Top 5 Filmes sobre Hackers

Top 5 Filmes sobre Hackers

Salve galera.

 

Recentemente, um assunto voltou a moda no Brasil: hackers.

Quem são estes nerds? Onde eles vivem? O que comem? Como se reproduzem?

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Pensando nisso, resolvi fazer nosso Top 5 desta semana sobre Filmes de Hackers.

 

5 – Hackers – Piratas de Computador (Hackers, 1995 / dir. Iain Softley)

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Vamos começar nossa lista pelo filme mais datado e exagero.

Um hacker conhecido como Zero Cool (Johny Lee Miller), famoso por ter invadido os computadores de Wall Street com apenas 11 anos, finalmente pode voltar a mexer com computadores. E junto com Acid Burn (Angelina Jolie) e outros hackers, acabando descobrindo um esquema para roubar US$ 25 milhões de uma empresa.

O filme é ruim. Mas acabou virando cult por ser um dos primeiros filmes da Angelina Jolie.

 

4 – A Senha Swordfish (Swordfish, de 2001 / dir. Dominic Sena)

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A ideia do filme é até boa: o espião Gabriel Shear (John Travolta) recruta o hacker Staley Jobson (Hugh Jackman) para roubar dinheiro do governo americano para financiar sua guerra particular contra o terrorismo.

Mas o filme se perde em um roteiro confuso e cheio de clichês. Uma pena.

O elenco ainda conta com Halle Berry, Don Cheadle e Sam Shepard.

 

3 – Inimigo do Estado (Enemy of the State, 1998 / dir. Tony Scott)

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Com um elenco de peso e Tony Scott na direção, este thriller não decepciona.

Na trama, o advogado Robert Clayton Dean (Will Smith) acaba se envolvendo em uma conspiração para acobertar o assassinato de um congressista americano. E somente com a ajuda do hacker (e paranoico) Edward “Brill” Lyle (Gene Hackman), ele poderá provar sua inocência.

É um filme meio datado, mas ainda vale a pena assistir.

 

2 – A Rede (The Net, 1995 / dir. Irwin Winkler)

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Estrelado por uma Sandra Bullock no início de carreira, sob vários aspectos podemos considerar este filme como visionário.

Angela Bennett (Bullock) é uma programadora solitária, que vive sua vida dentro da internet. Mas acidentalmente ela recebe um programa de computador, capaz de dar acesso a qualquer software. E se torna alvo de uma empresa que pretende controlar a vida das pessoas.

Apesar de datado, o filme mostra várias coisas que se tornaram realidade: relacionamentos virtuais, compras online de tudo e pessoas que cada vez mais vivem dentro da rede, com medo de relacionamentos pessoais.

 

1 – Jogos de Guerra (War Games, de 1983 / dir. John Badham)

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Um dos maiores clássicos sobre hackers do cinema.

O estudante David Lightman (Matthew Broderick) acaba se conectando sem querer ao computador responsável pelo sistema de defesa dos Estados Unidos.

E enquanto ele acha que está participando de um jogo online, ele na verdade está quase provocando a Terceira Guerra Mundial.

Um filme que apesar de datado, é extremamente divertido.

 

@guimaraesedu

Lança Filmes divulga cartaz da animação ‘ A Cidade dos Piratas’, de Otto Guerra

Lança Filmes divulga cartaz da animação ‘ A Cidade dos Piratas’, de Otto Guerra

Com Laerte Coutinho e vozes de Marco Ricca e Matheus Nachtergaele, filme chega aos cinemas no dia 31 de outubro

A Lança Filmes acaba de divulgar o cartaz de A CIDADE DOS PIRATAS, de Otto Guerra, que estreia nos cinemas dia 31 de Outubro.

Uma das obras mais polêmicas do diretor Otto Guerra, A CIDADE DOS PIRATAS faz uma mistura underground e caótica entre ficção e realidade sobre as vidas particulares de Laerte Coutinho e Otto Guerra. O filme é construído por meio de uma série de referências dos quadrinhos da Laerte, e do cinema do próprio diretor, além de buscar através da história do Brasil – inclusive fatos associados a história recente – fazer uma reflexão sobre a arte, a cultura pop, e política.

A animação é desenvolvida a partir de personagens dos quadrinhos Piratas do Tietê, que passam a ser rejeitados por sua criadora, Laerte Coutinho, quando ela se afirma transgênero, assumindo sua identidade feminina. “Para a Laerte, Os Piratas e outros universos de sua criação, ficaram superados. Ela dizia que os Piratas funcionavam nos anos 80, mas que hoje ela considera eles machistas. Eu também concordava que suas criações mais recentes eram muito melhores. O projeto do filme iniciou em 1993, evidente que o mundo evoluiu e tratamos de nos adaptar a essa nova fase da autora.”, diz Otto Guerra.

Amigos e contemporâneos, Otto Guerra e Laerte Coutinho beberam nas mesmas fontes dos anos 70, assim como Angeli e outros quadrinistas, são artistas influenciados pelas HQs do Crumb, Freak Brothers, pela literatura Beat dos anos 50, Ginsberg, Kerouac, e essa identificação gerou a parceria que se segue até os dias de hoje, e que serviu como base para a construção de A CIDADE DOS PIRATAS.

“Laerte foi generosa em relação ao nosso filme: mesmo não querendo aparecer, se dispôs a gravar as cenas onde ela foi entrevistada por nós e ajudou na liberação dos direitos dos vários programas, de suas participações em diversos canais de TV.” diz o diretor Otto Guerra, que completa, “Ela incentivou a troca do roteiro original, aonde só os Piratas atuavam, pela versão aonde os Piratas, ela e seu novo universo eram protagonistas. No início ficamos perdidos em meio ao labirinto que foi criado e isso reforçou muito a atualidade do nosso filme, trazendo questões que estão e ainda vão ser vanguarda dos questionamentos, de como chegamos na beira do abismo.”.

Ao convidar Matheus Nachtergaele e Marco Ricca a emprestarem suas vozes aos personagens, o diretor busca ampliar a dimensão contestadora e existencialista do filme, que retrata um processo de aceitação de desejos e de afetos, com a história de um homem que flerta com a cultura transexual. “Matheus é um ator que parece ser a própria personagem, sempre. E mais, ele facilmente capta a emoção da cena e faz tantas e tantas opções que chega a deixar o diretor de dublagem tonto. Gênio vivo entre nós. Já Marco Ricca tem aquele estigma do mau. Tínhamos o papel do político homofóbico e paranoico, ele era o cara perfeito para o papel.”, explica o diretor.

A CIDADE DOS PIRATAS foi exibido em diversos festivais no Brasil e América Latina, foi o vencedor do prêmio de Melhor Roteiro e Melhor Direção no Festival de Cinema de Vitória de 2018, recebeu Menção Honrosa no 46º Festival de Cinema de Gramado e foi eleito o Melhor Filme do Anima Latina, realizado Buenos Aires no último ano, e do MUMIA 2018.  Participará ainda de festivais na Europa, como por exemplo CINANIMA que acontecerá em Espinho / Portugal em novembro e participou do OJO LOCO –  Festival de Cine Latinoamericano de Grenoble / França.

SINOPSE 
Inspirado nos famosos quadrinhos da cartunista Laerte. A história mescla a jornada de transição da artista e do diretor, que encara a morte após ser diagnosticado com câncer. Cria-se, então, um abismo caótico entre ficção e realidade na animação mais louca de todos os tempos.

TRAILER

FICHA TÉCNICA 
Roteiro: Rodrigo John, Laerte Coutinho, Thomas Créus e Otto Guerra
Direção: Otto Guerra
Produção Executiva: Marta Machado e Elisa Rocha
Direção de Animação: José Maia, Josemi Bezerra
Direção de Fotografia: Marco Arruda
Montagem: Marco Arruda
Direção de Arte: Pilar Prado e Laerte Coutinho
Desenho de Som: Gogó Conteúdo Sonoro
Edição de Som: Matheus Walter e Gogó
Conteúdo Sonoro
Mixagem: Gogó Conteúdo Sonoro
Trilha Sonora: Matheus Walter, Tiago Abrahão
Trilha Musical: Matheus Walter
Elenco: Laerte, Otto Guerra, Matheus Nachtergaele, Marco Ricca, Marcos Contreras e Luis Felipe Ramos

PRÊMIOS E FESTIVAIS 
Menção Honrosa – 46º Festival de Cinema de Gramado – 2018;
Melhor Roteiro e Melhor Direção – 25º Festival de Cinema de Vitória – 2018;
Pirita – Cine Esquema Novo 2018;
Melhor Filme – MUMIA 2018;
Melhor filme júri estudantil – Festival de Cine Latinoamericano de Grenoble;
Melhor filme – Anima Latina, Buenos Aires.
Mostra Int. de Cinema de São Paulo – 2018;
Festival ANIMAGE – Recife – 2018;
Mostra MUMIA – Belo Horizonte – 2019;
Anima Mundi – 2019;
Fest. Cine Latinoamericano de Grenoble – 2019;
Anima Latina, Buenos Aires – 2019;
ANIMA – Fest. Int. de Animação de Córdoba – 2019.

SOBRE O DIRETOR OTTO GUERRA  
Um dos pioneiros da animação autoral no Brasil, criou a Otto Desenhos Animados, que se tornou uma das produtoras de animação mais importantes do país. É o único diretor com quatro obras na lista dos 100 filmes mais importantes da animação brasileira definida pela ABRACCINE.
Entre suas obras:
“Rocky e Hudson: Os Caubóis Gays” (1994);
“Wood e Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll” (2006);
“Até que a Sbórnia nos Separe” (2014).

SOBRE LAERTE COUTINHO 
Laerte Coutinho é uma das quadrinistas mais conhecidas do Brasil. Começou sua carreira nos anos 70 fazendo o personagem “Leão”. Nos anos 80 lançou a revista “Piratas do Tietê” com a Circo Editorial e “O Tamanho das Coisas”. Foi colaborador de jornais e revistas como O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Veja e Isto É.
Em 2010 revelou publicamente sua opção pelo crossdressing e em 2012 fundou a ABRAT, Associação Brasileira de Transgêneros.

SOBRE A OTTO DESENHOS ANIMADOS 
O patamar que a animação brasileira atingiu no cenário mundial nos últimos anos mistura-se com a trajetória dos 40 anos da Otto Desenhos Animados.
Além de “Rocky e Hudson: Os Caubóis Gays” (1994), “Wood e Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll” (2006), “Até que a Sbórnia nos Separe” (2014) e mais tantos curtas, no currículo da produtora também está o curta-metragem “Castillo y el Armado” (2014), vencedor de mais de 50 prêmios, dentre eles o de melhor curta no FICG30 Guadalajara e Festival de Havana e selecionado para mais de 200 festivais, dentre eles o Festival de Veneza.

SOBRE A LANÇA FILMES 
Atuando no mercado de distribuição, a Lança Filmes valoriza a qualidade técnica e artística de seus filmes, levando para o público histórias que emocionem, comovam e permaneçam nas suas memórias. Entre as últimas estreias das distribuidora são: Meditation Park (2019), Depois do Fim (2019), Fantástica – Um aventura no Mundo Boonie Bears (2018) e Yonlu (2018).

Por: Cesar Augusto Mota

‘Dora e a Cidade Perdida’ ganha nova data de estreia no Brasil

‘Dora e a Cidade Perdida’ ganha nova data de estreia no Brasil

Filme em parceria com a Nickelodeon e estrelado por Isabela Moner agora estreia dia 14 de novembro

Baseado na animação “Dora, a Aventureira” – uma das séries mais populares da Nickelodeon, o filme da Paramount Pictures ‘Dora e a Cidade Perdida’ (DORA AND THE LOST CITY OF GOLD), agora tem nova data de estreia – 14 de novembro.

O longa é um live-action dirigido por James Bobin, e traz ainda no elenco Eva Longoria, Michael Peña, Jeff Wahlberg e Eugenio Derbez. É uma distribuição do selo Paramount Players, divisão da Paramount Pictures que produz conteúdo destinado a audiências mais jovens em conjunto com outras marcas emblemáticas do Grupo Viacom.

Lançada em 2000 e apresentada na Nickelodeon, Nick Jr. e na CBS, a série original “Dora, a Aventureira” acompanhava as aventuras de uma menina de origem latina, de sete anos de idade, que viaja por um mundo fantasioso com a ajuda de uma mochila falante, um mapa antropomórfico e seu melhor amigo, um pequeno macaco chamado Botas.

SINOPSE
Tendo passado a maior parte de sua vida explorando a floresta com seus pais, nada poderia preparar Dora (Isabela Moner) para a aventura mais perigosa de todos os tempos – o ensino médio. A aventureira Dora rapidamente se vê liderando o macaco Botas (seu melhor amigo), o primo Diego (Jeff Wahlberg), um misterioso habitante da selva (Eugenio Derbez), seus pais (Eva Longoria, Michael Peña) e um grupo de adolescentes em uma aventura para resolver um mistério impossível por trás de uma cidade perdida de ouro. ‘Dora e a Cidade Perdida’ estreia no Brasil em 14 de novembro.
Sobre a Paramount Pictures Corporation
A Paramount Pictures Corporation (PPC), uma importante produtora e distribuidora global de entretenimento filmado, é uma unidade da Viacom (NASDAQ: VIAB, VIA), casa de marcas globais famosas que cria emocionantes programas de televisão, filmes de longa-metragem, conteúdo de curta-metragem, apps, jogos, produtos de consumo, experiências nas mídias sociais e outros conteúdos de entretenimento para audiências de mais de 180 países.
Por: Cesar Augusto Mota
Poltrona Estreia: Estreias da Semana

Poltrona Estreia: Estreias da Semana

Coringa

Ação, direção de Todd Phillips

Sinopse: Gotham City, 1981. Em meio a uma onda de violência e a uma greve dos lixeiros que deixou a cidade imunda, o candidato Thomas Wayne (Brett Cullen) promete limpar a cidade na campanha para ser o novo prefeito. É neste cenário que Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de talentos, com um agente social o acompanhando de perto, devido aos seus conhecidos problemas mentais. Após ser demitido, Fleck reage mal à gozação de três homens de Wall Street em pleno metrô e os mata. Os assassinatos iniciam um movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne é seu maior representante.

Veja nossa crítica sobre o filme aqui.

Angry Birds 2 – O Filme

Animação, direção de Thurop Van Orman

Sinopse:As novas aventuras dos passáros mais mal humorados do planeta. Depois de descobrirem os mistérios por trás da chegada dos porcos na ilha em que viviam, Red, Chuck e Bomb se juntam em novas confusões, cada vez mais irritados.

Ela Disse, Ele Disse

Comédia, direção de Cláudia Castro

Sinopse: Rosa (Duda Matte) e Léo (Marcus Bessa) são adolescentes de 14 anos que acabaram de entrar em uma nova escola, onde precisam lidar com a difícil tarefa de fazer novos amigos. Enquanto Léo logo demonstra interesse em futebol, Rosa enfrenta problemas com Júlia (Maísa), a garota mais popular do colégio.

Paulo de Tarso e a História do Cristianismo Primitivo

Biografia, direção de André Marouço

Sinopse: Baseado nas próprias obras bíblicas “Epístolas de Paulo” e “Atos dos Apóstolos”, o filme conta a história de um dos principais propagadores do Cristianismo, Paulo de Tarso. Grande parte da trajetória do apóstolo, também conhecido como Saulo antes de seguir o Cristianismo, é delineada por meio de sua fé e dedicação à religião.

O Clube dos Canibais

Terror, direção de Guto Parente

Sinopse: Otavio e Gilda são da elite brasileira e membros do The Cannibal Club. Os dois têm como hábito, comer seus funcionários. Quando Gilda acidentalmente descobre um segredo de Borges, um poderoso congressista e líder do clube, ela acaba colocando sua vida e a de seu marido em perigo.

Encontros

Comédia, direção de Cédric Klapisch

Sinopse: Em uma época em que os sites de relacionamento estão em alta, Mélanie (Ana Girardot) é uma mulher de 30 anos que não mede esforços para fazer o uso dessa ferramenta. Enquanto isso, Rémi (François Civil), da mesma idade, não tem tanta conexão assim com essas redes sociais, mas insiste em tentar administrá-las. De todo modo, ainda que exista a facilidade de conhecer a companhia ideal nessa ‘era online’, ambos estão solteiros, em busca de um par. Moradores do mesmo bairro, eles nunca se esbarraram em nenhuma esquina… Até então. Será que o destino dará uma reviravolta para que a vida dos dois se cruze em algum momento?

Veja nossa crítica sobre o filme aqui.

As Loucuras de Rose

Musical, direção de Tom Harper

Sinopse: Rose-Lynn Harlan (Jessie Buckley) é uma cantora de Glasgow, na Escócia, que sonha em se tornar uma estrela da música country em Nashville, no Tennessee. Acabando de sair da prisão e mãe solteira de dois filhos, ela é forçada a encarar responsabilidades mais urgentes e arruma um emprego de diarista, mas acaba encontrando em seu caminho quem dê apoio para o seu sonho aparentemente louco.

Domingo

Comédia, direção de Fellipe Barbosa e Clara Linhart

Sinopse: Múltiplos pontos de vista de uma família burguesa do interior gaúcho no dia 1º de janeiro de 2003, quando o Brasil vivia a histórica posse do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Durante uma festa extravagante, muitas verdades estão prestes a vir à tona e o mal estar entre os convidados fica evidente.

Caixa de Recordações

Drama, direção de Álvaro Delgado-Aparicio

Sinopse: Segundo Paucar (Junior Bejar) é um menino de 14 anos que quer se tornar o melhor montador de caixas de brinquedo, como seu pai Noé (Amiel Cayo), para manter o legado da família. À caminho de uma celebração da comunidades nos Andes, Segundo acidentalmente observa seu pai em uma situação que abala seu mundo inteiro. Preso em um ambiente exageradamente patriota, Segundo tenta lidar em silêncio lidar com tudo que está acontecendo com ele.

