Com estreia no dia 30/3, NOITES ALIENÍGENAS divulga trailer oficial

Com estreia no dia 30/3, NOITES ALIENÍGENAS divulga trailer oficial

Dirigido por Sérgio de Carvalho, esse é o primeiro longa do Acre a chegar aos cinemasASSISTA AO TRAILERhttps://youtu.be/5fd8ka-pPs0

Após trajetória bem-sucedida pelo circuito de festivais, o longa-metragem de ficção NOITES ALIENÍGENAS divulga o seu trailer oficial e se prepara para estrear no circuito exibidor. Dirigido por Sérgio de Carvalho, a obra foi a grande vencedora do último Festival de Gramado, onde levou os Kikitos de Melhor Filme, Ator (Gabriel Knoxx), Atriz Coadjuvante (Joana Gatis), Ator Coadjuvante (Chico Diaz), Menção Honrosa ao ator Adanilo Reis e o prêmio do Júri da Crítica. Com produção da Saci Filmes e distribuição da Vitrine Filmes, NOITES ALIENÍGENAS ganha as salas de cinema no dia 30 de março – no Acre, o longa será lançado uma semana antes, no dia 23 de março.

O roteiro, assinado por Carvalho, Camilo Cavalcante e Rodolfo Minari, parte de um livro homônimo escrito pelo diretor. Mas, como ele mesmo deixa claro, livro e filme são coisas distintas. “A gente fez uma adaptação da linguagem literária para a linguagem cinematográfica em um outro ponto que é importante também colocar, porque tanto o livro quanto o filme falam de uma periferia amazônica.”

O filme retrata o lado urbano da cidade de Rio Branco, trazendo personagens cujas vidas são marcadas pela mudança da rota do tráfico que começa a passar pela região. “Hoje essas organizações criminosas são muito presentes. A gente sentiu que isso também era importante. Era importante trazer para o presente e para o contemporâneo o roteiro, que, em cinco anos, entre o livro e o filme, mudou radicalmente. Ali é o cenário que a história se passa.”

Fazer o primeiro longa na região foi um desafio para Carvalho. O diretor nasceu no Rio, mas foi radicado no Acre, onde fundou sua produtora, a Saci Filmes. “Tivemos de encontrar um modelo de produção com profissionais muito experientes de todo o Brasil, mas que fosse adequado para o tamanho de orçamento que a gente tinha.

O cineasta também destaca que, ao situar a trama numa Amazônia urbana, o filme apresenta um lado da região pouco mostrado no cinema. “A gente conhece tão pouco e fala tão pouco dessa Amazônia urbana que também é completamente ligada à Amazônia das florestas, e que tem uma riqueza de culturas muito grande.”

Uma das questões centrais em NOITES ALIENÍGENAS é a identidade brasileira. “É uma grande pauta que o Brasil vive hoje, de reafirmação de suas culturas originárias, de seus povos tradicionais. E o filme também trata essa questão da negação da identidade por meio do personagem do Paulo. Então, acho que o Brasil é o maior dos alienígenas. Ele acaba sendo o reflexo dessa sociedade brasileira em plena transformação.”

NOITES ALIENÍGENAS será distribuído pela Vitrine Filmes.

Sinopse
NOITES ALIENÍGENAS
 expõe uma Amazônia urbana, onde a ancestralidade dos povos tradicionais resiste à contemporaneidade que insiste em negar a floresta. Com elementos narrativos fantasiosos, o longa apresenta a história de três personagens da periferia de Rio Branco impactados pelo conflito entre facções criminosas e pela violência urbana, que, nos últimos dez anos, quase triplicou o assassinato de crianças e jovens no Estado do Acre.

Ficha Técnica
Direção: 
Sérgio de Carvalho
Produção: Saci Filmes
Coprodução: Com Domínio Filmes
Produtores: Karla Martins, Pedro von Krüger e Sérgio de Carvalho
Roteiristas: Camilo Cavalcante, Rodolfo Minari e Sérgio de Carvalho
Produtora Executiva: Karla Martins
Elenco: Gabriel Knoxx, Adanilo, Gleici Damasceno, Chico Diaz, Joana Gatis, Chica Arara, Bimi Huni Kuin, Duace
Diretor de Fotografia e Câmera: Pedro von Krüger, ABC
Montador: André Sampaio
Diretor de Arte: Alonso Pafyeze
Figurinistas: Mariana Braga, Maria Esther de Albuquerque
Som Direto: Pedro Sá Earp
Diretor de Produção: Clemilson Farias
Produção: Saci Filmes
Coprodução: Com Domínio Filmes

SOBRE SÉRGIO CARVALHO
Sérgio de Carvalho é formado em Cinema pela Universidade Estácio de Sá, no RJ. Após a graduação, mudou-se para o Estado do Acre, na Amazônia brasileira, onde criou a produtora de audiovisual Saci Filmes.

Na direção, assina as séries de TV:  “Nokun Txai – Nossos Txais”, sobre os povos indígenas do Acre, “O Olhar Que Vem de Dentro”, sobre religiões brasileiras a partir do ponto de vista infantil, e “Alimentando a Alma”, sobre culinária e espiritualidade; também o documentário em longa-metragem “Empate”, sobre os companheiros do líder seringueiro Chico Mendes, o longa-metragem NOITES ALIENÍGENAS e o curta-metragem em animação “Awara Nane Putane – Uma História do Cipó”, que aborda um mito de criação da cultura yawanawa.

Também é idealizador e diretor artístico do Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira desde 2010, além de curador  e produtor do festival People of the Rain Forest, que acontece em Amsterdam, Holanda, desde 2021.

Produziu o documentário em longa-metragem “Bimi, Shu Ikaya”, dirigido por Isaka e Gilson Huni Kuin, que circulou em diversos festivais pelo mundo e ganhou o prêmio de melhor filme no Fórum Doc, de Belo Horizonte, e no Festival do Cinema Livre, em Brasília.

É autor do livro de contos “Outros Morangos” e de ficção NOITES ALIENÍGENAS, que inspirou o longa-metragem homônimo, vencedor do concurso Garibaldi Brasil de Literatura de 2010, da prefeitura de Rio Branco, por meio da Fundação Garibaldi Brasil.

SACI FILMES
Saci Filmes é uma produtora amazônica de audiovisual, focada na produção de conteúdo para cinema, internet, streamings e televisão. Também, na  realização de projetos culturais, como eventos e de formação.

Entre seus principais projetos, destacam-se a realização do Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira, desde 2010, as séries “Nokun Txai – Nossos Txais” ,  “O olhar Que Vem de Dentro” e “Alimentando a Alma”.

Ainda, os documentários “Empate”, dirigido por Sérgio Carvalho, e “Bimi Shu Ykaya”, dirigido por Isaka, Siã e Yube Huni Kuin, e a animação “Juvenal e Oliver”, dirigida por Italo Rocha e Marcelo Zuza.

Em 2021, a Saci finalizou seu primeiro longa-metragem de ficção, NOITES ALIENÍGENAS, dirigido por Sérgio de Carvalho. 

COM DOMÍNIO FILMES
A Com Domínio é uma produtora audiovisual onde projetos e profissionais se encontram. Trabalhamos da ideia à projeção, desenvolvendo desde a pesquisa até a pós-produção. Elaboramos projetos próprios e abraçamos projetos de clientes e parceiros, como agências, marcas, canais de TV, instituições, pessoas e outras produtoras. Nossos profissionais têm o domínio das ferramentas e linguagens do audiovisual, com atuação em grandes projetos de cinema, publicidade e televisão.

VITRINE FILMES
A Vitrine Filmes, desde 2010, já distribuiu mais de 200 filmes e alcançou milhares de espectadores apenas nos cinemas do Brasil. Entre seus maiores sucessos estão “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019; “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional; e “Druk – Mais Uma Rodada”, de Thomas Vinterberg, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2021.

Em 2020, a Vitrine Filmes iniciou um novo ciclo de expansão e renovação. Entre as iniciativas, o lançamento da Vitrine España, que produz e distribui longas metragens na Europa; o Vitrine Lab, curso online sobre distribuição cinematográfica, vencedor do prêmio de distribuição inovadora do Gotebörg Film Fund 2021; a Vitrine Produções, para o desenvolvimento e produção de títulos brasileiros; e, em 2022, a criação do selo Manequim, focado na distribuição de filmes com apelo a um público mais amplo.

Na produção, o primeiro lançamento, “Amigo Secreto” (DocLisboa 2022), de Maria Augusta Ramos, que teve mais de 15 mil espectadores no Brasil; o romance adolescente “Jogada Ensaiada”, de Mayara Aguiar, em desenvolvimento; “O Nosso Pai”, curta de Anna Muylaert exibido no Festival de Brasília; e “Caigan Las Rosas Blancas” (White Roses, Fall!), de Albertina Carri, a continuação de “Las Hijas del Fuego”, distribuído pela Vitrine Filmes em 2019.

Em 2023, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, estão confirmados para os próximos meses a animação “Perlimps”, de Alê Abreu; “Bem-vinda, Violeta!”, de Fernando Fraiha; e o vencedor do Festival de Gramado NOITES ALIENÍGENAS, de Sérgio de Carvalho.

Já a Sessão Vitrine, projeto inovador de formação de público e distribuição coletiva de produções e coproduções brasileiras em salas de cinema comerciais, terá, em 2023, o patrocínio do PROAC. O filme “Mato Seco em Chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, exibido no Festival de Berlim e premiado no Festival do Rio e no Festival de Brasília, abrirá esta edição, que terá também “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes e premiado no Festival do Rio; “Canção ao Longe”, de Clarissa Campolina; e “Rio Doce”, de Fellipe Fernandes.

Premiado terror de Anita Rocha da Silveira, MEDUSA estreia dia 16 de março

Premiado terror de Anita Rocha da Silveira, MEDUSA estreia dia 16 de março

Com produção da Bananeira Filmes, de Vania Catani, e da MyMama Entertainment, de Mayra Faour Auad, o filme lida com temas atemporais e universais ao abordar o papel da mulher no Brasil contemporâneo

Destaque na Quinzena dos Realizadores de Cannes, e no Festival Internacional de Cinema de Toronto, MEDUSA, de Anita Rocha da Silveira, chega aos cinemas no dia 16 de março. Desde sua primeira exibição, o longa fez uma trajetória de sucesso, recebendo prêmios em festivais como Sitges Film Festival (Melhor Direção), Tromsø Int. Film Festival (Melhor Filme), IndieLisboa (Prêmio Especial do Júri), Raindance Film Festival (Melhor Filme Internacional), Palm Springs Int. Film Festival (Menção Honrosa).

No Brasil, o filme foi o grande vencedor da Première Brasil do Festival do Rio, com os prêmios de Melhor Filme, além de ter recebido os prêmios de melhor direção e melhor atriz coadjuvante para Lara Tremouroux.

Anita, que também assina o roteiro, explica que o filme partiu de sua própria observação da sociedade brasileira dos últimos anos, que voltou a defender um modelo de mulher “bela, recatada e do lar”. Além disso, uma série de notícias de jornais de 2015 sobre ataques contra jovens consideradas “promíscuas” por agressoras também mulheres chamou a atenção da cineasta.

“Às vezes, o cabelo era cortado e cortes feitos na face, pois era essencial deixar essa mulher ‘feia’. Os motivos declarados para tamanha violência variavam entre a vítima ser considerada ‘bonita demais’, ter ‘dado em cima’ do namorado de uma das agressoras, ‘se exibir’ com roupas provocativas, ter likes de muitos rapazes em fotos no Instagram e ser tida como ‘fácil’ e ‘piranha’ – tudo isso em um mundo onde as redes sociais se tornaram a principal ferramenta de vigilância.”

Essas notícias, levaram Anita a recordar imediatamente do mito de Medusa: “Na versão mais conhecida do mito, Medusa era uma das mais lindas donzelas existentes, sacerdotisa do templo de Atena. Mas um dia ela cedeu às investidas de Poseidon, enfurecendo Atena, a deusa virgem, que transformou seu belo cabelo em serpentes, e deixou seu rosto tão horrível que uma mera visão transformaria os que a olhassem em pedra. Medusa foi punida por sua sexualidade, por desejar, por não ser ‘pura’. Da junção entre mito e realidade me ocorreu que mesmo com o passar dos séculos, faz parte da construção da nossa civilização as mulheres quererem controlar umas às outras. E que talvez essa seja uma forma de mantermos o controle de nós mesmas. Afinal, crescemos com medo de ceder aos nossos impulsos, e até de sermos consideradas ‘histéricas’. O controle também passa pela aparência, pela beleza, pois está impregnada em nós a ideia de que este é o nosso principal atributo. Fazemos dietas para chegar ao peso ‘padrão’ e passamos por procedimentos estéticos dolorosos na esperança de sermos jovens para sempre.”

É também um mundo onde, como diz uma personagem, “aparência é tudo”. “Porém, ao meu ver, o culto ao corpo e a um determinado padrão estético diz respeito, antes de mais nada, a uma forma de controle. Já que é exigido desses jovens controlar seus desejos, o exercício do controle começa pelos seus próprios corpos e perpassa para os corpos alheios.”

A protagonista do filme é Mariana (Mari Oliveira), uma bela jovem que, ao lado de suas amigas, se esforça para não cair em tentação, formando um grupo chamado de Preciosas do Altar. Em uma tentativa de se manterem fiéis aos princípios da Igreja, elas vigiam e controlam suas próprias vidas e corpos, como também das mulheres que as cercam.

Anita já havia trabalhado com Mari em seu primeiro longa, “Mate-me Por Favor”, e escreveu a personagem especialmente para a atriz. Para a construção do elenco, foram testados mais de 200 jovens, entre atores e atrizes. “Alguns já contavam com experiências profissionais na televisão e cinema, como a Lara Tremouroux, o Felipe Frazão e o João Oliveira; mas a maior parte do elenco jovem vem de formações diversas em escolas de teatro, e estreia nas telas em MEDUSA. Além disso, tivemos a honra de contar com nomes consagrados no elenco, como Thiago Fragoso e Joana Medeiros, e com as participações super especiais de Bruna Linzmeyer e Inez Viana.”

Classificado pelo site Colider como um dos melhores filmes de terror de 2022, MEDUSA começou a ser pensado em 2015, e foi filmado antes da pandemia, em novembro de 2019, mas reflete muito sobre o Brasil dos últimos anos. “O Brasil é um país cuja história é marcada pelo fanatismo religioso. Com a chegada dos portugueses e em sequencia dos jesuítas, um genocídio foi feito em nome de um deus cristão. Quando comecei a desenvolver o filme em 2015, algo que percebi é que meu interesse principal era falar do avanço do fascismo, da extrema-direita e do conservadorismo – que no Brasil, devido a nossa história, está ligado à religião.

MEDUSA foi também um exercício de pesquisar e entender o outro: quem é a jovem brasileira de extrema-direita, que já nasce em um ambiente ultraconservador? O que a move, quais são os seus medos? Mas, acima de tudo, MEDUSA foi para mim uma espécie de catarse, um modo de lidar com uma série de notícias cada vez piores e com o avanço da extrema-direita. Por isso que foi de extrema importância dar uma forma ficcional a todas essas inspirações reais, com espaço para o fantástico e o humor. Depois de anos tão difíceis, eu não queria que fosse pesado para a plateia brasileira assistir o filme, então por isso caprichamos numa estética que nos transporta para um universo paralelo, e mesmo sendo um filme cujo principal gênero é o horror, acredito que os elementos de comédia e musical que trouxe para a narrativa ajudam a tornar o filme um pouco mais leve.”

Anita acredita que, agora em 2023, o filme será visto ainda com mais leveza, e as partes de humor e fantasia terão mais evidência. “Além disso, é um filme que, antes de mais nada, parte de um mito de mais de dois mil anos, então muitas de suas questões são universais e perpassam gerações – em especial para as mulheres.”

O filme também conta com uma marcante trilha sonora da qual se destaca a inédita “Jesus é Meu Amor”, uma versão da música pop brasileira Sonho de Amor. “A Igreja de MEDUSA é pop, quer atrair fiéis, então nada como uma trilha sonora cativante. A escolha dos fonogramas passou muito pelo meu gosto pessoal, e por músicas que através de suas letras e ritmos ajudavam a transmitir as sensações das cenas do filme, como Cities In Dust (Siouxsie & The Banshees), Uma Noite e 1/2 (Renato Rocketh), na voz de Marina Lima, e Baby It’s You, que ganhou uma nova versão para o filme, na voz de Nath Rodrigues e produzida por Rafael Fantini. Já as músicas incidentais foram compostas por Bernardo Uzeda, e tiveram como influência John Carpenter, Tangerine Dream e Goblin.”

Em suas exibições, o longa recebeu diversos elogios. Marya E. Gates, por exemplo, que escreve para o site RogerEbert pontuou: “Com interpretações poderosas de suas duas protagonistas, e um visual arrebatador do diretor de fotografia João Atala, MEDUSA observa o mundo hipócrita e violento da cultura da pureza com uma honestidade inabalável”. Já Beatriz Loyaza diz, no The New York Times, que o filme “é um estudo de personagem bastante direto, lidando com questões como a epidemia dos padrões de beleza no ocidente e as dificuldades de se abandonar uma relação abusiva.”

Nicole Veneto, em The Arts Fuse, declara que “Com MEDUSA, Anita Rocha da Silveira encontra um lugar distinto para si no panteão de aclamados cineastas feministas internacionais como Lucrecia Martel, Claire Denis e Agnieszka Smoczyńska, moldando formas e tropas num tratado de uivo sobre o regresso da repressão feminina. Se nós mulheres somos verdadeiramente algo monstruoso, então Deus ajude aqueles que procuram destruir-nos.” E Michael Talbot-Haynes, em FilmThreat, define MEDUSA como “uma obra de arte eletrizante”.

Com produção da Bananeira Filmes, de Vania Catani, e da MyMama Entertainment, de Mayra Faour Auad, MEDUSA é uma distribuição da Vitrine Filmes, por meio do projeto Sessão Vitrine, contemplado pelo PROAC 34/2022, programa de fomento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Sinopse

A jovem Mariana pertence a um mundo onde deve manter a aparência de ser uma mulher perfeita. Para não cair em tentação, ela e suas amigas se esforçam ao máximo para controlar tudo e todas à sua volta. Ao cair da noite, elas formam uma gangue e, escondidas atrás de máscaras, caçam e punem aquelas que se desviaram do caminho correto. Porém, dentro do grupo, a vontade de gritar fica a cada dia mais forte.

Ficha Técnica
Direção e Roteiro: 
Anita Rocha da Silveira
Produção: Vania Catani, Mayra Faour Auad e Fernanda Thurann
Produção Executiva: Tarcila Jacob
Direção de Produção: Renata Amaral
Elenco: Mari Oliveira, Lara Tremouroux, Joana Medeiros, Felipe Frazão, Bruna G, Carol Romano, João Oliveira, Bruna Linzmeyer, Thiago Fragoso, Inez Viana.
Direção de Fotografia: João Atala
Direção de Arte e Cenografia: Dina Salem Levy
Figurino: Paula Stroher
Caracterização: Maria Inez Moura
Som direto: Evandro Lima
Desenho de som: Bernardo Uzeda
Mixagem: Gustavo Loureiro
Trilha sonora: Anita Rocha da Silveira e Bernardo Uzeda
Montagem: Marilia Moraes, edt.
Empresa Produtora: Bananeira Filmes
Empresas Coprodutoras: MyMama Entertainment, Telecine, Canal Brasil, Brisa Filmes, Cajamanga
País: Brasil
Ano: 2021
Duração: 127 min.

Sobre Anita Rocha da Silveira

Nascida no Rio de Janeiro, Anita Rocha da Silveira escreveu e dirigiu três curtas-metragens: “O Vampiro do Meio-Dia” (2008), “Handebol” (2010, Prêmio FIPRESCI no Int. Short Film Festival Oberhausen), e “Os Mortos-Vivos” (2012, Quinzena dos Realizadores de Cannes).

Seu primeiro longa-metragem, “Mate-me Por Favor” (2015), estreou na Mostra Orizzonti do Festival de Cinema de Veneza, onde recebeu o Bisato d’Oro de Melhor Atuação, concedido pela crítica independente italiana. Participou de festivais como SXSW, New Directors/New Films, AFI Fest, Bafici, Indie Lisboa, Filmfest Munchen, tendo recebido prêmios de Melhor Direção e Melhor Atriz no Festival do Rio, e Melhor Filme no Festival Int. de Cine de Cali e no Panorama Int. Coisa de Cinema.

“Medusa” (2021) é seu segundo longa-metragem e estreou na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Depois, participou de festivais tais como TIFF, Sitges Film Festival (Melhor Direção), Tromsø Int. Film Festival (Melhor Filme), IndieLisboa (Prêmio Especial do Júri), Festival do Rio (Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz Coadjuvante), Raindance Film Festival (Melhor Filme Internacional), Palm Springs Int. Film Festival (Menção Honrosa), Viennale, Jeonju Int. Film Festival e IFFR. “Medusa” já teve lançamento comercial em países como Estados Unidos, França e Alemanha, e terá sua estreia nos cinemas brasileiros em março de 2023.

Atualmente, Anita desenvolve uma série e seu terceiro longa-metragem.

Sobre a Bananeira Filmes

Convidada em junho de 2018 para integrar como membro a Academy of Motion Picture Arts and Sciences – AMPAS (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood), Vania Catani fundou a Bananeira Filmes no ano 2000, e se tornou uma das mais prestigiadas produtoras do Cinema Brasileiro. Somadas, suas produções receberam mais de 270 prêmios e foram exibidas em mais de 500 festivais como Cannes, Veneza, Rotterdam, Berlinale em mais de 60 países. Ao longo de 22 anos produziu e coproduziu vários curtas e mais de 30 longa-metragens, dentre os quais estão os premiados “Narradores de Javé” (2003), da diretora Eliane Caffé; “A Festa da Menina Morta” (2008), estreando Matheus Nachtergaele como diretor, com première mundial no Festival de Cannes; “Feliz Natal” (2008) experiência bem sucedida com Selton Mello que se repetiu em “O Palhaço” (2011), visto por cerca de 1,5 milhão de pessoas no Brasil somente em salas de cinema e escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2012. Em 2017 Vania Catani e Selton Mello retomaram a parceria com “O Filme da Minha Vida”. Os longas “Mate-me Por Favor” (2015), de Anita Rocha da Silveira, e “Zama” (2017), da premiada diretora Lucrecia Martel, tiveram estreia no Festival de Veneza. Zama foi o escolhido para representar a Argentina na disputa por uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2018 e em 2019 foi considerado o 9º melhor filme do século pelo prestigiado jornal britânico The Guardian e o melhor filme latino-americano da década pela Remezcla. Também são destaques suas coproduções “La Playa” (Colômbia), “El Ardor” (Argentina) e “Jauja” (Argentina) que tiveram estreia internacional no Festival de Cannes, sendo “La Playa” o escolhido pela Colombia para representar o país na disputa por uma vaga no Oscar de 2013.

Em 2021, estreou “Medusa”, segundo filme com a diretora Anita Rocha da Silveira, no Festival de Cannes, vencedor do Melhor Filme no Festival do Rio do mesmo ano. Em 2022, estreou “Fogaréu” no Festival de Berlim, primeiro longa-metragem de Flávia Neves, ficando em 3º Lugar no Prêmio do Público como Melhor Filme. Também em 2022, estreou, junto a Paramount+, uma série documental sobre o ídolo rubro negro, “Adriano Imperador”, e “Serial Kelly”, longa-metragem de René Guerra protagonizado por Gaby Amarantos. Estreará no Brasil “O Baile dos 41”, longa de David Pablos, coprodução internacional junto a Canana Films (México) e Manny Films (França). Em produção, está o “Incondicional – O Mito da Maternidade”, documentário de Patrícia Froes. Já em finalização, há “Toda Essa Água”, documentário sobre o primeiro disco solo do cantor mineiro Lô Borges, dirigido por Rodrigo de Oliveira. Se prepara para gravar “Super Poderes”, longa-metragem de Anne Pinheiro Guimarães, e desenvolve “Casa Assassinada”, de José Luiz Villamarim.

Sobre a MyMama Entertainment

Duas vezes vencedora do Emmy Internacional (“Hack the City” e “Nosso Sangue, Nosso Corpo”), a MyMama Entertainment é uma produtora reconhecida internacionalmente. Os filmes da MyMama foram premiados em grandes festivais de cinema como Cannes, TIFF, Sundance, SXSW, Berlinale, Veneza e no Festival do Rio. Em 2022 lançou os longas-metragens “Fogaréu” (Prêmio da Audiência – Panorama no Festival de Berlim), “Odilon, Réu de Si Mesmo” (HBOMax) e a série “The Beat Diaspora” (YouTube Originals).

Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes, desde 2010, já distribuiu mais de 200 filmes e alcançou milhares de espectadores apenas nos cinemas do Brasil. Entre seus maiores sucessos estão “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019; “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional; e “Druk – Mais Uma Rodada”, de Thomas Vinterberg, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2021.

Em 2020, a Vitrine Filmes iniciou um novo ciclo de expansão e renovação. Entre as iniciativas, o lançamento da Vitrine España, que produz e distribui longas metragens na Europa; o Vitrine Lab, curso online sobre distribuição cinematográfica, vencedor do prêmio de distribuição inovadora do Gotebörg Film Fund 2021; a Vitrine Produções, para o desenvolvimento e produção de títulos brasileiros; e, em 2022, a criação do selo Manequim, focado na distribuição de filmes com apelo a um público mais amplo.

Na produção, o primeiro lançamento, “Amigo Secreto” (DocLisboa 2022), de Maria Augusta Ramos, que teve mais de 15 mil espectadores no Brasil; o romance adolescente “Jogada Ensaiada”, de Mayara Aguiar, em desenvolvimento; “O Nosso Pai”, curta de Anna Muylaert exibido no Festival de Brasília; e “Caigan Las Rosas Blancas” (White Roses, Fall!), de Albertina Carri, a continuação de “Las Hijas del Fuego”, distribuído pela Vitrine Filmes em 2019.

Em 2023, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, estão confirmados para os próximos meses a animação “Perlimps”, de Alê Abreu; “Bem-vinda, Violeta!”, de Fernando Fraiha; e o vencedor do Festival de Gramado, “Noites Alienígenas”, de Sérgio de Carvalho.

Já a Sessão Vitrine, projeto inovador de formação de público e distribuição coletiva de produções e coproduções brasileiras em salas de cinema comerciais, terá, em 2023, o patrocínio do PROAC. O filme “Mato Seco em Chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, exibido no Festival de Berlim e premiado no Festival do Rio e no Festival de Brasília, abrirá esta edição, que terá também “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes e premiado no Festival do Rio; “Sol Alegria”, de Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira; e “Rio Doce”, de Fellipe Fernandes.

MATO SECO EM CHAMAS, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, estreia dia 23 de fevereiro

MATO SECO EM CHAMAS, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, estreia dia 23 de fevereiro

Filme que figurou nas principais listas de Melhores do Ano de 2022, inclusive na tradicional lista da Sight and Sound, terá distribuição no Brasil, através da Sessão VitrineAssista ao trailer: https://youtu.be/vd-ormd2oQI

Depois de ser exibido em 36 Festivais de todo o mundo, e receber 27 prêmios MATO SECO EM CHAMAS, dirigido por Adirley Queirós e Joana Pimenta, ganha data de estreia nacional. O filme chega aos cinemas dia 23 de fevereiro, em todo o Brasil, distribuição do projeto Sessão Vitrine.

MATO SECO EM CHAMAS desafia classificações e a linguagem cinematográfica, combinando documentário com elementos do faroeste e ficção-científica. A fotografia, é assinada pela diretora Joana Pimenta, que já havia trabalhado com Adirley Queiróz em “Era uma vez Brasília”.

Como é de costumes nos filmes de Adirley, a ação do longa se passa na Ceilândia, periferia de sua cidade, e tem, ao centro, as irmãs Chitara e Léa, líderes de uma gangue feminina, que rouba óleo de um oleoduto, refina-o, e vende como combustível na favela Sol Nascente. A história do grupo é relembrada por suas membras na prisão.

Acredito que o Brasil esteja em busca de uma certa sensibilidade, já que sensibilidade é definida por classe, território e pensamento. O cinema brasileiro tem a necessidade de retratar a realidade, e se assume que a câmera estática não permite esse tipo de sensibilidade, caindo então num formalismo. Para nós, esse formalismo deu uma nova força para a realidade. Estabelecemos um código, no qual a energia pertence aos personagens”, conta Adirley sobre as escolhas estéticas da dupla em entrevista à Variety.

Marcada pela trajetória das personagens, a narrativa de MATO SECO EM CHAMAS combina o documental com a ficção no arco de transformação de suas protagonistas. “Procuramos mulheres que tinham uma história que trazem uma melancolia, cujos rostos e corpos são marcados por essa história de liberdade e aprisionamento. Uma geração inteira que foi encarcerada e tem o sentimento de não saber se está no presente, passado ou futuro. Você vai para a prisão e o que para você é um dia, para o resto do mundo são anos. É quase coisa de ficção-científica. O tempo é relativo”, explica Joana.

Definido pelo francês Le Monde como uma combinação de Mad Max com o cinema de Pedro Costa, o jornal escreve: “Bem-vindo ao Brasil de Jair Bolsonaro, onde dois cineastas – o brasileiro Adirley Queiros e a portuguesa Joana Pimenta – unem forças para encenar uma docuficção que sonha com a revolta. MATO SECO EM CHAMAS, filmado com não-profissionais desempenhando seu próprio papel mesmo na fantasmagoria onde o projeto do filme os conduz.

MATO SECO EM CHAMAS será lançado no Brasil pela Vitrine Filme e é uma produção da brasileira Cinco da Norte em coprodução com a portuguesa Terratreme. O filme teve sua estreia mundial no 72o Festival de Berlim, no começo do ano passado, e depois fez carreira em diversos eventos internacionais, recebendo críticas muito positivas e prêmios. No Cinéma du Réel, um dos mais importantes para o gênero documental, foi vencedor da Competição Internacional. Também foi duplamente premiado no IndieLisboa International Independent Film Festival, na competição de longas com o Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa, e, também, como melhor filme português. Foi exibido no Toronto International Film Festival, e nos EUA esteve no New York Film Festival, no AFI, bem como em Mar del Plata e Valdivia, além do Brasil o filme tem distribuição em salas de cinema confirmada nos Estados Unidos (Grasshopper Films), Portugal (Terratreme Filmes), Reino Unido (Institute of Contemporary Art London).

MATO SECO EM CHAMAS é um lançamento da Sessão Vitrine 2023, contemplada pelo PROAC 34/2022, programa de fomento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Sinopse

Léa conta a história das Gasolineiras de Kebradas, tal como ecoa pelas paredes da Colméia, a Prisão Feminina de Brasília, Distrito Federal, Brasil.

Ficha Técnica

DIREÇÃO: JOANA PIMENTA, ADIRLEY QUEIRÓS

PRODUÇÃO: ADIRLEY QUEIRÓS

ELENCO: JOANA DARC FURTADO, LÉA ALVES DA SILVA, ANDREIA VIEIRA, DÉBORA ALENCAR, GLEIDE FIRMINO, MARA ALVES

DIREÇÃO FOTOGRAFIA: JOANA PIMENTA

DIREÇÃO DE SOM: FRANCISCO CRAESMEYER

DIREÇÃO DE ARTE: DENISE VIEIRA

EDIÇÃO: CRISTINA AMARAL

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: LUANA OTTO, ANDREIA QUEIRÓS, JOÃO NIZA

EDIÇÃO E MIXAGEM DE SOM: DANIEL TURINI, FERNANDO HENNA

CORREÇÃO DE COR: MARCO AMARAL

PRODUÇÃO EXECUTIVA: SIMONE GONÇALVES

PRODUZIDO POR ADIRLEY QUEIRÓS – CINCO DA NORTE

COPRODUZIDO POR JOÃO MATOS – TERRATREME FILMES

ANO: 2022

DURAÇÃO: 153 min.

Sobre os Diretores

JOANA PIMENTA é uma diretora portuguesa. O seu mais recente filme, Um Campo de Aviação, teve a sua estreia no 69º Festival de Cinema de Locarno, e foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto, Festival de Cinema de Nova Iorque, Roterdão, CPH:Dox, Rencontres Internationales, Oberhausen, Valdivia, Mar del Plata, Edinburgh, entre outros, e recebeu o Prémio do Júri para Melhor Filme em Competição no Zinebi’58. Joana tem um doutoramento em Cinema e Artes Visuais pela Universidade de Harvard, onde atualmente leciona Realização e é diretora do Film Study Center para além de realizadora associada do Sensory Etnography Lab.

ADIRLEY QUEIRÓS é um cineasta Brasileiro, autor de filmes como A Cidade é uma só?, Era Uma Vez Brasília (2017), que teve a sua estreia no 70º Festival de Cinema de Locarno, onde recebeu a Menção Honrosa Signs of Life, e também Branco Sai, Preto Fica (2014), que passou em inúmeras salas de cinema no Brasil e foi galardoado com mais de 20 prémios. O seu trabalho passou já por locais como o Lincoln Center, Museu da Imagem em Movimento, ICA Londres, Pacific Film Archive, para além de aparecer em publicações como a Artforum, Cinemascope e Cahiers du Cinéma. Os filmes de Adirley tiveram estreias comerciais no Brasil, Estados Unidos, UK, Argentina, Portugal, entre outros países e estão neste momento disponíveis no canal The Criterion Collection.

Sobre as Produtoras

CINCO DA NORTE é uma produtora com sede na cidade de Ceilândia, região administrativa de Brasília, e tem como característica principal a produção de filmes para cinema e televisão. Cinco da Norte atua no cenário cultural e político do Distrito Federal desde 2005, tendo produzido ao longo desses anos curtas e longas aclamadas pela crítica e pelo público. Neste período de existência, já realizou três longas metragens, dois curtas metragens para cinema e dois curtas metragens para televisão. Dentre os filmes realizados está A cidade é uma só? (2012), Branco Sai, Preto Fica (2014) e Era uma Vez Brasília (2017), trabalhos que tiveram um grande sucesso em festivais nacionais e internacionais, além de serem distribuídos nas salas de cinema.

TERRATREME é uma produtora de cinema criada em 2008, por um grupo de jovens cineastas com vontade de encontrar modelos de produção que conseguissem conciliar diferentes formas, escalas e durações para os seus próprios filmes. O nosso objetivo é a articulação da pesquisa e da criação num método de trabalho em que as necessidades de cada filme irão determinar o seu modelo de produção. Atualmente trabalhamos com um grande e diverso grupo de realizadores. A TERRATREME tem uma das maiores presenças, entre as produtoras portuguesas, nos grandes festivais de todo o mundo (Cannes, Berlin, Locarno, Nyon, Marseille, Rotterdam, San Sebastian, Buenos Aires, Rio de Janeiro, Brasília, Chicago, New York e Toronto), ao mesmo tempo que expande suas atividades através de coproduções internacionais (Brasil, França, Suíça, Alemanha, Japão, Bulgária, Cabo Verde, Argentina e Chile).

Sobre a Vitrine Filmes

Vitrine Filmes, desde 2010, já distribuiu mais de 200 filmes e alcançou milhares de espectadores apenas nos cinemas do Brasil. Entre seus maiores sucessos estão “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019; “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional; e “Druk – Mais Uma Rodada”, de Thomas Vinterberg, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2021.

Em 2020, a Vitrine Filmes iniciou um novo ciclo de expansão e renovação. Entre as iniciativas, o lançamento da Vitrine España, que produz e distribui longas metragens na Europa; o Vitrine Lab, curso online sobre distribuição cinematográfica, vencedor do prêmio de distribuição inovadora do Gotebörg Film Fund 2021; a Vitrine Produções, para o desenvolvimento e produção de títulos brasileiros; e, em 2022, a criação do selo Manequim, focado na distribuição de filmes com apelo a um público mais amplo.

Na produção, o primeiro lançamento, “Amigo Secreto” (DocLisboa 2022), de Maria Augusta Ramos, que teve mais de 15 mil espectadores no Brasil; o romance adolescente “Jogada Ensaiada”, de Mayara Aguiar, em desenvolvimento; “O Nosso Pai”, curta de Anna Muylaert exibido no Festival de Brasília; e “Caigan Las Rosas Blancas” (White Roses, Fall!), de Albertina Carri, a continuação de “Las Hijas del Fuego”, distribuído pela Vitrine Filmes em 2019.

Em 2023, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, estão confirmados para os próximos meses a animação “Perlimps”, de Alê Abreu; “Bem-vinda, Violeta!”, de Fernando Fraiha; e o vencedor do Festival de Gramado, “Noites Alienígenas”, de Sérgio de Carvalho.

Já a Sessão Vitrine, projeto inovador de formação de público e distribuição coletiva de produções e coproduções brasileiras em salas de cinema comerciais, terá, em 2023, o patrocínio do PROAC. O filme “Mato Seco em Chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, exibido no Festival de Berlim e premiado no Festival do Rio e no Festival de Brasília, abrirá esta edição, que terá também “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes e premiado no Festival do Rio; “Canção ao Longe”, de Clarissa Campolina; e “Rio Doce”, de Fellipe Fernandes.

Novo filme de Rubens Rewald, ‘SEGUNDO TEMPO’ estreia em março

Novo filme de Rubens Rewald, ‘SEGUNDO TEMPO’ estreia em março

Protagonizado por Kauê Telloli e Priscila Steinman, o premiado longa aborda história e identidade  

A trajetória de uma família é a questão central em SEGUNDO TEMPO, quarto longa ficcional de Rubens Rewald, que também fez Corpo, Super Nada e #eagoraoque; além dos longas documentais, Esperando Telê, Intervenção e Jair Rodrigues – Deixa que Digam. O novo filme coloca ao centro os irmãos Ana (Priscila Steinman) e Carl (Kauê Telloli) em busca de suas verdadeiras identidades depois de uma grande perda. O filme é uma produção Miração Filmes & Confeitaria de Cinema, com distribuição da Pandora Filmes, que o lança nos cinemas em março.

Uma questão crucial no filme é sobre as famílias na cidade, suas histórias atuais e antigas. São Paulo é povoada por inúmeros migrantes e imigrantes, sendo que a identidade da cidade se forma a partir deste caldeirão étnico e cultural. Nesse sentido, há muitas histórias ocultas na cidade sobre pessoas ou famílias que apagaram seus passados para tentar se reinventar em uma nova vida”, explica o diretor, que também assina o roteiro.

Ana e Carl nunca se deram bem. Eles precisam deixar de lado as diferenças na tentativa de encontrar seu lugar no mundo. Os irmãos partem para a Alemanha em busca de suas histórias e identidades. Eles tentam, de alguma forma, descobrir uma narrativa própria para que possam lidar com esse mundo caótico, que parece cada vez mais sem sentido.

Eles são filhos de Helmut (o ator alemão Michael Hanemann), um imigrante alemão que veio ao Brasil em busca de novas histórias. Agora, Ana e Carl fazem o caminho inverso, em busca de respostas.

A história oculta de Helmut é o fio condutor da trama, tal como um filme de investigação. Ana e Carl terão, em sua jornada, a missão de juntar e montar os fragmentos estilhaçados dessa história, tal qual um quebra-cabeças. Serão capazes? “Afinal, em nossa experiência real, as histórias sempre nos chegam incompletas e fragmentadas. Nós somos os únicos capazes de fazer as conexões, sejam elas reais ou imaginárias.”, diz o diretor.

 “É importante ressaltar que eu mesmo venho de uma família de imigrantes. A família de meu pai veio da Alemanha, fugindo da Segunda Guerra Mundial, e a família de minha mãe veio da Hungria e da Turquia, fugindo da guerra entre a Turquia e a Grécia. Todos se conheceram em São Paulo durante a década de 1950, enquanto tentavam iniciar uma nova vida em um novo país. SEGUNDO TEMPO, embora completamente ficcional, carrega uma forte abordagem que deriva de meu imaginário pessoal e familiar.”

Rodado no Brasil e Alemanha, o filme conta com elenco e equipe técnica dos dois países. Além disso, foi exibido em diversos festivais nacionais e internacionais. No Festival de Cinema Judaico em Punta del Leste, ganhou o prêmio de Melhor Filme Latinoamericano. E também participou dos Festival do Rio, Festival Inffnito de Miami e New York, Festival de Cinema Judaico em Boston.

SEGUNDO TEMPO será lançado no Brasil pela Pandora Filmes.

Sinopse

Ana e Carl são dois jovens irmãos que nunca se deram bem, mas depois de sofrerem uma grande perda familiar, partem em busca de respostas. Os dois tentam encontrar no Brasil e na Alemanha, seus próprios caminhos e identidades, atravessando a história de sua família e do século XX.

FICHA TÉCNICA

Roteiro e Direção: Rubens Rewald

Produção Executiva: Marina Puech Leão & Julia Walker

Elenco: Priscila Steinman, Kaue Telloli, Michael Hanemann, Laura Landauer e Jochen Stern

Fotografia: Humberto Bassanelli & Sergio Roizenblit

Som: Eduardo Santos Mendes

Montagem: Willem Dias

Direção de Arte: Ana Rita Bueno

Música: Claudio Faria

Produção: Miração Filmes & Confeitaria de Cinema

País: Brasil

Gênero: Drama

Ano: 2022

Duração: 107min

Sobre Rubens Rewald

RUBENS REWALD, Professor Doutor da ECA/USP, na área de Dramaturgia Audiovisual, escreveu e dirigiu os longa-metragem exibidos comercialmente SUPER NADA, Premio de Melhor Ator no Festival de Gramado 2012, Premio Especial do Juri e de Melhor filme na Mostra Novos Rumos no Festival do Rio 2012, Premio Fiesp de Melhor Direção e Melhor Ator Coadjuvante, selecionado para vários festivais, como Amiéns, Mar del Plata, Chicago, Pune-India,  Montevideo) e CORPO, co-dirigido com Rossana Foglia, em 2007 (selecionado para vários festivais, como Montreal, Palm Springs, India, Rio, São Paulo, Tiradentes, Premio de melhor filme estrangeiro no Festival de Los Angeles).

Seus mais recentes filmes foram: SEGUNDO TEMPO, que participou do Festival do Rio em 2019, Inffinito de Miami e NY, Cinema Judaico de Boston e Festival do Cine Judaico de Punta del Leste em 2020, onde ganhou o Prêmio de Melhor Filme Latino Americano; JAIR RODRIGUES – DEIXA QUE DIGAM, selecionado para o Festival É Tudo Verdade, In-Edit, Inffinito de NY e Miami e de Cinema Brasileiro em Chicago, onde ganhou o prêmio de melhor filme pelo voto popular; #EAGORAOQUE, em parceria com Jean-Claude Bernardet, exibido na Mostra Internacional de SP, Festival de Cinema latino de Toulouse, ForumDoc BH, Mostra de Tiradentes, entre outros.

Dirigiu também outros documentários de longa-metragem, como INTERVENÇÃO – AMOR NÃO QUER DIZER GRANDE COISA (Festival de Brasília), ESPERANDO TELÊ em 2009 (Festival do Rio, Tiradentes, Cinefoot), ambos em pareceria com Tales Ab’Sáber e os documentários para a TV RAINHA HORTÊNCIA & MAGIC PAULA em 2014 e 800M, em parceria com Aarón Fernandez, em 2016, além dos curtas CÂNTICOS em 1991 e MUTANTE… em 2002 (Festival Internacional de Clermont-Ferrand, prêmio de melhor curta e melhor som na Jornada da Bahia).

Escreveu o roteiro do filme HOJE, de Tata Amaral, prêmio de melhor filme, direção e roteiro no Festival de Brasília em 2011 e do documentário TODAS AS MANHÃS DO MUNDO, de Lawrence Whaba, em 2016.

Sobre a Miração Filmes

Com currículo extenso e variado, incluindo séries de TV, séries educativas, videoclipes, videocenários, instalações e principalmente documentários, a Miração passou a fazer jus a seu codinome Filmes em 2009, quando lançou e distribuiu no circuito de salas de cinema seu primeiro longa-metragem. O Milagre de Santa Luzia, lançado no Festival de Brasília, ficou 17 semanas em cartaz nas principais capitais brasileiras.

Em 2011 a Miração lançou seu segundo longa-metragem, Solidão & Fé, premiado na Mostra de Tiradentes em 2011 com o prêmio do júri popular.

Os novos projetos da produtora focam nas áreas de cinema e televisão, com destaque para abordagens transmídia. Já foram feitos documentários, séries para TV, peças para comunicação institucional e alguns outros trabalhos.

Sobre a Confeitaria de Cinema

A Confeitaria de Cinema é uma produtora de conteúdo audiovisual, para Cinema, TV e outras mídias, fundada em 1988, por alunos egressos do curso de Cinema da ECA – USP (Escola de Comunicações de Artes da Universidade de São Paulo), com uma mesma visão de linguagem, estética e mercado. Já produziu os seguintes longas ficcionais e documentais: CORPO (2007), ESPERANDO TELÊ (2009), SUPER NADA (2012), INTERVENÇÃO – AMOR NÃO QUER DIZER GRANDE COISA (2017), JAIR RODRIGUES – DEIXA QUE DIGAM (2020), #EAGORAOQUEÊ (2020), SEGUNDO TEMPO (2022). Produziu também, para a TV, os docs RAINHA HORTÊNSIA & MAGIC PAULA (2014, nos ESPN), 800M (2016, na ESPN) e a série Á MESA, com estreia prevista em 2023, pelo Cinebrasiltv.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Distribuidora Ava Duvernay lançará MARTE UM nos EUA em Janeiro

Distribuidora Ava Duvernay lançará MARTE UM nos EUA em Janeiro

Escolhido para representar o Brasil no Oscar, filme de Gabriel Martins já fez mais de 85 mil ingressos no país, e continua em cartaz

O premiado filme dirigido por Gabriel Martins e produzido pela Filmes de Plástico, MARTE UM, já tem distribuidora nos EUA: a Array Realising, empresa da cineasta Ava DuVernay, indicada ao Oscar em 2017, pelo documentário A 13a Emenda e Selma, que concorreu como Melhor Filme. Nos EUA, o filme será lançado simultaneamente nos cinemas e na Netflix em 05 de janeiro. No Brasil, o longa continua em cartaz, e já fez mais de 85 mil espectadores, estando nos cinemas há 15 semanas.

Desde que estreou em Sundance, em janeiro passado, MARTE UM passou em diversos festivais ao redor do mundo, e foi escolhido para representar o Brasil no Oscar. A pré-lista dos indicados será anunciada dia 21 de dezembro.  Além dos EUA, a Array também lançara o filme no Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia.

Gabriel Martins criou um drama repleto de camadas emocionais em sua estreia na direção solo. A Array tem orgulho de lançar esse filme, que tem a marca de ser a primeira vez de ser a escolha do Brasil para o Oscar dirigido por um negro”, declarou à Variety Tilane Jones, presidente da distribuidora americana.

Exibido no Festival de Gramado, o longa recebeu o Prêmio Especial do Júri, o Prêmio do Júri Popular, além de Melhor Roteiro, também assinado por Martins, e Melhor Trilha Musical, de Daniel Simitan. MARTE UM fez sua estreia mundial no Festival de Sundance, no começo do ano, e recebeu diversos troféus internacionais. No BlackStar Film Festival ganhou o prêmio de melhor longa ficcional, e no Out on Film, melhor longa internacional, melhor elenco e melhor filme de ficção. Além disso, foi exibido no LA Outfest, no Nashville Film Fest e no San Francisco International Film Festival.

O filme traz o cotidiano de uma família periférica, nos últimos meses de 2018, pouco depois das eleições presidenciais. O garoto Deivid (Cícero Lucas), o caçula da família Martins, sonha em ser astrofísico, e participar de uma missão que em 2030 irá colonizar o planeta vermelho. Morando na periferia de um grande centro urbano, não há muitas chances para isso, mas mesmo assim, ele não desiste. Passa horas assistindo vídeos e palestras sobre astronomia na internet.

O pai, Wellington (Carlos Francisco, de “Bacurau”, e do grupo de teatro Folias), é porteiro em um prédio de elite, e há um bom tempo está sem beber, uma informação que compartilha com orgulho em sessões do AA. Tércia (Rejane Faria, da série “Segunda Chamada”) é a matriarca que, depois um incidente envolvendo uma pegadinha de televisão, acredita que está sofrendo de uma maldição. Por fim, a filha mais velha é Eunice (Camilla Damião), que pretende se mudar para um apartamento com sua namorada (Ana Hilário), mas não tem coragem de contar aos pais.

MARTE UM é assinado pela produtora mineira Filmes de Plástico, fundada por Gabriel, Thiago Macêdo Correia, André Novais Oliveira e Maurilio Martins, em 2009, e que tem em sua filmografia obras premiados como “Temporada”, “Ela volta na quinta”, “No coração do mundo” e “Contagem”. Suas produções também foram destaque em festivais com Cannes, Roterdã, Brasília e Tiradentes.

No Brasil, MARTE UM é um lançamento da Embaúba Filmes.

Sinopse

Os Martins são sonhadores e otimistas, e levam tranquilamente às margens de uma grande cidade brasileira depois da decepção da eleição de um presidente de extrema-direita. Uma família negra de classe média baixa, eles sentem a tensão da nova realidade enquanto baixa a poeira política. Tércia, a mãe, reinterpreta seu mundo depois de um encontro inesperado que a deixa em dúvida se foi amaldiçoada. Seu marido, Wellingon, coloca todas suas esperanças na carreira como jogador de futebol do filho caçula, Deivinho, que acompanha a ambição do pai com relutância, pois sonha em estudar astrofísica e colonizar Marte. Enquanto isso, a filha mais velha, Eunice, se apaixona por uma jovem de espírito livre, e se questiona se não está na hora de sair de casa.

Trailer

Ficha Técnica

Direção: Gabriel Martins

Roteiro: Gabriel Martins

Produção: André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurilio Martins e Thiago Macêdo Correia

Elenco: Rejane Faria, Carlos Francisco, Camilla Damião, Cícero Lucas, Ana Hilário, Russo APR, Dircinha Macedo, Tokinho e Juan Pablo Sorrin

Direção de Fotografia: Leonardo Feliciano

Desenho de Produção: Rimenna Procópio

Figurino: Marina Sandim

Som: Tiago Bello e Marcos Lopes

Montagem: Gabriel Martins e Thiago Ricarte

Música: Daniel Simitan

Gênero: drama

País: Brasil

Ano: 2022

Duração: 114 min.

Bio Gabriel Martins

Gabriel Martins (22/12/1987) é cineasta, roteirista, montador e diretor de fotografia conhecido por seu trabalho na Filmes de Plástico, empresa que fundou em 2009 ao lado de André Novais Oliveira, Maurilio Martins e Thiago Macêdo Correia.

Seu primeiro filme, NO CORAÇÃO DO MUNDO, codirigido por Maurilio Martins, estreou na Tiger Competition do Festival de Roterdã em 2019, e depois foi exibido em diversos festivais, e lançado comercialmente em vários países, como a França, onde foi aclamado pela crítica.

Entre seu curtas estão NADA, exibido na Quinzena dos Realizadores de Cannes, em 2017, e DONA SÔNIA PEDIU UMA ARMA PARA SEU VIZINHO ALCIDES, exibido no Festival de Clermont-Ferrand. Ele também participou do programa especial de Roterdã “Soul in the Eye”, no qual ministrou uma masterclass.

Gabriel escreveu diversos filmes, como o sucesso ALEMÃO. MARTE UM é seu segundo longa, e primeira direção solo.

Sobre a Filmes de Plástico

Criada em 2009, a Filmes de Plástico é uma produtora mineira de Contagem, hoje sediada em Belo Horizonte, formada pelos diretores André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurílio Martins e pelo produtor Thiago Macêdo Correia.

Juntos seus filmes já foram selecionados em mais de 200 festivais no Brasil e no mundo como a Quinzena dos Realizadores em Cannes, Festival de Cinema de Locarno, Festival de Rotterdam, FID Marseille, Indie Lisboa, BAFICI, Festival de Cartagena, Los Angeles Brazilian Film Festival, Festival de Cinema de Brasília e Mostra de Cinema de Tiradentes, ganhando mais de 50 prêmios.

Entre os próximos projetos da produtora estão além de Marte Um, O Último Episódio, dirigido por Maurilio Martins e E os meus Olhos ficam Sorrindo, dirigido por André Novais Oliveira.

Sobre o Canal Brasil

O Canal Brasil é, hoje, o canal responsável pela maior parte das parcerias entre TV e cinema do país e um dos maiores do mundo, com 365 longas-metragens coproduzidos. No ar há mais de duas décadas, apresenta uma programação composta por muitos discursos, que se traduzem em filmes dos mais importantes cineastas brasileiros, e de várias fases do nosso cinema, além de programas de entrevista e séries de ficção e documentais. O que pauta o canal é a diversidade e a palavra de ordem é liberdade – desde as chamadas e vinhetas até cada atração que vai ao ar.

Sobre a Embaúba Filmes

A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de obras autorais brasileiras. Ela busca se diferenciar pela qualidade de seu catálogo, que já conta com mais de 30 títulos, em pouco mais de 4 anos de atuação, apostando em filmes de grande relevância cultural e política. A empresa atua também com a exibição de filmes pela internet, por meio da plataforma Embaúba Play, que exibe não apenas seus próprios lançamentos, como também obras de outras distribuidoras e contratadas diretamente com produtores, contando hoje com mais de 500 títulos em seu acervo, dentre curtas, médias e longas-metragens do cinema brasileiro contemporâneo.