Starzplay anuncia estreia internacional da parte dois de The Spanish Princess

Starzplay anuncia estreia internacional da parte dois de The Spanish Princess

The Spanish Princess 2020 Marketing Shoot – January 31-February 1 2020

Starzplay, o serviço internacional de streaming premium da Starz, divulgou hoje o trailer oficial e o cartaz de The Spanish Princess Parte Dois, final da série STARZ original que terá oito episódios. A série limitada estreia domingo, 11 de outubro, no canal STARZ nos Estados Unidos e no Canadá e também será exibida simultaneamente na plataforma internacional de streaming Starzplay na Europa e na América Latina. 

The Spanish Princess dá continuidade à minissérie STARZ Original “The White Queen”, indicada ao Globo de Ouro® e Emmy®, e à série limitada STARZ Original “The White Princess”, aclamada pela crítica. A série foi inspirada nos romances best sellers The Constant Princess e The King’s Curse, de Philippa Gregory.

A segunda e conclusiva parte de The Spanish Princess dá continuidade a história da Rainha Catarina e Henrique VIII, que governam a corte mais glamourosa da Europa e são amados por seu povo. Juntos, criam uma Inglaterra que é orgulhosa, confiante e forte o suficiente para resistir a ameaças do exterior. A luta de Catarina para produzir um herdeiro coloca seu casamento e posição na corte em risco e ela é assombrada por suas escolhas do passado. Apesar de se provar como política, diplomata, inspiração nacional e até comandante militar, Catarina deve lutar para salvar sua relação com o Rei e preservar a paz e a prosperidade do reinado dos dois.

Charlotte Hope (“The English Game”, “Game of Thrones”) e Ruairi O´Connor (“Delicious”, “Teen Spirit”) reprisam seus papéis como o casal governante Catarina de Aragão e Henrique VIII. Outros nomes importantes do elenco que retornam são Stephanie Levi-John (“Diversion”, “Striking Out”) como Lina de Cardonnes, a confidente de Catarina; Georgie Henley (da “Trilogia Crônicas de Nárnia”) como Rainha Margaret (“Meg”) Tudor da Escócia e irmã mais nova de Henrique; e Laura Carmichael (“Downton Abbey”, “A United Kingdom”) como Margaret (“Maggie”) Pole. 

Novos membros que se unem ao elenco da série limitada incluem Ray Stevenson (“Rome”,  franquia “Thor”) como o rude marido de Meg, Rei James IV; e Sai Bennet (“Mr. Selfridge”, “Close to the Enemy”) como a irmã de Henrique e Meg, Princesa Mary, agora com idade para forjar uma aliança política para os Tudors por meio de seu próprio casamento. Andrew Buchan (“Broadchurch”, “The Honourable Woman”) é o cada vez mais influente Sir Thomas More e Peter Egan (“Downton Abbey”, “The Unforgotten”) interpreta o robusto General Howard.

Emma Frost (das séries originais STARZ “The White Queen” e “The White Princess”, “The Man in High Castle”) e Matthew Graham (“Life on Mars”, “Electric Dreams”, “Dr. Who”) continuam seus papéis como showrunners e produtores executivos. Esses episódios finais apresentam o trabalho de três diretoras, começando com Chanya Button (“World on Fire”, “Vita & Virginia”), seguida por Lisa Clarke (“The Spanish Princess”, “Sanditon”) e Rebecca Gatward (“Dublin Murders”, “Traces”).

Como acessar a Starzplay no Brasil:

Os assinantes da Starzplay têm acesso a uma programação premium exclusiva, incluindo séries Starz Original como “The Spanish Princess” e a aguardada “Power Book II: Ghost”, estrelada por Mary J. Blige, no mesmo dia do lançamento nos Estados Unidos; conteúdo selecionado indicado ao Emmy, como a série de drama romântico moderna “Normal People”, a comédia histórica “The Great”, estrelada por Elle Fanning e Nicholas Hoult, a série premiada “The Act”, estrelada pela vencedora do Oscar® Patricia Arquette e Joey King; o drama histórico “The Name of the Rose”, baseado no romance best-seller; além de uma biblioteca de filmes de grande sucesso com milhares de títulos.

Como acessar a Starzplay no Brasil:

Os assinantes da Starzplay têm acesso a uma programação premium exclusiva, incluindo séries Starz Original como “The Spanish Princess” e a aguardada “Power Book II: Ghost”, estrelada por Mary J. Blige, no mesmo dia do lançamento nos Estados Unidos; conteúdo selecionado indicado ao Emmy, como a série de drama romântico moderna “Normal People”, a comédia histórica “The Great”, estrelada por Elle Fanning e Nicholas Hoult, a série premiada “The Act”, estrelada pela vencedora do Oscar® Patricia Arquette e Joey King; o drama histórico “The Name of the Rose”, baseado no romance best-seller; além de uma biblioteca de filmes de grande sucesso com milhares de títulos.

Por Anna Barros

Cineclube Cinefoot Online começa nesta segunda

Cineclube Cinefoot Online começa nesta segunda

 

Começa hoje, segunda-feira, 14/9, às 21h, mais uma iniciativa especial do Cinefoot, o CINECLUBE CINEFOOT ON LINE, que apresenta seis sessões, de 14 a 19/9, sempre às 21h, no Youtube do Cinefoot.

Na sessão de estreia, o clássico “GERALDINOS”, direção de Pedro Asbeg e Renato Martins, que corajosamente vai fundo no processo de elitização do acesso ao Maraca. Uma derrota que vai muito além do futebol.

CINECLUBE CINEFOOT ON LINE, integra o Programa Cultura Presente nas Redes, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa RJ. Aproveita e se inscreve no canal do Youtube do Cinefoot, pois há novidades vindo por aí.

Seis sessões, de 14 a 19/9, sempre às 21h, no canal do Youtube do Cinefoot.

 

https://www.youtube.com/user/cinefoot

 

 

Por Anna Barros

Quatro longas sobre Blues produzidos por Martin Scorsese chegam ao À La Carte para comemorar os 95 anos de B. B. King

Quatro longas sobre Blues produzidos por Martin Scorsese chegam ao À La Carte para comemorar os 95 anos de B. B. King

 

Em 16 de setembro (quarta-feira), chegam ao Petra Belas Artes À La Carte quatro filmes produzidos por Martin Scorsese, para a nossa homenagem ao rei do blues B. B. King: “O Blues – Blues e o Piano”, dirigido por Clint Eastwood; “O Blues – Caminho para Memphis”, de Richard Pearce; “O Blues – A Alma de Um Homem”, com direção de Wim Wenders; e “O Blues – De Volta pra Casa”, dirigido por Martin Scorsese.

Neste 16 de setembro, Riley Ben King completaria 95 anos de vida. Estamos falando de B. B. King, o guitarrista de blues, cantor e compositor americano, nascido no estado do Mississippi, cujas iniciais B. B. significam Blues Boy, pseudônimo usado enquanto ele era moderador de um programa de rádio, antes de se tornar o fenômeno que viria a influenciar outros grandes nomes da guitarra, como Jimmy Hendrix, George Harrison e Eric Clapton.

Mas, não foi só na música que ele se destacou. B. B. King também foi engajado na luta pelos direitos civis dos negros americanos, além de ter feito turnês pela África para homenagear as origens da música negra. Durante sua carreira de mais de 60 anos, tendo sua guitarra como companheira inseparável, ele percorreu mais de 90 países, incluindo o Brasil.

B. B. King nos deixou em 14 de maio de 2015, aos 89 anos, mas suas raízes e sua influência ficaram eternizadas em registros históricos sobre a origem do blues, como esses quatro que estão aí graças ao empenho e a paixão de seus realizadores.

No episódio “O Blues – Blues e o Piano”, dirigido por Clint Eastwood, que além de diretor e ator é também pianista, são reunidas imagens valiosas de arquivo com entrevistas e performances de pianistas como Pinetop Perkins, Jay McShann, Fats Domino, Little Richard, Dave Brubeck e Marcia Ball. Aparecem ainda artistas icônicos como B.B. King, Pinetop Perkins e Ike Turner.

O episódio do diretor Richard Pearce, “O Blues – Caminho para Memphis”, traça uma odisseia musical da grande lenda dos Blues, B.B. King, num filme que é um tributo à cidade de Memphis, onde nasceu um novo estilo de blues. Este filme nos leva também pela estrada e aos bastidores dos blues, com os veteranos de Memphis, Bobby Rush e Rosco Gordon.

Em “O Blues – A Alma de Um Homem”, o diretor Wim Wenders mergulha na vida e música de três dos seus artistas favoritos dos Blues: Skip James, Blind Willie Johnson e J.B. Lenoir. Wenders explica sua paixão pelo blues com as seguintes palavras: “Estas músicas têm um grande significado para mim. Eu sinto que há mais verdade em qualquer uma delas do que em qualquer livro que li sobre a América, ou em qualquer filme que tenha visto”. O filme conta com participação dos cantores Beck, Nick Cave e Eagle Eye Cherry, e narração do ator Laurence Fishburne.

E, finalmente, “O Blues – De Volta pra Casa”, dirigido por Martin Scorseseé uma homenagem ao chamado Delta Blues, que é um estilo de música específico da região do delta do famoso Rio Mississipi. O filme acompanha o músico Corey Harris numa viagem que vai até o oeste da África, explorando as raízes do blues, além de reunir raríssimas imagens de arquivo de Son House, Muddy Waters e John Lee Hooker.

Realizada por quatro mestres do cinema, esta incrível jornada musical chega ao À La Carte como um tributo ao eterno Blues Boy. Ele cantava “the trill is gone”, mas, para os cinéfilos e amantes do blues, a emoção está apenas começando!!

Sinopses:

O BLUES – BLUES E O PIANO

(The Blues – Piano Blues)

Alemanha/Reino Unido, 2003, 85 min., cor e p/b, documentário, idioma: inglês (legendado), 14 anos.

Direção: Clint Eastwood

Elenco: Albert Ammons, Marcia Ball e Count Basie.

 

O diretor – e pianista – Clint Eastwood explora sua paixão por piano blues, utilizando imagens raras e históricas, além de entrevistas e apresentações de lendas vivas como Pinetop Perkins e Jay McShann, bem como Dave Brubeck e Marcia Ball.

 

O BLUES – CAMINHO PARA MEMPHIS

(The Blues – Road to Memphis)

Alemanha/Reino Unido, cor e p/b, 119 min., idioma: inglês (legendado), 14 anos.

Direção: Richard Pearce

Elenco: Dr. Louis Cannonball Cantor, The Coasters e Jim Dickinson.

 

O diretor Richard Pearce traça a odisséia musical da lenda do blues B.B. King em um filme que homenageia a cidade que deu origem a um novo estilo de blues.

 

O BLUES – A ALMA DE UM HOMEM

(The blues – The Soul of a Man)

EUA/Alemanha, 2003, cor e p/b, 103 min., documentário, idioma: inglês (legendado), 14 anos.

Direção: Wim Wenders

Elenco: Chris Thomas King, Keith B. Brown e James Hughes.

 

A dramática tensão no blues entre o sagrado e o profano ao explorar a música e a vida de três dos artistas de blues favoritos do diretor Wim Wenders: Skip James, Blind Willie Johnson e J.B. Lenoir.

 

O BLUES – DE VOLTA PRA CASA

(Feel Like Going Home)

Alemanha/Reino Unido, 2003, cor e p/b, 110 min., idioma: inglês (legendado), 14 anos.

Direção: Martin Scorsese

Elenco: Sam Carr, Toumani Diabaté e Corey Harris.

 

Primeiro filme da série “The Blues – A Musical Journey”, dirigido por Scorsese e centrado em torno do músico Corey Harris, que viaja pelo Mississippi e segue para a África Ocidental, explorando as raízes da música blues.

Serviço:

Planos de assinatura com acesso a todos os filmes do catálogo em 2 dispositivos simultaneamente.

 

Valor assinatura mensal: R$ 9,90 | Valor assinatura anual: R$ 108,90

Super Lançamentos: Com valores variados, a sessão ‘super lançamentos’ traz os filmes disponíveis no cardápio para aluguel por 72hs.

Para se cadastrar acesse: www.belasartesalacarte.com.br e clique em ASSINE.

Ou vá direto para a página de cadastro: https://www.belasartesalacarte.com.br/checkout/subscribe/signup

 

Aplicativos disponíveis para Android, Android TV, IPhone e Apple TV. Baixe Belas Artes À LA CARTE na Google Play ou App Store.

Cabíria Festival tem segunda edição confirmada

Cabíria Festival tem segunda edição confirmada

 

Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual, em razão da pandemia de Covid-19, terá a sua segunda edição em ambiente online, de 18 a 29 de novembro. Com isso, o evento amplia seu alcance e estará disponível a quem se interessar em todo o país. No mesmo formato virtual, acontece em seguida o  Cabíria LAB de 30 de novembro a 5 de dezembro, ação voltada para as finalistas do Cabíria Prêmio de Roteiro. Toda a programação será gratuita.

Criado para somar ao debate e ações em prol à igualdade de gênero e diversidade na cadeia produtiva do audiovisual, em consonância com diversas iniciativas ao redor do mundo, sua primeira edição foi realizada em 2019, no Rio de Janeiro, com financiamento coletivo, parcerias e voluntariado. Desafiadora, a edição resultou em cinco dias de atividades gratuitas, com uma rede de 70 cineastas, 35 filmes, seminário com painéis, oficinas e masterclass, envolvendo 16 instituições/empresas do setor.

O evento é uma expansão do Cabíria Prêmio de Roteiro que desde 2015 incentiva a valorização de roteiristas mulheres e protagonistas inspiradoras, sob o lema “Por mais mulheres nas telas e atrás das câmeras”. Neste ano, na 5ª edição da premiação, as ações afirmativas ampliaram-se ainda mais através da gratuidade para roteiristas negras, indígenas, mulheres PcD (pessoas com deficiência) e pessoas trans nas quatro categorias de premiação: Piloto de série documental (nova); Longa-metragem de ficção; Argumento infantojuvenil de longa ficção; Piloto de série de ficção.

Encerradas em 31 de julho, as inscrições resultaram em 267 roteiros/argumentos submetidos, sendo 20% de gratuidade para roteiristas dos grupos acima identificados. Os prêmios se convertem, principalmente, em consultorias e laboratórios e, em cada categoria, serão direcionadas ao menos duas vagas para roteiristas negras e indígenas.

O Festival também se orienta pela lógica de ampliação da representatividade em termos de gênero, raça, cor, sexualidade e território. Ao público será oferecida uma ampla programação de obras de cineastas mulheres com sessões de longas e curtas-metragens, debates com as realizadoras, além de painéis, oficinas e masterclasses diversas, voltados para estimular a rede de cineastas mulheres, enriquecer a formação profissional das participantes e provocar reflexões.

Para Marília Nogueira, da Ipê Rosa Produções, e Vânia Matos, da Laranjeiras Filmes, realizadoras do festival, “o evento reforça a importância não apenas da equidade de gênero nos espaços de trabalho, mas também a do protagonismo feminino em suas próprias histórias. No contexto do audiovisual, a iniciativa soma à luta para que mulheres tenham vez e voz ao contar suas vivências, seja escrevendo roteiros, dirigindo projetos ou atuando em personagens de destaque. Já fora das telas, o Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual promove o reflexo desse empoderamento na vida pessoal de cada mulher, incentivando e respeitando seu direito de escolha, suas experiências e demandas”, ressaltam.

Além disso, diante dos cortes dos financiamentos públicos e privados à cultura e da constante ofensiva ao setor promovida pelo governo federal, intensificadas pela pandemia do Covid-19, o Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual reúne profissionais mulheres para resistir e reagir. A ideia é pensar alternativas para desenvolver projetos, resguardar os empregos gerados pela indústria do audiovisual e manter ofertas de programação para o público.

 

PARCERIAS

O festival conta com diversas parcerias, entre elas: Embaixada da França no Brasil, Goethe Institut, Instituto Alana, Videocamp, Spcine, Projeto Paradiso, Tertúlia Narrativa, ETC Filmes, Capital Cinema Cultural Exchange, Cardume Curtas, FRAPA – Festival do Roteiro Audiovisual de Porto Alegre, ROTA – Festival do Roteiro Audiovisual, Serie_Lab, Selo ELAS, Hysteria, Mubi, LATC, ABRA, Wifit Brazil, Imprensa Mahon, entre outras.

SOBRE O PRÊMIO CABÍRIA

Idealizado por Marília Nogueira sob o lema “Por mais mulheres nas telas e atrás das câmeras”, o Prêmio Cabíria foi lançado em 2015. Seu nome resgata uma célebre personagem de Federico Fellini no filme “Noites de Cabíria”, eternizada pela atriz Giulietta Masina. Sua criação colocou em pauta três objetivos principais: estimular roteiristas a criarem histórias com protagonistas mulheres relevantes, diversas e inspiradoras; converter o prêmio em um selo de qualidade para os projetos premiados, visando a ampliação das suas chances de encontrar financiamento e chegar às telas; e contribuir para o aumento de oportunidade e visibilidade a roteiristas mulheres. Em suas quatro edições (2016-2019), o prêmio recebeu inscrições de 427 roteiros protagonizados por mulheres, realizou duas bem-sucedidas campanhas de financiamento coletivo e distribuiu R$40 mil em prêmios.

LARANJEIRAS FILMES

Foco na produção criativa de conteúdos originais e projetos audiovisuais que conciliem excelência estética, impacto social e potencial de comunicação. Com sede no Rio de Janeiro, aberta para o mundo, a produtora, sob as perspectivas de renovação de processos produtivos e no impulsionamento de novas vozes, se organiza em dois núcleos: a Laranjeiras Filmes atende demandas de perfil executivo, consultivo e gerencial de projetos, enquanto o selo Fruto Conteúdo é direcionado para o desenvolvimento criativo e estratégico de conteúdos para todas as mídias e telas. Acredita nos potenciais transformadores da soma de experiências plurais e do trabalho colaborativo para a realização de projetos relevantes, diversos e inspiradores. www.laranjeirasfilmes.com

 

Por Anna Barros

‘Sementes: Mulheres Pretas no Poder’ tem estreia online e de forma gratuita

‘Sementes: Mulheres Pretas no Poder’ tem estreia online e de forma gratuita

Dirigido por Éthel Oliveira e Júlia Mariano o filme mostra Jaqueline Gomes, Mônica Francisco, Rose Cipriano, Renata Souza, Tainá de Paula e Talíria Petrone –  mulheres pretas que responderam ao brutal assassinato da vereadora Marielle Franco com ações políticas

Com estreia online marcado para o dia 07 de setembro, “SEMENTES: MULHERES PRETAS NO PODER” dirigido por Éthel Oliveira e Júlia Mariano, poderá ser visto gratuitamente através do site embaubafilmes.com.br. O filme acompanha, escuta e revela quem são algumas das mulheres pretas na política do Brasil, que emergiram após o brutal assassinato de Marielle Franco. Em um país com a menor representação parlamentar feminina na América do Sul e com menos de 10% de cadeiras, existentes na câmara dos deputados, ocupadas por mulheres – responder politicamente ao assassinato de Marielle Franco significou candidatar-se a cargos de deputadas federal e estadual nas eleições de 2018, disputar o espaço da política institucional do qual Marielle foi brutalmente arrancada.

No Rio de Janeiro em 14/03/2018, a vereadora Marielle Franco é brutalmente executada. Tristeza e indignação inundam os dias posteriores ao assassinato. Milhões de brasileiros saem às ruas, em todo país e no resto do mundo, para cobrar justiça e uma resposta que até hoje não temos: quem mandou matar Marielle Franco?

A tentativa de silenciamento da vereadora se transformou em força e luta. Marielle era semente. Seus assassinos não imaginavam que seu legado se multiplicaria em novas forças políticas femininas, em sua maioria de mulheres pretas e periféricas como ela, que vieram em forma de organização política e anunciaram suas candidaturas aos cargos de deputada federal e estadual nas eleições de 2018. Houve um aumento de 93% em candidaturas autodeclaradas pretas em 2018.

SEMENTES: MULHERES PRETAS NO PODER” foi rodado no Rio de Janeiro, durante o primeiro turno das eleições de 2018 no Brasil, acompanhando seis candidatas: Mônica Francisco,  Renata Souza, Talíria Petrone, Rose Cipriano, Tainá de Paula e Jaqueline Gomes e mostra como é o processo de construção dessas mulheres como figuras políticas, como driblam as dificuldades financeiras e trazem de volta às urnas eleitores desacreditados que desistiram do voto.

O longa foi feito com baixo orçamento, e sempre teve uma equipe majoritariamente feminina e com paridade entre mulheres brancas e pretas. Sua equipe técnica é formada por mulheres pretas na direção, roteiro, direção de fotografia e trilha sonora, o que garantiu a elas estar em posições de chefia e, mais que nada, que o olhar do filme fosse pelas perspectivas diversas dessas mulheres pretas, assim como as retratadas em frente às câmeras.  “SEMENTES: MULHERES PRETAS NO PODER”  é o primeiro longa da co-diretora Éthel Oliveira, da fotógrafa Marina Alves e da roteirista Lumena Aleluia. Uma escolha da produtora executiva e co-diretora Júlia Mariano, que coloca em perspectiva o próprio cinema brasileiro e toda a produção de memória e história que vem com ele. Um cinema fundado no fazer de pessoas brancas, que desconsidera outras perspectivas e olhares de mundo. Esse mono-olhar branco, que constrói nosso imaginário coletivo, é redutor e empobrecedor. Mas para além disso, é também constitutivo do racismo estrutural brasileiro. É só se perguntar como o corpo feminino negro é trabalhado no cinema nacional – para se ter o tamanho do problema.

SEMENTES: MULHERES PRETAS NO PODER” nasce do desejo de contar como a barbárie da morte de Marielle Franco se transformou no maior levante político conduzido por mulheres negras que esse país já viu e nasce também, com o objetivo de quebrar, de certa forma, essa cultura no audiovisual, e mostrar uma história sobre lideranças negras, contadas por profissionais negras.

 

AS PERSONAGENS

MÔNICA FRANCISCO, 48 anos

Ex- assessora de Marielle Franco, é pastora evangélica e militante do movimento de favelas no Rio de Janeiro. Se define como “mulher, negra e defensora da Comunicação Comunitária e Popular”. Durante muitos anos atuou no Movimento de Rádios Comunitárias e é fundadora da Rede de Instituições do Borel e do Grupo Arteiras. Integrou a equipe da Mandata da vereadora Marielle Franco na equipe de Favelas. É natural do Morro do Borel, está filiada ao PSOL RJ e foi eleita deputada estadual em 2018 com 40.631 votos.

 

ROSE CIPRIANO, 45 anos

É professora da rede municipal de Duque de Caxias. Nascida na Vila Cruzeiro e criada na Figueira, comunidades icônicas do Rio de Janeiro, ingressa no Instituto de Educação Roberto Silveira em 1989. Se gradua em Matemática e se especializa em educação especial. Na juventude, atuou na Pastoral do Negro, em São João de Meriti e Caxias, e no PVNC (Pré-Vestibular para Negros e Carentes). Foi professora da rede estadual entre 1992 e 1996 e desde 1997 ensina na rede municipal de Duque de Caxias mesclando suas atividades com as do SEPE-Caxias, órgão do qual faz parte desde 2006. Esse é o lugar e o olhar de Rose: a periferia, a luta das mulheres e dos negros e negras, a educação pública e de qualidade para todos. Foi candidata a deputada estadual pelo PSOL-RJ, obteve 17.483 votos em 2018.

 

TAINÁ DE PAULA, 35 anos

É arquiteta e urbanista, ativista feminista, atua nas áreas de habitação popular, planejamento urbano e arquitetura pública. Coordenadora Regional da Plataforma Brasil Cidades, integrante da Comissão para a Equidade de Gênero no CAU/RJ e presta assistência técnica para o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) do Rio de Janeiro. Integra os coletivos #partidA Feminista e Intelectuais Negras Zacimba Gaba. Tainá de Paula foi candidata a deputada estadual pelo PcdoB em 2018, obtendo um pouco mais que 8500 votos.

 

JAQUELINE GOMES, 40 anos

Jaqueline é mulher negra e a primeira trans a ser candidata pelo Partido dos Trabalhadores no Rio de Janeiro a uma vaga na câmara legislativa no Rio de Janeiro. Jaque também é professora na Baixada Fluminense, pesquisadora, comprometida com os direitos humanos e a luta contra o racismo, o machismo, as LGBTfobias e quaisquer outras intolerâncias. Sua bandeira é construir um mandato coletivo a serviço da justiça, da educação pública, dos direitos das mulheres, da igualdade e da efetiva valorização da diversidade. Reconhecendo sua trajetória única, a vereadora Marielle Franco lhe concedeu a Medalha Chiquinha Gonzaga em 2017. Jaqueline foi candidata a deputada estadual pelo PT RJ, obtendo um pouco mais que 2200 votos.

 

RENATA SOUZA, 36 anos

Jornalista e cria da Maré, foi eleita como deputada estadual com mais de 60.000 votos. Renata se define como mulher, negra e feminista. Parceira de Marielle Franco desde 2000, quando se conheceram no Censo da Maré, pré vestibular comunitário frequentado por ambas. Pós-doutoranda em Comunicação pela UFF, Renata atua desde 2006 na política institucional, quando junto com Marielle, compôs a comissão de direitos humanos da ALERJ, presidida pelo deputado estadual Marcelo Freixo. Desde então, a pauta da Segurança Pública é central em suas ações, seja na militância nos movimentos sociais, na política partidária e também na universidade. Renata já conhece a máquina do estado por dentro e teve uma base partidária mais sólida para sua candidatura. Em 2018, foi eleita deputada estadual pelo PSOL RJ e desde o princípio do seu mandato preside a comissão de direitos humanos da ALERJ, colidindo de frente com a política de segurança do governador Wilson Witzel.

 

TALÍRIA PETRONE, 33 anos

Eleita deputada federal, em 2018, com mais de 100.000 votos, havia sido a vereadora mais votada, em Niterói, em 2016. Desde o início de seu mandato Talíria enfrenta ameaças e a intolerância, principalmente nas redes sociais. Mensagens de ódio, recobertas de violência como “tem que voltar pra senzala”, “tem que meter uma bala na cara” são constantes nas redes sociais da, hoje, deputada. Talíria enfrentou a animosidade de vereadores da Câmara de Niterói, onde diariamente, precisou responder aos insultos e atos de intolerância cometidos por seus “colegas de trabalho”. Desde a execução de Marielle vive sob escolta policial, só se locomovendo em carro blindado. Diz que a única resposta possível a tudo isso é seguir firme e em frente na luta e na política, disputando ainda mais estes territórios institucionais. “Não vão nos calar!” reafirma.

SINOPSE:

Em resposta à execução de Marielle Franco, as eleições de 2018 se transformaram no maior levante político conduzido por mulheres negras que o Brasil já viu, com candidaturas em todos os estados. No Rio de Janeiro, Mônica Francisco, Rose Cipriano, Renata Souza, Jaqueline de Jesus, Tainá de Paula e Talíria Petrone se candidataram aos cargos de deputada estadual ou federal. O documentário acompanhou essas mulheres, em suas campanhas, mostrando que é possível uma nova forma de se fazer política no Brasil, transformando o luto em luta.

 

FICHA TÉCNICA:

Direção: Éthel Oliveira e Júlia Mariano

Produção Excutiva: Júlia Mariano |  Noix Cultura

Roteiro: Éthel Oliveira, Helena Dias, Júlia Mariano e Lumena Aleluia

Direção de Fotografia: Marina Alves

Direção de Arte: Julia Rocha

Coordenação de Produção: Helena Dias

Montagem: Mariana Penedo, edt.

Montagem Adicional: Gabriela Paschoal, edt.

Som direto: Anne Santos, Irla Franco e Vitória Parente

Edição de Som: Simone Alves
Trilha Sonora Original: Maíra Freitas

Mixagem: Daniela Pastote

Assistente de Produção Executiva: Júlia Araújo

Produção Brasília: Camilla Shinoda

Fotografia Adicional (Brasília): Carol Matias, David Alves

Som direto Adicional (Brasília): Juciele Fonseca

Distribuição: Embaúba Filmes

Distribuição de Impacto: Taturana Mobilização Social

Ano: 2020

País: Brasil

Gênero: Documentário

Duração: 100

Classificação: 14 anos

 

Sobre a NOIX CULTURA:

Produtora audiovisual com foco em documentários, a Noix Cultura foi fundada por Júlia Mariano em 2016. Com dez anos de experiência em realização de documentários e programas de TV, atuando tanto em direção como em roteiro e produção, Júlia Mariano funda a Noix Cultura com o objetivo de realizar documentários engajados em temáticas de defesas de direitos humanos. Em 2017, recém criada, a Noix realiza em co-produção com a Jurubeba Produções a série documental Desde Junho, que revisita 2013 pela perspectiva do midiativismo, com financiamento via FSA/ANCINE, exibida pela Rede EBC e, em segunda janela pelo canal CinebrasilTV, incluindo VOD. Desde 2018 a produtora se dedica ao desenvolvimento, captação e realização realização do documentário “Sementes: mulheres pretas no poder”.

 

Sobre ÉTHEL OLIVEIRA (co-diretora)

Documentarista, cineclubista e montadora. Estudou Ciências Sociais na UFF onde desenvolveu inúmeras pesquisas junto ao Laboratório do Filme Etnográfico com povos guaranis do Rio e de Mato Grosso do Sul. Por dez anos anos residiu em Olinda onde foi atravessada por todo universo da cultura popular pernambucana e junto de alguns grupos desenvolveu projetos em torno do comunicação popular e dos direitos humanos. Seus últimos trabalhos são Terceira Diáspora e Vinte de Novembro (2011), Arremate (2017) e a Mostra Baobá de Cinemas Africanos do Recife (2018).

 

Sobre JÚLIA MARIANO (co-diretora e produtora executiva)

Julia Mariano atua como diretora, produtora e roteirista. Formada em direção na Escola de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños (EICTV), em Cuba (2005), entre 2008 e 2009 foi estudante convidada da Baden-Württemberg Filmakademie, Stuttgart, Alemanha, onde dirigiu o documentário Gegen den Strom (Contra-Corrente). Trabalhou como pesquisadora e roteirista em diversos programas de televisão, tais como Vai Pra Onde? (MSW)Viver para Contar (Discovery Channel), Revista do Cinema Brasileiro (TV Brasil) e Conexões Urbanas (MSW). Em 2012, produziu e roteirizou o longa-metragem A Batalha do Passinho, (Melhor Documentário na Mostra Novos Rumos no Festival do Rio, 2013). Em 2014 Júlia Mariano dirige Ameaçados – Prêmio do Público no festival Curta Cinema (Rio de Janeiro, 2014); Prêmio do Público no 25º Kinoforum (São Paulo, 2014), Melhor Direção no Festival Guarnicê (Maranhão, 2016). Em 2016 produziu e roteirizou Deixa na Régua (Prêmio Especial do Juri, Festival do Rio, 2016). Em 2017 funda a NOIX CULTURA e dirige a série documental Desde Junho. Atualmente realiza o longa documentário SEMENTES, produzido pela Noix Cultura.

 

Sobre a EMBAÚBA FILMES http://embaubafilmes.com.br

A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. A empresa é dirigida por Daniel Queiroz, que vem de uma experiência prévia de mais de 10 anos como programador de cinema. Queiroz é um dos coordenadores da Semana de Cinema, que acontece no Rio de Janeiro e trabalhou anteriormente no Cine Humberto Mauro, no Cine 104, no Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte e no Festival de Brasília, dentre outros. A Embaúba possui, em seu catálogo, premiados filmes como Arábia, de Affonso Uchôa e João Dumans, Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messara; Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes e No Coração do Mundo, de Gabriel Martins e Maurílio Martins. A distribuidora busca se diferenciar pela qualidade dos filmes lançados, apostando em obras de grande relevância cultural e política.