O MESTRE DA FUMAÇA TEM ESTREIA NACIONAL NESTA QUINTA-FEIRA, 18 DE MAIO

O MESTRE DA FUMAÇA TEM ESTREIA NACIONAL NESTA QUINTA-FEIRA, 18 DE MAIO

O longa-metragem vencedor do prêmio do público de Melhor Longa de Ficção da última Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, estreia no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Brasília e Manaus

Estreia nos cinemas, nesta próxima quinta-feira, 18 de maio, O MESTRE DA FUMAÇA  (The Smoke Master), longa-metragem dirigido por André Sigwalt e Augusto Soares. Vencedor de vários prêmios em sua carreira em festivais internacionais, o filme foi vencedor do prêmio do público de Melhor Longa-metragem de Ficção da 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

O ator brasileiro Daniel Rocha (Avenida Brasil, Império, Irmãos Freitas) e o ator chinês Tony Lee (Os Parças, Made In China) protagonizam a ação, que narra a jornada de dois irmãos amaldiçoados pela máfia chinesa com a temida “Vingança das 3 Gerações”. A única maneira de sobreviver é aprender os segredos do Estilo da Fumaça, uma arte marcial ensinada por um mestre singular. O filme tem trilha sonora original assinada por André Abujamra, em parceria com Eron Guarnieri.

Vencedor da última Mostra Internacional de Cinema em São Paulo com o prêmio do público,  O Mestre da Fumaça é um filme de ação escrito, produzido e dirigido pela dupla de diretores estreantes André Sigwalt e Augusto Soares. A produção é completamente independente e traz todos os elementos de um filme épico, com uma mistura de gêneros inusitada. Apesar da ênfase no Kung-fu, inspirada no cinema de Hong Kong dos anos 60 e 70, é, ao mesmo tempo, uma comédia “stoner”, baseada nos filmes da contracultura americana dos anos 70 a 90.

Prêmios

Em 2022, O Mestre da Fumaça estreou em festivais no 18º Fantaspoa, o maior festival de cinema fantástico da América Latina, como filme de encerramento.

Logo após, a obra foi selecionada para a 46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e ganhou o prêmio do público de melhor filme de ficção brasileiro.

Ao participar do The Amazing Stoner Film Fest, na Tailândia, festival dedicado a filmes canábicos, o filme venceu o prêmio Golden Ganja Awards de melhor filme.

Já no 7º Rio Fantastik Festival, festival de cinema fantástico do Rio de Janeiro, venceu o prêmio do júri de melhor direção e o prêmio do público de melhor filme.

Durante o 12º Festival Internacional de Cinema do Balneário Camboriú, o longa venceu o prêmio de melhor filme da Mostra Noturna.

E em 2023, o filme participou do 25º Festival Internacional de Cinema de Punta Del Este, renomado festival da América Latina, em uma sessão ao ar livre e legalizada, e venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional do 23º Festival Internacional de Cinema Independente de Washington DC, nos Estados Unidos, com participação dos diretores.

Além de vencer prêmios nacionais e internacionais, O Mestre da Fumaça participou de diversos festivais pelo Brasil, (Phenomena – São Paulo, Crash – Goiânia, Festival Internacional de Cinema Fantástico – Brasília, entre outros), e pelo mundo (Cinequest Califórnia, OIFF – Flórida, Macabro – México, Rojo Sangre – Argentina, Rising Sun – Japão, entre outros).

O Mestre da Fumaça (The Smoke Master) –  2022

Escrito, dirigido e produzido por: André Sigwalt e Augusto Soares

Elenco principal: Daniel Rocha, Tony Lee, Luana Frez, Thiago Stechinni, Tristan Aronovich e Cleber Colombo.

Trilha Sonora: André Abujamra e Eron Guarnieri

Gêneros:  Ação (Kung-fu) / Comédia (stoner movie) / Fantasia

Tech Info: 104 min / Color / 4K / 5.1 Digital

Idiomas:  Chinês, Português e Inglês (30%, 60%, 10%)

Storyline: Divirta-se com a jornada de Gabriel e Daniel, irmãos amaldiçoados pela máfia chinesa com a temida “Vingança das 3 Gerações”, que já ceifou a vida de seu avô e seu pai. Para sobreviver, Gabriel deverá aprender as manhas do Estilo da Fumaça, uma arte marcial canábica ancestral, pouco conhecida e controversa, ensinada por um mestre muito louco.

Sinopse: Em 1949, quando um famoso Mestre da Fumaça se recusa a treinar os exércitos da Tríade, a máfia chinesa lança sobre ele a temida “Vingança das Três Gerações”. Ao morrer, o mestre passa este terrível legado aos seus descendentes.

Sobre os diretores:

Andre Sigwalt estudou cinema e, desde 1999, se especializou como diretor de fotografia e operador de câmera. Foi diretor de fotografia de outros longas como Pólvora Negra, A Percepção do Medo e Skull: a Máscara de Anhangá. O Mestre da Fumaça é seu primeiro longa-metragem.

Augusto Soares é formado em Rádio e Televisão pela FAAP desde 2000. Fundador da Terceiro Ato Videomarketing, especializou-se em vídeos corporativos e atua nesse mercado há mais de 20 anos. O Mestre da Fumaça é seu primeiro longa-metragem.

Mídias Sociais:

WEBSITE:

https://www.thesmokemaster.com/

IMDB:

https://www.imdb.com/title/tt14694192/

INSTAGRAM:

https://www.instagram.com/smokemastermovie/

YOUTUBE:

https://www.youtube.com/thesmokemaster

FACEBOOK:

TWITTER:

https://twitter.com/smokemaster_mov

TMDB:

https://www.themoviedb.org/movie/950526-o-mestre-da-fumaca

LETTERBOXD:

https://letterboxd.com/film/the-smoke-master/

PARA’Í, ficção sobre a resistência do Povo Guarani, estreia dia 20 de abril

PARA’Í, ficção sobre a resistência do Povo Guarani, estreia dia 20 de abril

Dirigido por Vinicius Toro, longa foi filmado na Terra Indígena Jaraguá (SP), e traz uma história sobre a luta do povo Guarani Mbya
Trailer: https://youtu.be/voNn6cTwaRM

Dirigido por Vinicius Toro, PARA’Í surge do encontro entre o cineasta e a comunidade guarani do Jaraguá, como parte do Programa Aldeias, um projeto de fortalecimento cultural e político das terras indígenas de São Paulo. “O objetivo das oficinas de vídeo era que a comunidade pudesse se apropriar das tecnologias e realizar projetos para visibilizar o contexto de vida dos Guarani na maior cidade do país.” Produzido pela Travessia Filmes, o longa chega aos cinemas em 20 de abril, na semana do Dia dos Povos Indígenas, com distribuição da Descoloniza Filmes.

Um filme contemporâneo, que coloca na tela protagonistas indígenas, PARA’Í “fala sobre resistência, sobre seguir em meio à escassez, à dificuldade e não desistir, e poder ser destruído, mas algo sempre permanecer para dar continuidade. Então é a própria metáfora da história dos povos indígenas, por isso acho que no momento atual ele faz tanto sentido quanto antes, porque não é uma denúncia específica, é uma história que continua, essa jornada simbólica do povo Guarani”, destaca o diretor.

Ao centro do filme está Pará (Monique Ramos Ara Poty Mattos), uma garotinha que, pela primeira vez, encontra uma espiga de milho colorida. Encantada com a sua beleza, vai tentar cultivá-lo. Esse milho tradicional dos guaranis desperta nela uma busca sobre si mesma e seu lugar no mundo.

Vinicius conta que, ao ver o milho colorido pela primeira vez, ficou tão encantado quanto a sua personagem, surgindo assim a ideia de criar uma história sobre uma garota que encontra essa espiga no Jaraguá.

“Fomos integrando essa ideia com outros interesses da comunidade, como tratar do tema da espiritualidade Guarani frente à igreja cristã, e realizar um filme para o público infantil. O filme foi surgindo dessa relação com as pessoas do grupo, da integração entre meus interesses, os deles e o contexto maior da terra indígena e dos Guarani Mbya.”

Com um elenco composto por pessoas que vivem na própria Terra Indígena Jaraguá, alguns personagens e eventos da história foram se modificando a partir do trabalho com os atores da comunidade. “A Monique em especial era muito conectada com a natureza, por isso sempre ensaiávamos na aldeia nova, o que transformava a preparação também num momento lúdico. Disso acabou surgindo um jogo que fizemos dentro das filmagens, em que transformamos as cenas em aventuras, que envolviam animais do universo dos Guarani.”

“No filme, a maioria dos personagens traz inspirações em pessoas da comunidade ou até interpretavam uma certa versão de si mesmos, no caso da liderança Kerexu e da melhor amiga da protagonista, a Silmara. Porém, a menina Pará não tem ligação com ninguém real, pois ela era em si mesma o filme. Nesse sentido, Pará é mais do que uma pessoa, era uma força de vontade, uma jornada.”

A estética de PARA’Í, explica Vinicius, é muito baseada no princípio de focalizar essa protagonista indígena. “A invisibilidade e opressão realizada com os povos originários acontecem desde o início do Brasil, então nossa maneira de se colocar na ‘disputa de narrativas’ foi fazer um filme focado em uma personagem Guarani e construir a narrativa a partir da sua posição. O filme não dá explicações sobre onde fica a terra indígena, qual é a história do local, mas a narrativa acompanha os questionamentos próprios que a Pará vai fazendo e que revelam problemáticas que estavam sendo discutidas naquele contexto.”

O longa foi exibido em festivais como Brasília, Tiradentes e Rio, além dos estrangeiros de Guadalajara, Cartagena e Mannheim-Heidelberg. Sua primeira sessão foi no Jaraguá e depois realizou exibições especiais no Acampamento Terra Livre, em escolas públicas e em cineclubes, com vários tipos de públicos.

“As pessoas se emocionam bastante e compreendem muito bem os conteúdos que o filme aborda, mesmo aqueles mais políticos ou da espiritualidade Guarani. O público em geral parece querer ver também o que está além do filme, então perguntam bastante sobre o contexto da terra indígena, sobre o trabalho com os atores, sobre o milho, sobre o futuro dos Guarani. Então a discussão não é só sobre o filme em si, mas sobre todo esse universo que ele atravessa.”

PARA’Í será lançado no Brasil pela Descoloniza Filmes.

Sinopse
PARA’Í conta a história de Pará, menina guarani que encontra por acaso um milho guarani tradicional, que nunca havia visto e, encantada com a beleza de suas sementes coloridas, busca cultivá-lo. A partir dessa busca, começa a questionar seu lugar no mundo: por que não fala guarani, por que é diferente dos colegas da escola, por que seu pai vai à igreja Cristã, por que seu povo luta por terra.

Ficha Técnica
Direção e Roteiro: 
Vinicius Toro
Elenco: Monique Ramos Ara Poty Mattos, Samara Cristina Pará Mirim O. Martim, Lucas Augusto Martim, Regiane Dina de Oliveira Santos, Hortêncio Karai Tataendy, Sônia Barbosa Ara Mirim
Produção Executiva: Bruno Cucio
Montagem: Victor Fisch
Direção de Fotografia: Cris Lyra
Desenho de Som: Ricardo Zollner
Direção de Arte: Maíra Mesquita
Produtora: Travessia
Ano: 2018
País: Brasil
Duração: 82 minutos

Sobre Vinicius Toro
Formado em Audiovisual na USP, Vinicius trabalha há 12 anos junto ao povo Guarani, realizando documentários, exposições fotográficas e livros, culminando no filme de ficção PARA’Í, resultado da criação em parceria com a comunidade indígena do Jaraguá e desenvolvido a partir de fatos vividos durante o processo da luta pela terra.

Sobre a Travessia Filmes
Produtora de audiovisual dedicada à cultura e a projetos educacionais, tem expressado uma visão crítica e contundente de mundo, como nos curtas-metragens “Ava Mocoi, Os Gêmeos”, vencedor do prêmio de Melhor Filme no Festival de Oberhausen, e “Quebramar”, ganhador de Melhor Documentário em Clermont-Ferrand.

Sobre a Descoloniza Filmes
Fundada em 2017 por Ibirá Machado, a Descoloniza Filmes nasceu com o propósito de equiparar a distribuição de filmes dirigidos por mulheres e que tragam novas propostas narrativas e temáticas, contribuindo com a construção de uma nova forma de pensar. Em 2018, a Descoloniza lançou o filme argentino “Minha Amiga do Parque”, de Ana Katz, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Sundance, “Híbridos – Os Espíritos do Brasil”, de Priscilla Telmon e Vincent Moon, o chileno “Rei”, de Niles Attalah, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Roterdã, e “Como Fotografei os Yanomami”, de Otavio Cury. Em 2019, codistribuiu junto à Vitrine Filmes a obra “Los Silencios”, de Beatriz Seigner, e levou aos cinemas “Carta Para Além dos Muros”, de André Canto. Durante a pandemia, lançou diretamente no streaming os filmes “Saudade Mundão”, de Julia Hannud e Catharina Scarpellini, e “Castelo de Terra”, de Oriane Descout, retomando os lançamentos em salas no segundo semestre de 2021 com “Cavalo”, de Rafhael Barbosa e Werner Sales, “Parque Oeste”, de Fabiana Assis, e “Aleluia, O Canto Infinito do Tincoã”, de Tenille Barbosa. Em 2022, realizou os lançamentos de “Sem Rosto”, de Sonia Guggisberg, “Gyuri”, de Mariana Lacerda, “Aquilo Que Eu Nunca Perdi”, de Marina Thomé, e “Êxtase”, de Moara Passoni. Em seu calendário de lançamentos de 20233, há “Muribeca”, de Alcione Ferreira e Camilo Soares, “Para’í”, de Vinicius Toro, “Para Onde Voam as Feiticeiras”, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, “Luz nos Trópicos”, de Paula Gaitán, “Seus Ossos e Seus Olhos”, de Caetano Gotardo, dentre outros.

Sobre a Ditadura Militar, MEMÓRIA SUFOCADA estreia nesta quinta

Sobre a Ditadura Militar, MEMÓRIA SUFOCADA estreia nesta quinta

Dirigido por Gabriel Di Giacomo, filme é lançado no circuito exibidor na véspera do aniversário do Golpe Militar no Brasil
Trailer: https://youtu.be/ZMvoUTPE27k

Contando com a primeira equipe de cinema a filmar dentro do DOI-CODI de São Paulo, o documentário MEMÓRIA SUFOCADA olha a história da Ditadura Militar e a tortura no Brasil a partir da perspectiva do presente. Buscas na internet mostram narrativas distintas do passado, mas que iluminam os dias de hoje. Dirigido por Gabriel Di Giacomo, o longa-metragem estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 30 de março, nas seguintes praças: São PauloRio de JaneiroAracajuBalneário CamboriúBelo HorizonteBrasíliaFortalezaJoão PessoaMaceióManausNiteróiPalmasPorto AlegreRecifeRibeirão PretoSalvador e São Luis. A produção é da Salvatore Filmes e a distribuição, da Embaúba Filmes.

“Hoje, a informação e a desinformação estão ao alcance de todos. Muitos fatos são construídos nas redes sociais e a realidade é cada vez menos nítida. Este é o ponto central do filme, qual é a ‘verdade’ histórica e como os fatos podem ganhar novas narrativas com o passar dos anos. Na década de 1960, setores da elite brasileira, com o apoio da mídia, plantaram diversas fake news sobre a situação do país para conseguir levar os militares ao poder, era urgente evitar ‘o avanço comunista no Brasil’, ‘proteger a pátria e a família’ e ‘acabar com a bagunça’”.

O longa conta com um rico material, que foi encontrado hospedado na internet, tornando-se uma regra para a estruturação: só conteúdos que estavam disponíveis para qualquer internauta. A partir disso, descortina os horrores da Ditadura que, às vezes, são descritos de outra forma.

“Por acompanhar a recente crise democrática em tempo real, senti a necessidade de fazer este filme como um exercício de reflexão sobre a nossa memória coletiva. As relações da sociedade com seu passado são dinâmicas, fluidas e contraditórias e MEMÓRIA SUFOCADA traz uma análise do processo de construção da memória da Ditadura Brasileira que segue em disputa.”

A pesquisa rendeu a Giacomo um conteúdo tão rico que ele expandiu o projeto no website do documentário, transformando-o assim em “um convite para as pessoas acessarem o material que serviu de base para construção do roteiro, para que cada espectador possa fazer a sua pesquisa e montar seu próprio filme, mesmo que seja dentro de sua mente”. No site https://memoriasufocada.com.br, é possível encontrar sugestões de filmes, vídeos e entrevistas com temas relacionados, como Golpe, Repressão e Anistia.

O cineasta conta que uma das coisas que mais o surpreendeu foram as propagandas do governo da época, que define como uma mistura de inocência com perversidade e recheadas de mentiras. “Uma delas é uma tentativa de responsabilizar a população pelo aumento da inflação e diz que a solução depende de todos, que basta pechinchar para os preços caírem, parece um esquete. Na época, a inflação estava perto de 40% ao ano e o regime tentando terceirizar a culpa do fracasso econômico para o povo, é uma covardia muito grande.”

O processo do longa começou com leituras de livros e textos sobre a Ditadura, acesso aos documentos da Comissão da Verdade, apreciação de filmes e um contato inicial com pesquisadores do tema. Quando o diretor percebeu que seria inviável produzir o documentário da forma tradicional por conta do isolamento social provocado pela pandemia de COVID-19, ele o fez da única maneira possível naquele momento, mergulhando em uma pesquisa de vídeos da internet e se deparando com um acervo incrível de imagens da Comissão Nacional da Verdade e do Arquivo Nacional. “É interessante, pois todo o material está disponível, mas eu nunca tinha assistido a boa parte dos vídeos, que tem poucas visualizações.”

Olhando para o passado e refletindo sobre o presente dos últimos quatro anos, o diretor aponta em MEMÓRIA SUFOCADA paralelos entre 1964 e a eleição de Bolsonaro de 2018. “O ex-presidente segue promovendo o revisionismo histórico do regime militar com auxílio de influenciadores que tentam construir a imagem de golpistas como heróis. Como um dos resultados, já assistimos a inédita invasão e depredação do Congresso Nacional em 8 de janeiro de 2023. Ainda acredito na velha máxima de que podemos aprender com os erros do passado e que não aceitar a relativização deles é uma forma de no futuro não elegermos novos Bolsonaros.”

MEMÓRIA SUFOCADA será lançado no Brasil pela Embaúba Filmes.

Sinopse
Coronel Ustra é o único militar condenado como torturador durante a Ditadura. O ex-presidente Jair Bolsonaro o exalta como um herói. Mas qual é a verdade? Através de buscas pela internet, o passado do Brasil vai sendo reconstruído e esbarra no presente.

Ficha Técnica
Direção:
 Gabriel Di Giacomo
Roteiro: Gabriel Di Giacomo
Fotografia: Bruno Graziano
Montagem: Gabriel Di Giacomo
Música: Cauê Bravim
Produtor: Marcelo Botta, Gabriel Di Giacomo
Produção: Salvarote Filmes
País: Brasil
Ano: 2021
Duração: 76 minutos

Sobre o diretor Gabriel Di Giacomo
Gabriel Di Giacomo dirigiu e roteirizou o documentário MEMÓRIA SUFOCADA, que teve a sua estreia na 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e recebeu menção especial do júri no Festival de Málaga. Dirigiu e roteirizou o documentário “Marcha Cega” (2018), selecionado para os festivais Cine PE 2018, Cine y Derechos Humanos Madrid, Visions du Réel (Media Library), entre outros. É um dos roteiristas da comédia “Abestalhados 2” (2022) e é produtor e roteirista da série documental “Viajo Logo Existo” (2020). Em 2016, ao lado de Marcelo Botta, dirigiu e roteirizou a série “Foca News”, exibida no FX. Sua carreira na televisão começou em 2008, no núcleo de humor da MTV Brasil, trabalhando na equipe de direção e roteiro de programas como “Comédia MTV” e “Furo MTV”.

Sobre a Salvatore Filmes
A Salvatore Filmes está atualmente preparando o lançamento da segunda temporada da série “Auto Posto”, coprodução com a Paramount. A série liderou a audiência no Comedy Central na sua estreia em 2020. A produtora trabalha na pós-produção do longa-metragem “Betânia”, que recebeu três prêmios na sessão Primer Corte do Ventana Sur, um dos mais importantes mercados para distribuição de conteúdo audiovisual da América Latina. Nos últimos anos, a Salvatore lançou o longa-metragem “Abestalhados 2”, coprodução com a Zencrane Filmes e distribuição da Buena Vista International/Disney. Produziu o documentário MEMÓRIA SUFOCADA, selecionado para a 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e, em 2022, para o FICVIÑA. O filme também recebeu a menção especial do júri no 25º Festival de Málaga. A produtora lançou, em 2020, a série documental “Viajo Logo Existo”, rodada em 6 países, exibida no canal Travel Box. Em 2018, foi a produtora de “Marcha Cega”, documentário independente com distribuição da Elo Company e exibido nos cinemas, no Canal Brasil e na Amazon Prime Video. A Salvatore foi coprodutora com a Fox das séries “Foca News” e “O Último Programa do Mundo”.

Sobre a Embaúba Filmes
A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de obras autorais brasileiras. Ela busca se diferenciar pela qualidade de seu catálogo, que já conta com mais de 40 títulos, em menos de 5 anos de atuação, apostando em filmes de grande relevância cultural e política. A empresa atua também com a exibição de filmes pela internet, por meio da plataforma Embaúba Play, que exibe não apenas seus próprios lançamentos, como também obras de outras distribuidoras e contratadas diretamente com produtores, contando hoje com mais de 500 títulos em seu acervo, dentre curtas, médias e longas-metragens do cinema brasileiro contemporâneo.

Novo filme de Helvécio Ratton, O LODO chega aos cinemas em 13 de abril

Novo filme de Helvécio Ratton, O LODO chega aos cinemas em 13 de abril

Baseado em conto de Murilo Rubião, longa tem atmosfera gótica e kafkiana e traz elenco do Grupo Galpão
Assista ao Trailer: https://youtu.be/b1WyS1inoYk

Em seu novo longa-metragem O LODO, o diretor mineiro Helvécio Ratton leva ao cinema o conto homônimo de Murilo Rubião, marcado por uma atmosfera gótica com algo de kafkiano e sufocante. Produzido pela Quimera Filmes e distribuído pela Cineart Filmes, a obra chega aos cinemas brasileiros em 13 de abril.

“O que mais me atraiu no conto foi a naturalidade com que Rubião insere o absurdo na vida dos personagens, à maneira de Kafka. No filme, há uma tensão crescente entre a narrativa realista e a sucessão de acontecimentos insólitos na vida do protagonista. Por um lado, tudo está em seu lugar, a vida parece seguir seu curso normal. Mas, por trás dessa normalidade aparente, irrompe o absurdo, com sua própria lógica, e nos desconcerta”, diz o diretor Helvécio Ratton.

O protagonista é Manfredo (Eduardo Moreira), funcionário de uma empresa de seguros, sempre preso a funções burocráticas, que começa a se sentir deprimido e busca ajuda de um psiquiatra, o Dr. Pink (Renato Parara).

O roteiro foi escrito pelo próprio Ratton e L. G. Bayão e transita entre diversos gêneros, combinando realismo e fantasia. “Sonho e realidade se misturam no filme, as fronteiras entre eles são fluidas, às vezes quase imperceptíveis. O LODO mistura suspense, humor, horror… Minha ideia é colocar o espectador na mente do protagonista, em seu mundo cada vez mais estranho e claustrofóbico.”

O elenco conta com vários atores e atrizes do Grupo Galpão e a interação entre estes, dada a longa parceria no palco, rende ao filme ótimas interpretações, especialmente de Eduardo Moreira e Inês Peixoto, esta vivendo a irmã do protagonista que chega, no meio da história, com um estranho garoto na casa dele. Ela é uma personagem ardilosa, eco do passado de Manfredo, que chega para se aliar ao Dr. Pink. A fotografia de Lauro Escorel sublinha a atmosfera da trama, que em sua maior parte está em ambientes fechados, ressaltando a asfixia emocional do protagonista.

“Foi um desafio encontrar a linguagem adequada para contar no cinema essa história realista e absurda ao mesmo tempo. Tive ao meu lado uma equipe afinada, com muita gente talentosa e experiente, com quem já fiz outros filmes, e esse entrosamento fez muito bem a O LODO. E foi um privilégio contar com atores do Grupo Galpão e outros ótimos atores de Minas, o que me permitiu fazer um trabalho intenso antes da filmagem e encontrar o tom certo da interpretação.”

Exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o filme recebeu ótimas críticas. “Existem algumas razões para supor que O LODO seja o melhor trabalho do diretor Helvécio Ratton. Talvez a mais óbvia delas seja a boa direção de atores. Talvez a mais importante seja a maneira como Ratton consegue, aqui, transitar entre o mundo cotidiano e o dos pesadelos que assombrarão seu protagonista”, escreve Inácio Araújo no jornal Folha de S. Paulo.

“A inteligência do conto original, muito bem compreendida por Helvécio Ratton, está em situar no mundo físico às questões que se passam na mente de Manfredo. O trânsito do onírico para o concreto se dá pela via do insólito, terreno fértil na obra de Murilo Rubião”, comenta o crítico Carlos Alberto Mattos.

O LODO é um lançamento da Cineart Filmes.

Sinopse
O LODO
 acompanha Manfredo, um pacato funcionário de uma companhia de seguros. Para tratar uma depressão, Manfredo procura um psiquiatra, o Dr. Pink. O médico afirma que ele tem um verdadeiro lodaçal dentro de si e quer saber de seu passado, mas há algo que Manfredo não deseja revelar. Manfredo se irrita com a insistência do Dr. Pink, sente raiva e medo do médico, mas não consegue se livrar dele, paralisado por uma culpa que carrega e procura esquecer. O Dr. Pink passa então a persegui-lo, até mesmo em terríveis pesadelos. O passado volta de repente e a vida de Manfredo se transforma num verdadeiro inferno.

Ficha Técnica
Direção
: Helvécio Ratton
Produção: Simone Matos
Roteiro: Helvécio Ratton e L.G. Bayão. Adaptação livre do conto “O Lodo”, de Murilo Rubião
Elenco: Eduardo Moreira, Inês Peixoto, Teuda Bara, Renato Parara, Rodolfo Vaz, Fernanda Vianna, Maria Clara Strambi e Cláudio Márcio
Fotografia: Lauro Escorel, ABC
Direção de Arte: Adrian Cooper, ABC
Montagem: Mair Tavares
Música: Paulo Santos
Produção: Quimera Filmes
Distribuição: Cineart Filmes
Gênero: Drama
Classificação Indicativa: 14 anos
Duração: 94 minutos
Site: olodo.com.br
Instagram: @olodo.filme @quimerafilmes @cineartfilmes
Canal: youtube.com/Quimerafilmes

Sobre Helvécio Ratton
Helvécio Ratton é mineiro e mora em Belo Horizonte. Estreou na direção filmando no hospício de Barbacena o documentário “Em Nome da Razão” (1980). Dirigiu “A Dança dos Bonecos” (1986) e “Menino Maluquinho” (1995), filmes que marcaram o cinema brasileiro por tratarem o público infantil com sensibilidade e inteligência. Na comédia de costumes “Amor & Cia” (1998), trouxe para o cinema a crítica social e o humor fino do escritor português Eça de Queiroz. Em “Uma Onda no Ar” (2002), Helvécio se inspirou na história da Rádio Favela, rádio pirata criada por jovens negros em uma comunidade de Belo Horizonte. “Batismo de Sangue” (2007), baseado no livro de Frei Betto, trata de acontecimentos passados durante a Ditadura Militar no Brasil. “Pequenas Histórias” (2008) usa magia e humor para encantar adultos e crianças e marca o retorno do cineasta ao universo infantil. O documentário “O Mineiro e o Queijo” (2010) aborda, de forma política e poética, as contradições que cercam o queijo Minas artesanal, tombado como patrimônio cultural e impedido de circular no Brasil. Dirigido ao público infantojuvenil e inspirado em fatos e lendas de nossa História, “O Segredo dos Diamantes” (2014) conta a aventura de um garoto que busca um tesouro do século 18 para salvar a vida do pai. O LODO (2023), adaptação livre do conto homônimo de Murilo Rubião, é um thriller fantástico sobre um homem comum que procura um psiquiatra para tratar uma depressão e sua vida se transforma em um verdadeiro inferno.

Sobre a Quimera Filmes
A Quimera Filmes foi criada em 1989, em Belo Horizonte, por Simone Magalhães Matos e Helvécio Ratton. Seu principal foco de atuação é a produção de filmes de longa-metragem dirigidos a todos os públicos, desde filmes de ficção para adultos e crianças, até documentários de temática social e política.

Os filmes produzidos pela Quimera têm sido bem recebidos pelo público e conquistaram prêmios importantes em festivais de cinema no Brasil e no exterior. São filmes que marcaram a sociedade brasileira com um olhar humanista e uma comunicação universal. Filmes para divertir e fazer pensar.

Filmografia: “Amor & Cia” (1998), “Uma Onda no Ar” (2002), “Batismo de Sangue” (2007), “Pequenas Histórias” (2008), “O Mineiro e o Queijo” (2011), “O Segredo dos Diamantes” (2014), O LODO (2023).

Sobre a Cineart Filmes
A Cineart Filmes é uma distribuidora 100% brasileira e independente que tem, como principal objetivo, compartilhar conteúdos audiovisuais de alta qualidade. Trabalhando tanto com obras nacionais quanto internacionais, independentemente do gênero, o nosso compromisso é sempre o de oferecer cultura e entretenimento de qualidade ao maior número de pessoas possível. Para isso, além de valorizar o cinema nacional e abrir espaço para as produções regionais, a Cineart Filmes participa dos maiores festivais e feiras de cinema do mundo, como Cannes, Toronto, Berlim e AFM.

Nossa intenção é alcançar cada vez mais o mercado exibidor e as redes de distribuição, sempre buscando conteúdos diversificados e de qualidade dentro e fora do Brasil. Assim, com ética nas relações e compromisso com os parceiros, vamos ampliando as nossas fronteiras, fortalecendo a indústria audiovisual no Brasil e no mundo, levando mais longe a magia do cinema.

Preocupada em trabalhar sempre com conteúdos de alta qualidade, a Cineart busca um relacionamento próximo com os seus parceiros produtores desde as etapas iniciais dos projetos, acreditando que esse envolvimento contribui para o sucesso comercial do projeto, através da elaboração de planejamentos específicos e cuidadosamente pensados para cada trabalho, procurando traçar o perfil e o tamanho ideal de cada lançamento.

Protagonizado por MARI OLIVEIRA, MEDUSA estreia nesta quinta-feira

Protagonizado por MARI OLIVEIRA, MEDUSA estreia nesta quinta-feira

Com direção de Anita Rocha da Silveira e produção da Bananeira Filmes, de Vania Catani, e da MyMama Entertainment, de Mayra Faour Auad, o filme lida com temas atemporais e universais ao abordar o papel da mulher no Brasil contemporâneo
Trailer: https://youtu.be/-BCTP8FZPTU

Destaque na Quinzena dos Realizadores de Cannes, e no Festival Internacional de Cinema de Toronto, MEDUSA, de Anita Rocha da Silveira, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 16 de março, após pré-estreias esgotadas. São PauloRio de JaneiroAracajuBelo HorizonteBrasíliaFortalezaGoiâniaJoão PessoaPalmasPorto AlegreRecifeSalvador e Vitória são as praças em que o filme poderá ser assistido. A distribuição é da Vitrine Filmes, por meio do projeto Sessão Vitrine.

O terror é protagonizado pela atriz Mari Oliveira, que já trabalhou com Anita em sua estreia como diretora em longa-metragem, “Mate-me Por Favor”, e que contou com papéis de grande destaque nas séries televisivas “Malhação: Seu Lugar no Mundo” e “Baile de Máscaras”. Mari também poderá ser vista no novo projeto de Caroline Fioratti, “Minha Parede de Drywall”, que teve a sua première mundial no último fim de semana no South by Southwest Film Festival (SXSW).

Desde sua primeira exibição, o longa fez uma trajetória de sucesso, recebendo prêmios em festivais como Sitges Film Festival (Melhor Direção), Tromsø Int. Film Festival (Melhor Filme), IndieLisboa (Prêmio Especial do Júri), Raindance Film Festival (Melhor Filme Internacional), Palm Springs Int. Film Festival (Menção Honrosa).

No Brasil, o filme foi o grande vencedor da Première Brasil do Festival do Rio, com os prêmios de Melhor Filme, além de ter recebido os prêmios de melhor direção e melhor atriz coadjuvante para Lara Tremouroux.

Anita, que também assina o roteiro, explica que o filme partiu de sua própria observação da sociedade brasileira dos últimos anos, que voltou a defender um modelo de mulher “bela, recatada e do lar”. Além disso, uma série de notícias de jornais de 2015 sobre ataques contra jovens consideradas “promíscuas” por agressoras também mulheres chamou a atenção da cineasta.

“Às vezes, o cabelo era cortado e cortes feitos na face, pois era essencial deixar essa mulher ‘feia’. Os motivos declarados para tamanha violência variavam entre a vítima ser considerada ‘bonita demais’, ter ‘dado em cima’ do namorado de uma das agressoras, ‘se exibir’ com roupas provocativas, ter likes de muitos rapazes em fotos no Instagram e ser tida como ‘fácil’ e ‘piranha’ – tudo isso em um mundo onde as redes sociais se tornaram a principal ferramenta de vigilância.”

Essas notícias, levaram Anita a recordar imediatamente do mito de Medusa: “Na versão mais conhecida do mito, Medusa era uma das mais lindas donzelas existentes, sacerdotisa do templo de Atena. Mas um dia ela cedeu às investidas de Poseidon, enfurecendo Atena, a deusa virgem, que transformou seu belo cabelo em serpentes, e deixou seu rosto tão horrível que uma mera visão transformaria os que a olhassem em pedra. Medusa foi punida por sua sexualidade, por desejar, por não ser ‘pura’. Da junção entre mito e realidade me ocorreu que mesmo com o passar dos séculos, faz parte da construção da nossa civilização as mulheres quererem controlar umas às outras. E que talvez essa seja uma forma de mantermos o controle de nós mesmas. Afinal, crescemos com medo de ceder aos nossos impulsos, e até de sermos consideradas ‘histéricas’. O controle também passa pela aparência, pela beleza, pois está impregnada em nós a ideia de que este é o nosso principal atributo. Fazemos dietas para chegar ao peso ‘padrão’ e passamos por procedimentos estéticos dolorosos na esperança de sermos jovens para sempre.”

É também um mundo onde, como diz uma personagem, “aparência é tudo”. “Porém, ao meu ver, o culto ao corpo e a um determinado padrão estético diz respeito, antes de mais nada, a uma forma de controle. Já que é exigido desses jovens controlar seus desejos, o exercício do controle começa pelos seus próprios corpos e perpassa para os corpos alheios.”

A protagonista do filme é Mariana (Mari Oliveira), uma bela jovem que, ao lado de suas amigas, se esforça para não cair em tentação, formando um grupo chamado de Preciosas do Altar. Em uma tentativa de se manterem fiéis aos princípios da Igreja, elas vigiam e controlam suas próprias vidas e corpos, como também das mulheres que as cercam.

Anita já havia trabalhado com Mari em seu primeiro longa, “Mate-me Por Favor”, e escreveu a personagem especialmente para a atriz. Para a construção do elenco, foram testados mais de 200 jovens, entre atores e atrizes. “Alguns já contavam com experiências profissionais na televisão e cinema, como a Lara Tremouroux, o Felipe Frazão e o João Oliveira; mas a maior parte do elenco jovem vem de formações diversas em escolas de teatro, e estreia nas telas em MEDUSA. Além disso, tivemos a honra de contar com nomes consagrados no elenco, como Thiago Fragoso e Joana Medeiros, e com as participações super especiais de Bruna Linzmeyer e Inez Viana.”

Classificado pelo site Colider como um dos melhores filmes de terror de 2022, MEDUSA começou a ser pensado em 2015, e foi filmado antes da pandemia, em novembro de 2019, mas reflete muito sobre o Brasil dos últimos anos. “O Brasil é um país cuja história é marcada pelo fanatismo religioso. Com a chegada dos portugueses e em sequencia dos jesuítas, um genocídio foi feito em nome de um deus cristão. Quando comecei a desenvolver o filme em 2015, algo que percebi é que meu interesse principal era falar do avanço do fascismo, da extrema-direita e do conservadorismo – que no Brasil, devido a nossa história, está ligado à religião.

MEDUSA foi também um exercício de pesquisar e entender o outro: quem é a jovem brasileira de extrema-direita, que já nasce em um ambiente ultraconservador? O que a move, quais são os seus medos? Mas, acima de tudo, MEDUSA foi para mim uma espécie de catarse, um modo de lidar com uma série de notícias cada vez piores e com o avanço da extrema-direita. Por isso que foi de extrema importância dar uma forma ficcional a todas essas inspirações reais, com espaço para o fantástico e o humor. Depois de anos tão difíceis, eu não queria que fosse pesado para a plateia brasileira assistir o filme, então por isso caprichamos numa estética que nos transporta para um universo paralelo, e mesmo sendo um filme cujo principal gênero é o horror, acredito que os elementos de comédia e musical que trouxe para a narrativa ajudam a tornar o filme um pouco mais leve.”

Anita acredita que, agora em 2023, o filme será visto ainda com mais leveza, e as partes de humor e fantasia terão mais evidência. “Além disso, é um filme que, antes de mais nada, parte de um mito de mais de dois mil anos, então muitas de suas questões são universais e perpassam gerações – em especial para as mulheres.”

O filme também conta com uma marcante trilha sonora da qual se destaca a inédita “Jesus é Meu Amor”, uma versão da música pop brasileira Sonho de Amor. “A Igreja de MEDUSA é pop, quer atrair fiéis, então nada como uma trilha sonora cativante. A escolha dos fonogramas passou muito pelo meu gosto pessoal, e por músicas que através de suas letras e ritmos ajudavam a transmitir as sensações das cenas do filme, como Cities In Dust (Siouxsie & The Banshees), Uma Noite e 1/2 (Renato Rocketh), na voz de Marina Lima, e Baby It’s You, que ganhou uma nova versão para o filme, na voz de Nath Rodrigues e produzida por Rafael Fantini. Já as músicas incidentais foram compostas por Bernardo Uzeda, e tiveram como influência John Carpenter, Tangerine Dream e Goblin.”

Em suas exibições, o longa recebeu diversos elogios. Marya E. Gates, por exemplo, que escreve para o site RogerEbert pontuou: “Com interpretações poderosas de suas duas protagonistas, e um visual arrebatador do diretor de fotografia João Atala, MEDUSA observa o mundo hipócrita e violento da cultura da pureza com uma honestidade inabalável”. Já Beatriz Loyaza diz, no The New York Times, que o filme “é um estudo de personagem bastante direto, lidando com questões como a epidemia dos padrões de beleza no ocidente e as dificuldades de se abandonar uma relação abusiva.”

Nicole Veneto, em The Arts Fuse, declara que “Com MEDUSA, Anita Rocha da Silveira encontra um lugar distinto para si no panteão de aclamados cineastas feministas internacionais como Lucrecia Martel, Claire Denis e Agnieszka Smoczyńska, moldando formas e tropas num tratado de uivo sobre o regresso da repressão feminina. Se nós mulheres somos verdadeiramente algo monstruoso, então Deus ajude aqueles que procuram destruir-nos.” E Michael Talbot-Haynes, em FilmThreat, define MEDUSA como “uma obra de arte eletrizante”.

Com produção da Bananeira Filmes, de Vania Catani, e da MyMama Entertainment, de Mayra Faour Auad, MEDUSA é uma distribuição da Vitrine Filmes, por meio do projeto Sessão Vitrine, contemplado pelo PROAC 34/2022, programa de fomento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Sinopse
A jovem Mariana pertence a um mundo onde deve manter a aparência de ser uma mulher perfeita. Para não cair em tentação, ela e suas amigas se esforçam ao máximo para controlar tudo e todas à sua volta. Ao cair da noite, elas formam uma gangue e, escondidas atrás de máscaras, caçam e punem aquelas que se desviaram do caminho correto. Porém, dentro do grupo, a vontade de gritar fica a cada dia mais forte.

Ficha Técnica
Direção e Roteiro: 
Anita Rocha da Silveira
Produção: Vania Catani, Mayra Faour Auad e Fernanda Thurann
Produção Executiva: Tarcila Jacob
Direção de Produção: Renata Amaral
Elenco: Mari Oliveira, Lara Tremouroux, Joana Medeiros, Felipe Frazão, Bruna G, Carol Romano, João Oliveira, Bruna Linzmeyer, Thiago Fragoso, Inez Viana.
Direção de Fotografia: João Atala
Direção de Arte e Cenografia: Dina Salem Levy
Figurino: Paula Stroher
Caracterização: Maria Inez Moura
Som direto: Evandro Lima
Desenho de som: Bernardo Uzeda
Mixagem: Gustavo Loureiro
Trilha sonora: Anita Rocha da Silveira e Bernardo Uzeda
Montagem: Marilia Moraes, edt.
Empresa Produtora: Bananeira Filmes
Empresas Coprodutoras: MyMama Entertainment, Telecine, Canal Brasil, Brisa Filmes, Cajamanga
País: Brasil
Ano: 2021
Duração: 127 min.

Sobre Anita Rocha da Silveira
Nascida no Rio de Janeiro, Anita Rocha da Silveira escreveu e dirigiu três curtas-metragens: “O Vampiro do Meio-Dia” (2008), “Handebol” (2010, Prêmio FIPRESCI no Int. Short Film Festival Oberhausen), e “Os Mortos-Vivos” (2012, Quinzena dos Realizadores de Cannes).

Seu primeiro longa-metragem, “Mate-me Por Favor” (2015), estreou na Mostra Orizzonti do Festival de Cinema de Veneza, onde recebeu o Bisato d’Oro de Melhor Atuação, concedido pela crítica independente italiana. Participou de festivais como SXSW, New Directors/New Films, AFI Fest, Bafici, Indie Lisboa, Filmfest Munchen, tendo recebido prêmios de Melhor Direção e Melhor Atriz no Festival do Rio, e Melhor Filme no Festival Int. de Cine de Cali e no Panorama Int. Coisa de Cinema.

MEDUSA (2021) é seu segundo longa-metragem e estreou na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Depois, participou de festivais tais como TIFF, Sitges Film Festival (Melhor Direção), Tromsø Int. Film Festival (Melhor Filme), IndieLisboa (Prêmio Especial do Júri), Festival do Rio (Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz Coadjuvante), Raindance Film Festival (Melhor Filme Internacional), Palm Springs Int. Film Festival (Menção Honrosa), Viennale, Jeonju Int. Film Festival e IFFR. MEDUSA já teve lançamento comercial em países como Estados Unidos, França e Alemanha, e terá sua estreia nos cinemas brasileiros em março de 2023.

Atualmente, Anita desenvolve uma série e seu terceiro longa-metragem.

Sobre a Bananeira Filmes
Convidada em junho de 2018 para integrar como membro a Academy of Motion Picture Arts and Sciences – AMPAS (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood), Vania Catani fundou a Bananeira Filmes no ano 2000, e se tornou uma das mais prestigiadas produtoras do Cinema Brasileiro. Somadas, suas produções receberam mais de 270 prêmios e foram exibidas em mais de 500 festivais como Cannes, Veneza, Rotterdam, Berlinale em mais de 60 países. Ao longo de 22 anos produziu e coproduziu vários curtas e mais de 30 longa-metragens, dentre os quais estão os premiados “Narradores de Javé” (2003), da diretora Eliane Caffé; “A Festa da Menina Morta” (2008), estreando Matheus Nachtergaele como diretor, com première mundial no Festival de Cannes; “Feliz Natal” (2008) experiência bem sucedida com Selton Mello que se repetiu em “O Palhaço” (2011), visto por cerca de 1,5 milhão de pessoas no Brasil somente em salas de cinema e escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2012. Em 2017 Vania Catani e Selton Mello retomaram a parceria com “O Filme da Minha Vida”. Os longas “Mate-me Por Favor” (2015), de Anita Rocha da Silveira, e “Zama” (2017), da premiada diretora Lucrecia Martel, tiveram estreia no Festival de Veneza. Zama foi o escolhido para representar a Argentina na disputa por uma vaga ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2018 e em 2019 foi considerado o 9º melhor filme do século pelo prestigiado jornal britânico The Guardian e o melhor filme latino-americano da década pela Remezcla. Também são destaques suas coproduções “La Playa” (Colômbia), “El Ardor” (Argentina) e “Jauja” (Argentina) que tiveram estreia internacional no Festival de Cannes, sendo “La Playa” o escolhido pela Colombia para representar o país na disputa por uma vaga no Oscar de 2013.

Em 2021, estreou MEDUSA, segundo filme com a diretora Anita Rocha da Silveira, no Festival de Cannes, vencedor do Melhor Filme no Festival do Rio do mesmo ano. Em 2022, estreou “Fogaréu” no Festival de Berlim, primeiro longa-metragem de Flávia Neves, ficando em 3º Lugar no Prêmio do Público como Melhor Filme. Também em 2022, estreou, junto a Paramount+, uma série documental sobre o ídolo rubro negro, “Adriano Imperador”, e “Serial Kelly”, longa-metragem de René Guerra protagonizado por Gaby Amarantos. Estreará no Brasil “O Baile dos 41”, longa de David Pablos, coprodução internacional junto a Canana Films (México) e Manny Films (França). Em produção, está o “Incondicional – O Mito da Maternidade”, documentário de Patrícia Froes. Já em finalização, há “Toda Essa Água”, documentário sobre o primeiro disco solo do cantor mineiro Lô Borges, dirigido por Rodrigo de Oliveira. Se prepara para gravar “Super Poderes”, longa-metragem de Anne Pinheiro Guimarães, e desenvolve “Casa Assassinada”, de José Luiz Villamarim.

Sobre a MyMama Entertainment
Duas vezes vencedora do Emmy Internacional (com “Hack the City” e “Nosso Sangue, Nosso Corpo”), a MyMama Entertainment é uma produtora reconhecida internacionalmente, que mantém seu foco no desenvolvimento, gestão de talentos e ideias. À frente da produtora, estão as sócias-fundadoras Gabrielle Auad e Mayra Faour Auad.

Entre suas últimas produções, estão os longas-metragens MEDUSA (Anita Rocha da Silveira), Seleção Oficial na Quinzena dos Realizadores – Cannes 2021, “Fogaréu” (Flávia Neves), em coprodução com a francesa Nathalie Mesuret, Blue Monday e a brasileira Vânia Catani, premiado no Festival de Cinema de Berlim 2022 – Panorama, “Los de Abajo” (Alejandro Quiroga), que estreou em Mar del Plata 2022 e “Odilon – Réu de Si Mesmo”, uma produção original HBO Max. No mesmo ano, estreou a série “The Beat Diaspora” em coprodução com a Kondzilla para o YouTube Originals.

A empresa está atualmente realizando a minissérie baseada na vida de Ronnie Biggs, produzida com Ilda Santiago, escrita por John Richards e dirigida por Vicente Amorim. Nos EUA, Mayra Faour Auad é sócia e executiva da Passage Pictures, que produziu o último filme do aclamado diretor Noah Baumbach (“Marriage Story” e “Frances Ha”), “Ruído Branco”, para a Netflix, filme de abertura do Festival de Veneza 2022 com Adam Driver e Greta Gerwig.

Em 2023, será lançado o próximo filme do aclamado diretor Andrucha Waddington, “Dona Vitória”, em coprodução com Conspiração e Globoplay, que é estrelado pela atriz Fernanda Montenegro (“Central do Brasil”, “A Vida Invisível”).

Os filmes da MyMama Entertainment foram premiados nos principais festivais de cinema, como Cannes, Quinzena dos Realizadores, Veneza, Toronto, Sundance, SXSW, Berlim, Gramado, Festival do Rio, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, entre outros.

Vitrine Filmes
A Vitrine Filmes, desde 2010, já distribuiu mais de 200 filmes e alcançou milhares de espectadores apenas nos cinemas do Brasil. Entre seus maiores sucessos estão “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019; “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional; e “Druk – Mais Uma Rodada”, de Thomas Vinterberg, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2021.

Em 2020, a Vitrine Filmes iniciou um novo ciclo de expansão e renovação. Entre as iniciativas, o lançamento da Vitrine España, que produz e distribui longas metragens na Europa; o Vitrine Lab, curso online sobre distribuição cinematográfica, vencedor do prêmio de distribuição inovadora do Gotebörg Film Fund 2021; a Vitrine Produções, para o desenvolvimento e produção de títulos brasileiros; e, em 2022, a criação do selo Manequim, focado na distribuição de filmes com apelo a um público mais amplo.

Na produção, o primeiro lançamento, “Amigo Secreto” (DocLisboa 2022), de Maria Augusta Ramos, que teve mais de 15 mil espectadores no Brasil; o romance adolescente “Jogada Ensaiada”, de Mayara Aguiar, em desenvolvimento; “O Nosso Pai”, curta de Anna Muylaert exibido no Festival de Brasília; e “Caigan Las Rosas Blancas” (White Roses, Fall!), de Albertina Carri, a continuação de “Las Hijas del Fuego”, distribuído pela Vitrine Filmes em 2019.

Em 2023, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, estão confirmados para os próximos meses a animação “Perlimps”, de Alê Abreu; “Bem-vinda, Violeta!”, de Fernando Fraiha; e o vencedor do Festival de Gramado, “Noites Alienígenas”, de Sérgio de Carvalho.

Já a Sessão Vitrine, projeto inovador de formação de público e distribuição coletiva de produções e coproduções brasileiras em salas de cinema comerciais, terá, em 2023, o patrocínio do PROAC. O filme “Mato Seco em Chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, exibido no Festival de Berlim e premiado no Festival do Rio e no Festival de Brasília, abrirá esta edição, que terá também “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes e premiado no Festival do Rio; “Sol Alegria”, de Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira; e “Rio Doce”, de Fellipe Fernandes.