Poltrona Séries: ’13 Reasons Why’/ 1ª temporada

Poltrona Séries: ’13 Reasons Why’/ 1ª temporada

Pense em uma série ambientada nos corredores de uma escola e que aborda temas como bullying, depressão, ansiedade e pânico. À primeira vista, parece ser uma produção voltada para o público adolescente, mas não é o que acontece em ‘13 Reasons Why’, lançada na última sexta-feira (31), na Netflix.

Baseado no livro ‘Os Treze Porquês’, de Jay Asher, a série traz uma história que abalou a todos, principalmente o jovem Clay Jensen (Dylan Minnette). Hannah Baker (Katherine Langford) comete suicídio e deixa um conjunto de fitas gravadas que revelam os verdadeiros motivos que a levaram a cometer tal ato. As 13 peças caem nas mãos de Jensen, que precisa repassar para as demais pessoas que fizeram parte da vida de sua amada. Logo em seguida nos deparamos com um clima bastante tenso tomando conta de cada um.

A produção nos transmite muito bem as diferentes perspectivas de Jensen e de Hannah, com o primeiro bastante angustiado a cada fita revelada e a segunda apresentando sua verdade para todos. Dylan Minnete consegue cativar o espectador com seu personagem, apesar de Jensen demonstrar que pode perder o controle emocional a qualquer momento, e também consegue imprimir muita autenticidade para o público, sabe transmitir bem o desespero do jovem diante de uma situação trágica e sem poder fazer nada para mudar a história.

A série funciona como uma crítica à sociedade contemporânea, que muitas vezes não dá importância aos problemas vivenciados por adolescentes e jovens, como stress, ansiedade e bullying, e sequer aponta soluções para suavizar ou até mesmo solucionar os males que os afligem. Durante a série, um conjunto de e-mails são enviados aos pais dos alunos, além de cartazes sobre o suicídio de Hannah terem sido afixados nas paredes da escola, mas nada de diferente acontece. Um retrato de uma sociedade composta por muita gente omissa e inerte, para a nossa tristeza.

Além do descaso dos adultos em relação aos problemas dos adolescentes, há uma crítica velada ao machismo, com uma das personagens revelando que as mulheres são vistas como sexo frágil e inferiores. Alguns atos podem ser considerados fúteis aos olhos de alguns, mas a depender do contexto podem trazer consequências negativas, como um estigma de inferioridade que é muitas vezes propagado, principalmente em relação às mulheres.

A proposta de ’13 Reasons Why’ é muito positiva, cada atitude dos personagens traz consequências e o clima vai ficando ainda mais sombrio quando a história se aproxima do fim. Trata-se de uma produção que traz uma boa reflexão para o público acerca do cotidiano e dos diversos males existentes no dia a dia, não apenas restritos aos adolescentes. Pode a vida ser simples na visão de alguns, mas não estamos imunes a tudo o que nos rodeia. Não estamos preparados ainda para todas as situações, ainda há muito o que se explorar e aprender.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

The Big Bang Theory ganha mais duas temporadas

The Big Bang Theory ganha mais duas temporadas

Impossível não amar The Big Bang theory! Pois é, para aqueles que amam a série uma novidade sensacional: The Big Bang ganha mais duas temporadas.

Congratulações a todo o cast e equipe da série que estreou há dez anos e continua bombando. Cada dia um episódio mais interessante e divertido que outro!!

The Big Bang tem sido a número 1 há cinco anos!!

Vida longa à The Big Bang Theory! Qual é o seu personagem favorito?

Por Anna Barros

 

Poltrona Séries: Sherlock/ 4ª temporada

Poltrona Séries: Sherlock/ 4ª temporada

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Após três anos de espera, está chegando a quarta temporada de “Sherlock”, a série que traz histórias ambientadas em Londres durante o século XXI do famoso detetive Sherlock Holmes, das obras de Arthur Conan Doyle. A produção estreou em 2010 e é exibida desde então pelo canal britânico BBC.

Estrelada por Bennedict Cumberbatch (Doutor Estranho) e Martin Freeman (O Hobbit), a trama se desenvolve em cenários muito bem explorados e com famosos pontos turísticos da capital britânica, como o Big Ben e a Estação de Metrô de Westminster, entre outros. Dentre os ambientes retratados por Conan Doyle em seus livros, não poderia deixar de aparecer em “Sherlock” o apartamento onde Holmes e Watson vivem, situado em Baker Street, 221B.

A série se trata de um drama policial que consiste na resolução de crimes e em desmascarar criminosos. Veremos isso e muito mais, como a difícil relação de Holmes com seus colegas de trabalho, muito por conta da personalidade fria e excêntrica do protagonista, capaz de desvendar mistérios graças à sua habilidade de observar detalhes e o uso da intuição., além de reviravoltas na história.

A produção se destaca por seu formato, pela fiel adaptação dos livros para as telas, bem como a modernidade. Diferente de outras atrações, “Sherlock” dispõe de temporadas curtas e com 3 episódios longos, o que nos remete à sensação de vermos um filme seguido de continuação. Além disso, todas as manias, gestos e neuroses de Sherlock Holmes retratadas nos livros são perfeitamente bem representadas por Bennedict Cumberbatch e existe ótimo entrosamento entre todo o elenco.

A atual temporada também é dotada de brilho como as demais, mas veremos personagens mais maduros, um contexto mais sombrio e um Sherlock Holmes com lado emocional mais explorado. Se víamos cenas bem humoradas e Holmes às turras com Watson e Mary Morstan, agora teremos um detetive mais envolvido emocionalmente e valorizando os círculos de amizade, tão importante nos dias de hoje.

E o vilão? A sombra de Jim Moriarty, grande inimigo de Sherlock Holmes, voltará a assombrar a todos, e a carga de terror psicológico será ainda maior, um ingrediente a mais para essa premiada série. E os parabéns também para Andrew Scott, que soube dar vida a um personagem tão emblemático e que consegue fazer o espectador sentir admiração, ao contrário de muitos anti-heróis.

Ao assistir aos três episódios da quarta temporada, a sensação é de surpresa e também de dúvida. Teremos mais uma sequência de uma produção que teve a brilhante sacada de retratar a história de um dos mais populares detetives em meio a modernidade? A série é caracterizada pela imprevisibilidade de seus personagens e também de seus produtores, portanto, podemos esperar tudo.

Quem é fã de dramas policiais e se fascina por histórias que envolvem enigmas, ação e concentração, “Sherlock” é a série ideal. “Elementar, caro leitor.”

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Desventuras em Série, 1ª temporada

Poltrona Séries: Desventuras em Série, 1ª temporada

desventurasemserie_8-750x380Uma série para abalar as estruturas e ao mesmo tempo divertir o público. Tudo isso parece estranho, não é mesmo? Mas quando se trata de “Desventuras em Série”, tudo pode acontecer. Trata-se de uma produção veiculada pela Netflix e com base nos livros de Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler), que conta com um excelente elenco, com Neil Patrick Harris dentre os destaques.

Com roteiro de Jack Kenny e criação de Mark Hudis, “Desventuras em Série” conta as agruras e desventuras dos irmãos Baudelaire. Klaus (Louis Hynes), Violet (Malina Weissman) e Sunny (Presley Smith) perdem os pais em um terrível incêndio e a casa fica totalmente destruída. De acordo com o testamento, os três devem ir morar na casa do parente mais próximo e a fortuna só pode ser administrada pelos órfãos quando Violet, a mais velha, atingir a maioridade. O escolhido é o Conde Olaf (Neil Patrick Harris), um ator de carreira decadente e aparência nada amistosa.

Quem for assistir à série pode se preparar, vai se deparar com cenas hilárias, outras mais fortes, e com atuações memoráveis do trio infantil, e principalmente de Neil Patrick Harris. O maquiavélico, dissimulado, terrível e ao mesmo tempo cômico Conde Olaf não medirá esforços para colocar suas mãos na fortuna dos Baudelaire, mas não será nada fácil, as crianças que são aparentemente indefesas são dotadas de grandes habilidades e prometem não deixar barato.

Violet mostra destreza e capacidade em fabricar artefatos com diferentes tipos de materiais, Klaus com seu alto QI e leitura dinâmica vai ajudar a esclarecer pontos que pareçam obscuros nos planos de Olaf e a pequena Sunny, que consegue roer objetos, vai se mostrar crucial em alguns momentos da trama. A esperteza, a habilidade e a inteligência das crianças serão colocadas à prova durante os oito episódios da série, e o conde Olaf fará de tudo para alcançar seu objetivo, até tirar gente de seu caminho.

Quem chama a atenção é mesmo esse personagem tão bem interpretado por Neil Patrick Harris, afinal, ele quem dita as regras e acrescenta humor às cenas trágicas pelas quais os órfãos passam. A veia cômica de Harris cai como uma luva em uma produção para divertir crianças, jovens e adultos, e o contraste entre o humor e o macabro funciona muito bem.

Não poderia deixar de falar do aspecto estético da série e da importância do narrador Lemony Snicket, representado por Patrick Warburton. É possível sentir um ar de melancolia e de nostalgia na série, tudo isso graças às instalações antigas e precárias da casa do Conde Olaf e o figurino, tudo isso nos permite fazer uma associação à clássica Família Addams, com direção de Barry Sonnenfeld, o mesmo produtor de Desventuas em Série. E ainda temos a quebra da quarta parede por parte de Warburton, que encarna o narrador Lemony Snicket com postura pessimista, séria e ao mesmo tempo capaz de acrescentar humor a diversas desgraças, outra grata surpresa.

E você, o que está esperando para acompanhar essa nova série da Netflix, com muita ação, humor, infortúnio e reviravolta? Pode ter certeza, “Desventuras em Série” é o lugar certo.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown, 1ª temporada

Poltrona Séries: The Crown, 1ª temporada

maxresdefaultUma superprodução, que foca a trajetória da mulher que ocupa um importante papel no cenário mundial e com constantes conflitos para administrar. Assim é “The Crown”, baseada na história da rainha Elizabeth II, orçada em US$ 130 milhões e produzida em 10 episódios que prometem atrair os fãs do estilo britânico e os interessados por história e produções de época.

A história começa no ano de 1947, época em que a Inglaterra buscava se recuperar após uma grande e devastadora guerra e sob a responsabilidade de George VI, que assumira o trono após a abdicação do irmão Edward VIII para se casar com uma americana divorciada, Wallis Simpson. Jared Harris tem uma atuação competente, e destaque para a cena em que o rei propõe às filhas Margaret e Elisabeth que ambas jamais coloquem nada diante da outra.

Em 1952, o rei George VI fica muito doente e a filha mais velha, Elizabeth, é preparada para o momento de assumir a coroa no momento oportuno. Num primeiro instante, muito consternada, ela sente o peso e a enorme responsabilidade que é de representar o país e a igreja, mas na medida em que os capítulos vão se passando, a atriz Claire Foy mostra uma atuação segura e convincente e faz a personagem central crescer e sair com uma imagem ainda mais fortalecida, seja na condução do país como chefe de Estado, e também na relação com Churchill, o primeiro-ministro, muito astuto e com sede pelo poder.

A atuação de John Lithgow é magistral e valoriza a participação de Winston Churchill como chefe de governo e figura importante na luta contra os nazista na Segunda Guerra Mundial. Os demais atores, Matt Smith e Vanessa Kirby, também possuem participações cruciais e importantes no enredo.

Ao representar o príncipe Phillipe, Smith conseguiu imprimir uma grande parceria e sintonia com Claire Foy, bem como transmitiu autenticidade e conseguiu impressionar com tamanha cumplicidade e sentimento, ao contrário do que ocorre com casais arranjados com os quais nos deparamos muitas vezes na realeza.

Já Vanessa Kirby interpretou uma personagem que é exatamente o oposto da principal. Se Elizabeth II é mais reservada e centrada, a princesa Margaret é despojada, mais otimista e sem se preocupar com rótulos ou com opiniões adversas, mas isso acaba por incomodar membros da Família Real e faz a corte enxergar riscos no comportamento da princesa Margaret à corte. Um exemplo é a chamada urgente que é solicitada para que a Rainha Mãe retorne da Escócia para o Palácio de Buckingham após a Princesa Margaret deixar mais explícito em discurso sua paixão pelo capitão de grupo Peter Townsend, que já servira o rei George VI, mas um homem divorciado.

Essa personalidade forte e contrastante com os ideais da Família Real da princesa Margaret acabam por se tornarem um grande desafio para a Rainha Elizabeth, não é fácil comandar um país, a igreja católica e ter que lidar com conflitos familiares e evitar que esses influenciem em sua missão.

Apesar de alguns capítulos serem previsíveis com intrigas políticas e familiares, “The Crown” prima pela beleza estética e por um elenco coeso, a sensação é de que estamos vivenciando o período pós-guerra e de que estamos num ambiente glamouroso, em meio a festas, discursos, dança e muito luxo. A série tem a assinatura de Peter Morgan, indicado ao Oscar pelo filme “A Rainha”, e direção de Stephen Daldry. A previsão é de que a série deverá ter 6 temporadas, vamos aguardar por mais novidades, vale assistir!

Por: Cesar Augusto Mota