UMA FAMÍLIA FELIZ, 15º longa-metragem dirigido por José Eduardo Belmonte, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 4 de abril. O filme, que foi gravado na capital paranaense, é protagonizado por Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini, tem produção da Barry Company, em coprodução com a Globo Filmes e Telecine, e distribuição da Pandora Filmes. A história original e o roteiro do longa são do escritor Raphael Montes (“Bom Dia, Verônica”), que também estreia como diretor-assistente. O argumento também deu origem ao livro homônimo, já disponível nas livrarias pela Companhia das Letras.UMA FAMÍLIA FELIZ é um suspense dramático que, através das chaves do suspense e do terror, trata dos dramas da maternidade e das pressões sociais.
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“Fazer filme de gênero no Brasil, como esse suspense, ainda não é muito comum. Curti todo o processo, a equipe de talentos, e o fato de os personagens terem um mundo interno que tentam esconder o tempo todo“, comenta Gianecchini, que interpreta Vicente no longa.Exibido pela primeira vez durante o Festival de Gramado e, depois, na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o longa acompanha a história de uma família, aparentemente sem problemas, que vê tudo mudar quando Eva, papel de Grazi Massafera, é acusada de machucar suas filhas gêmeas (Luiza Antunes e Juliana Bim) e um bebê recém-nascido. Nesse momento, o véu da felicidade que os encobria começa a ser desvendado.
Sinopse Eva acabou de dar à luz o seu terceiro filho e se depara com a angústia de uma depressão pós-parto em meio a uma vida burguesa supostamente perfeita. O ar tranquilo de sua família feliz é invadido por acontecimentos estranhos quando suas filhas gêmeas aparecem machucadas. Eva é acusada e retaliada pela comunidade. Isolada e questionada por seu próprio marido, ela precisa superar sua fragilidade para provar sua inocência e reestruturar sua família.
Ficha Técnica Elenco principal: Grazi Massafera, Reynaldo Gianecchini, Luiza Antunes e Juliana Bim Direção: José Eduardo Belmonte Argumento, Roteiro e Diretor Assistente: Raphael Montes Produção: Barry Company Coprodução: Globo Filmes e Telecine Distribuição: Pandora Filmes Produtores: Juliana Funaro, Krysse Mello, René Sampaio Produtor Associado: Jorge Furtado Produção Executiva: Juliana Funaro, Ronald Kashima Produtora Executiva Curitiba: Gianna Coelho Produtora Delegada Curitiba: Diana Moro Direção de Fotografia: Leslie Montero Direção de Arte: Monica Palazzo, ABC Técnico de Som Direto: Bruno Ito Montador: Jota Santos Produtores de Elenco: Agnaldo Baliza, Renata Dias Supervisão de Edição de Som: Miriam Biderman, ABC Desenho de Som e Mixagem: Ricardo Reis, ABC Composição de Trilha Musical: Julia Teles Figurinista: Isabella Brasileiro Maquiadora Chefe: Carol Suss
JOSÉ EDUARDO BELMONTE | Diretor Recentemente nomeado membro da academia do Emmy, com quase 30 anos de carreira, José Eduardo Belmonte ingressou no curso de cinema da UNB em 1988, tendo como professores Armando Bulcão e Nelson Pereira dos Santos, com quem colaborou no filme “A Terceira Margem do Rio”. Começou no audiovisual como diretor de clipes na chamada Era MTV. Realizou seis curtas-metragens, com destaque para “5 filmes estrangeiros” (1997), que ganhou o Prêmio de Melhor Filme no Festival de Brasília e o Especial do Júri em Gramado, e “Tepê” (1999), que ganhou os mesmos prêmios em ambos os festivais, bem como no de Vitória. Estreou como diretor de longas-metragens com o drama “Subterrâneos” (2003). Na sequência, “A Concepção” (2005) foi indicado ao prêmio de Melhor Filme e conquistou o troféu de Melhor Montagem – assinada pelo próprio diretor, ao lado de Paulo Sacramento – no Festival de Brasília. Um ano depois de “Meu Mundo em Perigo” (2007), lançou o drama “Se Nada Mais Der Certo” (2008), premiado no Festival do Rio (Melhor Filme, Atriz e Roteiro, este último também assinado por Belmonte), no Cine Ceará (Melhor Filme e Melhor Ator) e no Festival do Cinema Brasileiro em Paris (Prêmio do Júri). Em 2012, lançou “Billi Pig” e “O Gorila”, seu primeiro suspense. Em 2014, estreou o filme de ação policial “Alemão”, que levou um milhão de espectadores aos cinemas e foi indicado ao Emmy Internacional de Melhor Filme/ Minissérie para TV. Assinou a direção geral e quatro episódios da série de drama e fantasia “O Hipnotizador”, da HBO, exibida nos Estados Unidos. Em seguida, realizou a comédia dramática “Entre Idas e Vindas” (2017). Exerceu a função de diretor artístico na TV Globo e esteve à frente das séries “Alemão – Os Dois Lados do Complexo” (2016), finalista do Emmy, e “Carcereiros”. Essa última, lançada em 2017 e premiada no MIPDrama Screenings do Festival de Cannes como Melhor Série Internacional de Drama, foi posteriormente lançada nos cinemas no formato de longa-metragem. Baseado nos causos que Ariano Suassuna contava nas suas aulas-espetáculo, “O Auto da Boa Mentira” foi lançado em 2021 no formato de longa-metragem e também virou série na TV Globo com o nome de “Histórias Quase Verdadeiras”. Os mais recentes projetos do diretor são os longas “Alemão 2” (2022), que traz no elenco Vladimir Brichta, Gabriel Leone e Leandra Leal; “As Verdades” (2022), estrelado por Lázaro Ramos, Bianca Bin, Drica Moraes e Thomás Aquino; “O Pastor e o Guerrilheiro” (2023), com Johnny Massaro, César Mello e Julia Dalavia; além da série “Vizinhos” (2023), produzida pelo Canal Brasil; e o longa “Uma família feliz”, escrito por Raphael Montes e estrelado por Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini, ainda inédito. O diretor também está montando seu novo filme, a coprodução internacional “Almost Deserted”, estrelada por Angela Sarafyan, Daniel Hendler e Vinícius de Oliveira.
BARRY COMPANY | Produtora A Barry Company é uma produtora independente, com grandes realizações em cinema e televisão. Produziu filmes e séries bem-sucedidos e premiados, a exemplo do longa-metragem “Eduardo e Mônica”, segunda maior bilheteria do cinema nacional em 2022, o mais assistido na plataforma Globoplay, além de selecionado e premiado em festivais nacionais e internacionais, e “Faroeste Caboclo”, também dirigido por René, e que levou mais de 1,5 milhão de espectadores ao cinema, sendo também premiado em festivais nacionais e internacionais. Mais uma grande produção é o drama policial “Impuros”, série de língua não inglesa mais assistida na plataforma STAR+ na América Latina, que rendeu duas indicações ao Emmy e acaba de encerrar as filmagens de sua quinta temporada, em parceria com a Disney. A Barry Company acabou de finalizar o longa “Uma Família Feliz”, dirigido por José Eduardo Belmonte com roteiro de Raphael Montes. O longa está na Competição do Festival de Gramado, com estreia prevista para março de 2024. Atualmente está finalizando uma série de comédia romântica com a Disney / Star+, estrelando Bruna Marquezine e Sérgio Malheiros e desenvolvendo uma trilogia de longas com a Amazon.
GLOBO FILMES | Coprodutora Construir parcerias que viabilizam e impulsionam o audiovisual nacional para entreter, encantar e inspirar com grandes histórias brasileiras. É assim que a Globo Filmes atua desde 1998 como a maior coprodutora e uma das maiores investidoras do cinema brasileiro. Em 2023, completou 25 anos e chegou à marca de mais de 500 filmes no portfólio e mais de 260 milhões de público acumulado. Como produtora e coprodutora, seu foco é na qualidade artística e na diversidade de conteúdo, levando ao público o que há de melhor no cinema brasileiro: comédias, romances, infantojuvenis, dramas, aventuras e documentários. A filmografia vai de recordistas de público, como ‘Minha Irmã e Eu’, maior bilheteria nacional pós-pandemia, ‘Tropa de Elite 2’ e ‘Minha Mãe é uma Peça 3’ – ambos com mais de 11 milhões de espectadores – a sucessos de crítica e público como ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Marighella’, ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘Pedágio’ e ‘Carandiru’, passando por longas premiados no Brasil e no exterior, como ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar – e ‘Bacurau’, que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes.
TELECINE | Coprodutora Com 30 anos de programação dedicada ao cinema, o Telecine possui o maior catálogo de filmes do país, construído a partir de curadoria altamente especializada. O acervo contempla a pluralidade da indústria e reúne clássicos de grandes estúdios, do mercado independente e nacional; além de franquias de sucesso e lançamentos exclusivos. Ao longo dos anos, o Telecine ampliou a sua capilaridade de distribuição, permitindo que o assinante consuma em um só local o catálogo completo de filmes e acompanhe, em simulcasting, os seis canais lineares: Premium, Touch, Action, Pipoca, Cult e Fun. É assim que a marca especialista em cinema promove experiências para o público ter o “Seu Momento Cinema” como, quando e onde quiser.
PANDORA FILMES | Distribuidora A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho. Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.
A MATRIARCA, longa-metragem de Matthew J. Saville, protagonizado pela atriz inglesa Charlotte Rampling chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 28 de março, com distribuição da Pandora Filmes e classificação indicativa de 16 anos. O filme estreia nas seguintes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Florianópolis, Recife, Porto Alegre, Vitória, Salvador, Ribeirão Preto, Curitiba, Manaus e São Luís.
Rampling, atriz de blockbusters, como “Duna: Parte 2”, e filmes independentes, como “45 Anos”, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar, interpreta Ruth, uma famosa correspondente de guerra que agora está aposentada e com problemas com álcool. Ao ser expulso do internato, seu neto, Sam (George Ferrier), se surpreenderá ao encontrar aquela mulher que, até então, ele não conhecia, morando na antiga casa da família. O encontro entre os dois, num primeiro momento, é violento, mas, quando são obrigados a passar um tempo juntos, suas vidas irão se transformar.
Saville, que também assina o roteiro, conta que partiu de experiências pessoais para criar esse seu primeiro longa. “Quando eu tinha 17 anos, minha avó alcoólatra quebrou a perna e se mudou da Europa para morar na Nova Zelândia, na casa de sua família. Ela viveu uma vida incrível, esteve na Espanha durante a Guerra Civil Espanhola, enfrentou a África e bebeu gim suficiente para conservar um elefante. Na verdade, quando a conheci, ela bebia dois terços de uma garrafa de gim todos os dias. Ela era afiada, charmosa, engraçada e rude. Ela levou todos nós às lágrimas, mas também às gargalhadas. ”
Em A MATRIARCA, confessa, partiu dessas experiências e de seu relacionamento com a avó para criar um filme que “trata de alguns dos temas mais fortes a que somos confrontados como humanos: vida, amor, morte, tristeza, vergonha e nossa própria mortalidade. Este é um filme sobre a escolha que fazemos como humanos de viver e morrer, como lidamos com a dor e como aceitamos vida. Embora os temas sejam sombrios, seu tom é cômico e o drama não tem nada de sentimentalismo.”
Desde o começo, ele queria Charlotte para o papel principal. “Eu nunca tive certeza de que poderia convencê-la, mas também me senti confiante de que se ela lesse o roteiro, ela poderia se interessar.” Já a atriz confessa que o roteiro chamou sua atenção logo que começou a ler, e o fato de ser uma produção independente a animou. “Eu gosto de fazer filmes com uma equipe de produção menor também. Você sente que pode embarcar em uma aventura de uma maneira que você não pode com uma grande produção.”
Saville aponta que, mesmo partindo de suas experiências pessoais, A MATRIARCA traz uma história universal. “Espero que o filme seja uma experiência transformadora para o público. A história contém temas sombrios, mas acho que as pessoas sairão com um sentimento de esperança e acreditando que podemos superar as coisas que nos separam.”
Em entrevista recente para o jornal O Globo, Charlotte Rampling reflete sobre a atuação e a relação que tem com os personagens que costuma interpretou. “Com todos meus personagens, eu gosto de sentir que aquela é uma vida que eu poderia levar, que eu poderia ser aquela pessoa. Dessa forma, acredito no que estou fazendo (…). Gosto de refletir as qualidades humanas que acho interessantes. Talvez eu não tivesse a coragem de viver uma vida como a de Ruth, mas ao fingir você acaba vivendo emoções reais”.
Ganhador do Prêmio de Atriz no BIFEST – Bari International Film Festival, o longa tem recebido diversos elogios. “O filme tem charme espinhoso, em grande parte por causa da agressiva Rampling, cuja personalidade de ‘ice queen’ aqui abrange humor seco e tragédia fulminante”, escreveu Beatrice Loayza, no The New York Times. Já Erick Massoto disse no The Colider: “O filme é um daqueles que encapsula lindamente experiências de vida”.
Sinopse Ruth (Charlotte Rampling) é uma ex-correspondente de guerra, agora entediada na aposentadoria com um problema com bebida e uma perna recentemente fraturada. Sam (George Ferrier) é seu neto rebelde, recentemente expulso do internato e sofrendo com a morte de sua mãe. Quando os dois são reunidos sob o mesmo teto, eles formam um vínculo inesperado.
Ficha Técnica Direção: Matthew J. Saville Roteiro: Matthew J. Saville Produção: Desray Armstrong, Angela Littlejohn Elenco: Charlotte Rampling, Marton Csokas, George Ferrier, Edith Poor Direção de Fotografia: Martyn Williams Desenho de Produção: Mark Grenfell Trilha Sonora: Mark Perkins, Marlon Williams Montagem: Peter Roberts Gênero: drama, comédia País: Nova Zelândia Ano: 2021 Duração: 94 minutos
Sobre a Pandora Filmes A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.
Dirigido por Paolo Genovese, o filme, que chega com exclusividade nos cinemas pela Pandora Filmes, traz a história de quatro pessoas que estão no seu limite e precisam repensar suas vidas
Baseado num romance do próprio diretor Paolo Genovese (“Perfeito Desconhecidos”), O PRIMEIRO DIA DA MINHA VIDA é protagonizado por Toni Servillo, Valerio Mastandrea e Margherita Buy e traz a história de um homem misterioso que se apresenta a quatro pessoas que não veem mais saída em suas vidas. O desconhecido promete mostrar, em uma semana, como o mundo seria um lugar pior sem eles. O longa é distribuído pela Pandora Filmes e estreia hoje nos cinemas, 21 de março nas seguintes praças: Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Campinas, Curitiba, Salvador, Ribeirão Preto, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília e Niterói. A classificação indicativa é de 16 anos.
“Inicialmente, não pensava em transformar meu livro em filme. Comecei a escrevê-lo por uma vontade urgente de contar uma história, sem ter que esperar orçamento, produção, atores… Escrever é difícil porque, ao contrário do cinema, é preciso expressar tudo apenas com palavras, mas é imediato, de graça e você pode fazer isso em qualquer lugar. Fiquei disposto a fazer um filme após ouvir que as pessoas que leram a história gostaram muito. Eles me agradeceram pela história que contei, uma história de esperança. Talvez neste momento precisemos de histórias que nos deem coragem, que nos estendam a mão”, disse o cineasta em entrevista.
Com roteiro assinado por Genovese, Isabella Aguilar, Paolo Costella e Rolando Ravello, o filme se passa em Roma e traz um toque de realismo mágico com um personagem misterioso, interpretado por Servillo, que encontra quatro pessoas que não se conhecem e que pensam em acabar com suas vidas.
Arianna (Margherita Buy) é uma policial que vive uma dor insuportável; Napoleone (Valerio Mastandrea) é um coach motivador que não consegue mais se motivar; Emília (Sara Serraiocco) é uma ginasta que acabou numa cadeira de rodas; e Daniele (Gabriele Cristini, de 12 anos) é um influenciador mirim que sofre bullying.
Essas pessoas irão enfrentar seus traumas, repensar suas dores e o desejo de acabar com tudo. Inicialmente, sem confiar um no outro, os quatro desconhecidos começam a criar laços de amizade e afeto que os fazem repensar suas situações e planos.
Todos os quatro são permeados por sentimentos absolutos, profundamente ligados à nossa sociedade. A depressão é filha do que vivemos, é o buraco negro mais profundo. Como explica Napoleone, ao contrário dos outros três, ele está doente sem saber o motivo. Já Emília vive a ansiedade da competição, de ter que ser a melhor.
“E hoje, mesmo nas crianças, a exposição é adicionada à tríade família-escola-amigos, outra coisa com que lidar. E depois há a dor ancestral, a da perda de um filho. Uma coisa que este filme tenta fazer é que os quatro protagonistas possam reagir, encontrar sempre um ponto de vista diferente, uma razão, algo para seguir em frente”, conta o cineasta.
Servillo, por sua vez, conta que um personagem como esse é uma novidade em sua carreira, que inclui filmes como “A Grande Beleza” e “O Labirinto”. “Procurei dar ao meu personagem características de simplicidade, imediatismo, cotidiano. Então eu diria que mais do que um barqueiro de almas, ele é uma pessoa que convida os quatro suicidas a redescobrirem uma parte de si mesmos que talvez mantenham escondida e não tenham coragem de trazer à tona. Ou ele é uma dessas pessoas as quais sentimos que precisamos em momentos de particular desconforto, se não de desespero. Daquelas pessoas para se ter perto, que simplesmente ajudam e te dão conforto”, conta.
Servillo também destaca a força que os personagens encontram uns nos outros e aponta isso como fundamental para o nosso tempo. “No filme, os protagonistas decidem organizar juntos um dia absolutamente normal, porque a personagem de Mastandrea funciona como um coach motivador, por isso procuram encontrar um mínimo de serenidade e recomeçar a partir daí”.
Buy explica que “há momentos chave que podem representar o verdadeiro nascimento de uma pessoa e isso é recorrente até no trabalho. Para mim, por exemplo, quando consegui entrar na Academia Nacional de Artes Dramáticas, foi o primeiro dia em que realmente senti que estava no lugar certo. Depois de uma grande espera que durou anos; quando entrei lá falei: ‘ah, estou nascendo’”.
Sinopse Um homem misterioso se apresenta a quatro pessoas que chegaram ao fundo do poço para lhes oferecer um acordo: uma semana para fazê-los voltar a se apaixonar pela vida. Sua intenção é oferecer a possibilidade de descobrir como seria o mundo sem eles e ajudá-los a encontrar um novo sentido para suas vidas. Uma história sobre a força para recomeçar quando tudo ao seu redor parece estar desmoronando.
Ficha Técnica Direção: Paolo Genovese Roteiro: Paolo Genovese, Isabella Aguilar, Paolo Costella, Rolando Ravello Produção: Raffaella Leone, Andrea Leone Elenco: Toni Servillo, Valerio Mastandrea, Margherita Buy, Sara Serraiocco, Gabriele Cristini, Lidia Vitale, Antonio Gerardi, Vittoria Puccini, Thomas Trabacchi Direção de Fotografia: Fabrizio Lucci Desenho de Produção: Chiara Balducci Trilha Sonora: Maurizio Filardo Montagem: Consuelo Catucci Gênero: Drama País: Itália Ano: 2023 Duração: 121 minutos
Sobre a Pandora Filmes A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.
Baseado nos famosos quadrinhos de James O’Barr, a nova adaptação é protagonizada por Bill Skarsgård e FKA twigs e chega aos cinemas no dia 6 de junho
A Imagem Filmes em parceria com a California Filmes acabam de divulgar o trailer de O CORVO, longa que chega aos cinemas brasileiros no dia 6 de junho, antes mesmo da estreia nos EUA. Conhecido por seu papel como Pennywise em ‘It: A Coisa’, Bill Skarsgård estrela o filme ao lado da cantora FKA twigs, que faz sua estreia nos cinemas. Um dos projetos mais comentados da indústria cinematográfica dos últimos anos, o longa é uma nova versão do clássico estrelado por Brandon Lee em 1994.Dirigido por Rupert Sanders (Branca de Neve e o Caçador), o longa acompanha Eric Draven (Bill Skarsgård), um homem que encontra em Shelly Webster, (FKA twigs) sua alma gêmea. Até que um dia, eles são brutalmente assassinados e Eric, preso no limbo entre os vivos e os mortos, assume a identidade de Corvo para ir atrás de vingança.Assista ao trailer
“Acho que o encanto do protagonista é que ele tem uma beleza perturbadora e, à medida que se transforma através de sua perda, ele se torna algo que nem ele consegue controlar. É aquela frase famosa: ‘Quem luta contra monstros deve ter cuidado para que não se transforme em um.’”, disse o diretor em entrevista.Com Post Malone, Ozzy Osbourne e Travis Scott na trilha sonora, o elenco de O CORVO ainda inclui Danny Huston (“O Convento”), Jordan Bolger (“A Mulher Rei”), Laura Birn (“Caçada Mortal”), e David Bowles (As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian). Na equipe artística, o filme tem trilha sonora de Volker Bertelmann (ganhador do Oscar por Nada de Novo no Front), e desenho de produção de Robin Brown.
Sinopse Eric Draven (Bill Skarsgård) e Shelly Webster (FKA twigs) são almas gêmeas conectadas por um passado sombrio. Após o brutal assassinato do casal, é concedido a Eric uma chance de salvar seu verdadeiro amor. Ele, então, embarca em uma jornada implacável por vingança, atravessando os limites entre o mundo dos vivos e dos mortos para corrigir erros e fazer justiça com as próprias mãos.
Ficha Técnica: Direção: Rupert Sanders Roteiro: Zach Baylin, e William Schneider Produção: Edward R. Pressman, Samuel Hadida, Victor Hadida, John Jencks, Molly Hassell Elenco: Bill Skarsgård, FKA twigs, e Danny Huston
Exibido em competição no É Tudo Verdade e premiado no 27º FAM – Florianópolis Audiovisual Mercosul (Melhor Longa Júri Popular), AMANHÃ, de Marcos Pimentel, investiga a realidade social do Brasil acompanhando um grupo de crianças em 2002, e depois, quando já são adultos, em 2022. Produzido pela Tempero Filmes, o longa é distribuído pela Descoloniza Filmes e chega aos cinemas nesta quinta-feira, 29 de fevereiro, nas seguintes praças: São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador. A classificação indicativa é 14 anos.
Universos sociais distantes são separados pela Barragem Santa Lúcia, em Belo Horizonte. De um lado, uma favela, do outro, um bairro de classe média. A proximidade geográfica, no entanto, é contraposta pela distância social. O filme começa em 2002, quando Pimentel filma um grupo de crianças dos dois lados da barragem, abordando suas atividades cotidianas, seus sonhos e aspirações para o futuro. Duas décadas depois, ele volta, e reencontra os irmãos Julia e Christian. Assim como eles, o país não é o mesmo.
Pimentel conta que, ao se mudar para Belo Horizonte, em 2000, se espantou com a região da Barragem, com a discrepância que havia de cada lado. Uma das coisas que mais o impressionou é que as pessoas da classe média não iam para o outro lado, e vice-versa. Isso lhe pareceu uma espécie de apartheid em plena virada do milênio.
“Então, resolvi pegar crianças de cada lado, provocar o encontro delas na barragem e levar uma para passar um fim de semana na casa da outra e vice-versa. Como criança não têm preconceitos, surgiram encontros maravilhosos entre pessoas que moravam tão perto, mas, ao mesmo tempo, eram tão distantes. Era a vontade de unir duas pontas de uma sociedade partida, eliminando distâncias entre quem vive lado a lado em partes muito diferentes de uma mesma cidade, fingindo que não tem vizinhos tão diferentes logo em frente às suas casas”, conta o diretor.
Depois das filmagens iniciais, o diretor sempre pensava como poderiam estar aquelas crianças, mas foi só com o governo de Bolsonaro, que ele resolveu voltar ao local, procurá-las, e retomar o documentário. “O Brasil mudou radicalmente nos últimos anos. Entre 2002 e 2022, o país foi virado do avesso e a sociedade brasileira reflete cada uma destas mudanças. Os trágicos 4 anos do governo Bolsonaro me deixaram com a certeza de que havia chegado o momento certo para voltar. Havia ali um ponto de mudança capaz de dialogar perfeitamente com o efeito do tempo sobre as crianças filmadas em 2002.”
Pimentel aponta que a divisão no país sempre existiu, mas com a eleição de Bolsonaro, tudo ficou bem mais escancarado que antes, fazendo com que países completamente diferentes coexistissem em uma mesma cidade, em uma mesma sociedade. E AMANHÃ convida o espectador a refletir sobre o conturbado momento que o país experimenta, apontando que isso é um reflexo dos abismos sociais que sempre existiram dentro de nossas fronteiras e dentro de nossas cidades.
O cineasta evidencia que não foram apenas o país e as crianças entrevistadas que se transformaram, ele mesmo, como documentarista, construiu uma carreira nesse tempo. “Em 2002, eu dava meus primeiros passos no universo do cinema documentário. Ao longo dos últimos 20 anos, me tornei um documentarista e passei a utilizar meus filmes para falar com o mundo. Tudo que quero dizer para as pessoas, coloco nos filmes que faço, que são minha forma de expressão. Não sou de me apegar a grandes certezas, acredito e aposto mais nas dúvidas, mas talvez AMANHÃ tenha sido o filme que mais me ensinou sobre o que é ser documentarista e todas as implicações contidas na feitura de um filme documentário, sobretudo atualmente, quando não há como deixar de falar de determinadas coisas.”
Exibido em festivais, como 17º CineBH e no 27º Forumdoc, o longa teve uma acolhida bastante positiva pela imprensa. O jornalista Carlos Alberto Mattos, especialista em documentários, escreveu que “Marcos Pimentel, com a conhecida sensibilidade demonstrada em filmes como ‘Sopro’, ‘A Parte do Mundo que Me Pertence’, ‘Os Ossos da Saudade’ e ‘Fé e Fúria’, captura os momentos de emoção das pessoas diante de suas imagens do passado e das evidências do presente. O cotejo entre os dois tempos […] produz uma impressão forte no espectador, enquanto colhe uma grande sinceridade dos personagens.”Neste último mês, em 4 de fevereiro, AMANHÃ recebeu menção honrosa no 5º Pirenópolis Doc. “Por tratar de temas complexos da sociedade brasileira, respeitando de forma sensível e crítica os anseios dos personagens principais, e por, a partir de ausências, abrir caminhos para a construção de uma narrativa onde os protagonistas refletem sobre suas próprias histórias, refletindo assim, não somente uma dimensão pessoal, mas os últimos anos da história do país“, justificou o júri do festival.
Sinopse Crianças de universos sociais completamente diferentes se cruzaram em 2002 em Belo Horizonte, na Barragem Santa Lúcia, que separa um conjunto de favelas de um bairro de classe média alta. Mesmo morando tão perto, sempre foram tão distantes. Vinte anos depois, o que aconteceu com cada uma delas? Entre 2002 e 2022, o Brasil foi virado pelo avesso. E suas vidas também. Um filme sobre os encontros e desencontros da sociedade brasileira contemporânea.
Ficha Técnica Direção: Marcos Pimentel Com Cristian de Miranda, Cristiana Santos, Júlia Maria Depoimentos/Imagens de Arquivo: Cristian de Miranda, Cristiana Santos, Júlia Maria Produção: Luana Melgaço e Vinícius Rezende Morais Fotografia: Gabriela Matos Montagem: Ivan Morales Jr. Som: Vitor Coroa e Pris Campelo Gênero: Documentário País: Brasil Ano: 2023 Duração: 106 minutos Classificação Indicativa: 14 anos
Sobre Marcos Pimentel Documentarista formado pela Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV – Cuba) e especializado em Cinema Documentário pela Filmakademie Baden-Württemberg, na Alemanha. Também é graduado, no Brasil, em Comunicação Social (UFJF) e Psicologia (CES-JF). Diretor e roteirista de documentários que ganharam 95 prêmios por festivais nacionais e internacionais e foram exibidos em mais de 700 festivais de 52 países. Desde 2009, é professor do departamento de documentários do curso regular da Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV – Cuba).
Sobre a Tempero Filmes Tempero é um espaço de criação e produção audiovisual, que reúne as obras dos realizadores Ana Valeria González, Ivan Morales Jr, Leo Ayres e Marcos Pimentel. Voando juntos ou separados, eles desenvolvem projetos com foco no cinema autoral e na produção independente, atuando em diferentes lugares, principalmente Brasil, Alemanha e México. Seus filmes foram exibidos e premiados em importantes festivais internacionais [Rotterdam, IDFA (Holanda), Veneza (Itália), Tampere (Finlândia), Cinema du Réel, Toulouse, Nantes, Lussas, Centre Georges Pompidou, Biarritz (França), Visions du Réel (Suíça), Documenta Madrid, Huesca, MECAL, L´Alternativa, CinemaJove, Granada (Espanha), Parnu (Estônia), Doc Lisboa, Indie Lisboa, Santa Maria da Feira (Portugal), Gulf Film Festival (Dubai / Emirados Árabes), La Habana (Cuba), Chicago, Hollywood Film Festival, (EUA), Guadalajara, DOCS DF, Morelia (México), Cartagena (Colômbia), Atlantidoc (Uruguai), EDOC (Equador), DOCKANEMA (Moçambique), FIC Luanda (Angola), Norwegian Short Film Festival (Grimstad / Noruega), FIDOCS (Chile), Zagreb (Croácia), Tokyo, Sapporo, Con-can, JVC Film Festival (Japão), Pequim, SCTVF (China)] e nos mais importantes festivais brasileiros [É Tudo Verdade, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Festival de Gramado, Cine-PE, Cine Ceará, Mostra Internacional do Filme Etnográfico, Festival Internacional de Curtas de SP, Festival Internacional de Curtas de BH, ForumDoc, Mostra de Cinema de Tiradentes, Janela Internacional de Cinema do Recife, Indie BH, Mostra do Filme Livre, entre vários outros.
Sobre a Descoloniza Filmes: A Descoloniza Filmes é uma distribuidora e produtora paulistana fundada por Ibirá Machado em 2017 com um propósito curatorial explícito em seu próprio nome. Lançou comercialmente seu primeiro filme em 2018, a produção argentina “Minha Amiga do Parque”, de Ana Katz. Desde então, levou aos cinemas outras 22 produções, dentre as quais “Carta Para Além dos Muros”, de André Canto, “Cavalo”, de Rafhael Barbosa e Werner Salles, “Gyuri”, de Mariana Lacerda, “Luz nos Trópicos”, de Paula Gaitán, e “Incompatível com a Vida”, de Elisa Capai. Para 2024 a distribuidora prepara o lançamento de mais 7 títulos nacionais, incluindo “Amanhã”, de Marcos Pimentel, “Toda Noite Estarei Lá”, de Suellen Vasconcelos e Tati Franklin, e “Maputo Nakuzandza”, de Ariadine Zampaulo.