-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Alice in Borderland-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Produções estrangeiras têm tido grande destaque na Netflix, em diferentes gêneros. Seja em ação, terror ou suspense, o espectador experimenta diferentes coisas, e consequentemente, vive grandes sensações. E com produções japonesas não seria diferente, com cultura nipônica misturada com a ocidental, bem como a chegada de um mundo totalmente paralelo ao que se vive. ‘Alice in Borderland’ possui oito episódios em sua primeira temporada e tem muito a oferecer.

A obra é inspirada em um mangá de mesmo nome, adaptado livremente da versão de ‘Alice no País das Maravilhas’, de Lewis Carroll. A história traz três jovens bastante desmotivados, Arizu (Kento Yamazaki), Chota (Yûki Morinaga) e Karube (Keita Machida). Após alguns incidentes, eles acabam por se deparar com uma Tóquio completamente vazia. Ao explorarem a cidade deserta, os amigos são forçados a entrar em uma série de desafios que precisam ser completados, e, caso contrário, acabam por se tornarem mortais. Eles podem ter seus vistos renovados se sobreviverem e caso abandonem o jogo ou não consigam créditos suficientes, serão eliminados.

A estrutura narrativa é atraente, com jogos bem elaborados e que abusam do sadismo, nos fazendo lembrar de ‘Jogos Mortais’. A diferença é que na produção estadunidense, sabemos logo de início quem está por traz dos desafios e ouvimos mensagens perturbadoras e ameaçadoras do autor, já na obra japonesa nós não sabemos quem é o mestre dos jogos, e só passamos a conhecê-lo a partir do quinto episódio, em uma nova ambientação.

O universo vai se expandindo na medida em que os personagens vão se aventurando, e a violência utilizada não é gratuita, ela movimenta a trama. Os efeitos especiais empregados, com muito sangue jorrando e membros decepados, são no estilo anime, e as lutas bem coreografadas e com elementos de desenhos japoneses, com os oponentes conversando durante o combate e apresentando as armas que cada um possui de melhor. Vemos também novos personagens sendo apresentados com o auxílio de flashbacks, e o público não perde o interesse pela história após alguns serem executados.

Com potencial para um mundo ainda mais amplo e desafios ainda mais insanos nas próximas temporadas, ‘Alice in Borderland’ traz interessantes referências americanas da obra de Carroll, mas sem perder a essência nipônica. Uma grande novidade para quem curte ação e gosta de ver muito sangue na tela.

Cotação: 4,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota