Meu filme preferido de Carnaval/Anna Barros

Meu filme preferido de Carnaval/Anna Barros

Meu filme preferido do Carnaval é Orfeu com Toni Garrido e Patrícia França, um remake de Orfeu Negro, de 1959.

A história é baseada na tragédia de amor de Orfeu e Eurídice. Uma das mais belas histórias de amor, tipo Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, mas com final trágico!

O filme foi o representante brasileiro ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2000.

Sinopse: Orfeu (Toni Garrido) é um popular compositor de uma escola de samba carioca. Residente de uma favela, ele se apaixona perdidamente quando conhece a bela Eurídice (Patrícia França), uma mulher que acaba de se mudar para o local. Mas entre eles existe ainda Lucinho (Murilo Benício), chefe do tráfico local, que irá modificar drasticamente a vida de ambos.

 

185- O lado bom da vida

185- O lado bom da vida

O azar de O lado bom da vida foi ter entrado na melhor safra de filmes da Era Oscar. Discordo do Xexéo. Acho que os filmes são realmente muito bons!

Apesar de tratar de um tema pesado que éa bipolaridade, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence arrasam. E não só eles. Robert de Niro também.

O filme é sensível e bonito.Tudo que tem a ver com dança, arrebata também. Pretendo ver A hora mais escura e analisar o desempenho de Jessica Chastain, mas acho difícil Jennifer não levar. Ela consegue levar seu personagem desequilibrado com leveza e equilíbrio. Bradley dança com ela no mesmo tom, na mesma melodia, sem deixar a peteca cair em nenhum momento.

O momento em que Pat se declara após o show de dança é lindo. E como eu gosto de futebol americano, as partes em que ele é citado pois o pai dele é um aficcionado pelo Philadelphia Eagles, também são bacanas. E Tiffany surpreende ao saber de todos os scouts dos Eagles.

A cena do jantar em que eles falam dos remédios que eles tomam, também é hilária.

A mudança de Pat é simplesmente comovente.

O filme é sensacional!

Sinopse: Por conta de algumas atitudes erradas que deixaram as pessoas de seu trabalho assustadas, Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu quase tudo na vida: sua casa, o emprego e o casamento. Depois de passar um tempo internado em um sanatório, ele acaba saindo de lá para voltar a morar com os pais. Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser possível passar por cima de todos os problemas do passado recente e até reconquistar a ex-esposa. Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal amigo o convida para jantar e nesta noite ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros.

184- Os miseráveis

184- Os miseráveis

É um musical maravilhoso com destaque para Anne Hathway e Hugh Jackman. Baseado na história de Victor Hugo e num musical da Broadway.

É o grande azarão da noite do Oscar. Não deve nada a Lincoln, apesar de ser outro estilo. Ainda não vi Argo.

Já tinha visto o filme com Gerard Depardieu, mas esse suplanta.

Quem tem fé vai amar também. Melhores momentos: a conversão de Jean Valjean, o encontro com Cosette e a cena final que é surreal.

Melhor papel de Hugh Jackman que tem Daniel Day Lewis em atuação soberba, à sua frente.

Super Recomendo!

Sinopse: Adaptação de musical da Broadway, que por sua vez foi inspirado em clássica obra do escritor Victor Hugo. A história se passa em plena Revolução Francesa do século XIX. Jean Valjean (Hugh Jackman) rouba um pão para alimentar a irmã mais nova e acaba sendo preso por isso. Solto tempos depois, ele tentará recomeçar sua vida e se redimir. Ao mesmo tempo em que tenta fugir da perseguição do inspetor Javert (Russell Crowe).

183- Lincoln

183- Lincoln

O início do filme é muito chato. Cochilei duas vezes. Mas depois, engrena. Daniel Day Lewis e Sally Field arrebentam!

É um filme histórico com um pecadinho quanto aos votos de Connecticut que foram favoráveis à Emenda 13 que abolia a escravidão.

Daniel Day Lewis humaniza Abraham Lincoln e acho muito difícil que ele não leve o Oscar de Melhor Ator.

Até chorei no final porque o filme me toca pessoalmente. Quanto a Melhor Filme, ainda não vi Argo para comparar, mas não cravo. Teme elementos muito caros aos americanos.

Quando Molly enfrenta Lincoln também é um show de interpretação, de ambos.

O ponto alto é a votação, mas quando Lincoln visita os estragos da guerra, mexe bastante também.

Lincoln foi o primeiro presidente americano assassinado.

Está no páreo, mas não cravo Melhor Filme. Farei ainda as minhas apostas.

Recomendo que assistam antes do Oscar, que vai acontecer no dia 24 de fevereiro.

Sinopse: Baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, o filme se passa durante a Guerra Civil norte-americana, que acabou com a vitória do Norte. Ao mesmo tempo em que se preocupava com o conflito, o o 16º presidente norte-americano, Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis), travava uma batalha ainda mais difícil em Washington. Ao lado de seus colegas de partido, ele tentava passar uma emenda à Constituição dos Estados Unidos que acabava com a escravidão.

 

Brasileirando

Brasileirando

Viver o Cinema – Por Sabrina Salton

Tem gente que ainda tem preconceito com um monte de coisas né? Eu sei! Infelizmente o mundo é assim e com os filmes as coisas não são diferentes. Há muito preconceito com determinados tipos de filmes e assuntos abordados. Conheço várias pessoas que dizem não gostar de filmes brasileiros, documentários, curtas, sem ao menos ter assistido algum desses. Como não consigo mudar a cabeça de ninguém posso pelo menos escrever sobre isso.

Um dos motivos de preconceito ao cinema nacional pode vir de tempos atrás e será impossível descrevê-lo em apenas poucas linhas. Para quem deseja saber mais sugiro um bom livro como o Cinema Brasileiro – Das origens à retomada, do autor Sidney Ferreira Leite. Assim como o próprio nome diz as páginas nos propõe uma discussão sobre nosso cinema passando pela relação do Estado com o Cinema Novo, período da ditadura militar e o recomeço no início dos anos 90.

Hoje em dia há quem diz que o cinema nacional está completamente diferente e prova disso são as altas bilheterias que alguns conseguem alcançar, porém êxito comercial no audiovisual não é prova de qualidade. Vimos alguns filmes se transformarem em verdadeiros blockbusters brasileiros, principalmente nos últimos dez anos, mas será que com isso podemos comemorar o retorno do cinema nacional?

A excessiva vontade de mostrar a realidade brasileira inflou muitos egos e reduziu nossos filmes à apenas um. As mesmas histórias sendo contadas pelas mesmas perspectivas não chamam mais atenção. O cinema brazuca nosso de cada dia precisa de ares novos, além daqueles gravados em favelas pacificadas. Não são todos iguais, mas acredito que o tema já está batido.

Falar de filmes brasileiros bons é muito difícil, porque são muitos. Eu aprecio de verdade nosso cinema  e hoje comento aqui dois que me marcaram e acho que realmente valem a pena serem assistidos e comentados. Em Os Famosos e os Duendes da Morte, por exemplo, podemos sair um pouco do tema “nacional do tiroteio” em um filme verdadeiramente brasileiro, apesar de ser do sul do país. A trama, dirigida por Esmir Filho, envolve esse novo mundo da internet onde um menino fã de Bob Dylan deseja sair da pequena cidade onde mora, mas no fundo, o que ele pretende é preencher aquele vazio que sentimos, uma vez ou outra, entre idealizações e projeções na tela.

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O filme traz à tona o suicídio e também a depressão de adolescentes influenciados pela cultura pop em uma cidade fria e do interior. Alguma identificação?

seteJá o longa metragem Bicho de Sete Cabeças narra o inferno vivido nos manicômios do Brasil (e acredito que do mundo). Por ignorância de seu pai Neto (Rodrigo Santoro), usuário de maconha, é internado em um manicômio onde ele conhece uma realidade totalmente cruel. Onde seria a cura é encontrada a loucura e o mais triste é saber que isso realmente acontece e não fazemos nada para mudar. Bicho de Sete Cabeças é do ano de 2000 e representa a nova safra de filmes dessa década tão produtiva no país. Temos muitos novos diretores e roteiristas por aqui batalhando pelo seu espaço e é muito legal ver e saber disso. Acredito que nosso cinema, assim como um todo, tem ainda muito a crescer e melhorar, mas caminha a passos largos perante a sua grande evolução.

Dica da Semana: Os Famosos e os Duendes da Morte