Poltrona Séries: Riverdale-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Riverdale-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Uma produção inspirada em uma famosa HQ norte-americana.  com dramas adolescentes, uma investigação sobre um assassinato sinistro de um jovem e uma cidade que diz muito sobre seus moradores. Uma obra com vários atrativos, não é mesmo? Sucesso nos Estados Unidos, exibida originalmente pelo canal CW e posteriormente trazida para o Brasil pelo serviço de streaming Netflix, ‘Riverdale’ traz uma cidade sombria, com elementos que lembram as tramas noir, como sombras e iluminação vermelha para destacar a característica de um personagem ou um objeto de um cenário e uma narrativa que se sustenta com 13 episódios em sua primeira temporada. Sem dúvida quem curte tramas teen ou investigativa vai se amarrar nessa série, se sentindo instigado a acompanhar esta e as próximas temporadas.

Como dito anteriormente, ‘Riverdale’ se baseia em uma série de quadrinhos criada em 1941 por Vic Bloom e Bob Montana, com publicações que narram a história de Archie, Betty, Veronica, Reggie, Moleza e outros alunos da Riverdale High School.  Nas tiras, temas como amadurecimento precoce e namoros proibidos eram comuns, e em ‘Riverdale’ não é diferente, mas o que difere as HQs da adaptação é que esta se passa nos dias atuais e com personagens menos caricatos, como eram nos quadrinhos. E há um elenco que não só passa dramaticidade como carisma e veracidade em suas expressões faciais e corporais. Você compra a ideia dos personagens, como também embarca em uma grande jornada que prende atenção do primeiro ao último capítulo.

O núcleo de personagens é muito interessante. Temos Archie Andrews (KJ Apa), um jovem sonhador que se vê dividido entre os anseios do seu pai (investir na carreira de jogador profissional de futebol americano) e os seus próprios (a carreira de músico); Jughead (Cole Sprouse), um rebelde sempre disposto a desvendar algum mistério e  a encontrar o tema ideal para escrever seu livro de investigação criminal;  Betty (Lili Reinhart), uma garota gentil, inteligente que nutre uma paixão secreta por Archie;  Veronica (Camila Mendes) é a  menina rica que se muda para Riverdale após um escândalo financeiro envolvendo seu pai.

A saga se inicia quando dois irmãos, Jason Blossom (Trevor Stines) e Cheryl Blossom (Madelaine Petsch), saem no feriado de 04 de julho em um barco e com o intuito de execução de um plano misterioso, mas a embarcação vira, com Cheryl sobrevive, mas o irmão, não. Pouco tempo após o desaparecimento e ser declarado como morto, Jason é encontrado morto com uma marca de tiro na cabeça e a partir daí começa uma investigação em busca do assassino. A cidade, que era aparentemente tranquila, possui poucos habitantes, e as suspeitas recaem sobre todos, inclusive a família Blossom, apresentada como excêntrica e cheia de bizarrices. Os adolescentes, além das autoridades, também vão em busca de pistas que podem ajudar a encontrar o responsável, e muitas surpresas são reveladas ao longo dos 13 episódios. Muitos segredos obscuros dos personagens vêm à tona, e outras subtramas surgem para deixar a série ainda mais interessante e emocionante. De quebra, além da resolução desse mistério, surge um outro, e a resolução fica para a próxima temporada, para deixar todos ainda mais entusiasmados e ansiosos para acompanhar a série.

As atuações são eficientes, os maiores destaques ficam com duas atrizes, Lili Reinhart, a Betty, e Medelaine Petsch, a Cheryl. A primeira, inicialmente sensível, apresenta um crescimento acentuado na história, já a segunda possui fama de dominadora, maquiavélica e perigosa, uma personagem interessante para a trama e que move a narrativa. Dentre os homens, Cole Sprouse chama a atenção com seu Jughead, um jovem de olhar e aparência misteriosas e que vai cumprir uma função decisiva na história. Ele mostra um comportamento mais adulto do que adolescente e um amadurecimento antes tido como improvável, sendo desacreditado por Archie inicialmente.

Com capacidade de manter a curiosidade até o desfecho, ‘Riverdale’ é uma série com ingredientes interessantes, com ambiente sombrio e personagens misteriosos e de condutas questionáveis. Há uma investigação que faz o público tentar adivinhar o autor do crime e a desconfiar dos suspeitos e das pistas, não é só um dramalhão teen, é uma ótima opção para quem quer se inserir no mundo das séries investigativas e de muito mistério. Uma ótima opção para todos.

Cotação: 4/5 poltronas.

Filme de época ‘Legítimo Rei’ abre Festival de Toronto

Filme de época ‘Legítimo Rei’ abre Festival de Toronto

A Netflix conquistou 190 países, mas não consegue conquistar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Apesar de todos os esforços e investimentos do serviço de streaming, ela ainda tem encontrado resistência, mesmo tendo faturado este ano a estatueta de melhor documentário,  por ‘Ícaro’.

Após ser barrada do Festival de Cannes, que cedeu à pressão de exibir somente filmes que passarão nas salas de exibição, o serviço de vídeo sob demanda foi recebido de braços abertos pelo Festival de Toronto, com a mostra canadense reservando à Netflix a sua sessão de abertura. “Legítimo Rei” (Outlaw King),  filme de época dirigido por David Mackenzie, abriu o evento em uma de suas salas mais nobres, o Princess of Wales.

A trama acompanha a trajetória de Robert The Bruce (Chris Pine), nobre escocês que no século 14 se insurgiu contra o domínio inglês e instaurou a independência do país.

Mackenzie (“A Qualquer Custo”) mostra que teve preocupação e zelo em recriar a Escócia da época, por onde o protagonista transita recrutando soldados sob o mote de que é “o rei do povo, e não o da terra”.

A Netflix marca presença em Toronto com outros sete títulos. Além do filme de época “Legítimo Rei”, ela aposta em documentários (“Quincy”), dramas intimistas (“The Land of Steady Habits”), longas em língua estrangeira (“Roma”) e em histórias ancoradas na interpretação, como é o caso de “The Kindergarten Teacher”.

 O Festival de Cinema de Toronto ocorre até o próximo dia 16 de setembro.

A  chegada de ‘Legítimo Rei’ à Netflix Brasil está prevista para o dia o 9 de novembro.

Crédito da foto: David Eustace/Netflix

Fonte: Folha de S. Paulo

Por: Cesar Augusto Mota

#272 Para todos os garotos que amei

#272 Para todos os garotos que amei

O filme desenvolvido para a Netflix é baseado no livro homônimo de Jenny Han. Confesso que vi antes de terminar o livro e não me arrependi. A história gira em torno de Lara Jean, que perdeu a mãe e tem duas irmãs inseparáveis , Margot e Kitty. Ela escreveu cinco cartas para os rapazes que amou platonicamente a as colocou em uma caixa de chapéu que a mãe lhe deu antes de morrer, Até que, misteriosamente, as cartas são enviadas e sua vida vira de cabeça para baixo. Para não deixar que Josh, o namorado da irmã, saiba que ela o amou, ela decide fingir um namoro com Peter Kavinski, o garoto mais popular da escola, que acaba de ser chutado por Genieveve.

Os dois seguem com o plano e se metem nas maiores confusões. Gen e Josh ficam com ciúmes deles, mas eles acabam se apaixonando. Lara Jean demora a aceitar mas Peter cede mais rápido. Eles começam a fazer programas de casal e Peter lhe envia bilhetes todos os dias falando de coisas carinhosas. Era uma das queixas de Gen: de que ele não era romântico a tal ponto.

O pai de Lara Jean é médico ginecologista e tenta fazer de tudo para deixar as filhas felizes. Além do amor juvenil e palpável de Lara e Peter, é bonito ver a relação sólida e de companheirismo das irmãs. Adoro histórias de irmãs. Sempre me comove.

Sua melhor amiga é meio maluca, Chris. E é prima da malvada Gen. Lara Jean se sente solitária e por isso escreve e lê muitos livros. Adora ficar em casa e faz poucos programas com as pessoas de sua idade. Detesta dirigir e acaba e acidentando. A partir desse incidente, Peter se aproxima dela e fala do recebimento da carta. A partir dali, ele transforma a sua vida. Uma carta volta. Um dos rapazes, Lucas, é gay. E o outro McLaren, trabalha na ONU.

Como último compromisso do namoro de mentirinha, há um acampamento de ski em que eles vão e lá acontece a cena mais romântica entre Lara Jean e Peter. Por obra d Gen, acaba caindo um vídeo no Instagram dando a entender que eles transaram mas isso não ocorreu. Será que Lara Jean perdoará Peter? Eles vão se acertar? E ela e Josh? Reatarão a forte amizade que tinham antes de ele namorar a irmã dela, Margo? Ela descobre quem enviou as cartas?

Por causa do hábito de Kiyyu de tomar Yakult, os americanos voltam a tomar e se torna uma febre! Só que no filme ele falam de iogurte coreano. A família materna é coreana e é muito legal falar de hábitos asiáticos no filme. Foi uma exigência da escritora que a atriz principal tivesse aparência asiática para ser o mais fiel possível à sua obra.

Sem mais spoilers! O filme é muito fofo e me trouxe várias referências: ao filme Gatinhas e Gatões, usar um elástico de estimação e colecionar papeis de carta. Esse último era hábito da minha adolescência! Ah, e ouvir música na Jukebox!

Corra para ver Para todos os homens que amei e leia o livro! Eu acho que escreveria a carta para três ex-namorados, mas não as enviaria! Imagina a confusão! Cada um tem a sua própria vida agora e eu consegui superá-los. Mas ver o filme me remeteu à uma época muito boa da minha vida: a dos romances, a da escola, a das amizades.

Super recomendo!

Por Anna Barros

Sexta temporada de House of Cards ganha novas fotos

Sexta temporada de House of Cards ganha novas fotos

A sexta e última temporada de House of Cards ganhou novas fotos, revelando um novo núcleo de personagens, a família Shepherd.

 

Diane Lane e Greg Kinnear interpretam respectivamente Annette Shepherd e Bill Shepherd, irmãos que herdaram a Shepherd Unlimited, uma rede poderosa de empresas fundada por uma família atuante nos bastidores do cenário político americano. A dupla possui a mesma perspectiva de futuro para a América, assim como os dois compartilham um passado conturbado com os Underwoods. Cody Fern (American Crime Story: O Assassinato de Gianni Versace, American Horror Story: Apocalypse) dá vida a Duncan Shepherd, filho leal e ambicioso de Annette, que representa a nova geração de influentes políticos de Washington DC. 

Robin Wright ocupará o papel central no ano final, depois que a quinta temporada concluiu com seu personagem, Claire Underwood, se tornando a nova presidente dos Estados Unidos. Todos os sinais apontam para que o personagem de Kevin Spacey sofrerá uma morte fora da tela. 

A sexta temporada de House Of Cards teve sua data de estreia revelada pela Netflix. A série, que retorna para o seu último ano, tem lançamento marcado para 2 de novembro.

Fonte: Omelete

 

Por Anna Barros

Poltrona Séries: The Crown-2ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Crown-2ª temporada/ Cesar Augusto Mota

A história da Família Real Britânica está de volta. Após uma primeira temporada que teve a apresentação de todos os seus personagens, a saída de cena de George VI e a chegada de uma Elisabeth II que começou de forma titubeante, mas posteriormente satisfatória sua trajetória, agora temos uma segunda temporada ainda mais ampla. A inserção do espectador será ainda maior, e a beleza e glamour da Coroa serão ainda mais colocadas à prova, tendo em vista a responsabilidade que a rainha carrega, bem como os conflitos sociais e familiares que ela terá que lidar.

A estrutura episódica da atual temporada é consistente, com a apresentação dos fatos no momento presente e o uso de flashbacks para detalhar outros acontecimentos, coo a viagem do Duque de Edimburgo (Matt Smith), marido da rainha (Claire Foy), para as mais remotas colônias britânicas por um período de cinco meses. Outros personagens, como o próprio Duque, além da princesa Margareth (Vanessa Kirby), irmã de Elisabeth II, ganham mais espaço, com episódios centrados em suas figuras, explorando seus lados mais vulneráveis. E vulnerabilidade é vista em larga escala, inclusive da chefe de Estado, que terá que lidar não só com os escândalos familiares, como os dilemas institucionais, afinal, tudo o que afeta a Coroa, também interfere em sua pessoa.

The Crown não é feita apenas de intrigas e polêmicas, a linha do tempo com os fatos que marcaram a história da monarquia é feita com maestria, além do ótimo trabalho de montagem, trilha sonora, figurinos e cenografia, com a impressão que estamos ambientados na década de 05, além das belezas das instalações e das joias da realeza. Sentimos que conhecemos de perto e a fundo todos os personagens, e somos convidados também a entrar no debate concernente aos princípios no que tangem à moral e à ética, revelando, consequentemente, o caráter dos personagens.

Se o trabalho de Peter Morgan é excelente, as atuações são acima da média, principalmente da protagonista. Claire Foy, com sua expressão corporal e facial, numa verdadeira postura de líder, além de lembrar a verdadeira rainha Elisabeth, com seus trejeitos e seu carisma característicos. Matt Smith, na pele do marido da rainha, o duque de Edimburgo, mostra que não é meramente uma peça decorativa na realeza. Seu personagem nos proporciona um interessante debate sobre a posição do homem e da mulher na sociedade. Se antes víamos os homens tomarem as rédeas e as mulheres à sombra, agora vemos um cenário invertido. Isso é abordado de maneira didática no começo, e volta a ser ilustrado no décimo episódio, encerrando a temporada de forma satisfatória.

Gostou? Se você já havia curtido a primeira temporada, não perca, mas se você não viu e aprecia séries de época, não perca a oportunidade de assistir à ‘The Crown’, uma produção que mostrou a que veio e que, sem dúvida, virá mais forte na terceira temporada. Bom divertimento a todos!

Cotação: 5/5 poltronas.