Poltrona Cabine: Superação-O Milagre da Fé/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Superação-O Milagre da Fé/ Cesar Augusto Mota

Você crê no impossível ou até mesmo que exista o milagre? Baseado em uma história real, ‘Superação-O Milagre da Fé’ (Breakthrough) traz uma história que ilustra um impressionante poder de reação de um jovem após um acidente com baixas probabilidades de sobrevivência e a fé inabalável de uma mãe que esteve ao lado do filho o tempo todo e pediu a todos que orassem pela recuperação dele, mesmo que a Medicina mostrasse o contrário.

Sob a direção de Roxann Dawson (This Is Us), a narrativa nos apresenta John Smith (Marcel Ruiz), um jovem de 14 anos, estudioso e habilidoso no basquete. Ele é bem quisto por seus colegas no colégio em que estuda, no Missouri, e é filho adotivo de Joyce (Chrissy Metz) e Brian (Josh Lucas). A família costuma frequentar os cultos da igreja, que contam com a presença do pastor Jason (Topher Grace), que procura motivar os jovens com músicas gospel com ritmo diferente, o rap. Um dia, ao sair com dois amigos, John acaba caindo em um lago congelado e fica entre a vida e a morte por cerca de 72 horas. Com suas preces poderosas e uma enorme fé, Joyce passa por todas as provações em busca do que parece ser quase impossível, a reanimação, ou melhor, a sobrevivência de John.

A forma como a história foi contada é impressionante, não só John e sua família são protagonistas, mas toda a comunidade de St. Louis, estado do Missouri, ganha destaque. Após a tragédia, telefonistas, todos os membros do Corpo de Bombeiros, além da equipe médica que socorreu o jovem nos primeiros instantes e os que ficaram responsáveis por John no segundo hospital para o qual foi transferido, se mobilizam para fazer o garoto recobrar a consciência. Os médicos são otimistas, porém realistas quanto às chances do garoto levar uma vida normal, mas isso é enxergado como negativismo pela mãe, que logo os reprovam e exige que sequer usem termos mais pesados diante da família.

Outro ponto marcante também está na forma como a fé e a crença na existência do poder divino são ilustrados, primeiro no momento do salvamento de John do lago, com o socorrista Tommy (Mike Colter), depois os sinais vitais que o adolescente dá após ficar em coma e no momento das fortes preces de Joyce.  Tudo é retratado de forma bem meticulosa, e a câmera próxima aos rostos de todos os que tentam ajudar e dos que oram por John dão uma carga maior de dramaticidade, tendo em vista de se tratar de uma situação delicada e que pode melhorar ou piorar a qualquer momento.

Sem dúvida, a postura de Joyce pode num primeiro momento ser vista como exagerada e  orgulhosa, mas se trata de um amor de mãe que não dá o braço a torcer e disposta a tudo para ver o filho lutar e sair vitorioso de um gravíssimo acidente. O pai, Brian, pode até ter sido um pouco cético no início, mas é importante na mudança de postura de Joyce, que passa por um problema de saúde, e depois muda seu olhar em relação aos fatos, Deus e os planos do Senhor para cada um de nós. A intenção da obra não é convencer ninguém de nada, mas mostrar a importância do amor, da empatia para com o semelhante e levar mensagens positivas sobre esperança, de que nada é impossível enquanto houver chance. E uma frase colocada no início e no fim mostra muito bem essa proposta: “O ontem não é nosso para recuperar, mas o amanhã é nosso para ganhar ou perder”.

