Poltrona Cabine: Parthenope/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Parthenope/Cesar Augusto Mota

O cinema italiano se caracteriza por ser estético e aliado a ideias sobre a existência humana e suas complexidades. Famoso pelo filme “A Grande Beleza”, o cineasta Paolo Sorrentino tratará da beleza novamente, mas também como uma viagem épica em busca da liberdade.

A obra se passa na bela cidade de Nápoles, na qual acompanha a vida de Parthenope (Celeste Dalla Porta). Desde seu nascimento em 1950 até os dias atuais. A protagonista está em busca do amor em suas mais diversas formas, seja de forma construtiva ou negativa. Nota-se uma jornada épica com reflexões sobre como o tempo define destinos e a vida poder ser celebrada de diversos modos.

Não há só a contemplação da beleza de Parthenope, mas também o charme e o semblante enigmático capazes de hipnotizar outras pessoas. A capacidade de conquista da personagem central não é explorada de forma negativa, e as consequências provocadas por sua bela aparência são constantemente exploradas, com perfeitos debates e reflexões.

 Um paralelo entre ilusão e realidade é traçado, e isso mostra o quão a fantasia pode inicialmente trazer encantamento e prazer, mas pode mascarar uma dura realidade. Não há só encantamento na beleza física, mas em tudo o que a vida pode proporcionar, seja na juventude ou na velhice. O magnetismo entre os personagens e a complexidade que o diretor consegue trazer à obra com pensamentos constantes sobre a vida e as barreiras que ela impõe tornam a narrativa atraente e com uma experiência incrível para o espectador, que se conecta com os personagens e se imagina no contexto retratado.

“Parthenope” é uma verdadeira viagem pelas paisagens da belíssima cidade de Nápoles e um fascínio proporcionado por personagens heterogêneos e temas instigantes e filosóficos. Uma carta de amor ao cinema e um brinde à vida.

Cotação: 5/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

CONFIRA AS REAÇÕES DA PRÉ-ESTREIA DE ‘DEU PREGUIÇA’

CONFIRA AS REAÇÕES DA PRÉ-ESTREIA DE ‘DEU PREGUIÇA’

O filme estreia nos cinemas de todo o Brasil em 13 de março e já vem conquistando o público por todo o Brasil com sessões antecipadas!
DEU PREGUIÇA já está ganhando o coração dos brasileiros desde a sua primeira exibição para o público. Com as sessões antecipadas que começaram a acontecer no Brasil todo a partir do dia 27 de fevereiro, o filme vem conquistando os espectadores em diversas cidades do país, destacando-se não só pela trama divertida, mas também pela relação emocionante entre mãe e filha, proporcionada pela dublagem de Heloisa Périssé e sua filha Tontom.
Em conversas com os espectadores que participaram da pré-estreia, a conexão com as personagens foi imediata. “É uma aventura do começo ao fim, recomendado para todas as idades“, comentou uma das participantes. Para outros, a leveza e o bom humor do filme, combinado com a magia da animação, trouxeram à tona uma experiência envolvente e única, que promete encantar crianças e adultos.
Confira o vídeo da pré-estreia
A história, que mistura comédia e aventura, gira em torno de uma família de preguiças que, após perder a casa em uma tempestade, se vê forçada a se mudar para a agitada cidade grande. A narrativa, que traz muito humor, acompanha a adaptação da família ao novo cenário urbano, com um food truck e um livro de receitas tradicionais como principais elementos da trama. Mas o maior desafio surge quando uma ambiciosa empresária, Dotti, ameaça roubar as preciosas receitas da família, colocando à prova os laços familiares.
DEU PREGUIÇA não é apenas um filme sobre adaptação, mas também uma reflexão sobre a importância de manter a união familiar, mesmo em tempos de mudanças drásticas. A missão da família é provar que, na vida, o principal ingrediente é o amor, e nada deve mudar isso. O enredo, recheado de cenas de ação, desafios engraçados e reviravoltas inesperadas, mantém o público rindo, ao mesmo tempo que transmite valores como união, coragem e a força da família.
Assista ao novo trailer
DEU PREGUIÇA já está com sessões de pré-estreias antecipadas nos cinemas brasileiros e estreia oficialmente no dia 13 de março.
Sinopse:
Após uma tempestade destruir seu lar, uma família de preguiças liderada por Gabriella (Heloísa Périssé) é forçada a se mudar para a agitada cidade grande, levando consigo seu food truck e um antigo livro de receitas. Deixando para trás a vida tranquila e guiados pela energia da jovem Laura (Tontom), eles embarcam nessa aventura com uma missão: mostrar que, nesta família, o prato principal é a diversão! Mas quando a ambiciosa empresária Dotti coloca os olhos nas preciosas receitas da família, eles terão que se unir para proteger suas tradições e tudo aquilo que acreditam.

Ficha técnica

Direção: Tania Vincent e Ricard Cussó;
Roteiro: Ryan Greaves, Erica Harrison e Tania Vincent;
Produção: Kristen Souvlis, Nadine Bates e Ryan Greaves;
Trilha Sonora: Sam Gain-Emery, Ben Stewart e Thom Kellar;
Diretor de arte: Nathan Geppert;
Gênero: Animação, Aventura, Família;
País: Austrália;
Ano: 2024;
Distribuição: Imagem Filmes.

Relançamento em 4K de Cidade dos Sonhos nos cinemas brasileiros

Relançamento em 4K de Cidade dos Sonhos nos cinemas brasileiros

RETRATO FILMES ANUNCIA O RELANÇAMENTO EM 4K DE “CIDADE DOS SONHOS” NOS CINEMAS BRASILEIROS

Clássico de David Lynch retorna aos cinemas em versão restaurada a partir de 17 de abril

RETRATO FILMES vai lançar nos cinemas brasileiros o clássico CIDADE DOS SONHOS (“Mulholland Drive”), restaurado em 4K. O relançamento, previsto para o dia 17 de abril, é também uma forma de homenagem ao legado do diretor David Lynch, que faleceu em janeiro de 2025, aos 78 anos.

Lançado originalmente em 2001, CIDADE DOS SONHOS é considerado um marco do cinema contemporâneo e destaca-se por sua narrativa não-linear e atmosfera onírica que desafiam as convenções tradicionais de storytelling. Aclamado pelos críticos, venceu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes e garantiu uma indicação ao Oscar na mesma categoria.

O filme acompanha Betty (Naomi Watts), uma aspirante a atriz que chega a Los Angeles e encontra Rita (Laura Harring), uma mulher que perdeu a memória após um acidente. Juntas, elas embarcam em uma jornada de mistério, suspense e surrealismo para desvendar a identidade de Rita. A estrutura fragmentada e os personagens enigmáticos refletem a complexidade dos sonhos e da psique humana.

Além disso, CIDADE DOS SONHOS oferece uma crítica incisiva à indústria cinematográfica de Hollywood, explorando os bastidores sombrios de Los Angeles, a “cidade dos sonhos”, e revelando as desilusões enfrentadas por aqueles que buscam o estrelato.

Segundo Daniel Pech e Felipe Lopes, sócios da RETRATO FILMES, o relançamento em 4K é mais do que uma restauração técnica: “É uma chance de reviver a genialidade de David Lynch na tela grande. Esse relançamento permite que uma nova geração descubra essa obra-prima e que os fãs revisitem sua experiência sob uma nova perspectiva”.

Ficha Técnica:

CIDADE DOS SONHOS (“Mulholland Drive”, 2001)
Sinopse: Uma jovem atriz viaja para Hollywood e se vê emaranhada numa intriga secreta com uma mulher que escapou por pouco de ser assassinada, e que agora se encontra com amnésia devido a um acidente de carro. Seu mundo se torna um pesadelo e surreal.
Direção: David Lynch
Roteiro: David Lynch
Produção: Mary Sweeney, Alain Sarde
Elenco Principal: Naomi Watts, Laura Harring, Justin Theroux
Trilha Sonora: Angelo Badalamenti
Direção de Fotografia: Peter Deming
Edição: Mary Sweeney
Data de Relançamento no Brasil: 17 de abril de 2025
Distribuição no Brasil: Retrato Filmes

Poltrona Cabine: O Melhor Amigo/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Melhor Amigo/Cesar Augusto Mota

Musicais possuem um público cativo, e o paralelo com o romance e o drama pode trazer experiências únicas e inesquecíveis para os espectadores. Não só a música tem que guardar conexão com a história, esta é a mais importante, pois sem um enredo consistente, a presença do musical não se sustenta. Será que a narrativa é bo o bastante que justifique esse formato de musical? Em “O Melhor Amigo”, o diretor Allan Deberton traz um romance LGBT+, com equilíbrio entre humor e drama.

Acompanhamos a história de Lucas (Vinicius Teixeira), que resolve viajar sozinho para Cana Quebrada, Ceará, após uma briga feia com o namorado. Por lá, ele reencontra Felipe (Gabriel Fuentes), um antigo colega de faculdade e que agora está trabalhando como guia de turismo. O reencontro acaba por despertar antigos desejos e sentimentos entre eles e grandes reviravoltas acontecem na vida dos dois.

O plano estético é, sem dúvida, o que mais chama a atenção nesta obra. Cores quentes e frias na tela saltam aos olhos, vários cenários culturais, além de figurinos chamativos que mais parecem fantasias de escolas de samba. O som também é um deleite, com uma mistura entre gêneros, desde o samba até o axé e o pop, um show de brasilidade. Porém, essa mescla pode causar incômodo para quem não está acostumado e prefere um filme mais tranquilo, com uma história mais enxuta.

O enredo não consegue ilustrar um equilíbrio entre humor e drama, a amizade, os sonhos e a sexualidade não são explorados com profundidade, os conflitos são resolvidos de forma fácil e não há diálogos construtivos e reflexivos, beiram o simples. Os exageros visuais acabam por prejudicar o ritmo da história, os musicais repentinamente interrompem os conflitos e os arcos dos personagens não foram completamente desenvolvidos. A impressão é a de que a narrativa poderia ser mais concisa, tendo em vista a duração longa do filme, e nem a presença de nomes conhecidos como Gretchen, Claudia Ohana e Mateus Carrieri conseguem trazer fôlego e ânimo à obra.

A proposta de “O Melhor Amigo” é satisfatória, possui elementos interessantes, mas pode ser que questões como representatividade e brasilidade não sejam suficientes, tendo em vista seus altos e baixos.

Cotação: 3/5 poltronas.

