Poltrona Cabine: O Candidato Honesto 2/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Candidato Honesto 2/ Cesar Augusto Mota

Às vésperas de mais uma eleição, são inevitáveis memes e piadas com os candidatos, além de críticas e paródias feitas com o atual momento de crise política e econômica vividos em nosso país. Em 2014, fomos apresentados ao filme ‘O Candidato Honesto’, com o talentoso e irreverente Leandro Hassum (Até que a Sorte nos Separe), que interpretou João Ernesto, um político que foi flagrado em um forte esquema de corrupção e condenado a uma pena de 400 anos de prisão. Ele retorna para uma nova sequência e novamente próximo a mais um pleito que decidirá os rumos da nação. Será que esse novo longa vai dar pé ou será uma bomba?

Em ‘O Candidato Honesto 2’, escrito por Paulo Cursino e dirigido por Roberto Santucci, os mesmos do filme anterior, João Ernesto está mais magro e após cumprir apenas 4 anos da sua sentença, ele deixa a cadeia e é convencido por um partido forte, o PSDL, a voltar a concorrer à presidência da República. Em sua nova jornada, ele tentará provar que se regenerou e que está a serviço da verdade e disposto a propor novas ideias, projetos e um novo jeito de governar. Para isso, contará  com a ajuda de Ivan Pires (Cassio Pandolph), vice-presidente do Brasil por quatro vezes e que dará as cartas nos bastidores, bem como Marcelinho (Victor Leal), uma espécie de braço-direito, que o conduzirá durante a campanha, além da ex-mulher, Isabel (Flávia Garrafa), para reforçar a imagem de homem que preocupa com a família. Seu maior adversário na corrida eleitoral é Pedro Rebento (Anderson Muller), militar, um dos deputados mais votados e líder das pesquisas das intenções de voto.

Com sua vitória nas urnas, João Ernesto terá que mostrar jogo de cintura com todos os que vão querer puxar seu tapete até uma bomba estourar, a denúncia de seu envolvimento em mais um esquema de corrupção, e terá que correr contra o tempo para convencer os deputados a não votarem em um processo de abertura de impeachment. Com toda sua experiência e malandragem, ele fará de tudo para evitar perder tudo o que conseguiu, seja por ele mesmo ou graças aos que o ajudaram, envolvidos ou não em corrupção.

O roteiro explora muito bem as características dos personagens, não apenas do protagonista, como também dos políticos existentes no Congresso. Além disso, ilustra de uma forma bem-humorada, e em muitas ocasiões, de maneira exagerada, as estratégias adotadas por todos os que querem se eleger, sejam por agrados ao eleitorado, favores por debaixo dos panos, ou até mesmo propina, esquemas tão escancarados que não causam mais estranheza na população brasileira. E sem esquecer das alfinetadas em várias personalidades conhecidas da política, do Brasil, como também do exterior, arrancando muitas risadas, bastando apenas olhar para o personagem perfeitamente caracterizado.

O ritmo da história se apresenta com uma estrutura sólida e bem ritmada, da saída de João Ernesto da prisão, a estruturação de sua campanha, até a votação do impeachment. O humor utilizado, de forma escrachada e com algumas situações escatológicas, funciona na narrativa e se torna um atrativo para o espectador, que em vez de se indignar com a política, passará a vê-la por outro ângulo, com pensamento de que é melhor rir para não chorar e o candidato ideal é o com qual mais simpatiza com os eleitores, afinal boa parte está envolvida em alguma falcatrua. Não só há divertimento, o público passa a pensar mais seriamente sobre a política e a observá-la de forma mais acurada. Cenas retratadas e que ilustram impressionantes semelhanças com nosso cotidiano e de nossos governantes, um belo convite ao debate e entretenimento.

E não poderia deixar de destacar as atuações, Leandro Hassum continua ótimo, espontâneo e carregando bem o filme, do princípio ao fim. Dentro de sua especialidade, o humor, o ator consegue não só se sobressair, como abre a possibilidade para o elenco também brilhar, e isso tem o dedo do diretor, Roberto Santucci. Cassio Pandolph está impagável como Ivan Pires, ou Vampiris, como é chamado por diversas vezes. Graças às suas artimanhas a história consegue ter um hilário desdobramento até o clímax, a votação do impeachment. Um pouco fora do humor, Rosanne Mulholland tem importante papel na trama com sua personagem, Amanda Pinheiro, uma jornalista que posteriormente se candidata à deputada federal, e que passa a ser a força-motriz de João Ernesto e decisiva na votação final. Ela cumpre muito bem seu papel e demonstra muito talento e competência.

Se você curte um filme de gênero comédia e está a fim de zombar um pouco da política, esse é o adequado para você. Uma história interessante, hilária, e com grande elenco, que possui duas participações especiais no último ato. Não perca!

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Poltrona Cabine: Uma Quase Dupla/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Uma Quase Dupla/ Cesar Augusto Mota

Sabemos que o cinema nacional apresenta em maior quantidade filmes focados na comédia, sejam elas pastelões ou daquelas mais rasgadas, com situações inusitadas e que beiram ao ridículo. Mas também temos aqueles longas mais dramáticos, que prendem a atenção e conseguem motivar o público a acompanhar a história até o fim. E o que você diria se visse um filme com a junção desses dois gêneros?

Sob a direção de Marcus Baldini (Bruna Surfistinha), ‘Uma Quase Dupla’ é uma comédia policial que trará uma dupla do barulho (ou seria uma quase dupla?), com Tatá Werneck e Cauã Reymond, cada um com seus personagens de características peculiares em busca da resolução de uma série de crimes que abalaram uma pacata cidade do interior, Joinlândia. Mas será que essa dupla funciona numa trama tão complexa?

Cláudio (Reymond) é o subdelegado de Joinlândia, boa praça, seguidor da lei, porém é muito ingênuo e filhinho da mamãe, que conta com participação especial de Louise Cardoso. Já a investigadora Keyla (Werneck) é o oposto, despojada, cheia de si e convencida de que seus métodos, mesmo que não convencionais, são eficientes, e que ela é uma policial mais bem preparada que seu colega e que, tanto ele e a cidade não estão à sua altura (perdão pelo trocadilho). Mesmo que sejam de gênios incompatíveis e tão diferentes, ambos terão que se juntar para solucionar os três assassinatos que caíram em suas mãos, a de uma jovem que sempre fazia voz de bebê (Valentina Bandeira), a de uma atendente de telemarketing (Luciana Paes) e a de um músico que sempre toca no bar suas próprias músicas (George Sauma). Nas cenas dos crimes, sempre mensagens escritas com letras garrafais e em vermelho e com dicas de que mais uma vítima poderia ser pega.

O roteiro nos apresenta uma premissa interessante, a de que o serial killer matava pessoas que ele considerava chatas e deixava nas vítimas objetos que lhe eram caraterísticos, seja uma chupeta, um fio de telefone ou um instrumento musical, mas o assassino conseguia desafiar os investigadores e até provocá-los com algumas pistas falsas, que podem ser vistas durante a narrativa, e o ar de mistério existente, apesar do tom exagerado e de algumas ocasiões absurdas. Porém, temos que lembrar que é um longa policial e também de comédia, o que tornaria tudo aceitável. Apesar de ser uma história que não oferece muita novidade, sobre uma investigação em uma cidade aparentemente tranquila, o filme oferece muitos elementos chamativos, como a excentricidade da policial Keyla, que faz de tudo para se sobressair, mesmo que tenha que transgredir a lei, e o comportamento mais contido de Cláudio, que se sente ofuscado por sua companheira de trabalho boa parte do tempo e se segura ao máximo para não acalorar as discussões. E são desses perfis tão díspares que nasce uma perfeita combinação que vai ser imprescindível na resolução dos crimes.

As atuações são positivas, Tatá Werneck não demonstra novidade ao interpretar uma personagem com uma alta veia cômica na narrativa, estereótipo que já está acostumada a representar, e muito bem por sinal. Werneck atinge um resultado positivo e mostra que a cada dia vem se consolidando, seja na televisão ou no cinema. Cauã Reymond, não muito habituado com o humor, consegue se firmar na trama no último ato, tendo em vista sua habilidade para o drama e levando-se em conta que seu personagem é raso e na sombra da investigadora Keyla. Que ele possa ser visto em mais papéis cômicos em produções futuras, e talento para esse e outros gêneros ele tem. Menções honrosas para os atores Daniel Furlan, Ary França e Alejandro Claveaux, o playboy da cidade, o delegado impaciente e o legista, respectivamente. Cada um deles dá o ar de sua graça para a história e oferecem situações que vão enriquecer a narrativa e fazer o espectador levantar suspeitas sobre eles e os outros personagens e se interessar em descobrir a identidade do verdadeiro serial killer de Joinlândia.

Se você gosta de filmes cômicos e procura um que tenha uma comédia diferente, fora das que está acostumado a ver, ‘Uma Quase Dupla’ é uma ótima opção, além de se tratar de um longa que se sustenta até o fim e aguça a curiosidade de quem acompanha. Vale muito a pena ver!

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

‘Acertando o Passo’, comédia protagonizada por Imelda Staunton, de Harry Potter, estreia em 17 de maio

‘Acertando o Passo’, comédia protagonizada por Imelda Staunton, de Harry Potter, estreia em 17 de maio

O longa-metragem ACERTANDO O PASSO estreia no Brasil dia 17 de maio e pretende conquistar todas as idades. A comédia tem como foco principal um grupo de dançarinos da terceira idade no qual mostra a Sandra (Imelda Staunton) que a aposentadoria e o divórcio podem ser mais divertidos do que ela pensa.

A história por trás do filme nasceu da vida real. Os roteiristas e produtores Nick Moorcroft e Meg Leonard foram inspirados por um grupo de teatro da Grã-Bretanha para criar a história fictícia em torno da aula de dança para idosos. A direção fica por conta de Richard Loncraine, também conhecido por Richard III, Wimbledon: O Jogo do Amor e por outros trabalhos na televisão, incluindo os indicados ao Emmy The Gathering Storm e My House in Umbria.

A atriz britânica Imelda Staunton é prestigiada por interpretar a professora Dolores Umbridge em dois dos filmes de Harry Potter. Porém, também ganhou o prêmio BAFTA de melhor atriz pelo papel principal em Vera Drake e atuou em filmes como Malévola, Nanny McPhee e The Awakening.

A personagem Bif, irmã de Sandra, é interpretada por Celia Imrie. A atriz já venceu o prêmio Oliver de cinema, televisão e teatro. Também estrelou em O Diário de Bridget Jones, O Exótico Hotel Marigold e Nanny McPhee.

No elenco principal também conta com o ator Timothy Spall, também conhecido por sua participação em Harry Potter, Desventuras em Série e Alice no País das Maravilhas.

As aulas de dança e os recitais dos quais o grupo participa são parte integral do longa. Além disso ela está atrelada à história principal, não só em cenas específicas. Embora o diretor Richard Loncraine tenha trabalhado a dança nos comerciais que ele fez no início de sua carreira, nunca lidou com tantas cenas deste tipo, preocupando-se com o resultado, com o qual ficou satisfeito. “A dança foi meu maior medo em todo o filme”, ele diz. “Temos muita dança!”.

ACERTANDO O PASSO é uma é produção de John Sachs, Andrew Berg, James Spring, Charlotte Walls e distribuição da Califórnia Filmes.

Sinopse

Quando ‘Lady’ Sandra Abbott (Imelda Staunton) descobre que seu marido, com quem é casada há 40 anos, está tendo um caso com sua melhor amiga, ela busca refúgio com sua irmã Bif (Celia Imrie), com quem tem pouco contato. Elas não poderiam ser mais diferentes – Sandra é um peixe fora d’água perto de sua irmã, que não tem papas na língua, fica com quem tem vontade e se sente livre. Mas diferente é tudo que Sandra precisa, e ela relutantemente deixa Bif a arrastar para sua aula de dança, onde ela gradualmente começa a encontrar seus pés… e também encontra romance. Nessa hilária e emocionante comédia moderna, um colorido grupo de ‘baby-boomers’, provocadores e cheios de energia mostra a Sandra que a aposentadoria é só o começo, e o divórcio pode dar a ela uma nova visão de vida – e do amor.

Ficha Técnica

Direção: Richard Loncraine

Elenco: Imelda Staunton, Timothy Spall, Joanna Lumley

Gênero: Comédia, Drama

País: Reino Unido

Ano: 2017

Duração: 111 min

TRAILER

Poltrona Cabine: Kingsman-O Círculo Dourado/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Kingsman-O Círculo Dourado/ Cesar Augusto Mota

O diretor Matthew Vaughn surpreendeu a todos ao lançar ‘Kingsman: O Serviço Secreto’ em 2014. Foi um filme repleto de cenas de ação empolgantes, um elenco de primeira linha, sem esquecer da cena épica dentro de uma igreja. Será que ‘Kingsman: O Círculo Dourado’ vai ter o mesmo sucesso ou será uma decepção?

Após uma grave incidente no começo da trama, a agência internacional de inteligência Kingsman é surpreendida com o advento de uma organização espiã norte-americana, a Statesman, e ambas se juntam com o intuito de derrotar um inimigo em comum e salvar o mundo. Mas não vai ser fácil, pois a vilã deste longa é perversa, megalomaníaca e muito mais perigosa se compararmos com o antagonista do primeiro filme, vivido por Samuel L. Jackson. Julianne Moore é Poppy, líder de um poderosa organização de entorpecentes, o Círculo Dourado, que promete implementar um plano diabólico e aniquilar toda a humanidade. Quem der um passo em falso, estará perdido.

O elenco do filme é excelente, Taron Egerton mostra o mesmo carisma de Eggsy, do primeiro longa, além de muita destreza e dinamismo como o novo agente Galahad, mas agora assume o protagonismo da história, que antes dividia com Colin Firth, na pele de Harry Hart. Firth também retorna e demonstra uma impressionante sincronia com Egerton, a atuação de um complementa a do outro. Já a  bela Hanna Alström rende novas cenas divertidas como a princesa sueca Tilde, bem como se torna uma peça importante no crescimento de Eggsy na história. No que tange aos integrantes da Statesman, a agente Ginger, representada por Halle Berry, é o cérebro da organização, por ela passam as decisões mais importantes do grupo e é a ponte entre os dois grupos de espiões para tentar barrar Poppy e o Círculo Dourado. Halle está simplesmente fantástica em seu papel, como há muito não se destacava. Os agentes Whiskey (Pedro Pascal) e Champagne (Jeff Bridges) funcionam como se fossem Batman e Robin, o primeiro, mais inteligente e cheio de artimanhas, além de portar um instrumento poderoso, no estilo Indiana Jones.  Já o segundo, bastante atrapalhado e deslocado. E o agente Tequila, encarnado por Channing Tatum, funciona como artigo de luxo na trama, não é muito aproveitado, mas rende muitas cenas cômicas.

Julianne Moore representa uma vilã bastante caricata, quando você olha para Poppy, você imagina que a personagem saiu do universo DC, no estilo Coringa, com um plano extremamente diabólico de dominação do mundo, cercada de capangas e artefatos sofisticados, além de expressões faciais que revelam o quão maquiavélica e astuta ela é. Moore, com sua delicadeza e sutileza, consegue imprimir uma personagem que funciona muito bem e realçar sua competência para representar bons papéis no cinema, dos simples aos mais complexos.

O roteiro nos oferece uma história que procura equilibrar cenas de ação com comédia, com momentos de alívio cômico em alguns momentos e ocasiões que gerem muita adrenalina e beirem à insanidade em outras. Algumas situações do filme anterior são revisitadas, mas isso não faz a obra cair na mesmice, novidades surgem após as devidas continuidades. Destaque também para o excelente plano-sequência, com a câmera acompanhando os personagens, ações em câmera lenta e alguns giros em 360 graus presentes nos conflitos mais intensos. Você vai se surpreender com a reviravolta que a trama dá na parte final, a tensão é tão grande que é difícil prever o que virá em seguida, de tão bem que a sequência de acontecimentos foi trabalhada pela roteirista Jane Goldman.

É feito um bom paralelo entre o estilo britânico e norte-americano de espionagem, possibilitando ao espectador não só apreciar as diferenças, como constatar uma ampliação do universo da franquia Kingsman e a possibilidade de novas sequências e cruzamento entre personagens. Se existia antes um foco em Kingsman no primeiro filme, no segundo há uma expansão de ações, de conflitos e loucuras.  Simplesmente um filme que vai além das expectativas, que entrega ao espectador algo maior, fora do convencional, com um elenco composto por atores confortáveis em seus personagens e que realizam interpretações com bastante competência. Não deixe de assistir!

Avaliação: 5/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Friends from College/ 1ª temporada

Poltrona Séries: Friends from College/ 1ª temporada

Sem dúvida você conhece o ditado popular ‘A vida começa aos 40’, não é? Pois bem, a nova série da Netflix, ‘Friends from College’ vai abordar o cotidiano de 6 amigos que se reencontram em Nova York após 20 anos e depois de terem se graduado em Harvard, mas com questões do passado mal resolvidas e alguns dilemas atordoantes do presente.

A série foi criada por Francesca Delbanco e Nicholas Stoller, o segundo famoso por dirigir Vizinhos e Vizinhos 2, com pouco sucesso de público e crítica. Ambos lançam um trabalho apostando em temas como traição, frustração com a carreira, crise de identidade e claro, reencontros, e todos os personagens estão na casa dos 40 anos.

Por falar nos protagonistas, temos Ethan; interpretado por Keegan-Michael Key, um escritor que passa por crise criativa e não consegue ter retorno com a vendagem de seus livros. Ethan teve um relacionamento no passado com Sam (Annie Parisse); casada com um milionário e que também não consegue se esquecer desse momento marcante e vive uma crise de identidade, sem saber quem é e o que quer.

Temos também Lisa (Cobie Smulders; a Robin de How I Met Your Mother), advogada e casada com Ethan, mas que enfrenta dificuldades de engravidar e não está motivada com seu atual trabalho, de diretora jurídica de uma firma.

Para completar o sexteto, Max (Fred Savage, o Kevin de Anos Incríveis); amigo de Ethan e que vai ter uma importância enorme no próximo sucesso de trabalho do escritor, Marianne(Jae Suh Park ); dramaturga e amiga que segura as pontas de Lisa e Ethan, e Nick(Nat Faxon ); ex-namorado de Lisa e que leva uma vida boêmia e sem regras.

As atuações são brilhantes, muitas beiram ao verossímil, como Keegan-Michael Key e Cobie Smulders, e sobre temas cada vez mais recorrentes no cotidiano, como a frustração da formação em uma grande faculdade e não corresponder às expectativas de Ethan, e a decepção com o trabalho e a falta de expectativas para o futuro, com a personagem de Smulders. E os demais atores não ficam atrás, Annie Parisse mostra com sua atuação que Sam tem dificuldades de se libertar do passado e tem medo de envelhecer, mas ao mesmo tempo acredita que nunca é tarde para reparar os erros e recomeçar.

O roteiro apresenta situações surreais, que favorecem a liberdade de atuação dos atores, mas algumas situações são exageradas e podem causar repulsa no espectador, como o processo utilizado por Ethan e Max para o novo roteiro do escritor, um novo conto de lobisomens, sem falar no que Nick e Lisa aprontam, e as tramoias de Ethan e Sam para não serem descobertos, seja por Lisa ou outro amigo. Mas o núcleo da série atende as principais propostas, de despertas o sentimento de nostalgia nas pessoas, de como era a vida nos tempos de faculdade, sem se esquecer do presente e no planejamento futuro de curto a médio prazo, como a luta pelo sucesso e felicidade. Algumas situações retratadas podem fazer quem assiste se identifique com alguma, bem como com o perfil de algum dos personagens. Uma produção bem construída e que realmente chama a atenção.

A Netflix segue apostando em séries com dosagem de drama e comédia, mas com algumas situações tragicômicas e sem controle, mas vem obtendo resultados, e ‘Friends from College’ pode ser um deles. Não se sabe se vai haver uma segunda temporada, mas há gancho para que novos conflitos aconteçam e novas emoções serem transmitidas, vamos aguardar.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota