Vida de músico brasileiro não é nada fácil, sempre fazendo shows em pequenas casas noturnas, muita persistência e sempre de olho em possíveis chances que possa alavancá-lo ao estrelato. Integrantes do meio artístico afirmam que vale tudo pelo sucesso, mas será que tudo mesmo? Até onde vai a disposição e ousadia de alguém disposto a ganhar holofotes? Sob a direção de Luciano Sabino e com protagonismo de Rodrigo Sant’anna, ‘Os Suburbanos’ traz tudo isso e uma divertida história que traz de tudo um pouco, não só sobre ser uma celebridade em um mundo cada vez mais globalizado e competitivo, como também alguns problemas sociais que nos assolam até os dias de hoje.
Acompanhamos a trajetória de Jefinho (Sant’anna), ex-motorista de van e que sonha em ser famoso com um grupo de pagode, o Farol do Pagode. Para isso ele se dispõe a fazer qualquer coisa, como trabalhar na limpeza da piscina da casa de JP (Paulo Cesar Grande) dono de uma grande gravadora, de olho em uma possível oportunidade. Mas ele não esperava se envolver com a esposa do patrão, Lorena (Cristiana Oliveira) e descobrir que vai ser pai pela primeira vez. É desenhada aí uma grande enrascada, da qual para poder sair, Jefinho precisará mais do que esperteza para sair.
O roteiro, assinado pelo próprio Sant’anna, aborda uma história divertida, no ano de 2008, período no qual as redes sociais ainda engatinhavam e gêneros musicais como pagode e funk dominavam o mercado. Jefinho, o personagem-central, tenta resolver tudo do seu jeito, com muito bom humor e na base do improviso. Ele não foge de suas responsabilidades e tampouco deixa seu sonho de ser artista morrer, mas sabe de suas limitações e das dificuldades diante dos percalços da vida, porém consegue tirar de letra. O contexto histórico abordado é a de um Brasil com atendimento hospitalar precário, uma sociedade mergulhada em preconceitos e mulheres sendo objetificadas. Tudo isso ainda persiste atualmente, trata-se de uma obra atemporal, com críticas feitas de maneira cômica e cirúrgica.
Se a história é um ponto alto, as atuações também, não só do protagonista, como de seu elenco secundário. Rodrigo Sant’anna repete o bom desempenho de ‘Um Suburbano Sortudo’, com sua grande expertise em sátiras e humor caricato, sabendo aplicá-las no momento certo. Babu Santana funciona muito bem como o dinâmico de Jefinho, Wellington, tendo extraído tudo de melhor do personagem-central. Paulo Cesar Grande e Cristiana Oliveira conseguem entregar tudo o que se espera de seus papéis, como a esposa fogosa e o dono de gravadora mulherengo. Ambos os personagens não possuem muito aprofundamento e vivenciam situações clichês, o que não compromete o andamento da história.
Os figurinos e a paleta de cores utilizada ambienta o espectador nos anos 90 e início dos anos 2000, com cores claras e artistas com roupas e adereços extravagantes, com blazers, correntes, cabelos coloridos e óculos espelhados, típicos dos grupos de pagode. E a conclusão da narrativa consegue satisfazer o público, curioso para saber se Jefinho vai ou não se dar bem no mundo da música.
Divertido, didático e crítico, assim podemos definir ‘Os Suburbanos’, produção brasileira que usa e abusa do humor, mas também sabe transmitir importantes críticas e mensagens.
Quem não se lembra do primeiro “Abestalhados”? Grande sucesso de bilheteria nacional, amado pela crítica, e adorado pelo público. A sequência seria inevitável, afinal era o que todos pediam. Acontece que este longa nunca existiu. Mas franquia bem-sucedida começa logo pelo 2o filme da série. As piadas em ABESTALHADOS 2 já estão logo no título, que brinca com o cinema com sagacidade e muito bom humor. Dirigido por Marcos Jorge (“Estômago”) e Marcelo Botta (“Adnet Viaja”), com produção da Zencrane Filmes, coprodução da Salvatore Filmes, e coprodução e distribuição da Buena Vista International, o longa chega aos cinemas brasileiros em 27 de outubro.
Anárquico e divertido, ABESTALHADOS 2 acompanha as aventuras e batalhas de uma pequena produtora nacional, Mother Fake, tentando fazer um blockbuster: “Acelerados 2”.
O primeiro também nunca existiu pois, acreditam eles, o primeiro filme só serve para preparar o sucesso das sequências, então, é melhor fazer direto o segundo.
Paulinho Serra interpreta o diretor Paulo Carmo, um sonhador, que faz de tudo para terminar seu filme. Manuel Oliveira (Raul Chequer) é o roteirista intelectual que não quer se vender às exigências do mercado. Leandro Ramos faz Eric Rios, diretor de produção e técnico de som, na verdade, um faz tudo, que está sempre preocupado com a falta de dinheiro. E, por fim, há o diretor de fotografia Alex Balas (Felipe Torres), um sujeito de bom coração mas ingênuo, repleto de talento que sabe filmar um noir como ninguém.
E há também o filme-dentro-do-filme. “Acelerados 2” é uma superprodução do cinema nacional, combinando algumas das maiores tendências da atualidade: filme de super-herói com filme policial e de favela. Um projeto caríssimo, cujo orçamento acaba com eles tendo filmado somente a primeira sequência, e tem no elenco Alexandre Rodrigues, José Loreto, Wanderlei Silva e Wellington Muniz, o Ceará.
Marcos Jorge, que além de diretor também é um dos roteiristas, diz que uma das coisas que mais o atraíram em ABESTALHADOS 2 foi a possibilidade de homenagear comediantes brasileiros de várias gerações. “Tínhamos, já no roteiro, uma boa quantidade de personagens e participações especiais. Assim, quando chegou o momento de escolhermos nosso elenco, fomos atrás de figuras carismáticas da comédia brasileira e acabamos reunindo um time realmente incrível, que mistura pessoas de várias idades vindas do teatro, da televisão, do standup e das novas mídias.”
O codiretor Marcelo Botta confessa que a união desses talentos tão variados resultou num filme diferente. “Fazer cinema é uma ciência e fazer comédia, independente da plataforma, é uma outra ciência. Acredito que fizemos um bom uso de ambas, espero que o público goste dessa mistura.”
Ele também explica que a mistura de diversos gêneros foi fundamental para o longa, combinando comédia e ação – tanto em ABESTALHADOS 2, como em “Acelerados 2”. “Não existe coisa melhor pra comédia do que um bom equívoco, um bom erro. E para o filme que nossos personagens estão tentando fazer ter essa cara de “vai dar errado”, o gênero ação parecia ser o mais adequado, já que é muito difícil e muito caro fazer filme de ação. No final das contas, vemos que nossos personagens filmam ação bem demais. As cenas do “filme deles” que vemos dentro do nosso filme são cenas de ação realmente empolgantes.”A combinação de diversos gêneros, para Jorge, por sua vez, é um reflexo do que é fazer cinema. “Eu diria que fazer cinema é uma mistura de aventura, drama e comédia em qualquer lugar do mundo. E que no Brasil, às vezes, o aspecto dramático desta profissão suplanta os outros dois. De qualquer maneira, como eu digo sempre e o Paulo Carmo repete, fazer cinema é um privilégio e você tem que fazer por merecê-lo, agradando ao seu público com histórias interessantes. É o que buscamos neste filme.”Além de Jorge e Botta, o roteiro também conta com Pedro Leite (“Choque de Cultura”) e Gabriel Di Giacomo (“Marcha Cega”). A produção é assinada por Cláudia da Natividade. A equipe criativa do filme traz Rhebling Junior, diretor de fotografia especializado em cenas de ação; Claudia Terçarolli (“Gosto se discute”), na direção de arte; Joaquim Moreno, na direção de efeitos visuais; e o maestro Ruriá Duprat assina a trilha sonora.ABESTALHADOS 2 será lançado no Brasil pela Buena Vista International.
Sinopse
Paulo, Manuel, Eric e Alex têm um sonho: fazer um filme de ação e aventura. E um grande desafio: superar as próprias confusões para chegar lá. Mas nem mesmo o enorme talento desses quatro amigos para se meter em encrencas vai fazer com que desistam de realizar esse sonho. Abestalhados e apaixonados pelo que fazem, cada um à sua maneira, eles partem numa hilária aventura em busca do reconhecimento e do sucesso, levando com eles a coragem, a cara-de-pau e um monte de gente na conversa, incluindo celebridades e um punhado de bacanas. ABESTALHADOS 2 é uma divertida prova de que a dedicação e a amizade podem superar qualquer obstáculo. Por mais aloprado que ele seja.
Ficha Técnica
Direção: Marcos Jorge e Marcelo Botta
Roteiro: Marcos Jorge, Marcelo Botta, Gabriel Di Giacomo e Pedro Leite
Produção e Produção Executiva: Cláudia da Natividade
Produtores Associados: Gabriel di Giacomo, Mário Peixoto, Alexandre Sallouti e Maurício Kato
Empresa Produtora: Zencrane Filmes
Empresas Coprodutoras: Salvatore Filmes e Buena Vista International
Distribuidora: Buena Vista International
Apoio: Ancine
Outros apoiadores: Cinecam, Delicatassen Filmes, Hotel Intercontinental, Venice, Cinealta, Acelerados-TV, Faculdade de Medicina do ABC | FMABC-FUABC
Elenco principal: Paulinho Serra, Raul Chequer, Leandro Ramos e Felipe Torres
Participações especiais: Alexandre Rodrigues, Cris Vianna, Dudu de Oliveira, José Loreto, Nicola Siri, Wanderlei Silva e Wellington Muniz
Elenco Secundário: Bella Tortato, Isabella Santoni, Pedro Carvalho, Livia La Gatto, Ápostolo Arnaldo, Marcelo Mansfield, Maurício Meirelles, Ary França, Mariano Mattos Martins, Arthur Alavarse, Carolina Guerra, Ana Rotili, Giovanna Menegon, Bruno Sutter, Otávio Mesquita, Foquinha, Gabriela Araujo, Nathalia Cano, Natan Felix, Sílvio Restiffe, Gabriel Vaccaro, Marcelo Madureira, Adilson JR
Apresentando: Nathaly Dias
Direção de Fotografia: Rhebling Junior
Trilha Sonora: Ruriá Duprat
Gênero: comédia, ação
Ano: 2022
Duração: 95 min.
Sobre os diretores
Marcos Jorge
Diretor de filmes, roteirista, fotógrafo e curador, vencedor de três Grandes Prêmios do Cinema Brasileiro (da Academia Brasileira de Cinema). Estudou Jornalismo no Brasil e Cinema na Itália, onde iniciou sua carreira. Seu primeiro longa-metragem de ficção, ESTÔMAGO, arrebatou 39 prêmios, 16 deles internacionais, e foi o filme brasileiro mais premiado do biênio 2008-2009. Em 2015, lançou seu terceiro longa-metragem de ficção, O DUELO, adaptação para o cinema do romance ‘O Capitão de Longo Curso’, de Jorge Amado, produzido pela Warner Bros., e em 2016 MUNDO CÃO, seu quarto longa-metragem de ficção, produzido pela Paramount e adquirido pela Netflix. Em 2020 lançou o documentário ARQUEOLOGIA DA LUTA, filmado no Egito e na Grécia, filme vencedor do Prêmio de Melhor Documentário e de Melhor Roteiro do Universal Martial Art Films Festival 2021. Em 2022 lançou a série documental O CASO CELSO DANIEL, disponível na Globoplay. É curador do Cine Passeio, Centro Cultural dedicado à cultura cinematográfica em Curitiba.
Marcelo Botta
Além do longa “Abestalhados 2”, Botta criou o dirigiu a série “Auto Posto” – coprodução Salvatore e Viacom exibida no Comedy Central – e a série documental “Viajo Logo Existo”, rodada em 6 países da América do Sul. Escreveu e dirigiu a série “Foca News com Daniel Furlan” e foi produtor do “Último Programa do Mundo”, ambas coproduções com a Fox exibidas no FX. Na MTV Brasil dirigiu os programas “Comédia MTV” (APCA 2010), “Furo MTV”, “Furo em Londres”, além de ter sido criador e diretor dos formatos “Adnet Ao Vivo”, “Trolalá” e “Adnet Viaja”, série pela qual Marcelo Adnet ganhou o APCA 2012.
Sobre a Zencrane Filmes
ZENCRANE FILMES é uma produtora cinematográfica que trabalha há mais de 20 anos no mercado audiovisual. Nesses anos de atuação, venceu quase uma centena de prêmios em festivais cinematográficos no Brasil e no exterior. Em 2008, a Zencrane Filmes lançou Estômago, o primeiro longa-metragem coproduzido entre Brasil e Itália desde os anos 70. Sucesso de crítica e público, o filme foi lançado em salas de cinema de mais de 20 países, foi ganhador de 50 prêmios em festivais e foi distribuído pela Downtown e internacionalmente pela Elle Driver. Em 2011 a empresa lançou Corpos Celestes, vencedor de diversos prêmios no Brasil e distribuído em três mercados internacionais.
Em 2016 a Zencrane lançou seu quarto longa-metragem, Mundo Cão, filme estrelado por Adriana Esteves, Babu Santana e Lázaro Ramos, coproduzido pela Globo Filmes e pela Paramount, distribuído pela Paris Filmes e pela Netflix. Atualmente a Zencrane está filmando os longas de ficção Estômago 2 (em parceria com a Warner) e Dr. Monstro (em parceria com a Paramount); além de trabalhar na distribuição de Abestalhados 2, coproduzido e distribuído pela Buena Vista International. A Zencrane Filmes é uma empresa certificada pela D-U-N-S.
Sobre a Salvatore Filmes
Atualmente a Salvatore trabalha na segunda temporada da série Auto Posto, no desenvolvimento de novos projetos e no lançamento do seu primeiro longa-metragem de ficção Abestalhados 2, em coprodução com Zencrane Filmes e distribuição da Buena Vista International.
Com experiência em ficção e documentário, em 2020, a Salvatore teve dois lançamentos na tv paga: a série documental Viajo Logo Existo, rodada em 6 países e exibida no canal Travel Box, e a série de ficção Auto Posto, exibida no Comedy Central, uma coprodução com a ViacomCBS Internacional Studios. No cinema, em 2018, a Salvatore lançou o documentário Marcha Cega e teve sua estreia no Cine PE, passando por festivais internacionais como Visions Du Réel, Cine y Derechos Humanos Madrid, entre outros. O filme conta com a distribuição pela Elo Company e, após o lançamento nos cinemas, foi exibido no Canal Brasil e disponibilizado nas plataformas Net Now e Amazon. Em 2016, coproduziu com a Fox as séries Foca News e O Último Programa do Mundo, ambas protagonizadas por Daniel Furlan e exibidas no FX.
Protagonizado por Maeve Jinkings e César Bordón, filme de Carolina Markowicz, também estará no Festival de Toronto
CARVÃO, primeiro longa da premiada curta-metragista Carolina Markowicz, será exbido no Festival de Cinema de San Sebastian, que acontece entre 16 e 24 de setembro. Antes disso, a produção terá sua première mundial na Mostra competitiva do Festival Internacional de Toronto, onde é o único filme latino selecionado, que será entre 8 e 18 de setembro.
Protagonizado por Maeve Jinkings e o argentino César Bordón (“Relatos Selvagens”, CARVÃO traz no elenco ainda Romulo Braga, Camila Márdila e Aline Marta, e será lançado nos cinemas pela Pandora Filmes, com previsão de estreia para o primeiro trimestre de 2023. O filme é produzido por Zita Carvalhosa, e coproduzido pela Biônica Filmes.
Carolina, que também assina o roteiro do longa, conta que o desejo de fazer o filme veio da angústia de ver o Brasil a cada dia mais imune aos absurdos. “Ouvimos nosso presidente dizer que preferiria ter um filho morto a um filho gay. Ouvimos o executivo da maior seguradora de saúde dizer que foram orientados por seus CEOs a deixar as pessoas morrerem durante a pandemia porque ‘morte é alta hospitalar’.”
No filme, Maeve interpreta Irene que, com seu marido, Jairo (Romulo Braga), tem uma pequena carvoaria no quintal de casa. Eles têm um filho pequeno, Jean (Jean Costa), e o pai dela não sai mais da cama, não fala, não ouve.
A família recebe uma proposta rentosa, mas também perigosa: hospedar um desconhecido em sua casa, numa pequena cidade no interior. Antes mesmo da chegada dele, no entanto, arranjos precisarão ser feitos, e a vida em família começa a se transformar – nem sempre para melhor.