Onde Quer que Você Esteja

Drama, direção de o: Bel Bechara e Sandro Serpa

Sinopse: Toda semana a Rádio Cidade Aberta transmite o programa Onde Quer que Você Esteja, em que pessoas tentam se comunicar com parentes e amigos desaparecidos. Com tantos reencontros emocionantes, os bastidores do programa acabam sendo recheados de histórias de vida que se cruzam e se transformam.

Confira aqui nossa crítica sobre o filme.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Coringa/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Coringa/ Cesar Augusto Mota

“Em um mundo sombrio e marcado por adversidades, deve-se sempre levar alegria e risos à sociedade”. Esta frase foi dita por um famoso vilão das HQs em uma obra que já está provocando discussões, tanto positivas como negativas. Um dos filmes mais aguardados do ano e vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, “Coringa” (Joker), de Todd Phillips (Nasce Uma Estrela),mostra o icônico personagem do Universo DC por um outro ângulo, vivido pelo talentoso Joaquin Phoenix (Homem Irracional) que sempre se entrega de corpo e alma aos papéis que lhe são designados. O resultado foi positivo?

Arthur Fleck (Phoenix) é um aspirante a comediante que sofre de um distúrbio neurológico que o faz gargalhar de maneira descontrolada. Ele reside com Penny (Frances Conroy), sua mãe, e tenta levar a vida de uma forma saudável. Apesar de ela o desacreditar da carreira no humor, Arthur não hesita em realizar seu sonho, mas é sempre hostilizado e na medida em que o tempo passa e vai sofrendo violência física e psicológica, seu estado mental piora e ele acaba por se tornar um improvável e verdadeiro perigo para a sociedade.

Logo de início nos deparamos com um Arthur disposto a fazer as pessoas rirem e se esforçando nos shows de stand up, com monólogos e piadas com críticas ácidas a políticos e preconceitos em relação às minorias. Não é um Arthur mau, o causador do caos, mas um homem com sonhos, porém bastante perturbado. Um perfeito estudo psicológico é feito sobre o personagem central, que tenta se mostrar em estado de felicidade, mas que na realidade não goza desse sentimento. Trata-se, portanto, de alguém humilhado, oprimido e em estado de loucura.

Em seguida, notamos que Arthur mergulha de vez em um quadro irreversível quando se envolve em incidentes com policiais que estavam batendo de frente com manifestantes no centro de Gotham contra a candidatura de Thomas Wayne (Brett Cullen) à prefeitura, com mensagens hostis e protestos contra o precário sistema de saúde. De quebra, é humilhado em rede nacional por Murray Franklin (Robert De Niro), apresentador de um talk show, ao mostrar um vídeo de Arthur em seus shows de stand up e o apresentá-lo com deboche e de forma caricata. Isso tudo serviu para agravar seu psicológico e fazê-lo chutar o balde.

O Coringa retratado aqui é um retrato realista de alguém rejeitado e escrachado por uma sociedade marcada pela intolerância e preconceito, e largado às traças. A intenção do filme não foi humanizar o famoso vilão e maior rival do Batman, mas o de mostrar que existem pessoas como Arthur Fleck que sofrem violência e bullying, além de não serem amparadas pelo Estado, com políticos que fazem falsas promessas e que se mostram como salvadores da pátria. Esse é o mundo visto na visão de Arthur, de uma sociedade que o maltrata, mas ele segue por um rumo errado para tentar superar tudo o que o aflige.

E para esse filme funcionar, para essa nova versão do Coringa ser envolvente e impactante, não poderia esquecer de abordar a atuação de Joaquin Phoenix, que deu profundidade ao personagem e apresentou uma impressionante linguagem corporal para ilustrar sua angústia, estado de melancolia e raros momentos de descontração. O corpo magro e com os ossos à mostra, além de seus movimentos bruscos mostram o peso enorme que carrega e todos os seus conflitos internos, sem ficar dependente dos diálogos. A forma como interage, além dos closes feitos em seu rosto e a maneira como olha para a câmera fazem o personagem de Phoenix ter maior aproximação com o público, que vê mais o Arthur Fleck do que propriamente o Coringa.

Em tempos de violência e intolerância, ‘Coringa’ é um filme que liga o sinal de alerta no meio social e mostra que existem muitos Arthurs Fleck ao nosso redor e ao mesmo tempo uma sociedade em meio à corrupção e representantes questionáveis, como retratado na narrativa. Uma produção para dar um choque, chamar a atenção e também para entreter com cenas fortes e alguns momentos cômicos. Em dados momentos, é melhor rir do que chorar de determinada desgraça.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota