Trapaça

Trapaça

Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

Sessão de Matinê: “Trapaça”Captura de Tela 2014-02-08 às 18.59.26

Trapaça tem boas chances no Oscar. Por seu todo. Pela qualidade de um trabalho que merece ser premiado. É um bom filme que peca, talvez, em uma história que não prende a quem assiste, sem um ritmo espetacular. Muitas reviravoltas onde ninguém se salva – todos são culpados. Mas que é espetacular por cada uma de suas atuações. Onde, agora sim, todos se salvam. O elenco parece ter sido escolhido a dedo para a qualidade. Excepcional.

Como o próprio filme diz, é baseado em “algumas coisas que realmente aconteceram” – a Abscam, operação do FBI para flagrar congressistas corruptos. Vivido no pós-Watergate, Trapaça não quer retratar algo com total fidelidade. Mas alerta para a corrupção que ronda o mundo desde os anos 70.

Comédia ácida, com toques de drama e crime, tem excelente qualidade, e mostra um David O. Russell, diretor, diferente do habitual – de O Vencedor e O Lado Bom da Vida -, que novamente consegue colocar indicações nas principais categorias do Oscar, mas que ainda não acerta a mão na busca pelo filme excepcionalmente perfeito.

American Hustle retrata o golpista Irving Rosenfeld (Christian Bale) e sua parceira e amante Sydney Prosser/Edith Greensly (Amy Adams), que são pegos pelo FBI e forçados pelo agente Richard DiMasio (Bradley Cooper) a trabalhar em uma missão contra corruptos, forçando-os a golpes que envolvem desde o prefeito de Camden, Carmine Polito (Jeremy Rennner), a mafiosos, prejudicados pela falastrona esposa de Irving, Rosalyn (Jennifer Lawrence).

As atuações são definitivamente sensacionais. Christian Bale está magnífico no papel. Voltando a trabalhar com Russell após O Vencedor (que lhe rendeu muitos prêmios, como um Oscar de melhor ator coadjuvante), ele aparece diferente. Careca e gordo. Encarnado ao papel, dando seu melhor. Esmerilhando. Amy Adams, espetacular como Sydney. Bradley Cooper, idem. Na coadjuvância, Jennifer Lawrence novamente apresenta-se fantástica. E a força do resto do elenco é algo impressionante. Jeremy Renner e Louis CK apoiam magistralmente, além de contar com uma participação especial de Robert De Niro como Victor Tellegio. Faltam adjetivos para classificar tal cast.

Além disso, a trilha sonora ainda é arrasadora. Reúne grandes nomes da música, priorizando blues e rock. Duke Ellington, Frank Sinatra, Elton John, Santana, Bee Gees, Paul McCartney, David Bowie. Um espetáculo.

American Hudle já ganhou três Globos de Ouro (melhor filme – comédia ou musical, melhor atriz – comédia ou musical [Amy Adams] e melhor atriz coadjuvante [Jennifer Lawrence]), disputando em sete categorias. E concorre a dez Oscars. Melhor filme, diretor, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, roteiro original, edição, figurino, direção de arte. Se houvesse a categoria melhor elenco, seria hors-concours.

Não vencerá tudo, apesar de tantas indicações. Melhor filme? Possível. Mas na história de dinheiro e golpes, não tem fôlego comparável a O Lobo de Wall Street, com o dedo de Martin Scorsese. Na direção, Russell ainda concorre com Alfonso Cuarón (Gravidade). Complicado levar. Christian Bale mitou. Mas deu o azar de encarar Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas) e Leonardo DiCaprio (O Lobo de Wall Street). Para Amy Adams, o mesmo com Cate Blanchett (Blue Jasmine). Bradley Cooper perderá para Jared Leto (Clube de Compras Dallas). Uma aposta? Jennifer Lawrence como coadjuvante. Grandes chances. De resto, a sorte conta.

Enfim, Trapaça é muito bom. Não perfeito. Um tanto quanto enrolado. Mas acima da média. Um filme certo. Com o elenco certo. Mas, quem sabe, na hora errada.

Nota: 4/5

Sinopse:
Irving Rosenfeld é um grande trapaceiro, que trabalha junto da sócia e amante Sydney Prosser. Os dois são forçados a colaborar com um agente do FBI, infiltrando o perigoso e sedutor mundo da máfia. Ao mesmo tempo, o trio se envolve na política do país, através do candidato Carmine Polito. Os planos parecem dar certo, até a esposa de Irving, Rosalyn, aparecer e mudar as regras do jogo.

231- Edifício Master

231- Edifício Master

A outra perda do dia 2 de fevereiro e que pode decretar esse domingo como o dia do luto no cinema,. foi a do documentarista, Eduardo Coutinho. Coutinho se mostrava um cineasta doce.

Edifício Master é um filme sensacional que vale a pena ser visto. Cacá Diegues disse que Coutinho tinha como  o assunto o outro e é a mais pura verdade. Eduardo Coutinho foi assassinado e há suspeitas sobre o seu próprio filho.

Lembrei imediatamente de meu orientador, o professor Guto Neto, quando eu soube dessa péssima notícia. Recomendo esse belo filme. Outros da filmografia de Coutinho: Cabra marcado para morrer e Outras canções.

Sinopse: O cotidiano dos moradores do Edifício Master, situado em Copacabana, a um quarteirão da praia. O prédio tem 12 andares e 23 apartamentos por andar. Ao todo são 276 conjugados, onde moram cerca de 500 pessoas. Eduardo Coutinho e sua equipe entrevistaram 37 moradores e conseguiram extrair histórias íntimas e reveladoras de suas vidas.

230- Capote

230- Capote

O filme é interpretado magistralmente por Philip Seymour Hofman que faleceu no dia 2 de fevereiro por provável overdose de drogas. Ele interpreta o personagem- título de forma magnífica, tanto que ganhou o Oscar de Melhor Ator em 2005.

Capote é um dos expoentes do New Journalism, assim como Gay Talese. Escreveu um livro em que ele analisa fatos reais sob uma ótica literária, a base do New Journalism.

O desempenho de Seymour é espetacular. Outros filmes dele que gosto muito: Patch Adams, Magnólia e Dúvida.

Este post é uma homenagem a Hofman e um repúdio às drogas, mal do século.

Sinopse: Em novembro de 1959, Truman Capote (Philip Seymour Hoffman) lê um artigo no jornal New York Times sobre o assassinato de quatro integrantes de uma conhecida família de fazendeiros em Holcomb, no Kansas. O assunto chama a atenção de Capote, que estava em ascensão nos Estados Unidos. Capote acredita ser esta a oportunidade perfeita de provar sua teoria de que, nas mãos do escritor certo, histórias de não-ficção podem ser tão emocionantes quanto as de ficção. Usando como argumento o impacto que o assassinato teve na pequena cidade, Capote convence a revista The New Yorker a lhe dar uma matéria sobre o assunto e, com isso, parte para o Kansas. Acompanhado por Harper Lee (Catherine Keener), sua amiga de infância, Capote surpreende a sociedade local com sua voz infantil, seus maneirismos femininos e roupas não–convencionais. Logo ele ganha a confiança de Alvin Dewey (Chris Cooper), o agente que lidera a investigação pelo assassinato. Pouco depois os assassinos, Perry Smith (Clifton Collins Jr.) e Dick Hickock (Mark Pellegrino), são capturados em Las Vegas e devolvidos ao Kansas, onde são julgados e condenados à morte. Capote os visita na prisão e logo nota que o artigo de revista que havia imaginado rendia material suficiente para um livro, que poderia revolucionar a literatura moderna.

O Lobo de Wall Street

O Lobo de Wall Street

Por Eduardo Guimarães

lobo de wall street 02

Em cartaz desde o último dia 24 aqui no Brasil, “O Lobo de Wall Street” conta a história de Jordan Belfort, corretor que perdeu o emprego após a Black Monday em 1987 e se reergueu vendendo penny stocks (que aqui no Brasil são chamadas de Micos) para pessoas de classe média-baixa nos EUA.

O filme, que é o quinto feito pela dupla Martin Scorsese (na direção) e Leonardo DiCaprio (atuando), mostra um lado pouco conhecido de Wall Street: onde corretoras disputam clientes.

lobo de wall street 03

Também são mostradas as farras e aventuras de Jordan e seus colegas refletindo o quanto o dinheiro sobe à cabeça a ponto de ameaçar o império construído às bases da mentira.

lobo de wall street 01Apesar do filme longo – cerca de 3h – a atuação de DiCaprio prende. O espectador é convidado a participar do dia a dia de Jordan, desde sua entrada no mercado em 1986, passando pela queda em 1987 devido à Black Monday e sua ascensão em 1990, com a abertura da corretora Stratton Oakmont, especializada na venda de micos para os americanos. E por fim, a sua prisão no final da década de 90 por fraude e evasão de divisas.

Os métodos usados pelos operadores da Stratton Oakmont, métodos estes criados por Jordan, iam desde mentir para os clientes até a manipulação de números e de oferta.

lobo de wall street 05DiCaprio está em uma das suas melhores atuações. Ele está se mostrando um ator maduro, deixando para trás a fama de apenas ser bonito, porém inexpressivo nas telas. Fama essa conquistada devido a filmes como ‘Romeu+Julieta’ e ‘Titanic’.

Mas a grande atuação de Leonardo DiCaprio também se deve a excelente direção de Martin Scorsese, que encontrou nele seu novo Robert De Niro. E apesar das 5 indicações ao Oscar 2014 (Melhor Filme; Melhor Ator – Leonardo DiCaprio; Melhor Diretor – Martin Scorsese; Melhor Ator Coadjuvante – Jonah Hill; e Melhor Roteiro), acredito que “O Lobo de Wall Street” deva levar somente duas estatuetas: Ator Coadjuvante e Roteiro. Não vai ser dessa vez que Leo vai levar uma para casa.

Sem duvida nenhuma, uma das melhores coisas que já aconteceu com a carreira de DiCaprio foi se juntar com Martin Scorsese. A partir de Gangues de Nova York, a carreira de Leo tomou um novo rumo. Ele deixou de ser visto apenas como um ator bonito para ser elevado à categoria de ator de 1ª grandeza de Hollywood.

lobo de wall street 04

Outro destaque do filme é a grande atuação de Jonah Hill. E vale uma curiosidade: Hill aceitou receber apenas US$ 60 mil pelo papel. E apesar de ser um valor “baixo” comparado aos US$ 10 milhões que DiCaprio recebeu, com certeza ele está sendo visto com novos olhos pelos produtores de Hollywood.

Enfim, quem gosta do mercado financeiro vai adorar “O Lobo de Wall Street”. E quem não opera no mercado vai adorar a história e as excelentes atuações de DiCaprio e Johan Hill. Tudo isso acompanhado de uma excelente trilha sonora, regada a muito rock e blues.

@guimaraesedu

229- Frozen: uma aventura congelante

229- Frozen: uma aventura congelante

O filme é tão lindo que fará com que eu repense a minha aposta no Oscar 2014. Impossível não se lembrar de suas irmãs e eu me lebrei da minha irmãzinha Tais ao ver a Elsa.

Há muito tempo que os estúdios Disney não caprichavam tanto. Esteticamente, é perfeito, ainda mais em 3D.

Ahistória é bem amarrada e a parte que fala do relacionamento amoroso de Anna também. Adoro todos os personagens que tenham omeu nome, Anna, e essa não poderia ser diferente. A Anna ruiva é divertida,inteligente e muito dinâmica. Seu amor por sua irmã Elsa é a coisa mais linda de ser ser.

A trilha sonora também é impecável. A qualidade está no mesmo nível de A Bela e Fera, Aladdin e A pequena sereia. Um filme não só para crianças, mas para adultos também.

Frozen fala dos dons especiais das pessoas e do relacionamento entre irmãs. Além disso, mostra que não devemos nunca nos esconder por medo,devemos sempre lutar com coragem pela vida.

Meu malvado favorito 2 é ótimo também, mas disputar com Frozen é covardia.

A parte que mais gostei foi quando Elsa salva a sua irmã através do verdadeiro amor. Aparentemente ela tem o coração gelado e demonstra totalmente o contrário quando pratica esse ato.

Outra lição: as aparências enganam. O príncipe Hans é uma decepção. Enquanto Christoff é uma grata surpresa!!!

Dedico esse post às minhas irmãs Renata, Selma e especialmente Tais.

Super recomendo.

Sinopse: A caçula Anna (Kristen Bell/Gabi Porto) adora sua irmã Elsa (Idina Menzel/Taryn Szpilman), mas um acidente envolvendo os poderes especiais da mais velha, durante a infância, fez com que os pais as mativessem afastadas. Após a morte deles, as duas cresceram isoladas no castelo da família, até o dia em que Elsa deveria assumir o reinado de Arendell. Com o reencontro das duas, um novo acidente acontece e ela decide partir para sempre e se isolar do mundo, deixando todos para trás e provocando o congelamento do reino. É quando Anna decide se aventurar pelas montanhas de gelo para encontrar a irmã e acabar com o frio.