Confira dicas de filmes da Netflix

Confira dicas de filmes da Netflix

1-No Coração do Mar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em No Coração do Mar, o navio baleeiro Essex parte em busca de óleo de baleia no inverno de 1820. O navio é liderado pelo nada experiente capitão George Pollard (Benjamin Walker), que tem Owen Chase (Chris Hemsworth) como seu primeiro oficial. Owen sonha em ser capitão e tem o objetivo de superar a meta traçada por seu empregador. Eles navegam por meses em busca de baleias, mas quando encontram se deparam com uma grande ameaça, uma gigantesca baleia branca que irá lutar por sua sobrevivência e acabará atacando o navio e sua tripulação. A grande tragédia marítima da vida real inspiraria Moby-Dick, de Herman Melville.

2-Ressurreição

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Às vésperas de um levante em Jerusalém, surgem rumores de que o Messias judeu ressuscitou. Um centurião romano agnóstico e cético (Joseph Fiennes) é enviado por Pôncio Pilatos para investigar a ressurreição e localizar o corpo desaparecido do já falecido e crucificado Jesus de Nazaré, a fim de subjulgar a revolta eminente. Conforme ele apura os fatos e ouve depoimentos, suas dúvidas sobre o evento milagroso começam a sumir.

3-Operação Sombra – Jack Ryan

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jack Ryan (Chris Pine) estudava em Londres quando o World Trade Center desabou devido a um ataque terrorista ocorrido em 11 de setembro de 2001. Servindo o exército americano, ele participa da Guerra do Afeganistão e lá sofre um sério acidente na coluna. Durante a recuperação no hospital ele conhece a doutora Cathy (Keira Knightley), por quem se apaixona. É neste período que ele recebe a visita de Thomas Harper (Kevin Cosnter), que trabalha para a CIA e recomenda que Ryan retorne ao doutorado em economia. Ele segue o conselho e, a partir de então, passa a trabalhar às escondidas para a CIA, sem que nem mesmo Cathy saiba. Em meio às investigações, Jack descobre um complô orquestrado na Rússia, que pode instalar o caos financeiro nos Estados Unidos. Com isso, ele viaja a Moscou com o objetivo de investigar Viktor Cheverin (Kenneth Branagh), o líder da operação.

4-O Núcleo – Missão ao Centro da Terra

 

 

 

 

 

 

 

Repentinamente a Terra parou de realizar seu movimento de rotação, devido a uma força ainda desconhecida que está agindo sobre o planeta. A paralização traz consequências desastrosas para o planeta, já que proporciona a deterioração do magnetismo da Terra e, consequentemente, também de sua atmosfera. Para tentar descobrir o que está havendo e resolver a crise o geofísico Josh Keyes (Aaron Eckhart) escala uma equipe com alguns dos mais brilhantes cientistas do planeta, que tem por missão ir até o núcleo da Terra para reativar a rotação do planeta.

5-Armações do Amor

 

 

 

 

 

 

 

 

Tripp (Matthew McConaughey) é um homem de 35 anos que ainda não deixou a casa dos pais. Desesperados, seus pais resolvem criar um plano para que ele tome um jeito na vida e saia de casa de uma vez por todas. Assim, eles decidem contratar Paula (Sarah Jessica Parker), uma mulher bela e talentosa, para convencê-lo que chegou a hora de se mudar.

 

Por: Cesar Augusto Mota

 

Poltrona Séries: The Last Dance/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Last Dance/ Cesar Augusto Mota

Existem atletas com carreiras tão vitoriosas que acabaram por deixar grandes legados. No futebol e na natação lembramos de Pelé e Michael Phelps, e quando falamos de basquete, o nome de Michael Jordan não poderia ser esquecido. De calouro da Universidade da Carolina do Norte a grande estrela da NBA, da franquia Chicago Bulls, Jordan foi protagonista de uma bela trajetória, com seis títulos durante quatorze anos em que vestiu o uniforme dos Bulls. Mas não se trata somente de sua carreira, a série documental “The Last Dance” (intitulada Arremesso Final, no Brasil), em uma parceria entre Netflix e ESPN, vai mostrar momentos memoráveis que mudaram para sempre a história do esporte.

Durante os dez episódios da produção, acompanhamos a temporada 1997-98, que culmina com o último título do Chicago Bulls. Uma equipe de filmagem começa a mostrar os bastidores, entrevistas coletivas, o dia a dia do time, as conversas nos vestiários entre atletas e reuniões com o treinador Phil Jackson. Mas logo de cara, o espectador é surpreendido com dois comunicados de Jerry Krause, diretor-geral do Bulls: a equipe será desmontada ao término da temporada e Jackson não seguirá na equipe. O foco está em Jordan, desde seu começo na equipe até o presente momento, o da despedida.

A narrativa não segue uma linha tênue, existem alternâncias entre o passado, o presente e depoimentos de grandes personagens, como Michael Jordan, Scottie Pippin, Dennis Rodman e Steve Kerr, grandes estrelas do Bulls. O técnico Phil Jackson e o gerente Jerr Krause também estão presentes no documentário, além de participações especiais, como a de Kobe Bryant, falecido no início do ano. Essas variações são feitas não só para o espectador relembrar momentos históricos, mas também mostrar os acontecimentos a quem não os vivenciou. O clima é de uma autêntica decisão, como se ela estivesse acontecendo no momento atual, e os noticiários da época ajudam a reforçar os sentimentos de alegria e ansiedade dos torcedores do Bulls e fãs de basquete.

Um dos ingredientes que fez essa série chamar a atenção está na maneira como foi a exploração da imagem de Jordan e tudo o que ele proporcionou à modalidade e à organização da NBA. De seus primeiros dribles, passes e arremessos, até a primeira decisão, na temporada 1990-91 contra o Detroit Pistons, Jordan mostra que realmente é a engrenagem da máquina Chicago Bulls. Ele é capa de se motivar com coisas simples ou até mesmo banais do cotidiano para um jogo importante e arrancar o melhor de si de seus companheiros, mesmo que tenha que discutir rispidamente ou até mesmo dar socos, como fez com Steve Kerr. Não é mostrado só o lado positivo da vida de Michael, manchetes sobre seu possível vício em apostas são mostradas, além do seu abalo com a morte do pai e a dificuldade para driblar a imprensa sobre sua vida particular.

O marketing utilizado em torno da imagem de Jordan, carismático com os fãs, um joador talentoso e de grande explosão nas quadras, além de patrocinado por grandes marcas, dentre elas a Nike, que lançou o tênis Air Jordan, fez os fãs de basquete perceberem que não se tratava apenas de um jogo de basquete, mas de um ídolo que nascia e que todos queriam se aproximar dele e participar de tudo aquilo que ele estava mostrando. A imagem de vencedor Jordan, além do período de conquistas do Chicago Bulls, que alcançou seis títulos, com dois tricampeonatos seguidos contribuíram para tornar o produto NBA rentável e capaz de alcançar públicos de fora dos Estados Unidos e não ser apenas genuinamente americano.

Os últimos capítulos reservam grandes surpresas e atitudes dos atletas e de Phil Jackson, após ‘a última dança’(The Last Dance, que dá título à série). O basquete norte-americano passou a ter proporções ainda maiores e se revelou como um fenômeno cultural que o esporte se tornou, principalmente nos Estados Unidos, com a torcida engajada durante os jogos, feliz com as conquistas e disposta a ficar perto de seus ídolos. Uma tradição que já existia e que se instalou de vez após um período histórico de uma equipe estelar e de um jogador fora de série, Michael Jordan, que chegou a se aposentar antes de voltar para o segundo tricampeonato. “The Last Dance’ é uma legítima carta de amor ao basquete e um tributo a um dos melhores jogadores de basquete de todos os tempos.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Dark-3ª Temporada/Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Dark-3ª Temporada/Cesar Augusto Mota

Sucesso de audiência no serviço de streaming Netflix, a série alemã ‘Dark’ chega a sua terceira e última temporada e com a missão de fechar com chave de ouro um projeto que chamou bastante a atenção do público no tocante à narrativa apresentada no gênero ficção científica. Assuntos como a ciência e a religiosidade se fizeram presentes em todos os episódios e também aparecem nos oito episódios finais. Desta vez nos perguntamos: Existe apenas uma realidade ou há realidades paralelas? Tudo acontece por conta do destino ou os acontecimentos ocorrem em decorrência das escolhas feitas pelas pessoas?

A história é situada Winden, que está prestes a vivenciar o apocalipse, numa série de colisões que vão acontecer entre dois mundos, o da luz, onde vive Marta, e o da sombra, de Jonas. A missão de ambos é a de salvar o máximo de vidas possível, mesmo que aconteça o inevitável. Mas será que eles vão conseguir? Há ainda algum segredo que não foi desvendado? Viagens no tempo de 33 anos no passado e no futuro se fazem necessárias, mas a produção vai além e consegue mostrar uma sociedade do século XIX, do ano de 1888, representada por ancestrais dos personagens da série, além de um futuro com uma Winden sombria e cheia de destroços em 2050.

A narrativa é atrativa e envolvente, as árvores genealógicas representadas na parede de um bunker ilustram que as histórias de todos os personagens são importantes, não há peças soltas, e uma analogia interessante é feita, como a de peças em um jogo de xadrez. Se houver alteração em uma delas, tudo irá mudar, e as consequências são graves, não só para os que vivem os conflitos, mas toda a humanidade. Um artefato valioso também ganha holofotes, além das famosas passagens na caverna para mundos tão distópicos e ao mesmo tempo chamativos, com os característicos “eus mais velhos” dos personagens.

Os efeitos visuais e as montagens são outros ingredientes para a última temporada funcionar bem e encerrar um ciclo que já se iniciou caótico. As descaras elétricas e a desintegração de partículas atômicas são ilustradas com perfeição e a sensação é a de fim de mundo, porém algumas reviravoltas ocorrem e deixam a trama ainda mais empolgante. Há também muitos paradoxos que são abordados, os principais no que concerne ao tempo e ao espaço e o visual também ajuda a mostrar isso, com tela dividida entre passado e presente, além da narração off.

Por fim, os personagens tornam a trama interessante e atiçam a curiosidade do espectador para quais passos serão ou não dados e o que o futuro os reserva. Jonas passa por altos e baixos, e quando você pensa que ele está derrotado, um grande salto é dado por ele que desde o início de sua aventura, na primeira temporada, tenta consertar tudo do seu jeito. E Marta passa a ser mais explorada, com grande importância na temporada derradeira. Se a história já é impactante e os personagens com comportamentos questionáveis, há abordagens científicas importantes, sobre a origem do caos, a conexão entre passado e presente explicada por meio de analogia dos nós e os erros que os seres humanos cometem, além de seus desdobramentos em suas vidas.

‘Dark’ mostrou que ainda há muito a ser explorado no comportamento humano e seus desdobramentos, além de discussões importantes e que rendem muito assunto, no campo da ciência, da filosofia e da religião. Um ciclo muito bem encerrado e com um desfecho que deixou o espectador impressionado com as inúmeras abordagens feitas e as possibilidades que a ciência pode proporcionar. Vale a pena assistir.

Cotação: 5/5 poltronas.

Poltrona Series Especial: Outlander 1ª Temporada/Anna Barros

Poltrona Series Especial: Outlander 1ª Temporada/Anna Barros

Adoro filmes e séries com viagem no tempo. Não é novidade. Vi Dark de ponta a ponta e estava procurando outra que falasse do mesmo tema. E achei Outlander. A série é menos complicada que Dark porque tem um contexto histórico mas é mais pesada e sangrenta. Mas não tem como não se apaixonar por Jamie Fraser vivido pelo maravilhoso Sam Reughan. Melhor personagem masculino de série e concorre a melhor casal junto com Claire vivida por Catriona Balf.

Em 1945, Claire Randall, ex-enfermeira do Exército britânico, regressa da guerra e está com o marido, Frank Randall, em lua-de-mel. É então encantada pelo canto vindo de um rochedo dentro de um antigo círculo de pedras no meio da Escócia. Ela vai para casa e decide voltar perto das pedras para colher uma florzinhas azuis. Escuta um zumbido perto da pedra maior.  Num grito, é transportada para o ano de 1743, no meio de uma escaramuça entre ingleses e escoceses.

Confundida com uma prostituta pelo violento capitão Jack Randall, é salva pelo poderoso clã escocês MacKenzie. Estes julgam-na espiã, mas com a sua experiência em enfermagem, Claire passa por curandeira e ganha o respeito dos guerreiros. Perseguida a solução é tornar-se membro do clã. Acaba por casar com Jamie Fraser, que demonstra uma paixão arrebatadora. Inicialmente tímido, acaba por revelar-se um amor absoluto, Claire fica então dividida entre dois homens em duas épocas inconciliáveis. Ela tenta voltar para o futuro mas desiste porque seu amor por Jamie é muito forte, entrega de corpo e alma.

O episódio 6, O Casamento, é um dos mais lindos que já vi de séries. E olha que já vi muitas, ainda mais com essa quarentena.

Você fica com muita raiva de Jack Randall vivido por Tobias Menzies que também faz Frank. O capitão da esquaddra inglesa é muito malvado e faz coisas horrorosas em nome do amor não correspondido por Jamie e pela atração que ele não admite por Claire.

Claire é uma mulher à frente de seu tempo: independente, proativa, determinada e que não admite ser submissa ao marido, mesmo ele sendo um homem tao maravilhoso como Jamie. Jamie tenta dominá-la mas logo desiste ao ver o quão especial ela é e ao saber que não vai conseguir. Ele é procurado pela Corte Inglesa como traidor porque se une aos irmãos escoceses para se libertar do jugo inglês e restaurar a monarquia com um rei da Cassa Stuart, escocês e católico.

Eles se metem em confusão o tempo todo. Cada capítulo gera um tensão. E há muitas cenas de amor e sensualidade entre Claire e Jamie. Claire é teimosa e está sempre em apuros. Mas dá sorte que Jamie sempre a alva com seu instinto protetor. O personagem é arrebatador. Eu o adoro!

Os três trabalham muito bem, e a cena mais impactante é a da prisão onde Jack Randall estupra Jamie Fraser. É uma cena muito forte e pesada.

Há cenas estonteantes da Escócia, o que nos faz querer visitá-la o quanto antes. Excleente fotografia e um roteiro muito bom. O roteiro é baseado nos livros de Diana Gabaldon.

As quatro temporadas estão na Netflix e a quinta na Fox Premium e no Starzplay.

Super recomendo a série. Você não vai se arrepender!

 

5/5 poltronas

Poltrona Séries-Coisa Mais Linda: 2ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries-Coisa Mais Linda: 2ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Uma das produções brasileiras de grande destaque em 2019, a série ‘Coisa Mais Linda’, exibida pelo serviço de streaming Netflix, volta com mais seis episódios. Embalada por grandes canções da Bossa Nova e uma trama envolvente em um Rio de Janeiro no fim dos anos 50, a primeira temporada terminou com um grave incidente. A jovem Lígia (Fernanda Vasconcelos) é baleada pelo enciumado marido Augusto (Gustavo Vaz), que acaba por atingir também Malu (Maria Casadevall), proprietária do clube de música que dá nome à série.

A segunda temporada começa com Malu ainda em transe, sonhando com grandes momentos ao lado de sua mulher amiga. Ao despertar, lhe é revelada a perda de Lígia e uma lacuna é aberta em sua vida. Ao voltar para casa, outro baque, o marido Pedro retorna para tentar lhe tomar todo o seu dinheiro e se apossar de seu clube. Em paralelo, suas amigas também passam por grandes desafios: Adélia (Pathy Dejesus) está prestes a se casar com Capitão (Ícaro Silva), mas precisa dividir suas atenções com o seu trabalho de doméstica, o clube ‘Coisa Mais Linda’ e a criação de sua filha Conceição, dividida com Nelson (Alexandre Cioletti), agora casado com Thereza (Mel Lisboa). Esta deixa de ser dona de casa e passa a ser radialista, o que a faz ficar mais distante do marido.

Ao contrário do que a série poderia sugerir, com um Rio de Janeiro idílico e clima de leveza, vemos muita dramaticidade e diversas barreiras enfrentadas pelas personagens, como uma sociedade dominada pelos homens, e em muitas ocasiões, as mulheres eram obrigadas a pedir permissão aos homens. No caso de Malu, precisava ter autorização de Pedro para pedir a separação. Mas, por mais que surgissem as dificuldades, as protagonistas se mantinham unidas e a força de cada uma impulsionava o grupo. Na medida em que passam os episódios, elas se redescobrem, reveem suas prioridades e se permitem novos relacionamentos.

A trama ganha mais uma protagonista, Ivone (Larissa Nunes), que sonha ser cantora, e a entrada de mais uma personagem de forte personalidade fortalece a produção, que não só se preocupou em revisitar uma época de ouro, mas em valorizar a cultura e a música brasileira. A produção pecou em não ter trazido mais sucessos da Bossa Nova e preferir colocar novas músicas. A proposta da segunda temporada é a mesma da primeira, investir no drama e focar em temas que foram e continuam importantes na atualidade, como o feminismo, a diversidade, a liberdade e a sexualidade. E de quebra, importantes intervenções da imprensa e o trabalho do jornalismo também são abordados, mas de uma for mais incisiva mostrando as falhas de cobertura de uma notícia e erros na apuração dos fatos.

‘Coisa Mais Linda’ não só encanta por sua fotografia que valoriza os principais pontos do Rio de Janeiro no fim dos anos 50 como o gênero em evidência além das reconstituições feitas e os debates proporcionados a cada episódio. Sem dúvida, vale acompanhar.

Cotação: 4/5 poltronas.

 

Por: Cesar Augusto Mota