Sexta temporada de House of Cards ganha novas fotos

Sexta temporada de House of Cards ganha novas fotos

A sexta e última temporada de House of Cards ganhou novas fotos, revelando um novo núcleo de personagens, a família Shepherd.

 

Diane Lane e Greg Kinnear interpretam respectivamente Annette Shepherd e Bill Shepherd, irmãos que herdaram a Shepherd Unlimited, uma rede poderosa de empresas fundada por uma família atuante nos bastidores do cenário político americano. A dupla possui a mesma perspectiva de futuro para a América, assim como os dois compartilham um passado conturbado com os Underwoods. Cody Fern (American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace, American Horror Story: Apocalypse) dá vida a Duncan Shepherd, filho leal e ambicioso de Annette, que representa a nova geração de influentes políticos de Washington DC. 

Robin Wright ocupará o papel central no ano final, depois que a quinta temporada concluiu com seu personagem, Claire Underwood, se tornando a nova presidente dos Estados Unidos. Todos os sinais apontam para que o personagem de Kevin Spacey sofrerá uma morte fora da tela. 

A sexta temporada de House Of Cards teve sua data de estreia revelada pela Netflix. A série, que retorna para o seu último ano, tem lançamento marcado para 2 de novembro.

Fonte: Omelete

 

Por Anna Barros

Poltrona Séries: The Crown-2ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown-2ª temporada/ Cesar Augusto Mota

A história da Família Real Britânica está de volta. Após uma primeira temporada que teve a apresentação de todos os seus personagens, a saída de cena de George VI e a chegada de uma Elisabeth II que começou de forma titubeante, mas posteriormente satisfatória sua trajetória, agora temos uma segunda temporada ainda mais ampla. A inserção do espectador será ainda maior, e a beleza e glamour da Coroa serão ainda mais colocadas à prova, tendo em vista a responsabilidade que a rainha carrega, bem como os conflitos sociais e familiares que ela terá que lidar.

A estrutura episódica da atual temporada é consistente, com a apresentação dos fatos no momento presente e o uso de flashbacks para detalhar outros acontecimentos, coo a viagem do Duque de Edimburgo (Matt Smith), marido da rainha (Claire Foy), para as mais remotas colônias britânicas por um período de cinco meses. Outros personagens, como o próprio Duque, além da princesa Margareth (Vanessa Kirby), irmã de Elisabeth II, ganham mais espaço, com episódios centrados em suas figuras, explorando seus lados mais vulneráveis. E vulnerabilidade é vista em larga escala, inclusive da chefe de Estado, que terá que lidar não só com os escândalos familiares, como os dilemas institucionais, afinal, tudo o que afeta a Coroa, também interfere em sua pessoa.

The Crown não é feita apenas de intrigas e polêmicas, a linha do tempo com os fatos que marcaram a história da monarquia é feita com maestria, além do ótimo trabalho de montagem, trilha sonora, figurinos e cenografia, com a impressão que estamos ambientados na década de 05, além das belezas das instalações e das joias da realeza. Sentimos que conhecemos de perto e a fundo todos os personagens, e somos convidados também a entrar no debate concernente aos princípios no que tangem à moral e à ética, revelando, consequentemente, o caráter dos personagens.

Se o trabalho de Peter Morgan é excelente, as atuações são acima da média, principalmente da protagonista. Claire Foy, com sua expressão corporal e facial, numa verdadeira postura de líder, além de lembrar a verdadeira rainha Elisabeth, com seus trejeitos e seu carisma característicos. Matt Smith, na pele do marido da rainha, o duque de Edimburgo, mostra que não é meramente uma peça decorativa na realeza. Seu personagem nos proporciona um interessante debate sobre a posição do homem e da mulher na sociedade. Se antes víamos os homens tomarem as rédeas e as mulheres à sombra, agora vemos um cenário invertido. Isso é abordado de maneira didática no começo, e volta a ser ilustrado no décimo episódio, encerrando a temporada de forma satisfatória.

Gostou? Se você já havia curtido a primeira temporada, não perca, mas se você não viu e aprecia séries de época, não perca a oportunidade de assistir à ‘The Crown’, uma produção que mostrou a que veio e que, sem dúvida, virá mais forte na terceira temporada. Bom divertimento a todos!

Cotação: 5/5 poltronas.

Poltrona Séries: Samantha!-1ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Samantha!-1ª temporada/ Cesar Augusto Mota

A Netflix no Brasil está a cada dia se notabilizando, não só pelo número de assinantes do serviço de streaming, como também pelas produções do país que estão sendo produzidas e oferecidas a seus consumidores. Após ‘3%’ e ‘O Mecanismo’, foi lançada a primeira série de comédia nacional, ‘Samantha!’, protagonizada pela estrela Emanuelle Araújo. É mais uma obra que traz a nostalgia dos anos 1980 e importantes discussões, como novas maneiras de se consumidor conteúdos, o culto à imagem e as diferentes formas de se tornar uma celebridade em um mundo mais exigente e cheio de padrões sociais e estéticos.

Samantha (Araújo) era o principal nome de um popular grupo infantil, a Turminha Plimplon, em um programa no estilo Balão Mágico, e auxiliada por um mascote bem peculiar, o Zé Cigarrinho (Ary França). A década de 80 era bem característica, pois existia muitas situações politicamente incorretas, com crianças fazendo comerciais para adultos e anunciando cigarros e bebidas alcoólicas, e produtos que chegaram a ser polêmicos, como cigarros de chocolate. Mas o tempo passa e Samantha não consegue manter o sucesso, e ela está disposta a tudo para voltar aos holofotes. Nesse meio tempo, ela faz um ensaio para uma revista masculina e se casa com um ex-jogador de futebol, Dodói (Douglas Silva), que fica preso por doze anos e retorna para bagunçar a vida dela e dos dois filhos.

Durante os sete episódios da série, com média de 30 minutos cada um, o espectador vai se deparar com uma porção de dilemas de Samantha, como as tentativas de emplacar o sucesso, como ser jurada em um programa de tv, gravar um comercial de cerveja ao lado do ex-marido e até um reality show no qual se relaciona com um ricaço e simula um casamento com o magnata. Além disso, pessoas do passado e que fizeram parte de sua vida voltarão para uma espécie de acerto de contas com a protagonista, além da chegada da digital influencer Laila (Lorena Comparato), que vai dar um choque de realidade em Samantha, avessa a novas tecnologias. Laila mostrará para ela a importância das redes sociais e maneiras de conquistar milhões de seguidores, o que será bastante complicado para a personagem central.

‘Samantha!’ não trata apenas de revisitar a cultura pop oitentista, mas também visa debater questões de comportamento, se vale a pena tudo pelo sucesso, além de mostrar os conflitos entre o analógico e o digital e a necessidade de adequação ao mercado, que possui nichos pré-estabelecidos e a necessidade de o artista se renovar sempre, principal dificuldade de Samantha. Além disso, a narrativa vai abordar as questões familiares, a maneira como a protagonista lida e os rumos que a convivência com Dodói vão levar na trama. Em termos de narrativa, a história é muito bem conduzida, além de uma boa sinergia entre atores e do perfeito equilíbrio entre as situações de humor e as mais dramáticas.

Na questão de atuação, tanto Emanuelle Araújo e Douglas Silva surpreendem positivamente, a primeira por mostrar desenvoltura e facilidade para o humor, o segundo por encarar o lado dramático e se transformar na trama, mostrando um lado cômico, não característico em personagens antes interpretador, como em Cidade de Deus e Cidade dos Homens. O núcleo secundário também dá retorno, como Daniel Furlan, o agente desonesto de Samantha, Marcinho, bem como Rodrigo Pandolfo, o Tico, ex-companheiro dos Plimplons. E não poderia esquecer do núcleo infantil, composto por Sabrina Nonato (Cindy) e Cauã Gonçalves (Brandon), que dão o ar da graça e conseguem se sustentar na história, mesmo que fiquem um tempo sem interagir com os adultos.

No quesito humor e nostalgia, ‘Samantha!’ cumpre muito bem seu papel, além de servir de campo discursivo entre a antiga e a nova geração e promover um choque de culturas, com uma realidade atual mais atrelada ao politicamente correto e que dá margens à intolerância em comparação ao passado, com um mundo mais liberal.  A série também transmite importantes mensagens, principalmente uma que Samantha repete em vários episódios, ‘é preciso sempre acreditar’, e outra que toca o coração de todos, como ‘é preciso crescer, o passado é importante lembrar, mas deve-se andar para a frente’. Uma ótima sugestão para quem aprecia uma boa comédia e quer matar a saudade de uma das melhores épocas da televisão, e para quem não vivenciou os anos 80, vale conhecer.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Rain/ 1ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Rain/ 1ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Você curte séries que abordem ficção científica e possuam uma veia apocalíptica? A Netflix já nos presenteou com produções como ‘The Stranger Things’, ‘Perdidos no Espaço’ e ‘Altered Carbon’, já analisadas aqui no Poltrona de Cinema. Agora temos outra obra que vai impressionar e mexer com os nervos dos fãs do gênero. ‘The Rain’, série dinamarquesa de sucesso, a primeira do serviço de streaming, vai abordar os benefícios e riscos da tecnologia e um vírus que pode se tornar uma arma e causar a dizimação da raça humana.

Durante oito episódios, vamos acompanhar a trajetória de dois irmãos, Simone (Alba August) e Rasmus (Lucas Lynggaard Tønnesen), dois jovens que são tirados pela família de sua vida normal em decorrência da chegada de uma chuva que possui um vírus letal. Todos são abrigados em um bunker, espécie de abrigo construído pela empresa Apollon, onde o pai, Frederik (Lars Simonsen), trabalha. O chefe da família parte em uma missão para tentar salvar o mundo, e os dois protagonistas ficam no local por seis anos, na esperança de um reencontro. Após o término dos suprimentos, ambos saem do abrigo e se deparam com um mundo inteiramente destruído e com sobreviventes psicologicamente alterados. Rasmus e Simone partem com esse grupo em uma grande jornada em busca de sobrevivência e na esperança de reencontrar o pai.

Temos uma premissa interessante, apesar de a história contar com alguns clichês, como irmã mais velha que protege o irmão menor e vai até as últimas consequências por ele e o pai será o salvador do mundo e deixa seus filhos sob uma fortaleza. Simone, uma das personagens principais, possui grande empatia com o público e é capaz de levar todos os espectadores e os personagens secundários juntos com ela para descobrir tudo o que aconteceu com o mundo e o que está por trás da atmosfera sombria e assustadora que tomou conta de todos. O elenco de apoio é bem definido e com características chamativas, com um líder frio e endurecido pelo apocalipse, um jovem inteligente e ingênuo, uma corajosa e descolada, um egocêntrico e inconsequente e uma moça bela, bondosa e namorada do líder. Todos eles passam por transformações impressionantes, com participação direta de Simone na vida de cada um deles.

A ambientação, conforme foi dito no início do texto, faz lembrar mesmo o fim do mundo, com cores frias, que variam do cinza ao azul marinho, a depender da situação. E tomadas feitas em meio a florestas, com muitas árvores mortas e pessoas com roupas de proteção e máscaras de gás protetoras reforçam o clima tenso e de desespero que a trama pede, de personagens buscando a verdade e formas de sobreviver diante de um quadro caótico. E a tensão se acentua com a trilha sonora, com músicas diegéticas e outras famosas, mas é melhor não revelar para não estragar a surpresa.

Com claras referências a outras séries de apocalipse e de curta duração, ‘The Rain’ é uma obra que vale a pensa ser acompanhada, com episódios que deixam detalhes em aberto, mas que serão revelados mais adiante, e com um roteiro que apresenta um enredo bem ritmado, apesar de não demonstrar muita originalidade. Os fãs da ficção científica vão curtir bastante essa série, e de quebra, vai aguardar ansiosamente pela próxima temporada, já confirmada pela Netflix para 2019. Bom divertimento!

Cotação: 5/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries Especial: Le Chalet/Anna Barros

Poltrona Séries Especial: Le Chalet/Anna Barros

A série é francesa, da Netflix. Minha irmã Renata foi quem descobriu, O gênero é suspense/terror.

Era para ser uma reunião de verão em um chalé afastado. Mas estes amigos caíram em uma cilada mortal que vai revelar um segredo obscuro do passado. Demoramos a descobrir quem está matando as pessoas reunidas no chalé. Só sabemos que o perigo está lá fora. Elas só ficam protegidas dentro do chalé. O roteiro é bem amarrado, intrigante e mescla com situações em flashback. Há um retorno no tempo de 20 anos. A família de um escritor Jean-Louis decide se mudar para um chalé num vilarejo aos pés dos Alpes Franceses para que ele recupere a inspiração perdida, já que o lugar é demasiadamente calmo, um tédio. Ele conhece a dona de um bar, Muriel, que acaba virando sua amante. Eles prometem um ao outro que se um deles ganhar na loteria leva o outro para uma viagem em redor do mundo. Muriel faz o bilhete e este acaba premiado. Christine, a segunda mulher de Philippe, irmão de Muriel, acaba descobrindo o que aconteceu e ela junto com Etienne e Philippe decidem matar Jean-Louis e ua família.  Convencem Muriel, que está magoada porque Jean termina o caso com ela dizendo ainda amar a esposa. Eles invadem a casa sorrateiramente e antes do massacre, Muriel, ao ver que Jean escreve o livro cujo título é o nome dela, muda de ideia, mas é tarde demais. O casal é assassinado. Mas os filhos Julien e Amelie fogem.

Vinte anos depois com o propósito de celebrar o casamento de Laurent, filho de Philippe, os amigos do vilarejo se encontram, sem nem imaginar quem está promovendo a matança. Um a um, todos acabam morrendo de forma cruel, e no final restam poucos.  Sebastién, que nutre uma paixão obsessiva por Alice, a mocinha da história, acaba levando a culpa de tudo por um esquema de vingança. Tem que ver a série para descobrir de quem. Ele acaba numa clínica psiquiátrica porque a sua história acaba sendo bem diferente do que a polícia francesa acaba  descobrindo.

Não falarei quem engendra e executa o crimes para não estragar. A série te envolve do início ao fim com uma excelente trama, boas interpretações e um visual de tirar o fôlego. Até a musiquinha da abertura é macabra.

São seis episódios de um baita thriller psicológico. Para ver e rever! Super recomendo!

Cotação: 4,5 poltronas/5 poltronas