Poltrona Séries: Gênio dos Desejos/Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Gênio dos Desejos/Cesar Augusto Mota

É inegável o sucesso das séries coreanas no Brasil, os populares doramas. Com um misto de drama e comédia, os brasileiros se encantam e fazem questão de maratonar histórias regadas com muitas surpresas, imprevisibilidade e personagens carismáticos. A série “Gênio dos Desejos” procura beber dessa fonte e tenta alcançar o mesmo sucesso de outros doramas exibidos no serviço de streaming Netflix. É uma boa opção?

Acompanhamos Iblis (Kim Woo-bin), um gênio que foi banido do paraíso após fazer uma aposta com Deus. Preso por mil anos em uma lâmpada, ele aparece em um mundo moderno para conceder três pedidos a Ka-young (Suzy Bae), uma mulher rotulada como “psicopata” por sua frieza.  E qual será o grande desafio para Iblis? Provar que humanos são corruptíveis por terem desejos egoístas.

Os desejos de Ka-young vào além de satisfações pessoais, passam também por ajudar animais abandonados e reparação de antigas relações pessoais. Uma relação improvável entre Ka-Young e Iblis começa a se desenhar e na medida em que os episódios vão se desenrolando é possível perceber um paradoxo entre o que realmente é necessário e o que pode ser descartável. Os pedidos feitos por outros personagens ilustram como o ser humano pode ser manipulável e ficar em meio a dilemas morais e escolhas difíceis.

Não vemos pedidos triviais e tampouco relações tóxicas, mas sim verdadeiras lições sobre identidade, poder de escolha e princípios morais. O humor e a emoção dos personagens são latentes, há um misto de irreverência e melancolia e histórias cheia sde reviravoltas e com altas cargas emocionais. Quem gosta de grandes histórias e de interpretações impactantes, essa série é a escolha certa.

Apesar do ritmo irregular dos últimos episódios, num total de dezesseis, “Gênio dos Desejos” traz um importante debate sobre a natureza humana e os mais diversos dilemas existenciais pelos quais podemos passar. Uma experiência épica.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

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