NÓS SOMOS O AMANHÃ traz o olhar do diretor para as memórias dos anos 80!

NÓS SOMOS O AMANHÃ traz o olhar do diretor para as memórias dos anos 80!

Com participações de Claudia Ohana, Silvero Pereira e Rico Dalasam, o longa terá sua première como filme de encerramento do Curta Santos no domingo 19/11

Dirigido por Lufe Steffen, diretor do aclamado ‘São Paulo em Hi-Fi’, NÓS SOMOS O AMANHàé um longa que combina elementos fantásticos e da cultura LGBT para fazer uma viagem ao passado, nos anos 1980. O filme fará sua première no Curta Santos, no próximo dia 19 de novembro, onde será exibido como longa de encerramento. Em dezembro, o longa ganha também exibição em dois festivais: o Phenomena Festival, em São Paulo, com sessão no dia 3 de dezembro, domingo, às 18h, no CCSP e em Manaus, no Festival Manaus Filme Fantástico.

Com muito colorido e bom humor, a trama resgata o espírito juvenil dos anos 1980, trazendo músicas e elementos que marcaram a época, incluindo regravações inéditas de hits de Xuxa, Trem da Alegria e Balão Mágico. A distribuição é da Descoloniza Filmes e o longa chega aos cinemas do país no primeiro semestre de 2024.

Como no famoso seriado Chaves, o filme é uma fantasia desvairada que brinca com o elenco, e traz adultos interpretando crianças de 12 anos. Uma raridade no cinema nacional, este é um musical para adultos, uma fantasia psicodélica onírica, que busca na fantasia sua maneira de narrar. E para a trilha sonora, o próprio elenco regravou os sucessos dos anos 80.

O elenco é composto por nomes que vieram do teatro musical nacional, e conta com Claudia Ohana, como uma professora que defende seus alunos LGBTs e Silvero Pereira, que faz uma fada drag queen, a atriz trans Alicia Anjos, e o ator trans Bernardo Assis (da novela Salve-se quem puder).

A trama é inspirada em memórias do próprio cineasta. Os personagens são um grupo de alunos que sofre discriminações na escola. Separados por suas diferenças, tentam sobreviver ao bullying, perseguidos por questões étnicas, de gênero, sexualidade, forma física, comportamento. Até que um dia, a professora musical e futurista Clara Celeste aterrissa para mostrar que tudo pode ser diferente.

Ao experimentar o empoderamento, os alunos se unem e finalmente conseguem viver suas identidades com liberdade. Mas a escola, a normatividade e o monstro do conservadorismo estão de olho.

“Fiz NÓS SOMOS O AMANHàpensando que ele é o filme que eu gostaria de ter visto na minha infância nos anos 80. Por isso, ele é uma versão brasileira e LGBT+ de filmes como Os Goonies, História sem Fim, Os Garotos Perdidos, Labirinto, De Volta para o Futuro, e claro, tem também um pedaço reservado para Super Xuxa Contra o Baixo Astral!”, explica o diretor.

Ao olhar para o passado, numa fantasia repleta de magia, abordando questões e personagens LBGT+, Lufe, que também assina o roteiro, pensa, também, sobre o presente, sobre os dilemas e desafios da comunidade, num filme marcado pelo colorido e a alegria.

“Acredito que NÓS SOMOS O AMANHàé um filme que, ao imaginar a infância da comunidade LGBT+ nos anos 80, está fazendo um retrato do mundo de hoje. Quais eram as lutas por respeito, visibilidade, direitos e liberdade nos anos 80? São as mesmas de hoje. Acho que é um filme que fala muito sobre o hoje”, conclui.

Steffen é pesquisador da temática LGBT+ no cinema, e dirigiu dez curtas e dois longas documentais, entre eles ‘São Paulo em Hi-Fi’. NÓS SOMOS O AMANHàé seu primeiro longa ficcional, que tem produção de Diego Sousa e Yas Chiden; produção executiva de Ibirá Machado; direção de produção e produção executiva de Edu Lima. O filme conta, em sua equipe, com fotografia de Julia Zakia; direção de arte de Denise Fujimoto e Luiz Henrique Lula; e figurino, cabelo e maquiagem assinados por Taisa Lira. A direção musical e trilha sonora original ficam a cargo de Andrés Giraldo.

NÓS SOMOS O AMANHàserá lançado no Brasil pela Descoloniza Filmes.
Sinopse

Anos 80. Um grupo de alunos encara discriminações na escola, perseguidos por questões étnicas, de gênero, sexualidade, forma física, comportamento. Até que um dia a professora musical e futurista Clara Celeste aterrisa para mostrar que tudo pode ser diferente. Conseguirão nossos heróis vencerem a batalha contra a intolerância?

Ficha Técnica:

Roteiro & Direção Lufe Steffen

Direção de Produção / Produção Executiva Edu Lima  

Produção Executiva Ibirá Machado  

Produção Diego Sousa / Yas Chiden 

Direção de Fotografia Julia Zakia, DAFB 

Direção de Arte Denise Fujimoto / Luiz Henrique Lula 

Figurino / Cabelo / Maquiagem Taisa Lira 

Direção Musical / Trilha Sonora Original Andrés Giraldo 

Direção Vocal Cimara Fróis 

Montagem Renato Sircilli 

Color Grading / Finalização Marina Franzolim 

Motion Design Bruno Temóteo / Matheus Nogueira 

Som Direto Caio Bologna / Guilherme Chiappetta

Edição & Mixagem de Som / Artista de Foley Cauê Bravim 

Fotos Yara Andrade 

Elenco Claudia Ohana, Rico Dalasam, Silvero Pereira, Lufe Steffen, Érica Ribeiro, Alìcia Anjos, Everton Salzano, Luci Oliveira, Luciano Andrey, Ewerton Novaes, Marcella Piccin, Allana Silva, Bruno Germano, Myke Douglas, Bernardo de Assis

Sobre Lufe Steffen

Cineasta, roteirista, jornalista, escritor, ator & cantor, formado em Comunicação – Rádio & Televisão na Universidade Metodista, além de formação técnica como ator na Fundação das Artes de São Caetano do Sul.

Como roteirista e cineasta, escreveu e dirigiu 10 curtas-metragens ficcionais entre os anos de 1997 e 2017 – todos ligados à temática LGBTQIA+, assim como seus 2 longas documentais, os premiados “São Paulo em Hi-Fi” ( 2016 ) e “A Volta da Pauliceia Desvairada” ( 2012 ). Roteirizou e dirigiu “Cinema Diversidade”, série documental para TV em 10 episódios, sobre o cinema brasileiro LGBTQIA+ do século XXI e inspirada em seu próprio livro “O Cinema que Ousa Dizer Seu Nome” ( Editora Giostri, 2016 ). Publicou ainda o livro jornalístico “Tragam os Cavalos Dançantes” ( 2008 ), obra-reportagem sobre a casa noturna paulistana underground A Lôca.

Em 2017 implantou a websérie “Memórias da Diversidade Sexual”, produzida junto ao Museu da Diversidade Sexual, onde escreveu, produziu e dirigiu todos os episódios. Em 2018 criou e realizou, junto à Codorna Filmes, o 1º Workshop de Roteiro Audiovisual Exclusivo para Pessoas Trans, que aconteceu no Museu Lasar Segall, em São Paulo. Desde 2017 ministra oficinas sobre o cinema LGBTQIA+ do Brasil e do mundo, de forma online e presencial, além de realizar cursos sobre teledramaturgia, radionovelas, música pop e cinema musical.

Mantém o canal Naftalufe, no YouTube, onde apresenta programas semanais sobre a cultura pop vintage do século XX. Acaba de finalizar seu 1º longa de ficção, o musical queer ambientado nos anos 80 “Nós Somos o Amanhã”, que está em fase de lançamento em festivais. Seus próximos 2 longas-metragens são “Cinema Intruso”, documentário em fase de finalização; e “Uma Breve História da Imprensa LGBTQIA+ no Brasil”, documentário que venceu em 1º lugar o Edital ProAC de Cultura LGBTQIA+ em 2022, e que está em fase de montagem, com lançamento previsto para 2024.

Sobre a Descoloniza Filmes

Fundada em 2017 por Ibirá Machado, a Descoloniza Filmes nasceu com o propósito de equiparar a distribuição de filmes dirigidos por mulheres e que tragam novas propostas narrativas e temáticas, contribuindo com a construção de uma nova forma de pensar. Em 2018, a Descoloniza lançou o filme argentino “Minha Amiga do Parque”, de Ana Katz, vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Sundance, “Híbridos – Os Espíritos do Brasil”, de Priscilla Telmon e Vincent Moon, o chileno “Rei”, de Niles Attalah, vencedor do grande prêmio do júri no Festival de Roterdã, e “Como Fotografei os Yanomami”, de Otavio Cury. Em 2019 codistribuiu junto à Vitrine Filmes a obra “Los Silencios”, de Beatriz Seigner, e levou aos cinemas “Carta Para Além dos Muros”, de André Canto. Durante a pandemia, lançou diretamente no streaming os filmes “Saudade Mundão”, de Julia Hannud e Catharina Scarpellini, e “Castelo de Terra”, de Oriane Descout, retomando os lançamentos em salas no segundo semestre de 2021, com “Cavalo”, de Rafhael Barbosa e Werner Sales, “Parque Oeste”, de Fabiana Assis, e “Aleluia, o canto infinito do Tincoã”, de Tenille Barbosa. Em 2022 realizou os lançamentos de “Sem Rosto”, de Sonia Guggisberg, e “Gyuri”, de Mariana Lacerda, “Aquilo que eu Nunca Perdi”, de Marina Thomé, e “Êxtase”, de Moara Passoni. Para 2023 prepara os lançamentos de “Muribeca”, de Alcione Ferreira e Camilo Soares, “Para’í”, de Vinicius Toro, “Para Onde Voam as Feiticeiras”, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, “Luz nos Trópicos”, de Paula Gaitán, “Seus Ossos e Seus Olhos”, de Caetano Gotardo, dentre outros.

UMA CARTA PARA PAPAI NOEL estreia dia 14 de dezembro

UMA CARTA PARA PAPAI NOEL estreia dia 14 de dezembro

Comédia com José Rubens Chachá e Totia Meirelles acaba de ganhar pôster e promete emoção, aventura e humor em lançamento para todo o Brasil

O aguardado filme de Natal brasileiro, UMA CARTA PARA PAPAI NOEL já tem data de estreia, 14 de dezembro, e chega aos cinemas de todo o país com distribuição da Pandora Filmes. A produção é da Okna Produções. 

No longa, Papai Noel (José Rubens Chachá) recebe uma carta de Jonas (Caetano Rostro Gomes), um menino órfão de 8 anos que vive em uma casa de acolhimento. Na correspondência, Jonas pergunta sobre como é a vida de Noel quando não está entregando presentes e revela que ele e seus amigos nunca receberam presentes no Natal. Emocionado com o interesse do menino e intrigado, Noel viaja ao Brasil para descobrir este mistério. O roteiro é assinado pelo próprio diretor e Gibran Dipp.

Dedicado a entreter toda a família, não apenas as crianças, o longa investe em um universo de aventura e fantasia, mas também busca se aproximar da nossa realidade. Repleto de efeitos especiais, o filme levará às telas um imaginário conhecido de todos, mas em um contexto bem brasileiro, afinal o Papai Noel vem ao Brasil. “De um simples brilho que acompanha um personagem a algo mais complexo, como uma viagem interplanetária, os efeitos especiais realmente são uma marca no filme”, explica o diretor. 

Filmado em estúdio e nas cidades de Porto Alegre, Viamão e Santa Tereza, todas no Rio Grande do Sul, o diretor aponta que o clima alegre durante as filmagens contribuiu para a excelência no resultado. “Por aqui mantemos o astral, fizemos um set divertido para que todos se sintam valorizados e curtam esse momento”, comenta Spolidoro.

O elenco infantil é liderado por Caetano Rostro Gomes, como Jonas, e a preparação das crianças é de Adriano Basegio, que dedicou meses a essa etapa. Os principais personagens infantis são interpretados também por Mariana Lopes, Lívia Borges Meinhardt, Cecilia Guedes e Theo Goulart Up. Já o elenco adulto inclui, além de José Rubens Chachá, as atrizes Totia Meirelles, Polly Marinho, e Elisa Volpatto. A equipe artística conta com nomes como Bruno Polidoro (“A Primeira Morte de Joana”), na direção de fotografia; Tiago Retamal, na direção de arte; Pablo Riera (“A Teoria dos Vidros Quebrados”), na montagem. A produção é de Aletéia Selonk, que também assina a produção executiva com Graziella Ferst, Marlise Aúde e Gina O’Donnell.

A trilha sonora conta com uma música original, composta por Arthur de Farias e Fernanda Takai, escrita especialmente para o filme, que será interpretada por Fernanda. Além disso, UMA CARTA PARA PAPAI NOEL traz uma versão inédita de “Sobre o Tempo”, da banda Pato Fu, da qual Fernanda faz parte. A canção é parte do projeto do grupo voltado para o público infantil, Música de Brinquedo. 

UMA CARTA PARA PAPAI NOEL conta com recursos públicos geridos pela Agência Nacional do Cinema – ANCINE e com investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA administrados pelo BRDE. Ainda na etapa de desenvolvimento o projeto foi um dos dez selecionados para participação no pitching no Mercado de Ideias Audiovisuais – INTERNACIONAL – em 2018, em São Paulo.

Sinopse

Jonas, um menino órfão de 8 anos que vive em uma casa de acolhimento, nunca ganha presente no Natal. Preocupado, ele escreve uma carta para Papai Noel, mesmo que seus amigos Beca, Pri, Alana e Cabeleira debochem da sua ingenuidade: “Só o Jonas pra acreditar que esse ano ia ser diferente”. Ao receber a carta do menino perguntando sobre o que Noel gosta de fazer, de comer e como é sua vida quando não é Natal, Noel se emociona. Jonas conta que nunca recebe presente no Natal e, então, Papai Noel entra em ação para descobrir o motivo. Noel se disfarça de Leon – o Conserta-Tudo e, junto com Maria Noel e com a ajudante Tata, parte para investigar o mistério. Enquanto explora a casa de acolhimento, Noel começa a ser vigiado por Léia, a diretora do lugar. Léia começa a desconfiar de Noel criando dificuldades para ele e a garotada. Noel e as crianças criam um forte laço de amizade, mas a construção dessa cumplicidade será repleta de obstáculos. Nessa jornada, todos irão redescobrir o verdadeiro significado do Natal.

Ficha técnica

Roteiro: Gibran Dipp e Gustavo Spolidoro

Direção: Gustavo Spolidoro

Produção: Aletéia Selonk

Produção Executiva: Aletéia Selonk, Graziella Ferst, Marlise Aúde e Gina O’Donnell

Direção de Produção: Tito Mateo

Direção de Fotografia: Bruno Polidoro

Direção de Arte: Tiago Retamal

Preparação de Elenco: Adriano Basegio

Produção de Elenco Nacional: Andrea Imperatore

Montagem: Pablo Riera

Supervisão de Efeitos Visuais: Pedro de Lima Marques

Trilha Sonora: Arthur de Farias

Edição de Som e Mixagem e Mixagem: Kiko Ferraz, Ricardo Costa e Chrístian Vaisz

Elenco: José Rubens Chachá, Totia Meirelles, Polly Marinho, Elisa Volpatto, Caetano Rostro Gomes, Lívia Borges Meinhardt, Mariana Lopes, Cecilia Guedes, Theo Goulart Up.

Sobre Gustavo Spolidoro

Dirigiu e roteirizou 21 curtas e médias e 5 longas, tendo recebido mais de 70 prêmios no Brasil e exterior e participado de festivais como Berlim, Rotterdam e Sundance. Seu primeiro curta, VELINHAS, participou da Mostra Panorama, no Festival de Berlim (1999). Recebeu duas vezes o GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO (considerado o Oscar do cinema nacional), pelos curtas OUTROS (2000) e DE VOLTA AO QUARTO 666 (2010 –que tem como “ator” o diretor alemão Wim Wenders). Seu curta INÍCIO DO FIM (2005) recebeu 16 prêmios e participou de festivais como Rotterdam e Sundance.

É diretor e roteirista do premiado longa, AINDA ORANGOTANGOS (2007). Desde 2015, seus principais trabalhos são pensados para um público jovem e para a família: a série ERNESTO, O EXTERMINADOR DE SERES MONSTRUOSOS, no ar na TV Brasil; a série A VELHA HISTÓRIA DO MEU AMIGO NOVO, na TV Brasil; e a série FORMIGAS, na TVE. Em 2021, estreou o filme OS DRAGÕES.

Sobre a produtora Aletéia Selonk

Aletéia Selonk é produtora e diretora da Okna Produções e está a frente da realização do projeto Uma Carta para Papai Noel. Fundou a Okna em 2006 e tem em seu currículo importantes produções nacionais como os longas “A Primeira Morte de Joana”, “Mulher do Pai”, “Ponto Zero”, e a animação “As Aventuras do Avião Vermelho”. Jornalista, pós-graduada em Produção Audiovisual e doutora em Comunicação Social pela PUCRS, com passagem pela Sorbonne, Aletéia atua no setor audiovisual desde 1995. É professora de produção audiovisual na PUCRS, onde foi responsável pela implantação do Tecna, um centro de produção audiovisual no RS. É Presidenta do Forcine – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual e integra o + Mulheres Audiovisual.

Sobre a Okna Produções

Produtora de conteúdo dedicada à realização de projetos para cinema, televisão e plataformas digitais. Especializada na produção e produção executiva, realiza não apenas o gerenciamento de projetos mas de talentos criativos. Em 2023, a empresa completa 17 anos de atuação. Em seu catálogo constam mais de 50 obras, sendo 10 longas metragens, 19 médias, 21 curtas e 6 séries de TV. Suas produções foram selecionadas e premiadas em importantes festivais no Brasil e no exterior. São obras que unem características autorais ao potencial de se comunicar com as audiências, trazem uma diversidade de abordagens temáticas dedicadas a diferentes perfis de públicos e foram realizadas a partir de coproduções que valorizam talentos nacionais e internacionais.

Filme Nacional | Não Tem Volta – Tudo sobre a produção

Filme Nacional | Não Tem Volta – Tudo sobre a produção

O longa estreia em 23 de novembro exclusivamente nos cinemas 

TRAILER OFICIAL: https://www.youtube.com/watch?v=7uFJnRQ4VNQ

Vem aí mais uma grande produção brasileira com muita ação e reviravoltas! “Não Tem Volta” chega aos cinemas em 23 de novembro e é estrelado por Manu Gavassi e Rafael Infante. Confira, abaixo, todas as informações do novo filme nacional! 

Sinopse oficial 

Henrique (Rafael Infante) não consegue superar a separação de Gabriela (Manu Gavassi) e, mesmo 1 ano depois, está tão devastado que não é capaz de se animar com mais nada, nem ninguém. 

Para acabar com o sofrimento, ele decide tirar a própria vida, mas como não tem coragem, contrata uma empresa de assassinos de aluguel que tem apenas uma única regra: após a assinatura e o pagamento, a decisão NÃO TEM VOLTA, por conta de um sistema peculiar de segurança de informação que garante o anonimato do executor final.    

Porém, após assinar o contrato, Gabriela retorna e quer reatar a relação. Desesperado para descobrir quem será o seu carrasco, Henrique envolve-se em uma trajetória repleta de situações tensas e mirabolantes para se salvar e, finalmente, ficar com a mulher que ama.

O que esperar de “Não Tem Volta”? 

 “Não Tem Volta” é um filme de ação e comédia, com uma pitada de romance. Contando com cenas de perseguição que vão tirar o fôlego de qualquer telespectador, a produção apresenta também momentos de alívio cômico e uma grande química entre os protagonistas.  

Quem está no elenco? 

Além de Manu Gavassi e Rafael Infante, o longa conta também com a participação de Diogo Vilela, Betty Gofman, Roberto Bomtempo, Pietro Barana e Heraldo de Deus.

A estreia será apenas nos cinemas? 

Sim! “Não Tem Volta” estreia exclusivamente nos cinemas em 23 de novembro. 

Direção e produção 

Rafael Infante, César Rodrigues e Manu Gavassi

Dirigido por César Rodrigues, “Não Tem Volta” é produzido por Leonardo M Barros e Eliana Soárez, com produção executiva de Juliana Capelini e Renata Brandão. O filme é da Conspiração, com coprodução da Star Original Productions, distribuição pela Star Distribution e apoio RioFilme. 

Conheça mais sobre o casal protagonista

Gabriela (Manu Gavassi)

Após passar um ano separada de Henrique e viajando o mundo todo, Gabriela retorna para seu antigo namorado buscando reatar o relacionamento, após perceber que ainda tem sentimentos por ele. É uma mulher super moderna e dona de si, trabalha como fotógrafa e já conquistou muitos de seus objetivos de vida ainda muito jovem. 

Henrique (Rafael Infante)

Vendedor de carros no Rio de Janeiro, Henrique passa por um momento muito delicado em sua vida após seu relacionamento acabar. Ele toma medidas drásticas e após uma reviravolta inesperada, precisa conviver com uma mistura de felicidade e desespero enquanto foge de quem quer te matar. 

