Poltrona Resenha: Escola de Solteiras/Anna Barros

Poltrona Resenha: Escola de Solteiras/Anna Barros

Mais uma produção Netflix. Esse filme é mexicano e fala do desespero que bate em alguma mulheres em relação ao casamento. Ana tem um namoro longo e pensa que irá e casar mas Gabriel termina com ela, o que a deixa enfurecida. No aniversário de 35 anos de casamento dos pais, descobre que sua prima mais feia irá se casar em três meses e comenta com ela obre um curso para solteiras.

A escola ensina como investir na aparência, maquiagem, roupas e como se portar com os homens ao ser eletiva. A professora diz para a moças saírem de sua zona de conforto. O filme é leve e divertido. Ana acaba conhecendo Diego mas coloca os pé pelas mãos ao inventar que está grávida para que ele a peça em casamento. Depois não sabe como sustentará a farsa e acaba contando a verdade à ele, que termina tudo,

Apesar do tema retrógrado, e de explorar o desespero das mulheres por um marido, o filme é engraçado. Pena que faz Ana ser chata nessa obsessão e dá a impressão que ela é invejosa, principalmente em relação à prima, ma dá para se divertir. A amigas dela do curo são hilárias!!!

 

Poltrona Séries: Elite-2ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Elite-2ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

A série que fez pouco mais de vinte milhões de pessoas assistirem já na primeira semana está de volta. Com forte apelo, críticas sociais e debates acerca da diferença de classes e um forte enredo como pano de fundo, ‘Elite’, produção espanhola do serviço de streaming Netflix, vem com oito novos episódios para intrigar e engajar ainda mais o espectador, agora com um novo mistério.

O fim da primeira temporada foi para lá de chocante, pois ocorreram o assassinato da jovem Marina (María Pedraza) e a prisão de Nano (Jaime Lorente), acusado de cometer o crime. E o retorno às aulas no colédio Las Encinas não poderia ser tenso, pois o irmão Guzmán (Miguel Bernardeau) anda bastante atormentado e ríspido com alguns colegas, principalmente com Samuel (Itzan Escamilla), irmão de Nano, suspeito de ter ligação com a morte de Marina. Este se envolve em incidentes e acaba por sumir misteriosamente. O desaparecimento de Samuel acaba por ser o mote da atual temporada, que também ilustra os tormentos de Carla (Ester Espósito), Christian (Miguel Herrán) e Pólo (Álvaro Rico), outros envolvidos.

Os personagens da primeira parte do Las Encinas voltam, mas também nos deparamos com novos estudantes, eles vão movimentar bastante a trama e proporcionar muitas emoções. Surge uma nova investigação, cada episódio apresenta interrogatórios e alunos cada vez mais pressionados. Cada depoimento e pistas encontradas pela polícia tornam a narrativa mais tensa e convidativa para quem está acompanhando desde o início. Os verdadeiros culpados pelo assassinato já são conhecidos, mas suas angústias e a dúvida se eles vão resistir por tanto tempo pela culpa que carregam e se vão se entregar às autoridades são os ingredientes para conduzir e sustentar os oito episódios, que são muito bem articulados e o elenco consegue segurar bem as pontas.

Quanto aos novos alunos, Rebeca (Claudia Salas) é uma jovem emergente e que acaba por envolver Samuel em negócios escusos. Acabamos por entender a ascensão que ela e sua família tiveram, e não foi um ‘ganhar na loteria’, como ela afirma por diversas vezes. Valerio (Jorge López), meio-irmão de Lucrécia (Danna Paola) é um garoto cheio de vida, mulherengo, mas com uma quedinha pela meia-irmã. Na reta final da temporada, ele se envolve em um sério episódio que acaba por provocar estragos na vida de Guzmán e também na sua e de Lucrécia. Já Cayetana (Georgina Amorós) é a personagem que gera mais discussões, pois apesar de sua empatia com seus colegas e pela enorme força que demonstra para alcançar o que deseja, ela tem uma personalidade contestável, pois demonstra ser alguém que não é e a expectativa se ela vai ou não ser desmascarada só cresce a cada episódio, tendo em vista que não é fácil sustentar uma mentira por muito tempo.

A produção mostra algumas cenas fortes, dentre elas envolvendo sexo, com um grau moderado de apelação, e comportamentos de jovens que refletem os adolescentes atuais, ainda mais com o advento das redes sociais. Muitos querem se sentir amados e pertencentes a um grupo, outros usam e abusam da tecnologia para intimidar, descobrir segredos e desfazer algumas amizades e relacionamentos, e outros encontram sérios problemas familiares e não contam com total apoio dos pais. Alguns dilemas do cotidiano são encaixados e explorados como na primeira temporada, com uma estrutura narrativa eficiente, de bom ritmo e que instiga o espectador a acompanhar até o fim, para ver os dramas dos adolescentes solucionados, além do desaparecimento de Samuel, bem esclarecido no desfecho.

Humor, dramas e o clima de suspense marcam os oito novos episódios de ‘Elite’, a nova sensação da Netflix, e que está mobilizando muitos espectadores, principalmente no Brasil. Vale a pena maratonar.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: La Casa de Papel 3/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: La Casa de Papel 3/ Cesar Augusto Mota

Os ladrões mais queridos da Espanha estão de volta. A série ‘La Casa de Papel, sucesso de crítica e público, chega à sua terceira parte e com oito novos episódios na Netflix. E vem com algumas novidades, principalmente no que concerne à corrupção que as autoridades espanholas escondem.

O grupo de assaltantes, composto por Nairóbi (Alba Flores), Tóquio (Úrsula Corberó), Denver (Jaime Lorente) e os outros ladrões se reúnem novamente e aparecem curtindo a fortuna faturada com o assalto à Casa da Moeda Espanhola. Tóquio, disposta a curtir ainda mais o momento de fartura, decide pedir um tempo para o namorado, Rio (Miguel Herrán) e o deixa na ilha em que viviam no Caribe. Porém, o grupo é rastreado e pego pela polícia panamenha. Encurralada, Tóquio recorre ao Professor (Álvaro Morte) para reunir os assaltantes e um novo assalto é planejado, no Banco da Espanha, que possui centenas de barras de ouro. E tudo isso para refazer contato com a polícia e negociar o resgate de Rio.

Um grande plano é executado e acaba por deixar ensandecidas as pessoas nas ruas de Madrid e tudo é relatado na visão de Tóquio, com flashbacks que antecedem ao assalto, recurso apresentado nas temporadas anteriores. Grandes reviravoltas acontecem e eventos muito perigosos acabam por desestabilizar o grupo, com a iminência do plano vir a fracassar.

O que chama a atenção nessa parte três é a forte motivação do grupo de assaltantes de mostrar o quão abusivo e opressor é o sistema de vigilância espanhol e segredos obscuros que aos poucos são revelados. Os personagens não querem apenas roubar, mas demonstrar que a segurança do país e falha e que o país conta com autoridades questionáveis, e isso faz o espectador se identificar ainda mais com os assaltantes e ir com eles até o fim do plano. Conseguirão todos saírem ilesos e bem-sucedidos no que foi planejado? Vão ostentar muita riqueza? E os conflitos internos entre os personagens? Serão bem resolvidos?

Outro ponto positivo está na variação de cenários durante os episódios, com direito a uma ilha paradisíaca em um deles. A ousadia do Professor na execução do plano também chama a atenção, com a divulgação de uma mensagem enigmática e uma importante revelação, para o espanto dos cidadãos espanhóis. Se vimos ladrões encurralados anteriormente, vemos agora personagens mais decididos e dispostos a se darem bem e fazer coisas para prejudicar as autoridades corruptas da Espanha. E novos ladrões pintam na área, como Mónica (Estocolmo) e Raquel (Lisboa): Palermo, Marsella e Bogotá. Todos com personalidades peculiares, mas capazes de cativar o espectador. A participação de cada um possui destaque na trama e elas ditam o ritmo dos episódios, bem como os rumos do plano de assalto. Uma temporada incrível e cheia de surpresas.

Se você estava esperando por uma temporada frenética e que propusesse novas emoções, ‘La Casa de Papel 3’ vai muito além do que já foi apresentado e mostra outro lado dos assaltantes que ganharam a atenção e carisma de milhões de espectadores, e com direito a novos integrantes. Vale a pena essa nova experiência.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Top 5 de Filmes na Netflix para se assistir no Dia dos Namorados

Top 5 de Filmes na Netflix para se assistir no Dia dos Namorados

Se você está acompanhado ou acompanhada hoje, no Dia dos Namorados, aproveite e vá curtir com seu par. Se você está sozinho, não se desespere: há boas opções de filmes na Netflix, a melhor companheira num dia como hoje para amenizar a solidão.

 

5- Um lugar chamado Notting Hill

Com o casal Anna e Will, opostos, que se encontram por acaso e vivem em mundos diferentes. Ela, atriz. Ele, dono de livraria. Ela assume a iniciativa num papel outrora masculino e ele é mais passivo, tímido, num papel outrora feminino. E de quebra ainda tem Londres como cenário e amigos de Will hilário. Hugh Grant e Julia Roberts brilham! Excelente pedida!

 

 

4- O Amor não tira férias

Iris e Amanda sofrem decepções amorosas e querem sair de sua casas para espairecer e se livrar  de romances. Uma vive em Londres e a outra em Los Angeles. Uma, jornalista e a outra produtora de trilhas. Trocam de casas mas não escapam de romance. Amanda se envolve com o irmão de Iris, Graham, viúvo e com duas crianças e Iris se envolve com Miles que também sofreu uma decepção amorosa com uma atriz que o trai.

Kate Winslet, Jude Law, Cameron Diaz e Jack Black estão ótimos. O filme é delicioso!

 

3-  Nosso último verão

Filme que fala do momento que os jovens terminam o High School e vão para a universidade. Destaque para KPA, o jovem astro de Riverdale. Fala de diferenças, amizade, amor, traição e conflito de gerações. Filme interessante que ajuda a passar o tempo numa data como hoje.

 

 

2- Meu eterno talvez

Atores coreanos têm invadido Hollywood e isso é muito bom. Sasha e Marcus se conheceram na infância, a amizade brota e dali um conturbado amor. Ele, reparador de ar condicionado. Ela, uma chef renomada. O que ela aprendeu com a mãe dele, que acaba por falecer, na cozinha e o amor que recebeu, a faz ser uma pessoa melhor e a superar amores fracassados e o descaso dos pais. De quebra, ainda tem Keanu Reeves,colírio master, como ele mesmo. Muito fofinho!

 

 

1- O Date Perfeito

Esse filme é com a sensação de Hollywood, Noah Centineo. Um rapaz para conseguir pagar a universidade cria um aplicativo com a ajuda de um amigo para poder ser o par perfeito das meninas por uma noite. Numa dessas ele acaba se apaixonando por sua primeira cliente que é um pouco rebelde. Mas antes acha que gosta da menina mais popular da escola e acaba descobrindo que seu amor é outro. Fofura master e Noah é tudo de bom!

 

 

Por Anna Barros

 

Poltrona Séries: Dilema-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Dilema-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Vale a pena arriscar o casamento pelo êxito na profissão? Até onde se pode ir para o alcance da glória? Vale todos os riscos? Perguntas interessantes e ao mesmo intrigantes, não é mesmo? Com premissa forte e roupagem novelesca, ‘Dilema’ (What/If), nova série da Netflix, traz Renée Zellweger como estrela principal e um elenco talentoso, mas em uma produção com muitos problemas.

Na trama, o jovem casal Lisa Ruiz Donovan (Jane Levy) e Sean Donavan (Blake Jenner) passa por graves problemas financeiros e cruza o caminho deles uma milionária bem-sucedida, Anne Montgomery (Renée Zellweger). Ela propõe a Lisa que Sean seja cedido por uma noite em troca de um grande investimento e, consequentemente, a recuperação financeira de sua empresa. Cercada pelo medo e incomodada com a proposta, Lisa terá que da uma resposta rápida e seja qual for a escolha, o caminho traçado irá repercutir para sempre em sua vida e na de seu marido.

Dá para notar que a atmosfera da série é semelhante a Revenge, de Mike Kelley, que também assina essa série. O sentimento de remorso, dor e culpa são explorados aqui, há faltam reviravoltas interessantes, e elas acontecem quando aumenta a presença de Anne na trama. O ritmo é demasiadamente lento, mas quem viu Revenge vê intrigas, paranoias, traições e muitos segredos sendo desvendados, o que acontece também em ‘Dilema’. Os conflitos internos ditam a narrativa, e os fãs do gênero drama vão se identificar com as propostas da série, de focar no psicológico dos personagens e na dificuldade que eles têm em controlar seus medos e o temor das possíveis consequências de suas escolhas.

Além de as coisas demorarem a acontecer, as subtramas não funcionam bem. Há dois casais que se cruzam e formam um triângulo amoroso, como Marcos, irmão de Lisa, que namora Lionel, além de Todd e Angela, juntos desde a época em que era. E quando esses casais se entrelaçam, os rumos que tomam são desproporcionais, mas não ganham a devida valorização, muito pelo excesso de ações e pela falta de bons diálogos. O ritmo é quebrado e não há um gancho com a trama principal, de Anne com o casal Lisa e Sean.

Se houve pontos negativos, os positivos estão no embate entre Lisa e Anne e a atuação de Renée Zellweger. As reais motivações de Anne, a vilã, vão aparecendo aos poucos, e elas são suficientes para incomodar o público. A postura da personagem de Zellweger, com frieza, imponência e dissimulação, conquista o público, e na medida em que os episódios vão passando ela se mostra ainda mais perigosa. Zellweger assume muito bem o papel de vilã e entrega tudo o que se espera dela.

Mesmo em meio a altos e baixos, ‘Dilema’ apresenta um bom thriller psicológico, com reflexões acerca das escolhas feitas pelos personagens, mas que peca na execução. Caso haja uma segunda temporada, tem potencial para corrigir esses erros e cumprir com seu propósito, potencial possui, mas precisa ser mais bem trabalhado.

Cotação: 3/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota