Poltrona Cabine: Palace II-3 Quartos com Vista para o Mar/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Palace II-3 Quartos com Vista para o Mar/ Cesar Augusto Mota

 

Tragédia, irresponsabilidade, justiça. Todos esses pormenores estão presentes nesta obra que ilustra a falta de planejamento e a morosidade do Poder Judiciário na resolução de um caso que mudou para sempre milhares de famílias. “Palace II: Três Quartos com Vista para o Mar”, documentário de Rafael Machado e Gabriel Correa e Castro reconstitui a queda do edifício da Barra da Tijuca em 1998 e erguido em cima da ingenuidade de pessoas que acreditavam ser possível viver de frente para o mar e investir em um imóvel com valores abaixo dos praticados pelo mercado.

O cenário de 22 de fevereiro de 1998 era devastador. O edifício Palace II começava a balançar durante o carnaval e a criar rachaduras ao longo do prédio. Sob ordens de engenheiros, o imóvel começou a ser evacuado de forma emergencial. Cenas dignas de filme de terror, muita correria e desespero de moradores para entrarem nos elevadores, que já estavam infestados de tijolos e as escadas intransitáveis, com uma parte indo ao chão, vitimando oito pessoas. Dias depois, ruiria uma outra parte e esse segundo desabamento resultaria na implosão do restante do prédio em 27 de fevereiro.

Profissionais da área jurídica, ex-moradores do Palace II e familiares das vítimas apresentam depoimentos, suas visões e perspectivas acerca da possibilidade ou não de a justiça ser feita em relação a esse triste acontecimento, causado pela irresponsabilidade e negligência da construtora Sersan, do ex-deputado Sérgio Naya. E sem esquecer do resgate de matérias antigas, que são perfeitamente entrelaçadas com as entrevistas feitas recentemente. A preocupação maior desse documentário é a de dar voz às vítimas, sem a existência de interferências.

Além da dor da perda, outro triste capítulo trazido é a do processo das famílias das vítimas contra a Sersan e Naya na esperança por reparação de danos. O andamento dos autos e o depoimento do promotor do caso fazem os espectadores não só analisarem como também permitirem que eles livremente façam juízo de valor do caso, sobre a responsabilidade dos acusados na tragédia. O Judiciário sob suspeita aos olhos da sociedade e não só dos envolvidos, isso que o documentário consegue nos mostrar, tendo em vista o desfecho do processo.

Palace II: Três Quartos com Vista para o Mar’ nos faz relembrar um triste momento da história do Brasil e também refletir sobre a importância e os trabalhos do Judiciário, que nem sempre será unânime e favorável frente aos anseios da população. Pode confortar ou causar ainda mais dor de cabeça.

Cotação: 3/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Annabelle 3: De Volta pra Casa/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Annabelle 3: De Volta pra Casa/ Cesar Augusto Mota

A famosa boneca possuída por um espírito maligno que sempre necessitou de um corpo para sobreviver está de volta. Annabelle foi trancada em uma redoma de vidro pelo casal de demonólogos e especialistas em bruxaria, Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Varmiga), dentro de uma sala com os mais variados e sinistros artefatos no porão da casa do casal. Para Lorraine, o mal está contido e não há mais o que temer. Será mesmo? Com a presença dos atores principais da franquia e também de Invocação do Mal (The Conjuring), ‘Annabelle 3: De Volta pra Casa’ (Annabelle Comes Home), sob a direção de Gary Dauberman (A Freira), vem com o intuito de provocar mais sustos e fazer ainda mais barulho, mas sem depender tanto assim da boneca. Um desafio e tanto.

O casal Ed e Lorraire Warren, antes de sair de viagem, chama um padre para abençoar o local onde a boneca Annabelle foi trancafiada e para ter a certeza de que ela não irá mais incomodar ninguém. E para cuidar da filha Judy (McKenna Grace), os Warren a deixam sob os cuidados de Mary Allen (Madison Iseman), uma jovem carismática e responsável, que também traz para a mansão a amiga Daniela Rios (Katie Sarife). Por conta de uma curiosidade de Daniela, sobre uma matéria que sai em jornal sobre a veracidade ou farsa dos trabalhos realizados pelos Warren, referentes a estudos sobre espíritos e até mesmo sessões de exorcismo, a jovem resolve investigar o local onde o casal guarda os mais estranhos objetos e acaba por descobrir algo que vai mexer com os rumos da história: Annabelle, mesmo trancada, consegue atrair espíritos e fará despertas a ira de novos demônios, como ‘A Noiva’ e ‘O Barqueiro’, duas figuras horripilantes e que trarão ainda mais combustível e tensão à narrativa. E o alvo principal deles passa a ser justamente Judy, a filha de 10 anos dos Warren.

