Por Gabriel Araujo

Chega à Netflix no próximo dia 8 a série “Fórmula 1: Dirigir para Viver”, novo lançamento da plataforma de streaming ligado ao mundo esportivo. Em formato documentário, o programa vai além das corridas em si e também explora os bastidores da Fórmula 1, prometendo ir a um ambiente ao qual mesmo os fãs do automobilismo não estão habituados.
A série tem como produtor James Gay-Rees, que o próprio trailer destaca ser o mesmo dos premiados “Senna”, já um clássico do cinema do mundo da velocidade, e “Amy”, vencedor do Oscar de melhor documentário em 2015. Rees é parceiro clássico de Asif Kapadia, diretor dos dois documentários citados, e também produziu os filmes “Supersonic”, sobre o Oasis (também dirigido por Kapadia), e “Ronaldo”, a respeito de Cristiano Ronaldo – este, bem como “Fórmula 1: Dirigir para Viver”, sem o diretor britânico.
O currículo de quem está por trás da série dá um peso importante à produção, além da boa reputação que os originais da Netflix sobre esporte têm tido, como já abordado neste espaço há alguns meses, quando mencionamos “Sunderland até morrer”.
O trailer já divulgado, um teaser de um retrato puro da adrenalina, da vida e da preparação incríveis de um piloto de Fórmula 1 e adjacentes, aumenta ainda mais a expectativa para a série, que terá 10 episódios e é parceria da empresa de streaming com o grupo que comanda a F-1, o Liberty Media.
Desde que assumiu o controle da principal categoria do automobilismo mundial após adquiri-la de Bernie Ecclestone, a Liberty vem buscando maneiras de aproximá-la do público, que já tinha relações desgastadas com a Fórmula 1 há algum tempo, com ações em mídias sociais, por exemplo. O programa da Netflix, dessa forma, é mais um dos projetos para tal, levando o público a um ambiente classicamente pouco (ou nada) acessível – e, se for como esperado, tem tudo para dar certo.
Quem sabe agora os chatos de galochas que insistem em dizer que “automobilismo não é esporte” aprendam de uma vez por todas que um carro não se dirige sozinho, que há um enorme esforço físico e mental em cada uma daquelas pessoas por trás de um chassi, de um motor, de um cockpit, de uns pneus. Automobilismo é – e sempre foi – esporte, e que “Fórmula 1: Dirigir para Viver” ajude a fixá-lo ainda mais como tal e a acabar com discussões desnecessárias e improdutivas sobre.
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