‘Três Verões’, novo filme de Sandra Kogut, é selecionado para o Festival de Toronto

‘Três Verões’, novo filme de Sandra Kogut, é selecionado para o Festival de Toronto

TRÊS VERÕES, novo filme da diretora Sandra Kogut (Mutum e Campo Grande), terá estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), onde será exibido na mostra World Contemporary Cinema. O Festival é considerado um dos mais importantes do mundo e acontece na cidade canadense de 5 a 15 de setembro. O filme será distribuído no Brasil pela Vitrine Filmes e na França pela Paname Films.

Protagonizado por Regina Casé, TRÊS VERÕES é um retrato do Brasil contemporâneo. Através do olhar de Madá (Regina Casé), uma caseira num condomínio de luxo à beira mar, acompanhamos o desmantelamento de uma família em função dos dramas políticos que abalaram o país. TRÊS VERÕES se passa ao longo de três anos consecutivos (2015, 2016 e 2017), sempre na última semana do ano, entre o Natal e o Ano Novo, na luxuosa casa de veraneio da família. O personagem de Madá está entre dois mundos, ela é dona da casa sem ser : Madá manda nos empregados, mas é também submissa aos patrões.

“Dizem que se antes os brasileiros costumavam saber de cor o nome dos jogadores da seleção, hoje isso se transferiu para os nomes dos juízes do STF. A população passou a seguir os acontecimentos do país como quem acompanha uma novela, colada nos próximos capítulos. TRÊS VERÕES nasceu do desejo de falar sobre o que vem acontecendo no Brasil nestes últimos anos através de personagens  que estão geralmente num canto do quadro. Ou fora da tela. Os figurantes, os invisíveis. O que acontece com aqueles que orbitam em torno dos ricos e poderosos quando a vida destes desmorona? De que maneira eles sofrem as consequências?”, diz a diretora Sandra Kogut.

Em 2015, tudo aparenta ir bem para o casal Edgar (Otávio Muller) e Marta (Gisele Fróes). Cercados de amigos, do sogro viúvo e do filho adolescente, eles celebram o Natal e o fim do ano numa festa espetacular. A única sombra é a chegada de um dos convidados usando uma tornozeleira eletrônica. Durante este curto período do ano, Madá e os outros empregados precisam se acostumar a conviver com os patrões e suas festas, que só aparecem nesta época. Mas no segundo verão, em 2016, vemos Madá sendo obrigada a desmarcar a mesma celebração. A partir daí os empregados são obrigados a usar a criatividade para lidar com os problemas que começam a surgir.

É um olhar sobre o momento que antecedeu os acontecimentos de 2018. Percebemos que os sinais do que vinha pela frente estavam todos ali, mas ninguém era capaz de enxergá-los”, comenta a diretora Sandra Kogut.

Além de Regina Casé, Rogério Fróes, Otávio Muller e Gisele Fróes, completam o elenco do filme Carla Ribas, Carol Pismel, Wilma Melo, Luciano Vidigal, Jessica Ellen e Daniel Rangel. Sobre o elenco a diretora diz: “Esse foi meu primeiro filme onde praticamente todos eram atores profissionais. Até então tinha trabalhado principalmente com não atores ou com um elenco misto. Fizemos tudo muito rápido, e numa energia maravilhosa. Regina é uma parceira de muitos anos. Tive a enorme felicidade de trabalhar com um elenco de ouro. Choramos e rimos sem parar no set.”

SINOPSE:  
A cada verão, entre Natal e Ano Novo, o casal Edgar e Marta recebe amigos e família na sua mansão espetacular à beira mar. Em 2015 tudo parece ir bem, mas em 2016 a mesma festa é cancelada. O que acontece com aqueles que gravitam em torno dos ricos e poderosos quando a vida deles desmorona? Através do olhar de uma empregada e de um velho patriarca, ambos vítimas do sonho neoliberal, vemos um retrato do Brasil contemporâneo, imediatamente antes de 2018.

FICHA TÉCNICA: 

Direção: Sandra Kogut
Elenco: Regina Casé, Otávio Muller, Gisele Fróes, Rogério Fróes, Carla Ribas, Carol Pismel, Wilma Melo, Luciano Vidigal, Jessica Ellen e Daniel Rangel
Produção: Marcello Ludwig Maia e Laurent Lavolé
Produtor Associado: Carlos Diegues
Roteiro: Sandra Kogut e Iana Cossoy Paro
Direção de Fotografia: Ivo Lopes Araújo
Montagem: Sergio Mekler  e Luisa Marques
Trilha Original: Berna Ceppas
Direção de Arte: Marcos Pedroso e Thales Junqueira
Figurino: Marina Franco
Maquiagem: Ricardo Tavares
Produção de Elenco: Marcela Altberg
Som Direto: Bruno Armelin
Edição de Som: Tomás Alem e Vincent Guillon
Direção de Produção: Flávia Rosa Borges
Produção Executiva: Marcello Ludwig Maia
Assistente de direção: Lara Carmo
Consultoria: Monica Almeida
Distribuição: Vitrine Filmes