O roteiro, também assinado por Dauberman, apresenta uma história centralizada nas três personagens femininas, Daniela, Mary Ellen e Judy, e boa parte das ações concentrada na mansão Warren. Os momentos de humor ficam a cargo de Bob (Michael Cimino), balconista de supermercado e crush de Mary Ellen. Cada demônio tem o seu espaço, devidamente bem explorado, todos eles apresentam bons sustos e os jump scares utilizados reforçam o quão eles foram bem encaixados na história, e o recurso não soa repetitivo. Os CGIs e efeitos especiais são de excelente qualidade, e a ambientação utilizada mostra que a franquia segue firme e forte e com possibilidade de ir além.

Mas, mesmo em se tratando de um filme do gênero terror, o humor também ganha espaço, e de uma forma exacerbada. A abordagem sobre bullying e a zombaria das demais crianças com a pequena Judy por conta da profissão dos pais são compreensíveis, mas a presença de piadas chulas sobre namorados e o apelido jocoso dado a Bob acabam por minar um pouco o clima de tensão instaurado, tendo em vista que em boa parte do tempo as pessoas mais riem do que sentem medo ou tomam sustos. Apesar de o foco ser nos jovens, segundo James Wan (Invocação do Mal), o produtor do filme, a tensão e o terror psicológico não podem ficar em segundo plano. Um ponto negativo da produção.

O espectador, nessa sequência, terá mais motivos para se preocupar, pois há mais entidades com as quais ele vai se deparar e se assustar. Além de Annabelle, temos ‘A Noiva’, muito parecida com ‘A Freira’, tanto na caracterização e na maneira como aparece’, ‘O Barqueiro’, com duas moedas sobre os olhos, e diz a lenda que se você não o pagar, sua alma vai levar. Em cada cômodo da casa, uma criatura, uma nova surpresa e, sem dúvida, nervosismo às alturas, sons altamente estrondosos e muitos objetos destruídos.

As atuações são positivas e todo o elenco se mostra coeso. Vera Farmiga (Godzilla II: Rei dos Monstros) e Patrick Wilson (Aquaman), apesar do pouco tempo em que aparecem, continuam a mostrar um casal forte e imponente e disposto a enfrentar tudo, desde o caos e ameaças dos espíritos em sua casa, como o olhar desconfiado da vizinhança e da imprensa em relação ao ofício que possuem. O destaque maior fica com a pequena McKenna Grace (Capitã Marvel), ela se mostra segura e desinibida com uma personagem que precisa se mostrar contida em boa parte do tempo e convencer com seus gritos e sustos em um universo sombrio e que se mostra quase que sem saída para ela. Uma grata surpresa da trama.

Numa dose de humor e horror, ‘Annabelle 3: De Volta pra Casa’ brinda os espectadores com entidades sinistras, dispostas a tudo para abocanhar almas, além de nos mostrar que a icônica Annabelle ainda desperta arrepios e tem muito chão pela frente. Que possa ser numa sequência ou até a presença em Invocação do Mal, que se estabeleceu no gênero e mostrou ser uma das melhores obras de horror da história. Fica a expectativa.

Cotação: 3,5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Santiago, Itália/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Santiago, Itália/ Cesar Augusto Mota

 

Retratar na tela grande um dos períodos mais sangrentos da história requer não só ousadia, mas também personalidade e um trabalho com precisão, imparcialidade e escutar todos os lados possíveis. E tudo isso faz o cineasta italiano Nanni Moretti ao lançar o documentário ‘Santiago, Itália’. Sem dúvida um trabalho que sensibiliza e dialoga com o público, tendo em vista a repercussão do fato e suas consequências.

A produção foi vencedora do prêmio Davi de Donatello na categoria Melhor Documentário e Moretti levou o prêmio Nastro d’Argento, concedido pelo Sindicato Nacional dos Jornalistas de Cinema Italianos. ‘Santiago, Itália’ ressalta o papel da embaixada italiana durante o golpe militar ocorrido no Chile que derrubou o presidente Salvador Allende e instituiu uma violenta ditadura no país. Consequentemente, muitos opositores passaram a ser perseguidos pela polícia, presos e torturados e a embaixada da Itália na capital Santiago passou a ter papel importante no acolhimento dessas pessoas.

A montagem do documentário é satisfatória, as primeiras sequências focam no período pré-golpe, quando o Chile gozava de prosperidade e tinha o apoio popular até o dia D, 11 de setembro de 1973, ocasião em que Allende é pressionado a renunciar e o Palácio de La Moneda é bombardeado pelas forças armadas nacionais. Personalidades que viveram esse período fazem seus relatos, dentre eles professores, advogados, cineastas e jornalistas, além dos embaixadores italianos em Santiago da época, Piero De Masi e Roberto Toscano.

Além das imagens de arquivo e depoimentos de entrevistados variados, chama também a atenção um militar preso da época que afirma ter sido uma vítima, além de uma cineasta que conta suas torturas no Estádio Nacional de Santiago. Cada declaração, uma surpresa, uma revelação e também uma angústia. A proposta do diretor não é de levantar bandeiras, mas abordar todos os lados e envolvidos e ilustrar um período que não só mexeu com os brios, mas deixou sequelas em um dos países de grande desenvolvimento da América Latina. Quem entra na sessão não espera muita coisa e se sente diferente ao sair dela, sem dúvida uma grande experiência e com uma pontinha de esperança de progresso da humanidade, tendo em vista que uma embaixada abriu as portas e não só acolheu pessoas vítimas de perseguição, como também mulheres e crianças, uma ação humanitária que merece ser exaltada.

E não poderia esquecer da fotografia, com cores frias e tons preocupados em preservar as memórias da época, além do pouco jogo de luzes em um cenário tão sombrio e de barbárie. Os cenários onde ocorreram as torturas e outras atrocidades foram bem escolhidos, e a trilha sonora que acompanha, de músicas executadas por uma banda servem como bom atenuante, tendo em vista que o terror está ali diante dos nossos olhos.

Um trabalho sensível, impactante e vale ser acompanhado. Alguns fatos conhecidos são trazidos novamente à tona, e outros são revelados, e sequer estão presentes nos livros de História, uma experiência bastante válida e enriquecedora.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Casal Improvável/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Casal Improvável/ Cesar Augusto Mota

É inegável que as comédias românticas estão cada vez mais em alta.  O gênero já possui um grande nicho no mercado audiovisual, com muitos produtos sendo produzidos e lançados nos serviços de streaming e as salas de exibição apresentando constantemente novidades para seus espectadores. E o que dizer de um longa que começa de forma despretensiosa, mas que traz bons ingredientes e com um resultado acima da média? ‘Casal Improvável’ (Long Shot), de Jonathan Levine (Sexo, Drogas e Jingle Bells) traz dois ícones que até então não se imaginaria que estariam juntos na tela, como Seth Rogen (Vizinhos 2) e Charlize Theron (Atômica).

A narrativa nos mostra Charlotte Field (Theron), uma competente e compenetrada secretária de Estado que sonha ser presidente dos Estados Unidos. Mas ela não contava que o destino lhe reservava um reencontro com Fred Flarsky (Rogen), um jornalista investigativo despojado e que adora falar verdades e usar linguagem chula em suas matérias. Os dois haviam se conhecido inicialmente na época em que Flarsky tinha apenas 13 anos e Charlotte trabalhava como babá, passando posteriormente a cuidar dele. Charlotte, para subir sua popularidade nas pesquisas, precisa de um redator de discursos, e ela enxerga em Flarsky um grande trunfo, pois,  de acordo com seu ponto de vista, ele é engraçado e inteligente.

O roteiro, assinado por Dan Sterling (A Entrevista), aposta na improbabilidade dentro de um contexto político. As duas estrelas do longa, Seth Rogen, e Charlize Theron, ilustram personagens que não são tão incompatíveis assim, ambos são pessoas de grande prestígio em suas profissões, solitários e um nutre um enorme respeito pelo outro. O implausível fica por conta da diferença de classes sociais que é tão enfatizada no longa, sendo Charlotte do ramo da política e Flarsky um jornalista desempregado. E para apimentar, a assistente de Charlotte, Maggie (June Diane Raphael), faz uma pesquisa de opinião com eleitores para saber se a união entre eles seria ou não aceita pela população. Há um certo ar de preconceito por conta das posições sociais e aparências, mas são discussões importantes que fazem a trama se mostrar complexa, dinâmica e atrativa ao público.

Além das diferenças entre os personagens, questões como machismo e sexismo são também destacadas e servem de combustível para a protagonista, disposta a mostrar que é capaz de dar aos estadunidenses tudo o que desejam e que não é só um corpo e um rosto bonito a fim de se dar bem. Do lado de Flarsky, sua posição em relação a democratas e republicanos, tida como antiquada, é bem explorada e desenvolvida em paralelo à trama principal, e serve para ilustrar bem as posições e diferenças de ideologia existente entre os norte-americanos. De quebra, uma leve alfinetada é dada na política local, no que concerne à preservação ao meio ambiente e escândalos de cunho sexual que já abalaram personalidades conhecidas da Terra do Tio Sam, tudo isso feito de uma forma inteligente e escrachada.

