Neville D”Almeida – Cronista da Beleza e do Caos estreia em 4 de julho

Neville D”Almeida – Cronista da Beleza e do Caos estreia em 4 de julho

Vencedor do Impact Docs Awards como melhor documentário internacional e premiado como melhor diretor de documentário internacional no Jakarta Film Awards, o longa teve sessão de estreia no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, além de passar pelos festivais É Tudo Verdade, Festival de Cinema de Vitória e Festival Cineuropa, em Santiago de Compostela.

“Neville D’Almeida – Cronista da Beleza e do Caos”, de Mário Abbade, traça o perfil do cineasta Neville D’Almeida e faz um apanhado da trajetória do cineasta mais censurado do Brasil e um dos campeões de bilheteria do cinema nacional. Entrevistas, raras imagens icônicas do cinema brasileiro e grande material iconográfico levam o espectador a entrar no mundo do realizador da sétima arte que deixou sua assinatura nas telas de cinema em filmes como Dama da Lotação, As Sete Gatinhas e Rio Babilônia. O documentário mostra os muitos problemas do diretor com a censura durante o regime militar e também com o que ele chama de “ditadura dos editais”.

 

Sobre o diretor | Mario Abbade

Diretor e corroteirista do documentário “Neville D’Almeida – Cronista da Beleza e do Caos”, selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Roterdão 2018 e para a mostra competitiva do É Tudo Verdade 2018, o festival de documentários mais importante da América Latina. O filme também foi selecionado para a Mostra de São Paulo 2018, Festival de Vitória 2018 e a mostra competitiva do Festival Cineuropa em Santiago de Compostela, Espanha. “Neville D’Almeida – Cronista da Beleza e do Caos” ganhou o prêmio Impact Docs 2018 e o prêmio de melhor diretor de documentário internacional no Festival de Jakarta 2018. É idealizador e curador do “Rio Fantastik Festival – Festival Internacional de Cinema Fantástico do Rio de Janeiro”. Jornalista, pesquisador e crítico de cinema do jornal O Globo. Criador e apresentador da coluna Pensando em Cinema exibida no Jornal do Rio da TV Bandeirantes e na programação da rádio BandNews Rio FM. Foi presidente do júri da crítica internacional no Festival de Cannes 2015 e do Festival de Berlim 2018. Também integrou o júri dos festivais do Rio, Montreal, Cuba, Palm Springs, São Francisco e Dubai, entre outros. Coautor do livro “New York City – A Discoteca que Iniciou a Era Disco no Brasil”. Editor e organizador dos livros “John Carpenter – O Medo é Só o Começo” e “O Último Durão – Centenário Kirk Douglas”. Exerce as funções de curador de mostras de cinema e professor do curso de cinema da Universidade Estácio de Sá – Campus João Uchoa, Rio de Janeiro. Foi presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) por dois mandatos e organiza anualmente a mostra Melhores Filmes do Ano. Foi curador das mostras que reuniram a obra de David Lynch, John Waters, Dario Argento, John Carpenter, James Dean, Neville D’Almeida, Carlos Reichenbach, Frank Sinatra, George A. Romero e Kirk Douglas, além das retrospectivas sobre os temas “Jornada nas Estrelas”, “A Era Disco no Cinema” e “Rock Terror”. Criador e consultor do site Almanaque Virtual.

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Neville D’Almeida – Cronista da Beleza e do Caos

Brasil/2018/Documentário/106’

Direção: Mário Abbade

Roteiro: Mário Abbade, Leonardo Luiz Ferreira e Celso Rodrigues Ferreira

Produção: Abbade Entretenimento e Cavídeo

Co-produção: Canal Brasil

 

Entrevistados no filme: Neville D’Almeida, Regina Casé, Lima Duarte, Carlos Diegues, César Oiticica Filho, Maria Gladys, Pedor Aguinaga, Marco Altberg, Claudio Asssis, Flávio Bauraqui, Joel Barcellos, Luiz Carlos Barreto, Sura Berditchevsky, Fernando Ceylão, Denise Dumont, Hélio Ferraz, Bruna Linszmeyer, Johnny Massaro, Julio Uchoa, Mário Bortolotto, Mariana de Moraes, Nelson Hoineff, Carlos Loffer, Marcello, Ludwig Maia, Marco Aurélio Marcondes, Jorge Mautner.

Sinopse: Por meio de imagens raras de arquivos, entrevistas e um vasto material iconográfico e de audiovisual, o documentário busca resgatar o papel do cineasta Neville D’Almeida da era do Cinema Marginal até o presente, passando por seus grandes sucessos de bilheteria (A Dama do Lotação; As Sete Gatinhas) e seus problemas com a censura durante o regime militar. Apesar dos inúmeros sucessos e filmes premiados em festivais, Neville não tem projetos selecionados por editais por 20 anos, devido ao que ele chama de “ditadura dos editais”. Neville também é artista plástico e foi responsável ao lado de Hélio Oiticica pela criação da videoinstalação “Cosmococas”.

Poltrona Cabine: Santiago, Itália/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Santiago, Itália/ Cesar Augusto Mota

 

Retratar na tela grande um dos períodos mais sangrentos da história requer não só ousadia, mas também personalidade e um trabalho com precisão, imparcialidade e escutar todos os lados possíveis. E tudo isso faz o cineasta italiano Nanni Moretti ao lançar o documentário ‘Santiago, Itália’. Sem dúvida um trabalho que sensibiliza e dialoga com o público, tendo em vista a repercussão do fato e suas consequências.

A produção foi vencedora do prêmio Davi de Donatello na categoria Melhor Documentário e Moretti levou o prêmio Nastro d’Argento, concedido pelo Sindicato Nacional dos Jornalistas de Cinema Italianos. ‘Santiago, Itália’ ressalta o papel da embaixada italiana durante o golpe militar ocorrido no Chile que derrubou o presidente Salvador Allende e instituiu uma violenta ditadura no país. Consequentemente, muitos opositores passaram a ser perseguidos pela polícia, presos e torturados e a embaixada da Itália na capital Santiago passou a ter papel importante no acolhimento dessas pessoas.

A montagem do documentário é satisfatória, as primeiras sequências focam no período pré-golpe, quando o Chile gozava de prosperidade e tinha o apoio popular até o dia D, 11 de setembro de 1973, ocasião em que Allende é pressionado a renunciar e o Palácio de La Moneda é bombardeado pelas forças armadas nacionais. Personalidades que viveram esse período fazem seus relatos, dentre eles professores, advogados, cineastas e jornalistas, além dos embaixadores italianos em Santiago da época, Piero De Masi e Roberto Toscano.

Além das imagens de arquivo e depoimentos de entrevistados variados, chama também a atenção um militar preso da época que afirma ter sido uma vítima, além de uma cineasta que conta suas torturas no Estádio Nacional de Santiago. Cada declaração, uma surpresa, uma revelação e também uma angústia. A proposta do diretor não é de levantar bandeiras, mas abordar todos os lados e envolvidos e ilustrar um período que não só mexeu com os brios, mas deixou sequelas em um dos países de grande desenvolvimento da América Latina. Quem entra na sessão não espera muita coisa e se sente diferente ao sair dela, sem dúvida uma grande experiência e com uma pontinha de esperança de progresso da humanidade, tendo em vista que uma embaixada abriu as portas e não só acolheu pessoas vítimas de perseguição, como também mulheres e crianças, uma ação humanitária que merece ser exaltada.

E não poderia esquecer da fotografia, com cores frias e tons preocupados em preservar as memórias da época, além do pouco jogo de luzes em um cenário tão sombrio e de barbárie. Os cenários onde ocorreram as torturas e outras atrocidades foram bem escolhidos, e a trilha sonora que acompanha, de músicas executadas por uma banda servem como bom atenuante, tendo em vista que o terror está ali diante dos nossos olhos.

Um trabalho sensível, impactante e vale ser acompanhado. Alguns fatos conhecidos são trazidos novamente à tona, e outros são revelados, e sequer estão presentes nos livros de História, uma experiência bastante válida e enriquecedora.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Festival ‘É Tudo Verdade 2019’ celebra Eduardo Salvatore

Festival ‘É Tudo Verdade 2019’ celebra Eduardo Salvatore

Um dos líderes do fotoclubismo de São Paulo, Eduardo Salvatore (1914-2006) é o fotógrafo homenageado pelo cartaz do É Tudo Verdade 2019 – 24o. Festival Internacional de Documentários.

Exposta pela primeira vez em 1951, a fotografia intitulada “Por Aqui Passaram…” inspira todo o material de divulgação do festival.

Salvatore presidiu o Foto Cine Clube Bandeirante entre 1943 e 1990. Reunidos ali, fotógrafos como Geraldo de Barros, German Lorca e Thomaz Farkas experimentaram com a fotografia e expandiram suas possibilidades simbólicas. Os três foram celebrados em edições anteriores do É Tudo Verdade.

Criado e dirigido pelo crítico Amir Labaki, o É Tudo Verdade 2019 – 24o. Festival Internacional de Documentários acontece de 4 a 14 de abril, em São Paulo e no Rio.

O festival conta com apoio cultural do Itaú Cultural, parceria do Sesc-SP e copatrocínio da Spcine. O projeto foi contemplado no edital SAV/MINC/FSA nº 11, 2018. Conta também com o apoio do Governo do Estado de São Paulo – Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do Ministério da Cidadania – Secretaria Especial da Cultura.

Michael Moore lança documentário com tom provocativo a Trump no Festival de Toronto

Michael Moore lança documentário com tom provocativo a Trump no Festival de Toronto

O cineasta Michael Moore provocou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  comparando-o a Adolf Hitler em seu novo documentário, “Fahrenheit 11/9”, que teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto na quinta-feira (6) com casa cheia.

O documentário examina as forças que Moore acredita terem contribuído para a vitória eleitoral de Trump em novembro de 2016, traçando paralelos com a ascensão de Hitler na Alemanha dos anos 1930.

A certa altura o filme sobrepôs palavras de Trump a vídeos de comícios de Hitler enquanto um historiador fala da ascensão de homens fortes a posições de poder.

“Exploramos a questão de como nos metemos nessa confusão dos diabos e como saímos dela”, disse o ativista liberal aos repórteres antes da exibição.

“Ele (Trump) está por aí há muito tempo e nós nos comportamos de uma certa maneira durante muito tempo, e quando você olha para trás agora percebe como o caminho foi aberto para ele”, disse o cineasta.

O novo filme é um pedido de ação a todos os norte-americanos, afirmou Moore, que conquistou um Oscar em 2003 por seu documentário sobre a violência das armas “Tiros em Columbine”.

O título “Fahrenheit 11/9” se inspirou nas primeiras horas de 9 de novembro de 2016, quando o candidato republicano Trump foi declarado oficialmente como vencedor da eleição.

No filme, Moore atribui a culpa pela vitória de Trump às suposições generalizadas de que a candidata democrata Hillary Clinton venceria, a interesses velados e à mídia dos EUA, que priorizou a grande audiência que Trump rendeu à programação das redes de televisão.

A Casa Branca não se pronunciou até o momento sobre o documentário.

Fonte: G1

crédito da foto: CTV News

Por: Cesar Augusto Mota

 

Ex-estrategista de Donald Trump marca presença no Festival de Veneza

Ex-estrategista de Donald Trump marca presença no Festival de Veneza

Ex-estrategista de Donald Trump, o americano Steve Bannon confirmou que irá participar do Festival de Veneza,  na sessão do documentário “American Dharma” nesta quarta (5), sobre ele.  A organização da mostra italiana confirmou a informação à revista Variety, mas destacou que ele não faz parte da delegação oficial do documentário.

Uma das grandes vozes da direita, Steve Bannon fez parte do Breitbart News, agência de notícias com viés conservador, prestou conselhos na reta final da campanha de Trump à presidência e também serviu no posto de estrategista da Casa Branca nos primeiros meses da gestão do presidente republicano.

O anúncio ocorreu um dia depois de Bannon ter seu convite a outro evento sido cancelado, um festival promovido pela revista The New Yorker, em Nova York. Ele havia sido anunciado pelo editor da publicação, David Remnick, como um dos convidados a palestrar num painel. Mas diante do boicote de outros palestrantes, como Jim Carrey e Judd Apatow, o festival cancelou o convite a Bannon.

O documentário “American Dharma” tem direção de Errol Morris, que já retratou em seus filmes anteriores outras figuras controversas do governo americano, como os ex-secretários da Defesa Donald Rumsfeld (em “The Unknown Known”) e Robert McNamara (em “Sob a Névoa da Guerra”).

O Festival de Veneza vai até o próximo sábado, 08 de setembro.

crédito da foto: variety.com

Por: Cesar Augusto Mota