Poltrona Cabine: Minha Mãe é uma Peça 3/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Minha Mãe é uma Peça 3/ Cesar Augusto Mota

Após um enorme sucesso dos dois primeiros filmes com milhões de espectadores nos cinemas, agora teremos a terceira parte de ‘Minha Mãe é Uma Peça’, inspirada na peça de Paulo Gustavo. Dona Hermínia está de volta e vai mais uma vez vai aprontar com seu jeito irreverente, invasivo e desbocado. Mas ela se verá em outro dilema, o de não conseguir enxergar que seus filhos não são mais crianças e que partiram para constituir suas próprias famílias. Com direção de Susana Garcia, ‘Minha Mãe é uma Peça 3’ promete muitas surpresas e também grandes homenagens.

Aposentada e sem ter muitas opções em seu dia a dia, Dona Hermínia (Paulo Gustavo) tenta ocupar sua mente com uma viagem aos Estados Unidos e ficar mais próxima dos filhos, mas sua vida fica de pernas para o ar quando descobre que seu ex-marido Carlos Alberto (Herson Capri)  se muda para o apartamento ao lado e se torna seu vizinho e vê seus filhos ainda mais distantes. Ela descobre que Juliano (Rodrigo Pandolfo) vai se casar com o noivo Thiago (Lucas Cordeiro) e sua filha Marcelina (Mariana Xavier) está grávida. Esta vai precisar da presença da mãe para ajudá-la a criar seu bebê e Hermínia terá de aturar a arrogante sogra do filho, que humilha bastante sua família.

Quem conhece Dona Hermínia sabe que ela não deixa por menos e dá respostas à altura quando é provocada por alguém, seja amigo ou desafeto, e consegue sair por cima em situações absurdas e bizarras. Mas o que se vê nessa terceira parte é uma protagonista de pavio curto, à beira do colapso e desesperada ao sentir que está perdendo o contato com os filhos em momentos cruciais, sem esquecer da melancolia que sente ao viajar para o exterior e nos momentos de flashback apresentados, que retratam o período de infância dos filhos, que contou com momentos alegres e de muito aprendizado. A protagonista tenta de todas as formas não perder o controle e procura meios para viver sua vida, mesmo que sem rumo.

A divisão da história em três partes, com flashbacks e retorno do ex-marido no primeiro ato, mudanças dos filhos no segundo e o casamento de Juliano no terceiro retratam muito bem a montanha russa que é a vida de Dona Hermínia, uma mãe dedicada, amorosa, mas que extrapola no apoio que tenta dar a Juliano e Marcelina. Não habilidosa com as palavras e exagerada nas atitudes, Hermínia demora a perceber seus excessos, mas consegue se encontrar no momento em que está em pé de guerra com Ana (Stella Maria Rodrigues), uma burguesa que faz questão de esbanjar e destratar as pessoas que não desfrutam dos mesmos recursos que ela. Ela passa por enormes mudanças até o momento em que sua figura materna é reconhecida e valorizada por Juliano, que ressalta que graças a ela ele é quem é, ao falar sobre sua sexualidade durante seu casamento. A lição que fica é que o amor é importante e todas as formas de manifestação desse sentimento são válidas, e isso é devidamente retratado durante as cenas e ressaltado no altar.

É inegável o talento e a maneira que Paulo Gustavo tem de conduzir a história. Com um roteiro recheado de momentos hilários, ele sabe utilizar as palavras no momento certo, construir diálogos que instiguem e prendam a atenção da plateia e sustentar momentos mais dramáticos e valorizá-los. A narrativa funciona pelas múltiplas situações e a versatilidade da protagonista e do elenco, que oferecem novidades e momentos engraçados e reflexivos. O filme diverte, mas também mostra questões como a maternidade, o casamento e a questão de aceitação de gênero em meio a uma sociedade ainda dividida e com preconceitos. A união homoafetiva é tratada com seriedade e ganha o respeito da plateia com um monólogo de Juliano e a resposta de Dona Hermínia ao discurso de agradecimento do filho.

Divertido, surpreendente e didático, ‘Minha Mãe é uma Peça 3’ surpreende por sua narrativa com ingredientes diversificados, personagens carismáticos e lindas homenagens na cena pós-crédito, com destaque para a mãe de Paulo Gustavo, que inspirou o ator na composição de Dona Hermínia. Vale a pena acompanhar.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Carcereiros-O Filme/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Carcereiros-O Filme/ Cesar Augusto Mota

Sucesso de audiência com duas temporadas na TV Globo, a série Carcereiros ganha versão para as telonas e chega com grandes expectativas. Adaptação da obra homônima de Drauzio Varella, ‘Carcereiros: O Filme’, de José Eduardo Belmonte, preserva o formato já conhecido e vem com novos elementos para fisgar novos públicos e mostrar que o cinema nacional possui capacidade de proporcionar novas experiências e emoções e vai além do gênero comédia.

Nos deparamos logo de início com o cotidiano do carcereiro Adriano (Rodrigo Lombardi), em um presídio de São Paulo, junto a seus colegas e na tentativa de apaziguar os ânimos entre os detentos. Mas o local passa a bombar ainda mais com a chegada de Abdel Mussa (Kaysar Dadour), um perigoso terrorista internacional, preso por explodir uma bomba e matar crianças em uma escola. Duas facções se mobilizam para tomar o local e há uma verdadeira guerra civil, com invasões, correrias. Os carcereiros têm muito trabalho, principalmente Adriano, para controlar tudo e evitar que o local vire um palco sangrento.

As cenas de ação são intensas, os closes utilizados promovem uma verdadeira imersão do espetador no ambiente, e o trabalho feito com o som é de excelência, nos fazendo lembrar de produções hollywoodianas, com o barulho dos tiros ecoando por todos os cantos da sala, além de explosões fortes diante de nossos olhos, provocando sensações desconfortáveis e muita angústia. Os diálogos, bastante afiados e bem elaborados, também colaboram para o aumento de tensão e envolvem o espectador a não tirar os olhos da telona para saber como tudo irá terminar, se a solução para o conflito será de fácil resolução ou se vai haver uma grande surpresa, um deus ex machina.

Além da parte técnica e visual, a produção proporciona debates importantes, sobre a situação precária das prisões do Brasil, além da corrupção e das regalias existentes dentro de celas que comportam presos de classes sociais mais altas. O personagem de Rodrigo Lombardi consegue colocar o dedo na ferida ao tocar nesses assuntos e faz a plateia pensar um pouco sobre a situação do país, que já beira o caos e ainda está longe de encontrar a solução para seus maiores males, a violência e a falta de segurança. São assuntos delicados, mas que precisam e devem continuar a ser debatidos, e a discussão é feita durante o filme sem vertentes políticas ou inclinação para uma determinada ideologia, o que o torna ainda mais atraente, com potencial para atrair públicos de faixas etárias diversas.

Preciso, cirúrgico e com primor visual e técnico, ‘Carceiros: O Filme’ bebe da fórmula hollywoodiana, mas sem perder a essência da série, e se torna um atrativo para quem apoia o cinema nacional e crê que ele tem potencial para alçar voos mais altos.

Cotação: 4/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

‘Aspirantes’, primeiro longa de Ives Rosenfeld, estreia em 28 de novembro

‘Aspirantes’, primeiro longa de Ives Rosenfeld, estreia em 28 de novembro

Filme é o primeiro longa do carioca Ives Rosenfeld

ASPIRANTES primeiro longa-metragem de Ives Rosenfeld e estreia no dia 28 de novembro. O filme protagonizado por Ariclenes Barroso, e com grande participação de Sergio Malheiros, acompanha a luta de um jovem que quer se tornar profissional do futebol e precisa lutar contra a inveja crescente que pode pôr em perigo o amor de seu melhor amigo e de sua namorada.

Junior e Bento são jovens jogadores de futebol do Bacaxá A.C., um time amador da cidade de Saquarema, no litoral do Estado do Rio de Janeiro. Melhores amigos desde a infância, Bento está sempre procurando meninas e festas, e mesmo sem comprometimento com o esporte, é a maior estrela do time e está fechando contrato com um clube profissional, já o comprometido Junior parece não ter sorte e tem que lidar com a gravidez inesperada de sua namorada, as preocupações constantes da mãe dela sobre o futuro deles, e o seu tio alcoólatra.

Conforme ele percebe que seu sonho de ser uma grande estrela do futebol pode desmoronar, o ciúme de Junior por Bento cresce, até chegar em proporções perigosas. O diretor, que também é responsável pelo roteiro junto de Pedro Freire, explica a origem do projeto: “Sempre sonhei em fazer um filme em torno do futebol. Como a maioria dos brasileiros, sou um apaixonado pelo esporte. O filme, portanto, partiu disso, do encontro entre minhas duas maiores paixões, o futebol e o cinema. Ao longo do processo de escritura do roteiro, fui procurando onde mais me interessava aprofundar o olhar. Conheci alguns meninos com o sonho de serem jogadores. A esmagadora maioria deles não logrará o sucesso. Preterir a história dos vencedores foi uma escolha natural“.

Para a escolha dos protagonistas de ASPIRANTES, a produção do filme realizou diversos testes de elenco. Inicialmente, acreditando que talvez jogadores de futebol, não atores, seriam as escolhas mais adequadas. Porém os testes deixaram claro que esse não era o caminho, e para o papel de Júnior, protagonista absoluto da trama, foi escolhido o ator Ariclenes Barroso, um grande ator que dá conta da densidade dramática do personagem, e que tem também muito carisma.

ASPIRANTES foi o vencedor da Carte Blanche do Festival de Locarno, abriu a competição do “Forum of Independents” do Festival de Karlovy Vary, convidado para competição do Festival de Biarritz, competição do Festival de Adelaide, Competição do AFI em Washington, Festival de Chicago e Thessalonike. No Brasil, estreou na competição do Festival do Rio, onde saiu premiado como Melhor filme, melhor ator e melhor atriz coadjuvante, foi exibido também na Mostra de Cinema de São Paulo, onde levou o premio da ABRACINE de Melhor Filmes e na competição da mostra Panorama em Salvador.

SINOPSE
Junior, um jovem jogador de futebol de um time amador na pequena cidade de Saquarema, tem que lidar com a inesperada gravidez de sua namorada, enquanto seu melhor amigo está em vias de ser contratado por um time profissional. O filme acompanha a crescente inveja de Junior, que pode tomar proporções perigosas.

FICHA TÉCNICA
Roteiristas: Ives Rosenfeld e Pedro Freire
Diretor: Ives Rosenfeld
Diretor de fotografia: Pedro Faerstein
Produtor: Luiz Alberto Gentile
Técnico de som: Felippe Mussel
Direção de arte: Ana Paula Cardoso
Figurino: Renata Russo
Músicas de Lucas Vasconcellos
Editor de som: Bernardo Uzeda
Montagem: Karen Akerman
Produção: Crisis Produtivas e 3T Filmes
Coprodução: Bubbles Project e Canal Brasil
Gênero: Ficção – Drama
País: Brasil
Ano: 2015
Duração: 75 min
Elenco: Ariclenes Barroso, Sergio Malheiros, Julia Bernat, Karine Teles, Julio Adrião, Guti Fraga, Aury Porto

PRÊMIOS
– CARTE BLANCHE DO FESTIVAL DE LOCARNO 2014
– MELHOR DIRETOR NO FESTIVAL DO RIO 2015
– MELHOR ATOR NO FESTIVAL DO RIO 2015
– MELHOR ATRIZ NO FESTIVAL DO RIO 2015
– MELHOR FILME PELA ABRACCINE NA 40ª MOSTRA INTERNACIONAL DE SÃO PAULO
– MELHOR ROTEIRO NO 7º FESTIVAL INTERNACIONAL DA FRONTEIRA
– MELHOR MONTAGEM NO 7º FESTIVAL INTERNACIONAL DA FRONTEIRA
– FESTIVAL DE CINEMA LUSO-BRASILEIRO DE SANTA MARIA DA FEIRA 2015

SOBRE O DIRETOR
Ives Rosenfeld é formado em cinema na Universidade Federal Fluminense. Por mais de dez anos ele se dedicou ao trabalho de mixador e captador de som em diversos filmes, incluindo Olho nu, de Joel Pizzini (2013), Esse amor que nos consome, de Allan Ribeiro (2012), e Um filme de cinema, de Walter Carvalho (2015).
Ele também dirigiu o curta O dia que O dia em que não matei Bertrand, exibido em diversos festivais. ASPIRANTES é o seu primeiro longa de ficção.

SOBRE A CRISIS 
A CRISIS Produtivas é uma produtora de audiovisual que iniciou suas atividades em dezembro de 2001 com a prestação de serviços técnicos e artísticos. É a produtora de As Cartas Psicografadas por Chico Xavier LONGA METRAGEM (90’), Going Professional PROGRAMA DE TV (9’), Morro da Conceição… LONGA METRAGEM (85’), Eu e Ela CURTA METRAGEM (17’), Um Branco Súbito CURTA METRAGEM (10’), ficção dirigida por Ricardo Mehedff, vencedor do Prêmio de Melhor Curta-Metragem no Festival de Miami 2002, Prêmio de Melhor Filme do Júri Popular no Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo 2002, Prêmio de Melhor Montagem no Festival de Curtas de Florianópolis 2002, dentre outros trabalhos.

SOBRE A BUBBLES PROJECT 
Bubbles Project é uma produtora sediada no Rio de Janeiro, criada por Tatiana Leite em 2012, que concebe, produz e coproduz filmes, curtas e longas-metragens e mostras de cinema. Produziu o longa-metragem “Benzinho” (Loveling) de Gustavo Pizzi, em coprodução com a Mutante Cine (Uruguai). No ano de 2018, Competição Internacional do Festival de Sundance, Rotterdam, Karlovy Vary, Busan, entre outros. A Bubbles coproduziu com a Esquina Filmes, o longa metragem “Pendular”, de Julia Murat (em coprodução com a França e Argentina), ganhador do prêmio FIPRESCI da mostra Panorama no Festival de Berlim 2017. Coproduziu com Argentina, Alemanha e Noruega, o filme “Família Submersa” (A Family Submerged), de Maria Alché, que fez sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Locarno 2018 e ganhou o prêmio de Melhor Filme na mostra Horizontes Latinos no Festival de San Sebastian 2018 e o Ingmar Bergman Award 2019 no festival de Gotemburgo. Junto com o Chile, a França e a Coréia do Sul, a Bubbles coproduziu o filme “Nona- Se me molham eu os queimo” (Nona- If they soak me, I’ll burn them) , de Camila Jose Donoso, que fez sua estreia mundial na Tiger Competition do Festival Internacional de Cinema de Rotterdam 2019.

Regina Casé é premiada na Turquia por seu papel em ‘Três Verões’

Regina Casé é premiada na Turquia por seu papel em ‘Três Verões’

Dirigido por Sandra Kogut filme já foi exibido no Festival de Toronto e na Mostra de São Paulo, tem estreia prevista para 19 de março de 2020

Regina Casé acaba de receber o prêmio de Melhor Atriz no 56º Antalya Golden Orange Film Festival, na Turquia, por interpretar a governanta Madá, em TRÊS VERÕES, novo filme da diretora Sandra Kogut. O longa fez sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), onde foi exibido na mostra World Contemporary Cinema, e teve estreia nacional durante a 43ª Mostra Internacional de Cinema e São Paulo, numa sessão de gala no Theatro Municipal.

TRÊS VERÕES é um retrato do Brasil contemporâneo. Através do olhar de Madá (Regina Casé), uma caseira num condomínio de luxo à beira mar, acompanhamos o desmantelamento de uma família em função dos dramas políticos que abalaram o país. O filme se passa ao longo de três anos consecutivos (2015, 2016 e 2017), sempre na última semana do ano, entre o Natal e o Ano Novo, na luxuosa casa de veraneio da família. O personagem de Madá está entre dois mundos, ela é dona da casa sem ser: Madá manda nos empregados, mas é também submissa aos patrões.

Em 2015, tudo aparenta ir bem para o casal Edgar (Otávio Muller) e Marta (Gisele Fróes). Cercados de amigos, do sogro viúvo e do filho adolescente, eles celebram o Natal e o fim do ano numa festa espetacular. A única sombra é a chegada de um dos convidados usando uma tornozeleira eletrônica. Durante este curto período do ano, Madá e os outros empregados precisam se acostumar a conviver com os patrões e suas festas, que só aparecem nesta época. Mas no segundo verão, em 2016, vemos Madá sendo obrigada a desmarcar a mesma celebração. A partir daí os empregados são obrigados a usar a criatividade para lidar com os problemas que começam a surgir.

Além de Regina Casé, Rogério Fróes, Otávio Muller e Gisele Fróes, completam o elenco do filme Carla Ribas, Carol Pismel, Wilma Melo, Luciano Vidigal, Jessica Ellen e Daniel Rangel. TRÊS VERÕES será distribuído no Brasil pela Vitrine Filmes e tem estreia prevista para 19 de março de 2020.

SINOPSE:  

A cada verão, entre Natal e Ano Novo, o casal Edgar e Marta recebe amigos e família na sua mansão espetacular à beira mar. Em 2015 tudo parece ir bem, mas em 2016 a mesma festa é cancelada. O que acontece com aqueles que gravitam em torno dos ricos e poderosos quando a vida deles desmorona? Através do olhar de uma empregada e de um velho patriarca, ambos vítimas do sonho neoliberal, vemos um retrato do Brasil contemporâneo, imediatamente antes de 2018.

FICHA TÉCNICA: 

Direção: Sandra Kogut
Elenco: Regina Casé, Otávio Muller, Gisele Fróes, Rogério Fróes, Carla Ribas, Carol Pismel, Wilma Melo, Luciano Vidigal, Jessica Ellen e Daniel Rangel
Produção: Marcello Ludwig Maia e Laurent Lavolé
Produtor Associado: Carlos Diegues
Roteiro: Sandra Kogut e Iana Cossoy Paro
Direção de Fotografia: Ivo Lopes Araújo
Montagem: Sergio Mekler e Luisa Marques
Trilha Original: Berna Ceppas
Direção de Arte: Marcos Pedroso e Thales Junqueira
Figurino: Marina Franco
Maquiagem: Ricardo Tavares
Produção de Elenco: Marcela Altberg
Som Direto: Bruno Armelin
Edição de Som: Tomás Alem e Vincent Guillon
Direção de Produção: Flávia Rosa Borges
Produção Executiva: Marcello Ludwig Maia
Assistente de direção: Lara Carmo
Consultoria: Monica Almeida
Distribuição: Vitrine Filmes

SOBRE A DIRETORA 

Sandra Kogut fez seus primeiros trabalhos em 1984 e desde então vem utilizando diferentes mídias e formatos : ficções, documentários, filmes experimentais, instalações. Participou de exposições no Brasil e no exterior. Em 1996 foi uma das criadoras do programa “Brasil Legal”, na Tv Globo, do qual foi a diretora-geral. Realizou a série experimental “Parabolic People” (rodada em Paris, Nova Iorque, Moscou, Tókio, Dakar e Rio) produzida pelo CICV Pierre Schaeffer (França); o curta “Lá e Cá” (com a atriz Regina Casé, co-produzido pela Tv francesa Canal Plus e pela Fundação McArthur nos Estados Unidos), os premiados documentários “Adiu Monde” e “Passagers d’Orsay” (produzido pelo Museu d’Orsay junto com a televisão francesa). Seu documentário “Um Passaporte Húngaro” (França/ Bélgica / Hungria / Brasil) foi lançado nos cinemas brasileiros em 2003, recebendo prêmios internacionais e sendo objeto de estudos e teses em vários países. Seus trabalhos foram premiados em diversos festivais internacionais  (Rio, Berlin, Oberhausen, Kiev, Leipzig, Locarno, Havana, Rotterdam e muitos outros)  e foram exibidos no MoMA em NY,  Guggenheim Museum, Forum des Images em Paris, Harvard Film Archives nos EUA (onde foi realizada uma retrospectiva completa) entre outros. “Mutum” seu primeiro longa-metragem de ficção – baseado no livro “Campo Geral” de João Guimarães Rosa – teve sua estreia mundial no Festival de Cannes 2007, na Quinzena dos Realizadores, recebendo mais de vinte prêmios nacionais e internacionais, e foi lançado comercialmente numa dezena de países.

Em 2011/2012 Sandra passou um ano em Berlim como convidada da DAAD Berliner Künstlerprogramm.Foi professora na Escola Superior de Belas Artes em Strasbourg (França) e nas universidades americanas de Princeton, Columbia (Film Program) e University of California San Diego / UCSD. Foi Visiting Scholar na New York University  entre 2008 e 2011.

“Campo Grande” seu último longa-metragem de ficção, uma coprodução Brasil/França, teve estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto e foi premiado nos festivais do Rio, Mar del Plata, Havana, Málaga entre outros.
Há três anos é comentarista do programa Estudio i, na Globonews.

SOBRE A VITRINE FILMES  

Em nove anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 140 filmes. Entre seus maiores sucessos estão “Aquarius” e “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “O Filmes da Minha Vida”, de Selton Mello.

Mais recentemente a distribuidora lançou “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal, o documentário mais visto de 2017 e “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Entre os lançamentos de 2019 estão “Divino Amor”, dirigido por Gabriel Mascaro, “Bacurau”, novo filme do diretor Kleber Mendonça Filho em parceria com Juliano Dornelles, e “A Vida Invisível”, Karim Aïnouz. Além disso a Vitrine Filmes segue pelo terceiro ano consecutivo com o projeto de distribuição coletiva de filmes Sessão Vitrine, que durante o ano todo irá lançar longas nacionais em diversas cidades do Brasil.

‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, tem data de estreia alterada

‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, tem data de estreia alterada

Após ser consagrado em festivais internacionais, filme brasileiro escolhido para concorrer a uma vaga nos indicados de melhor filme internacional no Oscar estreia no circuito nacional em 21 de Novembro

A Vida Invisível” teve seu lançamento em circuito nacional transferido para o dia 21 de novembro.

Com distribuição conjunta da Sony Pictures e Vitrine Filmes, o sétimo longa-metragem da carreira Karim Aïnouz vem conquistando prêmios importantes nos principais festivais do mundo, como o Grand Prix da mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes – inédito na história do cinema brasileiro –, além de prêmios do público de Melhor Filme e do júri de Melhor Fotografia, no Festival de Cinema de Lima; e o CineCoPro Award, no Festival de Munique.

Exibido no Toronto International Film Festival para uma plateia com importantes nomes do cinema mundial, como a atriz francesa Isabelle Huppert, o filme teve longos minutos de aplausos ao final da projeção.

A Vida Invisível’, que ganhou sua primeira exibição nacional na abertura do último Cine Ceará, foi o escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional.  Em outubro, o filme ainda será exibido nos festivais Mill Valley, em São Francisco, e o Aspen Film Festival, no Colorado, e no BFI London Film Festival. Esses festivais concentram grande número de votantes do Oscar e dá início à campanha para a premiação em Los Angeles.

A Vida Invisível’ terá distribuição nos EUA pela Amazon Studios e já foi vendido para mais de 30 países, incluindo Grécia; França; Polônia; China; Hungria; Eslovênia; Croácia; Luxemburgo; Bélgica; Holanda; Sérvia; Argélia; Egito; Irã; Israel; Jordânia; Líbia; Marrocos; Emirados Árabes; Reino Unido; Portugal; Itália; Coréia do Sul; Rússia; Cazaquistão; Ucrânia; Taiwan; Suíça; Espanha e Turquia.

O longa já recebeu elogios de algumas das mais prestigiosas publicações do segmento de cinema no mundo. Segundo David Rooney, do The Hollywood Reporter – que relacionou o filme entre os 10 melhores do Festival de Cannes –, “‘A Vida Invisível’ é um drama assombroso que celebra a resiliência das mulheres, mesmo quando elas toleram existências combalidas”. O crítico ainda chamou a atenção para as texturas brilhantes, as cores ousadas e os sons exuberantes que servem para “intensificar a intimidade do deslumbrante melodrama de Karim Aïnouz sobre mulheres cujas mentalidades independentes permanecem inalteradas, mesmo quando seus sonhos são destruídos por uma sociedade patriarcal sufocante”.

Já para Lee Marshall, do Screen Daily, que também elegeu ‘A Vida Invisível’ como um dos filmes imperdíveis do festival, Karim prova que o “eletrizante e emocionante” filme de época pode ser apresentado de forma verdadeira e ao mesmo tempo ser um deleite. “Com a forte reação crítica e o boca-a-boca que essa contundente e bem-acabada saga familiar parece suscitar, é quase certo que o filme viaje para além do Brasil e dos territórios de língua portuguesa”, prevê o crítico, que adverte: “É melhor você deixar um lenço separado para as cenas finais”.

O jornalista Guy Lodge, da Variety, por sua vez, afirma que o longa-metragem pode ser considerado “um forte concorrente do Brasil na corrida ao Oscar de Melhor Filme Internacional”.

Livre adaptação do romance de Martha Batalha, ‘A Vida Invisível’ é uma produção da RT Features, de Rodrigo Teixeira, em coprodução com a alemã Pola Pandora, braço de produção da The Match Factory, de Michael Weber e Viola Fügen, além da Sony Pictures, Canal Brasil e Naymar (infraestrutura audiovisual), e conta com o financiamento do fundo alemão Medienboard Berlin Brandenburg e do Fundo Setorial do Audiovisual/Ancine.

SOBRE O FILME 

Definido pelo cineasta como um melodrama tropical, a obra apresenta nos papeis principais duas jovens estreantes no cinema. Tanto Carol Duarte, reconhecida por seu trabalho na TV aberta, como Julia Stockler, experiente atriz de teatro, foram escolhidas após participarem de um concorrido teste com mais de 300 candidatas. O elenco traz ainda Fernanda Montenegro, como atriz convidada, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flavio Bauraqui e Maria Manoella.

“Eu trabalhei com um maravilhoso grupo de atrizes e atores. Eles são todos muito diferentes, de diferentes gerações, diferentes registros de atuação – e o desafio foi alcançar o mesmo tom, a mesma vibração”, conta o diretor.

“Eu fiquei profundamente tocado quando eu li o livro. Disparou memórias intensas da minha vida. Eu fui criado no nordeste dos anos 60, numa sociedade machista e conservadora, dentro de uma família matriarcal. Os homens ou haviam ido embora ou eram ausentes. Numa cultura patriarcal, eu tive a oportunidade de crescer numa família onde as mulheres comandavam o espetáculo – elas eram as protagonistas”, recorda Aïnouz. “O que me levou a adaptar ‘A Vida Invisível’ foi o desejo de dar visibilidade a tantas vidas invisíveis, como as de mulheres da geração da minha mãe, minha avó, das minhas tias e de tantas outras mulheres dessa época. As histórias dessas personagens não foram contadas o suficiente, seja em romances, livros de história ou no cinema”, completa.

Segundo o diretor, trata-se de um melodrama tropical porque a abordagem mistura preceitos clássicos do gênero, mas com um olhar que busca se adaptar a uma contemporaneidade brasileira.

“Eu sempre quis fazer um melodrama que pudesse ser relevante para os nossos tempos. Como eu poderia me engajar com o gênero e ainda torná-lo contemporâneo e brasileiro?  Como eu poderia criar um filme que fosse emocionante como uma grande ópera, em cores florescentes e saturadas, maior que a vida? Eu me lembrava de Janete Clair e das novelas lá do início. Eu queria fazer um melodrama tropical filmado no Rio de Janeiro, uma cidade entre a urbis e a floresta”, pondera.

A colaboração de Rodrigo Teixeira com Karim começou nas origens do projeto. Ao receber o manuscrito de Martha Batalha, o produtor pensou imediatamente no diretor, não apenas pelo estilo de sua filmografia, mas também pela interseção entre o livro e a história familiar do diretor, onde observou a invisibilidade das mulheres conduzidas por uma geração machista.

“Quando eu li o livro eu pensei muito no Karim, tanto pela narrativa ter relação com a história pessoal de vida dele, especificamente com o momento que ele estava vivendo naquela época, e também porque o universo me remetia muito a dois filmes dele: ‘O Céu de Suely’ e ‘Seams’, o primeiro de sua carreira, ambos projetos que falam de mulheres fortes, que lutam para sobreviver na nossa sociedade”, explica Teixeira. “Além disso, há tempos Karim me dizia que gostaria de filmar um melodrama, que queria realizar um longa que se aproximasse de Fassbinder, de Sirk. E vi nessa história da Martha Batalha um potencial melodrama a ser adaptado. Eu e Karim colaboramos há mais de 15 anos e fazia tempo que estávamos buscando uma grande história para voltarmos a fazer outro filme juntos”, continua o produtor.

As irmãs Guida e Eurídice são como duas faces da mesma moeda – irmãs apaixonadas, cúmplices, inseparáveis. Eurídice, a mais nova, é uma pianista prodígio, enquanto Guida, romântica e cheia de vida, sonha em se casar com um príncipe encantado e ter uma família. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, seis meses depois e sozinha, o pai, um português conservador, a expulsa de casa de maneira cruel. Guida e Eurídice são separadas e passam suas vidas tentando se reencontrar, como se somente juntas fossem capazes de seguir em frente.

Com roteiro assinado por Murilo Hauser, em colaboração com a uruguaia Inés Bortagaray e o próprio diretor, o longa – ambientado majoritariamente na década de 50 – foi rodado no Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Santa Teresa, Estácio e São Cristóvão.

A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart, que assina seu primeiro longa brasileiro e acumula trabalhos importantes na carreira, como os filmes ‘Pina’, de Wim Wenders; ‘The Smell of Us’, de Larry Clark; ‘As Praias de Agnes’, de Agnès Varda; e ‘Lázaro Feliz’, de Alice Rohwacher, entre outros.  A alemã Heike Parplies, responsável pela edição do longa-metragem ‘Toni Erdmann’, da diretora Maren Ade, indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, assina a montagem.

SINOPSE 

Rio de Janeiro, 1950. Eurídice, 18, e Guida, 20, são duas irmãs inseparáveis que moram com os pais em um lar conservador. Ambas têm um sonho: Eurídice o de se tornar uma pianista profissional e Guida de viver uma grande história de amor. Mas elas acabam sendo separadas pelo pai e forçadas a viver distantes uma da outra. Sozinhas, elas irão lutar para tomar as rédeas dos seus destinos, enquanto nunca desistem de se reencontrar.

FICHA TÉCNICA  

Direção: Karim Aïnouz
Roteiro: Murilo Hauser
Co-roteiro: Inés Bortagaray e Karim Aïnouz
Baseado na obra de Martha Batalha
Elenco: Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flávia Gusmão, Antônio Fonseca, Flavio Bauraqui, Maria Manoella e participação especial de Fernanda Montenegro.
Produtor: Rodrigo Teixeira
Co-produtores: Michael Weber e Viola Fügen.
Empresas produtoras: RT Features, Pola Pandora, Sony Pictures, Canal Brasil e Naymar.
Produtores Executivos:  Camilo Cavalcanti, Mariana Coelho, Viviane Mendoça, Cécile Tollu-Polonowski, André Novis  Produtor Associado: Michel Merkt
Diretora Assistente: Nina Kopko
Direção de Fotografia: Hélène Louvart (AFC)
Direção de Arte: Rodrigo Martirena
Figurino: Marina Franco
Maquiagem:  Rosemary Paiva
Diretora de Produção: Silvia Sobral
Montagem: Heike Parplies (BFS)
Montagem de som: Waldir Xavier
Som direto: Laura Zimmerman
Música Original: Benedikt Schiefer
Mixagem: Björn Wiese
Idioma: Português
Gênero: Melodrama
Ano: 2019
País: Brasil

SOBRE O DIRETOR  

Formado em Arquitetura pela Universidade de Brasília, Aïnouz fez mestrado em Teoria e História do Cinema pela Universidade de Nova York e participou do Whitney Independent Study Program. Cineasta premiado e celebrado mundialmente, roteirista e artista visual, realizou diversos curtas-metragens, documentários e instalações. Dirigiu os longas-metragens ‘Madame Satã’ (2002), ‘O Céu de Suely’ (2006), ‘Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo’ (2009, codirigido com Marcelo Gomes), ‘O Abismo Prateado’ (2011, produzido pela RT Features), ‘Praia do Futuro’ (2014), além do documentário ‘Aeroporto Central’ (2018). O próximo longa-metragem, ‘A Vida Invisível’, tem previsão de lançamento no dia 21 de novmebro de 2019. Para a televisão, codirigiu com Sergio Machado a minissérie ‘Alice’, filmada no Brasil e transmitida pelo canal HBO em 2008. Aïnouz é um dos tutores do laboratório de roteiros do Porto Iracema das Artes emFortaleza e membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

SOBRE A RT FEATURES 

Fundada e dirigida por Rodrigo Teixeira, a RT Features é uma produtora nacional e internacional de conteúdo cultural e entretenimento para cinema e televisão, com base em São Paulo, Brasil, e escritório em Nova York, nos EUA. Dentre outras produções, seu currículo conta com os longas-metragens ‘O Cheiro do Ralo’ (2006), ‘O Abismo Prateado’ (2010), ‘Tim Maia’ (2014), ‘Alemão’ (2014), ‘O Silêncio do Céu’ (2016) e a série ‘O Hipnotizador’ (para a HBO Latin America em 2015).

No mercado internacional, produziu os longas Frances Ha (2013), O amor é estranho (2014), Love (2015), Mistress America (2015), A Bruxa (2016), Patti Cake$ (2017) e Me chame pelo seu nome (2017), indicado ao Oscar em quatro categorias tendo sido vencedor por Melhor Roteiro Adaptado. Em 2018, entre outros filmes, produziu o novo filme de James Gray, Ad Astra, protagonizado por Brad Pitt, com previsão de estreia em setembro.

Dedicada a trabalhar com jovens e talentosos diretores desde a criação de sua empresa, a RT Features formou uma joint venture com a Sikelia Productions, de Martin Scorsese, com o objetivo de produzir filmes de cineastas emergentes em todo o mundo. O primeiro longa-metragem desta parceria, A Ciambra, estreou na Quinzena dos Realizadores em 2017, e o segundo filme, Port Authority, foi selecionado para o Festival de Cannes e exibido na mostra oficial Un Certain Regard.

A RT Features também teve um terceiro filme exibido em Cannes, The Lighthouse de Robert Eggers, com Willem Dafoe e Robert Pattinson, esteve na Quinzena dos Realizadores, e levou o FIPRESCI – prêmio da crítica internacional, de Melhor Filme.

SOBRE A VITRINE FILMES  

Em nove anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 140 filmes. Entre seus maiores sucessos estão “Aquarius” e “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “O Filmes da Minha Vida”, de Selton Mello.

Mais recentemente a distribuidora lançou “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal, o documentário mais visto de 2017 e “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.

Entre os lançamentos de 2019 estão “Divino Amor”, dirigido por Gabriel Mascaro, “Bacurau”, novo filme do diretor Kleber Mendonça Filho em parceria com Juliano Dornelles, e “A Vida Invisível”, Karim Aïnouz. Além disso a Vitrine Filmes segue pelo terceiro ano consecutivo com o projeto de distribuição coletiva de filmes Sessão Vitrine, que durante o ano todo irá lançar longas nacionais em diversas cidades do Brasil.

SOBRE A SONY PICTURES 

A Sony Pictures Entertainment (SPE) é uma subsidiária da Sony Corporation of America, uma subsidiária da japonesa Sony Corporation. As operações globais da SPE abrangem produção, aquisição e distribuição de filmes em cinema, home entertainment, televisão e mídias digitais; uma rede global de canais; operação de estúdio, desenvolvimento de novos produtos audiovisuais, serviços e tecnologias. Tudo isto representa a distribuição de entretenimento em mais de 140 países.

Com presença marcante no mercado nacional, a Sony Pictures distribuiu  e/ou co-produziu no Brasil, 22 dos 25 filmes nacionais lançados na década de 90, momento da retomada. Em 2018, através do investimento em inúmeras produções, apostando em novos talentos e diferentes gêneros ao longo dos últimos anos, a Sony chega à marca de mais de 60 filmes nacionais distribuídos e/ou co-produzidos, entre eles: Deus é Brasileiro, O Auto da Compadecida, Carandiru, Cazuza, 2 Filhos de Francisco, Meu Nome Não é Johnny, Chico Xavier, Xingu, Tainá, Confissões de Adolescente, Um Tio Quase Perfeito e Entre Irmãs.

SOBRE O CANAL BRASIL 

O Canal Brasil é, hoje, o canal responsável pela maior parte das parcerias entre TV e cinema do país e um dos maiores do mundo, com mais de 300 longas-metragens coproduzidos só nos últimos 10 anos. No ar há duas décadas, apresenta uma programação composta por muitos discursos, que se traduzem em filmes dos mais importantes cineastas brasileiros, e de várias fases do nosso cinema, além de programas de entrevista e séries de ficção e documentais. O que pauta o canal é a diversidade e a palavra de ordem é liberdade – desde as chamadas e vinhetas até cada atração que vai ao ar.