Por: Cesar Augusto Mota

12.12: O DIA CHEGA AOS CINEMAS DIA 20 DE MARÇO

12.12: O DIA CHEGA AOS CINEMAS DIA 20 DE MARÇO

Distribuído pela SATO Company, filme estrelado pelo astro Jung Hae-in retrata golpe militar de 1979 na Coreia do Sul
O filme 12.12: O DIA, que é altamente aguardado pelo público, tem sua estreia nos cinemas brasileiros marcada para o dia 20 de março, com distribuição da SATO Company. Selecionado pela Coreia do Sul para representar o país no Oscar 2025, a produção foi a maior bilheteira coreana de 2023 e aborda um capítulo crucial da história sul-coreana, conectando-se com debates políticos atuais, que foi o golpe militar de 1979.
Dirigido por Kim Sung-soo, 12:12: O DIA recria os eventos da noite de 12 de dezembro de 1979, quando o assassinato do presidente Park resultou na imposição da Lei Marcial e deu início a um golpe militar. O comandante Chun Doo-gwang (Hwang Jung-min) lidera um grupo de oficiais na tentativa de tomar o poder. Por outro lado, o comandante Lee Tae-shin (Jung Woo-sung) se empenha em evitar que o exército seja utilizado para fins políticos.
Esta é a primeira vez que o golpe militar é retratado no cinema de ficção. O diretor Kim Sung-soo, conhecido por filmes como “Asura: The City of Madness” e “The Flu”, ressalta que 12:12: O DIA mistura acontecimentos históricos com elementos fictícios para transmitir a intensidade daquele período. “Minha intenção foi levar o público para aquela noite gelada e carregada de tensão, retratando as escolhas e dilemas das pessoas que vivenciaram esse momento tão significativo”, declara.Kim também revela que sua ligação com a história é pessoal, pois vivenciou os eventos de 1979 quando tinha 19 anos. “Fiquei por mais de 20 minutos sentindo o ar gelado daquela noite de inverno, ouvindo os tiros ecoando pelo céu. Foi uma experiência aterrorizante, mas ao mesmo tempo repleta de curiosidade. Sempre me perguntei: quem estava lutando contra quem, e qual era o motivo?”, compartilha.O elenco de 12:12: O DIA conta com nomes como Lee Sung-min, Park Hae-joon e Kim Sung-kyun. Além disso, Jung Hae-in, protagonista da série “Love Next Door” da Netflix”. Inclusive, a produção do longa se dedicou a recriar com precisão os detalhes históricos de 1979, incluindo locações como o Bunker B2 no Quartel-General do Exército, a sala de comando do Grupo de Segurança da 30ª Divisão e as ruas de Seul. Para alcançar esse nível de autenticidade, a equipe recorreu a uma combinação de arquivos históricos, fotografias e consultores militares.Além disso, os cenários de 12:12: O DIA foram cuidadosamente projetados para refletir os dilemas e conflitos internos dos personagens. O escritório do Comandante Chun Doo-gwang, com suas cores vermelha e azul, simboliza a ambição e a ganância do líder rebelde. Por outro lado, o espaço do Comandante Lee Tae-shin, cercado por paredes de vidro, representa tanto sua vigilância quanto o isolamento em sua luta contra o golpe. Locais como o Bunker B2, que levou dois meses para ser construído, combinam elementos reais com computação gráfica, oferecendo ao público uma imersão em uma das noites mais tensas da história moderna da Coreia.Como Fernanda Torres disse sobre “Ainda Estou Aqui”, o cinema tem a capacidade de nos ensinar a resistir em tempos de adversidade. 12.12: O DIA não é apenas uma representação do passado, mas um aviso para o presente. Em um mundo onde a democracia enfrenta desafios constantes, o filme nos recorda que a liberdade nunca é algo garantido — é necessário protegê-la. A partir de 20 de março, a produção chega aos cinemas brasileiros, com distribuição da SATO COMPANY.
Sinopse
Após o assassinato do Presidente Park, a lei marcial é decretada. Um golpe de Estado é liderado pelo Comandante de Segurança da Defesa, Chun Doo-gwang (Hwang Jung-min), junto a um grupo de oficiais. O obstinado Comandante da Defesa da Capital, Lee Tae-shin (Jung Woo-sung), acredita que o exército não deve agir politicamente e enfrenta Chun para detê-lo. No caos crescente, enquanto líderes militares hesitam e o Ministro da Defesa está desaparecido, o destino da primavera de Seul toma um rumo inesperado.
Ficha Técnica
Direção: Kim Sung-soo
Elenco: Hwang Jung-min, Jung Woo-sung, Lee Sung-min, Park Hae-joon, Kim Sung-kyun
Produção: Hive Media Corp.
Produtor: Kim Won-kuk
Direção de Fotografia: Lee Mo-gae
Design de Produção: Jang Geun-young
Design de Figurino: Kwak Jung-ae
Duração: 141 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos