Melhor Filme: Parasita
Melhor Diretor: Boon Yo
Melhor Ator: Joaquin Phoenix, Coringa
Melhor Atriz: Renee Zelwegger, Judy
Melhor Atriz Coadjuvante: Laura Dern, Historia de um Casamento
Melhor Ator Coadjuvante: Brad Pitt, Era uma vez em Hollywood
Melhor Filme Internacional: Dor e Gloria
Melhor Roteiro Original: Parasita
Melhor Roteiro Adaptado: Dois Papas
Melhor Montagem: Parasita
Melhor Figurino: Adoráveis Mulheres
Esse ano, os candidatos ao Oscar são de categorias bem diferenciadas. Seja na abordagem do tema, na apresentação da narrativa, nas surpresas ao longo da história, os filmes têm cativado a audiência com abundante inovação. Jojo Rabbit não é diferente.
Jojo Rabbit é surpreendentemente corajoso ao criar um cenário cômico dentro do ambiente lúgubre da Segunda Guerra Mundial; e ainda trabalha com o riso – ainda que de forma sinuosa – com uma das figuras mais monstruosas da história.
O protagonista é um menino de dez anos, Jojo Rabbit (Roman Griffin Davis), hesitante em busca de uma figura paterna, que ele encontra em seu amigo imaginário, o Führer. Tal personagem passeia ora entre os sentimentos infantis de Jojo, ora em forma de guia repleto de inspiração. Waititi, com sua performance encantadora, consegue traduzir a necessidade auto-projetada de uma criança perdida em meio à guerra e a um mundo que ele ainda não conhece verdadeiramente.
O lado sombrio do personagem vai se mostrando à medida que a percepção de Jojo pelos acontecimentos e pela imagem de seu “herói” começa a mudar. Ele, então, se transforma num personagem desagradável, com nuances muito bem elaboradas.
O Führer se torna uma metáfora quase palpável de que as referências e o discernimento mudam no momento em que amadurecemos dentro de nós, as nossas percepções sobre o mundo.
As cenas em que Jojo descobre o grande segredo da mãe, que guarda uma garota judia nas paredes da casa são a combinação perfeita entre angústia e terror, numa sequência inteligente e bem estruturada.
A interpretação da menina Elsa (Thomasin McKenzie) é de uma força avassaladora. Elsa é a figura questionadora que desdenha dos preconceitos assumidos por Jojo. McKenzie interpreta a personagem com uma incrível integridade, trazendo para o filme a profundidade inteligente que constitui toda a narrativa. Os diálogos fumegam inquietude e raiva.
No entanto, ainda que o filme faça jus à sua indicação, em alguns momentos podemos constatar um desequilíbrio desconfortável entre a grandiosa interpretação de Waikiki e os nazistas rebeldes Rebel Wilson e Sam Rockwell, que não se enquadram nesse acervo cômico.
O centro da história se compõe pela vulnerabilidade do protagonista Jojo. Roman Griffin Davis realmente convence como criança assustada, amadurecendo sua percepção da vida, crescendo em um mundo caótico. Existe uma polifania entre a criança ingênua e aquela que começa a descobrir as verdades da vida, o que torna o filme suave e denso ao mesmo tempo.
Com tantos concorrentes vigorosos, Jojo Rabbit não está entre as predileções para a categoria de melhor filme. Mas fica o lembrete de que uma história bem construída e criativa pode chegar muito longe.
O filme foi indicado as categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante para Scarlet Johansson, Melhor Roteiro Adaptado para Taika Waikiki, Melhor Figurinho para Mayes C. Rubeo, Melhor Direção de Arte para Ra Vicent e Melhor Montagem para Tom Eagles.
Sinopse: Johannes ‘Jojo’ Betzler (Roman Griffin Davis) é um garoto alemão de dez anos que cresceu na Alemanha nazista idolatrando Adolf Hitler e tem um amigo imaginário em forma de Führer (Taika Waititi).
No entanto, quando ele descobre que sua mãe (Scarlett Johansson) está abrigando uma garota judia chamada Elsa (Thomasin McKenzie) em sua casa, sua percepção sobre Hitler e sobre a guerra começa a mudar.
Se um filme de Martin Scorsese, você para para assistir, mesmo sabendo que a película terá 3h30, o que pe muito longo, mesmo para streaming, onde você parar quando quiser. Mas não pare.Veja direto e terá uma experiência muito melhor.
O que esperar de um filme com Robert De Niro, Al Pacino, Joe Pesci e Harvey Keitel? Sempre o melhor, se é que isso seja possível. Mas a narrativa é lenta e custa a pegar. Pega no tranco e melhora sensivelmente quando Al Pacino entra em cena. A história é uma da máfia envolvendo Jimmy Hoffa que já teve seu filme sozinho outrora. Só que deixa a desejar e comparado a O Poderoso Chefão, Bons Companheiros e outros filmes com o mesmo tempo.
Ali se vê a marca de Scorsese: bom roteiro e ação fluida. E outro adendo: a narração em primeira pessoa. E mostra três momentos da vida do protagonista, Frank Sherran, vivido por Robert De Niro. A montagem também é muito boa para poder encaixar três histórias em uma só. O filme fala de guerra, crescimento na máfia e amizades entre os mafiosos. Além de uma boa contextualização hsitórica com o assassinato do presidente John Kennedy.
De Niro podia dar mais de si, às vezes seu personagem fica ofuscado pelo brilho de Al Pacino e Joe Pesci.
As sequências de silêncio entre Frank e suas filhas, principalmente Peggy que faz vista grossa com a profissão do pai até que uma das mortes a atinge diretamente. Sua filha, Peggy, vivida por Anna Paquin é a única que realmente percebe o que o pai e seus amigos realmente fazem e acaba ignorando-no com uma determinada observação. O final é simplesmente surpreendente.
Frank vai contando toda a sua vida quando se encontra num asilo, solitário com suas lembranças e pensamentos. A parte psicológica do filme é a melhor, mais que as cenas de violência crua e ação.
Vale a pena assistir! E aguardar as premiações porque O Irlandês concorre ao Oscar. São dez indicações, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor para Martin Scorsese, Melhor Ator Coadjuvante com Joe Pesci e Al Pacino, Melhor Fotografia, dentre outros. Robert de Niro não foi indicado a Melhor Ator. Joe Peci e Al Pacino estão maravilhosos mas devem perder para Brad Pitt em Era uma Vez em Hollywood.
A meu ver, sairá de mãos abanando, não levará nenhuma estatueta dourada.
Sinopse: Conhecido como “O Irlandês”, Frank Sheeran (Robert De Niro) é um veterano de guerra cheio de condecorações que concilia a vida de caminhoneiro com a de assassino de aluguel número um da máfia. Promovido a líder sindical, ele torna-se o principal suspeito quando o mais famoso ex-presidente da associação desaparece misteriosamente.
O príncipe William e Kate Middleton mostraram neste domingo, 2 de fevereiro, toda a elegância da realeza britânica no tapete vermelho do Bafta 2020, considerado o “Oscar” britânico, no Royal Albert Hall, em Londres. Kate “reciclou” o look, usado pela primeira vez por ela durante um jantar em uma viagem à Malásia, em 2012. A duquesa de Cambridge apareceu no evento com o belo vestido branco, ornado com bordados dourados, de Alexander McQueen. Feita sob medida, a peça teve alguns ajustes, como as mangas, que aparecem mais estruturadas que na primeira vez.
Os convidados do Bafta foram encorajados a se vestir de maneira sustentável, ao reutilizar looks, alugar roupas ou usar artigos de brechós. Kate Middleton usou o vestido durante viagem à Malásia, em setembro de 2012.
Kate complementou o visual com sapatos de saltos brilhantes Jimmy Choo, bolsa Anya Hindmarch e joias Van Cleef & Arpels. Já o filho de Diana, príncipe William, Duque de Cambridge, que celebra dez anos como presidente do Bafta, passou pelo tapete com um smoking preto clássico.
O grande vencedor do Oscar britânico foi 1917 com nove estatuetas. Foi a consagração do filme de Sam Mendes que é favorito ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Diretor por essa película que vem arrebanhando corações.
1917 foi o grande vencedor do Bafta 2020 com sete estatuetas. O épico foi laureado com o galardão de melhor filme, melhor filme britânico, direção, fotografia, direção de arte, efeitos visuais e sonoplastia.
Confira os principais vencedores do Bafta 2020:
Melhor filme: “1917”
Melhor diretor: Sam Mendes (“1917”)
Melhor atriz: Renée Zellweger (“Judy: muito além do arco-íris”)
Melhor ator: Joaquin Phoenix (“Coringa”)
Melhor atriz coadjuvante: Laura Dern (“História de um casamento”)
Melhor ator coadjuvante: Brad Pitt (“Era uma vez em Hollywood”)