O longa-metragem usa o surrealismo para retratar como a especulação imobiliária potencializa as desigualdades sociais
NEW LIFE S.A., de André Carvalheira, estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 3 de dezembro, nas cidades de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Aracaju, Altamira, Alfenas, Araras, Bragança Paulista, Itajubá, Marabá, Pouso Alegre, Resende, Mineiros, Rio Verde, Serra Talhada, Vitória da Conquista e Santos.
Sobre o Filme
Um novo condomínio residencial em Brasília promete resgatar os ideais de uma nova sociedade que servirá de base à uma refundação da capital. Porém, a utopia se choca com a realidade diante de um sistema corrompido, que tem como objetivo central o lucro acima de qualquer custo.
Esta é a narrativa do longa-metragem brasiliense NEW LIFE S.A., que foi lançado em festivais em 2019, durante o 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, na Mostra Oficial e na Mostra Brasília e estreia nos cinemas brasileiros, com distribuição da Pandora Filmes.
A obra, realizada pela produtora Machado Filmes (T-Bone Açougue Cultural, Plano B e Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa), foi dirigida pelo estreante pernambucano-brasiliense André Carvalheira e tem o roteiro assinado por Aurélio Aragão.
NEW LIFE S.A. apresenta a história de Augusto, um jovem arquiteto bem-sucedido que planejou um grande condomínio em Brasília, onde seus habitantes viveriam uma nova vida. O lugar deveria contemplar as virtudes de um homem renovado. No entanto, a utopia de Augusto se choca com a realidade ao seu redor.
Segundo o diretor André Carvalheira a ideia do filme veio de uma inquietação com a estrutura social, uma vontade de falar disso a partir de uma percepção do absurdo que é. E não a toa o filme é rodado na cidade de Brasília, “Brasília nasceu de uma utopia urbanística e arquitetônica que foi se desvirtuando. Tornando distantes a utopia e a realidade. Assim como acontece na obra em torno da qual gira o filme“, diz Carvalheira. A trama tem como objetivo abordar a questão ética, que é posta em xeque em prol do lucro a qualquer custo. Partindo do canteiro de obra e do entorno do condomínio, o filme revela a falta de escrúpulos dos personagens, em meio a um sistema já corroído pela corrupção. Para isso, o filme aposta no tom sarcástico e contemplativo da narrativa, sem apresentar respostas nem saídas morais para a situação. Trata-se de um mergulho nas sombras da burocracia, para que se observe a atual condição social do ambiente apresentado.
No elenco estão presentes os atores Renan Rovida, Wellington Abreu, Murilo Grossi, André Deca, Catarina Accioly, Fernanda Rocha, Bianca Terraza, Larissa Mauro, Edu Moraes, Rodrigo Lelis, Marcelo Pelucio, Vanise Carneiro, João Rafael, Sergio Sartório, Juliano Coacci, Leandro Coelho, Karina Cardoso, Maria Stella, Mariah Praia, Ana França, Jessica Cardoso, Rômulo Augusto, Edmilson Braga, Marcio Rodrigues e Davi Luca.
NEW LIFE S.A. foi desenvolvido e produzido com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal FAC-DF
Sinopse:
“New Life S/A” conta a história de Augusto, um jovem arquiteto bem-sucedido que planejou um grande condomínio em Brasília no qual seus habitantes viveriam um novo tipo de vida. O lugar deveria contemplar as virtudes de um homem renovado. No entanto, a utopia de Augusto se choca com a realidade ao seu redor.
FICHA TÉCNICA:
NEW LIFE S.A. Direção: André Carvalheira Produção executiva: Alisson Machado Roteiro: Aurélio Aragão Fotografia: Krishna Schmidt Montagem: Marcius Barbieri Direção de arte: Maíra Carvalho Desenho de som: Olívia Hernandez Trilha sonora: Luiz Olivieri Produtora: Machado Filmes Ano: 2018 Duração: 79 minutos Gênero: ficção, drama Classificação indicativa: 14 anos Distribuição: Pandora Filmes
Sobre o Diretor
André Carvalheira: iniciou no cinema em 1996 como assistente de câmera. Atua no audiovisual como diretor e diretor de fotografia. Formou-se em cinema pela ESEC – Paris, França (Escola Superior de Estudos Cinematográficos) e titulou-se mestre em cinema pela Universidade de Brasília. Foi responsável pela fotografia de curtas, longas-metragens, séries e documentários para TV. Dirigiu os curtas-metragens Instante, A Dança da Espera, Toda Brisa, Dia de Folga e Um Certo Esquecimento.
Sobre a Produtora
A Machado Filmes foi criada em 2010 com o objetivo desenvolver conteúdos autorais independentes, voltados para transformação, que reflitam arte, cultura e sociedade. Movida pela vontade de contar boas histórias, debater narrativas e pensar a linguagem audiovisual, a cada ano revela novos talentos e amplia seu portfólio com criação e gestão de projetos audiovisuais. Em 2013 lançou três longas-metragens: T-Bone, Plano B, Melhor Montagem e Melhor Longa e Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa, Melhor Trilha Sonora no Festival de Brasília. Em 2014 o doc Indio Cidadão? Toféu Jesco Von Puttkamer FICA 2015. Nesse mesmo ano, lançou os documentários Índios no Poder, finalista do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e “Ninguém Nasce no Paraíso”, Melhor Curta Júri Popular na Mostra Brasília do 48º Festival de Brasília, filme integrante da 10ª Mostra Direitos Humanos no Mundo. Em 2018, lançou o longa-metragem New Life S.A. prêmios de Melhor filme e Melhor Ator na Mostra Brasília 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e o curta-metragem Riscados Pela Memória premiado no 51º Festival de Brasília (Melhor som), que participou de mais de 50 festivais no Brasil e no exterior, levando mais de vinte prêmios.
Sobre a Pandora Filmes A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.
No novo vídeo do filme “M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida”, divulgado hoje, Cida (Mariana Nunes), auxiliar de enfermagem que dedicou sua vida para ver o filho Maurício (Juan Paiva) ingressar na faculdade, enfrenta o desânimo dele frente às dificuldades dessa nova etapa. A relação entre mães e filhos é um ponto forte e de encontro no filme, seja no vínculo do protagonista e sua mãe, no relato das mães negras que clamam pelos filhos desaparecidos, ou no conflito entre Suzana (Giulia Gayoso) e a mãe (Malu Valle), que não aceita o relacionamento dela com Maurício.
Produzido pela Migdal e distribuído pela Paris Filmes, “M-8” estreia em 3 de dezembro nos cinemas. Baseado no livro homônimo de Salomão Polakiewicz, o filme, além de refletir sobre preconceito e exclusão, toca em questões universais sobre sentimentos e relacionamentos.
Confira o trailer:
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“M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida”, dirigido pelo cineasta Jeferson De (do premiado “Bróder”), é baseado no livro homônimo de Salomão Polakiewicz e conta a história de Maurício (Juan Paiva), um calouro da prestigiada Universidade Federal de Medicina, filho de Cida (Mariana Nunes), uma auxiliar de enfermagem, que dá duro para ver seu filho entrar pra faculdade . Em sua primeira aula de anatomia, Maurício é apresentado a M-8 (Raphael Logam), corpo que servirá para estudo dele e dos amigos durante o primeiro semestre. Em uma jornada permeada de mistério e realidade, Maurício enfrenta suas próprias angústias para desvendar a identidade desse rosto desconhecido.
Elenco
Maurício – Juan Paiva
M-8 – Raphael Logam
Cida – Mariana Nunes
Suzana – Giulia Gayoso
Domingos – Bruno Peixoto
Gustavo – Fábio Beltrão
Ilza – Zezé Motta
Sá – Ailton Graça
Sinvaldo – Alan Rocha
Dr. Djalma – Henri Pagnoncelli
Carlota – Malu Valle
Dona Angela – Léa Garcia
Mãe de Santo – Dhu Moraes
Salomão – Pietro Mario
Emília – Tatiana Tibúrcio
Motorista da Funerária – Lázaro Ramos
Marquinhos – Bernardo Dugin
Francisco – Sérgio Loureiro
Policial 1 – Higor Campagnaro
Policial 2 – Rocco Pitanga
Ficha técnica
Direção: Jeferson De
Produção: Iafa Britz e Carolina Castro
Roteiro: Jeferson De e Felipe Sholl
Colaboradores: Carolina Castro, Cristiane Arenas, Iafa Britz e Paulo Lins
Autor da obra original: Salomão Polakiewicz
Produtor associado: Romulo Marinho Jr.
Diretor de Fotografia: Cristiano Conceição
Diretor de Arte: Daniel Flaksman
Figurinista: Cris Kangussu
Produtora de elenco: Marcela Altberg
Produtora associada: Buda Filmes
Patrocínio do BRDE/FSA-Ancine
Sobre a Migdal Filmes
A Migdal Filmes é uma produtora carioca com diversificada carteira de projetos audiovisuais. Em seu line up, a empresa coleciona títulos que vão de grandes recordes de bilheteria a premiadas ficções e documentários. Dentre seus mais conhecidos projetos estão os três filmes da trilogia de “Minha Mãe É Uma Peça” (2013, 2017 e 2020), fenômeno de público e crítica; a comédia “Carlinhos e Carlão”, estrelado pelo ator Luis Lobianco e dirigido por Pedro Amorim para o Amazon Prime Video; o filme “Casa Grande”, de Fellipe Barbosa, indicado a mais de dez festivais internacionais e premiado no festivais do Rio, de Toulouse, Rotterdam e outros; e o também consagrado documentário musical “Cássia Eller”, de Paulo Henrique Fontenelle.
A Migdal também é responsável pela produção de longas como “Linda de Morrer”, comédia estrelada por Glória Pires; “Irmã Dulce”, de Vicente Amorim, cinebiografia da Santa Dulce dos Pobres, “Nosso Lar”, em parceria com a Cinética Filmes, que levou mais de 4 milhões de espectadores aos cinemas de todo o Brasil.
Para TV, a Migdal produziu séries como “Matches” (Warner Chanell), as três temporadas da série antológica “As Canalhas” (GNT); as cinco temporadas do humorístico “220 Volts” (Multishow), e está em desenvolvimento de vários outros projetos de diferentes generos para streaming. Este ano entra em produção da segunda temporada de “Matches”, e da série “Minha Máe É Uma Peça” (Globoplay).
No line up para 2020/2021, a Migdal tem três filmes com perfis muito variados a serem lançados: a comédia “Amarração do Amor”, dirigida por Caroline Fioratti, com Cacau Protásio, Ary França e grande elenco; e “M-8 — Quando a Morte Socorre a Vida”, de Jeferson De. E prepara a produção de “O Fim da Inocência”, dirigido por João Jardim, a comédia “Hotel Não Incluído”, com direção de Tomás Portella e a segunda temporada da série “Matches” para o Warner Channel.
Primeiro longa de ficção da diretora Marcela Lordy, “O LIVRO DOS PRAZERES” é uma livre adaptação da obra “Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres”, de Clarice Lispector, e recebeu no último domingo, três prêmios no Festival de Vitória, Melhor Roteiro para Josefina Trotta e Marcela Lordi, Melhor Atriz para Simone Spoladori (junto com a Dira Paes) e Menção Honrosa para Fotografia de Mauro Pinheiro Jr. Uma das mais importantes escritoras em língua portuguesa do século XX, Clarice Lispector faria 100 anos no dia 10 de dezembro.
“O LIVRO DOS PRAZERES” é uma coprodução Brasil-Argentina, entre bigBonsai, Cinematográfica Marcela, Rizoma Films, República Pureza e Canal Brasil, o filme traz para os tempos atuais a narrativa do livro publicado em 1969 e foi exibido na 44aMostra Internacional de Cinema.
O filme acompanha Lóri (Simone Spoladore), uma professora que vive a monotonia de uma rotina de trabalho e relacionamentos furtivos até que conhece Ulisses (Javier Drolas), um professor de filosofia argentino, egocêntrico e provocador. É com ele que Lóri aprende a amar enfrentando sua própria solidão. Uma jornada de investigação íntima, de cara a cara com a angústia e a dor, numa trajetória só possível pelo encontro, troca e aprendizado entre os dois.
“Um romance psicológico erótico sobre o ponto de vista de uma mulher contemporânea em busca de conexões afetivas reais”, coloca a diretora Marcela Lordy, que completa, “A vontade de adaptar ‘Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres’ para o cinema surgiu da minha necessidade de olhar mais de perto para a velocidade com que as relações afetivas se formam e se desfazem nos dias de hoje. Estava morando sozinha pela primeira vez quando me deparei com Lóri e seus desafios existenciais da maturidade. Ao ler o livro, senti que havia algo sagrado ali sobre o amor e a autorrealização feminina na sociedade patriarcal brasileira que ainda precisava ser resgatado”, completa. Algo difícil, não só na literatura da época, mas ainda nos dias de hoje, mais de 50 anos após a publicação do livro.
O “O LIVRO DOS PRAZERES” acompanha Lóri em sua descoberta de si, do outro e do mundo. Um cinema da normalidade, das coisas não-extraordinárias, propondo, no entanto, um olhar extraordinário sobre o cotidiano. Esta narrativa sensorial sugere a possibilidade de uma relação amorosa estável desconstruindo o mito do amor romântico no qual a obrigação de fazer o outro feliz sai do cônjuge e vai para o indivíduo e suas escolhas.
“No momento em que o cinema brasileiro vive um processo de desmonte e asfixia de recursos, o filme rodado no Rio de Janeiro, – em locações presentes no livro como a orla da praia do Leme e a Floresta da Tijuca, – já se torna resistência no cinema autoral.”, diz a diretora. Desde a primeira versão do roteiro, o papel de Lóri já era da atriz Simone Spoladore, com quem Marcela Lordy trabalhou anteriormente no telefilme A Musa Impassível e no curta metragem Sonhos de Lulu. Já o ator argentino Javier Drolas entrou no projeto por seu talento, proximidade com a cultura brasileira e pelo fato do “O LIVRO DOS PRAZERES” ser uma coprodução com a Argentina.
Com roteiro da também argentina Josefina Trotta em parceria com a própria diretora Marcela Lordy e com produção de Deborah Osborn e Marcela Lordy, “O LIVRO DOS PRAZERES” conta com a fotografia de Mauro Pinheiro, direção de arte de Iolanda Teixeira, montagem da argentina Rosário Suárez e trilha sonora original de Edson Secco. O longa tem participação especial da artista plástica Letícia Ramos criando os intertítulos do filme em 16mm, do artista visual Pedro Cezar Ferreira nas aquarelas e do fotógrafo Wladimir Fontes, em imagens de pinhole e still q aparecem ao longo do filme. A distribuição no Brasil é da Vitrine Filmes e chegará nos cinema no segundo semestre de 2021.
FICHA TÉCNICA
Direção: Marcela Lordy
Elenco: Simone Spoladore (Lóri), Javier Drolas (Ulisses), Felipe Rocha (Davi), Gabriel Stauffer (Carlos), Martha Nowill (Luciana) e Teo Almeida (Otto)
Participação Especial: Leandra Leal, Julia leal Youssef e Ana Carbatti
Produção: Deborah Osborn, Marcela Lordy, Felipe Briso e Gilberto Topczewski
Coprodução: Hernán Musaluppi, Natacha Cervi e Marcello Ludwig Maia
Produção Executiva: Marcello Ludwig Maia, Deborah Osborn, Camila Nunes e Rocío Scenna
Direção de Produção: Manuela Duque
Assistência de Direção: Renata Braz
Produção de Elenco: Marcela Altberg e Gustavo Chantada
Preparação elenco: Tomás Rezende
Empresas Produtoras: bigBonsai e Cinematográfica Marcela
Empresas Coprodutoras: Rizoma, República Pureza e Canal Brasil
Distribuidora: Vitrine Filmes
SOBRE A DIRETORA
Marcela Lordy é diretora, roteirista e produtora. Graduada em cinema na FAAP, estudou direção de atores na EICTV, em Cuba e foi assistente de importantes cineastas como Walter Salles, Hector Babenco e Carlos Nader. Entre o cinema, a televisão e as artes visuais seus filmes ‘Sonhos de Lulu’ (2009), ‘A Musa Impassível’ (2010), ‘Aluga-se’ (2012) e ‘Ouvir o Rio: uma escultura sonora de Cildo Meireles’ (2012) foram programados e premiados em diversos festivais e museus mundo afora. Seu curta ‘Ser O Que Se É’ (2018) virou um fenômeno digital com 5 milhões de views em 1 mês. Para a televisão dirigiu episódios da série infanto-juvenil ‘Julie e os Fantasmas’, vencedora do APCA 2011 e indicada ao Internacional Emmy Awards 2012, e ‘Passionais’ veiculada na Globosat.
Em 2012, fundou a Cinematográfica Marcela, uma produtora independente de caráter cultural passando a coproduzir os filmes de sua autoria. Júri e parte da comissão de seleção de diversos festivais e editais, coordenou a cadeira de documentário da AIC de 2014 a 2017. Coroteirista dos seus curtas e longas, este ano estreia ‘O Livro dos Prazeres’, seu 1º longa-metragem de ficção, em coprodução com a bigBonsai, República Pureza e a produtora argentina Rizoma Films. Atualmente desenvolve a série ‘Made in China’, com a Mar Filmes e ‘Aline’, seu 2º longa de ficção com a Klaxon e a Sudaca Films do Peru.
“O LIVRO DOS PRAZERES” é uma coprodução internacional entre o Brasil e a Argentina. O filme é o primeiro longa-metragem de ficção da bigBonsai, que já possui vasta experiência na produção de documentários, conteúdo para marcas e programas de TV e da Cinematográfica Marcela, produtora criada pela diretora para coproduzir os filmes de sua autoria. A Rizoma Films é uma das mais importantes produtoras argentinas da atualidade, sendo responsável por filmes de forte repercussão internacional como “Medianeras” (Gustavo Taretto) e “Whisky” (Pablo Stoll e Juan Pablo Rebella). Já a coprodutora carioca República Pureza é conhecida como uma das mais importantes produtoras de cinema autoral do país. O filme também conta com a coprodução do Canal Brasil.
A 9ª edição do Cinecipó, festival do filme insurgente idealizado Cardes Monção Amâncio e Daniela Pimentel de Souza, estreia no digital com o objetivo de fazer o público refletir e consumir as produções audiovisuais nacionais realizadas por indígenas, negros, LGBTQIA+ e brancos dissidentes aliados nas lutas. No ar entre os dias 30 de novembro e 28 de dezembro, o evento visa explorar projetos que vão além das fronteiras ao selecionar, entre 500 inscritos, filmes que mergulham nas várias culturas que existem dentro do Brasil. Ao longo das semanas, também fica disponível programação focada no público infantil. Entre curtas e longas, mais de 60 produções são exibidas gratuitamente no site www.cinecipo.com.br .
Dividido em quatro mostras, os filmes foram divididos por eixos: “Derivas”, filmes que trazem algum aspecto de performance; “Retomadas”, produções que se apropriam de arquivos ou reconstroem uma narrativa por meio de outras histórias/imagens; “Vigílias”, que partem do cinema mais realista que enfrenta alguma questão; e “Sonhos”, narrativas que são subvertidas de alguma forma. A sessão de abertura fica por conta do colombiano “Nossa Voz de Terra – Memória e Futuro”(Marta Rodriguez e Jorge Silva), recém restaurado e relançado no Festival de Berlim de 2019. O festival também conta com exibição única e comentada, antes da estreia no circuito comercial, de “Sertânia”, de Geraldo Sarno;
“A proposta de curadoria desta edição do Cinecipó foi elaborada através de muito diálogo o que considero ser o ponto forte da edição. Explico: a inserção da Curadoria Jovem no Festival e a rotatividade dos nossos discursos sobre os filmes durante o processo criativo se deu de uma maneira coletiva, em que nossos olhares lampejavam nas insurgências dos filmes inscritos e isso deveria ser trazido nos intensos debates, quando nos reunimos de forma online. O grupo heterogêneo que somos, construiu quatro eixos a partir do olhar, da escuta e do tato que os títulos convocavam”, explica a curadora Carina Maciel. “Nossa montagem é um convite à partilha, os eixos e a programação são as coordenadas para que mais corpos estejam presentes no mesmo tempo e espaço através do cinema”, complementa.
A programação geral da 9ª edição do Cinecipó, conta com mais de 60 filmes, entre eles curtas e longa metragens ficcionais e documentais. “Acredito que essa edição do Cinecipó vai acabar se tornando uma boa oportunidade para que as pessoas vejam ou revejam grandes filmes que já deram as caras durante o ano. Contudo, talvez o diferencial seja exatamente essa proposta de organização dos programas, considerando algumas recorrências e diferenças que observamos nesse conjunto de filmes”, reflete o curador Gabriel Araújo. “Acho que também existe um importante gesto de reunir filmes produzidos por corpos diversos – pessoas negras, indígenas, cis e trans -, localizados em diferentes partes do país”, diz.
Entre os títulos de destaque da seleção do Cinecipó estão: “Esperança 1770” (Carmen Kemoly) e “A Morte Branca do Feiticeiro Negro” (Rodrigo Ribeiro), produções que trazem reparações históricas às personagens reais, pessoas negras escravizadas no Brasil; os curtas inéditos “Nas giras do vento” (César Guimarães, Pedro Aspahan) e “Candombe do Açude: o passado contade pelo Canto. Ep 1: Pandemia – Isolamento ou Respiro?” (Danilo Candombe); as produções LGBTQI+ : “Bonde” (Asaph Luccas), Gênesis (Juan Augustin Greco e Maria Sanchez Martinez), Perifericu, À beira do planeta mainha soprou a gente (Bruna Barros) e Rebu – A Egolombra de uma Sapatão Quase Arrependida (Mayara Santana) ; a potência dos corpos negros performando em cena nos filmes Julite (Castiel Vitorino), INSTITUIÇÃO_INTUIÇÃO (Ana Pi), República (Grace Passô), Rio das Almas e Negras Memórias (Taize Inácia e Thaynara Rezende), CoroAção (Juciara Áwô e Luana Arah), Tudo que é apertado rasga (Fábio Rodrigues Filho); e conteúdo indígena em títulos como Mãtãnãg, A Encantada (Shawara Maxakali e Charles Bicalho), O verbo se fez carne (Ziel Karapotó), #Kipaexoti (Coletiva da ASCURI), Nakua pewerewerekae jawabelia / Hasta el fin del mundo / Até o fim do mundo (Margarita Rodriguez Weweli-Lukana & Juma Gitirana Tapuya Marru ), Jakaira (Coletiva da ASCURI), Virou Brasil (Pakea, Hajkaramykya, Arakurania, Petua, Arawtyta’ia, Sabiá e Paranya), ZAWXIPERKWER KA?A – Guardiões da Floresta (Jocy Guajajara, Milson Guajajara).
Patrocínio MGS
Apoio Embaúba
Projeto 9ºCinecipó, nº 0907/2018, aprovado no Edital IF 2018-2019 oriundo da Política de Fomento à Cultura Municipal (Lei nº 11.010/2016).
Filme de abertura – disponível de 29/11, 19hs, até 1/12, 20hs
Nossa Voz de Terra – Memória e Futuro (Nuestra Voz de Tierra – Memoria Y Futuro) Diretores: Marta Rodriguez e Jorge Silva Documentário experimental / 90min / 1982 Sinopse: O filme tenta uma junção entre dois termos arbitrariamente considerados diferentes: o registro documental e a encenação. O filme acompanha cinco anos de experiência com um grupo indígena para expor sua difícil realidade no mundo moderno. O complexo processo que vai da submissão à organização e luta pela manutenção de sua cultura é enfocado de maneira crítica nesta produção colombiana.
Programação Infantil – 30 de novembro a 28 de dezembro
Trincheira Dir. Paulo Silver 2019 | Ficção | 14 min Sinopse: Num aterro de lixo, um garoto observa o imponente muro de um condomínio de luxo. Gabriel usa de sua imaginação para construir seu mundo fantástico.
Histórias de Yayá – A concha (Ep.1) Dir. Reinaldo Sant?ana 2019 | Animação | 14 min
Sinopse: Nossa personagem surge no exato momento em que, foi capturada na Serra Leoa na África. Ela faz um juramento a Iemanjá de preservar as estórias do povo africano. Quando o navio negreiro está no meio do atlântico, Iemanjá surge parando o tempo e aceita a promessa desta menina chamada Yayá, que recebe da senhora das águas o poder de guardar todo a história de seu povo.
Yayá, agora é viajante de um vortex atemporal onde pode contar eternamente as histórias do povo africano e assim preservar sua cultura. Ela já centenária, conta a um grupo de crianças as suas estórias.
Cordilheira de amoras II Dir. Jamille Fortunato 2015 | Doc. | 12 min
Sinopse: Uma índia Guarani Kaiowá, Cariane Martines de 9 anos, transforma seu quintal num experimento do mundo. Ela cria histórias e personagens que alargam sua solidão em brincadeiras, sonhos e projetos. “Cordilheira de Amora II” é um documentário espontâneo, filmado com celular na Aldeia Amambai, no Mato Grosso do Sul, fronteira do Brasil com o Paraguai.
Vivi Lobo e o quarto mágico Dir. Isabelle Santos e Edu MZ Camargo 2019 | Animação | 13 min Sinopse: Vivi Lobo é zombada pelos colegas da escola por conta do seu nome. Mas quando ela descobre uma porta mágica em seu quarto, começa dentro dela um processo de transformação que a fará ver o vê-lo de uma forma diferente.
Véu de Amani Dir. Renata Diniz 2019 | Ficção | 14 min Sinopse: Amani é uma garotinha que veio do Paquistão e agora mora no Brasil. Ao mudar de casa, a menina de origem muçulmana recebe um presente inesperado da sua nova amiga brasileira: um biquíni.
Claudete e o bolo Dir. Fádhia Salomão Animação | 2020 | 5′ Sinopse: Ela adora fazer bolos e faz isso com verdadeira paixão, esta é a Claudete. Seus bolos são apreciados por todos e isso a agrada, mas quando se depara com uma demanda excessiva, Claudete terá que agir.
Guri Dir. Adriano Monteiro 2019 | Ficção | 13 min Sinopse: Victor é um menino de 12 anos que sonha em vencer um campeonato de bolinha de gude do seu bairro.
Mãtãnãg, A Encantada
Dir. Shawara Maxakali e Charles Bicalho
Animação | 14min | 2019 | Brasil
Sinopse: A índia Mãtãnãg segue o espírito de seu marido, morto picado por uma cobra, até a aldeia dos mortos. Juntos eles superam os obstáculos que separam o mundo terreno do mundo espiritual. Uma vez na terra dos espíritos, as coisas são diferentes: outros modos regem o sobrenatural. Mas Mãtãnãg não está morta e sua alma deve retornar ao convívio dos vivos. De volta à sua aldeia, reunida a seus parentes, novas vicissitudes durante um ritual proporcionarão a oportunidade para que mais uma vez vivos e mortos se reencontrem. Falado em língua Maxakali e legendado, Mãtãnãg se baseia em uma história tradicional do povo Maxakali. As ilustrações para o filme foram realizadas em oficina na Aldeia Verde, no município de Ladainha, em Minas Gerais.
Programa 1 – 30 de novembro a 6 de dezembro
Sertânia – Sessão única dia 1/12 Geraldo Sarno Ficção | 97′ | 2019
Sinopse: Mais de 50 anos depois de realizar alguns dos essenciais documentários acerca do cotidiano do sertão nordestino e da vida dos migrantes oriundos de lá, Geraldo Sarno retorna a esse espaço com a liberdade e clareza que apenas a maturidade permite atingir. Não é exagero dizer que Sertânia conversa de igual para igual com Guimarães Rosa ou Marcel Proust em seus voos (e rastejos) pela memória e pela fabulação. A história de seu protagonista costura com precisão Canudos, como nosso “pecado original”, com a vida migrante no Sudeste e o cangaço. Não é pouco.
O Último Sonho
Dir. Alberto Alvares
Documentário | 60min | 2019 | Brasil
Sinopse: O documentário homenageia o grande líder Guarani espiritual Wera Mirim – João da Silva, da aldeia Sapukai/Angra dos Reis (RJ) –, que teve seu passamento em 2016. Ele sempre ouvia e seguia a orientação de Nhanderu para guiar seu povo através da sabedoria, do sonho e de belas palavras.
Esperança 1770
Dir: Carmen Kemoly
Documentário | 16min | Brasil | 2019
Sinopse: Esperança Garcia é vida, direito e reparação. Fala poeticamente sobre uma mulher em diáspora, que tem a chegada de seus ancestrais pelo Maranhão e ao chegar no Piauí escreve uma carta denunciando os maus tratos que ela e sua comunidade sofriam. O que não sabia, é que com isso seria a primeira advogada do Brasil, oficializada pela OAB em 2017.
República
Dir. Grace Passô
Ficção | 15min | 2020 | Brasil
Sinopse: Numa noite, uma brasileira desperta num país exausto de atos violentos. O curta-metragem foi realizado em casa, no início da quarentena de 2020, no centro da cidade de São Paulo, no bairro da República.
Bonde
Dir. Asaph Luccas
Ficção | 18min | Brasil | 2019
Sinopse: Três jovens negros da favela de Heliópolis saem em busca de refúgio na vida noturna LGBT+ do centro da cidade de São Paulo.
As Constituintes de 88
Dir. Gregory Baltz
Documentário | 15min | Brasil | 2019
Sinopse: A constituição de 1988 garantiu diversos direitos sociais e políticos. Em meio a uma Assembléia composta majoritariamente por homens, as 26 mulheres constituintes fizeram suas vozes serem ouvidas e conseguiram aprovar emendas importantes para a luta de igualdade de gênero no Brasil.
Açude Nº50
Dir. Wagner Ferreira e Paulo Conceição
Documentário | 08?33?? | Brasil | 2020
Sinopse: Na Zona Rural de Caruaru, um pequeno açude agoniza e estudantes do agreste pernambucano, se unem para tentar reverter os prejuízos causados pela ausência de praticas sustentáveis e por meio de depoimentos resgatam sua história e relevância para o povoado. Livre
Gênesis
Dir. Juan Augustin Greco e Maria Sanchez Martinez
Documentário | 13min | Espanha/Argentina | 2019
Sinopse: Karen e Alexix são um casal de Victoria, uma cidade em Entre Ríos. Hoje criam sua filha Génesis, abrindo espaço como uma família trans.
Relatos Tecnopobres
Dir.João Batista Silva
Ficção | 13min | 2019 | Brasil
Sinopse: Após a tomada do poder pelas grandes corporações aliadas aos militares e a apoiadas pela classe média em 2019, uma série de violações aos direitos humanos foram cometidas contra as populações tradicionais e periféricas visando a sua extinção. Em 2035, os sobreviventes lutam pelo direito de viver e articulam uma revolução.
O Quádruplo (The Fourfold)
Dir. Alisi Telengut
Animação | 7?14?? | 2020 | Canadá
Sinopse: Baseado nas antigas crenças animistas e rituais de adoração à natureza na Mongólia e na Sibéria, o filme é sobre a visão de mundo e a sabedoria indígenas: a natureza é a pátria do ser humano, Tengri é a divindade e o pai céu, a Terra é a mãe com os rios nutrindo todos os seres, deuses pagãos e panteístas coexistem com todos os mortais. Contra o pano de fundo da moderna crise existencial, há uma necessidade de recuperar as ideias do animismo para a saúde planetária e as materialidades não humanas. Livre
Rua Augusta, 1029
Dir. Mirrah Iañez da Silva
Documentário | 11min | Brasil
Sinopse: Em São Paulo. Na madrugada de 13 de Abril de 2015, 6 mil famílias ocuparam 18 prédios sem função social. O Ato, ABRIL VERMELHO, serviu para atentar o governo sobre a falta de vontade política para sanar os problemas de habitação.
Ela Viu Aranhas
Dir. Larissa Muniz
Ficção | 27?20?? | 2020 | Brasil
Sinopse: Quatro jovens mulheres vagam por um pequeno apartamento. Elas se olham.
12 anos
Carne
Dir. Camila Kater
Experimental | 12min | 2019 | Brasil/Espanha
Sinopse: Crua, Mal Passada, Ao Ponto, Passada e Bem Passada. Através de relatos íntimos e pessoais, cinco mulheres compartilham suas experiências em relação ao corpo, desde a infância até a terceira idade.
Julite
Dir. Castiel Vitorino
Experimental | 6?29??| Brasil | 2020
Sinopse: Julite é uma declaração de amor à minha avó paterna e à saudade que eu senti de Vitória enquanto não estava aqui. Acho que esse trabalho também é um adeus à saudade, porque entendi que na distância não há desconexão com aquilo que fui e com aquelas e estas vidas que me permitiram ser. Então Julite é um adeus e um encontro com meu corpo, e talvez a inauguração de um outro modo de viver em mim.
Candombe do Açude: o passado contado pelo Canto. Ep. 1: Pandemia – Isolamento ou Respiro?
Dir. Danilo Candombe
Documentário | 29min | 2020 | Brasil
Sinopse: CANDOMBE DO AÇUDE – o passado contado pelo canto – é uma série de três documentário sobre o quilombo do Açude. O primeiro episódio – PANDEMIA – ISOLAMENTO OU RESPIRO – retrata sobre como foi o ritual do Candombe durante a pandemia no ano de 2020 e mostra como a nova geração vivenciou e sentiu a manifestação de suas tradições, pela primeira vez em 20 anos sem a influência de visitantes. Livre.
A Noite Através
Dir. Gustavo Jardim
Documentário | 7?23?? | 2020 | Brasil
Sinopse: Vicente Tumui conta sobre a criação da noite na cultura Guajajara e conduz os ensaios para a Festa do Mel; inspira, assim, uma forma de pensar os corpos em sincronia com a natureza. “A Noite Através” foi filmado na aldeia Lagoa Quieta, Maranhão, Brasil.
INSTITUIÇÃO_INTUIÇÃO
Dir. Ana Pi
Experimental | 6’24” | 2020 | Brasil
Sinopse: O vídeo foi realizado para o programa #IMSCONVIDA – Instituto Moreira Salles – IMS durante esse tempo estranho de isolamento social, racismo-cínico, infodemia & fake news terrorism, sucateamento hospitalar e colapso do sistema capitalista. Como não valia me explodir de gritar de ódio, eu tentei canalizar energias antagônicas e esculpir uma pedra-coração.
Programa 2 – 7 a 13 de dezembro
Entre Nós Talvez Estejam Multidões
Dir. Aiano Bemfica, Pedro Maia de Brito
Documentário | 92?? | 2020 | Brasil
Sinopse: Entre nós talvez estejam multidões propõe uma jornada experiencial através da Ocupação Eliana Silva ao longo da campanha que elegeu Bolsonaro, na recente ascensão do fascismo ao poder no Brasil. O filme é conduzido pela profundidade dos sujeitos que vivem na comunidade e onde, através de seus sonhos, desejos, contradições e lembranças, constituem o imaginário desse microcosmos construindo um documentário que se articula como uma pintura mural. 14 anos.
Cadê Edson?
Dir. Dácia Ibiapina
Documentário | 72min | 2019 | Brasil
Sinopse: Um filme sobre movimentos populares em defesa da moradia. Apresentando: o Estado contra os Sem Teto, na capital do Brasil.
Hasta Que Muera El Sol
Dir. Claudio Carbone
Documentário | 75? | 2019 | Espanha/Portugal
Sinopse: O documentário segue a história de dois jovens amigos nativos, com diferentes estratégias de resistência, ligadas pelo sentimento de pertença às suas raízes e pelo desejo de resgatar uma identidade perdida. Dentro de um território atormentado por incêndios criminosos e constantes cortes de floresta para a criação de pastagens intensivas de vacas, onde uma das maiores reivindicações dessas comunidades é reflorestar para continuar a viver em sua paisagem ancestral.
Adan faz parte de um movimento que reivindica as terras ancestrais de Terraba na luta pelo seu direito ao território contra as políticas da associação indígena para o desenvolvimento. Byron prefere viajar ao Panamá para conhecer sua comunidade natal, onde a língua ainda é falada e a cultura da comunidade ainda é preservada.
Até o Fim
Dir. Ary Rosa e Glenda Nicácio
Ficção | 93min | 2019 | Brasil
Sinopse: Geralda está trabalhando em seu quiosque a beira de uma praia no Recôncavo da Bahia, ela recebe um telefonema do hospital dizendo que seu pai pode morrer a qualquer momento. Ela avisa suas irmãs Rose, Bel e Vilmar. O encontro promovido pela espera da morte se torna um momento de desabafo e reconhecimentos das quatro irmãs que não se reúnem desde a morte da mãe, há 15 anos.
Perifericu
Dir. Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira
Ficção | 20min | 2020 | 14 anos
Sinopse: Luz e Denise cresceram em meio às adversidades de ser LGBT no extremo sul da cidade de São Paulo. Entre o vogue e as poesias, do louvor ao acesso a cidade. Os sonhos e incertezas da juventude inundam suas existências.
Rio das Almas e Negras Memórias
Dir. Taize Inácia e Thaynara Rezende
Ficção | 20min | 2019 | Brasil
Sinopse: Baseado em fatos reais, o filme revela memórias veladas de sofrimento dos negros escravizados às margens do Rio das Almas em Pirenopolis-GO. Com a exploração do garimpo de ouro, a família Frota enriquece às custas de sonegação de impostos e sacrifícios humanos. 14 anos
CoroAção
Juciara Áwô e Luana Arah
Experimental | 9min | 2019 | Brasil
Sinopse: Mulheres negras sustentam a ancestralidade, o lugar de fala e ação no ori. CoroAção subverte rodilhas, baldes, cargas. O trapo insignificante é coroa sagrada. Um corpo negro caminha, erguendo um balde, suportando um oceano, refazendo os passos da própria história. Livre.
Atordoado, permaneço atento
Lucas H. Rossi dos Santos, Henrique Amud Documentário | 15? | 2020 | Brasil
Sinopse: O Jornalista Dermi Azevedo nunca parou de lutar por direitos humanos e agora, três décadas depois do fim da ditadura militar no Brasil, ele testemunha o retorno dessas mesmas práticas.
Aula de Hoje
Dário Junior Documentário | 16?41” | 2020 | Brasil
Sinopse: Ângela, uma professora de geografia moradora do vale do Reginaldo – grota situada na cidade de Maceió – usa o cinema como principal recurso didático. 30 após sua estreia, o curta-metragem Ilha das flores ainda se mostra atual.
Rebento
Vinicius Eliziario
Ficção | 17’51” | 2019 | Brasil
Sinopse: Zói, ao saber da gravidez de sua namorada, desata em si, sentimentos suspensos.
Pedro, só queria terminar o desenho de sua família. 12 anos.
Tudo que é apertado rasga
Dir. Fábio Rodrigues Filho
Documentário | 27’19” | 2019 | Brasil
Sinopse: Na tentativa de forjar uma ferramenta capaz de operar o corte por justiça, este filme retoma e intervém em imagens de arquivo, reestudando parte da cinematografia nacional à luz da presença e agência do ator e da atriz negra.
Trincheira
Dir. Paulo Silver
Ficção | 14?26?? | 2019 | Brasil
Sinopse: Num aterro de lixo, um garoto observa o imponente muro de um condomínio de luxo. Gabriel usa de sua imaginação para construir seu mundo fantástico. Livre.
Ditadura Roxa
Matheus Moura
Ficção | 23′ | 2020 | Brasil
Sinopse: Yeda, mulher verde, vende pães e biscoitos caseiros para sustentar a casa onde vive com seu marido doente. Por meio do contexto das pessoas verdes, conhecemos a realidade de quem vive à margem de uma sociedade roxa, que naturalmente segrega as pessoas de rosto verde. Uma oportunidade faz com que Yeda repense sua identidade e seus valores.
Apneia
Dir. Carol Sakura e Walkir Fernandes
Animação | 15′ | 2019 | Brasil
Sinopse: Muriel não sabia nadar, tinha tanto medo. Um medo que ecoava a distância de sua mãe e trazia à tona os pavores e monstros da infância. Mergulhada em si mesma, ela busca agora a voz e o ar que sempre lhe faltou como menina e mulher. 12 anos.
In Vitro
Dir. Larissa Sansour & Soren Lind
Ficção | 29′ | Palestine/Denmark/UK
Sinopse: In Vitro é ambientado na sequência de um eco-desastre. Um reator nuclear abandonado sob a cidade bíblica de Belém foi convertido em um enorme pomar. Usando sementes antigas coletadas nos últimos dias antes do apocalipse, um grupo de cientistas está se preparando para replantar o solo acima.
Na ala hospitalar do complexo subterrâneo, o fundador do pomar, Dunia, de 70 anos, está deitada em seu leito de morte, quando Alia, de 30 anos, vem visitá-la. Alia nasceu no subterrâneo como parte de um programa abrangente de clonagem e nunca viu a cidade que está destinada a reconstruir.
Memórias de Mim
Dir. Coletivo Filme de Rua
Documentário | 16’16” | 2019 | Brasil
Sinopse: Ver e ouvir. Uma relação com a cidade e com os lugares, uma composição a partir das memórias e experiências com a rua. Paisagens visuais e sonoras da cidade de Belo Horizonte, criadas a partir de um laboratório de produção experimental do coletivo Filme de Rua proposto pelos cineastas e arte educadores Clebin Quirino e Zi Reis. Uma cartografia afetiva da capital mineira realizada por artistas que viveram ou vivem nas rua de BH e que recriaram a cidade através da intervenção manual em frames de vídeo.
Meninos Rimam
Dir. Lucas Nunes
Ficção | 20′ | 2019 | Brasil
Sinopse: Arthur e Alexandre são amigos de infância. Enquanto um se sente pressionado a dar o primeiro beijo, o outro quer se tornar um grande rapper e gravar seu primeiro clipe. Ao se ajudarem, eles iniciam novas descobertas e o sentimento de amizade acaba se tornando algo que um deles não imaginava existir.
Rosário
Igor Travassos e Juliana Soares
Ficção | 18’21” | 2019 | Brasil
Sinopse: Desde que sofreu uma grande perda, Rosário tem o hábito de ouvir o programa policial toda manhã e rezar pelas vítimas e suspeitos dos crimes da madrugada, até que um dia ela vira personagem de uma dessas histórias. 14 anos.
Boi de Oliveira Saberes Tradicionais | 28′ | 2018 Sinopse: O filme acompanha o percurso do Boi que anuncia a festa de Nossa Senhora do Rosário de Oliveira, MG. Arrastando multidões, entre a devoção e a vibração das ruas, o boi é senhor das encruzilhadas e abre os caminhos para o festejo. O filme foi realizado de modo coletivo entre professores e alunos do Programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG.
Nas giras do vento
Dir. César Guimarães, Pedro Aspahan, Saberes Tradicionais | 25′ | 2020
Sinopse: Mestra dos pontos cantados da umbanda, liderança quilombola e zeladora do Centro Espírita Caboclo Pena Branca, em Ubá, Maria Luiza Marcelino vai ao encontro de seus ancestrais que jazem próximos aos escombros de uma antiga fazenda escravocrata. Lá, ela cria, de improviso, um ritual, entre cantos e danças, numa gira entre as gerações e as diferentes temporalidades. Ela abre os caminhos e Iansã vem nos saudar.
Programa 3 – 14 a 20 de dezembro
Virou Brasil
Dir. Pakea, Hajkaramykya, Arakurania, Petua, Arawtyta’ia, Sabiá e Paranya
Documentário | 91′ | 2019 | Brasil
Sinopse: Entre a vida na mata e as histórias antigas de seus avós, passando pela experiência do contato com a sociedade não-indígena, vivida por seus pais, uma nova geração de jovens Awá-Guajá nos conduz – com suas câmeras de vídeo – pelos caminhos que levaram sua terra a “virar Brasil”. Hoje, em meio ao assédio dos karaí no entorno e a proximidade com a ferrovia da Vale – que leva obras, projetos e funcionários para dentro da aldeia – estão os desafios para manter a terra e as tradições, enquanto também assimilam-se os novos costumes.
Chão
Dir. Camila Freitas
Documentário | 110′ | 2019 | Brasil
Sinopse: Enquanto o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realiza protestos e movimentações para pressionar o governo a aprovar uma reforma agrária que redistribuirá o território de uma usina prestes a falir, um grupo de conservadores ligados a latifundiários luta para acabar com as manifestações dos ocupantes.
Cavalo
Dir. Rafhael Barbosa e Werner Salles Bagetti
Documentário | 84’42” | 2020 | Brasil
Sinopse: Envolvidos num processo artístico, sete jovens dançarinos são provocados a um mergulho em suas ancestralidades. Livre.
Enquanto estamos aqui
Dir. Clarissa Campolina, Luiz Pretti
Ficção | 77′ | 2020 | Brasil
Sinopse: Um diário de viagem de duas vidas que se cruzam em Nova York. Lamis, uma libanesa, acaba de se mudar para a cidade e descreve suas impressões, enquanto o brasileiro Wilson já mora lá há 10 anos. Nunca os vemos na tela, mas o relacionamento deles é descrito por meio de dublagens poéticas em árabe e português, que contrastam fortemente com as imagens ?filmadas em Nova York, Berlim e Brasil. Desta maneira, o filme aguça a imaginação, já que os eventos ocorrem entre o que vemos e o que ouvimos.
À beira do planeta mainha soprou a gente
Dir. Bruna Barros
Documentário | 13’15” | 2020 | Brasil
Sinopse: Recortes de afeto entre duas sapatonas e suas mães.
Álbum de Casamento
Dir. Otávio Conceição
Documentário | 7’10” | 2019 | Brasil
Sinopse: O fim. 12 anos
O verbo se fez carne
Dir. Ziel Karapotó
Experimental | 6’29” | 2019 | Brasil
Sinopse: A invasão dos europeus em Abya Yala nos deixou cicatrizes. Ziel Karapotó utiliza seu corpo para denunciar cinco séculos de colonização. Livre.
Joãosinho da Goméia
Dir. Janaína Oliveira Refém, Rodrigo Dutra
Documentário Experimental | 14′ | 2019 | Brasil
Sinopse: O filme apresenta Joãosinho da Goméa como narrador principal de sua história. Com músicas cantadas por ele, performances provocadoras e arquivos diversos que ressaltam o quanto ele foi e é importante para as religiões de matriz africana. A Rainha Elizabeth II disse que se o candomblé tivesse um rei, esse seria Joãosinho da Goméa, o Rei do Candomblé.
À Margem das Torres
Dir. Ton Apolinário
Documentário | 24’59” | 2019 | Brasil
Sinopse: Vila das Torres foi uma comunidade auto construída à partir de uma das maiores hortas urbanas do Rio de Janeiro, abaixo das torres de energia da companhia Light e ao lado das linhas do trem. A horta supria o mercado local de ervas desde os anos 60. Em 2010, a comunidade foi completamente removida para a construção do Parque Madureira. Oito anos depois vemos o contraste de suas memórias com a violência da remoção, com as imagens antigas da comunidade e com o parque atualmente, expondo as complexidades da relação com a cidade, e o dito “progresso”, que desemboca em desemprego, desapropriação e apagamento da luta de centenas de famílias. Livre.
Bicha-bomba
Dir. Renan de Cillo
Documentário | 8′ | 2019 | Brasil
Sinopse: Este filme “não é capaz de vingar as mortes, redimir os sofrimentos, virar o jogo e mudar o mundo. Não há salvação. Isso aqui é uma barricada! Não uma bíblia.” 12 anos.
Brooklin
Dir. Coletivo Cine Leblon
Ficção | 22′ | 14 anos
Sinopse: Em um futuro próximo, os moradores do Brooklin são submetidos a um toque de recolher imposto pela Guarda do Estado Verdadeiro. Através de uma rádio clandestina, criada por um grupo de jovens insurgentes, um espaço de denúncia se abre. À medida que a popularidade das transmissões aumenta, cresce também o incômodo de um agente à paisana que prepara um acerto de contas com os integrantes da rádio. 14 anos.
Ângelo
Dir. Mariana Machado
Documentário | 28′ | Brasil | 2020
Sinopse: Retrato íntimo de Ângelo Machado, cientista, escritor, dramaturgo, ambientalista e zoólogo, estudioso de libélulas e borboletas.
Seremos Ouvidas
Dir. Larissa Nepomuceno
Documentário | 12’55” | 2020 | Brasil
Sinopse: Como existir em uma estrutura sexista e ouvinte? Gabriela, Celma e Klicia, três mulheres surdas com realidade diferentes, compartilham suas lutas e trajetórias no movimento feminista surdo.
Naquela Época Devoraram Meus Olhos
Experimental | 4’13” | 2019 | Brasil
Sinopse: Naquela época, eles comeram meus olhos e eu não posso dizer o que aconteceu.
Alcateia
Dir. Carolina Castilho
Ficção | 17’35” | 2020 | Brasil
Sinopse: Mulheres que correm umas com as outras.
Histórias de Yayá – A concha (Ep.1)
Reinaldo Sant´ana
Animação | 10′ | 2019 | Brasil
Sinopse: Nossa personagem surge no exato momento em que, foi capturada na Serra Leoa na África. Ela faz um juramento a Iemanjá de preservar as estórias do povo africano. Quando o navio negreiro está no meio do atlântico, Iemanjá surge parando o tempo e aceita a promessa desta menina chamada Yayá, que recebe da senhora das águas o poder de guardar todo a história de seu povo.
Yayá, agora é viajante de um vortex atemporal onde pode contar eternamente as histórias do povo africano e assim preservar sua cultura. Ela já centenária, conta a um grupo de crianças as suas estórias. Livre.
Thynia
Dir. Lia Letícia
Ficção | 16’09” | 2019 | Brasil
Sinopse: minha primeira viagem ao Velho Mundo. Minha fantasia aventureira pós colonial. [Um discurso muda uma imagem?]
#Kipaexoti
Dir. Coletiva da ASCURI
Documentário | 15″ | 2020 | Brasil
Sinopse: #Kipaexoti é um filme produzido pela #Ascuri que mostra a força e resistência do Povo Terena da aldeia Cachoeirinha (mbokoti) no Pantanal Sul (Miranda – MS), em manter viva sua dança tradicional denominada kipaexoti, também conhecida como dança da Ema.
Saliva
Dir. Maria Trika
Experimental | 3’30” | 2020 | Brasil
Sinopse: Minha casa fede a carne. Meu irmão esquece de abrir as janelas. O cheiro me encontra e persegue.
Onde vou o azedo vermelho me rodeia. Ocupa meu quarto ao tornar-se marrom. Invade os sonhos no escuro e incendeia quando perturba a letra.
Penteia meu cabelo / amanteiga os cantos / acessa a raiva me tirando a fome / podre.
confunde o cheiro / do sono / em meu / corpo.
Filme de Domingo
Dir. Lincoln Péricles
Híbrido | 28′ | 2020 | Brasil
Sinopse: Domingo de sol na quebrada. Um tio babão, uma mãe zika, uma criança artista. Livre.
Makota Valdina
Dir. César Guimarães, Pedro Aspahan Saberes Tradicionais | Documentário | 52′ | 2019
Sinopse: Makota Valdina, liderança do Terreiro Nzo Onimboya, em Salvador, foi figura central na história brasileira das lutas em defesa das religiões de matriz africana, dos direitos das mulheres e das populações negras desde a década de 1970. Ela esteve conosco no curso “Políticas da terra”, em 2018. Nesse filme, ela conta um pouco da sua história de vida e fala da relação entre a natureza, os inquices e a cura. Ela adentra a mata em busca de uma planta chamada de pindaíba ou quebra-feitiço, cujo nome popular liga-se à dijina de Valdina – Zimewanga – aquela que “tira o sofrimento” e “desfaz o feitiço que se abate sobre alguém”. Ao final, os Caboclos chegam para nos ajudar a tratar da saudade que ela nos deixou.
Programa 4 – 21 a 28 de dezembro
É rocha e rio, Negro Leo
Dir. Paula Gaitán
Documentário | 156′ | 2020 | Brasil
Sinopse: Encontro com o músico, compositor, sociólogo, poeta e performer Negro Leo.
ZAWXIPERKWER KA?A – Guardiões da Floresta
Dir. Jocy Guajajara, Milson Guajajara
Documentário | 51′ | 2019 | Brasil
Sinopse: Nos limites do “complexo verde” formado pelas terras indígenas Caru, Awá, Alto Rio Guamá e Alto Turiaçu dos índios Guajajara e Awá-Guajá, que em um ano tiveram seis lideranças assassinadas, os Guardiões da Floresta lutam para proteger seu território, a última área de floresta contínua no estado do Maranhão. Em “Guardiões da Floresta” mergulhamos na tensão destes enfrentamentos na reserva do Caru.
Diga Meu Nome
Dir. Juliana Chagas Gouveia
Documentário | 78′ | 2020 | Brasil
Sinopse: “Diga Meu Nome” é um documentário que conta a história de duas mulheres trans brasileiras na luta pelo direito a ter o nome e o gênero com o qual se identificam em todos os documentos oficiais e que buscam respeito de suas famílias e da sociedade. Selem, 45 anos, é uma travesti; Diana, 22, mulher transexual.
A Morte Branca do Feiticeiro Negro
Dir. Rodrigo Ribeiro
Documentário | 10’20” | Brasil | 2020
Sinopse: Memórias do passado escravista brasileiro transbordam em paisagens etéreas e ruídos angustiantes. Através de um ensaio poético visual, uma reflexão sobre silenciamento e invisibilização do povo preto em diáspora, numa jornada íntima e sensorial. Imagens da permanência, em um grito que atravessa séculos.
Nakua pewerewerekae jawabelia / Hasta el fin del mundo / Até o fim do mundo
Dir. Margarita Rodriguez Weweli-Lukana & Juma Gitirana Tapuya Marruá
Experimental | 15′ | 2019 | Colômbia/Brasil
Sinopse: Vídeo experimental, realizado inteiramente com câmera de celular, parte do projeto UNID@S CONTRA A COLONIZAÇÃO: MUITOS OLHOS, UM SÓ CORAÇÃO, que mescla as linguagens do documentário e da performance, além de três idiomas: sikuani, espanhol e português. Realizado a partir do encontro de diferenças entre a cabilda gobernadora do Resguardo Indígena Sikuani El Merey-La Veradicta Margarita Rodriguez Weweli-Lukana e a indígena urbana, em processo de retomada cultural, Juma Gitirana Tapuya Marruá, oriundas das regiões que passaram, depois da Conquista, a se chamar, respectivamente, Colômbia e Brasil. Este vídeo foi uma tentativa ritual de sanação das dores coloniais, dessas feridas abertas que nos doem a todos, human@s e não-human@s, naturezas de Abya Yala. Livre.
As canções de amor de uma bixa velha
Dir. André Sandino Costa
Documentário | 22’30” | 2020 | Brasil
Sinopse: Uma conversa sobre o tempo. A partir do espetáculo homônimo de Marcio Januário o filme aborda o envelhecimento do homem negro, gay na periferia. Livre.
Ruth
Dir. Igor Dalbone
Documentário | 15’40” | 2020 | Brasil
Sinopse: Ruth ama o Carnaval. Dárcio vai sempre com ela.
Livro das Horas (Livre D?heures)
Dir. Suzan Noesen
Experimental | 25′ | 2019 | Luxemburgo
Sinopse: Livro das Horas retrata o cotidiano da coabitação da artista Suzan e sua avó Bomi em uma aldeia. O filme é baseado em sua interação na vida real. A estética do filme serve como uma metáfora para retratar suas diferentes identidades e estilos de vida, com base na evolução do status das mulheres e a diferença entre o trabalho de artistas e esposas de fazendeiras. O filme está dividido em quatro capítulos (Padrões, As Horas da Virgem, O Ofício Divino do Tempo, Os Salmos Penitenciais). Cada capítulo aborda a estruturação da vida de um ângulo diferente com seu próprio estilo narrativo. “Livre d’heures” conta uma história sobre a diferença intergeracional, a identidade e a interdependência de duas mulheres, bem como a sua dependência individual do tempo.
Homens Invisíveis
Dir. Luis Carlos de Alencar
Documentário | 25′ | 2019 | Brasil
Sinopse: O documentário “Os Homens Invisíveis” abordará em 25 minutos a situação da população transgênera masculina no cárcere a partir dos problemas de Saúde acarretados pelo binarismo de gênero que embasa o sistema penal. Homens trans são aquelas pessoas que nasceram designadas mulher, mas que ao longo de sua vida passaram a se identificar como homem. Para a administração penitenciária são mulheres ou homens invisíveis.
Este filme se encaixa em um contexto em que a comunidade trans construiu espaços, críticas e conhecimentos sobre si e seu lugar no mundo, produzindo resistência em um contexto significativo de violência e redução de direitos.
Rebu – A Egolombra de uma Sapatão Quase Arrependida Dir. Mayara Santana Documentário | 2020 | 22′ | 16 anos Sinopse: Um documentário em primeira pessoa que se propõe a investigar dentro da minha vivência sapatão as diversas performances de masculinidade, levando em conta meus três últimos relacionamentos e também com entrevistas com o homem com o qual eu cresci, Pedro Bala, meu pai. O filme pretende abordar com descontração, temáticas como o talento paquerador, flexibilidade com a verdade, relacionamento abusivo, irresponsabilidade afetiva, reprodução de machismo, impulsividade e romance. Temas que permeiam a vida dos dois personagens, mesmo que separados por um recorte geracional, cultural e de gênero.
Elas (Ellas)
Dir.Angélica Itzel Cano López
Documentário | 21’46” | 2020 | México
Sinopse: Ela e Yaz são duas mulheres – e o que elas passaram quando crianças marcou suas vidas para sempre. Na esperança de evitar que isso aconteça aos outros, eles empreendem uma jornada em busca de resiliência e libertação. 18 anos.
Mãtãnãg, A Encantada
Dir. Shawara Maxakali e Charles Bicalho
Animação | 14′ | 2019 | Brasil
Sinopse: A índia Mãtãnãg segue o espírito de seu marido, morto picado por uma cobra, até a aldeia dos mortos. Juntos eles superam os obstáculos que separam o mundo terreno do mundo espiritual. Uma vez na terra dos espíritos, as coisas são diferentes: outros modos regem o sobrenatural. Mas Mãtãnãg não está morta e sua alma deve retornar ao convívio dos vivos. De volta à sua aldeia, reunida a seus parentes, novas vicissitudes durante um ritual proporcionarão a oportunidade para que mais uma vez vivos e mortos se reencontrem. Falado em língua Maxakali e legendado, Mãtãnãg se baseia em uma história tradicional do povo Maxakali. As ilustrações para o filme foram realizadas em oficina na Aldeia Verde, no município de Ladainha, em Minas Gerais. Livre.
Alforria Social Beat
Dir. Rodjeli Salvi
Ficção | 25′ | 2020 | Brasil
Sinopse: Caco comemora o emprego em uma agência de publicidade, mas logo percebe que seus repertórios comportamentais e culturais são os motivos implícitos de sua inadequação social na empresa. O encontro com Lais, rapper e mãe, será fundamental para os dois para lidar com as situações que os limitam.
Encruza
Bruna Andrade, Gleyser Ferreira, Maíra Oliveira e Uilton Oliveira
Ficção | 11’| 2019 | Brasil
Sinopse: A partir do conceito de encruzilhada, o curta metragem “Encruza” aborda questões que transpassam os corpos negros. De forma interligada, as narrativas se constroem no encontro das personagens. A elucidação dos conflitos pungentes são as pontas dessa encruzilhada que culminam nesta grande celebração que é o carnaval de rua na Lapa carioca. 16 anos.
Egum
Dir. Yuri Costa
Ficção | 23’16” | 2019
Sinopse: após anos afastado devido à violenta morte do irmão, um renomado jornalista retorna para a casa de sua família para cuidar de sua mãe, que sofre uma grave e desconhecida doença. numa noite, o jornalista recebe a visita de dois estranhos, que têm negócios desconhecidos com seu pai. esse encontro, juntamente com acontecimentos que o levam a desconfiar que algo sobrenatural se abateu sobre sua mãe, fazem-no temer uma nova tragédia. Livre.
Jakaira
Dir. Coletiva da ASCURI
Documentário | 15′ | 2019 | Brasil
Sinopse: Situado na aldeia Guyra Kambi?y do povo Kaiowá (MS/Brasil), o filme nos guia pelas diferentes fases e intensidades da realização do ritual de batismo do milho branco, o Jerosy Puku. Os cantos e as danças que compõem a cerimônia conduzem a vinda de Jakaira: o dono do milho branco, entidade associada à fertilidade das roças. Por meio da mistura da narrativa documental com elementos ficcionais, o filme aponta para a importância da manutenção dos costumes para a preservação do “jeito de ser” Kaiowá (ñandereko). Realizado com grande sensibilidade visual e sonora, o filme é uma produção da Associação Cultural de Realizadores Indígenas (ASCURI), coletivo de jovens indígenas que promove há mais de uma década a formação e a produção audiovisual junto às comunidades da região.
O CINECIPÓ
O Cinecipó – Festival do Filme Insurgente – teve sua primeira edição em 2011, na Serra do Cipó (MG). A proposta era realizar quatro dias de cinema ao ar livre, na praça e de graça, levando ao público filmes que não têm espaço na mídia onvencional. Até 2015, o festival foi realizado na Serra do Cipó, Lapinha e Santana do Riacho. Também já foram realizadas mostras em outras partes do Brasil como Pernambuco e Brasília. O coletivo produziu exibições itinerantes no Espaço Comum Luiz Estrela, Quilombo dos Marques, Quilombo do Palmital e em escolas públicas.
Além dos filmes, o festival também já ofereceu oficinas e workshops nas áreas de cinema, artes plásticas e música voltadas para a questão da sustentabilidade.
Por causa da pandemia da COVID-19, em 2020 o festival acontece online e tem duração de um mês. Entre os realizadores dos filmes, uma forte presença de LGBTQI+, mulheres e negros.
Serviço:
9ª edição do Festival Cinecipó Data: 30/11 a 28/12
Pink Narcissus (Pink Narcissus)EUA, 1971, 65min, 18 anosDireção: James BidgoodElenco: Don Brooks, Bobby Kendall, Charles LudlamSinopse: Inicialmente lançado sob autoria anônima, Pink Narcissus conta a história de Narcissus, um jovem prostituto homossexual, que incessantemente explora suas mais diversas fantasias sexuais de dentro das rosadas paredes de seu quarto enquanto espera pela chegada de um de seus clientes
O cônsul honorário (Honorary Consul)Reino Unido | México, 1983, 104min, ?? anosDireção: John MackenzieElenco: Michael Caine, Richard Gere, Bob HoskinsSinopse: Durante a Guerra Suja, um médico meio inglês na Argentina faz amizade com a polícia, os rebeldes e o alcoólatra Cônsul Honorário Britânico, cuja esposa latina ele seduz. Quando o cônsul é sequestrado por engano pelos rebeldes, ele deve escolher um lado.
LamarcaBrasil, 1994, 130min, 14 anosDireção: Sergio RezendeElenco: Paulo Betti, Carla Camurati, José de AbreuSinopse: A verdadeira história de um capitão que, durante a ditadura militar no Brasil, abandonou o Exército Brasileiro e se envolveu em grupos guerrilheiros de esquerda, tornando-se um de seus líderes mais destacados.
Querida, vou comprar cigarros e já volto (Querida, voy a comprar cigarillos y vuelvo)Argentina, 2011, 80min, 14 anosDireção: Mariano Cohn, Gastón DupratElenco: Mónica Duprat, Daniel Aráoz, Diego BliffeldSinopse: O filme se passa em diferentes épocas e países. Narra a história de um homem comum, que após fazer um trato com um estranho personagem com superpoderes, tem a possibilidade de voltar ao seu próprio passado e reviver a juventude. Ernesto, o protagonista, tentará recuperar oportunidades perdidas e refrear certos comportamentos para mudar seu presente cinza e insípido. Apesar de ter a vantagem de conhecer todas as informações necessárias sobre o futuro, a experiência lhe mostrará que essa personalidade plana e seu ressentimento podem ir além desses benefícios e que não há desculpa possível para superar sua mediocridade infinita
A noite dos mortos-vivos (Night of livin deade)EUA, 1968, 96min, 14 anosDireção: George A. RomeroElenco: Duane Jones, Judith O’Dea, Karl HardmanSinopse: Um grupo desorganizado de habitantes da Pensilvânia se barricou em uma velha casa de fazenda para permanecer a salvo de uma raça de monstros sanguinários e carnívoros que estão devastando a costa leste dos Estados Unidos.
