Festival Remaster, com clássicos do cinema nacional, tem início nesta quinta-feira, dia 20

Festival Remaster, com clássicos do cinema nacional, tem início nesta quinta-feira, dia 20

Com avant-première na noite desta quarta-feira (19/09), o Festival Remaster trouxe para os apaixonados por cinema o primeiro de uma série de grandes clássicos do cinema nacional em cópias remasterizadas, valorizando o cinema, a nossa memória e a nossa história. A experiência foi e será grandiosa e única para os espectadores ao longo do evento, que terão a oportunidade de rever ou até mesmo assistir pela primeira vez longas de sucesso lançados entre 1962 e 1995 em qualidade 4K e exibidos em tela grande.

O filme de abertura foi Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, uma adaptação do livro homônimo de Graciliano Ramos que conta a história de uma família pobre que vive em uma região seca na região Nordeste do Brasil e sua luta diária por emprego e condições mais dignas de vida no ambiente árido que vivem. ” É um filme histórico e que remonta à realidade atual que vivemos”, diz Renata Boldrini, jornalista, crítica de cinema e anfitriã do evento.

A programação ainda inclui os filmes:

O Homem da Capa Preta (1986), de Sergio Resende

República dos Assassinos (1979), de Miguel Farias Jr

Luz Del Fuego (1982), de David Neves

Vai Trabalhar Vagabundo (1973), de Hugo Carvana

O Assalto Ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias

Os Doces Bárbaros (1977), de Jom Tob Azulay

Carmem Miranda: Banana Is My Business (1995), de Helena Solberg.

E não para por aí, o Festival Remaster continuará a partir de 08 de outubro na grade do Canal Brasil, que exibirá, sempre às segundas e terças, à 0h15, filmes que fazem parte do evento, em uma faixa especial.

A primeira edição do Festival de Cinema Remaster é idealizada pelos produtores Alexandre Rocha, Cristiana Cunha, Marcelo Pedrazzi e Vitor Brasil. O evento conta com diversos apoiadores essenciais à sua realização, como a Globo Filmes (TV GLOBO), o Canal Brasil (GLOBOSAT) e a Rádio Globo como sua rádio oficial. Tem apoio promocional do Adoro Cinema e apoio institucional da Academia Brasileira de Cinema. A Espaço Z é sua agência e é realizado por meio de parceria exclusiva com os Cinemas Espaço Itaú de Cinema e Cinearte Petrobras. O Festival Remaster é uma produção da Afinal Filmes.

O Festival Remaster ocorre entre os dias 20 e 26 de setembro, simultaneamente, em sete cidades do Brasil, entre elas: Rio de Janeiro (Espaço Itaú Botafogo), São Paulo (Espaço Itaú Augusta e Cinearte Petrobras), Curitiba (Espaço Itaú), Porto Alegre (Espaço Itaú), Brasília (Espaço Itaú), Belo Horizonte (Cine Belas Artes) e Salvador (Espaço Itaú Glauber Rocha).

Para conferir a programação completa do evento, acesso o site do Remaster.

Por: Cesar Augusto Mota

 

 

 

 

Dica de Sexta: Poltrona indica filmes sobre a história do Brasil

Dica de Sexta: Poltrona indica filmes sobre a história do Brasil

Nesta sexta-feira (07), celebramos o Dia da Independência do Brasil, ato que livrou o país da opressão exercida pela corte Portuguesa. O ato foi proclamado por Dom Pedro I,  às margens do Rio Ipiranga.

Para comemorarmos a data, apesar do momento tenso que vivemos e das incertezas em relação à política e as próximas eleições, nós do Poltrona de Cinema indicamos uma lista com filmes que remetem a fatos importantes, desde o Brasil Colônia,  até a  independência do Brasil. Bom divertimento!

1-Independência ou Morte (1972)

Tendo como ponto de partida o dia da abdicação de D. Pedro I (Tarcísio Meira), é traçado um perfil do monarca desde quando ainda menino veio da Europa, enquanto sua família fugia das tropas napoleônicas, até sua ascensão à Príncipe Regente, quando D. João VI (Manoel da Nóbrega) retorna para Portugal. Em pouco tempo a situação política torna-se insustentável e o regente proclama a independência, mas seu envolvimento extraconjugal com a futura Marquesa de Santos (Glória Menezes) provoca oposição em diversos setores, gerando um inevitável desgaste político.

2- Os Inconfidentes (1972)

O filme aborda a história do grupo de intelectuais da Inconfidência Mineira liderados por Tiradentes. O grupo se uniu para libertar o país da opressão portuguesa. O longa traz José Wilker como o líder dos revoltosos.

3-Xica da Silva (1976)

Segunda metade do século XVIII. Xica da Silva (Zezé Motta) era uma escrava que, após seduzir o milionário João Fernandes (Walmor Chagas), se tornou uma dama na sociedade de Diamantina. Ela passou a promover luxuosas festas e banquetes, algumas contando com a exibição de grupos de teatro europeus. Sua ostentação fez com que sua fama chegasse até a corte portuguesa.

4-Carlota Joaquina: Princesa do Brasil (1995)

Um painel da vida de Carlota Joaquina (Marieta Severo), a infanta espanhola que conheceu o príncipe de Portugal (Marco Nanini) com apenas dez anos e se decepcionou com o futuro marido. Sempre mostrou disposição para seus amantes e pelo poder e se sentiu tremendamente contrariada quando a corte portuguesa veio para o Brasil, tendo uma grande sensação de alívio quando foi embora.

5-Tiradentes: o filme (1998)

A trajetória de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (Humberto Martins), líder da Inconfidência Mineira, um movimento surgido em Vila Rica (Ouro Preto) em 1789. Tiradentes sonhou junto com amigos e intelectuais ver o Brasil independente do domínio português, mas esbarrou na traição de Joaquim Silvério dos Reis (Rodolfo Bottino).

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Banquete/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Banquete/ Cesar Augusto Mota

Que tal um drama brasileiro que se apoia em um momento importante vivido na política nacional e um filme representado por algumas figuras, semelhantes a peças de um tabuleiro de xadrez, cujo jogo se altera na medida em que são movimentados? ‘O Banquete’, novo filme de Daniela Thomas, trata dos dilemas de nossa sociedade e as barbáries que os permeiam a cada dia, e a posição quase impotente que assumimos diante das poucas alternativas que temos na política e a falta de soluções para nossos problemas.

O longa consiste em apresentar ao espectador uma narrativa composta por diálogos, com uma diretora de um jornal, um colunista, um advogado, uma atriz, o povo (personificado por um garçom) e uma crítica de arte, com a câmera próxima aos seus rostos, com conversas que vão desde a sexualidade à Filosofia. O momento histórico mencionado acima refere-se aos anos Collor, durante a “lei da imprensa” que trataria de artigos contrários ao governo como motivos que levariam a prisões. E o fato específico é o que teria acontecido na noite anterior à iminente prisão do então diretor de redação de importante jornal de São Paulo após a publicação de uma Carta aberta na capa assinada por ele ao presidente Color de Mello,   posteriormente o processa e culmina na ameaça de prisão imediata do jornalista, que sem curso superior completo seria enviado para o Carandiru.

A proposta de apresentar ao público o mal-estar da classe artística e também da jornalística contra abusos cometidos por regimes opressivos é válida, mas não ilustra a origem deles e tampouco maneiras de como eles poderiam ser combatidos. O uso em excesso de expressões chulas e algumas falas com cunho sexual poderiam até causar desconforto, mas a intenção é de ver os personagens se digladiarem e depois passar por uma catarse, com transformações impressionantes dos personagens.

Dentre as atuações, Caco Ciocler impressiona na figura do triste e amargurado advogado, Gustavo Machado que vê todos da mesa de maneira irreverente, além de Chay Suede, o garçom sedutor, solícito e eficiente. No núcleo feminino,Drica Moraes, Mariana Lima e Fabiana Gugli vivem suas personagens no limite, e Bruna Linzmeyer, a sedutora que vai provocar os acontecimentos mais contundentes da trama. O elenco foi bem escolhido e todos se entregam aos seus personagens, com interpretações sérias, provocadoras e com algumas doses de humor nos momentos menos tensos. Um filme necessário e que se encaixa no momento atual vivido por nós brasileiros.

Além de provocante e tenso, ‘O Banquete’ é encorajador, e transmite uma importante mensagem, de que é preciso ter iniciativa, coragem e atitude, caso você queira mudar alguma coisa. Vale assistir.

Cotação: 3/5 poltronas.

‘Ferrugem,’ de Aly Muritiba, leva kikito de melhor filme no Festival de Gramado. Veja todos os vencedores

‘Ferrugem,’ de Aly Muritiba, leva kikito de melhor filme no Festival de Gramado. Veja todos os vencedores

‘Ferrugem’, filme de Aly Muritiba, levou o Kikito de Melhor Longa-Metragem Brasileiro. Foto: Divulgação

O 46º Festival de Cinema de Gramado foi encerrado na noite deste sábado (25), com a premiação dos curtas e dos longas brasileiros, além de filmes estrangeiros. Ferrugem, de Aly Muritiba, venceu na categoria de melhor filme, além de faturar os kikitos nas categorias de melhor desenho de som e melhor roteiro. Já Benzinho foi o longa que recebeu mais estatuetas, com quatro no total.

 Confira a lista de vencedores

Curtas brasileiros:

Melhor Desenho de Som: Fabio Carneiro Leão, por Aquarela

Melhor Trilha Musical: Manoel do Norte, por A Retirada Para um Coração Bruto

Melhor Direção de Arte: Pedro Franz e Rafael Coutinho, por Torre

Melhor Montagem: Thiago Kistenmacker, por Aquarela

Melhor Fotografia: Beto Martins, por Nova Iorque

Melhor Roteiro: Março Antonio Pereira, por A Retirada Para um Coração Bruto

Melhor Ator: Manoel do Norte, A Retirada Para Um Coração Bruto

Melhor Atriz: Maria Tujira Cardoso, Catadora de Gente

Prêmio Especial do Júri: Estamos Todos Aqui, Chico Santos e Rafael Melin

Prêmio Canal Brasil de Curtas: Nova Iorque, de Leo Tabosa

Melhor Filme do Júri Popular: Torre, de Nadia Mangolini

Melhor Direção: Fábio Rodrigo, por Kairo

Longas estrangeiros

Melhor Fotografia: Nelson Waisntein, por AvernoMelhor

Roteiro: Marcelo Martinessi, por As Herdeiras

Melhor Ator: Néstor Guzzini, por Mi Mundial

Melhor Atriz: Ana Bruno, Ana Ivanova e Margarita Irun, As Herdeiras

Prêmio Especial do Júri: Averno

Melhor Filme do Júri Popular: As Herdeiras

Melhor Direção: Marcelo Martinessi, As Herdeiras

Longas brasileiros

Melhor Desenho de Som: Alexandre Rogoski, Ferrugem

Melhor Trilha Musical: Max de Castro e Wilson Simoninha, por Simonal

Melhor Direção de Arte: Yurika Yamazaki, Simonal

Melhor Montagem: Gustavo Giani, A Voz do Silêncio

Melhor Ator Coadjuvante: Ricardo Gelli, 10 Segundos Para Vencer

Melhor Atriz Coadjuvante: Adriana Esteves, Benzinho

Melhor Fotografia: Pablo Baião, Simonal

Melhor Roteiro: Jéssica Candal e Aly Muritiba, Ferrugem

Melhor Ator: Osmar Prado, 10 Segundos Para Vencer

Melhor Atriz: Karine Teles, Benzinho

Menção Honrosa: A Cidade dos Piratas

Prêmio Especial do Júri

Melhor filme do Júri Popular: Benzinho, de Gustavo Pizzi

Melhor Direção: André Ristum, A Voz do Silêncio

Prêmios da Crítica

Melhor filme em curta-metragem brasileiro: Torre

Melhor filme em longa-metragem estrangeiro: As Herdeiras

Melhor filme em longa-metragem brasileiro: Benzinho

Melhores filmes

Melhor curta-metragem brasileiro: Guaxuma, de Nara Normande

Melhor longa-metragem estrangeiro: As Herdeiras, de Marcelo Martinessi

Melhor longa-metragem brasileiro: Ferrugem, de Aly Muritiba

Fonte: Gaúcha ZH

Ney Latorraca recebe prêmio no Festival de Cinema de Gramado

Ney Latorraca recebe prêmio no Festival de Cinema de Gramado

Aclamado, Ney Latorraca subiu ao palco para receber o Troféu Cidade de Gramado, dedicado pelo Festival àqueles que contribuíram com a história da mostra, que completa 46 anos em 2018. O prêmio foi entregue pela atriz Cláudia Raia. Ao final da solenidade, o público aplaudiu em pé o artista.

“Eu vinha muito a Gramado no início [do Festival]. Depois, com a história de viajar com o teatro com a Marília Pêra, que considero minha madrinha, passei a vir menos”, contou Ney, na entrevista coletiva à imprensa antes da cerimônia.

Um dos artistas mais celebrados da dramaturgia nacional, Ney passou pelo teatro, pelo cinema e pela televisão. Atualmente está em cartaz com a peça “Vamp”, adaptação da novela da Globo que fez sucesso no início dos anos 90.

“Quando abriram a venda de ingressos das primeiras sessões, esgotou rapidamente. Eram 3, 4 mil ingressos vendidos. Hoje, muitas crianças vão vestidas de vampiro, com olheiras, capa e dentes”, conta o ator, aos risos.

Ney se considera um sobrevivente. “Eu tô no lucro da vida”, disse. Em 2013, foi diagnosticado com uma doença grave, colangite obstrutiva. Foi hospitalizado por mais de 40 dias. Na coletiva, conta que ouvia os médicos o declararem como desenganado.

“Daí quando saí do hospital, recebi orquídeas da Marília Pêra e do José Wilker”, contou Ney. “Com um bilhete dizendo “não dá mais esse susto!”. Eu e a orquídea sobrevivemos a eles”, contou, emocionado.

Aos 74 anos, Ney segue como um dos atores mais populares do país. Especialmente graças às suas interpretações, como o hilário Barbosa, do humorístico “TV Pirata” ou Conde Vlad, de “Vamp”, ele ainda é reconhecido pelas ruas.

“Eu caminho oito quilômetros todos os dias. Esses tempos passaram por mim e disseram “tudo bom, Eduardo?” Fiquei pensando “quem é Eduardo?” Daí lembrei: é meu personagem de “Da cor do pecado” (novela de 2004).

Vida de Ney ganhará documentário

A passagem por Gramado também renderá cenas para um documentário sobre a vida de Ney, contando a história do garoto da família simples de artistas que saiu de Santos para estrelar as principais produções de sua época. O documentário é produzido por seu amigo Rubens Ewald Filho, um dos curadores do festival.

“O Ney é extremamente versátil. É um grande ator dramático, mas tem poucas chances de fazer isso, porque é uma pessoa muito engraçada”, comentou Rubens, que mediou a entrevista coletiva com o amigo.

Fonte: G1