O filme foi rodado em Joanópolis, interior de São Paulo, uma cidade próxima à qual a diretora cresceu, e ela confessa conhecer bem esse ambiente rural e retrógrado. “Lá, vivenciei tudo o que uma pequena cidade conservadora pode oferecer: pessoas cuidando da vida umas das outras, famílias unidas pelo fato de que “a família deve ficar unida”, casamentos onde os casais quase se odiavam (mas como é vergonhoso ser solteiro, vamos manter o status quo!). E claro: você pode ser um assassino, mas por favor não seja gay.”
Carolina passou, então, a prestar atenção nesse mundo ao seu redor, notando coisas que acabou trazendo para o filme. “Esse ambiente bucólico, mas ao mesmo tempo agitado, fez de mim uma observadora da natureza humana no seu melhor e no seu pior. E também uma admiradora de um senso de humor áspero, áspero e ácido, capaz de retratar todos os maiores desastres humanos e idiossincrasias de uma maneira bastante estranha.”
CARVÃO surge então da sua tentativa de “entender como a violência, religião e hipocrisia tomaram conta de nossas vidas e corpos de uma forma que nem percebemos mais.”
Sinopse
Numa pequena cidade do interior, uma família recebe uma proposta rentosa, mas também perigosa: hospedar um desconhecido em sua casa. Antes mesmo da chegada dele, no entanto, arranjos precisarão ser feitos, e a vida em família começa a se transformar. Porém, nenhum dos familiares, e muito menos o próprio hóspede, vê suas expectativas cumpridas.
“Carvão” é um retrato ácido de um Brasil onde impera a naturalização do absurdo.
Ficha Técnica
Diretora: Carolina Markowicz
Roteirista: Carolina Markowicz
Produtora: Zita Carvalhosa
Coprodutores: Karen Castanho, Alejandro Israel
Elenco: Maeve Jinkings, César Bordón, Jean Costa, Camila Márdila, Romulo Braga, Pedro Wagner, Aline Marta
Fotografia: Pepe Mendes
Edição: Lautaro Colace
Música: Filipe Derado e Alejandro Kauderer
Edição de Som: Diego Martinez/Filipe Derado
Direção de Arte: Marines Mencio/Natalia Krieger
Figurino: Gabi Pinesso
Sobre Carolina Markowicz
Carolina é roteirista e diretora radicada em São Paulo.
Ela escreveu e dirigiu 6 curtas-metragens selecionados para cerca de 300 festivais como Cannes, Locarno, Toronto, SXSW, AFI e foi premiada mais de 70 vezes.
O “Orfão” é o curta-metragem mais reconhecido de sua carreira. Estreou na Quinzena dos Realizadores – Cannes e foi o vencedor do Queer Palm, sendo o primeiro filme brasileiro a ganhar este prêmio.
“Tatuapé Mahal” representou outro destaque em sua carreira. Estreou no TIFF – Toronto Intl’ Film Festival em 2014, onde Carolina foi considerada uma das “cinco cineastas a serem observadas” pelo curador Shane Smith. Após seu lançamento online, foi incluído entre os Melhores do Ano do Vimeo Staff Picks 2017.
Carolina foi uma das 10 cineastas emergentes convidadas a fazer parte do TIFF Talent Lab. Ela também foi selecionada para o Berlinale Talents e para a Locarno Filmmakers Academy, onde fez parte de uma seleção no Indiewire que apresentou “Alguns dos novos cineastas mais emocionantes do mundo”.
Em 2019, foi convidada a fazer parte da SEE Factory, na qual co-escreveu e co-dirigiu o curta-metragem “Spit”, exibido no dia de abertura da Quinzena dos Realizadores – Cannes 2019.
Carolina também é co-criadora da série Netflix “Nobody is Looking”, vencedora do Emmy Internacional 2020.
Em 2021, Carolina foi convidada para ser membro da AMPAS, a Academia responsável pelo Oscar.
Atualmente está na pós-produção de seus dois longas-metragens “Carvão”, e “Pedágio” em pós-produção.
Sobre a Biônica Filmes
A Biônica Filmes foi fundada em 2012 por Bianca Villar, Karen Castanho e Fernando Fraiha. Produziu a série para a HBO: “PSI” indicada ao Emmy Awards 2015 na categoria “Melhor Série Dramática”; e os longas: “Os Homens São De Marte… E é Pra Lá Que Eu Vou!” (2014) de Marcus Baldini, visto por mais de 1,8 milhão de espectadores e ganhador do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2015 na categoria “Melhor Comédia”; “Reza a Lenda” (2016), de Homero Olivetto, uma das 5 maiores bilheterias de 2016 e ganhador do Prêmio Especial do Júri no Tallin Black Nights 2016; “TOC – Transtornada, Obsessiva, Compulsiva” (2017) de Paulinho Caruso e Teo Poppovic, selecionado para o South by Southwest (SXSW) 2018.
No ano de 2017 foram lançados dois longas em que a Biônica é produtora associada: o documentário “Divinas Divas” de Leandra Leal, vencedor do Prêmio do Púbico – Global no South by Southwest (SXSW) 2017 e a comédia “La Vingança” de Fernando Fraiha, uma coprodução Brasil – Argentina vencedora do prêmio de Diretor Estreante do Brooklin Film Festival 2017.
Em 2018, três longas serão rodados pela Biônica Filmes: “Turma da Mônica -Laços” de Daniel Rezende, o primeiro live action baseado nas histórias da Turma da Mônica, “Eu Não Sou Cachorro, Não” de Rafael Gomes, uma comédia romântica musical com trilha original assinada por Arnaldo Antunes; e “Pedro” de Laís Bodanzky, uma coprodução Brasil-Portugal que contará a história de Dom Pedro I.
Em 2019 a produtora vai produzir “Rita Lee, uma autobiografia” (um longa-metragem de ficção e um documentário).
Sobre a Ajimolido Filmes
A Ajimolido Films é uma produtora criada em 2008 por Alejandro Israel. É co-produtora do filme “Carvão” de Carolina Markowicz. Desde a sua criação produziu filmes como “Los que Vuelven” de Laura Casabé, “Angélica” de Delfina Castagnino, “EL Invierno” de Emiliano Torres, “Invasión” de Abner Benaim e “La Forma Exacta de Las Islas” de Daniel Casabe & Edgardo Dieleke. Além disso, co-produziu “Pássaros Voadores” de Nestor Montalbano, “Maids and Bosses”de Abner Benaim, e seu produtor associado de “Argentina” de Carlos Saura.
Sobre a Pandora Filmes
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.
Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.
Exibido no Festival de Sundance, o filme estreia nos cinemas de todo o Brasil dia 25 de agosto
Depois de sua estreia internacional muito bem-sucedida no Festival de Sundance, em janeiro, MARTE UM, de Gabriel Martins, estreia no Brasil no Festival de Gramado e estreia nas salas de cinema de todo o Brasil no dia 25 de agosto. A produção é assinada pela Filmes de Plástico, e é coproduzido pelo Canal Brasil, com distribuição da Embaúba Filmes.
MARTE UM é o segundo longa do cineasta (o primeiro solo, sem a parceria de Maurilio Martins, com quem fez “No coração do mundo”), e tem, como um de seus temas centrais, a realização de um sonho infantil.
O filme traz o cotidiano de uma família periférica, nos últimos meses de 2018, pouco depois das eleições presidenciais. O garoto Deivid (Cícero Lucas), o caçula da família Martins, sonha em ser astrofísico, e participar de uma missão que em 2030 irá colonizar o planeta vermelho. Morando na periferia de um grande centro urbano, não há muitas chances para isso, mas mesmo assim, ele não desiste. Passa horas assistindo vídeos e palestras sobre astronomia na internet.
O pai, Wellington (Carlos Francisco, de “Bacurau”, e da Companhia do Latão de teatro), é porteiro em um prédio de elite, e há um bom tempo está sem beber, uma informação que compartilha com orgulho em sessões do AA. Tércia (Rejane Faria, da série “Segunda Chamada”) é a matriarca que, depois um incidente envolvendo uma pegadinha de televisão, acredita que está sofrendo de uma maldição. Por fim, a filha mais velha é Eunice (Camilla Damião), que pretende se mudar para um apartamento com sua namorada (Ana Hilário), mas não tem coragem de contar aos pais.
“O filme foi desenvolvido entre 2015 e 2018, um período de muitas mudanças abruptas nos campos social e político do país. Vários movimentos nos fizeram confrontar com o que pensávamos sobe raça, gênero, economia e muitos aspectos da sociedade. Produzimos o filme graças a um fundo para diretores negros, e isso sempre me trouxe um senso de responsabilidade muito grande, com honestidade e compreensão de que esse filme pode ser uma forte representação de uma cultura da qual faço parte.”
Produtor do filme, Thiago Macêdo Correia, da Filmes de Plástico, lembra que Gabriel o procurou com a ideia para MARTE UM quando o país ainda sob o comando de Dilma Rousseff, um período de prosperidade, e incentivo e investimentos na cultura. “O filme foi produzido graças a um fundo público de 2016 voltado para diretores negros e narrativas de temática negra com o intuito de levar às telas cineastas de grupos minoritários. Obviamente, esse fundo não existe mais. Rodamos o longa em outubro de 2018, durante as eleições, o que acabou influenciando também a narrativa. Não tínhamos ideia do que viria depois.”
“Rodamos MARTE UM pouco depois da eleição de 2018, que mudou tudo no Brasil. Embora se passe num contexto político turbulento – sendo a eleição de Bolsonaro um ponto baixo para nós –, esse não é um filme que tenta chega a um veredito sobre o estado político do país. Por outro lado, é inevitável que o público o interprete como um chamado para não nos deixarmos abater pelas agitações sociais que estamos enfrentando.”
Em sua estreia no Festival de Sundance, MARTE UM recebeu diversas críticas elogiosas. “É um filme sincero, e profundamente afetivo com seus personagens, […] que procuram encontram um chão em comum, e compartilhar a esperança”, escreve Jessica Kiang, na Variety. “É um filme vívido, com atuações brilhantes […] aumentando o escopo de representação da cultura preta brasileira”, comenta Jonathan Romney, na ScreenDaily.
MARTE UM é assinado pela produtora mineira Filmes de Plástico, fundada por Gabriel, Thiago, André Novais Oliveira e Maurilio Martins, em 2009, e que tem em sua filmografia longas premiados como “Temporada”, “Ela volta na quinta”, “No coração do mundo” e “Contagem”. Suas produções também foram destaque em festivais com Cannes, Roterdã, Brasília e Tiradentes.
Sinopse
Os Martins são sonhadores e otimistas, e levam tranquilamente às margens de uma grande cidade brasileira depois da decepção da eleição de um presidente de extrema-direita. Uma família negra de classe média baixa, eles sentem a tensão da nova realidade enquanto baixa a poeira política. Tércia, a mãe, reinterpreta seu mundo depois de um encontro inesperado que a deixa em dúvida se foi amaldiçoada. Seu marido, Wellingon, coloca todas suas esperanças na carreira como jogador de futebol do filho caçula, Deivinho, que acompanha a ambição do pai com relutância, pois sonha em estudar astrofísica e colonizar Marte. Enquanto isso, a filha mais velha, Eunice, se apaixona por uma jovem de espírito livre, e se questiona se não está na hora de sair de casa.
Ficha Técnica
Direção: Gabriel Martins
Roteiro: Gabriel Martins
Produção: André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurilio Martins e Thiago Macêdo Correia
Elenco: Rejane Faria, Carlos Francisco, Camilla Damião, Cícero Lucas, Ana Hilário, Russo APR, Dircinha Macedo, Tokinho e Juan Pablo Sorrin
Direção de Fotografia: Leonardo Feliciano
Desenho de Produção: Rimenna Procópio
Figurino: Marina Sandim
Som: Tiago Bello e Marcos Lopes
Montagem: Gabriel Martins e Thiago Ricarte
Música: Daniel Simitan
Gênero: drama
País: Brasil
Ano: 2022
Duração: 114 min.
Bio Gabriel Martins
Gabriel Martins (22/12/1987) é cineasta, roteirista, montador e diretor de fotografia conhecido por seu trabalho na Filmes de Plástico, empresa que fundou em 2009 ao lado de André Novais Oliveira, Maurilio Martins e Thiago Macêdo Correia.
Seu primeiro filme, NO CORAÇÃO DO MUNDO, codirigido por Maurilio Martins, estreou na Tiger Competition do Festival de Roterdã em 2019, e depois foi exibido em diversos festivais, e lançado comercialmente em vários países, como a França, onde foi aclamado pela crítica.
Entre seu curtas estão NADA, exibido na Quinzena dos Realizadores de Cannes, em 2017, e DONA SÔNIA PEDIU UMA ARMA PARA SEU VIZINHO ALCIDES, exibido no Festival de Clermont-Ferrand. Ele também participou do programa especial de Roterdã “Soul in the Eye”, no qual ministrou uma masterclass.
Gabriel escreveu diversos filmes, como o sucesso ALEMÃO. MARTE UM é seu segundo longa, e primeira direção solo.
Sobre a Filmes de Plástico
Criada em 2009, a Filmes de Plástico é uma produtora mineira de Contagem, hoje sediada em Belo Horizonte, formada pelos diretores André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurílio Martins e pelo produtor Thiago Macêdo Correia.
Juntos seus filmes já foram selecionados em mais de 200 festivais no Brasil e no mundo como a Quinzena dos Realizadores em Cannes, Festival de Cinema de Locarno, Festival de Rotterdam, FID Marseille, Indie Lisboa, BAFICI, Festival de Cartagena, Los Angeles Brazilian Film Festival, Festival de Cinema de Brasília e Mostra de Cinema de Tiradentes, ganhando mais de 50 prêmios.
Entre os próximos projetos da produtora estão além de Marte Um, O Último Episódio, dirigido por Maurilio Martins e E os meus Olhos ficam Sorrindo, dirigido por André Novais Oliveira.
Sobre o Canal Brasil
O Canal Brasil é, hoje, o canal responsável pela maior parte das parcerias entre TV e cinema do país e um dos maiores do mundo, com 365 longas-metragens coproduzidos. No ar há mais de duas décadas, apresenta uma programação composta por muitos discursos, que se traduzem em filmes dos mais importantes cineastas brasileiros, e de várias fases do nosso cinema, além de programas de entrevista e séries de ficção e documentais. O que pauta o canal é a diversidade e a palavra de ordem é liberdade – desde as chamadas e vinhetas até cada atração que vai ao ar.
A produção é escrita por Marcos Jorge e Bernardo Rennó e o início das filmagens está previsto para o primeiro semestre de 2023
A Star Original Productions acaba de anunciar a produção de “A Arte do Roubo”, mais um filme original e produzido no Brasil que estreará nas telas dos cinemas. O longa promete ação do começo ao fim ao apresentar um grande assalto à uma galeria de arte do país. A expectativa é de que as filmagens aconteçam no primeiro semestre de 2023.
Escrito por Marcos Jorge e Bernardo Rennó, o longa conta a história de uma aclamada artista urbana, que volta ao Brasil para resgatar da prisão sua antiga companheira dos tempos de roubo de arte e, juntas, colocarem em ação um audacioso plano de vingança contra o poderoso gênio do crime que as traiu anos atrás. Isso inclui assaltar um banco e roubar, de uma só vez, todas as obras em exposição em uma das mais importantes galerias de arte do país.
Para quem é amante dos filmes de ação e não perde histórias com tramas mirabolantes e grandes perseguições, “A Arte do Roubo” tem todos os ingredientes dos mais aclamados filmes de roubo do cinema mundial: muito suspense, tensão do começo ao fim, humor na dose certa e cenas de tirar o fôlego. Mais do que isso, como todo clássico filme de gênero que consegue ir além do simples entretenimento, a história traz uma leve pitada de crítica social e uma generosa dose de valorização das paisagens locais, das riquezas do país e do povo que habita os cenários onde a trama se passa.
Este projeto consolida a parceria entre Jorge e Rennó, que juntos escreveram os longas “Abestalhados 2”, produzido para a Star Original Productions; “Doutor Monstro”, em fase captação; e a série documental “O Caso Celso Daniel”, produzida pela Globo Play.
De acordo com Marcos Jorge, que também assina a direção do novo filme nacional, “A Arte do Roubo” é um projeto ambicioso, que foi pensado e planejado para alçar nossas produções e o cinema brasileiro a um patamar acima, pleiteando um lugar na prateleira dos grandes filmes do gênero no mundo. “Mais do que um desejo, essa é uma necessidade e uma urgência em um mercado que aboliu de vez as fronteiras nacionais, permitindo que qualquer pessoa, a qualquer momento, possa escolher qualquer produto cultural de qualquer lugar do mundo. Merecer e conquistar a atenção desse público cada vez mais poderoso é, no fundo, a maior e a verdadeira ambição desse projeto”, complementa.
Produzida pela Intro Pictures e Zencrane Filmes, “A Arte do Roubo” é uma coprodução com a Star Original Productions.