Forte, empático e emocionante. ‘Superação-O Milagre da Fé’ é um filme necessário nos dias de hoje, independente da crença de cada um, mas há um sentimento que é universal e só ele pode mudar o curso das coisas: o amor. Quem assiste sai satisfeito e ainda mais leve, faz bem para a mente e mais ainda para a alma, vale o convite.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Shazam/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Shazam/ Cesar Augusto Mota

Os cinéfilos e fãs de HQ’s estão sendo brindados com lançamentos incríveis, tanto do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), como da DC, cada um à sua maneira. Vimos muitos filmes recheados de humor da Marvel, e outros mais sérios de seu concorrente, mas a DC não poderia dar o braço a torcer e resolveu apostar em uma fórmula diferente para angariar mais público e oferecer uma história que fugisse do que vinha sendo apresentado ultimamente. Com um marketing pesado e repleto de cenas de humor, ‘Shazam!’, de David F. Sandberg (Annabelle 2-A Criação do Mal) vem para atingir altos índices de bilheteria e mostrar um herói bem engraçado, inicialmente inseguro, mas de bom coração. Será que esse novo ícone dará certo?

Billy Batson (Asher Angel) é um jovem de 14 anos que acaba por conhecer um antigo mago, Shazam (acrônimo dos nomes dos deuses Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio), que lhe o dom de se transformar num super-herói adulto, Shazam (Zachary Levi). Ao evocar a palavra ‘SHAZAM!’, o garoto se transforma em sua potente versão adulta, se divertindo e testando suas habilidades, porém não contava com a presença do terrível Doutor Thaddeus Sivana (Mark Strong), antes preterido pelo mago, que fará de tudo para roubar seus poderes e ter o mundo a seus pés.

Além de trazer de volta um ícone pouco explorado pela DC e criado originalmente por C. C. Beck e Bill Parker em 1939, o roteiro também foca na inocência das crianças, a importância da família, além de importantes mensagens no tocante ao caráter pessoal e menções importantes aos setes pecados capitais, estes personificados em monstros que fazem parte da guarda do doutor Sivana que será utilizada para derrotar Shazam. O primeiro ato começa morno, com uma apresentação básica dos personagens principais e muitos clichês, com cenas de bullying na escola e um passado conturbado do protagonista, para comover inicialmente o público. Mas tão logo a trama se desenvolve, com o personagem-central descobrindo seus poderes e se envolvendo em situações bizarras com os transeuntes da cidade e o perigo ao seu redor, o público passa a se interessar mais e percebe que o nonsense do filme não é forçado, mas proposital. Shazam é um super-herói atrapalhado, deslumbrado com a fama e a mídia, mas que sabe socorrer os necessitados e o momento certo de intervir.

Mas o filme não é feito somente de um super-herói hilário, muitas piadas e frases de efeito, a ação é bastante explorada e de maneira que insira o público na história, com perseguições, explosões e fortes embates com as mais temidas criaturas e o vilão mais canastrão. O CGI empregado e os planos abertos nas cenas mais dinâmicas reforçam essa atmosfera inclusiva, além das interessantes menções a heróis famoso da DC e a filmes de sucesso, como ‘Quero ser Grande’ e ‘Rocky’, com importantes homenagens e uma perfeita conexão com o herói retratado na telona.

Não só a veia cômica de Zachary Levi e a interpretação forte e imponente de Mark Strong funcionam, como também a atuação do elenco secundário, e também do jovem Asher Angel como Billy Batson. Ele também chama a atenção pelo lado dramático de seu personagem e a resolução de um antigo conflito que tem com a mãe é importante para a solução da trama, que demora a ocorrer no último ato, mas que surpreende e satisfaz a todos quando é concretizada. Se o humor já não funciona mais no terceiro ato, o drama e a ação compensam, graças aos atores que compõem a família de Billy, com destaque para Faithe Herman, que vive Darla, a irmã caçula. Ela não é só uma irmã confidente, mas também ensina Billy a ser um bom irmão, e isso irá refletir no Shazam adulto, que vai enfatizar a importância da família e o poder compartilhar tudo o que há de melhor com os outros.

‘Shazam’ é um filme divertido, emocionante e cheio de ação, voltado para adultos, mas com foco especial nas crianças, que sonham em ser super-heróis e por alguns momentos vemos na tela uma que teve o privilégio de viver esse momento, além de importantes lições sobre a vida, que é possível acreditar em si mesmo e que cada um é capaz para fazer o que quiser, e basta acreditar. E não vá embora, há duas cenas extras, com as quais você vai se divertir, não perca por nada!

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Quando Margot Encontra Margot/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Quando Margot Encontra Margot/ Cesar Augusto Mota

Com certeza você já desejou voltar no tempo e consertar algum erro cometido ou até mesmo mudar o curso da trajetória que tomou sua vida, não é verdade? Porém, isso não é possível, mas construir um novo futuro é o caminho. Mas o filme ‘Quando Margot Encontra Margot (La belle et la belle), da cineasta francesa Sophie Fillières, não trata de construção de máquinas do tempo e tampouco de feitiços ou planos mirabolantes para mudar o curso das coisas, mas sim de brincar com essas ideias e apresentar um humor inteligente acerca das escolhas e rumos que podem ser tomados em nossa jornada.

Durante uma festa em Paris, Margot (Agathe Bonitzer), 25 anos, encontra uma outra Margot (Sandrine Kimberlain), de 20 anos a mais. Várias situações e semelhanças fazem ambas perceberem que são a mesma pessoa, porém em épocas diferentes. A partir daí, elas unem experiência e juventude para dar outro sentido às suas vidas, mas quando Marc (Melvil Poupaud), uma antiga paixão ressurge, tudo se complica, formando um inusitado triângulo amoroso, e uma não conseguirá com facilidade se desligar da outra.

A graça do roteiro está inicialmente em apresentar situações que a jovem Margot vive e que já foram experimentadas pela Margot 20 anos mais velha, dentre elas o encontro com Marc em um trem. E na medida em que a trama vai se desenvolvendo, cada uma enxerga um alento e ao mesmo tempo um alerta nas atitudes e escolhas da outra. A Margot jovem visualiza o momento atual que a Margot de meia-idade vive e extrai as escolhas e caminhos que não deve seguir, já a mais experiente revive as situações ruins que passou e impede que a jovem passe o mesmo que ela. O alívio que ambas sentem é que tudo tem conserto e é possível escrever uma nova história.

Além desse caráter reflexivo, a história oferece muitos momentos hilários, principalmente quando as duas Margot estão em cena e juntas de Marc, e a impressão que dá é que pode sair faísca a qualquer momento, tendo em vista que uma vive a paixão que a outra já teve, e os sentimentos estão novamente aflorando na Margot de 45 anos. Piadas com a idade também não deixam de ser feitas, principalmente com a frase ‘ela sou eu daqui a vinte anos’ e ‘você sou eu vinte anos mais jovem’. O atrativo é cada uma poder fazer (ou refazer) suas escolhas, mas ligada também na outra. Uma ideia original e bem executada.

As atuações são excelentes, tanto de Agathe Bonitzer e Sandrine Kimberlain. As duas personagens se completam, se mostram totalmente abertas a conselhos e ao aprendizado, e o desfecho é o mais agradável possível, para as duas Margot. E o filme mostra que não existe um destino traçado, mas que cada um de faz o seu próprio destino. Se a intenção era desmistificar premissas e oferecer uma comédia inteligente, agradável e imprevisível, a diretora Sophie Fillières conseguiu com sobras, muito além do esperado.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Vox Lux-O Preço da Fama/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Vox Lux-O Preço da Fama/ Cesar Augusto Mota

Na vida, nem tudo são flores, ainda mais em se tratando de celebridades. Há quem enfrente um caminho tortuoso para alcançar o sucesso, mas se manter no topo é um grande desafio, com a fama tendo um preço alto a pagar. Surfando nessa onda, o diretor Brady Corbet (A Infância de um Líder) traz ao público ‘Vox Lux-O Preço da Fama’, um filme que faz uma sátira e ao mesmo tempo uma crítica social à glamourização dos pop stars, sendo muitos deles cultuados pelos fãs e tratados como deuses. Porém, em muitos casos, as aparências enganam, e o que pode parecer um conto de fadas pode significar um pesadelo ou até mesmo um beco sem saída.

A narrativa apresenta a trajetória de Celeste (Raffey Cassidy), uma adolescente que sobreviveu a um terrível massacre em sua escola em 1999 (similar ao ocorrido em Columbine, na mesma época), testemunhando a morte de dezenas de colegas seus.  Após compor uma música para as vítimas com a ajuda da irmã Eleanor (Stacy Martin), Celeste chama a atenção de um produtor musical (Jude Law) e ele a lança no mundo do show business, aos 14 anos. A partir daí, o espectador passa a acompanhar a jornada de uma improvável celebridade em dois momentos, inicialmente com o apoio da irmã durante a adolescência e na fase adulta, 16 anos após, quando ambas se separam por uma traição e  em decorrência de um terrível segredo que vem à tona, colocando a carreira de Celeste (Natalie Portman) em xeque.

O ritmo da trama é dinâmico, o início da carreira de Celeste, inicialmente representada por Raffey Cassidy, mostrado em todo o primeiro ato, passa instantaneamente para a segunda e conturbada fase, vivida por Natalie Portman, com Cassidy interpretando a filha Albertine. Se a primeira fase já chama a atenção por conta do começo difícil de Celeste pós-tragédia, a segunda é ainda mais chocante, não só por conta do distanciamento da irmã, seu braço-direito, mas também de seu produtor e uma relação conturbada com a filha. O lado mais sombrio da fama é perfeitamente retratado, e os planos-sequência com a câmera seguindo todos os passos da protagonista e os closes no rosto reforçam muito bem isso. E sem esquecer da fotografia, com cores frias retratando a tensão nos bastidores dos shows e o drama vivido no dia a dia, discutindo com fãs e imprensa.

Outros elementos de destaque são a trilha sonora e a narração off. Todas as músicas foram compostas especialmente para o filme pela cantora Sia, e as letras retratam muito bem a vida de Celeste e os efeitos da fama na vida do artista e dos fãs. Já a narração é de Willem Dafoe, trazendo um caráter documental para o filme. E a abordagem serve para dar um sinal de alerta, principalmente para quem cultua e acompanha celebridades, sobre os valores que o artista prega, o contexto no qual este está inserido, bem como os elementos ao redor que moldaram a percepção de mundo deles e as consequências da fama, que podem ser positivas ou negativas.

As atuações são grandiosas, Raffey Cassidy, ao viver a Celeste adolescente, serve de alicerce para a Celeste adulta. Já Natalie Portman atua de maneira soberba, com o olhar e andar esnobe, aparência desgastada e psicológico abalado, reflexo da falta de estrutura familiar e da incapacidade de administrar seu sucesso e tudo interligado a ele. Jude Law também tem desempenho magistral, na pele de um produtor que teve visão e conseguiu enxergar talento em uma jovem revelação e que fez de tudo para mantê-la nos trilhos. Law mostra presença e imponência em todas as cenas, além de uma grande parceria com Natalie Portman, que já vem de longa data.

‘Vox Lux-O Preço da Fama’ adota uma estrutura diferente da narrativa clássica e realiza importantes análises, com importantes ponderações sobre o show business, além de ilustrar curiosidades e perigos que vivem os astros. Ninguém está livre dos males sociais, nem mesmo os artistas, tidos como intocáveis e onipotentes. Vale a abordagem e também a crítica, que se faz necessária.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Dumbo/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Dumbo/ Cesar Augusto Mota

No mundo do circo, tudo pode acontecer, inclusive milagres. E o que você diria se visse um elefante que pudesse voar? Inspirado no clássico de Walt Disney, de 1941, ‘Dumbo’ faz uma releitura do famoso circo de Max Medici (Danny DeVito), que recruta o ex-astro e combatente Holt Farrier (Collin Farrell) e os filhos Milly (Nico Parker) e Joe (Finley Hobbins). A produção conta com o selo Tim Burton (O Lar das Crianças Peculiares) de qualidade, sendo, sem sombra de dúvida, um filme que promete ser envolvente e com muitas emoções.

Após se comprometerem a cuidar de um elefante recém-nascido cujas orelhas enormes eram motivo de riso no circo Medici, a família Farrier vê os espetáculos crescerem e os negócios se reerguerem após a demonstração da habilidade da Dumbo nos shows, chamando a atenção de um ambicioso empresário, V.A. Vandevere. Este oferece emprego à toda a trupe de Medici e aos Farrier na Dreamland, mas todos deverão ter muito cuidado com o empreendedor, que promete se livrar da mãe de Dumbo, a elefanta Jumbo, que fora comprada por ele sem saber que se tratava de uma parente do simpático elefantinho. A partir daí, surge uma eletrizante aventura em busca do resgate de Jumbo para trazê-la novamente para perto do filho, sempre muito apegado a ela e cheio de saudades.

Sem dúvida, a primeira coisa que chama a atenção no filme é o plano visual, com o emprego de cores frias, como o azul, trazendo sensação de leveza e liberdade, principalmente nas cenas em que Dumbo passa voando na tela. O uso do CGI para ilustrar o icônico elefante é de alta qualidade, com seus olhos brilhantes e semblante alegre conquistando o público. O design de produção é também altamente qualificado, com figurinos e objetos que remetem muito bem ao início do século XX, além de ótimos efeitos de luz e sombra durante os espetáculos, numa sensação de nostalgia ao público, relembrando númer os famosos do circo que encantou gerações.

Além do visual, a história é excelente e bastante cativante, numa fábula que envolve temas como superação, bullying, amor e esperança de um mundo melhor. Os personagens não são lá muito aprofundados, a narrativa dá o tom da produção, com ótimas sequências de cenas que envolvem ação, perseguição, e, claro, muitos voos de Dumbo. A premissa é bem simples, de fácil compreensão, mas que motiva ainda mais o espectador, muito mais que as últimas produções da Disney, tendo e vista os efeitos visuais e o dinamismo das intervenções dos personagens, superior a ‘ Mogli’, filme bastante elogiado em 2018.

O elenco é outro atrativo, com destaque para Michael Keaton, Danny DeVito e Colin Farrell. O primeiro apresenta um vilão imponente, que não precisa fazer caras e bocas e nem elaborar planos mirabolantes, mas que causa frisson e desconforto no público, além de postura firme quanto aos seus negócios, diferente de outros antagonistas que Tim Burton consagrou em seus trabalhos. Danny DeVito ilustra as cenas mais hilárias, com uma das melhores atuações de sua carreira, já Farrell representa bem o lado dramático, com seu personagem ainda abalado pela perda da esposa e pela limitação física que a guerra lhe impôs, mas que se transformou durante a história e se fortaleceu ainda mais ao lado dos filhos, que lhe mostraram um lado que até então ele ainda não conhecia. E por falar em filhos, a atriz mirim Nico Parker, a pequena cientista, também dar o ar da graça, com importantes lições sobre perseverança e sonhos, e uma participação determinante na luta de Dumbo para reencontrar a mãe e voltar com ela para a natureza. E menção honrosa para Eva Green, um espetáculo à parte nas apresentações da Dreamland, além da cumplicidade com Dumbo nos números mais complicados, um show de interpretação.

Um filme divertido, dramático e muito bonito visualmente. ‘Dumbo’ é, certamente, uma das melhores live-actions da Disney dos últimos anos e Tim Burton brinca o público com mais uma grande produção, em adaptação perfeita e com os ingredientes certos. Um filme que vai emocionar e entreter todos os públicos, vale muito a pena.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota