Heitor Dhalia revela Wesley Guimarães como um dos protagonistas de Tungtênio

Heitor Dhalia revela Wesley Guimarães como um dos protagonistas de Tungtênio

O soteropolitano Wesley Guimarães assume papel de protagonista em Tungstênio, filme do diretor Heitor Dhalia que estreia dia 21 de junho nos cinemas. A trama homônima, baseada na premiada HQ de Marcello Quintanilha, foi gravada na Cidade Baixa, que segundo o jovem ator é representa “uma Salvador livre de estereótipos e mostra a ação que há no dia a dia do povo soteropolitano, mas que é escondida por trás da ideologia do Paz, Carnaval e Futebol, vendida com frequência para o exterior”.

Wesley Guimarães soube do processo de seleção para o elenco do filme por meio de um amigo. Após encantar a equipe de produção e o próprio Dhalia nos testes, ele deu vida à Cajú, um traficante de drogas de pequeno porte, “que tenta ser durão, mas na verdade tem um coração muito mole, capaz de lhe dar um quê heroico”, conta o ator. O que mais chamou sua atenção no personagem foi “a realidade a qual está submetido e a sua essência, que não se perde mesmo ao estar num lugar vulnerável às repressões da sociedade e do sistema. É mais um menino da periferia que, devido às circunstâncias da vida, a falta de oportunidades e a ausência uma figura paterna, acaba se metendo em situações bem quentes”, explica.

Cajú está mergulhado em um universo caótico transposto em papel por Quintanilha e agora adaptado para as telonas. Ocupando o núcleo principal da trama ao lado de Richard (Fabricio Boliveira), Seu Ney (José Dumont) e Keira (Samira Carvalho), o personagem, assim como os demais, acaba por mergulhar numa tensão crescente. Situações aparentemente banais são capazes de refletir consequências absolutamente imprevisíveis, colocando em alta voltagem, no caso de Cajú, o sentimento de só querer “viver mais um dia”.

Para encontrar a alma do personagem, Wesley Guimarães contou com preparação de Chico Accioly, além da direção de Dhalia. Leituras detalhadas do roteiro, improvisação com todo o elenco, além de muito cuidado foram elementos primordiais para que o ator encarasse a figura de Cajú. A vivência própria também se fez parte essencial do personagem, já que ator e personagem compartilham similaridades: ambos são moradores de bairro periférico e criados apenas pela mãe. Para o papel ele ainda mentalizou “cada colega que estudou comigo na infância e cada jovem da periferia sem a oportunidade de criar as suas próprias oportunidades na vida e que, por influência disso, se jogaram na ilegalidade pela pressão e repressão psicológica inerentes a sua realidade”.

Tungstênio é, segundo o ator, “reflexo de muitas pessoas que vivem em nosso país” e já rendeu a Wesley Guimaraes, antes mesmo de chegar aos cinemas, entrevistas e visibilidade na comunidade local. Ele já foi convidado para dar palestra a alunos de uma escola pública da região. O filme tem produção da Paranoid, coprodução da Globo Filmes e do Canal Brasil, e distribuição da Pagu Pictures.

 

Por Anna Barros

 

 

Filme de Lars Von Trier é um dos mais aguardados do Festival de Cannes

Filme de Lars Von Trier é um dos mais aguardados do Festival de Cannes

Na manhã do dia 15 de maio foi apresentado à imprensa The House That Jack Built, de Lars von Trier, um dos filmes mais aguardados da 71ª edição do festival de Cannes. A sessão foi cercada por expectativas de violência extrema, já que muitas pessoas teriam abandonado a exibição para convidados na véspera.

O resultado é muito interessante. Neste suspense com vários momentos cômicos, Jack (Matt Dillon) é um engenheiro com uma compulsão pelo assassinato de mulheres. Ele não é um matador particularmente talentoso, mas as pessoas andam tão individualistas que não se importam em ouvir uma mulher gritar na casa ao lado. Talvez o principal tema do filme seja este: a falta de humanidade. O melhor exemplar dp pessimismo são as imagens de dentro do inferno. Sem estragar a surpresa, basta dizer que a composição é muito diferente do imaginário de fogo e do Diabo.

Quanto à violência, ela certamente tem momentos fortes, mas são curtos, e entrecortados por longas discussões sobre a natureza humana e a possibilidade de interpretar o assassinato como obra de arte. De qualquer modo, nada que não tenha sido retratado de modo ainda mais forte em Anticristo, por exemplo. The House That Jack Built cria um diálogo ainda mais próximo com Ninfomaníaca, outro retrato de uma compulsão contado a uma terceira pessoa, misturando filosofia e momentos chocantes.

Um dos filmes mais famosos de Lars Von Trier foi Dançando no Escuro com a cantora Bjork, que foi adaptado no Brasil para o teatro e está em cartaz no Teatro Sesi até o dia 20 de maio, com Juliana Bodini e Daniel Brasil no elenco.

O filme tem estreia garantida no Brasil, mas ainda não ganhou uma data de lançamento.

Por Anna Barros

Han Solo: Uma História Star Wars faz seu debut no Festival de Cannes

Han Solo: Uma História Star Wars faz seu debut no Festival de Cannes

Nesta terça-feira, dia 15, o tão aguardado spin-off da franquia “Star Wars”, “Han Solo: Uma História Star Wars” (Solo: A Star Wars Story – 2018), foi exibido fora de competição no Festival de Cannes. Teve até a presença dos stormtroopers no Red Carpet de Cannes.

Alden Ehnreich encarna o mítico personagem Han Solo e Emilia Clark, a Lou de Como eu Era Antes de Você e atriz da cultuada série Game Of Thrones, estão no elenco dessa película que promete chacoalhar os aficcionados pela saga.

Dirigido por Ron Howard, este longa não tem a carga épica inerente aos outros títulos da série criada por George Lucas nos anos 1970, mas mantém o ritmo e é antenado com os novos tempos, sobretudo em termos de representação feminina.

“Han Solo: Uma História Star Wars” estreia nas salas brasileiras no próximo dia 24.

A 71a edição do Festival de Cannes acontece até o dia 19 de maio.

Por Anna Barros

Bruna Marquezine brilha no Festival de Cannes

Bruna Marquezine brilha no Festival de Cannes

Bruna Marquezine brilhou no Festival de Cannes, neta segunda dia 14 de maio. A atriz passou pelo tapete vermelho e acompanhou algumas produções na Riviera Francesa. Acompanhada de Izabel Goulart, Bruna Linnzmeier e Mariana Ximenes que lançaram o filme O Grande Circo Místico.

Bruna foi garota-propaganda da grife Choppard no domingo, dia 13. Depois de seus compromissos cinematográfico e comerciais em Cannes, a atrzi embarcou para Paris para abraçar seu namorado, o jogador Neymar que comemorava o aniversário do companheiro de PSG Marquinhos e a presença de seu nome na tão aguardada lista do técnico Tite.

 

Crédito da foto: Getty Images

 

Por Anna Barros

Tungstênio estreia dia 21 de junho

Tungstênio estreia dia 21 de junho

Tungstênio é o novo filme do diretor brasileiro Heitor Dhalia. Baseado no livro homônimo de Marcello Quintanilha, premiado por unanimidade em thriller no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême, na França, o longa chega aos cinemas brasileiros no dia 21 de junho.

A obra é protagonizada por Fabrício BoliveiraSamira CarvalhoZé Dumont e Wesley Guimarães, além de ser narrada pelo ator Milhem Cortaz.

Com produção da Paranoid, coprodução da Globo Filmes e Canal Brasil, e distribuição da Pagu PicturesTungstênio traz quatro personagens para o centro da narrativa. Baiano, nascido em Salvador, o ator Fabrício Boliveira vive Richard, um policial que atua movido por seus instintos, custe o que isso custar. A modelo Samira Carvalho, que faz seu debut nos cinemas na pele de uma das personagens mais complexas da trama, é a linda Keira, mulher de Richard, mas que ameaça o tempo todo abandonar o marido. Zé Dumont faz o papel de Seu Ney, um ex-sargento do exército, saudoso de sua vida na caserna. Já Wesley Guimarães, como Caju, é um pequeno traficante cujo principal interesse é sobreviver mais um dia.

Ainda completam o elenco principal Pedro Wagner, como Liece e Sérgio Laurentino, como Poró, criminosos que se utilizam de explosivos para pescar, fazendo parte de uma parcela da sociedade que acaba se relacionando com o crime para cumprir suas atividades. Já Milhem Cortaz, em seu segundo trabalho com Dhalia, traz sua voz marcante para a narrativa.

Os protagonistas de Tungstênio se veem imersos em uma trama aparentemente banal, mas cuja escalada em tensão os conduz à negação dos próprios sentimentos. Em uma busca desenfreada por escolher os caminhos que lhes pareçam mais corretos, os personagens inevitavelmente enfrentam conflitos pessoais diante da impossibilidade de seguir à risca suas escolhas racionais.

A Paranoid fez um trabalho minucioso de pesquisa, que trouxe para Tungstênio diversos ângulos da cidade de Salvador, como a Praia da Boa Viagem, o Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat, os bairros da Ribeira, da Gamboa de Baixo e Massaranduba, o Largo da Calçada e a Ponta de Humaitá, entre outros.

O livro de Marcello Quintanilha, que é considerado um dos principais quadrinistas brasileiros, foi adaptado para o cinema pelo próprio autor e também pelos roteiristas Marçal Aquino e Fernando Bonassi. O projeto de Heitor Dhalia conta ainda com Guel Arraes como produtor associado.

Por Anna Barros