Pedro Bial recebe Samuel Rosa no Conversa com Bial desta quarta, dia 6 de novembro

Pedro Bial recebe Samuel Rosa no Conversa com Bial desta quarta, dia 6 de novembro

Pedro Bial recebe Samuel Rosa no “Conversa com Bial” desta quarta (06)
 

Artista conta sobre produção do seu primeiro álbum solo
 

Crédito: Globo / Karla Freire

Samuel Rosa é o convidado do “Conversa com Bial” desta quarta-feira (06), no GNT e na TV Globo. O cantor apresenta canções de seu trabalho mais recente e fala sobre a família, os sucessos com a banda Skank e a carreira solo. Entre janeiro e março, o artista compôs e gravou as dez músicas do álbum “Rosa”. “Eu acho que estava e ainda estou entorpecido pela novidade, pelo frescor na iminência da chegada da Ava, minha terceira filha, de estar com uma banda nova. Eu estava totalmente em um modo atípico(…) Na minha faceta de compositor a chavezinha trabalha por pressão. Eu não consigo compor na estrada”, conta.
 

Para incentivar a criação, o artista desenvolveu uma rotina: “Eu compunha de manhã. Acordava, tomava café, me fechava num quarto com caneta, papel e sem computador. Caneta, papel e violão e aí eu levava as ideias para a banda no período da tarde. Foi janeiro inteiro assim”.
 

Samuel Rosa também revela como foi a despedida do Skank, banda em que foi vocalista por mais de 30 anos:“Eu acho que o Skank teve a possibilidade de cuidar do fim como cuidou do início. Foi tudo muito explícito, muito conversado (…) Não foi de uma hora para outra. (…) Eu acho que todo grupo, toda banda, todo artista, tem o seu auge. E ele corresponde aos primeiros cinco, dez anos da carreira”, revela.
 

Até o dia 02 de dezembro, será possível conferir ‘Conversa com Bial’ e tantos outros conteúdos dos canais Globo no Globoplay a valores promocionais. O plano Premium custará R$29,90/mês no pacote anual apenas neste período, dando acesso à cobertura mais completa de esportes ao vivo do streaming com o Sportv e a realities e muito entretenimento dos canais Multishow, GNT, entre vários outros.
 

O ‘Conversa com Bial’ vai ao ar de segunda a sexta no GNT, às 23h30, e na TV Globo, após o ‘Jornal da Globo’. Também é exibido no canal internacional da Globo e em simulcast no Globoplay. As entrevistas também estão disponíveis em áudio, no podcast do programa disponível no Globoplay. O programa tem apresentação e redação final de Pedro Bial, direção de Fellipe Awi e Mairo Fischer, e produção de Nathalia Pinha. A direção de gênero é de Mariano Boni.

Retrato de um Certo Oriente estreia nos cinemas em 21 de novembro

Retrato de um Certo Oriente estreia nos cinemas em 21 de novembro

Novo longa de Marcelo Gomes, “Retrato de um Certo Oriente” estreia nos cinemas no dia 21 de novembro

 

Baseado em “Relato de um Certo Oriente”, livro de Milton Hatoum vencedor do Jabuti e publicado em diversos idiomas, filme acompanha a saga de imigrantes libaneses no Brasil no pós-guerra

 

 

Trailer

 

Após a sua estreia mundial no Festival de Cinema de Rotterdam (IFFR) e marcantes passagens pelo Festival do Rio e Mostra de Cinema de São Paulo, “Retrato de um Certo Oriente”, novo longa-metragem do cineasta Marcelo Gomes, entra em cartaz no circuito nacional no dia 21 de novembro. Baseado na celebrada obra de Milton Hatoum, a coprodução ítalo-brasileira que marca os 20 anos da Matizar Filmes narra a saga de imigrantes libaneses no Brasil, mergulhando em temas como memória, paixão e preconceito.

 

Ambientado na floresta amazônica, o filme acompanha a jornada de dois irmãos católicos em fuga da guerra no Líbano de 1949 e embarcam rumo ao Brasil. Durante a travessia, Emilie se apaixona pelo comerciante muçulmano Omar, o que acentua o ciúme de seu irmão Emir, levando a consequências trágicas.

 

“Imigrantes libaneses chegaram a todos os cantos do Brasil durante o século XX, mas a singularidade do livro de Milton Hatoum, que retrata a história de seus pais e avós, ilustra como esses imigrantes combinaram o estilo de vida amazônico nativo com suas tradições árabes. Meu desejo era capturar a vitalidade dos jovens imigrantes com uma câmera íntima”, revela.

 

Marcelo Gomes escolheu para os papéis principais os atores Wafa’a Celine HalawiCharbel Kamel e Zakaria Kaakour – todos libaneses – porque queria dar mais autenticidade às atuações.

A presença desses atores traz para mim uma verdade. E cada um deles me mostrou sutilezas de sua cultura e de sua religião que enriqueceram o filme”, resume.

 

Ao adaptar o livro “Relato de um Certo Oriente”, de Milton Hatoum – vencedor do Jabuti em 1990 e traduzido para diversas línguas –, o cineasta foi atraído pelas camadas de memória e alteridade presentes na obra. Para ele, a obra conta uma história de amor entre pessoas de religiões diferentes, algo impossível no Líbano, mas que encontra novas oportunidades na Amazônia. Inspirado pelo desejo de explorar sentimentos românticos e amores proibidos entre jovens imigrantes libaneses, Gomes faz uma reflexão sobre as barreiras culturais e a busca por um futuro melhor, temas já presentes em sua filmografia, como no aclamado “Cinema, Aspirinas e Urubus”.

 

“Neste filme, como em outros que dirigi, sou fascinado pela ideia de explorar o conceito de alteridade. Acredito que a única maneira de desconstruir preconceitos é ver o mundo através dos olhos dos outros. Eu ousaria dizer que este é, talvez, o único antídoto para combater o fanatismo”.

 

O pernambucano filmou em preto e branco para manter a conexão com o passado e as memórias dos personagens. Ao lado do diretor de fotografia brasileiro Pierre de Kerchove, acentuou as diferenças de luz entre a Floresta Amazônica e o Oriente Médio, explorando como essas diferenças se refletiam na mentalidade dos personagens.

Por Anna Barros

Tesouro chega aos cinemas em 21 de novembro

Tesouro chega aos cinemas em 21 de novembro

EXIBIDO NO FESTIVAL DE BERLIM, TESOURO CHEGA AOS CINEMAS NO DIA 21 DE NOVEMBRO

Protagonizado por Lena Dunham e Stephen Fry,longa inspirado por uma história real foi exibido no Festival do Rio


Trailer: https://youtu.be/SzEfHL5pLUc

Combinando elementos de drama e comédia, TESOURO, da alemã Julia von Heinz, acompanha a jornada de um pai e uma filha que vão à Polônia revistar lugares da infância dele. O filme, que foi exibido no Festival de Berlim, e no Festival do Rio chega aos cinemas brasileiros dia 21 de novembro, com distribuição da California Filmes.

Inspirado por numa história real que serviu de base para o romance da alemã Lily Brett, o filme tem como protagonista Ruth (Lena Dunham), uma jornalista que viaja à Polônia em companhia de seu pai, Edek (Stephen Fry), que nasceu no país. Ela pretende conhecer os lugares onde ele viveu antes do Holocausto. Ele, porém, não quer reviver essas memórias, e, a todo momento, tenta sabotar a viagem criando situações inusitadas.

Von Heinz, que assina o roteiro com John Quester, conta que uma das coisas que mais a seduziu no livro é como Brett combina drama e comédia numa história comovente sobre o Holocausto. “Trata-se da obra de uma jovem escrevendo sobre o Holocausto em uma prosa tão leve e bem-humorada, que eu não sabia se chorava ou ria alto.”

Ela define o longa como uma “história de amor” entre um pai e sua filha, que não podiam ser pessoas mais diferentes. Sobrevivente do Holocausto Edek irradia força, otimismo e humanidade e faz amizade com todos que conhece. Sua filha, no entanto, carrega consigo o trauma de seus pais e encontra a Polônia, o país da morte de sua família, com raiva e amargura.

Estou muito feliz que Lena Dunham e Stephen Fry estejam interpretando Ruth e Edek Rothwax. Eles não são apenas estrelas internacionais, mas também têm uma forte conexão pessoal com a história: ambas as famílias são judias e têm raízes na Europa Oriental. Stephen até passou por uma jornada semelhante à do próprio Ruth. Ambos são simplesmente atores de primeira classe que combinam tragédia com comédia sem esforço.

Dunham, por sua vez, comemora a oportunidade de fazer um papel complexo como Ruth. “É muito raro, para ser sincera, que me ofereçam um papel substancial, a menos que eu o escreva a mim mesma. Muitas mulheres, não importa sua forma ou tamanho ou origem religiosa ou étnica, sentem que há uma escassez de papéis que honrem sua verdade e permitam que elas realmente façam parte de uma história e não apenas um acessório ou clichê”, conta a atriz.

Fry também aponta as conexões pessoais que o fizeram se encantar com Edek. “Achei muito comovente e muito tocante, e também tive um elemento de conexão, porque a família da minha mãe veio da Europa Central, era judia e, infelizmente, também acabou em Auschwitz. Então, havia muita coisa para me conectar com isso. E quando ouvi que Lena Dunham estava envolvida, fiquei muito animado. Adorei a ideia de interpretar o pai dela”.

O filme foi rodado na Europa, e por três dias a equipe trabalhou em Auschwitz. Embora as equipes de filmagem não tenham permissão para entrar, von Heinz obteve permissão especial para filmar no estacionamento e do lado de fora da cerca ao longo da fronteira. Além disso, a equipe foi autorizada a tirar fotos perto do quartel para que a equipe de efeitos visuais pudesse inserir imagens atrás de Dunham e Fry na pós-produção.

Acho que é uma das primeiras vezes que vemos em um filme como esse campo de concentração está agora. É um lembrete da importância daquele lugar e do fato de que eles não o mudam. Sobreviventes e gerações posteriores precisam deste lugar para entender o que aconteceu. Você sai com o coração muito pesado”, conclui von Heinz.

Max anuncia data de estreia de ‘Beleza Fatal’ para 27 de janeiro, com teaser exclusivo

Max anuncia data de estreia de ‘Beleza Fatal’ para 27 de janeiro, com teaser exclusivo

Criada e escrita por Raphael Montes e com direção geral de Maria de Médicis, a primeira novela nacional original da plataforma marca a entrada da Warner Bros. Discovery no gênero melodrama na América Latina 

https://www.youtube.com/watch?v=zr-FFnGNuHk

Max anuncia que sua primeira novela Max Original nacional, BELEZA FATAL, estreia em 27 de janeiro de 2025. Com 40 capítulos, a trama é uma criação de Raphael Montes e conta com a direção geral de Maria de Médicis, em uma produção da Coração da Selva para a Warner Bros. Discovery.
 

BELEZA FATAL traz uma história envolvente de busca por vingança e justiça que se passa no agitado mundo da beleza, da cirurgia plástica e dos tratamentos estéticos. Sofia (Camila Queiroz) enfrenta uma desafiadora jornada após ver sua mãe ser presa injustamente por causa de sua prima Lola (Camila Pitanga). Sem rumo, Sofia é acolhida pela amorosa família Paixão, com a matriarca Elvira (Giovanna Antonelli), que lidam com a tragédia de ter a filha Rebeca hospitalizada após uma cirurgia plástica malsucedida. É assim que Sofia e a família Paixão se unem na dor e na indignação contra os culpados em um desejo comum por vingança.
 

Determinada a destruir Lola e todos os responsáveis por suas tragédias, Sofia mergulha em uma obsessiva busca por reparação. No entanto, ao reencontrar um amor de infância, ela começa a questionar suas escolhas e descobre que a justiça tem um preço mais alto do que imaginava. Neste primeiro teaser exclusivo, os personagens se apresentam, revelando suas características e fornecendo um vislumbre instigante da trama.
 

Fazem parte do elenco Camila Pitanga, Camila Queiroz, Giovanna Antonelli, Vanessa Giácomo, Marcelo Serrado, Caio Blat, Murilo Rosa, Herson Capri, Augusto Madeira, Julia Stockler, Manu Morelli, Romaní, Breno Ferreira, Naruna Costa, Kiara Felippe, Drayson Menezzes, Mônica Torres, Georgette Fadel, Marat Descartes, Patricia Gasppar, Fernanda Marques, Santiago Acosta Cis, Rei Black, Mariana Molina, Luciano Chirolli e as criancas Melissa Sampaio, Noah Calixto Moi, Raphael Raposo e Gaby Martins.

BELEZA FATAL é uma novela Original da Max, produzida pela Coração da Selva para a Warner Bros. Discovery. Criada e roteirizada por Raphael Montes, tem direção geral de Maria de Médicis e supervisão de Silvio de Abreu. Por parte da Warner Bros. Discovery, o projeto conta com produção de Mariano Cesar, Monica Albuquerque e Anouk Aaron. Por parte da Coração da Selva, a produção é de Geórgia Costa Araújo e Luciano Patrick. BELAZA FATAL contou com o apoio do Programa de Atração de Filmagens à Cidade e ao Estado de São Paulo. 

Poltrona Cabine: Todas as Estradas de Terra Têm Gosto de Sal/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Todas as Estradas de Terra Têm Gosto de Sal/Cesar Augusto Mota

Fazer um retrato de um momento delicado da vida não só requer ousadia, como também os elementos certos. Uma boa história, montagem e fotografia sem dúvida ajudam, mas será que “Todas as Estradas de Terra Têm Gosto de Sal”, que conta com o renomado diretor Barry Jenkins (Moonlight) na produção e direção de Raven Jackson, utilizou de algum desses itens?

A produção está ambientada nos anos 60, nos Estados Unidos, período no qual a jovem Mackenzie cresce em meio a zona rural no Mississipi, tendo enfrentado algumas complexidades, como perdas, amores e conexões familiares. A trajetória é ilustrada desde a infância até a velhice da protagonista, com suas devidas transformações pessoas aliadas à viagem no tempo.

A narrativa é não linear, são abordadas as relações entre corpo e natureza, bem como as imagens são com pouca luz, para sinalizar os sentimentos dos personagens. A vida da personagem-central se dá de maneira cíclica, há registros de poucos diálogos e o foco se dá na imersão, ou seja, fazer o espectador se inserir no ambiente da protagonista e fazê-lo ter as mesmas emoções que ela.

O longa tem uma boa proposta, de ser um filme de sentimento e de diálogo entre o som e os gestos das pessoas, mas fica a sensação de um vazio por conta das pontas soltas, não há um conflito e falta profundidade aos personagens. Em dados momentos, há problemas com a câmera, quem deveria aparecer pelo menos em meio plano acaba por ter a cabeça fora da tela, há alguns cortes abruptos e o melodrama, esperado com o espectador, só aparece no desfecho, com uma música incidental.

“Todas as Estradas de Terra Têm Gosto de Sal” possui uma boa criatividade visual, mas peca no roteiro, que priorizou o visual e com pouca história e conversas. Uma obra com gosto de quero mais.

Cotação: 3/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota