Poltrona Cabine: Malévola-Dona do Mal/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Malévola-Dona do Mal/ Cesar Augusto Mota

Quem acompanha as produções da Disney, percebe que a fantasia e os contos de fadas ditam as regras em boa parte de suas histórias, e, a depender do enredo, há espaço para a ação. E que tal um conto de fadas moderno no qual duas mulheres roubam a atenção e promovem uma verdadeira guerra? Inspirado no conto ‘A Bela Adormecida’ e lançado em 2014, Malévola (Maleficent) trouxe Angelina Jolie (Sr. e Sra. Smith) no papel principal em uma live-action que tirou o fôlego de milhões de espectadores. A atriz volta a viver a protagonista na continuação ‘Malévola: Dona do Mal’ (Maleficent: Mistress of Evil), no qual se mostrará ainda mais forte e disposta a usar seus poderes para proteger seu reino. Será que essa sequência será tão boa quanto o original?

Malévola (Jolie) e sua afilhada Aurora (Elle Fanning) questionam os complexos laços familiares que as prendem à medida que são puxadas em direções diferentes por casamentos, aliados inesperados e novas forças sombrias em jogo. Os anos passam, o relacionamento entre elas se fortalece, mas o ódio entre o homem e as fadas ainda existe. O iminente casamento de Aurora com o príncipe Phillip(Harris Dickinson) é motivo de celebração no reino de Ulstead e no reino dos Moors, pois a união servirá para juntar os dois mundos, mas um encontro inesperado introduz uma nova e poderosa aliança, Malévola e Aurora são jogadas para lados opostos em uma Grande Guerra, testando sua lealdade e fazendo com que elas questionem se podem ser verdadeiramente familiares.

Logo nos primeiros minutos, alguns eventos de impacto acontecem antes de nos deparamos novamente com os personagens do primeiro filme, e essa atmosfera de perigo criada era apenas um aviso de que essa continuação seria intensa e também recheada de muitas sequências de ação. É possível se encantar com o reino dos Moros, do qual Aurora e Malévola fazem parte, todas as fadas, apesar de Aurora ser humana, além de testemunhar a constante rivalidade com Ulstead, da rainha Ingrith (Michelle Pfeiffer), e sua imponência perante seu povo e sua obsessão pela paz e combate aos seus inimigos. Tudo é devidamente construído e perfeitamente encaixado e a partir da cena em que o casamento entre Aurora e o príncipe Phillip está prestes a se realizar, o espectador consegue se sentir fisgado por aquela atmosfera inquietante e cheia de frenesi. E as cenas de batalha são bem elaboradas e de aparência realista.

O universo dos personagens e os conflitos internos de cada um também chamam a atenção, e o caminho que percorrem até o fim da história também contribuem para o sucesso da trama. Mensagens acerca de ódio, amor, união e cumplicidade aparecem nos momentos-chave da história, e as batalhas comandadas por Ingrith, de um lado e Malévola, do outro são épicas, com explosões, nuvens de fumaça vermelha e raios verdes. O primeiro representa a cor do reino das Trevas, aliado de Malévola, e o verde, os poderes que somente ela tem e outras criaturas não. Os efeitos especiais são bem elaborados e tornam a jornada ainda mais excitante, além da imprevisibilidade das ações.

Mas não é só de tensão que é feito o filme, a trama se torna bastante divertida quando as fadas de Moros entram em ação durante o confronto e elas dão o ar de sua graça, num excelente jogo de luzes e poderes de arrancar muitos sorrisos e admirações. As batalhas apresentadas estão no estilo Game of Thrones, com muitas armas, artefatos e estratégias na organização dos Exércitos e o momento certo para a execução dos combates. De quebra, as líderes Ingrith e Malévola mostram porque essa obra é tão boa e se mostra até melhor que a primeira. A imponência e a força interior das personagens de Michelle Pfeiffer (Vingadores: Ultimato) e Angelina Jolie são ilustradas com muita segurança e personalidade pelas atrizes, que também convencem em cenas que exigem frieza e emoção. Elle Fanning (Espírito Jovem) não fica atrás. Com uma personagem frágil no início, ela cresce ao longo da narrativa e se torna essencial para a resolução do conflito, a chave para o fim da guerra e uma possível conciliação entre os reinos de Moros e Ulstead.

Divertido, ousado e envolvente. ‘Malévola: Dona do Mal’ impressiona por sua beleza estética, sua trama emocionante e imersiva e seus personagens fortes e carismáticos. Um convite àtoda a família para acompanhar um conto de fadas dos tempos atuais.

Cotação: 4,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Disney lança novo trailer de ‘Malévola: Dona do Mal’

Disney lança novo trailer de ‘Malévola: Dona do Mal’

O novo trailer de “Malévola: Dona do Mal”, sequência do sucesso global de bilheteria “Malévola”, foi divulgado ontem (13) à noite. Angelina Jolie e Elle Fanning retomam seus papéis como rainha das trevas Malévola e Princesa Aurora, respectivamente, duas personagens do clássico animado “A Bela Adormecida”, cuja história não contada foi trazida à tona em “Malévola” de 2014. Elas estão juntas com Michelle Pfeiffer, Chiwetel Ejiofor, Sam Riley, Harris Dickinson, Ed Skrein, Imelda Staunton, Juno Temple e Lesley Manville. Não deixe de conferir o teaser trailer do filme que chega aos cinemas em 17 de outubro de 2019!

“Malévola: Dona do Mal” é uma aventura de fantasia que começa vários anos depois de “Malévola”, na qual o público aprendeu sobre os eventos que endureceram o coração da vilã mais famosa da Disney e a levou a amaldiçoar a princesa Aurora. O filme continua a explorar a complexa relação entre a fada de chifres e a futura rainha, formando novas alianças e enfrentando novos adversários em sua luta para proteger os mouros e as criaturas mágicas que residem em seu interior. O filme é dirigido por Joachim Rønning e tem roteiro de Linda Woolverton e Micah Fitzerman-Blue e Noah Harpster, o filme é produzido por Joe Roth, Angelina Jolie e Duncan Henderson com Matt Smith, Jeff Kirschenbaum e Michael Vieira como produtores executivos.