Poltrona Cabine: Apolo/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Apolo/Cesar Augusto Mota

O cinema brasileiro tem se mostrado cada vez mais dinâmico, abordando pautas sociais diversas e importantes, principalmente no tocante à família e políticas públicas. O que pode parecer comum para uns é tido como tabu por outros, como o relacionamento e a gestação de um casal trans. Estreante como cineasta, a atriz Tainá Muller, juntamente de Ísis Broken, procuram abordar de uma forma simples e natural as situações mencionadas em “Apolo”, distribuído pela Biônica Filmes.

O documentário começa a ilustrar a jornada transformadora e desafiadora do casal trans Ísis e Lourenzo, desde a gestação até o parto de Apolo, filho dos dois, concebido por Lourenço. O desafio não está só na aceitação por parte da sociedade, mas também em ter atendimento eficiente e digno no sistema público de saúde. A revolta fez Ísis fazer um desabafo forte nas redes sociais, proporcionando a partir daí debates importantes sobre o quão sofre a pessoa trans no Brasil, país no qual mais se mata transgêneros no mundo.

Temas como direitos reprodutivos e dignidade no acesso à saúde também são abordados e se fazem importantes nessa obra, pois são direitos de todos. Além do sinal de alerta sobre o preconceito e negligência com as pessoas transgênero, o documentário também significa protesto e apelo por uma sociedade mais justa. Temos emoção e informação nessa trajetória do casal Ísis e Lourenzo, que representa a realidade de outros casais trans.

O nome Apolo é simbólico, não só representa luz na vida do casal, como também a esperança de uma vida com mais tolerância e respeito. O documentário é um perfeito retrato de família, mostrando a intimidade de Ísis e Lourenzo, um casal feliz que mostra que muitas pessoas ainda não aprenderam a lidar com o conceito de amor.

Uma obra que fará o público se identificar, com o significado mais simples de amor, um sentimento verdadeiro e presente em todas as famílias, sem distinção.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Festival de Cinema Francês do Brasil traz seis produções do Festival de Cannes deste ano

Festival de Cinema Francês do Brasil traz seis produções do Festival de Cannes deste ano

Inspirado em uma história real, o drama ‘13 Dias, 13 Noites’ é um dos destaques da programação do 16º Festival de Cinema Francês do Brasil – foto: divulgação

Com seis longas exibidos em Cannes, edição do Festival de Cinema Francês do Brasil traz obras que poderão ser vistas pela primeira vez no país

“JOVENS MÃES”, VENCEDOR DO PRÊMIO DE MELHOR ROTEIRO, E “O SEGREDO DA CHEF”, FILME DE ABERTURA, ESTÃO ENTRE OS DESTAQUES DA EDIÇÃO

Da Riviera Francesa para as salas de cinemas de todo o Brasil: a 16ª edição do Festival de Cinema Francês do Brasil (antigo Varilux), que ocorre de 27 de novembro a 10 de dezembro em cinemas de todo o país, apresenta seis longas-metragens exibidos no Festival de Cannes em maio último, sendo cinco deles inéditos em solo brasileiro. Entre os destaques estão O Segredo da Chef (Partir un jour), de Amélie Bonnin, longa que abriu o evento, e Jovens Mães (Jeunes Mères), de Jean-Pierre e Luc Dardenne, que conquistou o prêmio de Melhor Roteiro.

Distribuído pela Synapse Distribution, o inédito O Segredo da Chef (Partir un jour)acompanha a história de Cécile, uma chef em ascensão que está prestes a abrir seu restaurante em Paris, mas precisa retornar à vila onde nasceu por conta de uma emergência familiar. Escrito por Dimitri Lucas e Amélie Bonnin, que também assina a direção, o filme é estrelado por Juliette Armanet, François Rollin e por Bastien Bouillon, ator vencedor do César de Melhor Revelação em 2023 e que integra a delegação artística do festival este ano.

Novo filme dos irmãos Dardenne – conhecidos por suas produções realistas e socialmente engajadas – Jovens Mães (Jeunes Mères), da Vitrine Filmes, aborda o desafiador cotidiano de cinco adolescentes e seus filhos pequenos em um abrigo. Estrelada por Babette Verbeek, Elsa Houben e Janaïna Halloy Fokan, a produção acompanha a luta das jovens em busca de uma vida melhor para si mesmas e seus filhos, enquanto lidam com questões como conflitos financeiros e familiares. O roteiro do longa, premiado em Cannes, é também assinado pelos irmãos belgas.

Apresentado fora de competição, o drama inédito 13 Dias, 13 Noites (13 jours, 13 nuits), da California Filmes, é ambientado em Cabul, no Afeganistão, em agosto de 2021, e inspirado em uma história real. Enquanto as tropas americanas se retiram, os Talibãs tomam a capital e milhares de afegãos buscam refúgio na Embaixada da França, protegida pelo comandante Mohamed Bida e seus homens. Cercado, ele negocia com os Talibãs para organizar, com a ajuda de Eva, uma humanitária franco-afegã, um último comboio em direção ao aeroporto. Dirigido por Martin Bourboulon, a produção é estrelada por Roschdy Zem, Lyna Khoudri e Sidse Babett Knudsen.
 

Exibido também fora de competição,A Mulher Mais Rica do Mundo (La Femme la plus Riche du Monde), de Thierry Kliffa, tem como protagonista a premiada atriz francesa Isabelle Huppertque estará no Brasil para divulgação do filme durante o festival. Inédita no Brasil, com distribuição da Synapse Distribution, a produção é inspirada na história real da herdeira de uma das maiores empresas de cosméticos do mundo, em uma trama sobre ambição, doações astronômicas e segredos familiares. Laurent Lafitte, Marina Foïs e Raphaël Personnaz – que integrou a delegação do festival em 2024 – completam o elenco.

Homenageado do 16º Festival de Cinema Francês do Brasil, o ícone da comédia francesa Pierre Richard dirige e estrela o também inédito Sonho, Logo Existo (L’homme qui a Vu L’ours qui a Vu L’homme), seu retorno à direção após quase 30 anos. Exibida em sessão especial no Festival de Cannes deste ano, onde o artista também foi celebrado, a produção, distribuída pela Bonfilm, acompanha a história de dois homens de diferentes gerações que criam um vínculo improvável enquanto protegem um urso de circo fugitivo no interior da França. Aos 91 anos e com mais de 100 filmes no currículo, Pierre também estará por aqui para divulgar seu longa. Ele desembarca em São Paulo no dia 30 de novembro ao lado da mulher, a modelo brasileira Ceyla Lacerda, com quem é casado há quase três décadas, e também visita o Rio. Uma mostra com cinco longas fará uma retrospectiva de sua carreira.

A programação conta ainda com Eu, Que Te Amei (Moi qui t’aimais), parte da seleção Cannes Classics. Distribuído pela Autoral, a produção inédita no Brasil, dirigida por Diane Kurys, acompanha a atribulada história do icônico casal do cinema francês Yves Montand (Roschdy Zem) e Simone Signoret (Marina Foïs). Assombrada pelo caso de seu marido com a atriz Marilyn Monroe e ferida por todos os que vieram depois, Signoret sempre recusou o papel de vítima: o que eles sabiam é que nunca se separariam.

Em 2025, o Festival de Cinema Francês do Brasil segue com o apoio de Varilux – marca do grupo Essilor Luxottica – como “Patrocinador Master”. Conta também com os patrocínios do banco BNP PARIBAS, que entra pela primeira vez em 2025, do grupo PERNOD RICARD, da EDENRED, da VOLTALIA, do FAIRMONT e da AIR FRANCE, além do Ministério da Cultura – por meio da Lei Rouanet, e da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura.

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SOBRE A BONFILM

Além de distribuidora de filmes, a Bonfilm é realizadora do Festival de Cinema Francês do Brasil (antigo Festival Varilux de Cinema Francês) que, nos últimos 15 anos, promoveu mais de 35 mil sessões nos cinemas em todo o Brasil e somou um público de mais de um 2 milhões de espectadores. Desde 2015, a Bonfilm organiza também o festival Ópera na Tela, evento que exibe filmes de récitas líricas em uma tenda montada ao ar livre no Rio de Janeiro, e contou com uma edição recente em São Paulo em 2024. A produtora Bonfilm também é idealizadora, em São Paulo, do Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual, integralmente dedicado a exposições culturais em realidade virtual, como ‘Uma Noite com os Impressionistas’ e ‘Mundos Desaparecidos’.

Valor Sentimental e Sirat lideram indicações no European Filme Awards

Valor Sentimental e Sirat lideram indicações no European Filme Awards

Valor Sentimental’ e ‘Sirât’ lideram indicações no European Film Awards

Aclamadas internacionalmente, produções lideram indicações; Retrato Filmes distribui Sirât e Valor Sentimental no Brasil, este último em parceria com a MUBI

Assista ao trailer de Valor Sentimental aqui

Assista ao trailer de Sirât aqui

Nesta terça-feira, dois longas-metragens distribuídos pela Retrato Filmes foram revelados como os líderes de indicações do 38º European Film AwardsValor Sentimental, parceria com a MUBI (distribuidora global, serviço de streaming e produtora), garantiu o maior número de indicações, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção para Joachim Trier, Melhor Roteiro, Melhor Atriz para Renate Reinsve, Melhor Ator para Stellan Skarsgård e o Prêmio Lux. Em seguida vem Sirât, produzido por Pedro Almodóvar, que concorre em quatro categorias, como Melhor Filme, Melhor Direção para Oliver Laxe, Melhor Roteiro e Melhor Ator para Sergi López.

Ambos os filmes vêm trilhando um caminho de sucesso e são grandes apostas para o Oscar 2026. Valor Sentimental, que chega aos cinemas em 25 de dezembro, é um retrato de reconciliação familiar. O longa acompanha duas irmãs e o pai cineasta, explorando memórias, ausências e o papel da arte na reparação. Foi premiado com o Grand Prix do Festival de Cannes 2025, o segundo maior prêmio do evento, além de ser o representante da Noruega para concorrer ao Oscar 2026 de Melhor Filme Internacional. Sua primeira exibição no Brasil aconteceu no Festival do Rio deste ano.

Já Sirât, vencedor do prêmio do júri em Cannes e o escolhido para concorrer ao Oscar 2026 de Melhor Filme Internacional pela Espanha, teve sua estreia brasileira na abertura da Mostra de São Paulo. O filme acompanha a busca de um pai, ao lado do filho caçula, pela filha desaparecida em uma rave no deserto marroquino. Uma narrativa sobre travessia, crise e paisagem. O lançamento nos cinemas está previsto para 15 de janeiro.

Clássico de Mary Shelley, Frankenstein ganha nova edição ilustrada

Clássico de Mary Shelley, Frankenstein ganha nova edição ilustrada

Clássico de Mary Shelley, Frankenstein ganha nova edição ilustrada para lançamento de filme

A obra que é marca do movimento gótico conquista leitores até hoje com seu retrato universal dos sentimentos humanos

Escrito numa noite tempestuosa de 1816 por uma jovem de apenas dezoito anos, Frankenstein não é só o ponto de partida da ficção científica – é uma história sobre ambição, solidão e o preço de desafiar os limites da criação. Clássico absoluto da literatura gótica e do horror, a obra-prima de Mary Shelley chega ao selo Planeta Minotauro em uma edição especial, com ilustrações de Amanda Miranda e apresentação de Cláudia Fusco. Um livro reconstituído – como a própria criatura – para uma nova geração de leitores.

Além do texto que moldou todo um gênero na literatura e influenciou gerações de artistas nas mais diversas áreas, a nova edição conta com ilustrações de Amanda Miranda, artista visual, autora de histórias em quadrinhos e diretora de arte. Amanda foi destaque na lista Forbes 30 Under 30 em 2021, que reúne as pessoas mais criativas e influentes com menos de trinta anos no Brasil. A apresentação fica por conta de Cláudia Fusco, escritora, roteirista e mestre em Estudos de Ficção Científica pela Universidade de Liverpool, na Inglaterra. Cláudia dá cursos e palestras sobre narrativas, gênero, cultura pop, fantasia e ficção científic e tem passagens por espaços como USP, Casa do Saber, Bienal do Livro, MIS-SP e Sesc, entre outros.

A obra de caráter atemporal já ganhou diversas adaptações audiovisuais desde sua publicação, destacando-se entre elas o filme homônimo de 1931, dirigido por James Whale; Frankenstein de Mary Shelley, de 1994, dirigido e estrelado por Kenneth Branagh; a minissérie Frankenstein, de 2004; e a animação Frankenweenie, de 2012, dirigida por Tim Burton. Agora, o livro está prestes a ganhar mais um filme, dessa vez dirigido pelo vencedor do Oscar Guillermo Del Toro e estrelado pelo trio Jacob Elordi, Mia Goth e Oscar Isaac. A edição da Planeta minotauro chega também para apresentar o texto original aos interessados pelo novo longa.

FICHA TÉCNICA

Título: Frankenstein

Autora: Mary Shelley

Tradução: Marcia Blasques

ISBN: 978-85-422-3918-8

Páginas:

Preço livro físico: R$

Editora Planeta | Selo Planeta Minotauro

SOBRE A AUTORA

Mary Shelley (1797-1851) foi uma das escritoras mais inovadoras do século XIX. Filha da filósofa Mary Wollstonecraft e do pensador William Godwin, destacou-se com Frankenstein (1818), obra que inaugurou a ficção científica ao refletir sobre os limites da criação humana. Também escreveu os romances O último homem e Lodore, além de contos, ensaios e biografias. Sua voz única, marcada pela imaginação visionári

Maratona Oscar/Poltrona Resenha: Frankenstein de Guillermo Del Toro/Anna Barros

Maratona Oscar/Poltrona Resenha: Frankenstein de Guillermo Del Toro/Anna Barros

O filme é muito bom. Guillermo Del Toro é fiel ao livro de Mary Shelley e há muitas nuances interessantes. Oscar Isaac é o cirurgião Victor que triste com a morte da mãe resolve brincar de Deus, o novo Prometeu, e criar alguém que não morre. Ele faz experiências principalmente com eletricidade e cria o Frankenstein vivido por Jacob Elordi magnificamente.

A fotografia é muito bonita assim como a direção de arte. Tem um clima noir e gótico.  E Oscar e Jacob mandam muito bem.

Mia Goh vive a mãe de Victor e a noiva do irmão William por quem ele e a criatura se apaixonam. Há uma química forte entre Mia e Jacob.

O filme é muito bem dirigido e retrata tudo que é mostrado no livro: brincar de Deus, a ciência querendo desafiar a morte, a solidão e as dificuldades de convivência. Temas retratados em 1881 e mais do que atuais.

A criatura é o novo Adão e conquista a menina por sua doçura. Só que com a morte dela ao tentar defender a criatura, ele começa a ter ódio e revolta e caça o seu criador Victor até o fim do mundo, o Ártico onde eles encontram um navio dinamarquês.

O filme é profundo como o livro e com certeza vai ser candidato a Melhor Filme e a Melhor Ator Coadjuvante, para Jacob Elordi. Você fica pensando no filme por vários dias porque ele toca em temas muito sensíveis e peculiares. E dirigido pelo genial Guillermo Del Toro.

Na Netflix. Vale cada segundo.

4/5 poltronas.