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Ficha Técnica

Direção: César Rodrigues 

Produção: Conspiração 

Coprodução: Star Original Productions 

Distribuição: Star Distribution 

Produzido por Leonardo M Barros e Eliana Soárez 

Produtoras Executivas: Juliana Capelini e Renata Brandão 

Coprodutores Executivos: Tania Pacheco, Clarisse Goulart, Adriana Basbaum, Marcos Penido 

Produção Associada: Eddie Vogtland 

Produtora Delegada: Paula Batalha  

Diretora de Produção: Luna Mancini 

Argumento e Roteiro: Fernando Ceylão 

Direção de Fotografia: José Roberto Eliezer  

Direção de Arte: Claudio Amaral Peixoto 

Figurino: Diana Leste 

Maquiagem: Uirandê Holanda 

Montagem: Bernardo Pimenta, edt. 

Colorista: Sergio Pasqualino Jr 

Trilha Sonora: Lucas Marcier, Fabiano Krieger, Rogério da Costa Jr, Pedro Sodré 

Som Direto: Zezé D´Alice, Pedro Saldanha 

Mixagem: Denilson Campos 

Produção de Elenco: Cibele Santa Cruz 

Supervisão de Efeitos Visuais: Claudio Peralta 

Gerência Executiva: Ana Leticia Leite 

Gerência de Marketing: Paula Lima 

Coordenação de Pós Produção: Monica Zennaro 

ELENCO: Rafael Infante, Manu Gavassi, Diogo Vilela, Betty Gofman, Roberto Bomtempo, Pietro Barana, Heraldo de Deus

Dirigido por Marcos Pimentel, PELE estreia nesta quinta

Dirigido por Marcos Pimentel, PELE estreia nesta quinta

Com distribuição da Embaúba Filmes, filme combina política e poesia mostrando um retrato do Brasil por meio da arte urbana
Trailer: https://youtu.be/pb73xDbYhCo

As cidades, vibrantes em suas cores e arte, se tornam figuras centrais em PELE, documentário de Marcos Pimentel que chega com exclusividade aos cinemas nesta quinta-feira, 26 de outubro, com distribuição da Embaúba Filmes. As praças que receberão o filme são AracajuBalneário CamburiúBelo HorizonteBrasíliaCórrego FundoFortalezaGoiâniaPorto AlegreRio de Janeiro e Salvador. Em São Paulo, as exibições são previstas para acontecer a partir de 2 de novembro. A classificação indicativa é 12 anos.

A produção executiva é de Luana Melgaço e a produção é assinada pela Tempero Filmes. O longa fez sua estreia mundial no IDFA/Envision Competition, no qual foi premiado com a Menção Especial do Júri, e no Brasil, foi exibido na Mostra Competitiva do É Tudo Verdade. Na Rússia, recebeu o Grande Prêmio da Crítica no Festival Message to Man, em São Petersburgo, e já foi exibido também na França, Canadá, Itália, China, Nova Zelândia, Rússia, Indonésia, Áustria, Alemanha e Colômbia.

O cineasta conta que o filme nasceu do seu interesse pela experiência de se viver em cidades inchadas – cheias de pessoas, conflitos e contradições – que temos no Brasil e na América Latina e pela pulsão da arte urbana encontrada nelas. “Eu sempre gostei de caminhar pelas cidades prestando atenção no que está presente nos muros, paredes e estruturas de concreto. Incontáveis grafites, pichações, publicidades, letras, declarações de amor, palavras de ordem, hieróglifos, mensagens políticas, palavrões… É possível encontrar de tudo ali, numa caótica composição visual que diz muito do nosso tempo e dos lugares que habitamos.”

Morando em Belo Horizonte, ele explica que começou a perceber ali mesmo as interações espontâneas que as pessoas têm com a arte urbana. “Mesmo sem nos darmos conta, a todo momento nossos corpos estão dialogando com os conteúdos que ‘vestem’ os muros. Ali, nesta espécie de pele, os ‘habitantes dos muros’ interagem com os ‘habitantes das cidades’, produzindo leituras bastante interessantes que, infelizmente, nem sempre temos tempo de contemplar.”

O filme foi rodado em 2019, em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, e filmar nas ruas, para Pimentel, foi um desafio, mas também uma alegria. “A rua é um ambiente que me encanta justamente pela falta de controle quando se filma um documentário. Nunca é fácil, mas também poucos espaços são tão ricos e prazerosos para um documentarista como as ruas das cidades. Não tínhamos controle de nada e nunca nos propusemos a isso. Então, era um filme onde precisávamos esperar muito e filmar pouco. Eram horas esperando até que determinada situação acontecesse espontaneamente diante de algum grafite ou pichação.”

Como foi rodado sem captação de som direto, o som de PELE foi todo construído na pós-produção, por Vitor Coroa, que, além de reproduzir o som do que se vê na tela, trouxe também várias camadas e possibilidades de interpretação a partir do som de cada sequência. Assim, o documentário tenta reproduzir a experiência urbana e a urgência dos discursos presentes nas ruas do país também através do som, perseguindo uma atmosfera sonora que permite uma outra experiência de cidade.

Pimentel, que em sua filmografia tem longas como “Fé e Fúria” e “Os Ossos da Saudade”, conta que trata grafites, pichações e intervenções nos muros e paredes como gritos silenciosos emitidos pelos habitantes de algum lugar. “As narrativas urgentes das ruas estão sempre ali, estampadas nos muros, que são encarados como espaços onde os artistas e os moradores das cidades podem gritar para o mundo tudo o que pensam e também extravasar as muitas opressões a que são submetidos no cotidiano. Fica tudo depositado ali, até as pessoas e o tempo agirem sobre estes conteúdos, modificando-os uma vez mais.”

Ele aponta que essa arte tem muito a dizer sobre o tempo e o lugar onde vivemos. “No filme PELE, nós articulamos esses elementos e acabamos por narrar boa parte da história recente do país. Encontramos lá os Jogos Olímpicos do Rio, a Copa do Mundo de 2014, o Passe Livre e os protestos de junho de 2013, o golpe dado pelo Temer, a Lava Jato, a prisão do Lula, a Vaza Jato, o Lula Livre, o #elenão, os muitos escândalos do governo Bolsonaro, o Fora Bozo, o assassinato na Marielle, racismo, fascismo, misoginia, intolerância religiosa, muitos protestos que ganharam as ruas ao longo dos últimos anos… A história recente do país está narrada ali.”

Parceiro do montador Ivan Morales Jr há 20 anos, Pimentel conta que a montagem era o desafio de se valer do material filmado e o transformar numa narrativa sobre o Brasil contemporâneo. PELE é um filme que não possui entrevistas, narrador, voz em off… O filme todo é construído somente pelo registro dos conteúdos dos muros, a observação entre a interação entre os corpos que habitam a cidade e os grafites e pichações e algumas sequências de intervenções artísticas pelo ambiente urbano. Portanto, a montagem foi essencial para articular estes elementos e fazer surgir um filme a partir deles.”

PELE é um filme que, claramente, dialoga com as outras obras de Pimentel, especialmente com “Polis”, “Urbe” e “Taba”, sem deixar de lado a observação mais contemplativa de seus filmes, como “Sopro”, “A Parte do Mundo Que Me Pertence” e “A Arquitetura do Corpo”.

“Acho que em PELE dei um passo a mais em relação a estes trabalhos anteriores, caminhando na direção de algo que venho perseguindo nos últimos tempos, que é conseguir equilibrar e alternar poesia e política ao longo da construção da obra. Ando bastante instigado por filmes que possuem camadas poéticas na construção de sua linguagem, mas que não se dissociam da construção política do discurso. É uma obra na qual política e poesia caminham de mãos dadas o tempo todo, fazendo com que o filme seja uma experiência sensorial pelas ruas das cidades e pelas artes e intervenções encontradas ao longo do caminho sem nunca perder de vista um discurso político bem marcado, que está entrelaçado na construção de praticamente todas as sequências do filme.”

Sinopse
Documentário sobre a interação entre os habitantes das cidades e o que está expresso em seus muros e paredes. Grafites, pichações, símbolos indecifráveis, palavras de ordem, pensamentos políticos, hieróglifos, declarações de amor… Fragmentos de memória e gritos silenciosos que revelam os desejos, medos, fantasias e devaneios de quem habita os centros urbanos. As letras e desenhos interagindo com os diferentes corpos que transitam pelo espaço público. As narrativas urgentes das ruas que expressam as subjetividades dos mais variados discursos visuais que “vestem” as cidades brasileiras.

Ficha Técnica
Direção: 
Marcos Pimentel
Produção Executiva:
 Luana Melgaço
Roteiro:
 Marcos Pimentel, Ivan Morales Jr.
Fotografia:
 Giovanna Pezzo
Som Direto:
 Giordano Lima
Montagem:
 Ivan Morales Jr.
Desenho de Som e Mixagem:
 Vitor Coroa
Direção de Produção e Assistente de Direção:
 Vinícius Rezende Morais
Produção de Set:
 Marcelo Lin
Assistente de Produção:
 Evandro Laina
Pesquisa:
 Vinícius Rezende Morais, Marcelo Lin, Milena Manfredini, Marcos Pimentel
Empresa Produtora:
 Tempero Filmes
Classificação Indicativa: 12 anos

Sobre Marcos Pimentel
Documentarista formado pela Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV – Cuba) e especializado em Cinema Documentário pela Filmakademie Baden-Württemberg, na Alemanha. Também é graduado, no Brasil, em Comunicação Social (UFJF) e Psicologia (CES-JF).

Diretor, roteirista e produtor independente, realizou filmes que ganharam 94 prêmios por festivais nacionais e internacionais e foram exibidos em mais de 700 festivais em todos os cantos do mundo.

Desde 2009, é professor titular do departamento de documentários da Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV – Cuba), onde ministra aulas para alunos do curso regular, da maestria documental e dos talleres internacionales. Desde 2017, dá aulas no curso de cinema da Escola de Design de Altos de Chavón, na República Dominicana. Já deu cursos de narrativa e estética documental, roteiro e direção de documentário em distintas instituições no Brasil, Portugal, Holanda, Espanha, Cuba, Colômbia, México, República Dominicana, Cabo Verde e Angola, além de atuar como roteirista e consultor de dramaturgia e desenvolvimento de projetos.

Desde 2012, é coordenador audiovisual da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais, sediado em Cataguases, sendo responsável pelos projetos da área de formação audiovisual.

Vive e trabalha em Belo Horizonte.

Sobre a Tempero
Tempero é um espaço de criação e produção audiovisual, que reúne as obras dos realizadores Ana Valeria González, Ivan Morales Jr, Leo Ayres e Marcos Pimentel. Voando juntos ou separados, eles desenvolvem projetos com foco no cinema autoral e na produção independente, atuando em diferentes lugares, principalmente Brasil, Alemanha e México. Seus filmes foram exibidos e premiados em importantes festivais internacionais, como Rotterdam, IDFA (Holanda), Veneza (Itália), Tampere (Finlândia), Cinema du Réel, Toulouse, Nantes, Lussas, Centre Georges Pompidou, Biarritz (França), Visions du Réel (Suíça), Documenta Madrid, Huesca, MECAL, L´Alternativa, CinemaJove, Granada (Espanha), Parnu (Estônia), Doc Lisboa, Indie Lisboa, Santa Maria da Feira (Portugal), Gulf Film Festival (Dubai/Emirados Árabes), La Habana (Cuba), Chicago, Hollywood Film Festival, (EUA), Guadalajara, DOCS DF, Morelia (México), Cartagena (Colômbia), Atlantidoc (Uruguai), EDOC (Equador), DOCKANEMA (Moçambique), FIC Luanda (Angola), Norwegian Short Film Festival (Grimstad/Noruega), FIDOCS (Chile), Zagreb (Croácia), Tokyo, Sapporo, Con-can, JVC Film Festival (Japão), Pequim e SCTVF (China), e nos mais importantes festivais brasileiros, como É Tudo Verdade, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Festival de Gramado, Cine-PE, Cine Ceará, Mostra Internacional do Filme Etnográfico, Festival Internacional de Curtas de SP, Festival Internacional de Curtas de BH, ForumDoc, Mostra de Cinema de Tiradentes, Janela Internacional de Cinema do Recife, Indie BH, Mostra do Filme Livre, entre vários outros.

Sobre a Embaúba Filmes
A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de obras autorais brasileiras. Ela busca se diferenciar pela qualidade de seu catálogo, que já conta com mais de 40 títulos, em menos de 5 anos de atuação, apostando em filmes de grande relevância cultural e política. A empresa atua também com a exibição de filmes pela internet, por meio da plataforma Embaúba Play, que exibe não apenas seus próprios lançamentos, como também obras de outras distribuidoras e contratadas diretamente com produtores, contando hoje com mais de 500 títulos em seu acervo, dentre curtas, médias e longas-metragens do cinema brasileiro contemporâneo.

UM FILME DE CINEMA estreia nesta quinta-feira

UM FILME DE CINEMA estreia nesta quinta-feira

De forma lúdica e divertida, filme com distribuição da Embaúba Filmes resgata a história do cinema pelo olhar infantil
Trailer: https://youtu.be/5fZjoBSBTCo

Combinando o documental e a ficção, o cineasta Thiago B. Mendonça lança um olhar carinhoso e lúdico à história do cinema em UM FILME DE CINEMA, que chega com exclusividade na tela grande nesta quinta-feira, 5 de outubro, nas seguintes praças: São PauloRio de JaneiroAracajuBelo HorizonteBrasíliaFortalezaMaceióPorto Alegre e Salvador. A distribuição é da Embaúba Filmes, com classificação indicativa livre.

Tudo começou com o interesse de registrar um momento da vida das filhas Bebel e Isa, de 7 e 3 anos respectivamente. “Queria fazer algo que tivesse relação com nossas histórias, e que fosse ao mesmo tempo uma grande brincadeira ficcional. Bebel e Isa nasceram no meio do cinema e do teatro – a mãe delas, Renata, é a produtora do filme e também se dedica ao cinema”, explica o diretor. Daí nasceu a ideia para o longa, que tem ao centro um cineasta, interpretado por Rodrigo Scarpelli, que funciona como uma espécie de alterego de Mendonça.

A filha mais velha do personagem resolve fazer, como trabalho na escola, um filme com seus amigos. O pai está em crise criativa, e o processo desse projeto acaba servindo como uma investigação da história do cinema, e, também, uma maneira dele lembrar porque gosta tanto dessa arte.

Mendonça conta que o trabalho com as crianças foi bastante espontâneo. Houve uma preparação para que ficassem à vontade na frente da câmera, mas fora isso, deixava-as livres para improvisar. “Muitos dos diálogos nasceram espontaneamente, como a entrevista que o pai faz com a Bebel. A Bebel sempre foi uma criança diferente, muito certa de suas ideias e firme nas suas posições. Ao final ela fazia o papel dela mesma.”

Ele conta que Bebel levou as filmagens muito a sério, e que a menor, Isa, viu tudo como uma grande brincadeira, e se divertiu bastante. “Elas gostam muito do filme. Assistem com diversão, mas também com saudade. Sabem o privilégio que tiveram de ter esta memória particular de um momento rico da infância registrado para sempre, junto a amigas, amigos e familiares.”

Já o cineasta, interpretado por Scarpelli, Mendonça conta que não é baseado apenas nele mesmo. “Eu o criei como um pastiche não só do que sou, mas de diretores que vivem crises de identidade. Foi muito divertido pensar este personagem para o Rodrigo, um ator muito querido, com quem eu trabalhei anteriormente no grupo teatral Folias D’Arte. Nós temos um jeito parecido e também somos parecidos fisicamente.”

Uma das preocupações do diretor nesse filme era o tornar também acessível para um público infantil, uma vez que a infância é também um dos temas aqui, e, para isso, assistiu a vários filmes para criança, especialmente para perceber como as histórias são contadas para elas. “É uma responsabilidade grande pensar conteúdo para crianças. Criar algo que seja ao mesmo tempo divertido, educativo (sem didatismo) e que possibilite uma reflexão autônoma. Tentamos construir um filme que busca um caminho de liberdade, de inspirar a criatividade do público infantil. Essa era a vontade que tínhamos e que temos, o nosso desafio.”

A combinação entre o documental e o ficcional também foi importante na construção de UM FILME DE CINEMA, pois, segundo Mendonça, o modo como apresentamos o cinema para as crianças tem algo de documentário, mas, ele ressalta, filme é também todo invenção, há muito trabalho de interpretação das crianças, muita criação para chegarmos no processo de filmagem. “O documental está nas entrevistas das crianças, na forma como elas utilizam a câmera, em muitas sugestões delas que foram acolhidas, no registro de um momento especial da vida das meninas (trata-se de nossa casa, do quarto onde elas dormiam, da escola da Isa e de crianças que em sua maioria estudavam com elas ou moravam próximas). E também é um documento das relações de afeto que transparecem na tela.”

Nas exibições em festivais, como na 20ª Mostra de Tiradentes, o diretor confessa que estava apreensivo com a reação do público – especialmente o infantil – mas a resposta na sessão foi a certeza de que o projeto atingia seus objetivos. “Foi emocionante, pois as crianças interagiam, riam bastante, e ficavam o tempo todo concentradas na história. Tivemos muitas falas bonitas das crianças que assistiram, e também de seus pais. Foi uma surpresa perceber que os pais gostam muito do filme.”

Exibido em diversos países, como Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Espanha, Coreia do Sul, Ucrânia e Portugal, Mendonça confessa que a sessão mais tocante foi na Índia, onde foi premiado em um festival que exibe os filmes para milhares de crianças em suas escolas. “Para nós é muito bonito ver crianças de todo o mundo acompanhando as aventuras da Bebel e Isadora. Me ensinou de novo como o cinema pode nos aproximar de outros universos. Sempre percebi isso como cinéfilo. E agora percebo com realizador. Fazer filmes para crianças é uma responsabilidade muito grande e acho que conseguimos construir um filme bonito, que se comunica com outros ‘mundos’, realidades distantes, que o cinema tem o poder de tornar próximas.”

Sinopse
Bebel, filha de um diretor de cinema em crise, quer fazer um filme com seus amigos para um projeto escolar. A realização do filme se torna uma grande aventura e leva Bebel, sua família e seus amigos a uma viagem pela história do cinema.

Ficha Técnica
Direção: 
Thiago B. Mendonça 
Roteiro: 
Thiago B. Mendonça 
Produção Executiva: 
Renata Jardim 
Produção: Adriana Barbosa, Danillo Prisco, Laura Calasans, Alex Rocha
Elenco: Bebel Mendonça, Isadora Mendonça, Rodrigo Scarpelli, Eugênia Cecchini, Antonio Petrin, Alípio Freire, Carlos Francisco, Camila Urbano
Direção de Fotografia: Andre Moncaio
Direção de Arte: Bira Nogueira
Trilha Sonora: Zeca Loureiro
Montagem: Bem Ortolan do Prado e Eduardo Liron 
País: Brasil 
Ano: 2017 – 2023
Duração: 83 minutos
Classificação Indicativa: Livre

Sobre Thiago B. Mendonça
Thiago B. Mendonça é diretor de cinema, roteirista, crítico e educador. Bacharel em Ciências Sociais pela USP, estudou cinema na UnB e atualmente faz pós-graduação em audiovisual na ECA-USP, estudando a obra de Andrea Tonacci. Recebeu por seus filmes mais de uma centena de prêmios em festivais nacionais e internacionais. Entre seus curtas estão “Minami em Close-up”, “A Guerra dos Gibis”, “Piove, il Film di Pio”, “O Canto da Lona”, “Entremundo”, “Procura-se Irenice”, “O Karaokê de Isadora” e “Belos Carnavais”. Seu primeiro longa-metragem, “Jovens Infelizes ou Um Homem que Grita não é um Urso que Dança”, foi o vencedor da Mostra de Cinema de Tiradentes de 2016 e premiado em festivais em Portugal, Estados Unidos, México, Colômbia, Venezuela e Argentina. Seu segundo longa-metragem, “Um Filme de Cinema”, participou de alguns dos mais importantes festivais internacionais voltados para o público infantil. Seu terceiro longa-metragem, “Curtas Jornadas Noite Adentro”, estreou simultaneamente no DocLisboa e na Mostra Internacional de São Paulo, recebendo elogios de críticos como Claire Alouche na prestigiosa revista francesa Cahiers du Cinema. Atualmente finaliza seu quarto longa-metragem, “Antes do Fim”. Dirigiu a série “Vozes da Floresta”, sobre a Aliança dos povos da floresta, pela qual recebeu uma bolsa Pulitzer. Trabalha como roteirista para importantes diretores da nova geração do cinema brasileiro, com destaque para sua parceria com Adirley Queirós, com quem colaborou em 4 filmes. Co-dirigiu trabalhos com Adirley, Zózimo Bulbul, entre outros diretores. Atua junto a grupos de teatro paulistanos como o Coletivo Comum e o Grupo Folias. É coordenador do Cinemancipa, curso de formação de cinema organizado pela Rede Emancipa de Educação Popular. Ministra cursos de audiovisual em diversos espaços. Como jornalista colaborou com diversas publicações, destacando-se seu trabalho na revista Le Monde Diplomatique, jornal Valor Econômico, Brasil de Fato, Estadão e na Revista Época (onde escrevia uma coluna sobre cinema).

Sobre a Embaúba Filmes
A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de obras autorais brasileiras. Ela busca se diferenciar pela qualidade de seu catálogo, que já conta com mais de 40 títulos, em menos de 5 anos de atuação, apostando em filmes de grande relevância cultural e política. A empresa atua também com a exibição de filmes pela internet, por meio da plataforma Embaúba Play, que exibe não apenas seus próprios lançamentos, como também obras de outras distribuidoras e contratadas diretamente com produtores, contando hoje com mais de 500 títulos em seu acervo, dentre curtas, médias e longas-metragens do cinema brasileiro contemporâneo.