Maratona do Oscar: Whiplash/Beatriz Yamada

Maratona do Oscar: Whiplash/Beatriz Yamada

Crédito da foto: Reprodução da Internet.
Crédito da foto: Reprodução da Internet.

Konnichiwa !

“Eu sei que vai doer. Mas as vezes,na vida,temos que fazer a coisa certa”

– Amy Winehouse 

Hoje falaremos sobre o filme Whiplash ou em português Whiplash- Em Busca da Perfeição

-História

O filme falará sobre Andrew (Miles Teller) , que sonha em deixar uma marca na história do jazz. Andrew passa a treinar dia e noite em sua bateria e chama a atenção de Terence Fletcher (JK Simmons), um impiedoso mestre do jazz  .

O protagonista entra para a orquestra principal de Shaffer.Terence mostra que para se tornar um grande músico  você não precisa só gostar de música , você precisa ser obcecado e a colocando em primeiro lugar: deixando  sua saúde mental , física, relacionamento com a sua namorada  em risco

 

-Análise

Apesar de não ser grande fã de Miles Teller, tenho que reconhecer que fez um ótimo trabalho , mostrando como é a vida de um músico , funcionamento de uma orquestra e conciliação da vida pessoal com a profissional.

Gostei bastante do filme , mas não acho que ele está tão preparado para concorrer com os grandes filmes,”O Grande Hotel Budapeste” ,”Boyhood”, entre outros.

O filme acaba pecando um pouco em algumas partes, por exemplo: falta de diálogo e falta mostrar como as pessoas em volta dele se sentem, o que aconteceu com a mãe, focar um pouco mais no relacionamento com o pai e com a namorada.

Forte abraço a todos,

Bia.

Maratona do Oscar: A Teoria de Tudo/Thiago Simão

Maratona do Oscar: A Teoria de Tudo/Thiago Simão

a teoria de tudoPoltroneiros de Plantão! Um filme genial sobre uma pessoa brilhante. Assim, podemos começar falando deste filme, então vamos para a sinopse. Sinopse Baseado na biografia de Stephen Hawking, escrita por sua mulher, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa quando tinha apenas 21 anos.

Papeando Estamos num período muito bom onde bons filmes de heróis e biografias estão sendo feitos. A Teoria de Tudo demonstra durante o filme o por quê deveria estar concorrendo ao Oscar. Roteiro implacável e com lógica no seu desenvolvimento, sem falar da fotografia muito bonita, ainda mais no início. Os atores se destacam pelas cenas dramáticas, que levou o Eddie Redmayne, a concorrer ao Oscar de Melhor Ator de 2015. Vale ressaltar que ele ganhou na categoria de Melhor Ator no BAFTA 2015. A trilha sonora é espetacular e te envolve. Abra o coração e venha assistir à esta história maravilhosa!

4.5 / 5 Poltronetas Obs: O palpite é que o ator ganhe o Oscar e só.

http://youtu.be/OgVdYzUW0yk

Maratona do Oscar: O Jogo da Imitação/Flavia Barbieri

Maratona do Oscar: O Jogo da Imitação/Flavia Barbieri

 

Crédito da foto: Reprodução da Internet.
Crédito da foto: Reprodução da Internet.

O Jogo da Imitação conta a história da vida do gênio britânico Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos, no período da segunda guerra mundial. Durante esse momento histórico, o governo britânico decide montar uma equipe especializada, para compreender e quebrar o Enigma, código que os alemães utilizavam para enviar mensagens criptografadas aos seus submarinos. O projeto era construir uma máquina que descodificasse as mensagens no menor tempo possível, para que os ingleses pudessem ver as mensagens antes que as ordens fossem executadas. O objetivo principal era antecipar o fim da guerra significativamente.

Numa atuação brilhante e cheia de profundidade, Benedict Cumberbatch nos mostra um Turing intransigente e de difícil convivência. Tendo como amiga, apenas Joan Clarke, vivida pela atriz Keira Knightley. Joan é uma mulher comum, mas de muita inteligência; que se torna a principal incentivadora de Turing.

O filme permeia questões sociais típicas da época, como homossexualismo, a ética nos tempos de guerra e a participação da mulher de forma efetiva na solução de problemas sociais importantes.

Numa apresentação formada por histórias independentes que finalizam-se em si mesmas, o filme parece inconsistente. No entanto, surpreende pela leveza que conduz uma história tão dramática e pela atuação dos protagonistas que embelezam a trama com sua integridade e talento únicos.

O filme foi indicado ao Oscar de Melhor filme, ator (Benedict Cumberbatch), atriz coadjuvante (Keira Knightley), direção, edição, trilha sonora, design de produção e roteiro adaptado.

Maratona do Oscar: O Grand Hotel Budapeste/Flavia Barbieri

Maratona do Oscar: O Grand Hotel Budapeste/Flavia Barbieri

Crédito da foto: Reprodução da Internet
Crédito da foto: Reprodução da Internet

O filme é um quadro vivo. Tem uma fotografia rica como há muito tempo não se via. A história é uma comédia leve, quase o desenho de um cartunista com personagens exagerados nos trejeitos e nas cores.

Durante o período entre as duas grandes guerras, um famoso hotel europeu mantém suas tradições de elegância, cordialidade e íntima relação com seus clientes. O lendário concierge Gustave H, motivado pela chegada de um novo e jovem empregado, o mensageiro Zero Moustafa, resolve firmar amizade e transformá-lo em seu pupilo.

Dessa inédita e intensa amizade, surgem as mais diversas aventuras que passam pelo assassinato de uma rica cliente do hotel e o roubo de um quadro renascentista. Quadro esse que foi deixado em testamento para Gustave H.

A batalha da família pela fortuna deixada, gera as mais pitorescas situações para a dupla de mocinhos. E dentro desse contexto, o filme vai apresentando de forma sutil as transformações históricas da primeira metade do século XX.

É um filme que marca pelo inusitado, com personagens que beiram a caricatura, mas nos envolvem pela simplicidade de sentimentos e pela integridade que conduz toda a história.

O longa concorre a nove categorias no Oscar, incluindo de melhor filme, e já conquistou prêmios como o do júri no Festival de Berlim e melhor filme de comédia ou musical no Globo de Ouro 2015.

Maratona do Oscar: Birdman/Pablo Bazarello

Maratona do Oscar: Birdman/Pablo Bazarello

A resenha de hoje da nossa Maratona Oscar será feita pelo crítico de cinema do site Pipoca Gigante, Pablo Bazarello. Uma participação pra lá de luxuosa. Aproveitem, poltroneiros!

 

Crédito da foto: Reprodução da Internet.
Crédito da foto: Reprodução da Internet.

Uma das coisas que mais satisfaz quem assiste a muitos filmes é a originalidade. Dar a pessoa algo novo. E não digo apenas uma história, mas a forma como é contada (a narrativa), as performances ou qualquer outro elemento formador do todo. É justamente esse o presente que ganhamos ao adentrarmos “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”, uma incursão sem precedentes pelos bastidores do showbusiness. O diretor mexicano Alejandro Gonzáles Iñárritu (indicado para cinco prêmios Oscar – três por este filme) finalmente sai de sua zona de conforto narrativo para apresentar algo totalmente diversificado – o que por si só já é um grande atrativo.

“Birdman” é como uma dessas bonecas russas: existe dentro de si em variados níveis de metalinguagem. O filme foi criado por Iñárritu para o ator Michael Keaton e traça forte paralelo (apesar de negarem) com a carreira do veterano. Na trama, Keaton protagoniza como Riggan, ator que já esteve no topo do mundo ao viver um dos primeiros super-heróis de quadrinhos nas telonas, o fictício Birdman. Na vida real, Keaton foi Batman em 1989 e 1992 e teve o maior momento de projeção em sua carreira com tais blockbusters. Com certa idade, o protagonista planeja sua grande volta ao produzir, adaptar, dirigir e estrelar uma peça teatral da Broadway.

Na vida real, Keaton voltou aos holofotes devido ao sucesso crítico que “Birdman” tem conquistado. Além das dificuldades que o protagonista passa para estrear sua peça, todos dilemas dignos de Woody Allen – atores que saem da peça e ameaçam processo, atores talentosos mas extremamente egocêntricos, atrizes com quem se envolveu –, Riggan vive um conflito interno Freudiano. Precisa provar para si e para o mundo que é um ator de verdade e não uma piada de Hollywood, um produto feito para gerar fortunas. Existe um dizer que afirma que o cinema é a mídia de diretores; a TV, dos escritores; e o teatro, dos atores. Seguindo esta lógica, só é considerado um ator quem passou pela experiência do “ao vivo”.

Cada personagem é minuciosamente confeccionado para representar uma vertente, uma personalidade questionadora dentro do meio artístico. Assim temos a cria do showbizz (Emma Stone), o ególatra (Edward Norton), o empresário faz-tudo (Zach Galifianakis), a ex-mulher (Amy Ryan), a menosprezada (Andrea Riseborough) e a insegura (Naomi Watts). Porém, nenhum outro retrato é tão importante para o núcleo da obra quanto o da crítica teatral Tabitha (Lindsay Duncan). Ela é um forte conduíte para uma das principais discussões apresentadas pela obra: arte versus entretenimento. Pré-disposta a achincalhar a produção de Riggan antes de sua estreia, a personagem rende um dos melhores trechos de diálogo na colisão com o protagonista em um bar. Nesse momento, talvez falando para todos os críticos do mundo, Iñárritu revela o quanto pode ser perigoso o status que certos formadores de opiniões possuem.

Além de tudo isso, “Birdman” ainda possui um monte de atrativos, como o fato de ter sido aparentemente rodado numa tomada única (apenas aparentemente), como uma verdadeira peça, na qual é exigido dos atores um grande domínio de cena. Os elementos técnicos são apenas a cereja do bolo, e “Birdman” merece ser detalhadamente estudado ao longo dos anos. Sem dúvidas, é um dos filmes que têm mais a dizer sobre seu tema específico nos últimos tempos.