Poltrona Cabine: Vermiglio-A Noiva da Montanha/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Vermiglio-A Noiva da Montanha/Cesar Augusto Mota

O cinema italiano sempre é uma atração à parte para o espectador, seja pelos filmes de época ou os contemporâneos com boas críticas sociais. Uma variação como essa motiva o fã da sétima arte e percebe que as produções italianas vão além de histórias sobre máfia e há variedades de narrativas para todo tipo de público. Aclamado no último Festival de Veneza e representante da Itália no Oscar, “Vermiglio-A Noiva da Montanha”, de Maura Delpero, é um filme intimista e de uma bela estética.

A trama se desenvolve em uma vila alpina, em 1944, local não atingido pela Segunda Guerra, e um soldado desertor aproveita para se refugiar na casa de uma família. Pietro não esperava que Lúcia se aproximasse dele, Flávia, a filha mais nova, vê na educação a única maneira de escapar do ambiente autoritário no qual vive sob as rédeas do pai, Cesare. A esposa, Adele, não tem escolha, e fica presa a uma dura rotina e com dupla jornada, de ser mãe e dona de casa.

O plano aberto predomina na maior parte do tempo do filme e a narrativa é dividida em estações, com transições entre as memórias dos personagens e alguns paralelos traçados entre os dramas do passado e os problemas contemporâneos. Uma discussão sobre sociedade patriarcal e os empecilhos que as mulheres tentam superar no dia a dia é feita de forma didática, e deixa o filme ainda mais interessante de se acompanhar. O sentimento de melancolia prevalece nessa transição de estações, são ciclos se encerrando e dando lugar para outros.

Apesar do ritmo lento, a obra é bastante reveladora, mostra o sentimento de resiliência das personagens mulheres e o poder de seguir em frente em meio a um cenário caótico, de pós-guerra e de forte opressão exercida pelos homens. Tudo é abordado de uma forma realista e com bastante delicadeza. As belas paisagens contrastando com a dor dos habitantes do vilarejo, tudo de uma maneira simples e sutil. Momentos de silêncio e linguagem corporal que disseram tudo.

Histórias universais podem ser contadas de diversas formas, e o uso do impacto e da sensibilidade foram as maneiras encontradas por Maura Delpero para mostrar o quão complexa é a vida e que somos cada vez mais fortes e resilientes, não importa qual seja o cenário.

Cotação: 4,5/5 poltronas

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá/Cesar Augusto Mota

É inegável o papel social e influência que o cinema exerce na vida das pessoas, seja pela transmissão de mensagens, valores e a contagem de histórias como sinônimo de legado e espelho de uma nação. O documentário “Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá”, de Sueli Maxakali, retrata a jornada de reencontro da cineasta com seu pai, Luiz Kaiowá, de quem foi separada ainda pequena no período da Ditadura Militar.

A obra se inicia com a narração de Sueli, de forma sóbria, apresentando cada membro de sua família. Ao falar do pai, relatou um episódio melancólico e que deixou cicatrizes, como o forçado afastamento dele por soldados para Teófilo Otoni, interior de Minas Gerais, permanecendo por lá por quarenta anos. Ele só se reencontrou com a família graças ao trabalho persistente da cineasta por meio do cinema, para relembrar uma parte triste de nosso país e a constante luta dos povos, principalmente os indígenas, por trabalho, moradia e liberdade.

A abordagem sensível que o filme pede aliada à naturalidade das palavras e dos gestos faz o espectador sentir afeto pelos personagens e se encaixar no contexto e no lugar deles diante de lembranças tão terríveis. Se não há muitas interações entre os protagonistas, o ambiente e as palavras ditam a história, que se desenrola em um ritmo cadenciado, dando tempo para o público acompanhar e sentir tudo o que a comunidade indígena Kaiowá sentiu e passou durante quatro décadas.

O uso de poucos recursos para filmar e as tomadas com pouca visibilidade imprimem uma certa simplicidade ao filme e autenticidade às histórias contadas pelos indígenas Kaiowá. Assim como ocorreu com “Ainda Estou Aqui”, o documentário de Sueli Maxakali não só relembra a página mais triste e sangrenta de nossa história como o legado deixado pelos ovos indígenas e a necessidade de deixá-lo vivo para futuras gerações.

Uma importante experiência pela qual o público brasileiro precisa passar, alguns que viveram durante a ditadura para relembrar os momentos de tortura e repressão e quem não viveu para ficar por dentro de um período importante de nossa história. “Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá” é sinônimo de emoção, imersão e autenticidade, a diretora foi capaz de mostrar que é possível contar uma história com precisão e honestidade, mesmo com poucos recursos. O filme é distribuído pela Embaúba Filmes e estreia em 10 de julho nos cinemas brasileiros.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Boutique Filmes, Globo Filmes e Paris Filmes anunciam início de filmagens de “O Gênio do Crime”

Boutique Filmes, Globo Filmes e Paris Filmes anunciam início de filmagens de “O Gênio do Crime”

Ailton Graça, Marcos Veras, Douglas Silva e grande elenco mirim fazem parte do filme dirigido por Lipe Binder

Marcos Veras, Lipe Binder, Bela Alellaf, Francisco Galvão, Breno Kaneto, Ailton Graça, Samuel Estevam,
Douglas Silva e Tiago Mello na leitura de roteiro de “O Gênio do Crime”.

Crédito: Andréia Machado

O filme “O Gênio do Crime”, adaptação do clássico infantojuvenil de João Carlos Marinho, começa a ser rodado nesta segunda-feira, 30/06, na cidade de São Paulo. O elenco conta com Ailton Graça, Marcos Veras, Douglas Silva e Rafael Losso. O longa-metragem é uma produção da Boutique Filmes, com coprodução da Globo Filmes e será distribuído pela Paris Filmes.

A obra acompanha a “turma do Gordo”, quatro amigos que decidem investigar a falsificação de figurinhas da Copa do Mundo e acabam se envolvendo em uma grande aventura pela cidade de São Paulo. O grupo será interpretado por Francisco Galvão, Bela Alellaf, Breno Kaneto e Samuel Estavam.

Com direção de Lipe Binder (“Betinho: No Fio da Navalha”; “Império”) e roteiro de Ana Reber (“Depois do Universo”), o longa tem produção de Tiago Mello (“3%”), direção de fotografia assinada por Pedro Sotero (“Bacurau”) e direção de arte de Thales Junqueira (“O Agente Secreto”).

“O livro é marcado por várias situações icônicas na cidade de São Paulo e queremos reproduzi-las no cinema. As locações foram cuidadosamente escolhidas para dar vida a cenas que provocam o imaginário de crianças e jovens que leram o livro, que fez parte da nossa formação. Reunimos uma equipe experiente e criativa, para trazer frescor a essa nova adaptação, ambientada nos dias atuais”, diz Tiago Mello, sócio da Boutique Filmes.

Publicado originalmente em 1969, “O Gênio do Crime” é um dos maiores sucessos da literatura infantojuvenil brasileira. A obra já vendeu mais de um milhão de exemplares e soma 60 edições publicadas. O filme foi contemplado pelo ProAc – iniciativa do Governo do Estado de São Paulo de fomento à cultura – e conta também com recursos do Fundo Setorial e Ancine.

“A adaptação de O Gênio do Crime para os cinemas reforça o compromisso da Globo Filmes com a realização de grandes produções para toda a família. É uma história encantadora que mistura amizade, investigação e a paixão nacional pelo futebol, com todos os ingredientes para cativar diferentes gerações. Estamos confiantes que teremos uma obra muito bem realizada para o público brasileiro”, afirma Flávia Costa, Gerente de Filmes & Infantil, Produtos Digitais Globo.

“Estamos muito felizes em embarcar neste projeto, que homenageia a cidade de São Paulo e celebra um clássico da literatura infantojuvenil brasileira, que cativa o público leitor até hoje com seus personagens inesquecíveis. Temos certeza de que não só os fãs do livro, mas também os fãs de boas histórias como um todo irão amar a adaptação”, diz Marcio Fraccaroli, diretor geral da Paris Filmes.

Alison Brie e Dave Franco produzem e protagonizam juntos

Alison Brie e Dave Franco produzem e protagonizam juntos

CASAL NA VIDA REAL, ALISON BRIE E DAVE FRANCO PRODUZEM E PROTAGONIZAM JUNTOS; VEJA PÔSTER INÉDITO

Com estreia marcada para 14 de agosto, aguardado longa faz uma reflexão original e aflitiva sobre a codependência entre parceiros românticos 

São Paulo, 30 de junho de 2025 – JUNTOS (‘Together”), um dos filmes de terror mais aguardados do ano, chega aos cinemas de todo o Brasil em 14 de agosto, com distribuição da Diamond Films. Valendo-se do body horror e do gore como linguagem, o longa propõe ao espectador uma experiência original e perturbadora ao narrar a jornada do casal Tim e Millie, cujo relacionamento já em crise encontra novos obstáculos – inclusive, sobrenaturais – ao se mudar para o interior dos Estados Unidos.  

Em outras palavras, trata-se de uma história sobre codependência emocional entre parceiros de longa data, como fica evidente neste pôster inédito – veja aqui. Logo, é mais do que pertinente que ela seja estrelada e produzida por Alison Brie (“Bela Vingança”) e Dave Franco (“Anjos da Lei”), astros que são casados na vida real. 

JUNTOS 

TEASER PÔSTER 1 | TEASER PÔSTER 2 | PÔSTER | TEASER TRAILER | TRAILER LEGENDADO

Segundo Brie, JUNTOS discute não só a intimidade entre casais, mas também como um relacionamento pode afetar seu senso de identidade – algo que pode até parecer romântico em um primeiro momento, mas que, como o longa bem demonstra com suas alegorias, tem contornos bastante assustadores. Fã declarada de terror, a atriz afirmou à Variety durante o Festival de Sundance que foi justamente essa união entre conceito e gênero que chamou sua atenção para o projeto. 

“Sinto que o melhor filme de terror é aquele que, se você tirar todos os elementos de horror, o tema e a história se sustentam por conta própria”, explicou Brie, citando JUNTOS como exemplo. “Então, quando você os adiciona de volta, eles alimentam e elevam o projeto. E as sequências nesse filme são tão incríveis!” 

Embora possa parecer desafiador para alguns casais, Franco acredita que a colaboração com sua esposa facilitou muito o processo criativo durante todo o filme. “Depois de encerrarmos a maioria dos dias, olhávamos um para o outro e dizíamos ‘não poderíamos ter feito isso com outras pessoas’. Por causa do nível de intimidade intenso que o filme exige”, descreveu à Vulture. Para ele, contracenar com Brie, com quem é casado há oito anos, garantiu que ele desse seu melhor. Afinal, se tem alguém que poderia identificar se sua performance era inautêntica seria ela. 

Para o diretor Michael Shanks, ter um casal de fato como protagonistas também foi importante. Isso porque a inspiração para JUNTOS veio justamente de uma experiência pessoal. “Eu e minha parceira estamos juntos desde os 18 anos. Então, nunca fomos adultos sem o outro, a ponto de eu perceber que não era uma pessoa completa sem ela e me perguntar se talvez ela também se sinta assim. É uma coisa esquisita de se pensar”, afirmou à Vulture. “Foi incrível trazer esse senso de história para os personagens.” 

JUNTOS estreia nacionalmente em 14 de agosto, com distribuição da Diamond Films, conhecida por seu extenso catálogo de filmes de terror. Apenas no ano passado, a distribuidora foi responsável pelo lançamento no Brasil de “Longlegs – Vínculo Mortal”, “Imaculada”, “Entrevista com o Demônio”, “Herege” e “Terrifier 3”. 

A História Distorcida de Amanda Knox estreia em 20 de agosto no Disney plus

A História Distorcida de Amanda Knox estreia em 20 de agosto no Disney plus

A MINISSÉRIE ORIGINAL A HISTÓRIA DISTORCIDA DE AMANDA KNOX ESTREIA EM 20 DE AGOSTO EXCLUSIVAMENTE NO DISNEY+

BASEADA EM FATOS REAIS, A PRODUÇÃO REVELA NOVAS CAMADAS DO CASO QUE CHOCOU O MUNDO

Primeras imagens:  https://bit.ly/4kkXXDE

SÃO PAULO, Brasil (12 de junho de 2025) – O Disney+ anuncia que a minissérie original A História Distorcida de Amanda Knox estreia em 20 de agosto, exclusivamente no Disney+ com seus dois primeiros episódios. Em seguida, um novo episódio será lançado toda semana. As primeiras imagens da série já estão disponíveis.

A série é inspirada na história de como Amanda Knox foi condenada injustamente pelo trágico assassinato de sua colega de quarto, Meredith Kercher, e sua jornada de 16 anos para provar sua inocência. A série é estrelada por Grace Van PattenSharon HorganJohn HoogenakkerFrancesco AcquaroliGiuseppe De Domenico e Roberta Mattei.

A História Distorcida de Amanda Knox é uma produção da 20th Television em parceria com a The Littlefield Company. KJ Steinberg (This Is Us) é a criadora e produtora executiva. Também atuam como produtores executivos Warren Littlefield, Lisa HarrisonAnn Johnson e Graham Littlefield da The Littlefield Company; Monica Lewinsky da Alt Ending Productions; Amanda Knox e Chris Robinson da Knox Robinson Productions; e Michael Uppendahl, que também dirige a minissérie.

Os controles parentais do Disney+ garantem que a plataforma continue sendo uma experiência de streaming adequada para todos os integrantes da família. Os assinantes podem criar perfis protegidos por PIN e definir limites de acesso para determinados perfis com base na classificação de conteúdo.