Maratona do Oscar: Sniper Americano/Beatriz Yamada

Maratona do Oscar: Sniper Americano/Beatriz Yamada

Crédito da foto: Reprodução da Internet.

Konnichiwa !

“Qualquer coisa que encoraje o crescimento de laços emocionais tem que servir contra as guerras”

(Freud)

Hoje falaremos sobre o Oscar, na Maratona do Poltrona. mais especificamente sobre o filme Sniper Americano.

->Sniper Americano

O filme contará a história de Chris Kyle (Bradley Cooper). Ele é um homem cujo sonho é virar um cowboy profissional , mas desde cedo já mostrou aptidão com as armas.

Em 11 de Setembro de 2001 , Chris decide fazer um curso para entrar no SEAl (Comando Naval de Operações Especiais da Marinha Americana) ,conhece a esposa e então descobrem sua habilidade com as armas. Ele vira atirador de elite e acaba sendo mandado para o Oriente Médio. 

-> Análise

Eu gostei muito do filme. Achei que o ator principal (Bradley Cooper, indicado) retratou a vida de um militar muito bem. O filme nos mostra como é a rotina de uma pessoa que “traz a paz para um país”, o seu treinamento,  os seus pensamentos, seu ato de ter que matar crianças ,mulheres , idosos em suma,a sobrevivência das pessoas que moram nesses lugares. O medo delas é muito trabalhado nesse filme, de Clint Eastwood. Mas também, por outro lado, é trabalhada a questão familiar, como é a vida de uma família onde o filho, marido, o pai está em uma guerra ,a preocupação que isso gera, a falta da presença do pai , a volta para casa e os traumas deixados. Eu acho que os filmes de guerra são bons para conscientizar a população de que a ela traz  muita tristeza, por vezes traumática para as pessoas que vivem no território e também para aquelas que tentam ajudar. O filme será muito importante para o nosso cenário atual, com o Estado Islâmico e a retomada da guerra no Iraque. 

http://youtu.be/CJ74sc-NESA  

Maratona do Oscar: Relatos Selvagens/Arita Souza

Maratona do Oscar: Relatos Selvagens/Arita Souza

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

Para todas as situações, a paciência tem limites.

Relatos Selvagens traz uma visão nada simplista de cotidiano e explora uma hiper realidade do comportamento humano, deixando um contraste bem destacado entre o humor e a tragédia.

Já tivemos anteriormente experiências de filmes de comédia com histórias que não são interligadas mas que não fizeram sucesso, porém, Relatos Selvagens tem um certo humor negro e veio para mudar um pouco este panorama.

Este filme possui seis historias que individualmente são engraçadas e coletivamente tem muita força, energia, porém nao são interligadas.

São elas: Pasternak, Las Ratas, El Más Fuerte, Bombita, La Propuesta, Hasta que la Muerte no Separe.

Fica um tanto  confuso tantas histórias diferentes, mas ao término da sessão o espectador tem uma sensação de querer incomodar a poltrona ao lado e dizer assim ” você prestou atenção naquela cena? “, a sensação  de recados em seu subconsciente, de mensagens que o alertam  de coisas tão comuns do cotidiano, que no fundo não poderiam passar desapercebidas.

Entre as histórias, temos a presença de atores de grande destaque na Argentina como Ricardo Darin, muito conhecido por participar quase sempre das grandes produções cinematográficas da Argentina, dentre elas, O Segredo dos seus Olhos, ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010.

 

Bom Oscar a todos!

Arita.

 

 

Maratona do Oscar: Ida

Maratona do Oscar: Ida

Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

Captura de Tela 2015-01-22 às 23.05.22Sessão de Matinê: “Ida”

Ricardo Darín há de ter se esforçado muito em ‘Relatos Selvagens’, mas competir com Ida é muito difícil. O longa, concorrente polonês ao Oscar de melhor filme estrangeiro, é essencialmente bonito. Guarda uma história forte, apresentada lentamente, mas com o devido grau de, vá lá, emoção.

No filme, que se passa no início dos anos 60, período pós-guerra no Leste Europeu, Anna (Agata Trzebuchowska) está pronta para firmar seus votos como freira. A ela é dado o direito de, dias antes, procurar sua única parente viva, Wanda (Agata Kulesza), complexada tia que a diz que, na verdade, a futura irmã é judia e chama-se Ida.

Juntas, começam uma viagem em busca da real e melancólica história da família, passando por vilarejos que garantem um belo cenário e, acima de tudo, cenas muito bonitas. Sempre em um belo Wartburg que não passa despercebido pelo fã de carros, aliás.

O grande destaque do filme, com certeza, é a fotografia. Não apenas pelo preto e branco, artifício muito bem utilizado e também visto recentemente com sucesso em filmes como Nebraska (2013), mas também por outras interessantes ideias dos diretores de fotografia, Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski.

A produção é apresentada em formato mais ‘quadrado’, em 4:3, muitas vezes destacando em massa o cenário e focalizando as personagens ‘de baixo para cima’, sem grandes movimentações. O sucesso do filme passa por algo bem parado, que, ao contrário da sonolência que causa em outros longas, se encaixa perfeitamente ao contexto de ‘Ida’, ainda que incomode especialmente na primeira parte.

Com boa trilha sonora, recheada de clássicos e jazz nos momentos ideais, o filme europeu tem a exata aleatoriedade para reflexão que buscava o diretor Pawel Pawlikowski, que jura retratar a Polônia de sua infância, num misto de tristeza e beleza.

O total de 80 minutos de ‘Ida’ é arte profunda e, de fato, vale os 96% no ‘Rotten Tomatoes’, os 70 prêmios e, claro, o favoritismo no Oscar.

Nota: 4/5

Sinopse:
Na década de 1960, às vésperas de assumir seus votos como freira no convento onde foi criada, Anna conhece sua única parente viva, a tia Wanda. A partir desse encontro, ela descobre um segredo obscuro de seu passado nos anos de dominação nazista, e vai em busca de respostas e do túmulo de seus pais. Nessa jornada, começa a questionar seu futuro.

Maratona do Oscar: Boyhood

Maratona do Oscar: Boyhood

Vamos fazer aqui no Poltrona uma maratona com resenhas dos filmes que concorrem ao Oscar de Melhor Filme.

Farei a resenha de Boyhood.

Pois é, temos um favorito ao Oscar de Melhor Filme. boyhood é genial. Ele acompanha de verdade a vida de um menino, Mason, por doze anos. Desde a sua mais tensa infância até o seu ingresso à faculdade. E também acompanha o envelhecimento e amadurecimento de toda a sua família. Difícil imaginar Patricia Arquette sem o Oscar de Melhor Atriz coadjuvante. Ela está simplesmente ótima, densa. Sua fala final reflete tudo o que Boyhood resume: tudo o que a família passou, seus amores, mudança de vida e crescimento dos filhos.

Richard Linklater também é favorito ao Oscar de Melhor Diretor, mas tem um concorrente de peso, Alejjandro Inarritu.

boyhoodMason é um menino sensível e diferente que acaba descobrindo a sua paixão por fotografia. O filme é tocante e acho muito difícil não levar a estatueta porque a ideia é genial. Parece um documentário, sem ser e fala das descobertas da infância e da adolescência.

É um dos melhores papéis de Ethan Hawke, mas acredito que não leve o Oscar. Continuarei firme na aposta e na torcida.

Ellar Coltrane é uma grande revelação. Seu desempenho é muito bom. Ele compõe de forma dócil e serena Mason Jr. Dá para encontrar em todas as fases seu jeito serelepe mas em fase de construção do início da trajetória do filme. A cena que mais gostei foi a que ele fotografa um jogo de futebol americano. É interessante também acompanhar a sua descoberta do amor e também a relação conflituosa com seus dois padrastos que não o entendem, de forma alguma, e têm uma relação dependente de álcool.

Interessante é mesclar política, armas, religiosidade e música country, coisas típicas do Texas. E também as constantes mudanças da família em busca de um lugar seguro para viverem.

A trilha sonora começa com Coldplay e termina com Arcade Fire. Muito boa.

A nova amiga de Mason fala uma frase interessante no fim: o bom da vida não é agarrar o momento. O momento é que nos agarra. Mais um ponto de reflexão de Boyhood. Bingo!

 

O espectador acaba se identificando com alguma cena do filme e por isso que ele arrebatou muitos fãs. Super recomendo. Para ver e rever.

Sinopse: O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.