SOBRE A DIRETORA 

Sandra Kogut fez seus primeiros trabalhos em 1984 e desde então vem utilizando diferentes mídias e formatos : ficções, documentários, filmes experimentais, instalações. Participou de exposições no Brasil e no exterior. Em 1996 foi uma das criadoras do programa “Brasil Legal”, na Tv Globo, do qual foi a diretora-geral. Realizou a série experimental “Parabolic People” (rodada em Paris, Nova Iorque, Moscou, Tókio, Dakar e Rio) produzida pelo CICV Pierre Schaeffer (França); o curta “Lá e Cá” (com a atriz Regina Casé, co-produzido pela Tv francesa Canal Plus e pela Fundação McArthur nos Estados Unidos), os premiados documentários “Adiu Monde” e “Passagers d’Orsay” (produzido pelo Museu d’Orsay junto com a televisão francesa). Seu documentário “Um Passaporte Húngaro” (França/ Bélgica / Hungria / Brasil) foi lançado nos cinemas brasileiros em 2003, recebendo prêmios internacionais e sendo objeto de estudos e teses em vários países. Seus trabalhos foram premiados em diversos festivais internacionais  (Rio, Berlin, Oberhausen, Kiev, Leipzig, Locarno, Havana, Rotterdam e muitos outros)  e foram exibidos no MoMA em NY,  Guggenheim Museum, Forum des Images em Paris, Harvard Film Archives nos EUA (onde foi realizada uma retrospectiva completa) entre outros. “Mutum” seu primeiro longa-metragem de ficção – baseado no livro “Campo Geral” de João Guimarães Rosa – teve sua estreia mundial no Festival de Cannes 2007, na Quinzena dos Realizadores, recebendo mais de vinte prêmios nacionais e internacionais, e foi lançado comercialmente numa dezena de países.

Em 2011/2012 Sandra passou um ano em Berlim como convidada da DAAD Berliner Künstlerprogramm.Foi professora na Escola Superior de Belas Artes em Strasbourg (França) e nas universidades americanas de Princeton, Columbia (Film Program) e University of California San Diego / UCSD. Foi Visiting Scholar na New York University  entre 2008 e 2011.

“Campo Grande” seu último longa-metragem de ficção, uma coprodução Brasil/França, teve estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto e foi premiado nos festivais do Rio, Mar del Plata, Havana, Málaga entre outros.
Há três anos é comentarista do programa Estudio i, na Globonews.

SOBRE A VITRINE FILMES  

Em nove anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 140 filmes. Entre seus maiores sucessos estão “Aquarius” e “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “O Filmes da Minha Vida”, de Selton Mello.

Mais recentemente a distribuidora lançou “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal, o documentário mais visto de 2017 e “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Entre os lançamentos de 2019 estão “Divino Amor”, dirigido por Gabriel Mascaro, “Bacurau”, novo filme do diretor Kleber Mendonça Filho em parceria com Juliano Dornelles, e “A Vida Invisível”, Karim Aïnouz. Além disso a Vitrine Filmes segue pelo terceiro ano consecutivo com o projeto de distribuição coletiva de filmes Sessão Vitrine, que durante o ano todo irá lançar longas nacionais em diversas cidades do Brasil.

 

‘Pacarrete’, de Allan Deberton, será o filme de encerramento do 29º Cine Ceará

‘Pacarrete’, de Allan Deberton, será o filme de encerramento do 29º Cine Ceará

Longa estrelado por Marcélia Cartaxo, aborda questões como a loucura, a permanência do sonho e o drama da velhice de uma bailarina clássica

Filmado na cidade de Russas (CE), PACARRETE, de Allan Deberton, foi o longa escolhido para encerrar o 29º Cine Ceara – Festival Ibero-americano de Cinema, que acontece de 30 de agosto a 6 de setembro, em Fortaleza. O filme, inspirado numa história real, teve sua estreia internacional no 22th Shanghai International Film Festival (SIFF), Golden Goblet Awards.

Estreia de Deberton na direção, o longa aborda questões como a loucura, a permanência do sonho e o drama da velhice de uma bailarina clássica, que gostava de ser chamada de Pacarrete – margarida em francês. “O filme é inspirado na minha vizinha. Esperei 10 anos para fazê-lo e tentei colocar na tela todas as lembranças da época, do lugar, de quando ouvi falar dela pela primeira vez. Tornou-se um filme movido por uma locomotiva de sensações”, explica o diretor.

Para dar mais realismo à produção, a filmagem foi feita em Russas, cidade natal do diretor e de Pacarrete. “As pessoas espreitavam pelos cantos das ruas o que estávamos fazendo ali, o motivo de toda aquela movimentação… Era cinema feito no interior! Queriam ver a Pacarrete e foi emocionante perceber a reação das pessoas. Quando a viam, parecia que estava viva”, lembra Deberton.

Nascida e criada na cidade cearense de Russas, Pacarrete alimentou desde criança o sonho de ser artista e viver a vida na ponta da sapatilha, mesmo sendo de uma cidade conservadora onde mulher nasceu para casar e ter filhos. Mas é em Fortaleza que ela consegue estar nos centros dos palcos como bailarina clássica e se tornar professora de ballet. Com a aposentadoria, retorna para sua cidade natal onde pretende dar continuidade ao seu trabalho artístico, mas só se depara com desrespeito à sua arte: em vez de plateias de admiradores e aplausos, ela se defronta com o despeito daqueles que cruzam seu caminho. A bailarina de outrora, que acredita ainda ser, transformou-se na “louca da cidade”.

Segundo Deberton, PACARRETE é uma jornada pela mente de sua protagonista e “estabelece um diálogo entre o presente e o passado, a realidade e a utopia. O tom biográfico é atravessado pelo universo fantasioso da personagem que mescla instantes de lucidez e loucura”. Para viver essa mulher que fez da aspiração de ser uma bailarina clássica o objetivo de sua vida, Deberton convidou a premiada atriz paraibana Marcélia Cartaxo (“A História da Eternidade”, “A Hora da Estrela”), sua amiga e colaboradora.

O convite à Marcélia surgiu em 2010, quando a atriz atuou e fez preparação de elenco do primeiro curta-metragem de Allan Deberton, “Doce de Coco”. Para viver a personagem, Marcélia teve aulas de voz e canto, aprendeu francês e fez aulas de ballet, com a supervisão do coreógrafo Fauller e da bailarina cearense Wilemara Barros.

O elenco principal ainda conta com as atrizes paraibanas Zezita Matos (“Onde Nascem os Fortes”) e Soia Lira (“Central do Brasil”, “Abril Despedaçado”), o ator baiano João Miguel (“3%”, “Estômago”), os cearenses Débora Ingrid (A História da Eternidade), Samya de Lavor (“Inferninho”, “O Último Trago””), Edneia Tutti (Os Olhos de Arthur) e Rodger Rogério (Bacurau), além da participação de atores e atrizes da própria cidade. A preparação do elenco é de Christian Duurvoort.

“Quem ouviu falar da bailarina poderá revisitar a nossa protagonista em tela e quem nunca ouviu falar dela irá se emocionar com a história desta senhora que, de louca, só se for por sua arte. Pacarrete lutou pela sua arte no mundo. Hoje, muitos anos depois, infelizmente ainda precisamos resistir e explicar sobre a necessidade da arte”, finaliza o diretor.

O filme foi aprovado no Edital Longa BO 2016 do extinto Ministério da Cultura, é incentivado pela ANCINE, BRDE/FSA. O Edital Longa BO Ficção já contemplou 38 filmes de baixo orçamento com recursos financeiros para que estas produções pudessem ser realizadas. A distribuição é da Arthouse.

SINOPSE  
Pacarrete é uma bailarina incomum que vive em Russas, no interior do Ceará. Na véspera da festa de 200 anos da cidade, ela decide fazer uma apresentação de dança, como presente, “para o povo”. Mas parece que ninguém se importa…

FICHA TÉCNICA  
Elenco: Marcélia Cartaxo, Zezita Matos, Soia Lira, João Miguel, Samya de Lavor, Débora Ingrid, Edneia Tutti Quinto e Rodger Rogério
Direção: Allan Deberton
Roteiro: Allan Deberton, André Araújo, Samuel Brasileiro e Natália Maia
Produção Executiva: Allan Deberton e Ariadne Mazzetti
Co-produção: MISTIKA e MIX ESTÚDIOS
Produção: César Teixeira e Clara Bastos
Fotografia: Beto Martins
Som Direto: Márcio Câmara
Direção de Arte: Rodrigo Frota
Figurino: Chris Garrido
Maquiagem: Tayce Vale
Preparação de elenco: Christian Duurvoort
Coreografia: Fauller e Wilemara Barros
Edição de Imagem: Joana Collier
Trilha Sonora: Fred Silveira
Edição de Som: Cauê Custódio e Rodrigo Ferrante
Mixagem: Rodrigo Ferrante

SOBRE O DIRETOR  
Allan Deberton é produtor, diretor e roteirista, formado em Cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Dirigiu os premiados “Doce de Coco” (2010), “O Melhor Amigo” (2013), “Os Olhos de Arthur” (2016), que juntos participaram de mais de 100 festivais nacionais e internacionais e conquistaram 49 prêmios. Em 2015, produziu o longa documentário “Do Outro Lado do Atlântico”, de Márcio Câmara e Daniele Ellery, com estreia no Festival de Havana. Em 2017, co-produziu para a EBC a série de TV  “Lana & Carol”, de Samuel Brasileiro e Natalia Maia (PRODAV 9/15); o longa “Se Arrependimento Matasse”, de Lília Moema (PRODECINE 1/15). Co-produziu com a Globo Filmes o telefilme “Baião de Dois”. Em 2019, lança seu primeiro longa, “Pacarrete”, contemplado no edital FSA/Minc e desenvolve, com seu sócio André Araújo, os longas “O Melhor Amigo”, “Doce de Coco”, “Feito Pipa” e “Marcélia”.

SOBRE MARCÉLIA CARTAXO  
Marcélia Cartaxo é atriz consagrada nacional e internacionalmente. Recebeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim, com o longa-metragem “A Hora da Estrela” (1985), de Susana Amaral. Atuou em diversos outros filmes, com destaque para “Madame Satã” (2002) e “O Céu de Suely” (2006), de Karim Ainouz, “Baixio das Bestas” (2006), de Claudio Assis, “A História da Eternidade (2014), de Camilo Cavalcante, e em várias novelas e programas de televisão. Além disso, também tem realizado filmes de curta metragem como diretora e roteirista. Em 2015, levou o troféu de Melhor Atriz no Festival de Brasília pelo filme “Big Jato” (2015) , de Cláudio Assis.

SOBRE A DISTRIBUIDORA   
A ArtHouse é uma distribuidora dedicada ao cinema de autor que traz em seu catálogo filmes como A Erva do Rato e Educação Sentimental, de Julio Bressane; A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante; Big Jato, de Cláudio Assis; Futuro Junho, de Maria Augusta Ramos; A Família Dionti, de Alan Minas, vencedor do prêmio de público no Festival de Brasília; Introdução à Música do Sangue, de Luiz Carlos Lacerda; Love Film Festival, de Manuela Dias e muitos outros longas-metragens que se destacaram no circuito de festivais dentro e fora do país, como os Festivais de Rotterdam, Locarno, Roma, Festival do Rio e Festival de Brasília.

Os mais recentes lançamentos incluem: O premiado documentário Um Filme de Cinema, de Walter Carvalho; O Beijo no Asfalto, longa de estreia de Murilo Benício; Fevereiros, documentário de Marcio Debellian, estrelado pela cantora Maria Bethânia; Vergel, De Kris Niklison com Camila Morgado, uma coprodução Brasile e Argentina; e Pastor Cláudio, importante documentário sobre as atrocidades da ditadura militar no Brasil, dirigido por Beth Formaggini.

‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’ é escolhido como filme de abertura do 29º Cine Ceará

‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’ é escolhido como filme de abertura do 29º Cine Ceará

Longa premiado em Cannes será exibido dia 30 de agosto em Fortaleza

A Vida Invisível de Eurídice Gusmão“, longa de Karim Aïnouz premiado como melhor filme na mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes, foi escolhido para abrir o 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, em Fortaleza. O festival acontece de 30 de agosto a 6 de setembro. O longa de Aïnouz será exibido dia 30 de agosto, no Cineteatro São Luiz.

Após vencer o prêmio de melhor filme na mostra Un Certain Regard de Cannes – primeiro filme brasileiro a receber o prêmio máximo na categoria, o projeto foi contemplado com o também inédito CineCoPro Award no Filmfest München, na Alemanha. O longa conta a história das irmãs inseparáveis Guida, que sonha em casar e ter uma família, e Eurídice, a mais nova, pianista prodígio. Um dia, as duas são separadas para sempre e passam suas vidas tentando se reencontrar, como se somente juntas fossem capazes de seguir em frente.

“É uma felicidade imensa realizar a primeira exibição nacional de “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” na minha cidade natal, e no Nordeste, uma região catalisadora do cinema e da cultura brasileira, e estou ansioso para ver e ouvir as reações do público cearense. A trajetória internacional deste longa tem me emocionado muito também, com ótima receptividade dos espectadores em diversos países, que estão abraçando o filme de uma forma muito especial. A participação em alguns dos mais importantes festivais do mundo e a conquista do prêmio inédito em Cannes comprovam a sua força e universalidade, conta o diretor Karim Aïnouz.

“Estou ansioso para acompanhar a recepção do público brasileiro, e começar essa história em Fortaleza na abertura do 29º Cine Ceará é muito especial. ‘A Vida Invisível’ tem um elenco incrível que revela novas atrizes, como a Julia Stockler e a Carol Duarte, e também poder contar com a atuação e a presença de Fernanda Montenegro, Gregorio Duvivier, Maria Manoella, Bárbara Santos, Flavia Gusmão, Flavio Bauraqui, entre outros. O filme aborda um assunto urgente, sobre como o patriarcado pode ser tóxico na sociedade, e tenho certeza de que será uma sessão muito acolhedora e importante para o projeto”, afirma o produtor Rodrigo Teixeira.

Livre adaptação do romance homônimo de Martha Batalha, o longa já recebeu elogios de algumas das mais prestigiosas publicações do segmento de cinema no mundo, como o The Hollywood Reporter, Screen Daily e Variety. Além de Cannes e Munique, o filme esteve nas seleções oficiais dos festivais de Sydney, do Midnight Sun, na Finlândia, e de Karlovy Vary, na República Tcheca, e será exibido no Transatlantyk Festival, na Polônia, e no Festival de Cinema da Nova Zelândia.

O longa é uma produção da RT Features, de Rodrigo Teixeira, em coprodução com a alemã Pola Pandora, braço de produção da The Match Factory, de Michael Weber e Viola Fügen, além da Sony Pictures Brasil, Canal Brasil e Naymar (infraestrutura audiovisual), e conta com o financiamento do fundo alemão Medienboard Berlin Brandenburg e do Fundo Setorial do Audiovisual/Ancine. A Sony Pictures será a distribuidora responsável pelo lançamento no Brasil em 31 de outubro.

SINOPSE 

Rio de Janeiro, 1950. Eurídice, 18, e Guida, 20, são duas irmãs inseparáveis que moram com os pais em um lar conservador. Ambas têm um sonho: Eurídice o de se tornar uma pianista profissional e Guida de viver uma grande história de amor. Mas elas acabam sendo separadas pelo pai e forçadas a viver distantes uma da outra. Sozinhas, elas irão lutar para tomar as rédeas dos seus destinos, enquanto nunca desistem de se reencontrar.

FICHA TÉCNICA  

Direção: Karim Aïnouz
Roteiro: Murilo Hauser
Co-roteiro: Inés Bortagaray e Karim Aïnouz
Baseado na obra homônima de Martha Batalha
Elenco: Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flávia Gusmão, Antônio Fonseca, Flavio Bauraqui, Maria Manoella e participação especial de Fernanda Montenegro.
Produtor: Rodrigo Teixeira
Co-produtores: Michael Weber e Viola Fugen.
Empresas produtoras: RT Features, Pola Pandora, Sony Pictures, Canal Brasil e Naymar.
Produtores Executivos:  Camilo Cavalcanti, Mariana Coelho, Viviane Mendoça, Cécile Tollu-
Polonowski, André Novis
Produtor Associado: Michel Merkt
Diretora Assistente: Nina Kopko
Direção de Fotografia: Hélène Louvart (AFC)
Direção de Arte: Rodrigo Martirena
Figurino: Marina Franco
Maquiagem:  Rosemary Paiva
Diretora de Produção: Silvia Sobral
Montagem: Heike Parplies (BFS)
Montagem de som: Waldir Xavier
Som direto: Laura Zimmerman
Música Original: Benedikt Schiefer
Mixagem: Björn Wiese
Idioma: Português
Gênero: Melodrama
Ano: 2019
País: Brasil

SOBRE O DIRETOR  

Formado em Arquitetura pela Universidade de Brasília, Karim fez mestrado em Teoria do Cinema pela Universidade de Nova York e participou do Whitney Independent Study Program. Cineasta premiado mundialmente, roteirista e artista visual, realizou diversos curtas-metragens, documentários e instalações. Dirigiu os longas-metragens ‘Madame Satã’ (2002), ‘O Céu de Suely’ (2006), ‘Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo’ (2009, codirigido com Marcelo Gomes), ‘O Abismo Prateado’ (2011, produzido pela RT Features), ‘Praia do Futuro’ (2014), além do documentário ‘Aeroporto Central’ (2018). O próximo longa-metragem, ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’, tem previsão de lançamento em novembro de 2019. Para a televisão, dirigiu a minissérie ‘Alice’, filmada no Brasil e transmitida pelo canal HBO em 2008. Aïnouz é um dos tutores do laboratório de roteiros do Porto Iracema das Artes em Fortaleza e membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

SOBRE A RT FEATURES      

Fundada e dirigida por Rodrigo Teixeira, a RT Features é uma produtora nacional e internacional de conteúdo cultural e entretenimento para cinema e televisão, com base em São Paulo, Brasil, e escritório em Nova York, nos EUA. Dentre outras produções, seu currículo conta com os longas-metragens ‘O Cheiro do Ralo’ (2006), ‘O Abismo Prateado’ (2010), ‘Tim Maia’ (2014), ‘Alemão’ (2014), ‘O Silêncio do Céu’ (2016) e a série ‘O Hipnotizador’ (para a HBO Latin America em 2015).

No mercado internacional, a RT Features produziu os longas ‘Frances Ha’ (2013), ‘Love is Strange’ (2014), ‘Love’ (2015), ‘Mistress America’ (2015), ‘The Witch’ (2016), ‘Patti Cake$’ (2017) e o indicado ao Oscar ‘Call Me By Your Name’ (2017). Em 2018 a RT Features produziu o novo filme de James Gray, ‘Ad Astra’, e no Brasil o longa-metragem ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’, de Karim Ainouz, ambos com previsão de estreia em 2019.

Dedicada a trabalhar com jovens e talentosos diretores desde a sua criação, a RT Features formou uma joint venture com a Sikelia Productions, de Martin Scorsese, com o objetivo de produzir filmes de cineastas emergentes em todo o mundo. O primeiro longa-metragem desta parceria, ‘A Ciambra’, estreou na última edição da Quinzena dos Realizadores, e os próximos estão em fase de produção.

 

Rio de Janeiro recebe 6ª Mostra de Filmes Finalistas do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

Rio de Janeiro recebe 6ª Mostra de Filmes Finalistas do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

 

Na mostra, na trona News,  são exibidos os filmes que concorrem ao voto popular: Melhor Longa-Metragem Ficção, Melhor Longa-Metragem Documentário, Melhor Longa-Metragem Estrangeiro E Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano

A partir de hoje, 22 de julho, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro dá a largada para A 6ª  Mostra de Filmes Finalistas, que percorrerá 14 cidades brasileiras. Com intuito de incentivar a participação do público, através do voto popular, a Mostra exibe os filmes finalistas das categorias disponíveis para votação: Melhor Longa-Metragem Ficção, Melhor Longa-Metragem Documentário, Melhor Longa-Metragem Estrangeiro e, pela primeira vez, Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano. A programação completa, incluindo a lista de filmes, estará disponível no site do Grande Prêmio –  http://academiabrasileiradecinema.com.br/mostra/estado/rio-de-janeiro/ .

A Mostra de Filmes Finalistas – Grande Prêmio do Cinema Brasileiro é organizada pela Academia Brasileira de Cinema com o apoio de parceiros locais. A 6º edição da Mostra acontecerá entre os dias 11 julho a 14 de agosto, nas cidades: Belém (PA), Fortaleza(CE), João Pessoa (PB), Sousa (PB), Cajazeiras (PB), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Ouro Preto (MG), Rio de Janeiro(RJ), Maricá (RJ), Mendes (RJ), São Paulo (SP), Novo Hamburgo (RS) e Passo Fundo (RS).

Abaixo, a lista dos filmes finalistas que poderão ser assistidos na Mostra:

MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO

  • A VOZ DO SILÊNCIO de André Ristum. Produção: André Ristum por Sombumbo, Pablo Torrecillas e Rodrigo Castellar por TC Filmes
  • BENZINHO de Gustavo Pizzi. Produção: Tatiana Leite por Bubbles Project, Gustavo Pizzi por Baleia Filmes, Agustina Chiarino Voulminot e Fernando Epstein por Mutante Cine, Roberto Berliner e Rodrigo Letier por TvZero
  • CHACRINHA: O VELHO GUERREIRO de Andrucha Waddington. Produção: Angelo Salvetti, Cosimo Valerio, Altino Pavan por Media Bridge e Andrucha Waddington
  • O GRANDE CIRCO MÍSTICO de Carlos Diegues. Produção: Renata Almeida Magalhães por Luz Mágica produções
  • O PACIENTE: O CASO TANCREDO NEVES de Sergio Rezende. Produção: Mariza Leão por Morena Filmes

MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO

  • A LUTA DO SÉCULO de Sérgio Machado. Produção: Eliane Ferreira por Muiraquitã Filmes, Joana Mariani por Mar Filmes, Diana Gurgel por Ondina Filmes, Lázaro Ramos e Tânia Rocha por Lata Filmes
  • EX PAJÉ de Luiz Bolognesi. Produção: Caio Gullane e Fabiano Gullane por Gullane e Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi por Buriti Filmes
  • MY NAME IS NOW, ELZA SOARES de Elizabete Martins Campos. Produção: Elizabete Martins Campos e Tatiana Tonucci por IT Filmes, Comunicação e Entretenimento Ltda.
  • O PROCESSO de Maria Augusta Ramos. Produção: Maria Augusta Ramos por Nofoco Filmes
  • TODOS OS PAULOS DO MUNDO de Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira. Produção: Vania Catani por Bananeiras Filmes

MELHOR LONGA METRAGEM ESTRANGEIRO

  • A FORMA DA ÁGUA / The Shapeof Water (EUA), dirigido por Guillermo del Toro. Distribuição: Fox Filmes
  • BOHEMIAN RHAPSODY / Bohemian Rhapsody EUA), dirigido por Bryan Singer. Distribuição: Fox Filmes
  • INFILTRADO NA KLAN / Blackkkklansman (EUA), dirigido por Spike Lee. Distribuição: Universal Pictures.
  • EU, TONYA / I’ Tonya (EUA), dirigido por Craig Gillespie. Distribuição: Califórnia Filmes
  • ME CHAME PELO SEU NOME / Call me by Your Name (EUA), dirigido por Luca Guadagnino. Distribuição: Sony Pictures
  • NASCE UMA ESTRELA/A Star is Born (EUA), dirigido por Bradley Cooper. Distribuição: Warner Bros
  • THE SQUARE – ARTE DA DISCÓRDIA / The Square (Suécia, Alemanha, França, Dinamarca), dirigido por Ruben Östlund. Distribuição: Pandora Filmes
  • TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME / Three Bilboards Outside Missouri (EUA), dirigido por Martin McDonagh. Distribuição: Fox Filmes

MELHOR LONGA METRAGEM IBERO-AMERICANO

  • A NOIVA DO DESERTO / La Novia Del Desierto (Argentina), dirigido por Cecilia Atán e Valeria Pivato. Distribuição: Imovision
  • ALGUÉM COMO EU (Brasil, Portugal), dirigido por Leonel Vieira. Distribuição: Paris Filmes
  • AS HERDEIRAS / Las Herederas (Paraguai, Alemanha, Brasil, Uruguai, Noruega, França), dirigido por Marcelo Martinessi. Distribuição: Imovision
  • CACHORROS / Los Perros (Chile), dirigido por Marcela Said. Distribuição: Imovision
  • UMA NOITE DE 12 ANOS / La Noche de 12 Años (Argentina, Espanha, Uruguai), dirigido por Álvaro Brechner. Distribuição: Vitrine Filmes.

SERVIÇO: 

 

‘O Homem Cordial’, de Iberê Carvalho, ganha teaser inédito

‘O Homem Cordial’, de Iberê Carvalho, ganha teaser inédito

Longa protagonizado por Paulo Miklos será exibido na mostra competitiva do 47º Festival de Cinema de Gramado

HOMEM CORDIAL, dirigido por Iberê Carvalho, que também assina o roteiro ao lado do uruguaio Pablo Stoll (Wisky, 2003), acaba de ganhar teaser inédito . O longa, que fará sua estreia nos cinemas brasileiros no 47º Festival de Cinema de Gramado, para o qual foi selecionado na mostra competitiva, é um thriller psicológico, no qual o afloramento de uma onda de ódio e intolerância é visto a partir do ponto de vista de Aurélio (Paulo Miklos), um homem de 60 anos, branco, rico e heterossexual, que de sua posição social privilegiada se vê perdido e impotente, sem saber como reagir a essa realidade que se apresenta.

A ideia inicial para o roteiro surgiu em 2015, quando Carvalho começou a se incomodar com a crescente onda de polarização no país. A partir disso, passou a pesquisar o tema e se deparou com o vídeo de um garoto de dez anos sendo linchado numa manifestação pró impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. “A reação e o ódio das pessoas que o cercaram me chocaram tremendamente e me perguntei o que eu faria se estivesse ali. Foi daí que surgiu a premissa inicial do argumento de O HOMEM CORDIAL”, recorda Carvalho. Depois, o corroteirista Pablo Stoll se uniu ao projeto, chegando ao roteiro final do longa.

“À época, o Brasil vivia o início de uma polarização política, mas que não se expressava de forma tão violenta e extremista como hoje. Quando filmamos, em meados de 2018, na véspera da eleição, o clima já era outro e esse novo cenário foi incorporado ao universo do filme. Mesmo assim, em setembro de 2018, quando a montadora Nina Galanternick assistiu ao material bruto, ela temeu que as cenas estivessem um pouco exageradas no tom e no seu desenrolar. Três meses depois, ela me confessou que sua percepção sobre as cenas havia mudado completamente, que agora elas lhe pareciam até suaves perto dos episódios de intolerância e violência que vinham acontecendo no Brasil”, conta o diretor. “Estamos vivendo um momento tão estranho e revelador de nossa sociedade que é impossível qualquer ficção ter a pretensão de acompanhar a realidade”, completa.

Para o protagonista, Carvalho precisava de um ator que tivesse carisma e ao mesmo tempo agressividade, que tivesse quase 60 anos, mas com espírito jovem, e logo que o personagem principal, Aurélio, foi desenhado, pensou em Paulo Miklos. “Ele era perfeito para o papel. Claro que o fato de sua experiência em uma das maiores bandas de rock do Brasil era um fator excepcional, já que o roteiro previa uma cena de show, mas a escolha foi principalmente por seu trabalho em O Invasor, que é umas das referências estéticas do filme”.

O diretor conta que foi um privilégio trabalhar com Miklos, que já possui 20 anos de experiência como ator, e que o ponto principal foi buscar as divergências entre o personagem e o intérprete, já que as convergências eram nítidas e poderiam se tornar uma armadilha no processo. “O trabalho de preparação de elenco da Amanda Gabriel (Aquarius, Bacurau) foi fundamental para encontrar uma unidade entre todo o elenco”.

Trabalhando ao lado dos produtores de elenco Guilherme Angelim e Alice Wolfenson, os demais personagens foram ganhando seus intérpretes. “Thaíde foi das apostas que fiz que mais me orgulho. Uma potência incrível diante da tela. Dandara de Morais eu tinha visto em Ventos de Agosto, do Gabriel Mascaro, e quando a conheci pessoalmente surgiu uma vontade de trabalhar junto”, conta Carvalho.  O filme conta, ainda, com atores e atrizes de Brasília e paulistas no elenco, como Thalles Cabral (Yonlu), Bruno Torres (Somos Tão Jovens), Theo Werneck (Que Horas Ela Volta), Murilo Grossi (Linha de Passe, Batismo de Sangue), Fernanda Rocha ( O Último Cine Drive-in), Felipe Kenji (Boas Maneiras) e com a participação da rapper Mc Sofia.

A cidade de São Paulo, onde O HOMEM CORDIAL foi rodado, também é uma personagem do filme. A opção do diretor pela capital foi devido ao cenário urbano de uma grande metrópole que simboliza o desenvolvimento. Incorporá-la ao longa pelo olhar ‘estrangeiro’ foi um desafio, “mas conseguimos trazer um olhar fresco da cidade”, finaliza.

O longa tem fotografia de Pablo Baião, vencedor do Kikito de Melhor Fotografia no último Festival de Gramado por Simonal, e Maíra Carvalho, ganhadora do Kikito de Melhor Direção de Arte em 2015 por O Último Cine Drive-in, assina a arte.

Com montagem de Nina Galanternick, som de Daniel Turini, Fernando Henna e Henrique Chiurciu, som direto de Marcos Manna, figurino de Eduardo Barón e Vinicius Couto e maquiagem por Vanessa Barone, O HOMEM CORDIAL é produzido por Maíra Carvalho, Rodrigo Sarti Werthein, Rune Tavares e Iberê Carvalho, numa coprodução Quartinho Direções Artísticas, Acere, Momento Filmes e Pavirada Filmes. A distribuição nacional é da O2 Play e a representação internacional da Media Luna Films.

SINOPSE 
Aurélio é vocalista de uma famosa banda de rock que fez muito sucesso até o final dos anos 90. Na noite de retorno de sua banda aos palcos, viraliza na internet um vídeo que o envolve na morte de um policial militar.  Ninguém sabe o que de fato aconteceu, mas o astro passa a ser alvo de grupos radicais. Aurélio, então, se vê inserido em uma tensa e violenta jornada pelas ruas de São Paulo. Durante uma única noite, encontrará figuras importantes de sua carreira e Helena, uma jovem jornalista determinada a descobrir o que realmente aconteceu.

FICHA TÉCNICA 
Direção: Iberê Carvalho
Roteiro: Pablo Stoll e Iberê Carvalho
Produção: Quartinho Direções Artísticas, Pavirada Filmes, Acere e Momento Filmes
Produtores: Maíra Carvalho, Rodrigo Sarti Werthein, Rune Tavares e Iberê Carvalho
Produção Executiva: Rune Tavares, Camila Ciolim e Rodrigo Sarti Werthein
Fotografia: Pablo Baião
Direção de Arte: Maíra Carvalho
Som: Daniel Turini, Fernando Henna e Henrique Chiurciu
Montagem: Nina Galanternick
Som direto: Marcos Manna
Figurino: Eduardo Barón e Vinicius Couto
Maquiagem: Vanessa Barone
Elenco: Paulo Miklos, Thaíde, Dandara de Morais, Thalles Cabral, Theo Werneck, Fernanda Rocha, Bruno Torres, Murilo Grossi, Mauro Shames, Felipe Kenji, Tamirys O’Hanna e André Deca
País: Brasil
Ano: 2019
Duração: 83 min.

SOBRE O DIRETOR 

“O Homem Cordial” é o segundo longa-metragem do premiado diretor Iberê Carvalho. “O Último Cine Drive-in” (2015) foi eleito melhor filme brasileiro do ano pela Folha de São Paulo. Entre outros, recebeu os prêmios de Melhor Filme no 18º Punta del Este International Film Festival, Prêmio da Crítica de Melhor Filme no 43º Festival Internacional de Gramado, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Direção de Arte. Melhor Filme pelo Público do Festival Cine Las Americas, no Texas. Também participou dos festivais de Chicago, Beijing e Marselle. Como curta-metragista recebeu o prêmio de Melhor Curta no 31º Festival del Nuevo Cine Latinoamericano de Havana e o prêmio Cartoon Network de melhor Curta Infantil no Prix Jeunesse Latino-Americano.

A PRODUÇÃO  

O filme é uma coprodução entre a Quartinho Direções Artísticas, Acere, Pavirada Filmes e Momento Filmes. É fruto de uma parceria de 15 anos entre estas produtoras que juntas somam dezenas de filmes de ficção e documentários. Suas obras foram exibidas nos festivais de Toulouse, Paris, Tóquio, Amsterdam, Hawaii, Atenas, Bruxelas, Los Angeles, Seattle, Houston, Montevideo, Havana, Mazatlan, Caracas, Barcelona, Valência, San Sebastian, Londres, Bilbao, Lisboa, entre outros.
Entre suas recentes produções destacam-se “Entre Idas e Vindas”, de José Eduardo Belmonte; “A Sombra do Pai”, de Gabriela Amaral Almeida, coproduzido pela RTFeatures; o documentário “Mobília em Casa-Móveis Coloniais de Acaju e a Cidade”, de José Eduardo Belmonte; “O Fim e os Meios”, de Murilo Salles; e“ O Último CineDrive-In”, de Iberê Carvalho. Entre seus futuros projetos destacam-se “Quase Deserto”, de José Eduardo Belmonte, e “A Fúria”, de Ruy Guerra.

 

SOBRE O DISTRIBUIDORA

A O2 Play é dirigida por Igor Kupstas sob a tutela de Paulo Morelli, sócio da O2 Filmes, e faz parte do grupo O2, que tem como sócios também o cineasta Fernando Meirelles e a produtora Andrea Barata Ribeiro. Em atividade desde 2013, a O2 Play se diferencia das demais distribuidoras por trabalhar além do cinema, TV e vendas internacionais, o VOD (Video on Demand), como uma distribuidora digital. Possui contratos com plataformas como o iTunes, Google Play, Netflix, NOW, Claro Vídeos, Vimeo, ofertando além de conteúdos longa-metragem e seriados também serviços de delivery (Encoding).

A O2 Play lançou em cinema filmes como CIDADE CINZA (2013), com os grafiteiros OsGêmeos, LATITUDES (2014), romance com Alice Braga e Daniel de Oliveira que foi parte de um inovador projeto transmídia, JUNHO – O MÊS QUE ABALOU O BRASIL (2014), documentário da Folha de S. Paulo, primeiro filme a chegar aos cinemas e em VOD na mesma data, A LEI DA ÁGUA (2015), documentário de André D’Elia com produção de Fernando Meirelles, A BRUTA FLOR DO QUERER (2016), vencedor de 2 prêmios em Gramado, UMA NOITE EM SAMPA (2016), de Ugo Giorgetti, PARATODOS, doc sobre atletas paraolímpicos que após carreira elogiada pela críticas nos cinemas foi vendido para o mundo todo na NETFLIX, DO PÓ DA TERRA (2016), doc de Maurício Nahas, PESCADORES DE PÉROLAS (2015), ópera com direção de Fernando Meirelles transmitida ao vivo via satélite do Theatro da Paz para 10 salas de cinema, e ENTRE NÓS (2014), A NOITE DA VIRADA (2014) e ZOOM (2016), estes de produção da O2 Filmes em co-distribuição com a Paris Filmes.

Entre os lançamentos da O2 Play nos cinemas estão o longa-metragem TRAVESSIA, filme com Chico Diaz e Caio Castro, o documentário SEPULTURA ENDURANCE, sobre a banda brasileira de metal, COMEBACK, filme vencedor do prêmio de melhor ator para Nelson Xavier no Festival do Rio 2016 e MALASARTES E O DUELO COM A MORTE, grande produção da O2 Filmes dirigida por Paulo Morelli. Também entram na lista o documentário EXODUS- DE ONDE VIM NÃO EXISTE MAIS, produzido pela O2 e dirigido por Hank Levine e o longa A REPARTIÇÃO DO TEMPO, dirigido por Santiago Dellape. Também distribuiu no segundo semestre de 2018 o longa-metragem CORAÇÃO DE COWBOY dirigido por Gui Pereira em mais de 200 salas de cinema e o premiado documentário SER TÃO VELHO CERRADO dirigido por André D’Elia. Em 2019 no primeiro semestre promoveu o lançamento em formato day and date do filme 45 DIAS SEM VOCÊ do diretor Rafael Gomes. No segundo semestre inicia o programa O2 PLAY DOCS com a exibição de documentários nas principais cidades de todas as regiões brasileiras com sessões em horário nobre.

A O2 Play é pioneira em curadoria mundial no iTunes com a seção FERNANDO MEIRELLES RECOMENDA. Esta a primeira vez que a loja da Apple convidou um agente externo para sugerir filmes (confira em itunes.com/fmeirelles).

A O2 PLAY realiza a distribuição digital e encoding para dezenas de títulos e séries, além de vendas para TV e mercado internacional. Tivemos oito longas escolhidos pela Apple dentre “Os Melhores Filmes do Ano” entre 2014 e 2016.