ESTREIAS 10 DE DEZEMBRO
De corpo e alma (The Company)EUA | Alemanha, 2003, 112min, 14 anosDireção: Robert AltmanElenco: Neve Campbell, James Franco, Malcolm McDowellSinopse: Ry é uma bailarina de grande talento, que se dedica como poucas ao balé. Porém ela entra em conflito com sua própria carreira logo após se tornar a principal estrela de uma conceituada companhia.
Sympathy for the devil (Sympathy for the devil)Reino Unido, 1968, 100min, 14 anosDireção: Jean-Luc GodardElenco: Sean Lynch, Mick Jagger, Brian JonesSinopse: Enquanto os Rolling Stones ensaiavam “Sympathy for the Devil” no estúdio, Godard reflete sobre a sociedade, a política e a cultura de 1968 por meio de cinco vinhetas diferentes.
Quase nadaBrasil, 2000, 100min, 14 anosDireção: Sergio RezendeElenco: Camilo Beviláqua, Genésio de Barros, Jurandir de OliveiraSinopse: Três histórias tendo como cenário o interior do Brasil. O primeiro é sobre dois velhos amigos. Na segunda, um cowboy tem medo do passado. O terceiro retrata uma relação entre um florista e sua bela esposa, marcada pelo ciúme.
O corvo (The raven)EUA, 1963, 86min, 10 anosDireção: Roger CormanElenco: Vincent Price, Peter Lorre, Boris KarloffSinopse: Um mago, que foi transformado em um corvo, pede ajuda a um ex-feiticeiro.
Kennedy e eu (Kennedy et moi)França, 1999, 86min, 14 anosDireção: Sam KarmannElenco: Jean-Pierre Bacri, Nicole Garcia, Patrick ChesnaisSinopse: Um excêntrico escritor fica obcecado com o relógio de seu terapeuta pois acredita que é o mesmo relógio que F. Kennedy usava no dia que foi assassinado.
ESTREIAS 17 DE DEZEMBRO
A longa caminhada (Walkabout)Reino Unido | Austrália, 1971, 100min, 14 anosDireção: Nicolas RoegElenco: Jenny Agutter, David Gulpilil, Luc RoegSinopse: Dois irmãos criados na cidade estão presos no Outback australiano, onde aprendem a sobreviver com a ajuda de um menino aborígine em sua “caminhada”: um ritual de separação de sua tribo.
Felicidade não se compra (It’s a wonderful life)EUA, 1946, 130min, livreDireção: Frank CapraElenco: James Stewart, Donna Reed, Lionel BarrymoreSinopse: Um anjo é enviado do céu para ajudar um empresário desesperadamente frustrado, mostrando-lhe como seria a vida se ele nunca tivesse existido.
O homem da capa pretaBrasil, 1986, 120min, 14 anosDireção: Sergio RezendeElenco: José Wilker, Marieta Severo, Jonas BlochSinopse: Biografia do deputado brasileiro Tenório Cavalcanti, que aparecia em público com metralhadora e capa preta.
Caramelo (Sukkar banat)França | Libano, 2007, 95min, 14 anosDireção: Nadine LabakiElenco: Nadine Labaki, Joanna Moukarzel, Gisèle AouadSinopse: Uma comédia romângtica centrada na vida de cinco mulheres que vivem em Beirute.
Tangos – O Exílio de Gardel (Tangos, exílio de Gardel)Argentina, 1985, 119min, 14 anosDireção: Fernando E. SolanasElenco: Marie Laforêt, Philippe Léotard, Miguel Ángel SoláSinopse: Alguns argentinos exilados em Paris decidem apresentar um tango-ballet, dedicado a Carlos Gardel, lendário astro do tango argentino.
ESTREIA 21 DE DEZEMBROSUPER LANÇAMENTOS
5 é o número perfeito (5 è il numero perfetto)Itália, 2019, 100min, 14 anosDireção: Igor TuveriElenco: Toni Servillo, Valeria Golino, Carlo BuccirossoSinopse: Baseado no livro homônimo, o filme segue Peppino, um velho assassino em uma Nápoles de 1970, forçado a voltar em ação pelo assassinato de seu filho. Esse trágico acontecimento também suscita reflexões sobre a vida e a sociedade em todos os personagens.
ESTREIAS 24 DE DEZEMBRO
Califórnia Suite (Califórnia Suite)EUA, 1978, 103min, 12 anosDireção: Herbert RossElenco: Jane Fonda, Alan Alda, Maggie SmithSinopse: Desventuras de quatro grupos de hóspedes no Beverly Hills Hotel.
O jovem Adam (Young Adam)Reino Unido, 2003, 98min, 14 anosDireção: David MackenzieElenco: Ewan McGregor, Tilda Swinton, Peter MullanSinopse: Na década de 1950, o amoral Joe vai trabalhar na barca de um casal, Les e Ella, e se envolve com a esposa do patrão. Um dia, o corpo de uma moça é encontrado no rio, e aos poucos, torna-se claro que Joe a conhecia.
Souvenir (Souvenir)Bélgica | Luxemburgo | França, 2016, 90min, 14 anosDireção: Bavo DefurneElenco: Isabelle Huppert, Kévin Azaïs, Johan LeysenSinopse: Uma esquecida cantora do European Song Contest, desaparecendo em uma fábrica de patês, se apaixona por um jovem aspirante a boxeador. Juntos, eles decidem tentar seu retorno.
O sonho não acabouBrasil, 1982, 99min, 16 anosDireção: Sergio RezendeElenco: Miguel Falabella, Lucélia Santos, Louise CardosoSinopse: Uma esquecida cantora do European Song Contest, desaparecendo em uma fábrica de patês, se apaixona por um jovem aspirante a boxeador. Juntos, eles decidem tentar seu retorno.
Crônica de um amor louco (Storie di ordinaria follia)Itália, 1981, 101min, 14 anosDireção: Marco FerreriElenco: Ben Gazzara, Ornella Muti, Susan TyrrellSinopse: O poeta alcóolico e viciado em sexo, Charles Serking, lê um de seus poemas em uma palestra para estudantes entediados, e se interessa por uma jovem nos bastidores, com quem têm relações após a apresentação. Logo depois, ele viaja para Los Angeles a fim de aproveitar as bebedeiras, a poesia e o erotismo, no modo mais lírico possível. Então ele conhece a bela prostituta Cass, se apaixona e passa a viver um romance ardente. ESTREIAS 31 DE DEZEMBRO
Eles só usam black tie (Necktie Youth)África do Sul, 2016, 86min, 14 anosDireção: Sibs Shongwe-La MerElenco: Bonko Cosmo, Sibs Shongwe-La Mer, Colleen BalchinSinopse: Um ano após o sombrio suicídio de uma menina misteriosamente transmitido ao vivo na internet, um grupo de jovens ricos vive, em Joanesburgo, em busca de respostas, drogas, distração e salvação. A tragédia os obriga a reavaliar suas próprias vidas e debater assuntos como raça, política e sexualidade.
Farinelli (Farinelli)França | Itália | Bélgica | Reino Unido, 1994, 111min, 18 anosDireção: Gérard CorbiauElenco: Stefano Dionisi, Enrico Lo Verso, Elsa ZylbersteinSinopse: A história do cantor de ópera castrato Carlo Broschi, que cativou o público europeu do século 18 com seu nome artístico Farinelli, ganha vida neste drama de notas agudas e paixões ainda mais altas.
Apenas o fimBrasil, 2008, 80min, livreDireção: Matheus SouzaElenco: Gregório Duvivier, Érika Mader, Marcelo AdnetSinopse: Uma garota decide deixar o namorado e fugir para um lugar desconhecido. Antes de sair, ela decide se encontrar com ele, mas eles têm apenas uma hora para refletir sobre o tempo que passaram juntos.
Charada (Charade)EUA, 1963, 113min, 14 anosDireção: Stanley DonenElenco: Cary Grant, Audrey Hepburn, Walter MatthauSinopse: Romance e suspense acontecem em Paris, quando uma mulher é perseguida por vários homens que querem uma fortuna que seu marido assassinado roubou. Em quem ela pode confiar?
Ciganos da Ciambra (A Ciambra)Itália, 2017, 118min, 14 anosDireção: Jonas CarpignanoElenco: Pio Amato; Koudous Seihon; Damiano AmatoSinopse: Em A Ciambra, uma pequena comunidade romana na Calábria, Pio Amato não vê a hora de virar adulto. Aos 14 anos, ele já bebe, fuma e é um dos poucos a circular com facilidade entre os grupos da região: os italianos locais, os refugiados africanos e o grupo de ciganos Romani. Pio tem como referência seu irmão mais velho Cosimo, com quem aprende como se virar nas ruas de sua cidade natal. Quando Cosimo desaparece, Pio vê uma oportunidade para provar sua maturidade, mas logo se encontra diante de uma decisão que colocará tudo à prova.
Por Anna Barros
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