O romance entre Flarsky e Charlotte é bem construído, de início ambos batem cabeça, mas aos poucos, com as viagens da secretária de Estado para ganhar confiança e simpatia do eleitorado, eles vão se entendendo e o sentimento de respeito se torna algo mais sério, o que acaba virando o fiel da balança no objetivo principal de Charlotte. Já o humor não cai de ritmo, é eletrizante do início ao fim, com referências hilárias a heróis da Marvel e um sarro de leve a Game o Thrones aparecem na história. As situações cômicas são articuladas naturalmente, e o elenco de apoio dá grande suporte, com destaque para O’Shea Jackson Jr. (Godzilla: O Rei dos Monstros), grande amigo de Flarsky e que dá dicas importantes para o jornalista não pisar na bola e conquistar de vez sua amada.

‘Casal Improvável’ ilustra um filme com comédia e romance bem articulados, atores carismáticos e ótima química em cena e uma dinâmica divertida e prazerosa durante seus 125 minutos de projeção. Uma trama além das expectativas.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Obsessão/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Obsessão/ Cesar Augusto Mota

O terror psicológico é um gênero em ascensão no cinema. Foi assim com Corra !(Get Out), de Jordan Peele, que foi agraciado com o Oscar de melhor roteiro e ‘Nós’ (Us), também de Peele e recém-lançado. Mais um filme desse segmento chega às telonas, e sob a direção de Neil Jordan (Entrevista com o Vampiro). Uma amizade inofensiva entre uma jovem e uma senhora mais velha mas que depois acaba indo para a tensão quando fica evidente que uma das pessoas é nada mais nada menos que uma stalker. ‘Obsessão’ (Greta) traz Chloë Grace Moretz (O Mau Exemplo de Cameron Post) e Isabelle Huppert (Elle) no elenco, com uma trama insana e ações bastante sombrias.

Frances McCullen (Moretz) é uma jovem cuja mãe acabou de falecer. Natural de Boston e recém-chegada em Manhattan, ela divide apartamento com a amiga Erica (Maika Monroe) e trabalha como garçonete de um luxuoso restaurante. Um dia, ao voltar para casa, Frances encontra uma bolsa em um dos assentos do metrô, e, ao devolvê-la, inicia uma amizade improvável com a dona do acessório, Greta Hideg (Huppert), uma senhora viúva. Os problemas começam a surgir quando Frances percebe que a necessidade de atenção de Greta é muito mais perigosa do que ela imaginava, e vai entrar em uma armadilha que será muito difícil de sair.

O clima amistoso vai dar lugar à tensão em um ritmo bem acelerado. Após um bonito gesto de Frances, de procurar a dona da bolsa perdida, começa uma amizade inocente e dali em diante o que era para ser saudável vira uma relação doentia e obsessiva. A ânsia de Greta por atenção é tão grande que logo ela enche o celular de Frances de mensagens, realiza ligações de hora em hora ou fica plantada do outro lado da rua observando tudo o que a jovem Frances faz. O roteiro começa a trabalhar bem o nível de tensão da protagonista e isso faz o espectador não só acompanhar seu drama como também sentir junto dela a atmosfera pesada que se instala. Uma menina inocente que não escutou os conselhos da amiga e agora se sente completamente encurralada.

Os planos-sequência empregados reforçam o terror psicológico, com a câmera acompanhando Frances de costas e Greta sendo mostrada frontalmente, seja seguindo a jovem ou à espreita para sua próxima tática. O uso de sombras e a pouca iluminação no interior da casa de Greta ajudam a reforçar o clima angustiante sugerida pela trama e as ações da antagonista, e na medida em que os atos vão se construindo, o espectador mantém seu interesse pelas consequências das ações de Greta em relação a Frances e como o conflito vai ser resolvido, além de uma reviravolta bem insana. E não poderia deixar de destacar que há lugar para golpes fatais e sangue jorrando na história, como todo bom terror pede, e esse não foge à regra.

Mesmo com uma personagem de objetivos obscuros e não muito claros de início, Isabelle Ruppert tem uma atuação grandiosa e capaz de manter o suspense até o momento derradeiro da trama. Com um comportamento tímido de início, mas que depois evolui com a trama, Chloe Grace Moretz consegue entregar o que se espera de sua personagem, presa fácil na história e com uma redenção épica. E Maika Monroe (A 5ª Onda) não fica atrás, com poucos momentos na tela, Erica, a melhor amiga de Frances, tem um papel importante não só na vida da amiga como também no desdobramento da história, com atitudes precisas, bem amarradas e que serão determinantes no desfecho.

Apesar de alguns clichês do gênero terror, Neil Jordan soube explorá-las bem e conseguiu trazer ao espectador uma trama instigante, tensa e digna de um thriller psicológico. Sem dúvida o espectador se envolve e também se diverte com a história, bem amarrada e regada a muitas surpresas. Uma produção que vale acompanhar.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota