Um século após registrar Amazônia, cineasta Silvino Santos volta a ser tema na Academia

Um século após registrar Amazônia, cineasta Silvino Santos volta a ser tema na Academia

Por Agência Universitária de Notícias (AUN-USP)
Gabriel Araujo

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O cineasta português Silvino Santos, radicado no Norte do Brasil, em ação (Reprodução/A Crítica)

O nome do cineasta e fotógrafo Silvino Santos pode não ser de conhecimento do brasileiro comum, mas o fato é que são dele alguns dos mais importantes (e até mesmo controversos) registros visuais da Amazônia. Na primeira metade do século 20, Santos produziu documentos fundamentais da região, como o longa No Paiz das Amazonas (1921). Hoje, quase 100 anos após o lançamento de sua obra mais reconhecida, Santos volta a ser figura do meio acadêmico, como tema da tese de doutorado de Sávio Luis Stoco na Escola de Comunicações e Artes da USP: O cinema de Silvino Santos (1918-1922) e a representação amazônica: história, arte e sociedade.

Português radicado no Norte do Brasil, Santos desenvolveu seu trabalho – primeiramente com fotografia, em seguida com cinema – em Manaus (AM), onde morreu em 1970, aos 84 anos. No período estudado por Stoco, que coincide com a fundação da Amazônia Cine Film, produtora cinematográfica pioneira na região e com a qual Silvino Santos contribuiu diretamente, também consta na filmografia do lusitano Amazonas, maior rio do mundo (1918).

“As primeiras (e até hoje mais afamadas) iniciativas de pesquisa com relação a esse cineasta foram promovidas pelo movimento cineclubista manauense, que existiu na década de 1960”, conta Stoco, cujo interesse por Santos advém de sua graduação, realizada na Universidade Federal do Amazonas. Entre os trabalhos mais atuais sobre o tema, o pesquisador destaca os de Selda Vale da Costa (Ufam) e Eduardo Morettin (seu orientador na ECA-USP) como fontes de estímulo. “O meio acadêmico está aperfeiçoando seus métodos para o estudo e consideração das imagens de Silvino”, diz.

Para as análises em sua tese, Stoco destaca a importância de não se tratar as produções de Santos como “espelho do real”. Segundo ele, mesmo como documentações sociais e históricas fundamentais, elas não são comprovações diretas de fatos. Como exemplo, o pesquisador cita uma disputa que colocava, à época de No Paiz das Amazonas, os indígenas parintim e do oriente peruano como entraves ao progresso e bloqueios à exploração da área, com um extermínio étnico destes em curso. O tema é deixado de lado na produção, o que se atribui à ligação do cineasta com as elites locais, de comerciantes a governantes.

“Pouco disso está explícito nas imagens, mas o trabalho de pesquisa serve para que aprofundemos o que não se mostra – claro, de maneira mais documentada e consistente possível”, afirma Stoco. “Evitei acreditar na valorização da cultura daquelas etnias, em uma etnografia ‘à frente de seu tempo’, pois essa é uma concepção mais tardia e que não estava no horizonte dos produtores”.

Segundo o pesquisador, as obras estudadas foram bem recebidas à época de lançamento, apresentadas com bons públicos nas principais capitais brasileiras e, ainda que não consolidada a profissão de crítico à época, analisadas positivamente pela imprensa. Os filmes fizeram relativo sucesso também na Europa, contando inclusive com a valorização de Léon Moussinac, um dos principais críticos de cinema da França. “Na Europa, Amazonas, maior rio do mundo circulou de forma pirata, como não era raro no período”, acrescenta.

Ainda assim, com o passar do tempo, Silvino Santos não se tornou uma figura carimbada do cinema nacional – não à toa, não alcançou a maior parte da população brasileira, apesar de receber cada vez mais atenção do nicho cinematográfico. Segundo Stoco, é notável um reconhecimento interessante à obra de Silvino, mas ainda restrito aos especialistas em cinema e documentário brasileiros. No gênero em que atuou, seu nome se destaca juntamente ao do cineasta do marechal Cândido Rondon, Thomaz Reis.

“O que acho que seria importante no momento é investimento em restauro das obras desse cineasta. Houve muitas perdas, algumas incontornáveis, mas descobertas recentes mostram que há ainda alguns ótimos caminhos para serem trilhados em termos de restauro”, afirma o pesquisador. “Sem os filmes em si, a pesquisa crítica e historiográfica fica dificultada”, completa Stoco – que, apesar dos percalços, acrescenta uma nova obra acadêmica ao tema Silvino Santos e ao assunto cinema amazônico.

Walt Disney lança um desafio Um Amigo Assim

Walt Disney lança um desafio Um Amigo Assim

A The Walt Disney Company e a Make-A-Wish® lançaram dia 10 de maio o desafio #UmAmigoAssim —World Wish Day®— para comemorar o lançamento do aguardado filme live-action da Disney, “Aladdin”, em 23 de maio.

O Desafio #UmAmigoAssim faz parte de uma campanha global de marketing apoiada pela Make-A-Wish®, Disney e Will Smith. O ator, que interpreta o gênio que realiza sonhos em “Aladdin”, incentivará fãs e celebridades para que participem da campanha e ajudem a demonstrar ao mundo que desejar é poder.

A iniciativa propõe a seguinte pergunta: se você fosse um gênio e tivesse a chance de conceder três pedidos para alguém, com quem você compartilharia? Para participar, é necessário marcar um amigo no Twitter e/ou no Instagram e, para todas as postagens públicas com #UmAmigoAssim até 24 de maio, a Disney doará de $ 5 até $ 1 milhão à Make-A-Wish para ajudar a realizar sonhos e mudar a vida de crianças ao redor do mundo. Na América Latina, especificamente, serão beneficiadas todas as filiais da Make-A-Wish® no Brasil, México, Argentina, Chile, Colômbia, Perú e Panamá.

Para mais informações, acesse FriendLikeMe.org e Compromissodisney.com.

“O lançamento de ‘Aladdin’ traz uma oportunidade única de conectar o poderoso tema do filme, de realizar sonhos, com o trabalho maravilhoso que a Make-A-Wish faz apoiando as crianças com doenças graves em todo o mundo”, disse Elissa Margolis, SVP de Responsabilidade Social Empresária para a The Walt Disney Company. “Os sonhos são esperança e estamos muito contentes por poder continuar o nosso trabalho com a Make-A-Wish, e convido os fãs para realizar mais sonhos que irão trazer esperança às vidas das crianças e suas famílias.”

Desde 1980, a Disney e a Make-A-Wish® têm ajudado a realizar os sonhos de mais de 130.000 crianças com doenças graves em todo o mundo. Na América Latina, muitos sonhos foram realizados envolvendo personagens e talentos favoritos da Disney. Quando um sonho é realizado, a criança substitui o medo pela confiança, a tristeza pela alegria e a ansiedade pela esperança.

“O Desafio #UmAmigoAssim une dois dos nossos mais antigos e apaixonados realizadores de sonhos: Disney e Will Smith,” disse Richard Davis, presidente e CEO da Make-A-Wish America. “Tanto a Disney como Will transformaram para sempre a vida de inúmeras crianças com sonhos que lhes permitiram experimentar a esperança e a cura mediante um desejo que virou realidade.”

Michel Rudolphie, presidente e CEO da Make-A-Wish International acrescentou, “Participando do desafio, o público pode contribuir para realizar desejos que mudem as vidas de muitas crianças. Somos muito gratos à Disney e ao Will Smith por acompanhar-nos neste caminho de transformar as vidas de crianças, famílias, voluntários, patrocinadores, profissionais da medicina e comunidades em todo o mundo.”

Sobre a The Walt Disney Company

A The Walt Disney Company, (NYSE: DIS), junto com suas subsidiárias e filiais, é uma empresa diversificada internacionalmente, líder no segmento de entretenimento familiar e de mídia, composta por cinco segmentos de negócio: grupos de comunicação, parques e complexos turísticos, produção cinematográfica, mídias digitais e produtos de consumo. A Disney integra o índice da bolsa de valores Dow 30, com receitas anuais em torno de US$ 59,4 bilhões em seu último ano fiscal e uma capitalização de cerca de 206.6 bilhões de dólares, em setembro de 2018.

 

Sobre a The Walt Disney Company (Brasil) 

Parte da The Walt Disney Company  Latin American, o escritório no Brasil é responsável pela marca Disney e seus negócios por todo o país, garantindo aos brasileiros a possibilidade de receber Disney em seus lares, através da TV e entretenimento online, videogames e produtos de consumo, além da oportunidade de desfrutar os shows e filmes nos cinemas.

 

Por Anna Barros

 

Fox Film lança campanha global em celebração ao lançamento de ‘X-Men: Fênix Negra’

Fox Film lança campanha global em celebração ao lançamento de ‘X-Men: Fênix Negra’

Pré-venda de ingressos começa nessa segunda, 13 de maio

São Paulo, 09 de maio de 2018 – Marque em seu calendário: na próxima segunda-feira, 13 de maio, a 20th Century Fox comemora o X-Men Day – dia escolhido para a celebração global da saga X-Men; com apoio da sua base de fãs e com a participação de todos os personagens da saga, será celebrado o impacto revolucionário dos X-Men na cultura pop em quase 20 anos.  Na segunda-feira as comemorações acontecerão on-line em todo o mundo e incluirão a estreia de conteúdos exclusivos, eventos especiais e surpresas para os fãs.

No Brasil, A Fox Film preparou algumas novidades e surpresas para os fãs dos mutantes: dentre elas está o início da pré-venda de ingressos para “X-Men: Fênix Negra”. A partir do dia 13, os fãs da saga já poderão garantir seus ingressos para assistir ao filme em circuito nacional!

No meio digital, além de replicar todas as atividades globais em nossas redes, a Fox Film Brasil preparou algumas surpresas para o público. Desde o primeiro horário do dia 13 os fãs terão acesso a um pacote de gifs especiais e exclusivos para o Brasil, ao utilizar a hashtag #XMenFênixNegraestarão disponíveis imagens da saga para uso nas redes sociais e apps de comunicação. Ainda na pegada digital, será disponibilizado um emoji exclusivo da nossa Fênix Negra para quem utilizar a hashtag #XMenFênixNegra no Twitter. Além disso, nossas redes serão invadidas pelos X-Men: peças inéditas serão publicadas ao longo do dia para engajar os fãs nessa data.

As ações também tomarão conta das ruas: a rádio Mix irá realizar em São Paulo uma blitz especial de “X-Men: Fênix Negra” no dia 13, onde quem passar pelo “pit stop” irá receber um brinde especial do filme.

Na TV, seguindo a comemoração durante a semana, terá início no sábado, 18 de maio, a maratona X-Men nos canais da rede Telecine e Telecine Play. Nessa ação especial entre Fox e Telecine, os fãs terão do dia 18 de maio a 1° de junho para conferir os filmes da saga nos canais Telecine e se preparar para a grande estreia de “X-Men – Fênix Negra” no dia 06 de junho em todo o Brasil.

“X-Men: Fênix Negra” tem no elenco os atores James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Nicholas Hoult, Sophie Turner, Tye Sheridan, Alexandra Shipp, Kodi Smit-McPhee, Evan Peters e Jessica Chastain.

Confira os trailers aqui:   

TRAILER 1: https://youtu.be/zcBZgGwbDxA

TRAILER 2: https://youtu.be/kS08vVQDRPs

TRAILER 3: https://youtu.be/7yBZ1AvEZD0

Fotos em alta:  https://we.tl/t-PSCkT6gOPY

SINOPSE

Esta é a história de um dos personagens mais amados dos X-Men, Jean Grey, enquanto ela evolui para a icônica Fênix Negra. Durante uma missão de resgate no espaço com risco de vida, Jean é atingida por uma força cósmica que a transforma em um dos mais poderosos mutantes. Lutando com esse poder cada vez mais instável, e também com seus próprios demônios, Jean fica fora de controle, dividindo a família X-Men e ameaçando destruir a própria estrutura do nosso planeta. X-Men: Fênix Negra é o filme mais intenso e emocional da saga. É o culminar de 20 anos de filmes X-Men, onde a família de mutantes que conhecemos e amamos deve enfrentar seu mais devastador inimigo – um dos seus.

Redes Sociais

Página Oficial: https://www.facebook.com/xmenfilmes

Facebook Fox Film do Brasil: /FoxFilmdoBrasil

Instagram: @FoxFilmBrasil

Twitter: @FoxFilmdoBrasil

Sonho de Rui será exibido neste sábado, dia 11, no Festival Internacional Colaborativo Audiovisual

Sonho de Rui será exibido neste sábado, dia 11, no Festival Internacional Colaborativo Audiovisual

Um ator fracassado herda um apartamento milionário do pai e decide vendê-lo para realizar seu maior sonho: estrelar a refilmagem nacional de um filme famoso de Chuck Norris lutando no Vietnã. Em meio a visitas de possíveis compradores, ele ainda precisa negociar os direitos da produção original, decidir se aceita um papel menor em uma série da TV a cabo e lidar com o suspeito interesse romântico de uma bela mulher. Esta é a trama de ‘Sonho de Rui’, comédia dramática independente idealizada pelo ator Pedro Monteiro, que vive o personagem-título, com roteiro de Ulisses Mattos e direção de Cavi Borges e Ulisses. O filme será exibido neste sábado (11/05) no Cine Odeon, no Programa 5 do Festival Internacional de Cinema Colaborativo (Fica.vc), que começa às 19h30. No elenco, também estão os atores Augusto Madeira, Cadu Fávero, Pedroca Monteiro, Gabriela Estevão e outros.

“Tive a ideia para o projeto durante uma viagem a Alter do Chão, no Pará, em 2015, mas a vontade de encarar o desafio de viver um papel maior no cinema já é antiga”, conta Monteiro que, em 2013, venceu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Cine-PE, pelo papel na comédia ‘Vendo ou Alugo’, de Betse de Paula. “Assisti a muitos filmes do Chuck Norris nos anos 90 e quis usar a imagem deste ator e lutador ruivo, que virou personagem de piadas, para fazer uma trama bem-humorada, mas que pudesse também discutir temas como identidade e cor da pele”.

Pedro, que também produziu e protagonizou o espetáculo “Os ruivos” para falar de preconceito racial, chamou o roteirista Ulisses Mattos (do programa ‘Zorra’) para desenvolver a história de Rui. “Fiquei feliz com o convite porque o Pedro me pediu um roteiro com meu estilo de humor, nada na linha das comédias de sucesso no cinema nacional atual. Ele disse que gostaria de “risos sem dentes”, algo que eu também curto, com situações cômicas sutis”, explica Mattos que tem seu primeiro roteiro de longa filmado, depois de anos como roteirista de séries e programas de humor na TV, e assina sua primeira direção ao lado do veterano Cavi Borges.

Cavi Borges, com quem Pedro já trabalhou no filme ‘Vida de balconista’ (2009), entre outros projetos, está há mais de 20 anos à frente da Cavídeo, estabelecimento que nasceu como locadora de vídeos e hoje também atua como produtora alternativa de cinema. “Meu trabalho até então sempre esteve mais voltado para o documentário e o drama, então foi um desafio bem interessante filmar um longa cômico. Eu não gosto dessas comédias exageradas e o texto que o Pedro e o Ulisses me apresentaram tem justamente o meu estilo, com humor leve e certas piadas muitos sutis”, define o diretor.

FICA.VC

A Segunda Edição do FICA.VC tem este ano o tema “O futuro no presente do audiovisual”, com foco na imersão e capacitação em novas tecnologias, criação de redes, produção executiva, distribuição, empreendedorismo no audiovisual, além de contar com a exibição de diversas obras audiovisuais.O evento acontecerá dos dias 7 a 13 de maio de 2019: as mostras de obras audiovisuais(curtas e longas de ficção e documentários, animação, série, vídeo arte, vídeo clipe, canal de YouTube) serão realizadas no Cine Odeon e as onze palestras, com 36 palestrantes, 4 oficinas, LABs de capacitação em produção executiva e núcleo criativo, acontecerão na Pça Tiradentes no CRAB/Sebrae.As palestras são gratuitas e as oficinas, R$ 50. Os Ingressos das mostras de cinema no Odeon custam R$20 (inteira) e R$10 (meia). Mais informações em www.fica.vc.

Sonho de Rui

Um ator fracassado precisa vender um apartamento para realizar seu maior sonho: estrelar a refilmagem nacional de uma aventura de Chuck Norris. Mas o processo o faz encarar um medo que sempre o perseguiu.

Direção: Cavi Borges e Ulisses Mattos

Produtores executivos: Cavi Borges, Pedro Monteiro e Ulisses Mattos

Produtores associados: Álvaro campos e Dominique Magalhães

Direção de produção: Carolina Dib e Marina Trindade

Roteiro: Ulisses Mattos

Elenco: Augusto Madeira, Ana Barroso, Cadu Fávero, Carol Ferman, Carolina Iecker, Christian Jafas, Fábio Guará, Gabriela Estevão, Heitor Mattos, João Pedro Almeida, Jorge Jeronymo, Marcelo Gonçalves, Pedro Lucas Sanctos, Pedro Monteiro, PedrocaMonteiro, Rodrigo Fonseca, Rodrigo França, Silvio Mattos e Vicente Coelho,

Direção de fotografia e câmera: André Amado

Som direto: Toninho Muricy

Direção de arte: Andréa Moraes

Montagem: Terêncio Porto

Mixagem e desenho de som: Bernardo Gebara

Figurino: Fátima Copelli

Trilha musical original: Nado Leal

Música de encerramento: “O invencível”, banda MonCher

Color grading:Bernardo Brink e Catarina Carvalho

Maquiagem e cabelo: Alexandre de Farias (in memoriam)

Assessoria de imprensa: Racca Comunicação (Rachel Almeida)

Programação visual: Fernanda Precioso

Fotógrafo still: Eduardo Riganelli

Assistente de direção: Luciano Vidigal

Assistente de câmera: Marquinho Castanheira

Assistente de som: Wilson Ferreira

Segundo assistente de direção: Renata Belich

Agradecimento especial: Val Miranda

Apoio: UniRio – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Serviço:

Sonho de Rui

Dia e horário:11 de maio, às 19h30.

Cine Odeon: Cinelândia: Praça Floriano, nº 7

Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia).

Mais informações em www.fica.vc.

 

Por Anna Barros

Dança contemporânea é tema de série do Curta!

Dança contemporânea é tema de série do Curta!

Em dez episódios, a série inédita “Ensaios Contemporâneos” mostra os passos da dança contemporânea no país, dos primórdios aos dias de hoje, e destaca importantes companhias, pela ótica de críticos, estudiosos, bailarinos e coreógrafos. O diretor Eduardo Hunter traça uma espécie de linha do tempo, começando pelas reminiscências clássicas e modernas na dança contemporânea, a abertura para uma maior diversidade técnica, a libertação da fórmula restrita aos moldes dos balés europeus e o estudo e o diálogo com movimentos que sequer faziam parte do universo dos bailarinos até o advento da contemporaneidade – ou pós-modernismo. O primeiro capítulo, “Dança contemporânea brasileira, uma trajetória”, se inspira em um artigo considerado fundamental à dança brasileira: “Ten Theses on Brazilian Dance”, de Helena Katz. Em entrevista para a série, ela diz: “Se a gente quiser abrir mão da perspectiva do colonial, a gente vai ter que admitir que aqui já tinha dança antes do colonizador chegar porque aqui já tinha gente. (…) Nós nos comportamos por muito tempo como o colonizador gosta, adotando os valores deles”. A série “Ensaios Contemporâneos” foi produzida com exclusividade para o Curta! com financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual, da Ancine. A estreia é na Terça das Artes, 14/05, às 23h.

Último episódio de ‘Guerras do Brasil.doc’, de Luiz Bolognesi, aborda as guerras do tráfico de drogas

A série documental e exclusiva do Curta! “Guerras do Brasil.doc”, de Luiz Bolognesi, sobre os conflitos mais marcantes da história do Brasil, chega ao fim com uma temática bastante atual: a guerra do tráfico de drogas, contada no episódio final, “Universidade do Crime”. Especialistas em segurança pública e historiadores destrincham a gênese e o desenvolvimento das organizações criminosas predominantes no país, o Comando Vermelho e o PCC (Primeiro Comando da Capital). Em seguida, refletem sobre o modus operandi e o financiamento de cada uma, explicam como se deu o crescimento de ambas as facções, bem como a origem de suas ramificações e os conflitos internos. Entre os entrevistados estão o ex-secretário de Segurança do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame, o ex-chefe da Polícia Civil carioca Hélio Luz, os pesquisadores em violência urbana e segurança pública Bruno Paes Manso e Camila Nunes Dias e o jornalista Carlos Amorim, especializado no tema. A produção é da Buriti Filmes. Exibição na Sexta da Sociedade, 17/05, 23h25.

Segunda da Música – 13/5

21h05 – “Cale-se – A censura musical” (Série) – Episódio “Do Ato Institucional ao Festival”
O episódio apresenta a relação entre o AI-5 e a MPB, mostrando como os artistas receberam o anúncio do ato institucional. Ricardo Cravo Albin reflete sobre as perdas que a música brasileira sofreu por conta do recrudescimento do regime. O advogado João Carlos Müller explica como passou a funcionar o trâmite da censura musical, e os artistas contam sobre como o decreto interferiu em seus processos criativos. Geraldo Azevedo, por exemplo, fala sobre sua amizade e parceria com Geraldo Vandré, cuja canção “Pra não dizer que não falei de flores” ficou imortalizada como um dos hinos contra a ditadura.Diretor: Marcus Fernando. Duração: 26min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 14 de maio, terça-feira, às 01h05 e às 15h05; 15 de maio, quarta-feira, às 09h05; 19 de maio, quinta-feira, às 17h30.

 

Terça das Artes – 14/5

23h – “Ensaios Contemporâneos” (Série) – Episódio “Dança contemporânea brasileira, uma trajetória”.
Baseado no artigo “Ten Theses on Brazilian Dance”, de Helena Katz, o episódio apresenta uma trajetória da dança contemporânea brasileira, além de conceitos básicos e características marcantes, como a abertura para diferentes estilos de técnicas corporais, o diálogo constante com a investigação e a reflexão e os diferentes modelos de companhia de dança. Além da própria Helena, costuram o episódio diversos teóricos e artistas da dança no Brasil. Diretor: Eduardo Hunter Moura. Duração: 52 min. Classificação: 16 anos. Horários alternativos: 15 de maio, quarta-feira, às 03h e às 17h; 16 de maio, quinta-feira, às 11h; 18 de maio, sexta-feira, às 20h45; 19 de maio, domingo, às 10h50.

 

Quarta de Cinema – 15/05

20h – A faixa “A Vida é Curta!” traz os curtas-metragens “Babás” e “Rainha”.

Babás (Documentário)

Fotografias, filmes de família, anúncios de jornais do século XX constroem uma narrativa pessoal sobre a presença das babás no cotidiano de inúmeras famílias brasileiras, mostrando uma situação em que o afeto é genuíno, mas não dissolve a violência.  Diretor: Consuelo Lins. Duração: 21 min.Classificação: Livre. Horários alternativos: 16 de maio, quinta-feira, às 00h e às 14h; 17 de maio, sexta-feira, às 08h; 18 de maio, sábado, às 14h; 19 de maio, domingo, às 01h10.

 

Rainha (Documentário)
Rita finalmente realiza o sonho de se tornar a rainha de bateria da escola de samba de sua comunidade; porém, ela terá que lutar contra forças obscuras, internas e externas. Diretora: Sabrina Fidalgo. Duração: 30min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 16 de maio, quinta-feira, às 00h21 e às 14h21; 17 de maio, sexta-feira, às 08h21; 18 de maio, sábado, às 14h25; 19 de maio, domingo, às 01h35.

 

Quinta do Pensamento – 16/05

21h – “Imortais da Academia” (Série) – Episódio “Cadeira 26: O homem, o espaço, o tempo”.
O homem cordial de Ribeiro Couto. O coronel nordestino de Marcos Vinicios Vilaça. O carioca da Belle Époque de João do Rio. Na cadeira 26 da Academia Brasileira de Letras, um paulistano, um pernambucano e um carioca que viveram recortes de tempo e espaço completamente diferentes uns dos outros contribuem para a literatura com visões diversas sobre o homem. Diretor: Belisario Franca.Duração: 26 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 17 de maio, sexta-feira, às 01h e às 15h; 18 de maio, sábado, às 09h30; 20 de maio, segunda-feira, às 09h.

 

Sexta da Sociedade – 17/05

23h25 – “Guerras do Brasil.doc” (Série) – Episódio “Universidade do Crime”
“A Guerra do Tráfico” traz para a TV uma guerra contemporânea: a guerra das ruas brasileiras, onde morrem cerca de 60 mil pessoas todos os anos. Vamos entender a gênese das organizações criminosas que comandam o tráfico de drogas. O episódio conta a origem, no Rio de Janeiro, do Comando Vermelho, organização que nasceu e cresceu nos presídios cariocas. Narra como o “CV” organizou o crime e o tráfico nas comunidades cariocas. Em São Paulo, o foco é o nascimento do PCC, (Primeiro Comando da Capital), na década de 1990, como foi estruturado, como ele financia os crimes, suas regras e o seu fortalecimento e ascensão na ausência total do Estado. Diretor: Luiz Bolognesi. Duração:26 min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos: 18 de maio, sábado, às 3h45 e às 13h25; 19 de maio, domingo, às 20h15; 20 de maio, segunda-feira, às 17h25; 21 de maio, terça-feira, às 11h25.

 

Sobre o Curta!

Dedicado às artes, à cultura e às humanidades, o Curta! é um canal independente que acolhe a experimentação e se orgulha de ser um parceiro dos realizadores, artistas, criadores e produtores. Com o compromisso de transmitir 12 horas por dia de programação nacional independente, o canal pauta a sua programação pelos seguintes temas: música, dança, teatro, artes visuais, arquitetura, metacinema, filosofia, literatura, história política e sociedade.

O Curta! pode ser visto nos canais 56 e 556 da NET e da Claro TV, no canal 75 da Oi TV e no canal 664 da Vivo, oferecido à la carte pela operadora. Siga o Curta! nas redes sociais: www.facebook.com/CanalCurta,https://twitter.com/canalcurta e www.youtube.com/user/canalcurta. Saiba mais em http://www.canalcurta.tv.br.