Top 5-Filmes para ver na Netflix durante a quarentena

Top 5-Filmes para ver na Netflix durante a quarentena

1-Jovens, Loucos e Rebeldes

Dirigido em 1993 por, Richard Linklater (“Antes do Amanhecer”) o clássico “Jovens, Loucos e Rebeldes” mostra o que acontece nos últimos dias de aula de um grupo de jovens no final da década de 1970. Uma jornada de humor, drama e amadurecimento que mostra que Linklater viria a ser um dos diretores autorais mais icônicos de Hollywood.

2-Lion: Uma Jornada para Casa

Produção com com seis indicações para o Oscar, o longa apresenta a trajetória do indiano Saroo, que sai à procura de seus pais biológicos e de suas origens, 25 anos depois de se perder do seu irmão em Khandwa, na Índia.

3-A Viagem de Chihiro

Oscar de Melhor Filme de Animação em 2003, esse anime de 2001, dirigido por Hayao Miyazaki, é tida como uma das produções mais ousadas dos últimos anos. Trata-se da história de um mundo mágico, recém-descoberto por Chihiro e seus pais, em que as pessoas são transformadas em animais.

4-Farol das Orcas

Protagonizado pela espanhola Maribel Verdú, o filme argentino oferece espectador uma viagem pelas paisagens da Península Valdés, na Patagônia O local será palcopara a história de uma mãe que viaja com seu filho autista, em busca conexões com suas emoções.

5-Viver Duas Vezes

O filme espanhol traz uma mistura de humor e drama com a expertise do cinema argentino. Emilio (Oscar Martínez) é diagnosticado com Alzheimer e sua família resolve levá-lo em uma jornada para reencontrar um amor de infância.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Onisciente-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Onisciente-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Universos distópicos e ficção científica estão bastante em alta, principalmente nos serviços de streaming. A Netflix já havia apresentado ao público a série brasileira ‘3%’, de Pedro Aguilera, que teve uma recepção positiva. Agora temos a produção ‘Onisciente’, também assinada por Aguilera, que mostra uma sociedade refém das tecnologias e em uma São Paulo de baixos índices de criminalidade.

Se já tivemos a sensação de sermos vigiados, agora com a internet e as redes sociais nos sentimos em um verdadeiro Big Brother. E na série em questão os cidadãos que transitam pelas ruas e todos os ambientes de São Paulo são constantemente focalizados por drones capazes de captar todas as sensações, fazer um breve relatório sobre o comportamento e também detectar crimes, sejam de grau mais baixo até os de maior gravidade. E a empresa ‘Onisciente’, que dá nome à produção, é a responsável por todo o aparato que está na cidade. Mas o sistema de vigilância não é perfeito e tampouco 100% confiável, o que já se pode atestar no primeiro episódio.

Um crime bárbaro abala Nina Peixoto (Carla Salle), a protagonista. Seu pai leva um tiro a queima roupa, mas o crime não é registrado pelo drone. Em uma investigação com ritmo frenético e cheia de percalços, Nina vai em busca do criminoso, mas não será fácil, pois as imagens de todos os drones da cidade são protegidas, apenas máquinas conseguem ter acesso e uma possível conexão seria caracterizada como violação de privacidade.

O plano visual não conta com grandes efeitos especiais, nem com representações sofisticadas no tocante ao futuro. O destaque fica para os efeitos em preto e branco e as tomadas fechadas dos drones, com todas as informações explicitadas, e possíveis crimes detectados. As ruas não contam com carros voadores, nem com prédios espelhados e luzes de neon, o que caberia muito bem em uma narrativa que se passa no futuro. O uso de flashbacks faz a relação pai e filha ser bem explorado e o espectador se envolver com os traumas da personagem central, mobilizando-o a torcer para que atinja seus objetivos, como a de desvendar o mistério que ronda a morte do pai e a efetivação no trabalho, na Onisciente, mesma empresa na qual o pai trabalhava, no setor de manutenção.

Apesar de o futuro e o uso da tecnologia já terem sido bastante explorados em outras produções, Onisciente tem uma narrativa envolvente, uma protagonista cativante e um elenco secundário que faz a personagem principal crescer, além de questões importantes como a moral, a intimidade e as fragilidades de um sistema tecnológico e o quanto isso pode ser perigoso para uma coletividade. Referências a ‘Black Mirror’ não são à toa, com toque brasileiro.

Ficou curioso? ‘Onisciente’ possui seis episódios e com um ótimo gancho para a próxima temporada, com uma continuação que mostra que nunca estamos sozinhos e que devemos desconfiar de tudo o que está a nossa volta, e todo cuidado é pouco.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Você-2ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Você-2ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Sabe quando temos a impressão que uma série já contou tudo o que poderia já em sua primeira temporada e poderia parar por ali mesmo? ‘Você’ (You) nos apresentou a Joe Goldberg (Penn Badgley), um homem sedutor, calculista e psicopata. O stalker fez uma vítima e o episódio final foi altamente tenso, traumático para alguns. Apresentar o mundo real e um paralelo sob a ótica do protagonista foi deveras envolvente, mas eis que surgiu um gancho para uma continuação e a segunda temporada chegou com potencial para causar frisson, mesmo nos que não acompanharam os primeiros episódios.

Na segunda temporada do serviço de streaming Netflix, Joe alterar seu nome para Will e vai para Los Angeles para começar uma nova vida e fugir de Candace (Ambyr Childers), com quem teve um relacionamento conturbado. Após ser contratado para trabalhar na loja de conveniências Anavrin (anagrama de Nirvana), ele conhece uma nova “presa”, mas ele sente por Love (Victoria Pedretti) o que ainda não tinha conseguido por ninguém e se vê cercado pelo amor e a obsessão.  Durante os dez episódios, você vai se deparar com uma série de eventos insanos, novos planos do perturbado protagonista e personagens coadjuvantes ganhando mais espaço e mexendo com a trama.

Mas o que a segunda temporada tem de diferente da primeira? O uso de flashbacks não se restringe ao personagem central, os secundários também possuem e os eventos passando dizem muito sobre cada um deles, principalmente sobre suas personalidades e motivações. Por que Joe é tão perturbado e tomado por uma espécie de síndrome de perseguição? Por que Love não teme Joe como os demais personagens? Por que Forty (James Scully) aparenta ser tão frágil e vê Joe como um irmão? Essas dúvidas são aos poucos esclarecidas e a construção narrativa se mostra sólida, enquanto Joe na primeira temporada persegue, ele se vê acuado nessa nova história e encontra dificuldades para achar soluções.

Se a trajetória de Joe já era envolvente e bastante sombria, com suas narrações durante os episódios e citações de ‘Crime e Castigo’, de Fiodor Dostoiewiski, você se espantará com a abordagem sobre Love e sua família, os Quinn, bastante influentes sobre Los Angeles. Eles costumam dar as cartas e manter o cerco sobre diversas pessoas, e o envolvimento de Joe com o clã é outro atrativo da temporada, pois vai gerar consequências ainda mais sérias e mexer com o destino de Delila (Carmela Zumbado), a administradora do prédio onde Joe mora, e Ellie (Jenna Ortega), sua irmã mais nova. Os arcos que envolvem ambas se entrelaçam com todos os personagens e ainda proporciona uma enorme consternação no último episódio, sem esquecer de uma mulher misteriosa que deverá ter sua identidade revelada na terceira temporada, já anunciada.

As atuações nesta temporada são mais incisivas, Penn Badgley mostra muito bem as multifacetas de Joe e consegue também despertar empatia no espectador a ponto de fazê-lo torcer para que seu romance com Love dê certo. As atitudes do protagonista, embora explicadas no decorrer da trama, passam longe de uma possível redenção, mas evitam que a série caia na mesmice, apresentando grandes reviravoltas e outros personagens dotados de problemas tão graves como os de Joe. O elenco secundário dá um excelente suporte e proporciona ao público importantes questionamentos sobre personalidade e escolhas, que são reforçadas por Joe na reta final. Um estudo bem aprofundado e complexo é oferecido a quem acompanham a série desde o início e se mostrar importante e necessário para compreendermos alguns fenômenos e distúrbios e nossa sociedade, como a dificuldade de pessoas se relacionarem com outras e a glamourização do sociopata, que se vê na segunda metade da história.

Um universo perturbador, com um stalker e sociopata cada vez engajado em suas pretensões, mas ainda vulnerável no que toca ao seu passado, com revelações sobre sua infância e o tratamento que tinha dos pais. A próxima temporada de ‘Você tem potencial revelar novos segredos sombrios e outros planos de Joe no que concerne à paternidade. Uma produção impactante, envolvente e com histórias bem interligadas e com capacidade para mexer com os nervos de um púbçico ainda maior e sedento por tramas com muito mistério, segredos e personagens de personalidade controversas. ‘Você’ tem alcançado seus objetivos e com grande potencial de oferecer muito mais na próxima temporada, com Joe tendo enfrentando transformações profundas e pronto para novas experiências, sombrias ou não. A conferir.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Mandou Bem-Natal e Ano Novo-2ª Temporada/Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Mandou Bem-Natal e Ano Novo-2ª Temporada/Cesar Augusto Mota

A Internet como forte concorrente da televisão já é uma realidade, tendo em vista as várias opções de entretenimento a seus usuários, com serviços de streaming recheados de filmes e séries. E a onda dos reality shows ainda segue a todo vapor, principalmente na TV aberta, que conta com uma boa audiência, mas com números menores que os alcançados no início do século XXI. Apostando nos realities, a Netflix traz uma série com a essência do Masterchef, da Band, e exibe ao público seis novos episódios de uma produção que já havia feito sucesso e proporcionado muita diversão, trata-se de ‘Mandou Bem-Natal e Ano Novo’ (Nailed It!), em sua segunda temporada.

Com seis episódios de trinta minutos, somos apresentados a três confeiteiros amadores que tentam reproduzir pratos deliciosos com temáticas especiais de Natal e Ano Novo, com um prêmio de dez mil dólares para o ganhador. O júri é composto pela comediante Nicole Byer, o chef francês Jacques Torres e um convidado especial a cada episódio.  São duas rodadas, na primeira o vencedor ganha um prêmio e o gorro de confeiteiro dourado, na segunda e derradeira, o grande prêmio. O desafio está não em fazer o melhor prato, mas em cada um superar seus limites e mostrar a si mesmo que pode fazer coisas deliosas.

A primeira grande graça da produçãoestá na série de brincadeiras que os jurados fazem para deixar os convidados bem à vontade e quebrar o clima tenso de competição. Tiradas de sarro como “espero que você não nos mate com seu prato’ e ‘se esse fosse meu último dia de vida e fosse minha última refeição, eu creio que provaria’ são alguns chamarizes, sem contar as provas pelas quais os confeiteiros passam e o que eles fazem para ganhar pontos com o júri. Nicole Byer não deixa a peteca cair e consegue ao longo dos episódios manter o espírito alegre e contagiante do programa, que busca mostrar não o melhor, mas o confeiteiro menos pior.

Os participantes são das mais variadas profissões, raças e etnias. Os judeus, que não celebram o Natal, mas possuem o Hanukkah, celebração também conhecida como Festa das Luzes’, também ganham espaço e três participantes da religião participam de um episódio e precisam fazer pratos com a temática judaica. Do lado do cristianismo, os pratos vão de estrelas, enfeites e a famosa figura do Papai Noel precisam ser confeccionadas e estarem em um bolo, ou algo parecido, tendo em vista que os confeiteiros não mostram grandes habilidades. A explicação do chef Jaques Torres de como os pratos devem ser feitos parece que tornam as coisas bem fáceis, mas é apenas impressão. Vemos confeiteiros atrapalhados, alguns nervosos, outros bem-humorados, e essa diversidade torna a série bem divertida e agradável de se acompanhar.

A escolha dos ingredientes, a preparação do creme de manteiga até a decoração do bolo nós acompanhamos em um ritmo bem suave, mas com o relógio na tela em alguns momentos. Procedimentos que são chave para uma receita sair bem-feita são seguidas por alguns praticantes, outros não, seja por descuido ou nervosismo, e acabam optando pela improvisação. E quem está em apuros pode se dar bem, o programa dá a opção para que ele aperte um botão pedindo tempo, e os outros dois adversários pagam prendas ou realizam provas engraçadas, como abrir caixas e usar objetos com alusão ao Natal ou Ano Novo, como cornetas ou línguas de sogra. Sem falar na guerra de bolas de neve no estúdio, que dão um ar cômico e especial, no clima das festas de fim de ano.

Quem acompanha ‘Mandou Bem’ se diverte, dá boas risadas e fica na torcida por um participante a cada episódio, cada um com seu objetivo traçado e um sonho a ser alcançado. Criativo e sem apelação, a série é uma boa opção de diversão para quem participou intensamente das festas de fim de ano e espera um ano cheio de luz, desejos e felicidade. Uma experiência válida e que vale a pena.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Top 5: Mais filmes para você assistir no Natal

Top 5: Mais filmes para você assistir no Natal

Nós do Poltrona de Cinema estamos ainda no clima natalino e viemos novamente desejar a você um Natal abençoado e que Deus abençoe seu lar. Viemos oferecer mais cinco filmes para você ver com sua família e deixar que a magia dessa data invada sua casa e seu coração esteja sempre cheio de paz e amor. Bons filmes, Feliz Natal!

 

1. O Grinch (2000)

Um Grinch que odeia o Natal resolve criar um plano para impedir que os habitantes da pequena cidade de Quemlândia possam comemorar a data festiva. O Grinch resolve invadir as casas das pessoas e roubar delas tudo que esteja relacionado ao Natal. Direção: Ron Howrard. Elenco: Jim Carrey, AllieMcCall, Bonnie Morgan. Aventura. Disponível na Netflix.

2. Os Fantasmas de Scrooge (2009)

Baseado no clássico conto de Charles Dickens, o filme conta a história do velho e rabugento, Ebenezer Scrooge, que na noite de Natal recebe em sua casa a visita de três fantasmas que irão lhe mostrar como ele está desperdiçando a vida. Direção: Robert Zemeckis. Elenco: Jim Carrey, Steve Valentine, Colin Firth. Animação. Disponível no Telecine Play e na plataforma NOW.

3. Operação Presente (2011)

Na linhagem dos papais noeis, Arthur é o único que ainda acredita no espirito natalino. Seu irmão mais velho, Steve, herdeiro do trenó, comanda com eficiência e disciplina a entrega mundial de presentes, enquanto o atual Papai Noel já é apenas mais um no grande esquema de distribuição. Enquanto isso, o Vovô Noel de 136 anos despreza toda a modernidade e diz não acreditar mais no sentido do Natal. Direção: Barry Cook, Sarah Smith II. Elenco: James McAvoy, Jim Broadbent, Bill Nighy. Animação. Disponível no NOW e no Crackle.

4. Um Presente Perfeito (2013)

Aos dezoito anos, Ashley está indo na direção errada, saindo com pessoas erradas e procurando confusão. Tudo começa a mudar quando um dos empregados da família consegue convencê-la a fazer uma peça de Natal para crianças carentes. Juntos, eles descobrem o impacto que uma pessoa pode causar através do dom de ajudar o próximo. Direção: Richard Foster. Elenco: LexiAinsworth, Eric Robert, Vivica A. Fox. Drama. Disponível no Globo Play e no Telecine Play.

5. Desejo de Natal (2017)

A jovem Mariah sonha em ganhar um cãozinho no Natal. Para ver se ela está pronta para essa responsabilidade, a garota é encarregada de cuidar do cachorro bagunceiro do seu tio, que acaba causando problemas e atrapalhando os planos de férias de toda sua família. Direção: Rachel Eggleston, Mariah Carey. Elenco: Mariah Carey, Connie Jackson, BreannaYde. Animação. Disponível no Telecine Play e na plataforma NOW.
Por: Cesar Augusto Mota