Poltrona Estreia: Estreias da Semana-Parte 2/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Estreia: Estreias da Semana-Parte 2/ Cesar Augusto Mota

O Chamado do Mal

Terror, direção de Michael Winnick

Sinopse: Um professor universitário e sua esposa, que estão prestes a ter um bebê, serão os responsáveis por um ato com consequências horrendas: eles liberam, involuntariamente, uma entidade maligna com pretenções perigosas. A sinopse oficial ainda não foi divulgada.

O Ódio que Você Semeia

Drama, direção de George Tillman Jr.

Sinopse: Starr Carter (Amandla Stenberg) é uma adolescente negra de dezesseis anos que presencia o assassinato de Khalil, seu melhor amigo, por um policial branco. Ela é forçada a testemunhar no tribunal por ser a única pessoa presente na cena do crime. Mesmo sofrendo uma série de chantagens, ela está disposta a dizer a verdade pela honra de seu amigo, custe o que custar.

 

Raiva

Drama, direção de Sérgio Tréfaut

Sinopse: Nos remotos campos do Baixo Alentejo, no sul de Portugal, a miséria e a fome assolam a população. Quando dois violentos assassinatos acontecem em uma só noite, um mistério toma o lugar: qual poderia ser a origem desses crimes?

 

Rasga Coração

Drama, direção de Jorge Furtado

Sinopse: Manguari Pistolão (Marco Ricca) é ao mesmo tempo um herói e um homem comum. Atuante na militância em boa parte da vida, agora ele terá que enfrentar o mesmo que seu pai enfrentou: o seu filho Luca (Chay Suede) pretende deixar a faculdade de Medicina e ingressar de vez no movimento hippie. Em um crescente conflito com as escolhas do filho, ele verá seu passado sendo reiventado na figura dele.

 

Tinta Bruta

Drama, direção de Filipe Matzembacher, Marcio Reolon

Sinopse: O jovem Pedro (Shico Menegat) vive um momento complicado, ele responde a um processo criminal ao mesmo tempo em que precisa lidar com a mudança da irmã, sua única amiga. Como forma de catarse, ele assume o codinome GarotoNeon e passa a se apresentar anonimamente na internet dançando nu na escuridão do seu quarto, coberto apenas por uma tinta fluorescente.

Leia a crítica sobre o filme aqui.

Poltrona Estreia: Estreias da Semana-Parte 1/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Estreia: Estreias da Semana-Parte 1/ Cesar Augusto Mota

2 Outonos e 3 Invernos

Comédia, direção de Sébastien Betbeder

Sinopse: Arman (Vincent Macaigne) tem 33 anos e resolve mudar de vida. Para começar, começa a correr no parque aos sábados. No primeiro dia, conhece Amélie (Maud Wyler). A primeira impressão é de um choque, a segunda será uma punhalada no coração. Benjamin (Bastien Bouillon) é o melhor amigo de Arman. Entre dois outonos e três invernos as vidas de Amélie, Arman e Benjamin se cruzam, cheias de encontros, acidentes, histórias de amor e memórias.

A Mata Negra

Terror, direção de Rodrigo Aragão

Sinopse: Numa floresta do interior do Brasil, uma garota vê sua vida – e a de todos ao seu redor – mudar terrivelmente quando encontra o Livro Perdido de Cipriano, cuja Magia Sombria, além de outorgar poder e riqueza a quem o possui, é capaz de libertar uma terrível maldição sobre a terra.

A Vida em Si

Drama/romance, direção de Dan Fogelman

Sinopse: O relacionamento amoroso vivido por um casal (Oscar Isaac e Olivia Wilde), é contado através de diferentes décadas e continentes, desde as ruas de Nova York até Espanha e como diferentes pessoas acabam se conectando a ela através de um evento marcante.

Leia nossa crítica sobre o filme aqui.

Encantado

Animação, direção de Ross Venokur

Sinopse: Quando criança, o príncipe Felipe Encantado foi alvo da bruxa Morgana, que aplicou nele um feitiço que faz com que todas as mulheres por ele se apaixonem assim que o vêem. Com isso, ele não apenas salva como se torna noivo de três princesas em apuros: Branca de Neve, Cinderela e a Bela Adormecida. O feitiço apenas será quebrado quando o príncipe encontrar o amor verdadeiro, algo bastante difícil diante de tamanha adoração. Precisando cumprir um desafio em três etapas, ele encontra apoio na ladra Leonora Quinonez, que está imune ao seu galanteio e se traveste de homem para ajudá-lo.

Henfil

Documentário, direção de Angela Zoé

Sinopse: O documentário registra uma proposta curiosa feita a uma turma de jovens animadores: tentar trazer para a atualidade as obras do cartunista, jornalista e ativista brasileiro Henrique de Souza Filho, o Henfil. Além desse processo, o filme traz depoimentos de amigos e revelações sobre como o artista hemofílico lidava com sua doença e utilizava seus desenhos como instrumento de luta contra a censura política de sua época.

Maria Callas – Em Suas Próprias Palavras

Documentário, direção de Tom Volf

Sinopse: Maria Callas nasceu na cidade de Nova York em 1923, numa família de imigrantes gregos. Incentivada pela mãe a desenvolver dotes artísticos desde cedo, teve aulas de canto lírico com Elvira Hidalgo no Conservatório de Atenas e não tardou a ser reconhecida internacionalmente como a melhor cantora de ópera de todos os tempos. Através de entrevistas, imagens raras de arquivo, filmagens pessoais e cartas íntimas, a vida e a carreira da artista são reconstituídas.

O Beijo no Asfalto

Drama, direção de Murilo Benício

Sinopse: Baseado na peça homônima escrita por Nelson Rodrigues. Ao presenciar um atropelamento, Arandir, um bancário recém-casado, tenta socorrer a vítima, mas o homem, quase morto, só tem tempo de realizar um último pedido: um beijo. Arandir beija o homem, mas seu ato é flagrado por seu sogro Aprígio e fotografado por Amado Ribeiro, um repórter policial sensacionalista.

Veja aqui nossa crítica sobre o filme.

Esportes na Poltrona: “Onde a Moeda Cai em Pé”

Esportes na Poltrona: “Onde a Moeda Cai em Pé”

0209568.jpg-c_215_290_x-f_jpg-q_x-xxyxxPor: Gabriel Araujo

No já longínquo ano de 2013, em uma de minhas primeiras colunas neste Poltrona de Cinema, escrevi sobre alguns dos filmes que, até aquele momento, retratavam histórias de clubes de futebol – filmes estes que, apesar de valorizarem por demais os próprios times, às vezes com um tanto de soberba, são registros interessantes. Entre os destaques, o São Paulo, que no ano anterior lançara “Soberano 2”, retratando a conquista do Mundial de Clubes de 2005. Pois então, cinco anos depois, chegou a hora de mencionar novamente um filme de time e adicionar mais um longa à lista do Tricolor do Morumbi: “Onde a Moeda Cai em Pé”, que estreou no início de novembro nas telonas.

Ao contrário dos dois “Soberano”, que têm temática específica em alguns momentos da vida são paulina (o primeiro aborda os seis títulos brasileiros), “Onde a Moeda Cai em Pé” é um documentário que vai além e, em sua hora e meia de duração, faz uma “geral” por toda a história do time. O título do filme, por exemplo, remete ao primeiro título tricolor no Estádio do Pacaembu: o Paulista de 1943, 13 anos após a fundação e oito após a refundação do time.

Conta-se que, nas discussões de formulação do regulamento do estadual daquele ano, alguém disse que bastava tirar cara ou coroa para definir o campeão: ou era o Palmeiras, ou o Corinthians. E o São Paulo? “Só se a moeda cair em pé”, brincou-se. E “aconteceu”. O São Paulo se reforçou e, no final do torneio, sagrou-se campeão, empatando com o Palmeiras no Pacaembu no jogo final. História, claro, rememorada no longa que leva o nome dessa lenda futebolística.

Fundado em 1930 (reconstruído em 1935), o São Paulo é o mais jovem dos 12 grandes clubes que compõem o eixo Sul-Sudeste do futebol brasileiro, com nove anos a menos do que o Cruzeiro, segundo mais novo. Entre o quarteto de ferro paulista, são 20 anos de diferença para o Corinthians, 18 para o Santos e 16 para o Palmeiras. Nada que o faça, porém, menos vencedor – ou menos merecedor de um filme. São, entre outros títulos de grandeza, seis campeonatos brasileiros, três Libertadores e três Mundiais, além de conquistas em outros esportes, como as de Adhemar Ferreira da Silva no atletismo e Eder Jofre no boxe.

Muito em função dessa gama de histórias importantes, que em algum momento inclusive rendeu a pecha de prepotência e arrogância ao time e sua torcida, a produção evidentemente não consegue ter uma gigantesca profundidade. Mas é suficiente para o reconhecimento da importância do São Paulo para o esporte, seja você torcedor ou não, ache você que trata-se de uma agremiação arrogante ou não. Um importante documento histórico, por mais que, como todo e qualquer filme sobre um time, “encha a bola” do seu próprio produto.

A direção é de Alexandre Porchat, Pedro Jorge e André Plihal (sim, o da ESPN); a produção, que começou em 2015, de Ricardo Aidar e do Canal Azul. Há depoimentos de craques da história são paulina e de torcedores famosos: Raí, Rogério Ceni, Aloísio, Careca, Darío Pereyra, Lima Duarte, Fernando Meligeni, Eder Jofre, Serginho Chulapa, Andreas Kisser, Lugano, Pintado, Amoroso, Waldir Peres (RIP), Muricy Ramalho, Zetti, Cafu… O elenco é grandioso.

Sinopse:
Com três mundiais e seis títulos do Campeonato Brasileiro conquistados desde sua fundação, em 1930, o São Paulo Futebol Clube permanece como um dos times mais icônicos do país. Depoimentos de torcedores, ex-jogadores e historiadores revelam pontos fundamentais da trajetória do clube, perpassando por seus triunfos e derrotas; e evocam o sentimento do que é ser são-paulino, de diferentes perspectivas.

Poltrona Cabine: Tinta Bruta/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Tinta Bruta/ Cesar Augusto Mota

Que tal um filme que revele intensidade nos movimentos e sentimentos do protagonista, apresente também a cidade onde a narrativa se desenvolve como personagem e cenas com belas representações estéticas? Premiado com o prêmio Teddy de Ficção no Festival de Berlim e Melhor Filme do Festival do Rio 2018, ‘Tinta Bruta’, dirigido pelos diretores gaúchos Márcio Reolon e Filipe Matzembacher (Beira-Mar) mostram que a narrativa a ser contada não só tem sequências belas, como possuem muito a dizer.

Pedro (Shico Menegat) é um jovem com um passado obscuro, envolvido em uma briga na faculdade, cujo incidente lhe rendeu um processo na esfera criminal. Para preencher seu tempo e o único propósito que possui para ganhar a vida, ele realiza performances eróticas na webcam, sob o pseudônimo “GarotoNeon”.  Ele mora em um apartamento alugado em Porto Alegre com a irmã Luiza (Guega Peixoto), mas quando ela se muda para Salvador, a vida de Pedro, já atribulada, toma rumos ainda piores.  Porém, quando conhece Leo (Bruno Fernandes), outro rapaz que realiza danças eróticas na internet e usando tinta neon, vê seu cotidiano se transformar.

Se antes enxergava Leo como uma ameaça pelo fato de o jovem também realizar o mesmo ofício, Pedro passa a sentir uma espécie de catarse, uma libertação que ele não experimentara antes e um novo significado de vida, que era triste, preso à rotina e tomado pelo luto, pois perdera a mãe muito cedo. Além disso, nasce um grande amor e o sentimento de ter uma lacuna preenchida, tendo em vista que não possui nenhum projeto para o futuro e sem perspectivas de encontrar seu lugar na sociedade. Leo é um jovem que sonha em ensinar dança e trilhar o mundo, e ele se torna um dinâmico, uma força-motriz para Pedro, que aos poucos vai acordando para a vida. Porém, ocorre uma reviravolta e o protagonista se vê novamente em decadência e na busca por felicidade.

O principal sentimento retratado na história é a solidão, não só pela expressão contida de Pedro quando desliga o computador ou quando conversa com seus seguidores no chat, mas também em cenas mostrando a cidade de Porto Alegre, apresentada como um local composto por jovens que se divertem em festas regadas a música alta e muita bebida e uma terra que não oferece muitas oportunidades de trabalho. Não só Leo, mas outros amigos de Pedro têm a intenção de buscar a realização profissional fora dali, e alguns planos abertos mostrando sombras nas janelas, outras pessoas nos altos dos muros observando tudo o que acontece nas ruas, acentuando a sensação de isolamento. E a falta de opções reforçam a ideia de Leo que suas apresentações semanais na internet podem lhe trazer estabilidade e realização, mesmo que ilusórias.

A estética é belíssima, as luzes em neon em um ambiente tomado por luzes negras não só enriquecem as apresentações de Pedro, como também trazem sensação de liberdade e deleite. O espectador se sente inserido no ambiente, e fora dos shows, nos planos mais fechados, com Pedro apreensivo e tomado pelo desespero, quem acompanha não só se compadece como vai aos poucos descobrindo mais sobre o protagonista. O destaque para a cena da forte chuva não só é impactante, como faz o espectador se sentir na pele de Pedro, que só quer procurar conforto a partir dali. A montagem e a forma como a história foi contada foram feitas de forma precisa e sincera, com o espectador comprando a ideia e torcendo para Pedro encontrar seu rumo e a felicidade.

Shico Menegat tem uma excelente atuação, ele não precisa se concentrar nos diálogos para transmitir ao público tudo o que seu personagem sente, com seu olhar triste e distante já é possível perceber o que se passa com ele, e os problemas pelos quais passa serve de estímulo para outras pessoas acreditarem que existe luz no fim do túnel e que a vida pode proporcionar momentos grandiosos e inesquecíveis. Há a ideia de esperança, muito bem retratada pelo roteiro e pelo personagem Pedro, o Garoto Neon.

Uma história intensa, comovente, sensível e realista, quem acompanha vai se interessar e se sentir envolvido. Não é à toa que ‘Tinta Bruta’ já foi merecedor de alguns prêmios e com potencial para voos ainda mais altos. Fortemente recomendado!

Cotação: 4/5 poltronas.

Saíram pôster e trailer de Capitã Marvel com Brie Larson

Saíram pôster e trailer de Capitã Marvel com Brie Larson

CAPITÃ MARVEL

MARVEL STUDIOS

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Gênero:                                 Ação-Aventura

Data de lançamento:           7 de março de 2019

Elenco:                                   Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Djimon Hounsou, Lee Pace, Lashana Lynch, Gemma Chan, Rune Temte, Algenis Perez Soto, Mckenna Grace, with Annette Bening, with Clark Gregg, and Jude Law

Diretores:                              Anna Boden and Ryan Fleck

Produtores:                           Kevin Feige

Produtores Executivos:      Louis D’Esposito, Victoria Alonso, Jonathan Schwartz, Patricia Whitcher, Stan Lee

 

 

SINOPSE:

Ambientado nos anos 1990, Capitã Marvel da Marvel Studios é uma aventura totalmente nova de um período nunca visto na história do Universo Cinematográfico da Marvel que acompanha a jornada de Carol Danvers, conforme ela se torna uma das personagens mais poderosas do universo. Enquanto uma guerra galáctica entre duas raças alienígenas chega à Terra, Danvers se vê junto a um pequeno grupo de aliados bem no meio da ação.

O filme apresenta Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Djimon Hounsou, Lee Pace, Lashana Lynch, Gemma Chan, Rune Temte, Algenis Perez Soto, Mckenna Grace, com Annette Bening, Clark Gregg e Jude Law.

Capitã Marvel da Marvel Studios é produzido por Kevin Feige e dirigido por Anna Boden e Ryan Fleck. Louis D’Esposito, Victoria Alonso, Jonathan Schwartz, Patricia Whitcher e Stan Lee são os produtores executivos.