Poltrona Cabine: Força Bruta-Punição/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Força Bruta-Punição/Cesar Augusto Mota

Jogos de azar, apostas online, crime organizado e lavagem de dinheiro são elementos cada vez mais evidentes e presentes no nosso cotidiano, desencadeado em vício e outras consequências negativas. Todo esse contexto aparece em “Força Bruta: Punição”, produção sul-coreana que se aproxima da realidade, com apostas sendo fachada para atividades ilícitas.

Acompanhamos Ma Seok-do, que investiga um aplicativo ligado ao tráfico de drogas e uma conexão com um desenvolvedor assassinado nas Filipinas. A investigação leva-o a um embate com um mercenário e comandante de um império de jogos ilegais. Será uma missão perigosa e que desafiará sua coragem e colocará à prova todas as suas habilidades.

As sequências de ação e luta se mostram bastante realistas e o êxito se dá pelas técnicas de boxe utilizadas. O roteiro se mostra coeso, uma história dinâmica e um enredo que prende o espectador até o desfecho. Há humor como alívio em alguns momentos, mas a ação e o suspense predominam. O alto grau de imersão também é outro atrativo, com um jogo de câmeras em plano fechado e uso preciso de efeitos especiais.

Quem curte ação irá se lembrar de sucessos com Bruce Lee na década de 70, com muita pancadaria, e a produção atual procurou beber um pouco dessa fonte. A conexão Coreia-Filipinas, com cortes abruptos, e a abordagem dos jogos ilegais no Oriente não só aguçam a curiosidade como também permitem fazer um paralelo com o que acontece no Ocidente.

Não foi à toa que “Força Bruta: Punição” foi aclamado em festivais e visto em 164 países. Uma obra com múltiplos atrativos, da ação ao suspense e do humor à tensão. Vale a audiência.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota